26 Jun 2026, Sex

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Compreender Francisco de Sales significa mergulhar no coração do século XVII europeu: uma época marcada por guerras de religião, efervescência cultural e uma profunda renovação espiritual. Nascido em 1567 no ducado de Saboia – terra de fronteira entre a França, a Itália e o mundo reformado de Genebra –, Francisco cresce em um contexto politicamente instável, atravessado pelas tensões entre católicos e protestantes. Respira o humanismo cristão nas salas de aula dos jesuítas em Paris e em Pádua, herda o fervor do concílio de Trento e confronta-se com as grandes correntes místicas de seu tempo. Sua figura não pode ser compreendida sem esse pano de fundo: é justamente dentro da história, e não à sua margem, que Francisco se torna o santo da bondade e da doçura.

 

 

A Saboia

Francisco de Sales não era francês nem italiano: era saboiano, ou seja, nascido no ducado de Saboia, do qual também fazia parte o Piemonte. “Sou, de qualquer forma, saboiano, tanto por nascimento quanto por obrigação”, escrevia a um secretário do duque Carlos Emanuel em 1616. Dom Bosco, nascido em 1815, também fazia parte desse Estado alpino, que acabaria por se tornar o Reino da Itália em 1861. Um ano antes, a Saboia havia sido cedida à França.

Francisco nasceu em 1567 no castelo de Sales, na comuna de Thorens, a 15 km ao norte de Annecy, no tempo do duque Emanuel Filiberto. Este, em 1562, havia transferido a capital de Chambéry para Turim. De 1580 a 1630, ou seja, durante quase toda a sua vida, reinou o duque Carlos Emanuel, homem decidido, mas envolvido em múltiplas intrigas com vizinhos poderosos sempre em guerra, sobretudo com a França e a Espanha. As guerras, as alianças e os casamentos tinham como objetivo principal proteger e, possivelmente, ampliar seus próprios territórios.

Para promover seus interesses, o duque de Saboia é forçado a um perigoso jogo de alianças: ou com a Espanha contra a França, ou com a França contra a Espanha. Disso resulta que o ducado perde posses a oeste (Bresse, Bugey, Gex, Genebra) e as ganha no Piemonte, a leste (marquesado de Saluzzo e de Monferrato).

Do ponto de vista religioso, o ducado não é homogêneo. Em uma época em que religião e política estão intimamente entrelaçadas e em que o princípio cujus regio, ejus religio (de quem é a região, dele seja a religião) tende a impor uma única confissão cristã às populações de um território específico, pode-se entender a preocupação de unificação religiosa do católico Carlos Emanuel.

Em Genebra, a Reforma protestante havia se implantado em 1535. Calvino a consolidará e o bispo católico de Genebra escolherá o exílio. Genebra tornou-se missionária e belicista. Sua influência religiosa e política estendeu-se sobre o Chablais e sobre o país de Gex. A situação preocupa os governantes: não faltam conflitos internacionais, lutas internas com operações bélicas e, por vezes, negociações diplomáticas, nas quais os interesses religiosos se combinam com as discussões políticas. A última tentativa (fracassada) do duque de Saboia para reconquistar Genebra com as armas é de 1602 (a famosa Escalade).

A sociedade é estruturada segundo um ordenamento hierárquico, no qual as famílias se esforçam para emergir a fim de adquirir poder. Assim também a família de Sales conseguiu comprar o castelo (castrum) de Thorens. A estrutura feudal não é mais a da Idade Média, mas não desapareceu. Essa sociedade também é hierarquizada: há os nobres, depois os burgueses (cuja influência se fortalece com o calvinismo) e, por fim, o povo das cidades, dos campos e das montanhas.

 

O humanismo na Saboia e na França

Nascido na Itália no século XV, esse movimento, que marca o início da época moderna, foi acolhido com entusiasmo pela elite na Saboia e na França. No entanto, o humanismo não possui um significado unitário. Seguindo Henrique Bremond, em sua vasta Histoire littéraire du sentiment religieux en France [História literária do sentimento religioso na França], podemos distinguir um humanismo naturalista, um humanismo cristão e um humanismo devoto.

O humanismo naturalista representa aquele esforço para glorificar a natureza humana. “O humanista extremado – escreve Bremond – conhece apenas a nossa e a própria grandeza. Ele faz o elogio da natureza humana com um entusiasmo exuberante… Tem uma confiança inabalável no fato de que o homem é fundamentalmente bom. Mesmo onde é fraco, ele o desculpa, o defende e o exalta.” A antiguidade greco-romana tornou-se a fonte e o modelo da literatura mais elegante e de uma formação mais elevada, em contraposição aos modelos escolásticos e medievais. Mas, ao mesmo tempo, com os autores clássicos, logo se acolheram também os conteúdos pagãos na cultura e na filosofia, enquanto a piedade era relegada aos conventos.

O humanismo cristão busca o equilíbrio entre o humanismo e a vida cristã. Escreve-se em um estilo conforme aos modelos clássicos e o homem vem cada vez mais para o primeiro plano. No entanto, não se podem esconder os perigos inerentes a essa corrente: a mistura do pensamento cristão com o pagão, a fratura entre fé e formação moral da personalidade, uma vida cristã apenas exterior e também a fratura entre a elite e a massa.

Por fim, há o humanismo devoto, no qual a devoção prevalece e se serve do humanismo para seus próprios fins. Bremond o explica assim: “O humanismo devoto não faz outra coisa senão aplicar as melhores tradições do Renascimento tanto na santificação pessoal daqueles que o vivem, quanto na direção dos fiéis.”

É claro que o humanismo de Francisco de Sales deve ser colocado nesta última corrente, como atesta toda a sua educação na Saboia, em Paris e em Pádua. Aos seis anos, aprende com o pai um ditado que se torna sua palavra de ordem: “Penso em Deus e em me comportar como um homem honesto.”

Em La Roche e no colégio de Annecy, seus primeiros mestres o introduzem na cultura clássica. Elogia-se em Francisco sua capacidade de aprender, sua etiqueta e também sua sede de saber a respeito dos mistérios da fé. Enviado pelo pai para estudar em Paris, escolheu o colégio de Clermont, onde os jesuítas cultivam a piedade junto com os estudos humanísticos, esforçando-se para cristianizar o humanismo renascentista. Em Pádua, depois, estudou direito e teologia e escolheu como diretor espiritual o famoso jesuíta Antônio Possevino. Deduz-se de toda essa formação que o humanismo de Francisco de Sales é um humanismo crítico, que escolhe e seleciona o que é válido e também belo, arrancando do humanismo a sua alma pagã.

Do estudo de Franz Königbauer sobre o humanismo na vida e na doutrina de São Francisco de Sales, podemos extrair alguns elementos interessantes que demonstram a influência do humanismo sobre o salesiano:

– a busca da perfeição literária;

– os traços de sua personalidade;

– a imagem de Deus marcada pela perfeição e pela bondade infinita;

– a imagem do homem destinado à união com Deus;

– a valorização do corpo;

– a reavaliação do sentimento e do afeto;

– o livre-arbítrio (e os limites da liberdade);

– a força e o efeito do amor.

 

Uma Igreja necessitada de reforma

A vida de São Francisco de Sales insere-se em uma época muito importante na história da Igreja. Ele nasceu em 1567, ou seja, cinquenta anos após a revolta de Lutero em Wittenberg em 1517 e quatro anos após o encerramento do Concílio de Trento (1545-1563). Toda a sua vida e o seu ministério serão marcados pela questão protestante e pela necessidade da reforma católica.

Quais foram as causas da reforma protestante? Os historiadores modernos, escreve Giacomo Martina, estão bastante divididos ao identificar as causas da revolução protestante. O P. Martina considera sobretudo a decadência da autoridade pontifícia nos séculos XIV e XV. Nesta chave de leitura, podem-se interpretar os seguintes acontecimentos:

– o atentado contra o papa Bonifácio VIII em Anagni (1303);

– o exílio de Avinhão (1309-1376);

– o cisma do Ocidente a partir de 1378;

– a teoria da superioridade do concílio sobre o papa;

– a tendência à formação de igrejas nacionais;

– a acentuação de preocupações mundanas no tempo do Renascimento;

– a corrupção moral de alguns papas.

 

O mesmo autor destaca, contudo, também outros elementos religiosos que influíram na gênese do protestantismo:

– a decadência da escolástica;

– as tendências intelectuais da época (nominalismo de Ockham);

– o falso misticismo;

– o evangelismo (Erasmo de Roterdã e os alumbrados [iluminados] na Espanha);

– a corrupção de algumas cúpulas da Igreja, especialmente na Itália e na Alemanha;

– a inquietação psicológica do século XV.

Ao lado dos fatores religiosos, é importante também levar em conta as causas políticas, sociais e econômicas, sobretudo na Alemanha: a resistência contra Roma, a resistência contra a centralização e o absolutismo dos Habsburgos, a situação econômica e social e, por fim, a personalidade de Lutero.

Nascido na Saxônia em 1483, Lutero estudou filosofia em Erfurt, em um ambiente impregnado de ockhamismo. Em 1505, entrou no convento dos agostinianos naquela cidade. Após sua ordenação sacerdotal, foi chamado em 1508 para ensinar em Wittenberg. Entre 1515 e 1517, começou a formular a nova doutrina sob a influência do ockhamismo, da interpretação pessoal de São Paulo e de Santo Agostinho e de sua profunda inquietação psicológica. Em 1517, lançou seu protesto contra a venda das indulgências, o que marcou o início da Reforma. Os pontos essenciais do luteranismo são: o reconhecimento da Bíblia como única autoridade em matéria de fé (sem a Tradição, a mediação da Igreja com o seu magistério), a justificação somente pela fé (sem as boas obras), a salvação somente pela graça (sem a mediação da Igreja, da hierarquia ou dos sacramentos).

Em Genebra, que dependia teoricamente do duque de Saboia e do príncipe bispo, as ideias da Reforma foram trazidas por mercadores alemães a partir de 1525. Nos anos seguintes, a corrente protestante se desenvolveu, sobretudo pela obra do pregador Guilherme Farel e com a proteção dos berneses. Em 1534, por motivos religiosos, mas também políticos e econômicos, a maior parte da classe dirigente aderiu à Reforma, e o bispo Pedro de la Baume, amedrontado, deixou a cidade. Em 10 de agosto de 1535, o Conselho da cidade suspendeu a missa. Em 21 de maio de 1536, o Conselho confirmou a adoção da Reforma. Dois meses depois, Calvino estabeleceu-se em Genebra, que se tornou a “Roma protestante”. Ao mesmo tempo, o culto católico foi suprimido em Thonon, capital de Chablais, onde se pôs fim às “cerimônias, sacrifícios, ofícios, instituições e tradições papistas”. Os sucessores de Pedro de la Baume e o capítulo da catedral escolheram a cidade de Annecy como sede “provisória” (no exílio) da diocese de Genebra.

Nascido em Noyon (França) em 1509, Calvino (João Cauvin ou Calvin) estudou teologia em Paris e direito em Orléans e depois em Bourges, onde conheceu a doutrina de Lutero. Por medida de segurança, dirigiu-se a Estrasburgo e a Basileia, onde publicou em 1536 a primeira redação de sua obra fundamental, a Institutio christianae religionis [Instituição da religião cristã]. De passagem por Genebra, foi solicitado por Guilherme Farel a permanecer na cidade, da qual se tornou o chefe religioso e também político. A doutrina de Calvino retoma os temas essenciais de Lutero e de Zwinglio, o reformador de Zurique. O cerne de seu sistema é a doutrina da predestinação: Deus, desde a eternidade e independentemente da previsão do pecado original, elege alguns para a eterna bem-aventurança e outros para a condenação eterna. Quanto à eucaristia, Calvino nega a transubstanciação, afirmando que o pão e o vinho são instrumentos através dos quais entramos em comunhão com a substância de Cristo. O culto é reduzido à oração, à pregação e ao canto dos salmos; não há mais ornamentos, órgão ou hierarquia. O discípulo mais fiel de Calvino e seu sucessor foi Théodore de Bèze (Teodoro Beza), a quem Francisco de Sales encontrou três vezes.

As lutas e a contestação protestante despertaram as energias da Igreja. Suspenso duas vezes por causa da peste ou da guerra, o Concílio de Trento (1545-1563) deu o sinal da reforma católica com suas decisões dogmáticas e seus decretos disciplinares. No plano doutrinal, os Padres do concílio intervieram sobre as fontes da Revelação, sobre a justificação e sobre os sacramentos. Sobre as fontes da Revelação, o concílio fixou a lista dos escritos inspirados do Antigo e do Novo Testamento, adotou a Vulgata como a versão oficial da Igreja e declarou que a Tradição era uma fonte da fé junto com a Escritura, e que esta deveria ser interpretada não segundo o sentido individual, mas segundo o ensinamento da Igreja. Em relação à justificação, definiu-se que a fé sozinha não basta para justificar o crente, mas que também são necessárias as obras realizadas sob a influência da graça. Sobre os sacramentos, o concílio definiu a instituição divina, a natureza, o ministro, as disposições exigidas e os efeitos dos sete sacramentos. Proclamou também a existência do purgatório, a legitimidade das indulgências, a invocação dos santos, o culto das relíquias e das imagens.

No plano disciplinar, o concílio tomou algumas medidas que tiveram grande influência: dever de residência para os bispos e os párocos; proibição aos pregadores de indulgências de receber dinheiro; criação dos seminários; proibição aos monges de possuir bens; clausura absoluta para os conventos de mulheres; reafirmação da indissolubilidade do matrimônio e proibição dos casamentos clandestinos; proibição do duelo.

Após o concílio, São Pio V (1566-1572) publicou o Catecismo Romano (1566), o Missal e o Breviário; Gregório XIII (1572-1585) fundou colégios eclesiásticos em Roma; e Sisto V (1585-1590) organizou a Cúria Romana em 15 Congregações. Os grandes artífices da reforma católica foram bispos, como São Carlos Borromeu de Milão (1538-1584), novos religiosos (antes de tudo os jesuítas de Santo Inácio de Loyola), bem como os teólogos e os santos daquela época.

 

Uma renovação espiritual em curso

Na época em questão, a espiritualidade foi cultivada segundo formas, tradições e países diversos, mas também com intercâmbios e influências recíprocas.

Nos países do Norte (Países Baixos, Renânia, Flandres, Alsácia), vigorava uma tradição de mística “abstrata”, que remontava à Baixa Idade Média [séculos XI ao XV] e que continuava a exercer grande influência, inclusive sobre o próprio Lutero. O primeiro de todos foi Mestre Eckhart (1260-1327), um dominicano, provincial da Saxônia e professor de teologia em Estrasburgo. Segundo o pensamento do “mestre”, o homem verdadeiramente espiritual deve buscar a união da alma com a essência divina, inclusive para além da humanidade de Cristo. Entre seus discípulos devem ser mencionados o beato Henrique Suso, também dominicano e professor de teologia em Constança (1295-1366), João Tauler, teólogo, místico e pregador de Estrasburgo (c.1300-1361), e o flamengo Jan Ruysbroek (1293-1381), propagador da devotio moderna, cujo texto mais representativo é a Imitação de Cristo, atribuída a Tomás de Kempis (1380-1471).

A Itália contribuiu em grande parte para a renovação católica. São Pio V e São Carlos Borromeu (1538-1584) eram italianos. Na Itália haviam nascido inúmeras ordens e congregações: Teatinos, Oratório de São Filipe Néri (1515-1594), Capuchinhos, Ursulinas de Santa Ângela Merici etc. A Itália mística permaneceu sob a influência de Santa Catarina de Sena (1347-1380), uma mística muito preocupada com a reforma da Igreja, e dos santos do século XV, especialmente Santa Catarina de Gênova (1447-1510). O século XVI é caracterizado por duas místicas: Santa Maria Madalena de Pazzi (1566-1607), carmelita, e Catarina de Ricci (1522-1590), dominicana, também elas preocupadas com a reforma da Igreja.

A Espanha conheceu no século XVI o seu “siglo de oro” [século de ouro] também no campo religioso e espiritual. Produziu grandes nomes na mística, sobretudo Teresa d’Ávila (1515-1582), santa e reformadora do Carmelo, João da Cruz (1542-1591) e Inácio de Loyola (1491-1556). Francisco de Sales apreciava muito também o dominicano Luís de Granada (+1588), que propunha um caminho de perfeição para todos por meio da oração, da palavra de Deus, da interioridade e da união com Deus. Por outro lado, a corrente dos Alumbrados (“iluminados” diretamente pelo Espírito) parecia às autoridades suspeita de heterodoxia.

Na França, sob o reinado de Henrique III (1574-1589), durante e após as guerras de religião, iniciou-se uma renovação espiritual brilhante. Nesse período, a vida de piedade ainda se nutria de modelos importados. Muitos autores italianos e espanhóis foram traduzidos para o francês. Também foram traduzidas para o latim atualizado as obras da escola do Norte. Dominava, de fato, a mística renana de tendência abstrata; exercia uma forte atração a “vida sobreeminente” de união direta com o Ser supremo, para além da humanidade de Cristo. Os escritos do pseudo-Dionísio, um autor neoplatônico do século V-VI, eram a leitura preferida dos franceses.

Francisco entrou em contato com esse movimento em Paris, onde permaneceu de janeiro a setembro de 1602, enquanto frequentava um ambiente desejoso de vida interior: a casa de Madame Acarie. Esta senhora não era apenas uma dona de casa e mãe de família exemplar, elegante e alegre, sempre pronta a ajudar os pobres, mas entrava frequentemente em êxtase. Francisco foi escolhido por ela como confessor e apoiou seu projeto de introduzir na França o Carmelo reformado de Santa Teresa d’Ávila. No “Cercle de Madame Acarie”, conheceu Pedro de Bérulle, futuro cardeal, e encorajou também seu projeto de introduzir na França o Oratório de Filipe Néri; Bérulle será o fundador e primeiro superior, em 1611, do Oratório da França. Francisco também se encontrou com o capuchinho de origem inglesa Benoît de Canfeld, a maior autoridade mística de seu tempo; com o P. Beaucousin, vigário da Cartuxa de Paris; com André Duval, grande evangelizador dos pobres; com o P. Cotton, o jesuíta futuro confessor de Henrique IV; com o P. de Brétigny, que havia encontrado na Espanha João da Cruz; e outros personagens da época. Naqueles anos nascia em torno de Bérulle a escola de espiritualidade conhecida pelo nome de “École française” [escola francesa] (H. Bremond), que terá como maiores representantes São Vicente de Paulo, Jean-Jacques Olier, São João Eudes, São João Batista de la Salle e São Luís Maria Grignion de Montfort.

 

P. Wirth MORAND

Salesiano de Dom Bosco, professor universitário, estudioso bíblico e historiador salesiano, membro emérito do Centro de Estudos Dom Bosco, autor de vários livros.