9 Out 2026, Sex

O novo Santuário Eucarístico de Balasar acolhe a beata Alexandrina Maria da Costa

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Nos dias 10 e 11 de outubro de 2026, Balasar viverá dois dias históricos. Os restos mortais da beata Alexandrina Maria da Costa, cooperadora salesiana, deixarão a igreja paroquial de Santa Eulália rumo ao novo Santuário Eucarístico, que será dedicado no dia seguinte pelo Núncio Apostólico em Portugal. O edifício foi projetado a partir da leitura de seus escritos: uma tenda que guarda o Tabernáculo, uma cruz que sustenta sua estrutura, um teto em forma de manto. Durante treze anos e sete meses, Alexandrina viveu alimentando-se apenas da Eucaristia e agora repousará voltada para o Tabernáculo, como desejava. Com ela rezam a Arquidiocese de Braga, a Família Salesiana e milhares de devotos de todo o mundo, pela paz e por sua canonização.

 

 

Há um pequeno povoado no norte de Portugal, a poucos quilômetros de Braga, que há décadas atrai peregrinos de todos os continentes. Todos os anos, cerca de 150 mil pessoas param para rezar junto ao túmulo da beata Alexandrina Maria da Costa (1904-1955), e 250 mil participam das celebrações eucarísticas. A partir de outubro, essa multidão silenciosa terá uma nova casa: o Santuário Eucarístico de Balasar, que acolherá para sempre o corpo da Beata. Para a Arquidiocese de Braga, a comunidade de Balasar e os inúmeros devotos espalhados pelo mundo, este é um acontecimento de grande importância, tanto eclesial quanto civil.

 

Dois dias de graça

No sábado, 10 de outubro, às 10h, o Arcebispo de Braga, Dom José Cordeiro, presidirá à trasladação dos restos mortais de Alexandrina da igreja paroquial de Santa Eulália para a capela a ela dedicada no novo Santuário.

No dia seguinte, domingo, 11 de outubro, às 16h, o Núncio Apostólico em Portugal, Dom Andrés Carrascosa Coso, presidirá à dedicação do Santuário e de seu altar, na presença das mais altas autoridades religiosas e civis. Entre os convidados estará também o Inspetor dos Salesianos de Portugal, padre Tarcizio Morais. Sua presença é um sinal do profundo vínculo entre Alexandrina e a Família de Dom Bosco, da qual ela fez parte como cooperadora salesiana e na qual encontrou, nos últimos anos de vida, a orientação espiritual do salesiano padre Umberto Pasquale.

Centenas de devotos virão sobretudo de Portugal, da Itália e da Espanha. Muitos outros acompanharão as celebrações pelos meios de comunicação.

 

Uma arquitetura nascida da oração

O Santuário, com capacidade para 1.800 pessoas sentadas, não é apenas um grande espaço para os peregrinos. Foi concebido para preservar e transmitir a espiritualidade eucarística e mariana que Alexandrina viveu em sua extraordinária experiência mística. O projeto nasceu, de fato, de um estudo atento de seus escritos e de sua vida e, ainda hoje, nos comunica a mensagem que Deus quer transmitir por meio dela.

O projeto foi elaborado pelo Centro Ave Arte de Loppiano, sob a direção artística da arquiteta Elena di Taranto. O Centro apresenta assim seu método: «Reunindo a competência de arquitetos, pintores e escultores, o Centro interpreta a arte litúrgica como uma expressão coletiva de beleza e comunhão, na qual cada elemento, da estrutura arquitetônica ao mobiliário, dos vitrais aos mosaicos, é concebido para favorecer o encontro espiritual e a oração por meio de uma linguagem artística contemporânea».

Quatro imagens orientam todo o edifício.

 

A Tenda. Elena di Taranto deu ao Santuário a forma de uma «Tenda», que remete à «tenda do deserto», à «tenda do encontro de Deus» com seu povo durante a travessia do deserto rumo à terra prometida.

 

O Tabernáculo. No centro da tenda está o Tabernáculo, que guarda a presença de Jesus na Santíssima Eucaristia. Não se trata de uma escolha decorativa: Alexandrina foi um milagre eucarístico vivo. De 1942 até sua morte, durante treze anos e sete meses, não ingeriu outro alimento além da Comunhão. O Senhor lhe confiou os Tabernáculos abandonados, chamando-a a uma vida de união e reparação pelos abandonos, pelas indiferenças e pelos sacrilégios contra a Santíssima Eucaristia.

 

A Cruz. No ponto mais alto ergue-se a Cruz, eixo de sustentação de toda a construção. Foi a partir dela que se desenvolveu a arquitetura do Santuário, e, no interior, a Capela da Eucaristia fica exatamente sob esse ponto. «A Cruz é a chave do Céu», disse Jesus a Alexandrina. Imobilizada no leito desde 1925, ela foi chamada a viver unida ao Crucificado, oferecendo seu próprio sofrimento pela salvação das almas, pela paz no mundo e pela santificação da Igreja.

 

O Manto. O teto tem a forma de um «manto», sinal de sua espiritualidade mariana. Em sua experiência mística, Alexandrina recebeu de Jesus e da Virgem o manto de Maria: unida ao amor e à dor da Mãe, deveria guardar e proteger o mundo inteiro com o manto do amor e da dor de Maria, dos quais agora, no Céu, participa.

 

Vitrais que contam histórias

Os grandes vitrais, os objetos litúrgicos e os paramentos são obra da artista portuguesa Dina Figueiredo. Seus vitrais enriquecem igrejas, santuários e capelas em muitos países: da Itália, com o célebre Santuário Maria Theotokos de Loppiano, à Espanha, de Portugal ao Japão, do Panamá à Irlanda.

Um espaço de destaque é reservado ao vitral da Paixão, Morte e Ressurreição. Nele, Alexandrina é retratada totalmente identificada com Jesus no Calvário, no momento em que encontra a Mãe. Em seu diário, ela descreve o encontro de seus olhares: «Ela me fitou e eu a fitei. Nossos corações se uniram na mesma dor e não se separaram». «A dor e o martírio se transformaram em sangue que banhava todo o Calvário e, no Calvário, toda a humanidade». E reza: «Que a tua Paixão, ó meu Jesus, faça ressuscitar minha alma por meio daquele amor e daquela graça que meu coração tanto deseja. Ó Jesus, quero ser santa!».

Outro vitral retrata mais uma experiência mariana: a Virgem lhe entrega seu manto régio. «Vejo a Mamãe à minha direita; ela me beijou, acariciou, tomou-me no colo e me cobriu com seu manto azul bordado de ouro: era o manto da Rainha. Nesse momento, senti como se o mundo inteiro estivesse à sombra daquele manto celeste». Em dezembro de 1942, esse dom se tornou uma missão: envolver o mundo, junto com a Mãe, com o amor e a dor oferecidos para salvá-lo.

 

Um túmulo ao nível do chão

A capela da Beata abrigará um túmulo rente ao chão, expressão da simplicidade e da humildade de Alexandrina. Como ela mesma pediu em seu diário, seu corpo ficará voltado para o Tabernáculo. No piso, uma cruz, uma coroa de espinhos e a estátua da Virgem Maria. Ao redor, a capela será decorada como um jardim, com rosas e flores-da-paixão.

 

Rumo à festa de 13 de outubro

As celebrações prosseguirão até a memória litúrgica da Beata, em 13 de outubro. Na noite do dia 12, uma procissão com velas partirá da casa de Alexandrina em direção ao Santuário, onde haverá adoração eucarística. No dia 13, será celebrada a Santa Missa com a bênção dos enfermos, encerrada com a consagração ao Imaculado Coração de Maria. A celebração será presidida pelo reitor do Santuário, Manuel Casado Neiva.

Três intenções acompanharão os dias de 10 a 13 de outubro:

            a paz no mundo;

            a canonização da beata Alexandrina;

            a ação de graças pelo novo Santuário.

Para a canonização, um salesiano preparou uma Novena, traduzida para sete idiomas (italiano, português, espanhol, inglês, francês, alemão e polonês). Ela deve ser rezada nos nove dias que antecedem a trasladação, de 1º a 9 de outubro. Como alternativa ou complemento, sugere-se a recitação do santo Rosário.

 

Pelo dom da beata Alexandrina à Igreja e à humanidade, e por este novo e belíssimo Santuário Eucarístico, só podemos dizer: «MAGNIFICAT, ANIMA MEA DOMINUM!».

 

 

Maria Rita Scrimieri

 

Editor BSOL

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