{"id":55174,"date":"2026-10-07T08:45:31","date_gmt":"2026-10-07T08:45:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.donbosco.press\/?p=55174"},"modified":"2026-10-07T08:46:04","modified_gmt":"2026-10-07T08:46:04","slug":"nove-dias-consagrados-a-augusta-mae-do-salvador-sob-o-titulo-de-maria-auxiliadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/santissima-virgem-maria\/nove-dias-consagrados-a-augusta-mae-do-salvador-sob-o-titulo-de-maria-auxiliadora\/","title":{"rendered":"Nove dias consagrados \u00e0 augusta m\u00e3e do Salvador, sob o t\u00edtulo de Maria Auxiliadora"},"content":{"rendered":"<p><em>No nome de Maria Auxiliadora ressoa uma longa hist\u00f3ria de confian\u00e7a do povo crist\u00e3o na prote\u00e7\u00e3o da M\u00e3e de Deus. No s\u00e9culo XVI, a invoca\u00e7\u00e3o Auxilium Christianorum j\u00e1 estava presente na tradi\u00e7\u00e3o lauretana, mas, ap\u00f3s a vit\u00f3ria de Lepanto, em 7 de outubro de 1571, atribu\u00edda \u00e0 intercess\u00e3o especial da Virgem invocada por meio do Ros\u00e1rio, o t\u00edtulo ganhou um significado muito mais vivo na mem\u00f3ria crist\u00e3. S\u00e3o Pio V atribuiu a vit\u00f3ria \u00e0 intercess\u00e3o de Maria: a partir daquele dia surgiu a festa de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio e, segundo a tradi\u00e7\u00e3o, a invoca\u00e7\u00e3o \u201cAuxilium Christianorum\u201d passou a fazer parte da Ladainha Lauretana. Maria do Ros\u00e1rio e Maria Auxiliadora n\u00e3o s\u00e3o, portanto, duas devo\u00e7\u00f5es separadas: \u00e9 a mesma M\u00e3e que a Igreja contempla como aquela que acompanha, sustenta e socorre seus filhos nas prova\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p><em>Quando, em 1870, S\u00e3o Jo\u00e3o Bosco publicou os Nove dias consagrados \u00e0 Augusta M\u00e3e do Salvador sob o t\u00edtulo de Maria Auxiliadora, ele acolheu essa heran\u00e7a e a traduziu para a linguagem simples e concreta da vida crist\u00e3. Sua novena n\u00e3o se limita a pedir gra\u00e7as, mas prop\u00f5e um verdadeiro caminho espiritual: nove dias para crescer na confian\u00e7a em Maria, na fidelidade aos sacramentos, na ora\u00e7\u00e3o, na caridade e na uni\u00e3o com Jesus.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261658\">Ao leitor<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261659\">Protesto do autor<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261660\">PRIMEIRO DIA<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261661\">Maria, Aux\u00edlio dos crist\u00e3os nas necessidades da vida<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261662\">Exemplo<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261663\">SEGUNDO DIA<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261664\">Honrar Maria nas solenidades e nos dias a ela consagrados<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261665\">Exemplo<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261666\">TERCEIRO DIA<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261667\">Promover a santifica\u00e7\u00e3o das festas, a fuga das blasf\u00eamias e das m\u00e1s conversas<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261668\">Exemplo<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261669\">QUARTO DIA<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261670\">Confiss\u00e3o frequente<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261671\">Exemplo<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261672\">QUINTO DIA<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261673\">Comunh\u00e3o frequente<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261674\">Exemplo<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261675\">SEXTO DIA<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261676\">Pretextos contr\u00e1rios \u00e0 comunh\u00e3o frequente e vantagens da mesma<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261677\">Exemplo<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261678\">S\u00c9TIMO DIA<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261679\">A Santa Missa<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261680\">Exemplo<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261681\">OITAVO DIA<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261682\">Honrar Jesus Sacramentado nas solenidades, nas prociss\u00f5es, no acompanhamento do Santo Vi\u00e1tico e nas visitas \u00e0 igreja<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261683\">Exemplo<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261684\">NONO DIA<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261685\">Consola\u00e7\u00f5es do devoto de Maria no momento da morte<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261686\">Exemplo<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261687\">Festa de Maria Auxiliadora<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261688\">Ato de consagra\u00e7\u00e3o a Maria<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261689\">Associa\u00e7\u00e3o dos Devotos de Maria Auxiliadora<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261690\">Benef\u00edcios espirituais dos associados<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#post-55174-_Toc242261691\">Aceita\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><a id=\"post-55174-_Toc242261658\"><\/a>Ao leitor<\/h1>\n<p>Al\u00e9m das obras publicadas sobre o culto e as maravilhas de Maria, invocada com o t\u00edtulo de <em>Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os<\/em>, muitos solicitavam uma novena que, ao mesmo tempo em que explicasse o objetivo dessa devo\u00e7\u00e3o, servisse de guia para celebrar devotamente a solenidade institu\u00edda em honra dessa augusta Rainha do C\u00e9u. Para satisfazer a esses piedosos desejos, procurei aqui expor em nove considera\u00e7\u00f5es uma novena que, ao mesmo tempo em que pode servir de prepara\u00e7\u00e3o para a festa de Maria Auxiliadora dos Crist\u00e3os, pode igualmente beneficiar aqueles que, ao longo do ano, desejam consagrar nove dias a esta comum Benfeitora do g\u00eanero humano.<\/p>\n<p>Como a associa\u00e7\u00e3o dos devotos de Maria Auxiliadora tem como objetivo proporcionar aos seus membros a prote\u00e7\u00e3o especial de Maria na hora da morte, gra\u00e7as \u00e0 devo\u00e7\u00e3o a Jesus sacramentado e \u00e0 sua M\u00e3e Imaculada, teve-se o cuidado de tratar os assuntos e reunir os pensamentos piedosos que pareciam mais oportunos para isso.<\/p>\n<p>Quanto aos exemplos acrescentados a cada considera\u00e7\u00e3o, julguei por bem omitir os nomes das pessoas a que se referem, para lhes evitar perguntas por parte de algum leitor indiscreto. Mas citam-se as fontes de onde foram retirados e conserva-se a rela\u00e7\u00e3o manuscrita aut\u00eantica para quem desejar satisfazer melhor a sua devo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por fim, h\u00e1 um ap\u00eandice sobre os estatutos da piedosa associa\u00e7\u00e3o dos devotos de Maria, que o Sumo Pont\u00edfice se dignou erigir em arquiconfraria com <em>Breve <\/em>de 5 de abril de 1870.<\/p>\n<p>Maria Auxiliadora, que nestes tempos se manifesta de tantas maneiras como grande benfeitora da pobre humanidade, ajude-me e ajude tamb\u00e9m a voc\u00ea, leitor crist\u00e3o, para que possamos viver e morrer na gra\u00e7a do Senhor e um dia sermos todos dignos de cantar seus louvores eternamente no c\u00e9u. Assim seja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><a id=\"post-55174-_Toc242261659\"><\/a>Protesto do autor<\/h1>\n<p>Para obedecer aos decretos de Urbano VIII, protesto que, ao que ser\u00e1 dito no livro de milagres, revela\u00e7\u00f5es ou outros fatos, n\u00e3o pretendo atribuir outra autoridade que n\u00e3o seja a humana; e ao dar a algu\u00e9m o t\u00edtulo de Santo ou Beato, n\u00e3o pretendo d\u00e1-lo sen\u00e3o de acordo com a opini\u00e3o; exceto aquelas coisas e pessoas que j\u00e1 foram aprovadas pela Santa S\u00e9 Apost\u00f3lica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><a id=\"post-55174-_Toc242261660\"><\/a>PRIMEIRO DIA<\/h1>\n<p>Antes de fazer a leitura todos os dias, dir-se-\u00e1:<\/p>\n<p><em> V. Vinde, \u00f3 Deus, em meu aux\u00edlio.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Socorrei-me, sem demora.<\/em><\/p>\n<p><em> V. Gl\u00f3ria ao Pai e ao Filho e ao Esp\u00edrito Santo.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Como era no princ\u00edpio, agora e sempre. Am\u00e9m.<\/em><\/p>\n<p><em> V. Maria, Auxiliadora dos Crist\u00e3os.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Rogai por n\u00f3s<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-1\" href=\"#post-55174-footnote-1\">[1]<\/a><\/sup><em> .<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261661\"><\/a>Maria, Aux\u00edlio dos crist\u00e3os nas necessidades da vida<\/h2>\n<p>1. Uma boa m\u00e3e \u00e9 sempre um verdadeiro tesouro e um grande conforto para sua fam\u00edlia. Assim, Maria, nossa m\u00e3e piedosa, ser\u00e1 certamente fonte de gra\u00e7as e b\u00ean\u00e7\u00e3os para as fam\u00edlias crist\u00e3s espalhadas por todo o mundo. Vivemos como num mar tempestuoso, como no ex\u00edlio, como no vale das l\u00e1grimas. Ora, Maria \u00e9 a estrela do mar, o conforto do nosso ex\u00edlio, a luz que nos ilumina, o caminho do c\u00e9u, enfim, \u00e9 a vida, a do\u00e7ura, a nossa esperan\u00e7a: <em>vita, dulcedo, et spes nossa. <\/em>Ela nos mostra isso obtendo para n\u00f3s cont\u00ednuas ajudas espirituais e temporais. Maria, diz S\u00e3o Jer\u00f4nimo, tem um cora\u00e7\u00e3o t\u00e3o piedoso e terno para com os homens, que nunca houve pessoa que se afligisse tanto com as pr\u00f3prias dores quanto Maria com as dores alheias<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-2\" href=\"#post-55174-footnote-2\">[2]<\/a><\/sup> . Por isso, assim que percebe uma necessidade, imediatamente nos traz socorro. Assim que Maria soube pelo Arcanjo que a fam\u00edlia de Zacarias e especialmente Isabel precisavam de ajuda, ela se dirigiu a ela com toda a pressa, fazendo uma viagem de cerca de setenta milhas por montanhas escarpadas: <em>abiit in montana cum festinatione<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-3\" href=\"#post-55174-footnote-3\">[3]<\/a><\/sup>. Chegando ent\u00e3o \u00e0quela casa afortunada, Maria serviu-a como humilde serva por tr\u00eas meses, e n\u00e3o a abandonou at\u00e9 que ela n\u00e3o precisasse mais de seus servi\u00e7os. &#8211; O mesmo fez em Can\u00e1 da Galileia. Maria estava convidada para um casamento com Jesus e outras personalidades ilustres, quando, no auge do banquete, faltou o vinho. Maria, com seu olhar maternal, percebeu que os noivos estavam angustiados e cobertos de vergonha. Ao ver isso, Maria se comoveu e, sem que ningu\u00e9m lhe pedisse, pensou em socorr\u00ea-los. Assumiu imediatamente, como reflete S\u00e3o Bernardino de Sena, o of\u00edcio de piedosa auxiliadora: <em>officium piae auxiliatricis assumsit non rogata<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-4\" href=\"#post-55174-footnote-4\">[4]<\/a><\/sup> [sem ser solicitada, assumiu o of\u00edcio de piedosa auxiliadora]. Filho, diz baixinho a Jesus, eles n\u00e3o t\u00eam vinho. Maria pronuncia estas palavras com tal express\u00e3o que d\u00e1 a entender que deseja um milagre em favor daqueles seus devotos, e o obt\u00e9m, e os consola<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-5\" href=\"#post-55174-footnote-5\">[5]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>2. Esta terna solicitude de Maria n\u00e3o diminuiu desde que foi assunta ao c\u00e9u pelos anjos; pelo contr\u00e1rio, aumentou ainda mais. \u2013 Oh! Sim, ela ainda se lembra que no Monte Calv\u00e1rio Jesus a tornou nossa m\u00e3e. <em>Mulier, ecce Filius tuus, <\/em>e depois ao disc\u00edpulo predileto: <em>Ecce mater tua<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-6\" href=\"#post-55174-footnote-6\">[6]<\/a><\/sup>. Naquele momento, Jesus tocou seu cora\u00e7\u00e3o de tal maneira e o encheu de tanta ternura por n\u00f3s, que n\u00e3o se pode imaginar com a mente humana. Juntemos o amor que todas as m\u00e3es t\u00eam pelos seus filhos; mas a plenitude do afeto de todas essas m\u00e3es nunca ser\u00e1 capaz de igualar o amor que s\u00f3 Maria tem por cada um de n\u00f3s. \u00d3 pensamento querido, \u00f3 doce consolo! Ter no c\u00e9u uma M\u00e3e t\u00e3o terna e amorosa!<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a raz\u00e3o, \u00f3 crist\u00e3o devoto, pela qual n\u00e3o se l\u00ea que, ao longo de tantos s\u00e9culos, Maria n\u00e3o tenha sempre vindo em aux\u00edlio dos crist\u00e3os em qualquer necessidade deles. Oh! N\u00e3o, exclamam a uma s\u00f3 voz Santo Agostinho e S\u00e3o Bernardo, nunca se ouviu no mundo que algu\u00e9m em suas necessidades tenha recorrido com confian\u00e7a a Maria e tenha sido abandonado por ela<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-7\" href=\"#post-55174-footnote-7\">[7]<\/a><\/sup>. Folheie as p\u00e1ginas dos livros sagrados e de todas as hist\u00f3rias, percorra todo o mundo crist\u00e3o, interrogue os povos, os reinos, as cidades, as aldeias, as fam\u00edlias, e pergunte se alguma vez aconteceu entre eles que Maria n\u00e3o tenha corrido em aux\u00edlio dos seus filhos necessitados. \u00c0 sua pergunta, todos responder\u00e3o em un\u00edssono: <em>n\u00e3o, nunca.<\/em><\/p>\n<p>Meu leitor, para melhor persuadi-lo dessa verdade, entre em algum santu\u00e1rio dedicado a Maria, e voc\u00ea n\u00e3o tardar\u00e1 em se convencer de que ela \u00e9 a <em>Ajuda dos Crist\u00e3os <\/em>nas necessidades da vida. Observe, pendurados naquelas paredes sagradas, os sinais da bondade e do poder dela. L\u00e1 voc\u00ea v\u00ea um doente j\u00e1 dado como perdido pelos m\u00e9dicos, mas que, por Maria, recupera a sa\u00fade; aqui, um com febre, outro com epilepsia, um terceiro libertado da gangrena. Voc\u00ea observar\u00e1 ainda outros que, por sua intercess\u00e3o, escaparam das m\u00e3os de assassinos, ou das \u00e1guas, ou de inc\u00eandios, ou de uma queda, e assim por diante. Ao sair dali, voc\u00ea n\u00e3o poder\u00e1 deixar de exclamar: \u00d3 <em>Maria, qu\u00e3o poderosa e qu\u00e3o boa sois v\u00f3s, qu\u00e3o verdadeiro \u00e9 que ajudais aqueles que vos invocam nas necessidades da vida.<\/em><\/p>\n<p>3. Se Maria vem em nosso aux\u00edlio nas necessidades temporais, com muito mais urg\u00eancia ela nos socorre nas necessidades espirituais. Seria necess\u00e1rio escrever grandes volumes para enumerar todos os grandes benef\u00edcios que Maria fez aos seus devotos. S\u00e3o Bernardo expressa essa verdade dizendo: Deus quis que todo o bem nos chegasse por meio de Maria; <em>totum nos habere voluit per Mariam <\/em>[quis que tiv\u00e9ssemos tudo por meio de Maria]<em>; <\/em>e S\u00e3o Bernardino de Sena acrescenta: Todas as gra\u00e7as que recebemos de Deus s\u00e3o dispensadas por meio de Maria, e s\u00e3o dispensadas a quem Maria quer, quando Maria quer e como Maria quer<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-8\" href=\"#post-55174-footnote-8\">[8]<\/a><\/sup>. E oh! Quantas virgens devem a sua pureza virginal \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dela! Quantos jovens, a vit\u00f3ria sobre as paix\u00f5es! Quantos pais, quantas m\u00e3es, a salva\u00e7\u00e3o eterna de seus filhos! Pode-se dizer que na nova lei n\u00e3o h\u00e1 santo que n\u00e3o reconhe\u00e7a sua santidade pela intercess\u00e3o de Maria. A hist\u00f3ria nos diz que os mais ilustres deles foram tamb\u00e9m os mais devotos de Maria.<\/p>\n<p>Maria n\u00e3o \u00e9 apenas a ajuda dos crist\u00e3os em particular, mas o apoio da Igreja universal. Com a ajuda de Maria, os ap\u00f3stolos, os m\u00e1rtires e a Igreja primitiva venceram os perseguidores; com a ajuda dela, a idolatria foi erradicada; por ela, a bandeira da Cruz foi hasteada em todo o mundo e triunfou<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-9\" href=\"#post-55174-footnote-9\">[9]<\/a><\/sup>. Por ela foram vencidos os b\u00e1rbaros, por ela foram confundidos os hereges, por ela foram erradicadas as heresias. Por isso, com raz\u00e3o, S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo j\u00e1 chamava Maria de decoro, gl\u00f3ria e firmeza da Igreja: <em>Ecclesiae nostrae decus, gloria et firmamentum<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-10\" href=\"#post-55174-footnote-10\">[10]<\/a><\/sup>. Portanto, caro leitor devoto, digamos com S\u00e3o Bernardo: Nos perigos, nas ang\u00fastias, nas d\u00favidas, pense em Maria, invoque Maria. Maria nunca se afaste da sua boca; Maria nunca se afaste do seu cora\u00e7\u00e3o. <em>In periculis, in angustiis, Mariam cogita, Mariam invoca; non recedat ab ore, non recedat a corde<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-11\" href=\"#post-55174-footnote-11\">[11]<\/a><\/sup> [Nos perigos, nas ang\u00fastias, pensa em Maria, invoca Maria; nunca se afaste da boca, nunca se afaste do cora\u00e7\u00e3o].<\/p>\n<p><em>Pr\u00e1tica<\/em>. \u2013 Nas afli\u00e7\u00f5es e nas penas, invocarei frequentemente Maria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261662\"><\/a>Exemplo<\/h2>\n<p>A hist\u00f3ria nos fornece muitos exemplos para provar o quanto Maria \u00e9 sol\u00edcita em socorrer os crist\u00e3os nas necessidades da vida. Vale para todos a vit\u00f3ria que Ela deu aos crist\u00e3os contra os turcos. Esses inimigos do nome crist\u00e3o, ap\u00f3s muitas vit\u00f3rias, somente na cidade de Nic\u00f3sia passaram a fio de espada vinte mil crist\u00e3os, outros esfolaram, v\u00e1rios despeda\u00e7aram vivos. N\u00e3o satisfeitos com isso, nem com as conquistas obtidas, amea\u00e7aram toda a cristandade com sangue e massacres. Quem ousaria se opor a esses formid\u00e1veis inimigos? O Papa S\u00e3o Pio V, que ent\u00e3o governava a Igreja, tentou unir os pr\u00edncipes crist\u00e3os em uma liga sagrada; convidou-os, implorou-lhes que pegassem em armas contra o inimigo comum, mas apenas o rei de Espanha Filipe II, o duque de Saboia Emanuel Filipe e alguns outros italianos se comoveram com a voz do Vig\u00e1rio de Jesus Cristo. Ent\u00e3o o papa, vendo as for\u00e7as dos crist\u00e3os muito inferiores \u00e0s dos infi\u00e9is e, humanamente falando, sendo imposs\u00edvel uma vit\u00f3ria, depositou toda a sua confian\u00e7a em Maria. Ordenou, portanto, ora\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas por toda a cristandade e, cheio de confian\u00e7a, abandonou-se nos bra\u00e7os de Maria. Em seguida, ordenou aos generais da armada crist\u00e3 que expulsassem de seu ex\u00e9rcito todas as pessoas de m\u00e1 vida e exigissem dos soldados restantes uma conduta irrepreens\u00edvel e uma terna devo\u00e7\u00e3o a Maria. Os combatentes se confessam, recebem a sagrada comunh\u00e3o e, aben\u00e7oados pelo Vig\u00e1rio de Cristo e sob a prote\u00e7\u00e3o da Rainha do C\u00e9u, partem para o mar em busca do inimigo. No dia 8 de outubro, as duas frotas se encontram perto de Lepanto, cidade da Gr\u00e9cia. Eram quatro horas da tarde. Ao som das trombetas, d\u00e1-se ent\u00e3o o sinal da batalha, e os crist\u00e3os, ao grito de <em>Viva Maria<\/em>, lan\u00e7am-se contra os infi\u00e9is. J\u00e1 se lutava com grande ferocidade h\u00e1 uma hora inteira, e a vit\u00f3ria ainda estava indecisa, quando eis que cai morto o chefe dos turcos. Com esta not\u00edcia, os b\u00e1rbaros perdem a coragem, confundem-se e fogem; seus navios s\u00e3o detidos, afundados ou incendiados. A matan\u00e7a \u00e9 generalizada, a derrota consumada. Em pouco tempo, os turcos perdem trinta mil homens, duzentos e vinte e quatro navios, quatrocentos e vinte e sete canh\u00f5es. Essas perdas causaram o colapso do poder mu\u00e7ulmano, que a partir daquele dia entrou em decl\u00ednio, chegando hoje ao seu fim. Todos reconheceram que uma vit\u00f3ria t\u00e3o portentosa se devia a Maria. No momento em que era conquistada, ela dignou-se tamb\u00e9m a revel\u00e1-la em Roma ao seu devot\u00edssimo Pio V com uma vis\u00e3o celestial. Em sinal de gratid\u00e3o e afeto, Pio V decretou que fosse inserida nas Ladainhas Lauretanas a invoca\u00e7\u00e3o: <em>Maria, auxilium Christianorum, ora pro nobis [Maria, Auxiliadora dos Crist\u00e3os, rogai por n\u00f3s].<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><a id=\"post-55174-_Toc242261663\"><\/a>SEGUNDO DIA<\/h1>\n<p><em> V. Vinde, \u00f3 Deus, em meu aux\u00edlio.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Socorrei-me, sem demora.<\/em><\/p>\n<p><em> V. Gl\u00f3ria ao Pai&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> R. Como era no princ\u00edpio&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> V. Maria, Auxiliadora dos Crist\u00e3os.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Rogai por n\u00f3s.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261664\"><\/a>Honrar Maria nas solenidades e nos dias a ela consagrados<\/h2>\n<p>1. Se queremos que Maria nos ajude nas necessidades da vida, \u00e9 necess\u00e1ria uma vontade sincera, um desejo vivo de agrad\u00e1-la e fazer tudo o que sabemos que lhe agrada, honrando-a especialmente nas solenidades e nos outros dias a ela consagrados. Nesses dias, os anjos e os santos do c\u00e9u exultam de alegria; multiplicam as louvores \u00e0 sua Rainha e se re\u00fanem em torno de seu trono para lhe prestar homenagem e proclamar seu poder e sua gl\u00f3ria. Por isso, nos dias a ela consagrados, procuremos purificar nossa alma de toda mancha de pecado por meio de uma boa confiss\u00e3o, aproximando-nos depois da sagrada comunh\u00e3o. Esta \u00e9 a maneira mais adequada de agradar a Maria e celebrar suas solenidades. N\u00e3o deixemos de ir ouvir seus louvores em alguma igreja e, se n\u00e3o pudermos, pelo menos leiamos e meditemos algumas de suas virtudes, especialmente aqueles fatos e mist\u00e9rios que s\u00e3o lembrados nessas solenidades especiais.<\/p>\n<p>2. Mas, para nos tornarmos mais agrad\u00e1veis a Maria nos dias dedicados \u00e0s suas gl\u00f3rias, procuremos, \u00f3 devoto crist\u00e3o, preparar-nos com uma piedosa novena ou, pelo menos, com um tr\u00edduo. O que faz um bom filho quando sabe que se aproxima a festa de sua m\u00e3e? Nos dias que antecedem, ele prepara o presente que lhe dar\u00e1; pensa nas flores com as quais formar um belo buqu\u00ea digno da m\u00e3e; prepara uma carta ou um pequeno discurso com o qual possa melhor expressar, no momento oportuno, os afetos filiais do seu cora\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, nesses dias, ele se compromete a cumprir mais exatamente todos os seus deveres; toma mais cuidado do que nunca para n\u00e3o lhe causar nem mesmo o menor desgosto; enfim, procura agrad\u00e1-la em tudo. Assim, nos dias que antecedem as festas de Maria, sejamos mais exatos no cumprimento de nossos deveres, mais pacientes, mais caridosos. De manh\u00e3, ao longo do dia, \u00e0 noite, procuremos elevar nossa mente e nosso cora\u00e7\u00e3o a Maria com calorosas jaculat\u00f3rias: procuremos viver em estreita uni\u00e3o com Ela, fazendo tudo para lhe dar prazer. Esses atos de virtude s\u00e3o como um atraente buqu\u00ea de flores espirituais, para oferecer a Maria no dia da festa. Vinde, \u00f3 filhos, ela diz, fazei-me guirlandas de flores, rodeai-me de frutos, porque eu desfale\u00e7o de amor por v\u00f3s: <em>fulcite me floribus, stipate me malis, quia amore langueo<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-12\" href=\"#post-55174-footnote-12\">[12]<\/a><\/sup> [Sustentai-me com flores, rodeai-me de ma\u00e7\u00e3s, porque desfale\u00e7o de amor]. Os mais devotos costumam fazer todos os dias da novena uma mortifica\u00e7\u00e3o na comida ou na bebida, ou dar esmola, ou assistir a uma missa, ou mesmo aproximar-se todos os dias da sagrada comunh\u00e3o. Se a novena ou o tr\u00edduo tiver lugar em alguma igreja, eles comparecem pontualmente \u00e0s fun\u00e7\u00f5es que ali se realizam. Santa Gertrudes, na festa da Assun\u00e7\u00e3o, viu Maria com um coro de belas jovens sob o manto; e compreendeu que aquele grupo afortunado era composto pelas almas que se haviam preparado devotamente para aquela sagrada solenidade; e que, por isso, Maria, a partir de ent\u00e3o, olhava para elas com olhos mais benignos, e os anjos cuidavam delas com maior afeto.<\/p>\n<p>3. Al\u00e9m das homenagens que prestamos a Maria ao longo do ano, nas novenas e nas suas festas, a Santa Igreja exorta-nos a consagrar ao seu culto tamb\u00e9m o s\u00e1bado de cada semana. Por isso, pratiquemos tamb\u00e9m n\u00f3s nesse dia algum ato de virtude e piedade em honra desta augusta Rainha do c\u00e9u. S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz, Santa Teresa, Santo Afonso Maria de Lig\u00f3rio e muitos outros costumavam jejuar nesse dia; e assim ainda hoje costumam fazer muitos bons crist\u00e3os. Outros fazem uma visita \u00e0 igreja ou rezam alguma ora\u00e7\u00e3o em casa diante de uma imagem de Maria; outros oferecem todas as a\u00e7\u00f5es daquele dia em sua honra.<\/p>\n<p>Mas isso n\u00e3o nos basta, irm\u00e3o. N\u00e3o deixemos passar um dia sem honrar Maria. Saudemo-la frequentemente com jaculat\u00f3rias amorosas. S\u00e3o Bernardo, saudando um dia com muito afeto a Virgem com as palavras <em>Ave Maria<\/em>, ouviu-a responder: <em>Ave Bernarde<\/em>. Procuremos tamb\u00e9m participar das solenes prociss\u00f5es que costumam ser feitas em honra desta Rainha celestial. Inscrevamo-nos em alguma confraria piedosa, cumprindo depois as pr\u00e1ticas de devo\u00e7\u00e3o nela prescritas. Fale frequentemente dela com os jovens e com os adultos, divulgue imagens, medalhas, livros que tratem de suas grandezas e fa\u00e7am conceber por ela terna confian\u00e7a e amor. Oh! Ent\u00e3o Maria nos proteger\u00e1 como uma verdadeira M\u00e3e nesta vida e nos preparar\u00e1 um lugar magn\u00edfico no c\u00e9u, porque est\u00e1 escrito: aqueles que me honram ter\u00e3o a vida eterna: <em>qui elucidant me, vitam aeternam habebunt<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-13\" href=\"#post-55174-footnote-13\">[13]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p><em>Pr\u00e1tica.<\/em> \u2013 Proponho fazer todos os s\u00e1bados alguma abstin\u00eancia em honra de Maria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261665\"><\/a>Exemplo<\/h2>\n<p>Especialmente nestes \u00faltimos tempos, Deus tem prazer em operar em socorro dos aflitos as maiores maravilhas por intercess\u00e3o de Maria Auxiliadora. Ao longo desta novena, iremos narrando algumas delas para edifica\u00e7\u00e3o comum. Sirva, por ora, o seguinte fato.<\/p>\n<p>No ano de 1868, no dia 10 de junho, por volta do meio-dia, chegou a Turim, \u00e0 igreja de Maria Auxiliadora, um homem de apar\u00eancia elegante. Descendo da carruagem que o trouxera em corrida precipitada, ele entra no templo e pede para se confessar; depois, com exemplar recolhimento, aproxima-se da Santa Comunh\u00e3o. Depois de fazer os devidos agradecimentos, foi \u00e0 sacristia, fez uma oferta ao diretor da igreja, dizendo: Rezem por mim e contem ao mundo inteiro as maravilhas do Senhor, por intercess\u00e3o da Sant\u00edssima Virgem. Quando lhe perguntaram quem era e o que o tinha levado ali, ele respondeu: Venho de Faenza; tinha um filho, \u00fanico objeto das minhas esperan\u00e7as. Adoeceu aos quatro anos de idade, n\u00e3o me davam mais esperan\u00e7a de vida e eu chorava inconsolavelmente como se estivesse morto. Um amigo, para me consolar, sugeriu-me que fizesse uma novena a Maria Auxiliadora dos Crist\u00e3os, com a promessa de fazer alguma oferta para esta igreja. Prometi tudo e acrescentei que viria pessoalmente fazer a minha oferta, aproximando-me aqui dos santos sacramentos, se obtivesse a gra\u00e7a. Deus me atendeu. Na metade da novena, meu filho estava fora de perigo e agora goza de \u00f3tima sa\u00fade. Ele n\u00e3o ser\u00e1 mais meu, mas eu o chamarei para sempre de filho de Maria. Caminhei dois dias: tendo agora cumprido minha obriga\u00e7\u00e3o, parto consolado e bendirei sempre a M\u00e3e da Miseric\u00f3rdia, Maria Auxiliadora<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-14\" href=\"#post-55174-footnote-14\">[14]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><a id=\"post-55174-_Toc242261666\"><\/a>TERCEIRO DIA<\/h1>\n<p><em> V. Vinde, \u00f3 Deus, em meu aux\u00edlio.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Socorrei-me, sem demora.<\/em><\/p>\n<p><em> V. Gl\u00f3ria ao Pai&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> R. Como era no princ\u00edpio&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> V. Maria, Auxiliadora dos Crist\u00e3os.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Rogai por n\u00f3s.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261667\"><\/a>Promover a santifica\u00e7\u00e3o das festas, a fuga das blasf\u00eamias e das m\u00e1s conversas<\/h2>\n<p>1. Tr\u00eas graves desordens penetraram hoje entre os crist\u00e3os; desordens que, ao insultar a Majestade de Deus e causar a morte das almas, dilaceram o dulc\u00edssimo Cora\u00e7\u00e3o de Maria. A primeira delas \u00e9 a profana\u00e7\u00e3o dos dias festivos. Chegamos ao ponto em que, em muitas cidades e vilas, n\u00e3o se faz mais distin\u00e7\u00e3o entre dias de festa e dias de trabalho. Nos dias festivos, trabalha-se no campo, trabalha-se nas oficinas, trabalha-se em p\u00fablico, trabalha-se em privado. Parece que os inimigos de Deus se uniram gritando: <em>acabemos com os dias de festa na <\/em>terra<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-15\" href=\"#post-55174-footnote-15\">[15]<\/a><\/sup>. \u2013 A segunda desordem \u00e9 a blasf\u00eamia, que se est\u00e1 espalhando terrivelmente. Infelizmente, o dem\u00f4nio soube ensinar a muitos crist\u00e3os o of\u00edcio in\u00edquo que ele exerce no inferno: <em>amaldi\u00e7oar e blasfemar. <\/em>Assim, blasf\u00eamias de todos os tipos saem da boca de muitos, grandes e pequenos, homens e at\u00e9 mulheres. Blasfema-se contra Deus e sua Provid\u00eancia, seus atributos, o Sant\u00edssimo Sacramento e tudo o que \u00e9 religioso e santo. Como se essas duas desordens n\u00e3o fossem suficientes para devastar a terra, acrescenta-se uma terceira, n\u00e3o menos funesta para as almas, ou seja, as conversas irreligiosas e desonestas. Com as primeiras, atenta-se contra a pureza da f\u00e9; com as segundas, contra a pureza dos costumes; com as primeiras, perde-se a estima pela Igreja e seus ministros; com as segundas, corrompem-se os costumes, as mentes e os cora\u00e7\u00f5es. <em>Corrumpunt bonos mores colloquia prava<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-16\" href=\"#post-55174-footnote-16\">[16]<\/a><\/sup> [As m\u00e1s conversas corrompem os bons costumes]. Por causa desses tr\u00eas crimes, o inferno abriu, por assim dizer, ainda mais suas mand\u00edbulas, porque um n\u00famero infinito de crist\u00e3os cai nele todos os dias infelizmente. Oh! Tempos deplor\u00e1veis! O inferno ri; o C\u00e9u chora.<\/p>\n<p>2. Crist\u00e3o, se quisermos dar um grande prazer a Maria, n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o devemos manchar nossa alma com nenhum desses pecados, mas com todo o zelo devemos procurar erradic\u00e1-los do mundo, ou pelo menos diminu\u00ed-los. Procuremos alcan\u00e7ar isso com o exemplo e com as palavras de todos aqueles com quem tivermos que lidar, especialmente nossos dependentes. Portanto, em sua casa, seja voc\u00ea o primeiro a santificar os dias festivos. Procure realizar todo o trabalho urgente no s\u00e1bado e na v\u00e9spera dos dias santos, para que no dia seguinte o dem\u00f4nio n\u00e3o lhe d\u00ea algum pretexto para trabalhar ou fazer trabalhar. Que os membros de sua fam\u00edlia saibam que essa \u00e9 a sua vontade; que seus servos saibam disso, para que se apressem em realizar todas as tarefas desde o dia anterior. Lembre-se, diz Deus, de santificar o dia festivo; nem fa\u00e7a nesse dia qualquer trabalho servil: <em>memento ut diem sabbati sanctifices, nec facies in eo omne opus<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-17\" href=\"#post-55174-footnote-17\">[17]<\/a><\/sup> [Lembra-te de santificar o dia do s\u00e1bado, nem fa\u00e7as nesse dia qualquer trabalho]. Portanto, lembremo-nos de que o dia festivo \u00e9 o dia do Senhor e que, al\u00e9m de nos abstermos de trabalhos servis, devemos ocup\u00e1-lo com coisas que tragam honra e gl\u00f3ria a Ele e benef\u00edcio \u00e0 nossa alma. Se santificarmos devidamente o dia de festa, seremos aben\u00e7oados. Deus, em v\u00e1rios lugares da Sagrada Escritura, promete grande prosperidade aos fi\u00e9is que guardam os dias festivos<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-18\" href=\"#post-55174-footnote-18\">[18]<\/a><\/sup>; pelo contr\u00e1rio, os profanadores dos mesmos devem esperar as mais graves desgra\u00e7as. Na lei antiga, eles eram amea\u00e7ados de morte por apedrejamento: <em>qui polluerit illud morte morietur<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-19\" href=\"#post-55174-footnote-19\">[19]<\/a><\/sup> [Quem o profanar certamente morrer\u00e1]. O vener\u00e1vel cura d\u2019Ars dizia com toda raz\u00e3o: <em>Conhe\u00e7o dois meios de ir \u00e0 ru\u00edna: roubar e profanar as festas.<\/em><\/p>\n<p>3. Cuidemos tamb\u00e9m, \u00f3 devoto leitor, de n\u00e3o proferir blasf\u00eamias de qualquer tipo. A blasf\u00eamia \u00e9 uma injusti\u00e7a solene e uma grave ingratid\u00e3o contra Deus: \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o desesperada. Santo Agostinho, falando daqueles que blasfemam contra Jesus Cristo, diz que o pecado deles n\u00e3o \u00e9 menor do que o dos judeus que o crucificaram: <em>non minus peccant qui blasphemant Christum regnantem in coelo, quam qui crucifixerunt ambulantem in terris<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-20\" href=\"#post-55174-footnote-20\">[20]<\/a><\/sup> [N\u00e3o pecam menos aqueles que blasfemam contra Cristo reinando nos c\u00e9us do que aqueles que O crucificaram enquanto caminhava na terra]. Se voc\u00ea for pai, m\u00e3e ou tiver alguma outra autoridade, avise e castigue os culpados com penas proporcionais. Oh! N\u00e3o, nunca permita que algu\u00e9m tenha a ousadia de profanar sua casa com esse pecado. Deus, na lei antiga, ordenava que os blasfemos fossem condenados \u00e0 morte e mortos sob uma chuva de pedras: <em>qui blasphemaverit nomen Domini, morte moriatur: lapidibus opprimet eum omnis multitudo<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-21\" href=\"#post-55174-footnote-21\">[21]<\/a><\/sup> [quem blasfemar o nome do Senhor ser\u00e1 punido de morte: toda a comunidade o apedrejar\u00e1]. Embora hoje em dia essa lei penal n\u00e3o esteja mais em vigor, Deus n\u00e3o deixa de punir os profanadores de seu nome com os castigos mais terr\u00edveis. Muitas vezes, basta uma \u00fanica blasf\u00eamia para que a maldi\u00e7\u00e3o divina caia sobre a cabe\u00e7a. Pela blasf\u00eamia no campo de Senaqueribe, 180 mil soldados ca\u00edram em uma \u00fanica noite. Fara\u00f3 blasfema gritando: <em>n\u00e3o conhe\u00e7o o Senhor, <\/em>e \u00e9 sepultado no mar com seu ex\u00e9rcito. Juliano, o ap\u00f3stata, blasfema e morre transpassado. Ario, blasfemo da divindade de Jesus Cristo, perece numa fossa. Ol\u00edmpio Ariano, tendo blasfemado publicamente contra a Sant\u00edssima Trindade, na presen\u00e7a de muitos que o ouviam foi atingido e incinerado por tr\u00eas raios<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-22\" href=\"#post-55174-footnote-22\">[22]<\/a><\/sup>. Sim, \u00e9 dif\u00edcil que a blasf\u00eamia fique impune aqui embaixo. Fujamos dela, por caridade. O que eu lhe recomendo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s blasf\u00eamias vale tamb\u00e9m contra as m\u00e1s conversas. Nunca se deixe induzir a falar mal da religi\u00e3o, de suas pr\u00e1ticas e de seus ministros. Respeite o papa e suas decis\u00f5es; honre o bispo, o p\u00e1roco e toda pessoa sagrada, e esteja sujeito a eles de mente e cora\u00e7\u00e3o: <em>obedite praepositis vestris, et subiacete eis,<\/em> [obedecei aos vossos superiores e sede-lhes submissos] dizia S\u00e3o Paulo<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-23\" href=\"#post-55174-footnote-23\">[23]<\/a><\/sup>. Quanto aos bons costumes, que suas palavras sejam sempre honestas, castas e recatadas. Saiba que o que n\u00e3o \u00e9 l\u00edcito fazer, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 l\u00edcito pensar, e muito menos dizer na presen\u00e7a de outras pessoas; ali\u00e1s, muitas vezes, mesmo aquilo que seria l\u00edcito fazer, \u00e9 crime falar com outros. Se Deus julgar\u00e1 rigorosamente as palavras ociosas e in\u00fateis, o que ser\u00e1 das palavras m\u00e1s e escandalosas? \u00c0s vezes, basta uma \u00fanica dessas palavras para levar \u00e0 ru\u00edna uma alma, porque, como se disse, as conversas m\u00e1s corrompem os bons costumes: <em>corrumpunt bonos mores colloquia prava. <\/em>\u2013 N\u00e3o diga: <em>Se eu falo um pouco livremente, fa\u00e7o-o com pessoas sensatas, das quais n\u00e3o h\u00e1 que temer. <\/em>Isso \u00e9 um engano. Para cometer um pecado mortal basta um pensamento mau consentido. Como pode ter a certeza de que aquele que o ouve n\u00e3o ser\u00e1 v\u00edtima das suas palavras? Al\u00e9m disso, voc\u00ea \u00e9 crist\u00e3o, e isso \u00e9 suficiente. Sua l\u00edngua \u00e9 consagrada pelo corpo de Jesus Cristo, que voc\u00ea recebeu tantas vezes na sagrada comunh\u00e3o. Por favor! N\u00e3o a profane com conversas obscenas. S\u00e3o Paulo diz aos crist\u00e3os que certos v\u00edcios nem devem ser mencionados entre eles: <em>impudicitia nec nominetur in vobis <\/em>[a impureza nem sequer seja mencionada entre v\u00f3s]. Nem mesmo tolere que se fale de forma irreligiosa ou obscena na sua presen\u00e7a, e quando isso acontecer, saiba mostrar-se corajoso, levantar a voz aos inferiores, avisar os iguais e, com as pessoas superiores, se a prud\u00eancia aconselhar o sil\u00eancio, mostre, no entanto, um ar de desgosto para dar a entender que se recusa a participar em tais conversas. \u00d3 sim, que Maria o ajude a fugir sempre dos tr\u00eas males mencionados e lhe conceda a gra\u00e7a de diminuir tantas ofensas a Ela e ao seu divino Filho, e fechar o inferno a tantas almas infelizes!<\/p>\n<p><em>Pr\u00e1tica<\/em>. \u2013 Santificarei os dias de festa e fugirei das blasf\u00eamias e das conversas m\u00e1s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261668\"><\/a>Exemplo<\/h2>\n<p>Se Deus protege e recompensa tamb\u00e9m nesta vida os devotos de Maria, n\u00e3o deixa, por\u00e9m, de punir, \u00e0s vezes at\u00e9 terrivelmente, aqueles que a desonram e blasfemam contra ela. Relatemos alguns fatos.<\/p>\n<p>Nest\u00f3rio, herege do s\u00e9culo V, blasfema contra Maria, dizendo que ela n\u00e3o \u00e9 m\u00e3e de Deus; mas ele n\u00e3o termina seus dias em paz. Atacado por uma terr\u00edvel doen\u00e7a, morre com a l\u00edngua podre e corro\u00edda por vermes. No s\u00e9culo VIII, Constantino Copr\u00f4nimo tamb\u00e9m blasfema contra a Sant\u00edssima Virgem; mas Jesus Cristo n\u00e3o deixa impune a blasf\u00eamia contra sua M\u00e3e. Constantino \u00e9 acometido por uma vergonhosa enfermidade; em seu corpo se formam \u00falceras e p\u00fastulas inflamadas que o fazem gritar alto, enquanto uma febre ardente o devora. Finalmente, entre os mais horr\u00edveis tormentos, delirando e gritando, ele d\u00e1 seu \u00faltimo suspiro. O filho segue os passos do pai e acrescenta aos ditos os fatos. Um dia, ele manda arrancar sacrilegamente as coroas de pedras preciosas e diamantes que adornam a cabe\u00e7a de Maria na igreja e as coloca sobre sua cabe\u00e7a. Mas, na mesma hora, sua testa \u00e9 coberta por p\u00fastulas pestilentas, que o levam \u00e0 morte naquele mesmo dia. Um cavaleiro da Holanda, zombando da devo\u00e7\u00e3o dos cat\u00f3licos \u00e0 Sant\u00edssima Virgem, disse um dia: <em>Se esta Sant\u00edssima Virgem faz milagres, por que n\u00e3o devolve a vis\u00e3o ao meu cavalo cego? <\/em>O blasfemo \u00e9 atendido: o cavalo recupera a vis\u00e3o, mas o cavaleiro a perde instantaneamente<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-24\" href=\"#post-55174-footnote-24\">[24]<\/a><\/sup>. N\u00e3o terminaria se quisesse continuar. Bastam estes poucos fatos para nos convencer de que Deus quer que respeitemos e honremos sua Sant\u00edssima M\u00e3e.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><a id=\"post-55174-_Toc242261669\"><\/a>QUARTO DIA<\/h1>\n<p><em> V. Vinde, \u00f3 Deus, em meu aux\u00edlio.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Socorrei-me, sem demora.<\/em><\/p>\n<p><em> V. Gl\u00f3ria ao Pai&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> R. Como era no princ\u00edpio&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> V. Maria, Auxiliadora dos Crist\u00e3os.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Rogai por n\u00f3s.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261670\"><\/a>Confiss\u00e3o frequente<\/h2>\n<p>1. Uma das maiores manifesta\u00e7\u00f5es da miseric\u00f3rdia de Jesus Cristo \u00e9 o Sacramento da confiss\u00e3o. Ai de n\u00f3s, se Jesus tivesse dito: \u201cEu vos dou o dom do batismo, apago o pecado original e atual, se o tiverdes, constituo-vos herdeiros do meu reino; mas exijo que vos mantenhais inocentes at\u00e9 o fim da vida. Se algu\u00e9m tiver a ousadia de se manchar com uma falta grave, saiba que para ele n\u00e3o haver\u00e1 mais esperan\u00e7a de salva\u00e7\u00e3o\u201d. Jesus poderia ter falado assim, e ainda assim grande teria sido a sua miseric\u00f3rdia por nos ter dado a gra\u00e7a do santo batismo. Mas, conhecendo a nossa fraqueza e sabendo que, ap\u00f3s o batismo, muitos pecariam gravemente, estabeleceu outro Sacramento, por meio do qual pud\u00e9ssemos recuperar a sua gra\u00e7a divina, o direito e a esperan\u00e7a do Para\u00edso. Por isso, deu aos seus ministros o poder de perdoar os pecados em seu nome: <em>quorum remiseritis peccata remittuntur eis<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-25\" href=\"#post-55174-footnote-25\">[25]<\/a><\/sup> [aos que perdoardes os pecados, s\u00e3o perdoados], e ordenou que perdoassem n\u00e3o apenas sete vezes, como lhe pediu S\u00e3o Pedro, mas at\u00e9 setenta vezes sete: <em>usque ad septuagies septies<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-26\" href=\"#post-55174-footnote-26\">[26]<\/a><\/sup>, ou seja, todas as vezes que o pecador arrependido confessasse suas culpas.<\/p>\n<p>Por vontade de Jesus Cristo, a confiss\u00e3o \u00e9, portanto, o segundo meio de reconcilia\u00e7\u00e3o com Deus; \u00e9 a segunda t\u00e1bua ap\u00f3s o naufr\u00e1gio. Qualquer pessoa que, ap\u00f3s o batismo, tenha cometido um pecado mortal n\u00e3o tem outra sa\u00edda sen\u00e3o confessar, ou seja, dizer com arrependimento todas as suas culpas a um sacerdote aprovado e receber dele a absolvi\u00e7\u00e3o. Em todos os tempos, a confiss\u00e3o secreta dos pecados foi praticada; em todos os tempos foi considerada necess\u00e1ria para obter o perd\u00e3o de Deus. No s\u00e9culo V da Igreja, Santo Agostinho exorta os fi\u00e9is a fazerem penit\u00eancia por seus pecados a tempo, e d\u00e1 a raz\u00e3o com as seguintes palavras: <em>Porque se algu\u00e9m chega ao fim da vida, n\u00e3o sabe se ainda poder\u00e1 receb\u00ea-la, e ignora se ainda poder\u00e1 confessar seus pecados a Deus e ao padre<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-27\" href=\"#post-55174-footnote-27\">[27]<\/a><\/sup>. \u2013 No s\u00e9culo III, S\u00e3o Cipriano recomenda igualmente aos pecadores que confessem os seus crimes enquanto est\u00e3o vivos, enquanto a sua confiss\u00e3o pode ser recebida, <em>enquanto se pode obter a penit\u00eancia e o perd\u00e3o por meio dos sacerdotes<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-28\" href=\"#post-55174-footnote-28\">[28]<\/a><\/sup>. Pouco antes, Or\u00edgenes comparava o pecador \u00e0quele que tem uma forte indigest\u00e3o no est\u00f4mago e dizia <em>que<\/em>,<em> se n\u00e3o quisesse sufocar, deveria expelir seu pecado, confessando-o ao m\u00e9dico espiritual, ou seja, ao padre<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-29\" href=\"#post-55174-footnote-29\">[29]<\/a><\/sup>. \u2013 Por essas raz\u00f5es, a Igreja reunida no Conc\u00edlio de Trento condenou como hereges aqueles que negam a institui\u00e7\u00e3o divina e a necessidade da confiss\u00e3o<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-30\" href=\"#post-55174-footnote-30\">[30]<\/a><\/sup>. Portanto, ricos e pobres, servos e senhores, reis, monarcas, imperadores, sacerdotes, bispos, os pr\u00f3prios sumos pont\u00edfices, todos devem inclinar a cabe\u00e7a diante de um sacerdote para obter o perd\u00e3o das culpas que cometeram ap\u00f3s o batismo.<\/p>\n<p>2. A confiss\u00e3o n\u00e3o tem apenas a vantagem de nos devolver a gra\u00e7a de Deus quando a perdemos, mas tamb\u00e9m de aument\u00e1-la quando nos aproximamos dela com apenas pecados veniais. Ela nos traz ainda outras utilidades: impede que o v\u00edcio se enra\u00edze em nosso cora\u00e7\u00e3o; diminui os pecados, dando-nos a for\u00e7a para evitar muitos deles, graves e leves; torna nossa alma cada vez mais bela aos olhos de Deus. Por isso, S\u00e3o Bernardo nos exorta com estas palavras: Ame a confiss\u00e3o, se deseja aparecer belo na presen\u00e7a divina: <em>ama confessionem si affectas decorem<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-31\" href=\"#post-55174-footnote-31\">[31]<\/a><\/sup>. Com a confiss\u00e3o, obtemos ainda uma paz perfeita de consci\u00eancia. Por meio da confiss\u00e3o, recebemos s\u00e1bios conselhos de um amigo fiel da alma, maior for\u00e7a para combater e derrotar o dem\u00f4nio, maior confian\u00e7a para o dia da morte, maiores m\u00e9ritos para o c\u00e9u.<\/p>\n<p>Em vista de tantos benef\u00edcios espirituais, todo crist\u00e3o deve se esfor\u00e7ar para receber frequentemente este Sacramento, pois para desfrutar dos bens mencionados n\u00e3o basta receb\u00ea-lo apenas uma vez por ano, ou raramente. Se algu\u00e9m se lavasse apenas uma ou duas vezes por ano, oh! Qu\u00e3o feio e deformado ficaria seu rosto! Se apenas uma ou duas vezes por ano ele limpasse suas roupas, certamente exalaria um cheiro horr\u00edvel. O mesmo acontece com a alma daquele que se aproxima raramente da confiss\u00e3o. Portanto, meu leitor, procuremos aproximar-nos dela em todas as solenidades de Nosso Senhor e da Sant\u00edssima Virgem, e melhor ainda a cada quinze dias, ou uma vez por m\u00eas, como recomendam todos os catecismos, ou a cada oito dias, segundo o conselho de S\u00e3o Filipe N\u00e9ri. \u2013 Alguns dir\u00e3o: Eu gostaria de me confessar com frequ\u00eancia, mas meus neg\u00f3cios me impedem. Essa \u00e9 uma desculpa v\u00e3; \u00e9 um engano do dem\u00f4nio. \u00c9 uma desculpa v\u00e3, porque, para se aproximar da confiss\u00e3o, voc\u00ea poderia escolher os dias festivos, nos quais os neg\u00f3cios temporais devem necessariamente ser deixados de lado. Dito isto, \u00e9 imposs\u00edvel que um crist\u00e3o n\u00e3o consiga, de vez em quando, encontrar pelo menos uma hora no dia festivo para realizar um ato de t\u00e3o grande vantagem. \u00c9 ainda um <em>engano do dem\u00f4nio, <\/em>porque o primeiro, o mais importante, ou melhor, o \u00fanico assunto \u00e9 salvar-se. Oh! clama o Senhor: <em>de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, se depois perder a sua alma<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-32\" href=\"#post-55174-footnote-32\">[32]<\/a><\/sup>?<\/p>\n<p>3. O dem\u00f4nio, inimigo de todas as obras santas, quando n\u00e3o consegue afastar-nos da confiss\u00e3o, esfor\u00e7a-se para que nos aproximemos sem as devidas disposi\u00e7\u00f5es, e assim obtemos pouco ou nenhum benef\u00edcio. Portanto, \u00f3 devoto crist\u00e3o, ponha em pr\u00e1tica os dois conselhos seguintes, que considero da m\u00e1xima import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>1. Em cada confiss\u00e3o, pense que essa pode ser a \u00faltima da sua vida. Acredite, leitor, um grande n\u00famero de crist\u00e3os se confessa, mas se confessa mal. Santa Teresa teve uma vis\u00e3o terr\u00edvel a esse respeito. Deus lhe mostrou a multid\u00e3o de almas que se apresentavam ao tribunal divino para serem julgadas, e ela viu, diz ela, que essas almas ca\u00edam no inferno como a neve cai no inverno sobre o dorso das montanhas. Assustada, perguntou a raz\u00e3o disso; e Deus respondeu que elas iam para a perdi\u00e7\u00e3o n\u00e3o por se recusarem a se confessar, mas por se confessarem mal. Portanto, confesse-se ao longo da vida como se estivesse \u00e0 beira da morte, ou seja<em>,<\/em> <em>dolorosamente <\/em>e <em>sinceramente, <\/em>procurando colocar em pr\u00e1tica as resolu\u00e7\u00f5es que voc\u00ea faz em sua confiss\u00e3o.<\/p>\n<p>2. Ao fazer o exame, d\u00ea sempre uma olhada na vida passada e, se encontrar alguma confus\u00e3o na consci\u00eancia ou tiver algum receio sobre as confiss\u00f5es j\u00e1 feitas, confie-o imediatamente ao confessor. N\u00e3o adie cada vez, porque voc\u00ea se colocaria em perigo de fazer confiss\u00f5es sacr\u00edlegas ou, pelo menos, com grave dano \u00e0 sua alma.<\/p>\n<p>Coragem, ent\u00e3o, devoto de Maria, observe o que lhe disse e, quando se aproximar deste Sacramento da miseric\u00f3rdia, lembre-se de rezar a Maria para que ela lhe obtenha um verdadeiro arrependimento de suas culpas e uma firme resolu\u00e7\u00e3o de fugir sempre e em todos os lugares do pecado e das ocasi\u00f5es de pecar. Assim fazendo, tornar-se-\u00e1 cada vez mais querido a esta Rainha do c\u00e9u e, em cada confiss\u00e3o, obter\u00e1 um aumento de gra\u00e7a na terra e um aumento de gl\u00f3ria no c\u00e9u.<\/p>\n<p><em>Pr\u00e1tica<\/em>. \u2013 Vou me preparar para fazer uma boa confiss\u00e3o em honra de Maria e, se o confessor achar necess\u00e1rio, farei tamb\u00e9m a confiss\u00e3o geral.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261671\"><\/a>Exemplo<\/h2>\n<p>Maria Auxiliadora faz sentir em toda parte os doces efeitos de seu poder e de seu amor maternal. Em 26 de julho de 1868, uma pessoa escreveu da \u00c1ustria o seguinte relato.<\/p>\n<p>H\u00e1 poucos dias, oprimida pelo medo, invoquei a ajuda de Maria Auxiliadora em favor do meu genro, e agora n\u00e3o sei com que palavras agradecer-lhe. O enfermo, ap\u00f3s uma grave doen\u00e7a, estava \u00e0 beira da morte. Com grande exemplaridade, recebeu os santos sacramentos e mostrou a resigna\u00e7\u00e3o e a fortaleza do verdadeiro crist\u00e3o agonizante. Mas eu, minha filha e todos os membros da fam\u00edlia est\u00e1vamos aterrorizados com a ideia de perd\u00ea-lo. Nessa terr\u00edvel situa\u00e7\u00e3o, come\u00e7amos uma novena em honra de Maria Auxiliadora, nossa \u00fanica esperan\u00e7a. No dia 18, come\u00e7amos a memor\u00e1vel novena e coloquei no pesco\u00e7o do doente a prodigiosa medalha de Maria Auxiliadora. \u00c9 maravilhoso dizer! No mesmo dia, o doente ganhou tanta for\u00e7a e o mal diminuiu tanto que os m\u00e9dicos o consideraram fora de perigo. Hoje (26 de julho), o doente fala, ri, brinca e j\u00e1 conseguiu se fortalecer com bebidas e alimentos de v\u00e1rios tipos. Que agora e sempre, por todos e em todos os lugares, seja bendito, exaltado e invocado o nome de Maria Auxiliadora.<\/p>\n<p>Ao fato acima relatado, acrescentamos outro ocorrido em Huete, na Espanha, em 29 de maio de 1867. Uma pobre m\u00e3e tinha um filho pequeno de sete anos, que h\u00e1 tr\u00eas meses havia perdido completamente a vis\u00e3o em consequ\u00eancia da var\u00edola. Tendo tentado em v\u00e3o todos os rem\u00e9dios, sem mais esperan\u00e7a nos rem\u00e9dios humanos, ela depositou toda a sua confian\u00e7a na prote\u00e7\u00e3o de Maria Auxiliadora. Levando o menino cego pela m\u00e3o, ela foi \u00e0 igreja naquele dia. Depois de se confessar, prostrou-se chorando aos p\u00e9s da imagem de Maria e disse ao menino: \u201cFilho, recomende-se a Nossa Senhora do Socorro e pe\u00e7a-lhe que o cure e lhe devolva a vis\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O menino, obediente ao convite da m\u00e3e, come\u00e7ou a rezar com estas palavras: Virgem Auxiliadora, cure os meus olhinhos. Assim que proferiu estas palavras, gritou: Mam\u00e3e, mam\u00e3e, estou vendo a imagem da Santa Virgem: oh! como ela \u00e9 bonita; tamb\u00e9m estou vendo voc\u00ea e estou vendo minhas m\u00e3ozinhas. A gra\u00e7a foi concedida, a m\u00e3e, fora de si de alegria, come\u00e7a a solu\u00e7ar, e todas as pessoas a acompanham; e em voz alta agradece \u00e0 sua Libertadora e anuncia por toda parte a bondade e o poder dela<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-33\" href=\"#post-55174-footnote-33\">[33]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><a id=\"post-55174-_Toc242261672\"><\/a>QUINTO DIA<\/h1>\n<p><em> V. Vinde, \u00f3 Deus, em meu aux\u00edlio.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Socorrei-me, sem demora.<\/em><\/p>\n<p><em> V. Gl\u00f3ria ao Pai&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> R. Como era no princ\u00edpio&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> V. Maria, Auxiliadora dos Crist\u00e3os.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Rogai por n\u00f3s.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261673\"><\/a>Comunh\u00e3o frequente<\/h2>\n<p>1. Muito terno \u00e9 o amor que Jesus Cristo tem pelos homens.<\/p>\n<p>Ao longo de toda a sua vida mortal, com palavras e a\u00e7\u00f5es, Ele mostrou como os homens s\u00e3o a alegria do seu cora\u00e7\u00e3o: <em>deliciae meae esse cum filiis hominum<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-34\" href=\"#post-55174-footnote-34\">[34]<\/a><\/sup> [minhas del\u00edcias s\u00e3o estar com os filhos dos homens]. Apesar de tudo o que j\u00e1 havia feito, seu cora\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o estava satisfeito. Ele quis realizar um milagre que pode ser chamado de o resumo de todos os seus milagres: <em>memoriam fecit mirabilium suorum<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-35\" href=\"#post-55174-footnote-35\">[35]<\/a><\/sup> [deixou uma lembran\u00e7a de suas maravilhas]. Em sua infinita sabedoria, encontrou a maneira de se unir a n\u00f3s de uma forma inef\u00e1vel, de entrar em n\u00f3s com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, unir a si nosso corpo e nossa alma t\u00e3o intimamente que nos torn\u00e1ssemos uma coisa s\u00f3 com Ele e quase um mesmo corpo<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-36\" href=\"#post-55174-footnote-36\">[36]<\/a><\/sup>. Ele encontrou o meio de se deixar comer por n\u00f3s sem deixar de viver glorioso e imortal: <em>Escam dedit timentibus se<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-37\" href=\"#post-55174-footnote-37\">[37]<\/a><\/sup> [deu o alimento aos que o respeitam]. E como fez isso? Com a admir\u00e1vel institui\u00e7\u00e3o da Sant\u00edssima Eucaristia.<\/p>\n<p>2. Nosso bom Jesus, na \u00faltima ceia, depois de ter dito aos seus ap\u00f3stolos que <em>desejava ardentemente aquele momento<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-38\" href=\"#post-55174-footnote-38\">[38]<\/a><\/sup>; depois de ter-lhes recordado as promessas j\u00e1 feitas de lhes dar como alimento e bebida a sua Carne e o seu Sangue<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-39\" href=\"#post-55174-footnote-39\">[39]<\/a><\/sup>, explica-lhes como tinha encontrado o meio de satisfazer os seus desejos. Ele ent\u00e3o pega o p\u00e3o, levanta os olhos para o c\u00e9u, o aben\u00e7oa, o parte e o oferece aos seus disc\u00edpulos, pronunciando estas vener\u00e1veis palavras: Recebei e comei: <em>isto \u00e9 o meu Corpo. <\/em>Com estas palavras, aquele p\u00e3o deixa de ser p\u00e3o para dar lugar ao Corpo real de Jesus Cristo. Perante um prod\u00edgio inaudito, os Anjos olham-se at\u00f4nitos de admira\u00e7\u00e3o; os Ap\u00f3stolos, cheios de f\u00e9 e comovidos at\u00e9 \u00e0s l\u00e1grimas, obedecem ao convite do bom Mestre, tomam e comem aquele alimento divino, aproximam-se mais intimamente de Jesus e desfrutam pela primeira vez de uma consola\u00e7\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o ainda n\u00e3o experimentada.<\/p>\n<p>Jesus ent\u00e3o pega o c\u00e1lice, coloca vinho nele, o aben\u00e7oa e o oferece a eles com estas palavras: Tomem e bebam todos: <em>Este \u00e9 o meu Sangue<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-40\" href=\"#post-55174-footnote-40\">[40]<\/a><\/sup>. Naquele momento, o vinho deixa de ser vinho e se torna o Sangue precios\u00edssimo de Jesus Cristo. Mas Jesus ainda n\u00e3o est\u00e1 satisfeito por ter feito este grande dom aos seus ap\u00f3stolos e por ter se unido t\u00e3o intimamente a eles. Ele ainda deseja se unir a tantas almas que, de s\u00e9culo em s\u00e9culo e em todos os lugares da terra, acreditariam Nele e O amariam ternamente. Por isso, naquele momento, Ele mesmo constitui seus Ap\u00f3stolos como sacerdotes, d\u00e1-lhes o poder de fazer o que Ele mesmo fez, pronunciando sobre o p\u00e3o e o vinho as mesmas palavras. Ele ainda lhes ordena que criem outros sacerdotes dotados do mesmo poder, e assim se sucedam uns aos outros at\u00e9 o fim do mundo, para que Ele, por meio de seu minist\u00e9rio multiplicado em todos os tempos e em todos os lugares, possa se unir a todas as almas e encontrar nelas suas del\u00edcias; <em>hoc facite in meam commemorationem: <\/em>fazei isto em mem\u00f3ria de mim. Oh! Dom inef\u00e1vel! Com raz\u00e3o o Conc\u00edlio de Trento disse que Jesus Cristo, ao instituir este Sacramento, esgotou, por assim dizer, todas as riquezas do seu divino amor pelos homens: <em>Sacramentum hoc instituit, in quo divitias divini sui erga homines amoris velut effudit<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-41\" href=\"#post-55174-footnote-41\">[41]<\/a><\/sup> [Instituiu este sacramento, no qual derramou, por assim dizer, as riquezas do seu amor divino para com os homens]. Jesus, dando-se totalmente a n\u00f3s como alimento, diz Santo Agostinho, deu tudo o que podia dar como todo-poderoso; tudo o que sabia dar como sapient\u00edssimo; deu tudo o que possu\u00eda como infinitamente rico<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-42\" href=\"#post-55174-footnote-42\">[42]<\/a><\/sup>. Mas por que nos dar um dom t\u00e3o grande? Porque o amor de Jesus n\u00e3o conhece limites. Oh! amor incompreens\u00edvel! \u00d3 bom Jesus, eu vos admiro, vos agrade\u00e7o, vos adoro.<\/p>\n<p>3. O que levou Jesus Cristo a instituir este divino sacramento foi o grande desejo de se unir estreitamente a n\u00f3s para nos enriquecer com gra\u00e7as e salvar as nossas almas. Para nos estimular a receb\u00ea-lo frequentemente na sagrada comunh\u00e3o, Ele nos fez grandes promessas. Prometeu o para\u00edso \u00e0queles que o recebessem; prometeu a vida eterna, uma ressurrei\u00e7\u00e3o gloriosa no fim do mundo: <em>Eu sou o p\u00e3o que desceu do c\u00e9u, <\/em>disse ele, <em>quem comer deste p\u00e3o, que \u00e9 a minha carne, viver\u00e1 para sempre, e eu o ressuscitarei no \u00faltimo <\/em>dia<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-43\" href=\"#post-55174-footnote-43\">[43]<\/a><\/sup>. E para que ningu\u00e9m se recusasse a aproximar-se desta mesa celestial, Ele chegou a amea\u00e7ar com a morte eterna aqueles que se mantivessem afastados: <em>\u201cEm verdade, em verdade vos digo que, se n\u00e3o comerdes a carne do Filho do homem e n\u00e3o beberdes o seu sangue, n\u00e3o tereis vida em v\u00f3s\u201d<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-44\" href=\"#post-55174-footnote-44\">[44]<\/a><\/sup>. Por favor! <em>Vinde a mim todos, <\/em>continua este terno Pai,<em> vinde a mim todos v\u00f3s que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-45\" href=\"#post-55174-footnote-45\">[45]<\/a><\/sup>. Vinde v\u00f3s, justos e inocentes, e eu vos darei perseveran\u00e7a; vinde tamb\u00e9m v\u00f3s, pecadores, desde que vos arrependais dos vossos pecados, decididos a n\u00e3o mais os cometer, e eu igualmente vos acolherei como pai terno; <em>Venham a mim, todos voc\u00eas, e eu os restaurarei. <\/em>Poderia ele dizer mais alguma coisa para nos mostrar o desejo que tem de ser recebido na sagrada Comunh\u00e3o? \u2013 Maria, que conhece profundamente o cora\u00e7\u00e3o de Jesus, tamb\u00e9m anseia ardentemente por ver seus devotos frequentemente sentados \u00e0 mesa dos anjos. Ap\u00f3s a Ascens\u00e3o de Jesus ao c\u00e9u, ela deu conselhos e exemplos aos primeiros crist\u00e3os, que, seguindo seus passos, se aproximavam todos os dias da Santa Comunh\u00e3o; <em>erant perseverantes in communicatione fractionis panis<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-46\" href=\"#post-55174-footnote-46\">[46]<\/a><\/sup> [eram perseverantes na comunica\u00e7\u00e3o da fra\u00e7\u00e3o do p\u00e3o]. A Comunh\u00e3o frequente era o desejo, o sustento e a mais doce consola\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is em tempos de sangrentas persegui\u00e7\u00f5es. Nessa ocasi\u00e3o, a Igreja permitia-lhes tamb\u00e9m levar para casa, numa preciosa caixinha, uma h\u00f3stia consagrada, para que, em caso de perigo de serem capturados pelos carrascos e levados ao mart\u00edrio, pudessem comungar por si mesmos. Todos os santos sempre recomendaram e frequentaram a sagrada comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>A Santa Igreja sempre incentivou os fi\u00e9is a comungarem frequentemente. Eis as palavras registradas no Conc\u00edlio de Trento: \u201cSeria extremamente desej\u00e1vel que todo crist\u00e3o fiel se mantivesse em tal estado de consci\u00eancia que pudesse fazer a santa comunh\u00e3o sempre que participasse da santa missa<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-47\" href=\"#post-55174-footnote-47\">[47]<\/a><\/sup>.\u201d Finalmente, o papa Clemente XIII, para encorajar os crist\u00e3os a se aproximarem com frequ\u00eancia da confiss\u00e3o e da comunh\u00e3o, concede a todos aqueles que t\u00eam o louv\u00e1vel costume de se confessar todas as semanas a indulg\u00eancia plen\u00e1ria todas as vezes que fazem a sagrada comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>Se, portanto, Jesus Cristo estabeleceu a comunh\u00e3o para n\u00f3s; se deseja ardentemente que a recebamos com frequ\u00eancia; se os primeiros crist\u00e3os com o exemplo, se Maria com o conselho, se a Igreja Cat\u00f3lica com a autoridade nos estimulam \u00e0 comunh\u00e3o frequente, ser\u00e1 que n\u00f3s, talvez, procuramos pretextos para nos mantermos afastados?<\/p>\n<p><em>Pr\u00e1tica <\/em>\u2013 Receberei frequentemente a sagrada comunh\u00e3o, especialmente nas novenas e festas de Maria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261674\"><\/a>Exemplo<\/h2>\n<p>Por volta do ano de quinhentos e cinquenta e dois da Era Crist\u00e3, aconteceu em Constantinopla um fato muito not\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Comunh\u00e3o. Era costume naquela cidade procurar nas escolas crian\u00e7as inocentes para que consumissem as sagradas h\u00f3stias do Corpo de Jesus Cristo, quando sobrava alguma coisa da Comunh\u00e3o dos fi\u00e9is. Um dia, por acaso, foi introduzido com os outros o filho de um vidreiro judeu. Questionado pelo pai por ter voltado para casa mais tarde do que o habitual, o menino contou ingenuamente o que tinha feito e comido junto com as crian\u00e7as crist\u00e3s. Furioso com isso, o pai se lan\u00e7ou sobre o filho, amarrou-o e, sem dizer nada a ningu\u00e9m, jogou-o na fornalha onde se fundia o vidro. A m\u00e3e, sem saber o que havia acontecido, estava inquieta e aflita por n\u00e3o ver o querido filho e saiu procurando-o pela cidade. Ap\u00f3s tr\u00eas dias de buscas infrut\u00edferas, ela voltou para casa chorando e gritando desesperadamente, quando, ao passar perto da fornalha, ouviu o menino responder aos seus gritos em meio \u00e0s chamas. Entre o medo e a esperan\u00e7a, ela corre rapidamente, arromba a porta, pede ajuda e, para o espanto de todos, o menino sortudo \u00e9 retirado s\u00e3o e salvo. Questionado sobre como ele conseguiu permanecer ileso pelas chamas por tanto tempo, ele respondeu que uma mulher vestida de p\u00farpura se aproximava frequentemente dele, trazendo-lhe \u00e1gua para apagar o fogo ao seu redor e boa comida para saciar sua fome. Esse prod\u00edgio comoveu toda a cidade. A m\u00e3e e o filho abra\u00e7aram a religi\u00e3o cat\u00f3lica, e o pai, arrependido de seu crime, por ordem do imperador Justiniano, foi condenado \u00e0 morte<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-48\" href=\"#post-55174-footnote-48\">[48]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>Se Maria (que sem d\u00favida era aquela mulher vestida de p\u00farpura) prestou uma ajuda t\u00e3o extraordin\u00e1ria a uma crian\u00e7a que, sem saber o que fazia, recebeu a sagrada comunh\u00e3o, que gra\u00e7as conceder\u00e1 \u00e0queles devotos que frequentemente e com a devida disposi\u00e7\u00e3o se aproximam deste divino Sacramento?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><a id=\"post-55174-_Toc242261675\"><\/a>SEXTO DIA<\/h1>\n<p><em> V. Vinde, \u00f3 Deus, em meu aux\u00edlio.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Socorrei-me, sem demora.<\/em><\/p>\n<p><em> V. Gl\u00f3ria ao Pai&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> R. Como era no princ\u00edpio&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> V. Maria, Auxiliadora dos Crist\u00e3os.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Rogai por n\u00f3s.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261676\"><\/a>Pretextos contr\u00e1rios \u00e0 comunh\u00e3o frequente e vantagens da mesma<\/h2>\n<p>1. O dem\u00f4nio com seus enganos e o mundo com seus pretextos s\u00e3o os que afastam os fi\u00e9is da comunh\u00e3o frequente.<\/p>\n<p>Alguns dizem: <em>Para comungar frequentemente \u00e9 preciso possuir santidade; eu, por\u00e9m, n\u00e3o a possuo<\/em>.<\/p>\n<p>Respondo: Para comungar frequentemente, \u00e9 preciso possuir santidade; mas n\u00e3o a santidade perfeita que se encontra nos santos mais ilustres e nos m\u00e1rtires; mas aquela que est\u00e1 ao alcance de todos os crist\u00e3os; aquela santidade que consiste no estado de gra\u00e7a de Deus, unida \u00e0 boa vontade de fugir do pecado e servir a Deus. Deus exige essa santidade de todos, mesmo que n\u00e3o comunguem; e se voc\u00ea n\u00e3o a possui, deve esfor\u00e7ar-se para adquiri-la. Se j\u00e1 a possui, voc\u00ea \u00e9 santo o suficiente para se aproximar da comunh\u00e3o; ali\u00e1s, possuindo essa santidade suficiente, voc\u00ea deve receber Jesus Cristo com frequ\u00eancia para fortalec\u00ea-la e aument\u00e1-la ainda mais em sua alma. A este respeito, e para evitar outros enganos, lembre-se de que a comunh\u00e3o n\u00e3o foi estabelecida por Jesus Cristo apenas como <em>recompensa <\/em>pelas virtudes adquiridas, mas tamb\u00e9m como meio para as adquirir.<\/p>\n<p>Outro diz: <em>N\u00e3o ouso ir \u00e0 Comunh\u00e3o sem antes me confessar, e n\u00e3o tenho tempo para me confessar todas as vezes<\/em>.<\/p>\n<p>A este se responde: N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio confessar-se toda vez que se deseja comungar. H\u00e1 apenas um caso em que \u00e9 obrigat\u00f3rio confessar-se antes de receber a H\u00f3stia Santa, e \u00e9 quando se tem consci\u00eancia de ter cometido um pecado mortal<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-49\" href=\"#post-55174-footnote-49\">[49]<\/a><\/sup>. Ora, as almas crist\u00e3s, que frequentemente se aproximam dos Santos Sacramentos, nunca caem, ou muito raramente, em culpa grave. Para os pecados veniais, a confiss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria, e para apag\u00e1-los basta fazer um ato de caridade ou de contri\u00e7\u00e3o, o sinal da Santa Cruz com \u00e1gua benta, recitar o <em>Pai nosso, <\/em>ouvir devotamente a Santa Missa e coisas semelhantes. E mesmo que voc\u00ea tenha na consci\u00eancia algum pecado leve, n\u00e3o deve se angustiar, porque a Igreja declarou que a comunh\u00e3o preserva do pecado mortal e apaga os pecados veniais: <em>quo liberemur a culpis quotidianis, et a mortalibus praeservemur<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-50\" href=\"#post-55174-footnote-50\">[50]<\/a><\/sup> [para que sejamos libertados das culpas quotidianas e preservados dos pecados mortais]. No entanto, como da confiss\u00e3o bem feita tamb\u00e9m se recebem muitas gra\u00e7as e ajudas, ser\u00e1 bom que nos aproximemos dela de vez em quando, a cada oito ou quinze dias.<\/p>\n<p>2. Outro dir\u00e1: <em>N\u00e3o sinto fervor; pelo contr\u00e1rio, estou sem devo\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p>Responde-se: Para fazer bem e com fruto a comunh\u00e3o, mesmo frequente, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio sentir fervor; pelo contr\u00e1rio, as comunh\u00f5es feitas na aridez, mas para agradar a Deus, s\u00e3o as mais merit\u00f3rias. Muitos santos, como S\u00e3o Vicente de Paulo e Santa Teresa, estavam sujeitos \u00e0 mesma falta de fervor e \u00e0s distra\u00e7\u00f5es; no entanto, nunca deixaram de lado suas pr\u00e1ticas de piedade, especialmente a santa comunh\u00e3o. Embora t\u00edbio, diz S\u00e3o Boaventura, aproxime-se com confian\u00e7a, porque quanto mais estiver doente, mais precisar\u00e1 do m\u00e9dico: <em>Licet tepide, accede fiducialiter, quia quo magis aeger, magis indiges<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-51\" href=\"#post-55174-footnote-51\">[51]<\/a><\/sup> [Embora debilmente, aproxime-se com confian\u00e7a, pois quanto mais doente, mais precisas].<\/p>\n<p>Outros acrescentam: <em>N\u00e3o ouso mais comungar com frequ\u00eancia, porque sempre recaio nos mesmos erros<\/em>.<\/p>\n<p>Mas se voc\u00ea se abstiver de frequentar a Comunh\u00e3o, recair\u00e1 mais facilmente, e talvez em faltas maiores: porque, abstendo-se do p\u00e3o dos fortes, aumentar\u00e1 cada vez mais sua languidez e acabar\u00e1 por morrer. Ou\u00e7a, portanto, o que diz a este respeito Santo Ambr\u00f3sio: Eu peco todos os dias, todos os dias, portanto, preciso tomar o rem\u00e9dio: <em>quotidie peco, quotidie remedio indigeo<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-52\" href=\"#post-55174-footnote-52\">[52]<\/a><\/sup>. N\u00e3o devemos esquecer que a comunh\u00e3o, mesmo di\u00e1ria, nos preserva dos pecados mortais, mas n\u00e3o nos torna impec\u00e1veis. Por isso, procuremos ter o cora\u00e7\u00e3o desapegado da culpa, uma boa vontade de amar e servir a Deus, e ent\u00e3o n\u00e3o nos perturbemos com os defeitos di\u00e1rios. A santa comunh\u00e3o nos purificar\u00e1 pouco a pouco, dando-nos tamb\u00e9m a for\u00e7a para evitar grande parte deles.<\/p>\n<p>3. Alguns costumam dizer: <em>N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio comungar frequentemente: a Igreja o ordena uma vez por ano<\/em>.<\/p>\n<p>Ou\u00e7a a resposta: Jesus Cristo, Rei do c\u00e9u e da terra; Jesus Cristo, Amor, Deleite de todos os santos, deseja que n\u00f3s comunguemos com frequ\u00eancia. Por que ent\u00e3o procurar saber se essa frequ\u00eancia \u00e9 necess\u00e1ria ou n\u00e3o? Voc\u00ea conhece e ama Jesus? Ent\u00e3o satisfa\u00e7a os seus desejos.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que a Igreja ordena que comunguemos pelo menos uma vez por ano, mas n\u00e3o pro\u00edbe que o fa\u00e7amos com mais frequ\u00eancia; pelo contr\u00e1rio, deseja-o. Preste aten\u00e7\u00e3o \u00e0 palavra <em>\u201cpelo menos<\/em>\u201d, com a qual expressa o seu mandamento, e compreender\u00e1 cada vez melhor a sua inten\u00e7\u00e3o. A Igreja \u00e9 como uma m\u00e3e, que sabe que o filho precisa comer frequentemente para se manter forte e n\u00e3o morrer, mas n\u00e3o pode obrig\u00e1-lo a isso. O que faz ent\u00e3o? Sob pena de grave castigo, ela o obriga a comer pelo menos uma vez de vez em quando, na esperan\u00e7a de que, mais tarde, ele tenha apetite, se sinta induzido a comer com mais frequ\u00eancia e, assim, se mantenha vivo. Portanto, o mandamento da comunh\u00e3o anual \u00e9 feito para os pregui\u00e7osos e indolentes.<\/p>\n<p>Devemos imitar tantos pais e m\u00e3es de fam\u00edlia, servos e servas, tantos artes\u00e3os e camponeses que suam o dia inteiro em seus trabalhos; que se levantam de manh\u00e3 cedo, v\u00e3o \u00e0 igreja, comungam, d\u00e3o o devido agradecimento e depois voltam para casa para suas tarefas, sem que nada os perturbe. O que eles fazem, n\u00f3s n\u00e3o poder\u00edamos fazer tamb\u00e9m?<\/p>\n<p>Mas que regra voc\u00ea poder\u00e1 seguir ao frequentar a Comunh\u00e3o? Pergunte isso ao seu confessor, que n\u00e3o poder\u00e1 deixar de lhe dar conselhos sensatos. S\u00e3o muito poucos os crist\u00e3os aos quais n\u00e3o se pode aconselhar e permitir a Comunh\u00e3o todas as semanas. S\u00e3o Filipe N\u00e9ri recomendava confessar-se a cada oito dias e comungar ainda mais frequentemente, segundo o conselho do diretor espiritual. A Eucaristia, diz S\u00e3o Agostinho a esse respeito, \u00e9 o p\u00e3o de cada dia; receba-a, portanto, todos os dias, para que todos os dias lhe seja \u00fatil. Viva, por\u00e9m, de tal maneira que todos os dias voc\u00ea possa receb\u00ea-la. Santo Tom\u00e1s acrescenta: \u201cQuando algu\u00e9m sabe por experi\u00eancia que a Comunh\u00e3o di\u00e1ria faz crescer em seu cora\u00e7\u00e3o o amor a Deus, deve comungar todos os dias\u201d<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-53\" href=\"#post-55174-footnote-53\">[53]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>Assim fazia tamb\u00e9m a Sant\u00edssima Virgem ap\u00f3s a Ascens\u00e3o de seu Filho ao c\u00e9u. Ela ouvia todos os dias a Santa Missa, que na maioria das vezes era celebrada pelo Ap\u00f3stolo Jo\u00e3o, e das m\u00e3os dele recebia ent\u00e3o seu amado Jesus.<\/p>\n<p><em>Pr\u00e1tica<\/em>. \u2013 Vou fixar alguns dias da semana ou do m\u00eas para fazer a Santa Comunh\u00e3o em honra de Maria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261677\"><\/a>Exemplo<\/h2>\n<p>S\u00e3o in\u00fameras as gra\u00e7as obtidas com a novena em honra de Maria Auxiliadora e com a aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 Santa Comunh\u00e3o para torn\u00e1-la mais agrad\u00e1vel e eficaz. Aqui est\u00e1 um fato que o prova com evid\u00eancia. Em 8 de agosto de 1858, escreveram de Carignano o seguinte: \u201cJ\u00e1 se passavam cinco meses desde que minha m\u00e3e sofria de dores de cabe\u00e7a muito intensas. \u00c0s vezes, ela se sentia t\u00e3o oprimida que, perdendo o uso das faculdades intelectuais, ficava delirante. Naquele estado miser\u00e1vel, ora chorava, ora suspirava; ora convidava-nos, que mor\u00e1vamos com ela, a ajud\u00e1-la com algum conforto. N\u00e3o restava outra coisa a fazer sen\u00e3o recorrer com confian\u00e7a a Maria Auxiliadora, como outros parentes e amigos nossos haviam feito. Por isso, decidimos fazer uma novena, que logo come\u00e7amos, aproximando-nos dos Santos Sacramentos da confiss\u00e3o e da comunh\u00e3o. Isso aconteceu no dia 24 de junho. A partir daquele dia, minha m\u00e3e teve uma melhora t\u00e3o grande que se podia dizer que estava curada. A novena ainda n\u00e3o havia terminado e ela j\u00e1 estava de volta \u00e0 perfeita sa\u00fade. A convite de minha m\u00e3e, de minha fam\u00edlia, dos vizinhos e de outras pessoas s\u00e1bias e influentes, apresento-me para expressar a gratid\u00e3o comum ao Senhor com este relato, pedindo que seja publicado, para que em todos os lugares se conhe\u00e7a e invoque o poder de Maria Auxiliadora dos crist\u00e3os<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-54\" href=\"#post-55174-footnote-54\">[54]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><a id=\"post-55174-_Toc242261678\"><\/a>S\u00c9TIMO DIA<\/h1>\n<p><em> V. Vinde, \u00f3 Deus, em meu aux\u00edlio.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Socorrei-me, sem demora.<\/em><\/p>\n<p><em> V. Gl\u00f3ria ao Pai&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> R. Como era no princ\u00edpio&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> V. Maria, Auxiliadora dos Crist\u00e3os.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Rogai por n\u00f3s.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261679\"><\/a>A Santa Missa<\/h2>\n<p>1. Quer saber, \u00f3 devoto crist\u00e3o, o que \u00e9 a Missa? A Santa Missa \u00e9 a a\u00e7\u00e3o mais grandiosa que pode ser realizada neste mundo; \u00e9 o ato mais sublime e excelente em si mesmo, o mais agrad\u00e1vel a Deus, o mais vantajoso para n\u00f3s. A Missa \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o e a renova\u00e7\u00e3o do que Jesus Cristo fez na \u00faltima ceia, quando com sua palavra onipotente transformou o p\u00e3o em seu Corpo e o vinho em seu Sangue precios\u00edssimo. Na v\u00e9spera de sua morte, Jesus celebrou com seus ap\u00f3stolos a primeira Missa, com a ordem de que fosse renovada at\u00e9 o fim do mundo: <em>Hoc facite in meam commemorationem<\/em> [Fazei isto em mem\u00f3ria de mim]. \u2013 A Santa Missa, al\u00e9m de ser uma continua\u00e7\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o do maravilhoso milagre operado naquela noite memor\u00e1vel, \u00e9 ainda a continua\u00e7\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o do sacrif\u00edcio da cruz, que Jesus Cristo fez de todo o seu ser para apaziguar a justi\u00e7a divina, indignada contra n\u00f3s, para nos fechar o inferno e nos abrir as portas do Para\u00edso. Sim, ali, no altar, est\u00e1 o mesmo corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo, tornado presente pelas palavras da consagra\u00e7\u00e3o proferidas pelo sacerdote sobre o p\u00e3o e o vinho; e ali, assim como no Calv\u00e1rio, Jesus est\u00e1 no ato de v\u00edtima que se oferece ao Pai Eterno pela nossa salva\u00e7\u00e3o. Uma \u00fanica diferen\u00e7a, n\u00e3o na subst\u00e2ncia, mas apenas na forma, ocorre entre o sacrif\u00edcio da cruz e o do altar, e \u00e9 que aquele foi sangrento, isto \u00e9, com derramamento de sangue, este \u00e9 incruento, isto \u00e9, sem derramamento de sangue. Mas a v\u00edtima \u00e9 a mesma, e o valor \u00e9 igual. Assim, na celebra\u00e7\u00e3o da Santa Missa, representa-se o que toda Jerusal\u00e9m j\u00e1 viu na Sexta-feira Santa, o que os judeus contemplaram; o que, entre tantos espasmos, Maria dolorosamente contemplou aos p\u00e9s da cruz; o que fez escurecer o sol, tremer a terra, rachar as montanhas; enfim, o que nos fechou o inferno e nos abriu as portas do Para\u00edso, que \u00e9 o mesmo que dizer: Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, morto na cruz para nossa salva\u00e7\u00e3o. Oh! Quem pode explicar a excel\u00eancia da Missa? Os pr\u00f3prios anjos n\u00e3o s\u00e3o capazes disso e permanecem em sil\u00eancio, cheios de rever\u00eancia.<\/p>\n<p>2. Sendo o sacrif\u00edcio da Missa id\u00eantico ao da cruz, segue-se que uma \u00fanica Missa presta a Deus uma homenagem, um louvor, uma gl\u00f3ria superior a todas as homenagens, honras e louvores que lhe foram e lhe ser\u00e3o prestados pelos anjos do c\u00e9u e pelos homens sobre a terra at\u00e9 ao fim do mundo. J\u00e1 se passaram seis mil anos desde que existem no mundo almas piedosas e santas. Quem pode dizer a honra que elas prestaram a Deus durante todo esse tempo com suas adora\u00e7\u00f5es? Faz mais de mil e oitocentos anos que Jesus Cristo abriu as portas do c\u00e9u e introduziu nele as almas dos justos primitivos, e desde ent\u00e3o continua todos os dias a recolher os bons que passam desta vida. Quantos louvores j\u00e1 ter\u00e3o prestado a Deus todos estes esp\u00edritos bem-aventurados! Juntemos tamb\u00e9m as homenagens, os louvores, as adora\u00e7\u00f5es que j\u00e1 prestaram e ainda prestar\u00e3o a Deus os nove coros dos esp\u00edritos celestiais, os Querubins, os Serafins, as Virtudes, os Principados, as Potestades, os Tronos, as Domina\u00e7\u00f5es, os Arcanjos, os Anjos; juntemos ainda os louvores de todos os santos que existiram e existir\u00e3o, dos patriarcas, dos profetas, dos ap\u00f3stolos, dos m\u00e1rtires, dos confessores, das virgens e de todos os justos. Que honra sublime! Que gl\u00f3ria imensa para Deus! E, no entanto, superior a tudo isso \u00e9 a honra e a gl\u00f3ria que uma \u00fanica missa presta a Deus. E por qu\u00ea? Porque todos esses esp\u00edritos angelicais, todos esses santos, s\u00e3o criaturas finitas; a honra que rendem a Deus com suas adora\u00e7\u00f5es e louvores n\u00e3o pode ultrapassar os limites da cria\u00e7\u00e3o e do finito; ao contr\u00e1rio, na Santa Missa, Aquele que adora, honra e glorifica a Deus \u00e9 Jesus Cristo, o pr\u00f3prio Deus, e por isso a honra e a gl\u00f3ria que Lhe rende t\u00eam um valor infinito. Oh! Ent\u00e3o, por que temer se n\u00e3o sabemos louvar e honrar a Deus com nossas ora\u00e7\u00f5es como conv\u00e9m? Celebremos ou, pelo menos, ou\u00e7amos devotamente a Santa Missa, e teremos a certeza de honrar e glorificar a Deus, tanto quanto nosso dever exige e Sua infinita Majestade requer.<\/p>\n<p>3. Mas se, por um lado, a Santa Missa rende a Deus honra infinita, por outro lado, ela nos traz todo tipo de bens. Ela \u00e9 o canal misterioso pelo qual Jesus Cristo nos aplica os frutos de sua paix\u00e3o e morte, e nos comunica todas as gra\u00e7as que nos mereceu; ela \u00e9 o arco da paz que apazigua a ira de Deus; \u00e9 a chave de ouro que nos abre os tesouros de todas as b\u00ean\u00e7\u00e3os celestiais: <em>omni benedictione coelesti et gratia repleamur, <\/em>[sejamos repletos de todas as gra\u00e7as e b\u00ean\u00e7\u00e3os do c\u00e9u] como se expressa a Igreja na celebra\u00e7\u00e3o da Santa Missa. O sacrif\u00edcio da Missa \u00e9 propiciat\u00f3rio, ou seja, torna Deus prop\u00edcio para conosco, embora indignado por nossos pecados, e faz com que Ele deixe cair de suas m\u00e3os, por assim dizer, os raios que j\u00e1 estava prestes a lan\u00e7ar sobre nossas cabe\u00e7as. Quantos pecadores receberam o dom da penit\u00eancia e da convers\u00e3o por terem celebrado ou ouvido devotamente a Santa Missa! Com raz\u00e3o, a Igreja nos ensina que, pela Santa Missa, Deus se apazigua e, concedendo a gra\u00e7a e o dom da penit\u00eancia, perdoa crimes e pecados, mesmo os mais graves: <em>Huius quippe oblatione placatus Dominus, et gratiam et donum poenitentiae concedens, crimina et peccata, etiam ingentia, dimittit<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-55\" href=\"#post-55174-footnote-55\">[55]<\/a><\/sup> [Com esta oferta, de fato, o Senhor, aplacado, concedendo a gra\u00e7a e o dom da penit\u00eancia, perdoa crimes e pecados, mesmo enormes]. Para os justos, al\u00e9m das faltas veniais, o sacrif\u00edcio do altar perdoa ainda a pena temporal devida pelos seus pecados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a Santa Missa n\u00e3o s\u00f3 nos obt\u00e9m bens espirituais, mas tamb\u00e9m temporais, quando s\u00e3o ben\u00e9ficos para a salva\u00e7\u00e3o da alma. <em>Per auditionem Missae, <\/em>diz S\u00e3o Greg\u00f3rio Magno, <em>homo liberatur a multis malis et periculis<\/em> [pela participa\u00e7\u00e3o na missa o homem \u00e9 libertado de muitos males e perigos]. Portanto, por meio deste santo sacrif\u00edcio, obt\u00e9m-se a sa\u00fade dos doentes, o socorro adequado aos pobres abandonados, o afastamento dos males que continuamente assolam nossa vida para todos os tipos de aflitos. Santo Agostinho relata muitos favores temporais obtidos em sua \u00e9poca por meio da missa e acrescenta que aquele que a escuta devotamente n\u00e3o perecer\u00e1 de morte violenta: <em>Qui Missam devote audierit, subitanea morte non peribit<\/em> [Quem ouvir a Missa devotamente, n\u00e3o perecer\u00e1 de morte repentina] E S\u00e3o Leonardo de Porto Maur\u00edcio exclama: \u00abCreio que, se n\u00e3o fosse a Santa Missa, o mundo j\u00e1 teria sucumbido \u00e0s suas iniquidades. A Missa \u00e9 o poderoso apoio que o mant\u00e9m de p\u00e9<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-56\" href=\"#post-55174-footnote-56\">[56]<\/a><\/sup>\u00bb.<\/p>\n<p>Este sacrif\u00edcio sagrado tamb\u00e9m beneficia as almas do purgat\u00f3rio; na verdade, \u00e9 o meio mais eficaz para aliviar essas almas de suas penas, diminuir o tempo de seu ex\u00edlio e introduzi-las mais rapidamente no reino bem-aventurado<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-57\" href=\"#post-55174-footnote-57\">[57]<\/a><\/sup>. Portanto, faremos algo muito agrad\u00e1vel a Maria se, ao ouvir frequentemente a Santa Missa, aplicarmos os seus m\u00e9ritos \u00e0s almas do purgat\u00f3rio, que em sua vida mortal foram mais devotas desta augusta Rainha do c\u00e9u.<\/p>\n<p><em>Pr\u00e1tica<\/em>. \u2013 Ouvirei devotamente a Santa Missa todos os dias festivos e tamb\u00e9m feriais, se os deveres do meu estado o permitirem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261680\"><\/a>Exemplo<\/h2>\n<p>No ano de 1868, uma senhora de Mil\u00e3o foi acometida por uma paralisia que a deixou \u00e0 beira da morte, com a amea\u00e7a de novos ataques. Reduzida assim ao extremo da vida, seus parentes, animados por outros fatos que haviam ouvido narrar, e n\u00e3o esperando mais conforto dos meios humanos, recorreram \u00e0 ajuda do C\u00e9u, \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de Maria, Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os. Para esse fim, foram solicitadas ora\u00e7\u00f5es especiais que, em casos graves, costumam ser feitas na igreja de Maria Auxiliadora, em Turim, e foi decidido que no dia seguinte seria celebrada a Santa Missa para a doente no altar dedicado a ela. Por volta das sete da manh\u00e3, come\u00e7ou a Santa Missa em Turim, e os parentes e amigos da doente estavam ajoelhados em torno de seu leito com a inten\u00e7\u00e3o de se unirem ao sacerdote celebrante e ouvirem a Santa Missa \u00e0 dist\u00e2ncia. Rezavam para que a pobre doente se recuperasse pelo menos o suficiente para poder receber os Santos Sacramentos. A sua ora\u00e7\u00e3o chegou ao trono de Deus. Por volta das sete e meia, no momento em que terminava a Santa Missa, eis que a doente volta a si, abre os olhos, retoma a fala, come\u00e7a a mover o bra\u00e7o paralisado, depois a perna e, finalmente, todo o corpo. No in\u00edcio, os presentes temem que seja um esfor\u00e7o moment\u00e2neo da natureza ou um sinal de del\u00edrio. Mas seu medo logo se transformou em alegria viva, quando a doente se sentou na cama e disse claramente: \u201cEstou totalmente curada\u201d. Ela ent\u00e3o pediu suas roupas e, na mesma manh\u00e3, levantou-se, foi \u00e0 igreja para agradecer a Deus e \u00e0 sua Sant\u00edssima M\u00e3e e para fazer a sagrada comunh\u00e3o. A afortunada senhora escreveu ela mesma o relato deste fato e termina com as seguintes palavras: \u201cDesejo que este fato receba a maior publicidade, para que todo o mundo conhe\u00e7a a gra\u00e7a que obtive de Maria Auxiliadora e que assim seu santo Nome seja cada vez mais invocado e bendito\u201d<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-58\" href=\"#post-55174-footnote-58\">[58]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p><em>N. B. Enquanto imprimimos este livreto, chega uma carta do p\u00e1roco de Arosio, cidade da Lombardia, que se refere a este assunto. O seu conte\u00fado \u00e9 o seguinte.<\/em><\/p>\n<p>Arosio, 23 de mar\u00e7o de 1870.<\/p>\n<p>Perdoe-me, Sr. Diretor, se me atrevo a escrever-lhe esta carta para lhe dar a boa not\u00edcia da minha cura.<\/p>\n<p>No dia 29 deste m\u00eas, completar\u00e1 um ano desde que fui subitamente acometido por uma doen\u00e7a que me privou de todos os sentidos, que foi considerada mortal pelos m\u00e9dicos logo nos primeiros dias, e que diziam que para cur\u00e1-la seria necess\u00e1rio um milagre. Mas uma pessoa, assim que soube da minha desgra\u00e7a, apressou-se em lhe dar not\u00edcias do meu caso, pedindo-lhe que se lembrasse de mim nas ora\u00e7\u00f5es que se fazem na igreja de Maria Auxiliadora e que celebrasse ali uma Santa Missa em sua honra e gl\u00f3ria, para obter de Deus as gra\u00e7as de que eu tanto precisava. Ela assumiu as tarefas que lhe foram confiadas e, no terceiro dia da minha doen\u00e7a, durante a celebra\u00e7\u00e3o da Santa Missa, comecei a dar sinais de vida, exclamando: Oh Maria! Eis o milagre. Foi o que me disse o meu coadjutor, que estava ao meu lado. A partir da\u00ed, as coisas correram sempre bem, pelo que agora posso dizer que estou curado, de tal forma que posso celebrar a Santa Missa. Agradeci e continuo a agradecer a Deus Todo-Poderoso, bom e misericordioso, pelo precioso dom da sa\u00fade que me concedeu. Agradeci a Maria Sant\u00edssima, Auxiliadora dos Crist\u00e3os, e a todos os bons que rezaram por mim. Obrigado a todos. Obrigado por todos os dias da minha vida!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><a id=\"post-55174-_Toc242261681\"><\/a>OITAVO DIA<\/h1>\n<p><em> V. Vinde, \u00f3 Deus, em meu aux\u00edlio.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Socorrei-me, sem demora.<\/em><\/p>\n<p><em> V. Gl\u00f3ria ao Pai&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> R. Como era no princ\u00edpio&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> V. Maria, Auxiliadora dos Crist\u00e3os.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Rogai por n\u00f3s.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261682\"><\/a>Honrar Jesus Sacramentado nas solenidades, nas prociss\u00f5es, no acompanhamento do Santo Vi\u00e1tico e nas visitas \u00e0 igreja<\/h2>\n<p>1. Para honrar a Jesus no Sant\u00edssimo Sacramento, a Santa Igreja celebra ao longo do ano grandes solenidades, como a da Quinta-feira Santa e especialmente a do <em>Corpus Christi <\/em>com oitava, e tamb\u00e9m as <em>Quarenta Horas<\/em>. Nestes dias, ela se esfor\u00e7a por honrar o seu Esposo celestial e gostaria de lhe prestar toda a honra e gl\u00f3ria que Lhe s\u00e3o devidas. Mas, como uma m\u00e3e piedosa, ela convida todos os seus filhos a se unirem a ela, para que seja maior a homenagem que se deseja prestar \u00e0 divina Majestade exposta neste augusto Sacramento. A Igreja enfeita nesses dias os templos e os altares com os ornamentos mais ricos; queima os incensos mais agrad\u00e1veis; multiplica as luzes e as l\u00e2mpadas. Mas sabe, por outro lado, que para Jesus os ornamentos mais belos s\u00e3o as almas em gra\u00e7a, os incensos mais agrad\u00e1veis s\u00e3o as suas ora\u00e7\u00f5es, as luzes e as l\u00e2mpadas mais brilhantes s\u00e3o os cora\u00e7\u00f5es que palpitam de amor por Jesus. N\u00f3s, portanto, \u00f3 crist\u00e3os, para corresponder aos desejos e convites maternos da Santa Igreja, devemos nos unir para honrar e adorar Jesus da melhor maneira poss\u00edvel e mostrar de quanta venera\u00e7\u00e3o e amor est\u00e3o cheios nossos cora\u00e7\u00f5es por Ele. As solenidades do Sant\u00edssimo Sacramento s\u00e3o para Jesus o que as festas s\u00e3o para os pr\u00edncipes temporais. Nas festas de um pr\u00edncipe da terra, observe o que fazem os bons s\u00faditos; observe os atos de rever\u00eancia que lhe prestam. A alegria e o entusiasmo manifestam-se entre eles especialmente na capital e em torno do pal\u00e1cio real. E n\u00f3s, por nossa vez, faremos menos por Jesus, Rei dos reis, Pr\u00edncipe do C\u00e9u e da terra, nosso amigo, nosso irm\u00e3o, nosso pai? Isso seria uma falta muito grave e desonrosa para um crist\u00e3o, muito dolorosa para o cora\u00e7\u00e3o do am\u00e1vel Jesus.<\/p>\n<p>Por isso, nestes dias solenes, vamos ador\u00e1-lo junto ao seu trono e, pela manh\u00e3, procuremos receb\u00ea-lo em nosso cora\u00e7\u00e3o por meio da Santa Comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>2. Al\u00e9m das solenidades, h\u00e1 outras circunst\u00e2ncias em que h\u00e1 oportunidade de honrar Jesus Sacramentado; e \u00e9 quando se fazem prociss\u00f5es solenes ou \u00e9 levado como vi\u00e1tico aos enfermos. Um bom crist\u00e3o, portanto, deve ent\u00e3o fazer quest\u00e3o de acompanh\u00e1-lo e fazer-lhe cortejo. Sim, acompanhemo-lo de bom grado nas prociss\u00f5es, que s\u00e3o como os Seus triunfos neste mundo, e unamo-nos devotamente aos anjos que O rodeiam. Acompanhemo-lo tamb\u00e9m quando, cheio de bondade, Ele \u00e9 levado pelas m\u00e3os do Seu ministro para visitar os Seus amigos doentes, para consol\u00e1-los nas suas dores, para ajud\u00e1-los na grande passagem para a eternidade<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-59\" href=\"#post-55174-footnote-59\">[59]<\/a><\/sup>. Em um reino, aqueles que est\u00e3o destinados a acompanhar o pr\u00edncipe em suas viagens e visitas consideram-se muito honrados. Por que n\u00e3o faremos o mesmo com o Rei do c\u00e9u? Imitemos os dois disc\u00edpulos de Ema\u00fas. Eles acompanharam Jesus por um bom trecho do caminho, conversando com Ele em santas conversas, ouvindo com aten\u00e7\u00e3o e prazer as suas palavras, embora n\u00e3o O conhecessem. O que mais teriam feito se, desde o in\u00edcio, tivessem reconhecido nele o seu bom Mestre<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-60\" href=\"#post-55174-footnote-60\">[60]<\/a><\/sup>? Aqueles que acompanham devotamente Jesus no Sacramento imitam desde j\u00e1 aquele coro glorioso de Virgens, visto por S\u00e3o Jo\u00e3o, que no C\u00e9u seguem o divino Cordeiro por onde quer que ele v\u00e1: <em>sequuntur Agnum quocumque ierit<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-61\" href=\"#post-55174-footnote-61\">[61]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>3. Mas n\u00e3o basta mostrarmo-nos devotos de Jesus no Sacramento nas suas solenidades, acompanh\u00e1-lo quando Ele se move para aben\u00e7oar as nossas casas ou consolar os enfermos. Devemos tamb\u00e9m ir ador\u00e1-lo nas igrejas, onde nos espera dia e noite. Ele poderia ter se deixado estar presente apenas na H\u00f3stia durante a Santa Missa, ou no ato em que vamos receb\u00ea-lo na Comunh\u00e3o; mas n\u00e3o; ele quis estar continuamente em nossas igrejas, para que, como para uma m\u00e3e terna, pud\u00e9ssemos correr para seus bra\u00e7os, se fosse poss\u00edvel, a todo momento. Ele est\u00e1 l\u00e1 para nos conceder as gra\u00e7as mais not\u00e1veis; est\u00e1 l\u00e1, em suma, para nos atrair para o seu amor na terra e depois nos ter consigo no Para\u00edso. Vamos, portanto, visit\u00e1-lo frequentemente. Os amigos do mundo encontram tanta alegria entre si que, por vezes, perdem dias inteiros para ficarem juntos. E por que n\u00e3o encontraremos algumas horas do dia para nos entretermos com o melhor dos amigos? Oh! Qu\u00e3o doce \u00e9 a companhia de Jesus! Maria e Jos\u00e9 foram os primeiros a experiment\u00e1-la. Na companhia de Jesus, eles saboreavam o Para\u00edso; e, ao contr\u00e1rio, mergulharam na mais afligente desola\u00e7\u00e3o nos tr\u00eas dias em que Ele se manteve escondido deles: <em>Ecce, <\/em>disse-lhe Maria, <em>pater tuus et ego dolentes quaerebamus te<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-62\" href=\"#post-55174-footnote-62\">[62]<\/a><\/sup> [teu pai e eu te procur\u00e1vamos aflitos]. Quem pode expressar a alegria que S\u00e3o Jo\u00e3o sentiu na \u00faltima ceia, quando, na companhia de Jesus, ou melhor, mais perto dele, p\u00f4de descansar a cabe\u00e7a sobre o seu peito divino, como uma crian\u00e7a no seio da m\u00e3e?<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-63\" href=\"#post-55174-footnote-63\">[63]<\/a><\/sup>. Ora, semelhante a essa \u00e9 a alegria que se sente ao estar na companhia de Jesus no Sacramento. De fato, todos os santos sempre encontraram nisso as mais requintadas consola\u00e7\u00f5es. A S\u00e3o Lu\u00eds Gonzaga, devido \u00e0 sua sa\u00fade fr\u00e1gil, foi proibido permanecer diante de Jesus Sacramentado. O jovem santo obedecia; mas quando tinha que passar diante do Sacramento, sentia-se t\u00e3o fortemente atra\u00eddo a parar que era obrigado a romper nesta ora\u00e7\u00e3o: \u00d3 <em>Jesus, deixe-me ir, deixe-me ir.<\/em> S\u00e3o Francisco Xavier, quando estava nas \u00cdndias, depois de passar o dia ajudando as almas, passava grande parte da noite diante do Sant\u00edssimo Sacramento, onde encontrava seu descanso, ou melhor, o Para\u00edso antecipado. O mesmo fazia S\u00e3o Jo\u00e3o Francisco Regis, que, encontrando \u00e0s vezes a igreja fechada, consolava-se permanecendo ajoelhado diante da porta, mesmo com frio, vento e chuva. \u2013 Quantas almas boas, ainda hoje, encontram o mais doce prazer em permanecer horas diante do Sant\u00edssimo Sacramento! Um dia, perguntaram a um jovem piedoso por que ia t\u00e3o frequentemente \u00e0 igreja e passava l\u00e1 a maior parte do tempo da recrea\u00e7\u00e3o. Ele respondeu: \u201cNa igreja, onde est\u00e1 Jesus, est\u00e1 o Para\u00edso; por isso, prefiro estar no Para\u00edso a estar em qualquer outro lugar<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-64\" href=\"#post-55174-footnote-64\">[64]<\/a><\/sup>\u201d. Oh, sim, meu Jesus, V\u00f3s, juntamente com Maria Auxiliadora, sereis doravante o meu \u00fanico Bem, a minha \u00fanica Del\u00edcia.<\/p>\n<p><em>Pr\u00e1tica<\/em>. \u2013 Irei acompanhar devotamente o Sant\u00edssimo Sacramento e visit\u00e1-lo frequentemente nas igrejas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261683\"><\/a>Exemplo<\/h2>\n<p>O nome de Maria Auxiliadora ressoa agora glorioso at\u00e9 nos pa\u00edses mais distantes. A China \u00e9 um deles. Parece realmente que Deus quer atrair para si o mundo inteiro por meio dos prod\u00edgios operados em favor dos infi\u00e9is por intercess\u00e3o de sua divina M\u00e3e. Eis o que se l\u00ea no <em>Museu das Miss\u00f5es Cat\u00f3licas de Turim<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-65\" href=\"#post-55174-footnote-65\">[65]<\/a><\/sup>: \u00abA Sant\u00edssima Virgem, sempre prop\u00edcia para com aqueles que a invocam, demonstra agradar-se mais quando \u00e9 invocada com o t\u00edtulo de Maria Auxiliadora. Eis dois fatos que demonstram qu\u00e3o poderosa \u00e9 a intercess\u00e3o de Maria invocada sob este t\u00edtulo. Uma mulher crist\u00e3 estava h\u00e1 muito tempo paral\u00edtica de um bra\u00e7o, tinha usado todos os meios prescritos pelos m\u00e9dicos, mas sem obter qualquer al\u00edvio para o seu mal. No ano passado, na inaugura\u00e7\u00e3o da capela de Zoo-Sai, o marido dessa pobre enferma fez uma peregrina\u00e7\u00e3o por ela, enquanto ela come\u00e7ava em casa uma novena com a mesma inten\u00e7\u00e3o. Sua esperan\u00e7a n\u00e3o foi frustrada, pois ao final dos nove dias ela se sentiu imediatamente melhor e, em pouco tempo, estava perfeitamente curada. Outra crist\u00e3 h\u00e1 v\u00e1rias semanas n\u00e3o conseguia se alimentar. No m\u00eas de maio, ela fez uma peregrina\u00e7\u00e3o \u00e0 capela de Zoo-Sai em honra a Maria e, assim que ouviu a missa e comungou, recuperou as for\u00e7as perdidas e p\u00f4de se alimentar abundantemente. A partir de ent\u00e3o, seu estado foi melhorando cada vez mais, at\u00e9 que ela passou a gozar de excelente sa\u00fade<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-66\" href=\"#post-55174-footnote-66\">[66]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><a id=\"post-55174-_Toc242261684\"><\/a>NONO DIA<\/h1>\n<p><em> V. Vinde, \u00f3 Deus, em meu aux\u00edlio.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Socorrei-me, sem demora.<\/em><\/p>\n<p><em> V. Gl\u00f3ria ao Pai&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> R. Como era no princ\u00edpio&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> V. Maria, Auxiliadora dos Crist\u00e3os.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Rogai por n\u00f3s.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261685\"><\/a>Consola\u00e7\u00f5es do devoto de Maria no momento da morte<\/h2>\n<p>1. Entre os meios mais seguros para obter uma boa morte est\u00e1 a devo\u00e7\u00e3o a Maria. No momento da morte, Maria consola seus devotos, aliviando-os em seus males, consolando-os, libertando-os de seus medos; consolando-os, infundindo em seus cora\u00e7\u00f5es uma do\u00e7ura requintada.<\/p>\n<p>Voc\u00ea sabe, \u00f3 devoto crist\u00e3o, que Maria \u00e9 uma m\u00e3e muito terna, uma m\u00e3e que nos foi dada por Jesus em um excesso de amor por n\u00f3s. Por isso, Ela sempre nos assiste amorosamente em todas as vicissitudes da vida, nos defende de tantos perigos da alma e do corpo. Mas se Maria protege seus devotos durante a vida, muito mais os protege quando os v\u00ea pr\u00f3ximos do grande passo da eternidade. Oh! Ent\u00e3o, com a devida propor\u00e7\u00e3o, Ela faz com eles o que uma boa m\u00e3e faz com seu filho doente. Essa m\u00e3e terrena o assiste durante o dia, vigia-o \u00e0 noite, acaricia-o, procura de todas as maneiras poss\u00edveis aliviar seu mal e, se pudesse, morreria ela mesma para salvar sua vida. Agora, se uma m\u00e3e terrena usa tanta solicitude com seu filho doente, o que far\u00e1 Maria, a m\u00e3e mais amorosa e terna, para com seus devotos? Oh! Sim, n\u00e3o s\u00f3 pela alma, mas tamb\u00e9m pelo corpo, Ela os assiste, os alivia, os consola naquele momento terr\u00edvel. Se as doen\u00e7as n\u00e3o fossem um meio de salva\u00e7\u00e3o e de m\u00e9ritos, se a pr\u00f3pria morte n\u00e3o fosse uma condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para entrar no C\u00e9u, oh! n\u00e3o, nenhum devoto de Maria jamais adoeceria, nem morreria. Mas isso n\u00e3o pode acontecer, porque, tendo sofrido e morrido o pr\u00f3prio Filho de Deus, tendo sofrido e morrido a pr\u00f3pria Maria, \u00e9 necess\u00e1rio que, no final, tamb\u00e9m os seus devotos sofram e morram. Mas a morte deles \u00e9 antes um sono muito doce, porque isento de ang\u00fastia e cheio de alegria.<\/p>\n<p>2. <em>As coisas que costumam angustiar um moribundo s\u00e3o especialmente tr\u00eas: os pecados da vida passada; os ataques dos inimigos presentes; e o iminente comparecimento ao tribunal divino. <\/em>Estas tr\u00eas causas de temor n\u00e3o podem ocorrer para um devoto de Maria. Os pecados da vida passada n\u00e3o podem afligi-lo, porque, sendo sinceramente devoto de Maria, ele os confessou e, por sua poderosa intercess\u00e3o, certamente obteve o perd\u00e3o total. Ela mesma revelou isso a Santa Br\u00edgida com estas palavras: \u201cPor mais que algu\u00e9m tenha pecado, se com verdadeira emenda voltar para mim, estou pronta para receb\u00ea-lo. Eu n\u00e3o olho para os pecados que ele traz, mas apenas se ele vem com boa vontade; porque eu sou chamada, e verdadeiramente sou a M\u00e3e da miseric\u00f3rdia\u201d. Oh! Conven\u00e7amo-nos de que n\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o que Maria \u00e9 proclamada pela Igreja Virgem doce, clemente e piedosa, o <em>clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria; <\/em>n\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o que ela \u00e9 invocada como Ref\u00fagio dos pecadores: <em>Refugium peccatorum. <\/em>Maria \u00e9 aquela arca feliz, onde quem se refugia, diz S\u00e3o Bernardo, n\u00e3o sofrer\u00e1 o naufr\u00e1gio da perdi\u00e7\u00e3o eterna: <em>Arca in qua naufragium evadimus. <\/em>[arca na qual evitamos o naufr\u00e1gio] A devo\u00e7\u00e3o a Maria, proclama S\u00e3o Bernardo, \u00e9 um sinal cert\u00edssimo da salva\u00e7\u00e3o eterna: <em>certissimum signum salutis aeternae<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-67\" href=\"#post-55174-footnote-67\">[67]<\/a><\/sup>. E Santo Afonso de Lig\u00f3rio repetia frequentemente: <em>\u00abSe sou devoto de Maria, tenho a certeza do Para\u00edso<\/em>\u00bb. O que mais? O poder e a bondade de Maria, diz Santa Br\u00edgida, s\u00e3o t\u00e3o grandes que obteriam o perd\u00e3o at\u00e9 mesmo para L\u00facifer, se este fosse capaz de se recomendar a Ela. O que, ent\u00e3o, poder\u00e1 temer um seu devoto, mesmo que tenha sido um pecador? Se, \u00e0 beira da morte, ele tivesse alguma raz\u00e3o justa para temer, Maria saberia lhe dar o meio para ajustar bem as contas de sua alma; e se medos v\u00e3os viessem a assaltar seu cora\u00e7\u00e3o, Ela saberia dispers\u00e1-los e infundir-lhe, em vez disso, a mais doce confian\u00e7a. J\u00e1 se viu grandes pecadores morrerem t\u00e3o contentes, como se tivessem sido anjos de inoc\u00eancia durante a vida. E por qu\u00ea? Porque, por meio de Maria, voltaram para Deus e continuaram a mostrar-se verdadeiramente seus filhos devotos.<\/p>\n<p>Nem mesmo o devoto de Maria poder\u00e1 ser angustiado pelos ataques dos inimigos presentes. \u00c9 verdade, como diz S\u00e3o Jo\u00e3o Ap\u00f3stolo, que o dem\u00f4nio vir\u00e1 at\u00e9 n\u00f3s no momento da morte com grande ira, sabendo que lhe resta pouco tempo: <em>descendit ad vos diabolus habens iram magnam, sciens quod modicum tempus habet<\/em><sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-68\" href=\"#post-55174-footnote-68\">[68]<\/a><\/sup>; mas ao nosso lado ele encontrar\u00e1 Maria, de cuja presen\u00e7a, aterrorizado, ter\u00e1 que se afastar. O devoto de Maria, que durante a vida costumava recomendar-se a Ela, chegando ao fim, lan\u00e7ar-se-\u00e1 com maior confian\u00e7a nos seus bra\u00e7os amorosos, como uma crian\u00e7a nos bra\u00e7os da m\u00e3e. E se Maria est\u00e1 conosco, diz Santo Antonino, quem poder\u00e1 estar contra n\u00f3s? Oh! Sim; no seio desta M\u00e3e am\u00e1vel, adormeceremos placidamente, para despertar com Ela no C\u00e9u.<\/p>\n<p>Nem mesmo o devoto de Maria, \u00e0 beira da morte, sentir\u00e1 medo do iminente comparecimento perante o divino Juiz. Pois o Juiz \u00e9 o pr\u00f3prio Filho de Maria, e Maria, no divino tribunal, \u00e9 a advogada de seus devotos: <em>Advocata nostra<\/em>. Certamente Jesus Cristo nunca condenar\u00e1 uma alma patrocinada por Maria, sua querida m\u00e3e.<\/p>\n<p>3. Banida, portanto, do leito de morte toda causa de temor, s\u00f3 haver\u00e1 lugar para toda raz\u00e3o de alegria. Sim, Maria, com suas amabilidades, saber\u00e1, desde ent\u00e3o, fazer com que seu devoto desfrute de uma amostra do Para\u00edso. N\u00e3o raro, no momento da morte, Maria costuma consolar seus devotos, aparecendo visivelmente a eles. Este \u00e9 o sentimento de S\u00e3o Boaventura, de S\u00e3o Carlos Borromeu, de Santo Afonso e de muitos outros. Qu\u00e3o verdadeiro isso \u00e9, experimentaram, entre outros, Santa Clara, S\u00e3o Filipe N\u00e9ri, S\u00e3o F\u00e9lix Capuchinho, Santa Teresa, S\u00e3o Pedro de Alc\u00e2ntara e S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus. Este \u00faltimo esperava na morte, com confian\u00e7a filial, uma visita de Maria, sua terna m\u00e3e, e, n\u00e3o a vendo aparecer, j\u00e1 se afligia, quando eis que Maria lhe apareceu com semblante paradis\u00edaco e lhe disse: \u00d3 Jo\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 meu costume abandonar meus devotos nesta hora: <em>Ioannes, non est meum in hac hora meos devotos derelinquere<\/em>. Pouco depois, o santo expirou nos bra\u00e7os daquela que tanto amara em vida<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-69\" href=\"#post-55174-footnote-69\">[69]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>Mas, embora Maria n\u00e3o se mostre visivelmente a todos os seus devotos, \u00e9 certo que Ela est\u00e1 ao lado deles no momento da morte. Maria mesma assegurou isso a Santa Br\u00edgida com estas palavras: \u00abEu, que sou uma M\u00e3e muito amorosa, quero estar presente na morte de todos aqueles que me serviram, quero proteg\u00ea-los, quero consol\u00e1-los<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-70\" href=\"#post-55174-footnote-70\">[70]<\/a><\/sup>.\u00bb Ela faz com que eles sintam a sua proximidade, infundindo em seus cora\u00e7\u00f5es as mais doces consola\u00e7\u00f5es. \u00ab\u00d3 meu pai, dizia um devoto de Maria na hora da morte, \u00f3 meu pai, se soubesse a alegria que sinto por ter servido e amado a grande M\u00e3e de Deus! N\u00e3o sei explicar a alegria que sinto neste momento.\u00bb Portanto, \u00f3 crist\u00e3o, procuremos amar esta celestial Benfeitora; recomendemo-nos frequentemente ao seu patroc\u00ednio em vida, e ent\u00e3o teremos a certeza de que doce ser\u00e1 a nossa morte, seguida de uma eternidade bem-aventurada.<\/p>\n<p><em>Pr\u00e1tica<\/em>. \u2013 Vou me preparar para fazer amanh\u00e3 uma santa comunh\u00e3o em honra de Maria, pedindo-lhe a gra\u00e7a de poder receber os santos sacramentos na hora da morte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261686\"><\/a>Exemplo<\/h2>\n<p>Eu poderia citar muitos exemplos que confirmam o quanto Maria \u00e9 sol\u00edcita em correr em aux\u00edlio de seus devotos na hora da morte. Escolho um entre mil, narrado por Santo Afonso de Lig\u00f3rio<sup><a id=\"post-55174-footnote-ref-71\" href=\"#post-55174-footnote-71\">[71]<\/a><\/sup>. Adolfo, conde da Als\u00e1cia, depois de ter passado parte de sua vida de forma um pouco libertina, iluminado um dia pela gra\u00e7a divina, converteu-se, abandonou o mundo e seus prazeres e tornou-se religioso. Frequentemente protestava que queria viver e morrer no amor e no servi\u00e7o de Maria, Esperan\u00e7a e Ref\u00fagio dos pecadores. Mas, chegando ao fim de seus dias e diante da morte, foi tomado por um grande terror. Lembrou-se dos pecados cometidos na juventude, do rigor do julgamento divino e, com essa considera\u00e7\u00e3o, come\u00e7ou a tremer fortemente pela d\u00favida de sua salva\u00e7\u00e3o eterna. Mas a Sant\u00edssima Virgem, que n\u00e3o dorme nas ang\u00fastias de seus devotos, n\u00e3o o deixou naquele doloroso estado. Pois, acompanhada por muitos santos, ela se apresenta ao moribundo, alegra-o com sua beleza do Para\u00edso e o conforta com estas palavras: <em>Adulphe, mi carissime, mors cur times, meus cum sis? <\/em>Adolfo, meu querido, voc\u00ea \u00e9 meu, voc\u00ea se consagrou a mim, e agora por que teme a morte? Ao ver isso e ouvir essas palavras, Adolfo sentiu seu cora\u00e7\u00e3o inundado de paz e alegria, fez um esfor\u00e7o para se lan\u00e7ar nos bra\u00e7os de Maria e, nesse ato de amor, sua alma expirou. Oh! Morte feliz! Oh! Que a minha morte seja semelhante a esta!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><a id=\"post-55174-_Toc242261687\"><\/a>Festa de Maria Auxiliadora<\/h1>\n<p><em> V. Vinde, \u00f3 Deus, em meu aux\u00edlio.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Socorrei-me, sem demora.<\/em><\/p>\n<p><em> V. Gl\u00f3ria ao Pai&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> R. Como era no princ\u00edpio&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> V. Maria, Auxiliadora dos Crist\u00e3os.<\/em><\/p>\n<p><em> R. Rogai por n\u00f3s.<\/em><\/p>\n<p>1. Para que, \u00f3 devoto crist\u00e3o, voc\u00ea possa participar melhor da solenidade deste dia t\u00e3o auspicioso, considero oportuno expor-lhe brevemente sua hist\u00f3ria. O sumo pont\u00edfice S\u00e3o Pio V, desde 1571, em mem\u00f3ria da prodigiosa vit\u00f3ria de Lepanto, proclamou Maria: <em>Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os<\/em>. Posteriormente, v\u00e1rios pont\u00edfices confirmaram o mesmo t\u00edtulo e, com zelo apost\u00f3lico, empenharam-se em difundir a devo\u00e7\u00e3o a Maria Auxiliadora. Assim, Inoc\u00eancio XI, no ano de 1684, aprovou uma confraria constitu\u00edda em Munique, sob o t\u00edtulo de Maria Auxiliadora. Pio VI, no ano de 1798, aprovou uma nova companhia sob o mesmo t\u00edtulo, estabelecida em Turim, cidade sempre muito devota a Maria.<\/p>\n<p>Mas ainda faltava uma coisa: um dia do ano destinado especialmente a honrar Maria Auxiliadora, ou seja, uma festa com rito, missa e of\u00edcio aprovados pela Igreja. Para que os sumos pont\u00edfices se decidissem por esta importante institui\u00e7\u00e3o, era necess\u00e1rio algum fato extraordin\u00e1rio, que n\u00e3o tardou a se manifestar. A maneira maravilhosa como o papa Pio VII foi libertado de seu cativeiro \u00e9 o grande acontecimento que deu origem ao estabelecimento da festa de Maria <em>Auxiliadora dos Crist\u00e3os.<\/em><\/p>\n<p>2. O imperador Napole\u00e3o I, depois de oprimir o soberano Pont\u00edfice de v\u00e1rias maneiras, pediu-lhe coisas que, em consci\u00eancia, ele n\u00e3o podia conceder. \u00c0 corajosa recusa, o imperador respondeu com viol\u00eancia e sacril\u00e9gio. O papa foi preso e levado para Savona, onde o glorioso Pont\u00edfice passou mais de cinco anos em pris\u00e3o severa. Mas, como onde est\u00e1 o Papa est\u00e1 o Chefe da Igreja, Savona tornou-se, de certa forma, outra Roma. Tantas demonstra\u00e7\u00f5es de afeto despertaram a inveja do imperador, que, querendo humilhar o Vig\u00e1rio de Jesus Cristo, ordenou que ele fosse transferido para Fontainebleau, um castelo n\u00e3o muito distante de Paris. Enquanto o Chefe da Igreja gemia prisioneiro, aos crist\u00e3os n\u00e3o restava mais do que imitar os fi\u00e9is da Igreja primitiva, quando S\u00e3o Pedro foi mantido prisioneiro, ou seja, rezar. O vener\u00e1vel Pont\u00edfice rezava, e com ele rezavam todos os cat\u00f3licos, implorando a ajuda daquela que \u00e9 chamada de grande prote\u00e7\u00e3o na Igreja: <em>magnum in Ecclesia praesidium. <\/em>Acredita-se comumente que o Pont\u00edfice prometeu naquela \u00e9poca \u00e0 Santa Virgem instituir uma festa para honr\u00e1-la sob o augusto t\u00edtulo de Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os, caso pudesse retornar a Roma ao trono papal. Entretanto, a sorte que at\u00e9 ent\u00e3o sorria para o terr\u00edvel imperador come\u00e7ou a se voltar contra ele. Depois de fazer ressoar seu temido nome por toda a terra, Napole\u00e3o quis levar suas armas \u00e0s regi\u00f5es mais frias da R\u00fassia. Ele acreditava encontrar l\u00e1 novos triunfos, mas encontrou sua ru\u00edna. Maria, movida pela piedade dos gemidos de Pio VII e pelas ora\u00e7\u00f5es de tantos de seus filhos, mudou em poucos dias o destino da Europa e do mundo inteiro. O rigor do inverno, a estrat\u00e9gia dos russos e a infidelidade de muitos generais franceses frustraram as esperan\u00e7as de Bonaparte, que em poucos dias viu seu ex\u00e9rcito derrotado. Dos mais de seiscentos mil soldados que compunham seu ex\u00e9rcito, apenas cinquenta mil conseguiram se salvar; os demais pereceram. O pr\u00f3prio imperador teve que fugir \u00e0s pressas, retirar-se para Paris e, pouco depois, entregar-se prisioneiro nas m\u00e3os dos ingleses.<\/p>\n<p>Com a queda de Napole\u00e3o, a justi\u00e7a p\u00f4de novamente seguir seu curso. Pio VII foi imediatamente libertado, e Roma o recebeu com grande alegria. O Santo Padre, vendo seus votos atendidos, cheio de gratid\u00e3o para com sua Libertadora celestial, quis dar-lhe um sinal p\u00fablico e perp\u00e9tuo de gratid\u00e3o. Para esse fim, instituiu a festa de <em>Maria Auxilium Christianorum, <\/em>a ser celebrada todos os anos no dia 24 de maio. Este dia foi escolhido porque foi precisamente em 1814 que ele foi libertado e p\u00f4de regressar \u00e0 sua S\u00e9, entre os aplausos de todos os cat\u00f3licos.<\/p>\n<p>3. O glorioso pont\u00edfice Pio VII, enquanto viveu, promoveu o culto a Maria Auxiliadora; aprovou associa\u00e7\u00f5es e confrarias dedicadas a Ela; concedeu muitas indulg\u00eancias \u00e0s pr\u00e1ticas de piedade em Sua honra. Os pont\u00edfices sucessores continuaram a promover o culto a Maria sob o belo t\u00edtulo de <em>Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os<\/em>. O pr\u00f3prio Papa atual, Pio IX, zeloso promotor da honra devida \u00e0 augusta M\u00e3e de Deus, empenhou-se para que, com sua prote\u00e7\u00e3o especial, fosse erguida em Turim uma igreja dedicada a Maria Auxiliadora. Por decreto de 22 de maio de 1868, ele concedeu indulg\u00eancia plen\u00e1ria a qualquer pessoa que, arrependida, tendo-se confessado e comungado, visitasse a referida igreja, para ser lucrada no dia da festa de 24 de maio ou em outro dia \u00e0 escolha. Posteriormente, na mesma igreja, com a autoriza\u00e7\u00e3o do arcebispo de Turim, tendo sido institu\u00edda uma <em>Pia Associa\u00e7\u00e3o dos devotos de Maria Auxiliadora, <\/em>concedeu aos membros muitas indulg\u00eancias plen\u00e1rias e parciais. Finalmente, o mesmo Pont\u00edfice, com decreto de 5 de abril de 1870, ampliou as gra\u00e7as celestiais, concedendo que as mesmas indulg\u00eancias pudessem ser lucradas tamb\u00e9m em outras igrejas, erigindo a Pia Associa\u00e7\u00e3o em Arquiconfraria, com o privil\u00e9gio e a faculdade de agregar outras associa\u00e7\u00f5es que fossem canonicamente erigidas sob este t\u00edtulo. Eis, \u00f3 devoto crist\u00e3o, os grandes tesouros que nos s\u00e3o propostos.<\/p>\n<p><em>Pr\u00e1tica<\/em>. Hoje me consagrarei a Maria, prometendo am\u00e1-la no futuro com todo o cora\u00e7\u00e3o e servi-la da melhor maneira poss\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261688\"><\/a>Ato de consagra\u00e7\u00e3o a Maria<\/h2>\n<p>Sant\u00edssima Virgem, M\u00e3e de Deus, eu<em>, N. N., <\/em>embora indigno pecador, prostrado aos vossos p\u00e9s, na presen\u00e7a de Deus todo-poderoso e de toda a corte celeste, vos apresento e vos ofere\u00e7o meu cora\u00e7\u00e3o com todos os seus afetos; consagro-o a v\u00f3s e quero que seja sempre vosso e de vosso querido Jesus. Aceitai, \u00f3 M\u00e3e benign\u00edssima, deste vosso pobre servo a humilde oferta unida ao cora\u00e7\u00e3o de todos os santos; e fazei com que, a partir deste momento, eu comece a viver unicamente para v\u00f3s e para vosso divino filho Jesus. Com a sua ajuda divina e a vossa assist\u00eancia amorosa, espero conseguir faz\u00ea-lo e, da minha parte, prometo faz\u00ea-lo. Entre os vossos dois cora\u00e7\u00f5es, Jesus e Maria, colocai o meu pobre cora\u00e7\u00e3o, para que se inflame todo do vosso santo amor. Para que, vivendo assim no vosso amor, eu possa um dia bendizer-vos e louvar-vos l\u00e1 em cima no c\u00e9u, na companhia dos anjos e dos santos, por toda a eternidade. Assim seja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><a id=\"post-55174-_Toc242261689\"><\/a>Associa\u00e7\u00e3o dos Devotos de Maria Auxiliadora<\/h1>\n<p>1. Na Igreja dedicada a Maria Auxiliadora em Turim, com autoriza\u00e7\u00e3o de Sua Excel\u00eancia Reverend\u00edssima, o Arcebispo de Turim, est\u00e1 canonicamente ereta uma Associa\u00e7\u00e3o de seus devotos que se prop\u00f5em promover as gl\u00f3rias da divina M\u00e3e do Salvador, a fim de merecer a sua prote\u00e7\u00e3o na vida e, particularmente, em ponto de morte.<\/p>\n<p>2. Dois meios principais s\u00e3o propostos: difundir a devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Bem-aventurada Virgem e a venera\u00e7\u00e3o a Jesus sacramentado.<\/p>\n<p>3. A esta finalidade se dedicar\u00e3o com as palavras, o aconselhamento, as obras e com o empenho de promover o decoro e a devo\u00e7\u00e3o nas novenas, festas e solenidades que, no curso do ano, se realizam em honra da Bem-aventurada Virgem Maria e do Sant\u00edssimo Sacramento.<\/p>\n<p>4. A difus\u00e3o de bons livros, imagens, medalhas, folhetos, participar e recomendar a participa\u00e7\u00e3o nas prociss\u00f5es em honra de Maria Sant\u00edssima e do Sant\u00edssimo Sacramento, a comunh\u00e3o frequente, a assist\u00eancia \u00e0 Santa Missa, o acompanhamento do Vi\u00e1tico, s\u00e3o coisas que os Agregados se prop\u00f5em promover com todos os meios compat\u00edveis com o pr\u00f3prio estado.<\/p>\n<p>5. Os Associados ter\u00e3o o m\u00e1ximo cuidado consigo mesmos e junto \u00e0s pessoas que deles dependem de impedir a blasf\u00eamia e qualquer conversa contr\u00e1ria \u00e0 religi\u00e3o e, na medida de suas possibilidades, qualquer obst\u00e1culo que possa impedir a santifica\u00e7\u00e3o dos dias santos.<\/p>\n<p>6. Cada Associado, segundo os conselhos dos catecismos e dos mestres de esp\u00edrito, \u00e9 calorosamente exortado a se confessar e comungar cada quinze dias ou uma vez por m\u00eas e a ouvir todos os dias a Santa Missa, desde que as obriga\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio estado o permitam.<\/p>\n<p>7. Em honra de Jesus Sacramentado, todos os dias, os Associados, depois das ora\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias da manh\u00e3 e da noite, recitar\u00e3o a jaculat\u00f3ria: <em>Gra\u00e7as e louvores sejam dados a cada momento ao Sant\u00edssimo e Divin\u00edssimo Sacramento. <\/em>E em honra da Bem-Aventurada Virgem Maria: <em>Maria Auxilium Christianorum, ora pro nobis.<\/em><\/p>\n<p>Para os sacerdotes, \u00e9 suficiente que na Santa Missa ponham a inten\u00e7\u00e3o de rezar por todos os Agregados a esta pia Associa\u00e7\u00e3o. Estas ora\u00e7\u00f5es servir\u00e3o como v\u00ednculo de uni\u00e3o entre todos os Associados num s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e numa s\u00f3 alma, a fim de render a devida honra a Jesus oculto na Santa Eucaristia e \u00e0 sua augusta M\u00e3e, e de participar de todas as obras de piedade realizadas por cada Associado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261690\"><\/a>Benef\u00edcios espirituais dos associados<\/h2>\n<p>1. Todos os agregados, a fim de se ajudarem mutuamente a caminhar pelo caminho da salva\u00e7\u00e3o, entendem fazer entre si comunh\u00e3o de todas as boas obras que cada um realiza em particular ou na igreja de Maria Auxiliadora ou em outros lugares.<\/p>\n<p>2. Participar\u00e3o tamb\u00e9m das pr\u00e1ticas de piedade que se realizam no altar da Associa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o altar-mor desta Igreja: altar privilegiado quotidiano, segundo o Decreto da Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o em data de 22 de maio de 1868. Neste altar, entre outras coisas, todas as manh\u00e3s, em torno das seis horas nos dias feriais e das sete nos dias santos, se celebrar\u00e1 uma missa, com a recita\u00e7\u00e3o da terceira parte do Santo Ros\u00e1rio, ora\u00e7\u00f5es especiais e com a comunh\u00e3o de todos os que puderem participar.<\/p>\n<p>O reinante Papa Pio IX concede benignamente 100 dias de indulg\u00eancia a todos, cada vez que tomam parte neste exerc\u00edcio de piedade.<\/p>\n<p>Todas as noites haver\u00e1 canto de loas sacras, leitura espiritual, ora\u00e7\u00f5es, b\u00ean\u00e7\u00e3o com o Sant\u00edssimo Sacramento, \u00e0 qual seguir\u00e1 a recita\u00e7\u00e3o do Santo Ros\u00e1rio, como de manh\u00e3.<\/p>\n<p>3. Cada um pode lucrar indulg\u00eancia plen\u00e1ria no dia em que se inscrever na associa\u00e7\u00e3o. Decreto de 11 de mar\u00e7o de 1870.<\/p>\n<p>4. Indulg\u00eancia plen\u00e1ria nas solenidades do Santo Natal, da Circuncis\u00e3o, da Epifania, da Ascens\u00e3o de Nosso Senhor Jesus Cristo; em Pentecostes, no dia do <em>Corpus Domini<\/em>.<\/p>\n<p>5. Indulg\u00eancia igualmente plen\u00e1ria na Festa da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o da Sant\u00edssima Virgem; da sua Natividade, Apresenta\u00e7\u00e3o no Templo, Anuncia\u00e7\u00e3o, Purifica\u00e7\u00e3o, Visita\u00e7\u00e3o, sua Assun\u00e7\u00e3o ao C\u00e9u.<\/p>\n<p>6. A mesma indulg\u00eancia plen\u00e1ria poder\u00e1 ser obtida em qualquer dia da novena ou na festa de <em>Maria Auxilium Christianorum; <\/em>na Festa de S\u00e3o Francisco de Sales, de S\u00e3o Lu\u00eds Gonzaga, e naquele dia de cada m\u00eas que escolherem para fazer o Exerc\u00edcio da Boa Morte. \u2013 As indulg\u00eancias mencionadas neste n\u00famero tamb\u00e9m podem ser obtidas por aqueles que n\u00e3o estiverem inscritos na piedosa Associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>7. Cada agregado, participando das pr\u00e1ticas de piedade que se fazem nesta igreja ao longo do ano, por ocasi\u00e3o de tr\u00edduos ou novenas, pode lucrar uma vez por dia a indulg\u00eancia de sete anos e outras tantas quarentenas. \u2013 \u00c9 bom notar aqui que, para a aquisi\u00e7\u00e3o das indulg\u00eancias plen\u00e1rias acima mencionadas, \u00e9 prescrita a Confiss\u00e3o Sacramental e a Comunh\u00e3o, a n\u00e3o ser que o Agregado tenha a louv\u00e1vel pr\u00e1tica de se confessar todas as semanas. Neste caso, se requer unicamente o estado de gra\u00e7a.<\/p>\n<p>8. Todos os anos, no primeiro dia ferial depois da festa de Maria Auxiliadora, canta-se uma missa de <em>Requiem <\/em>com outros sufr\u00e1gios especiais pelas almas dos coirm\u00e3os falecidos em geral e particularmente por aqueles que foram chamados por Deus \u00e0 vida eterna no curso daquele ano.<\/p>\n<p>9. Caso um coirm\u00e3o ou uma coirm\u00e3 venha a ficar doente ou, segundo os des\u00edgnios de Deus, for chamado \u00e0 vida eterna, ser\u00e1 recomendado de modo especial \u00e0s ora\u00e7\u00f5es que todos os dias se fazem no altar de Maria Auxiliadora, desde que se avise o reitor da igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a id=\"post-55174-_Toc242261691\"><\/a>Aceita\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>1. Quem deseja participar desta pia Associa\u00e7\u00e3o far\u00e1 inscrever o pr\u00f3prio nome, sobrenome e lugar de resid\u00eancia no registro apropriado que se conserva na sacristia da igreja de Maria Auxiliadora. Nessa ocasi\u00e3o, se ele deseja, lhe ser\u00e1 entregue uma imagem e uma medalha e o livreto da Associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>2. Os p\u00e1rocos e todo aquele que tiver cura de almas, os diretores de col\u00e9gios ou de casas de educa\u00e7\u00e3o ou institutos de benefic\u00eancia podem agregar qualquer um dos seus dependentes, desde que enviem os nomes dos agregados ao reitor da igreja, que tamb\u00e9m \u00e9 o diretor da pia Associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>3. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma anuidade pecuni\u00e1ria; cada um, se quiser, far\u00e1 todos os anos alguma oferta para cobrir as despesas que ocorrem na novena e na festa de Maria Auxiliadora, e todas as outras celebra\u00e7\u00f5es sagradas que se realizam nas v\u00e1rias oportunidades do ano na igreja da Associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Este regulamento foi aprovado pela autoridade eclesi\u00e1stica em 18 de abril de 1869, quando a Associa\u00e7\u00e3o foi canonicamente erigida. Em 5 de abril deste ano de 1870, o mesmo Sumo Pont\u00edfice, com decreto espec\u00edfico, erigiu a Associa\u00e7\u00e3o em Arquiconfraria com v\u00e1rios privil\u00e9gios, com a faculdade de agregar outras Associa\u00e7\u00f5es canonicamente institu\u00eddas.<\/p>\n<p><em>pelo padre Jo\u00e3o Bosco<\/em><\/p>\n<p><em>Turim, Tipografia do Orat\u00f3rio de S\u00e3o Francisco de Sales, 1870<\/em><\/p>\n<p><em>Com aprova\u00e7\u00e3o da Revis\u00e3o Eclesi\u00e1stica<\/em><\/p>\n<ol>\n<li id=\"post-55174-footnote-1\">O Papa Pio IX, gloriosamente reinante, concede 300 dias de indulg\u00eancia cada vez que se recita esta jaculat\u00f3ria. (<em>14 de fevereiro de 1869<\/em>). <a href=\"#post-55174-footnote-ref-1\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-2\">Ep\u00edstola a Eustoc. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-2\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-3\">Luc. 1,39. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-3\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-4\">S. Afonso de Lig\u00f3rio. Gl\u00f3rias de Maria. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-4\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-5\">Jo\u00e3o 2,3. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-5\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-6\">Jo\u00e3o 19,26.27. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-6\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-7\">V. S. Afonso. Novena de Medita\u00e7\u00e3o. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-7\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-8\">V. S. Afonso. Gl\u00f3rias de Maria. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-8\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-9\">V. S. Cirilo de Alexandria. Homilia contra Nest\u00f3rio. \u2013 Oitava da Natividade da Bem-aventurada Virgem. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-9\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-10\">Serm. apud Metaph. Die 5, Nativ. B. V. in Off. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-10\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-11\">Hom. 2 super Missus est. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-11\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-12\">Cant. 2,5. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-12\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-13\">Ecl. I, cap. 24. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-13\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-14\">V. <em>Mem\u00f3ria de uma solenidade em honra de Maria Auxiliadora<\/em>, Turim, tip. do Orat\u00f3rio de S\u00e3o Francisco de Sales. 1868. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-14\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-15\">Salmo 73. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-15\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-16\">I Cor\u00edntios 15. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-16\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-17\">\u00caxodo 20. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-17\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-18\">Lev\u00edtico, cap. 26. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-18\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-19\">\u00caxodo 31. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-19\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-20\">No cap. 26 de Mateus. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-20\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-21\">Lev\u00edtico, cap\u00edtulo 24. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-21\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-22\">Ano 510. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-22\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-23\">Hebreus, 13. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-23\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-24\">V. Apologista, N. 10, ano XII. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-24\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-25\">Jo\u00e3o 20. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-25\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-26\">Mateus 18. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-26\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-27\">Serm. 393. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-27\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-28\">De lapsis. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-28\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-29\">Hom. II sobre o salmo 37. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-29\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-30\">Sess. XIV, c\u00e2n. 6,7. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-30\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-31\">Ep\u00edstola 93, a Virg\u00edlio S\u00f3focles. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-31\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-32\">Mateus 16. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-32\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-33\">V. Apologista, N. 10, ano XII. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-33\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-34\">Prov. 8. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-34\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-35\">Salmo 110. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-35\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-36\">V. S. Jo\u00e3o Crist. Hom. 61, ad pop. ant. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-36\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-37\">Salmo 110. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-37\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-38\">Lucas 22. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-38\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-39\">Jo\u00e3o 6. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-39\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-40\">Mateus 26. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-40\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-41\">Sess. 13,2. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-41\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-42\">Tract.84 in Jo\u00e3o <a href=\"#post-55174-footnote-ref-42\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-43\">Jo\u00e3o 6. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-43\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-44\">Jo\u00e3o 6. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-44\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-45\">Mateus 11. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-45\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-46\">V. Cip. lib. 6, de Lapsis. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-46\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-47\">Sess. 22, cap. 6. V, tamb\u00e9m sess. 13, cap. 8. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-47\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-48\">Hist\u00f3ria Eclesi\u00e1stica, ano 552. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-48\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-49\">Conc. Trid. Sess. 13, cap. 2. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-49\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-50\">Ibidem. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-50\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-51\">De perf. Relig. Cap. 21. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-51\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-52\">V. Summa de Santo Tom\u00e1s. Parte 3, q. 80, art. 10. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-52\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-53\">V. Tom. IV Sent. \u2013 V. a Sagrada Comunh\u00e3o por Monsenhor Segur. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-53\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-54\">V. <em>Lembran\u00e7a de uma solenidade <\/em>etc. Ap\u00eandice. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-54\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-55\">Conc. Trid. Sess. 22, cap. 2. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-55\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-56\"><em>Tesouro escondido <\/em>etc., art. IV. N. VII. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-56\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-57\">Conc. Trid. Sess. 22, cap. 2. Sess. 25 no princ\u00edpio. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-57\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-58\">V. <em>Mem\u00f3ria <\/em>citada. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-58\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-59\">Adquire a indulg\u00eancia de 7 anos e 7 quarentenas quem acompanha devotamente o SS. Vi\u00e1tico com uma vela ou l\u00e2mpada acesa; de 5 anos e outras tantas quarentenas quem o acompanha sem vela; e de 3 anos quem, legitimamente impedido, envia outra pessoa em seu lugar com uma vela ou l\u00e2mpada acesa. Todas estas indulg\u00eancias s\u00e3o aplic\u00e1veis aos fi\u00e9is falecidos por concess\u00e3o de Bento XIV. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-59\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-60\">Lucas 24. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-60\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-61\">Apocalipse 14. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-61\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-62\">Lcas 2. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-62\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-63\">Jo\u00e3o 13. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-63\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-64\"><em>Vida do jovem Saceardi Ernesto<\/em>. Leituras Cat\u00f3licas, ano XVI, fasc. 9. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-64\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-65\">N.\u00ba 48, ano XII, 88 de novembro de 1869. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-65\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-66\">V. <em>Apologista<\/em>, n.\u00ba 10, ano XII. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-66\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-67\">V. S. Alfonso, <em>Gl\u00f3rias de Maria<\/em>. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-67\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-68\">Apocalipse 12. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-68\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-69\">V. S. Afonso, Gl\u00f3rias de Maria. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-69\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-70\">Ibidem. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-70\">\u2191<\/a><\/li>\n<li id=\"post-55174-footnote-71\">V. S. Afonso. Gl\u00f3rias de Maria. <a href=\"#post-55174-footnote-ref-71\">\u2191<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No nome de Maria Auxiliadora ressoa uma longa hist\u00f3ria de confian\u00e7a do povo crist\u00e3o na&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":55157,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"iawp_total_views":1,"footnotes":""},"categories":[169],"tags":[1737,2577,2203,1821,1689,2227],"class_list":["post-55174","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-santissima-virgem-maria","tag-catequese","tag-dom-bosco","tag-eventos","tag-graca","tag-maria","tag-salvacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55174","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55174"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55174\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55175,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55174\/revisions\/55175"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55157"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55174"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55174"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55174"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}