{"id":54854,"date":"2026-09-14T07:18:48","date_gmt":"2026-09-14T07:18:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.donbosco.press\/?p=54854"},"modified":"2026-09-14T07:19:31","modified_gmt":"2026-09-14T07:19:31","slug":"o-sistema-preventivo-7-7-o-olhar-retrospectivo-a-exposicao-das-memorias-biograficas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/dom-bosco\/o-sistema-preventivo-7-7-o-olhar-retrospectivo-a-exposicao-das-memorias-biograficas\/","title":{"rendered":"O sistema preventivo (7\/7). O olhar retrospectivo. A exposi\u00e7\u00e3o das Mem\u00f3rias Biogr\u00e1ficas"},"content":{"rendered":"<p>Continuamos com o s\u00e9timo e \u00faltimo epis\u00f3dio sobre os textos principais do sistema preventivo de Dom Bosco.<\/p>\n<p>Artigo anterior: <a href=\"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/dom-bosco\/o-sistema-preventivo-6-7-a-um-formador-de-padres-a-resposta-ao-reitor-do-seminario-de-montpellier-dupuy\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O sistema preventivo (6\/7). A um formador de padres. A resposta ao reitor do Semin\u00e1rio de Montpellier, Dupuy<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O olhar retrospectivo: a exposi\u00e7\u00e3o das Mem\u00f3rias Biogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A \u00faltima etapa \u00e9 de natureza diferente das anteriores, e a s\u00e9rie deve dizer isso abertamente ao leitor. O cap\u00edtulo XLVII do quarto volume das Mem\u00f3rias Biogr\u00e1ficas n\u00e3o \u00e9 um texto publicado por Dom Bosco em vida: \u00e9 a reconstru\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica que o padre Jo\u00e3o Batista Lemoyne comp\u00f5e reunindo pr\u00e1ticas, testemunhos e lembran\u00e7as da primeira gera\u00e7\u00e3o, e a situa narrativamente nos anos por volta de 1851-1853. Segue-se, no cap\u00edtulo XLVIII, a palavra sobre os castigos.<\/p>\n<p>Seu valor n\u00e3o \u00e9, portanto, de fonte direta, mas de recep\u00e7\u00e3o: diz-nos como os primeiros salesianos haviam compreendido e reorganizado o que tinham visto fazer. Lido no final da s\u00e9rie, funciona como um espelho: permite medir o quanto da pr\u00e1tica do fundador j\u00e1 havia passado para a doutrina compartilhada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>(MBp IV, 487-499, todo o <em>cap\u00edtulo XLVII<\/em>)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00ab<\/strong>\u200b<strong>CAP\u00cdTULO XLVII \u2013 \u200bO Sistema Preventivo \u2013 Sua aplica\u00e7\u00e3o \u2013 Suas vantagens<\/strong><\/p>\n<p>\u200b<\/p>\n<p>De quanto j\u00e1 expusemos nos volumes precedentes, certamente os nossos leitores j\u00e1 ter\u00e3o formado um ju\u00edzo exato do sistema aplicado por Dom Bosco na educa\u00e7\u00e3o da juventude. Este n\u00e3o era um sistema repressivo, mas sim um sistema preventivo, mais adequado \u00e0 raz\u00e3o e \u00e0 religi\u00e3o. A religi\u00e3o ensina a caridade que combate a soberba e o ego\u00edsmo, torna soci\u00e1veis, agradecidos e respeitosos uns com os outros, espontaneamente obedientes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0queles que t\u00eam o direito e a obriga\u00e7\u00e3o de comandar, e adorna os mais rudes com uma gentileza um tanto natural porque exclui o temor.<\/p>\n<p>\u200b <em>Depois, a raz\u00e3o demonstra com a experi\u00eancia que sem verdadeira afei\u00e7\u00e3o \u00e9 in\u00fatil o minist\u00e9rio do educador<\/em>. A primeira felicidade de um menino \u00e9 saber que \u00e9 amado. Ele corresponde a esse amor, persuade-se de quanto o professor afirma, ama tudo o que o mestre ensina. A ele, agrada-lhe o que ao mestre agrada. Afei\u00e7oa-se por todo o tempo da vida \u00e0 verdade e aos ensinamentos assimilados por ele. Por fim, sente-se inclinado \u00e0 mesma profiss\u00e3o sacerdotal ou religiosa de seu educador e o ama como o pai de sua alma.<\/p>\n<p>\u200b Nesses anos, o Sistema Preventivo tinha se tornado uma necessidade. As aspira\u00e7\u00f5es populares de um governo mais indulgente, secundadas pelos respectivos pr\u00edncipes, faziam os jovens exigirem de seus superiores uma dire\u00e7\u00e3o mais afetuosa e paterna. Portanto, um sistema de educa\u00e7\u00e3o rude e repressivo como o praticado em certos tempos ter-se-ia tornado repulsivo pela natureza dos tempos. Entre outros males, teria gerado dois muito graves: afastaria os jovens do Orat\u00f3rio, para onde se dirigiam espontaneamente e de onde podiam se retirar de livre e espont\u00e2nea vontade, sem que nenhuma lei ou autoridade os detivesse; e ficariam confirmadas entre eles as m\u00e1s not\u00edcias que jornalistas mercen\u00e1rios, saltimbancos e histri\u00f5es espalhavam de que os padres eram tiranos, inimigos da liberdade e exploradores do povo.<\/p>\n<p>\u200b Por meio de seu Sistema Preventivo, Dom Bosco impediu que tal malef\u00edcio se infiltrasse entre seus jovens. Por isso, o Orat\u00f3rio sempre foi muito frequentado, tanto que se tornou obrigat\u00f3ria a abertura de novos Orat\u00f3rios em v\u00e1rios bairros da cidade. Se, entretanto, alguma l\u00edngua maldosa viesse a ser inconveniente com rela\u00e7\u00e3o aos padres na presen\u00e7a dos jovens, era-lhes bastante lembrar o tratamento da requintada bondade que Dom Bosco usava em favor deles. Isso daria aos maldizentes um solene desmentido.<\/p>\n<p>\u200b Nas oficinas, diversas vezes, foi aduzido esse argumento contra aqueles que falavam mal dos padres. Muitos recordam que, ent\u00e3o, n\u00e3o sabendo o que responder, os murmuradores respondiam:<\/p>\n<p>\u200b \u2013 <em>Se os padres fossem todos como o seu Dom Bosco, voc\u00eas teriam raz\u00e3o. Mas n\u00e3o \u00e9 assim, n\u00e3o!<\/em><\/p>\n<p>\u200b No entanto, os que viam o Te\u00f3logo Borel, Chiaves ou Carpano, Murialdo, Vola ou Marengo e outros exemplares sacerdotes a formar espl\u00eandida coroa a Dom Bosco e esmerarem-se por imit\u00e1-lo no querer bem e no tratar os jovens e mesmo os malandros de amigos e de pais, estavam firmes em suas convic\u00e7\u00f5es, julgavam as maledic\u00eancias cal\u00fanias, como de fato o eram. E seguiam em frente.<\/p>\n<p>\u200b Dessa maneira, com o amor e o apego \u00e0 Religi\u00e3o Cat\u00f3lica, cultivavam para com os seus ministros grande estima e venera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se tem o direito de duvidar de que esses frutos eram devidos \u00e0 educa\u00e7\u00e3o que lhes ministravam Dom Bosco e seus pacientes colaboradores.<\/p>\n<p>\u200b Esse sistema, Dom Bosco o tinha comprovado, com muito bons resultados para o bem-estar moral dos jovens. Depois de ter infundido em seus ajudantes essa pr\u00e1tica e feito diversos encontros com o Te\u00f3logo Eug\u00eanio Galletti, p\u00e1roco do Corpus Domini, por fim escreveu brevemente sobre os dois sistemas, demonstrando em que consistem o repressivo e o preventivo. Depois explicou por que era prefer\u00edvel o segundo ao primeiro, ensinando a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica e desvendando-lhe as grandes vantagens. Esse util\u00edssimo escrito veio \u00e0 luz, depois, no Regulamento para as Casas Salesianas. Cremos ser do interesse dos leitores que seja reproduzido aqui. Assim, escreveu Dom Bosco:<\/p>\n<p>\u200b S\u00e3o dois os sistemas at\u00e9 hoje usados na educa\u00e7\u00e3o da juventude: o Preventivo e o Repressivo. O Sistema Repressivo consiste em tornar conhecida a lei aos s\u00faditos e depois vigiar para conhecer os seus transgressores e infligir, quando necess\u00e1rio, o merecido castigo. Nesse sistema, as palavras e o aspecto do superior devem ser sempre severos e at\u00e9 amea\u00e7adores, e ele pr\u00f3prio deve evitar qualquer familiaridade com os dependentes. Al\u00e9m disso, o Diretor, para dar \u200bmaior prest\u00edgio \u00e0 sua autoridade, raramente dever\u00e1 achar-se entre seus dependentes e s\u00f3 quando se trata de punir e amea\u00e7ar. Esse sistema \u00e9 f\u00e1cil, menos trabalhoso. Serve especialmente para soldados e, em geral, entre adultos e ajuizados, que devem, por si mesmos, estar em condi\u00e7\u00e3o de saber e lembrar o que \u00e9 conforme \u00e0s leis e outras determina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u200b <em>Diferente, e eu diria oposto, \u00e9 o Sistema Preventivo. Este consiste em fazer conhecer as prescri\u00e7\u00f5es e os Regulamentos de um Instituto e, depois, vigiar,<\/em> de modo que os alunos estejam sempre sob os olhares do diretor e dos assistentes, que, como pais amorosos, devem falar e servir de guias em todas as circunst\u00e2ncias, dando conselhos e amorosamente corrigindo-os, o que quer dizer: \u201c<em>Colocar os alunos na impossibilidade de cometer faltas<\/em>\u201d. Esse sistema apoia-se todo na raz\u00e3o, na religi\u00e3o e na bondade. Exclui, por isso, todo castigo violento e procura evitar tamb\u00e9m os castigos leves. Parece que esse m\u00e9todo seja prefer\u00edvel pelos seguintes motivos:<\/p>\n<p>\u200b 1.\u00a0O aluno previamente avisado n\u00e3o fica abatido pelas faltas cometidas, como acontece quando s\u00e3o levadas ao conhecimento do superior. N\u00e3o se irrita pela corre\u00e7\u00e3o feita ou pelo castigo amea\u00e7ado ou mesmo infligido, pois sempre h\u00e1 uma palavra amiga que o leva a refletir e, o mais das vezes, consegue convenc\u00ea-lo e ganhar-lhe o cora\u00e7\u00e3o. Assim, o culpado percebe a necessidade do castigo e quase o deseja.<\/p>\n<p>\u200b 2.\u00a0A raz\u00e3o essencial \u00e9 a volubilidade do jovem, que num momento esquece as regras disciplinares e os castigos que o amea\u00e7am. \u00c9 por isso que, ami\u00fade, um menino transgride uma norma e torna-se merecedor de uma pena cuja causa ele sequer lembra. Teria agido de forma diferente se, naquela hora, uma voz amiga o tivesse advertido.<\/p>\n<p>\u200b 3.\u00a0O Sistema Repressivo poder\u00e1 impedir desordens, mas dificilmente melhorar\u00e1 os \u00e2nimos. Ficou constatado que os jovens n\u00e3o esquecem os castigos recebidos e, por vezes, conservam a m\u00e1goa com o desejo de sacudir o jugo e obter vingan\u00e7a. Parece que, no momento, eles n\u00e3o d\u00e3o import\u00e2ncia, mas quem lhes segue os passos sabe que s\u00e3o terr\u00edveis as reminisc\u00eancias da juventude. Esquecem facilmente os castigos que recebem dos pais, mas muito dificilmente os de seus educadores. H\u00e1 casos de alguns que na velhice se vingaram brutalmente de certos castigos justos no tempo de sua educa\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio, o Sistema Preventivo torna o aluno amigo, e ele v\u00ea no assistente um benfeitor que o adverte porque quer faz\u00ea-lo bom, livr\u00e1-lo de dissabores, castigos e desonra.<\/p>\n<p>4. O Sistema Preventivo trata o aluno de modo que o educador pode falar-lhe sempre com a linguagem do cora\u00e7\u00e3o no tempo da educa\u00e7\u00e3o e depois dela. Com esse tal sistema, o educador, conquistando o cora\u00e7\u00e3o de seu protegido, poder\u00e1 exercer sobre ele um grande dom\u00ednio, avis\u00e1-lo, aconselh\u00e1-lo e tamb\u00e9m corrigi-lo quando se encontrar nos empregos, nos escrit\u00f3rios e no com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u200b Por essas e muitas outras raz\u00f5es, parece que o Sistema Preventivo deva ser preferido ao Repressivo.<\/p>\n<p>\u200b Depois disso, Dom Bosco passa a falar de sua aplica\u00e7\u00e3o e continua assim:<\/p>\n<p>\u200b A pr\u00e1tica desse sistema est\u00e1 toda apoiada sobre as palavras de S\u00e3o Paulo, que diz:\u00a0<em>Charitas patiens est, benigna est, omnia suffert, omnia sperat, omnia sustinet<\/em> (\u201cA caridade \u00e9 paciente, \u00e9 benigna, tudo sofre, tudo espera, tudo suporta\u201d). E tamb\u00e9m sobre estas outras dirigidas aos pais: \u201cPais, n\u00e3o provoqueis a ira de vossos filhos, a fim de que n\u00e3o percam o \u00e2nimo\u201d. Portanto, s\u00f3 o crist\u00e3o pode aplicar o Sistema Preventivo com sucesso. Raz\u00e3o e Religi\u00e3o s\u00e3o os meios de que o educador deve fazer uso constante se quiser conseguir seu objetivo. Eis, portanto, as principais regras de aplica\u00e7\u00e3o do supracitado Sistema:<\/p>\n<p>\u200b a)\u00a0O diretor deve consagrar-se todo inteiro a seus educandos. Nunca assumir compromissos que o afastem de sua fun\u00e7\u00e3o. Antes, esteja sempre com os alunos todas as vezes que n\u00e3o estiverem obrigatoriamente ocupados com alguma atividade, exceto se estiverem devidamente assistidos por outros.<\/p>\n<p>\u200b b)\u00a0Os professores e os assistentes devem ser de moralidade comprovada. Procurem evitar como a peste toda sorte de afei\u00e7\u00e3o ou amizade particulares com os alunos. Lembrem-se de que o desvio de um s\u00f3 pode comprometer um Instituto educativo. Aja-se de tal modo que os alunos n\u00e3o fiquem nunca sozinhos. Porquanto poss\u00edvel, os assistentes cheguem antes que os alunos ao lugar onde os jovens devem se reunir. Entretenham-se com eles at\u00e9 que fiquem sob os cuidados de outros e n\u00e3o os deixem nunca desocupados, nem mesmo em tempo de recreio.<\/p>\n<p>\u200b c)\u00a0Seja dada ampla liberdade de saltar, correr, gritar \u00e0 vontade. Gin\u00e1stica, m\u00fasica, declama\u00e7\u00e3o, teatro e passeios s\u00e3o meios eficac\u00edssimos para obter disciplina e favorecer a moralidade e a sa\u00fade. Observe-se, por\u00e9m, que seja devidamente escolhida a mat\u00e9ria do entretenimento, sejam honestas, e n\u00e3o perigosas as pessoas que nele interv\u00eam e as conversas que a\u00ed tiverem n\u00e3o sejam repreens\u00edveis. Dizia o grande ap\u00f3stolo da juventude, S\u00e3o Felipe N\u00e9ri: \u201cFazei tudo quanto quiserdes, a mim basta-me que n\u00e3o cometais pecados\u201d.<\/p>\n<p>\u200b d)\u00a0Confiss\u00e3o e Comunh\u00e3o frequentes s\u00e3o as colunas que devem reger um edif\u00edcio educativo, do qual deve ficar longe a amea\u00e7a e o chicote. Nunca obriguem os jovens a frequentar os Sacramentos, mas apenas os incentivem e lhes deem a comodidade de se aproximarem deles. Por ocasi\u00e3o de Exerc\u00edcios Espirituais, tr\u00edduos, novenas, prega\u00e7\u00f5es e catequeses, relevem-se a beleza, a grandeza e a santidade da religi\u00e3o que proporciona meios t\u00e3o f\u00e1ceis, t\u00e3o \u00fateis \u00e0 sociedade civil, \u00e0 tranquilidade do cora\u00e7\u00e3o, \u00e0 salva\u00e7\u00e3o da alma, como s\u00e3o, justamente, os Sacramentos. Dessa forma, \u200bos meninos ficam espontaneamente desejosos dessas pr\u00e1ticas de piedade e delas aproximar-se-\u00e3o com convic\u00e7\u00e3o e com fruto.<\/p>\n<p>\u200b e) Use-se a m\u00e1xima aten\u00e7\u00e3o para impedir que no Instituto se introduzam companheiros e livros maus ou pessoas que tenham m\u00e1s conversas. A escolha de um bom porteiro \u00e9 um tesouro para uma casa de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u200b f) Todas as noites, depois das ora\u00e7\u00f5es comuns e antes que os alunos se recolham, o diretor ou algu\u00e9m por ele dirija algumas palavras afetuosas em p\u00fablico, d\u00ea algum aviso ou conselho sobre as coisas a se fazer ou se evitar. Procure retirar ensinamentos dos fatos acontecidos durante o dia no Instituto ou fora dele. Essa conversa n\u00e3o deve ultrapassar os cinco minutos. Esse serm\u00e3ozinho bem encaminhado \u00e9 como a chave da moralidade e do sucesso da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u200b g) Mantenha-se longe a pestilenta opini\u00e3o de algu\u00e9m que quereria diferir a Primeira Comunh\u00e3o para uma idade mais avan\u00e7ada quando o dem\u00f4nio j\u00e1 tomou posse do cora\u00e7\u00e3o de um jovem e causou incalcul\u00e1vel preju\u00edzo \u00e0 sua inoc\u00eancia. Conforme a disciplina da Igreja primitiva, costumavam-se dar \u00e0s crian\u00e7as as H\u00f3stias Consagradas que sobravam da Comunh\u00e3o dos adultos. Isso deve nos tornar cientes de quanto a Igreja aprecia que as crian\u00e7as sejam admitidas em tempo \u00e0 Sagrada Comunh\u00e3o. Quando um jovem sabe distinguir entre p\u00e3o e p\u00e3o e demonstra suficiente instru\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se olhe mais para a idade e que venha o Soberano Senhor reinar nessa alma bendita.<\/p>\n<p>\u200b h) Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Comunh\u00e3o, os catecismos recomendam a frequ\u00eancia. S\u00e3o Felipe N\u00e9ri a aconselhava a cada oito dias e at\u00e9 mais ami\u00fade. O Conc\u00edlio de Trento diz claro que deseja sumamente que todo fiel crist\u00e3o, quando vai \u00e0 Missa, tamb\u00e9m fa\u00e7a a Comunh\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 espiritual, mas sacramental, a fim de obter o maior fruto desse augusto e divino Sacrif\u00edcio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u200b A utilidade desse sistema de educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode escapar \u00e0 considera\u00e7\u00e3o de uma pessoa sensata. Todavia, para melhor persuadi-la, Dom Bosco continua:<\/p>\n<p>\u200b Algu\u00e9m dir\u00e1 que o Sistema Preventivo \u00e9 dif\u00edcil na pr\u00e1tica. Observo que da parte dos alunos se torna muito mais f\u00e1cil, mais agrad\u00e1vel e mais vantajoso. Da parte dos educadores, encerra algumas dificuldades que, por\u00e9m, ficam amenizadas se mergulharem com todo zelo em sua obra. O educador \u00e9 um indiv\u00edduo consagrado ao bem de seus alunos. Por isso, deve estar pronto para afrontar qualquer inc\u00f4modo ou canseira para conseguir seu objetivo, que \u00e9 a civil, a moral e a cient\u00edfica educa\u00e7\u00e3o de seus alunos. Al\u00e9m das vantagens apresentadas acima, acrescento as seguintes:<\/p>\n<p>O aluno ter\u00e1 sempre muito respeito para com o educador e sempre se lembrar\u00e1 com prazer da orienta\u00e7\u00e3o recebida. Considerar\u00e1 pais e irm\u00e3os seus mestres e os demais superiores.<\/p>\n<p>Qualquer que for o car\u00e1ter, a \u00edndole, o estado moral de um jovem na \u00e9poca de sua aceita\u00e7\u00e3o, os pais poder\u00e3o estar seguros de que seu filho n\u00e3o poder\u00e1 piorar e ter a certeza de que se obter\u00e1 sempre uma melhora. Alguns meninos que eram a amargura dos pais e at\u00e9 rejeitados pelas casas correcionais, por terem sido cultivados segundo os princ\u00edpios desse Sistema, mudaram de \u00edndole, mudaram o car\u00e1ter, se deram \u00e0s boas maneiras e, atualmente, desempenham honrosas atividades na sociedade e s\u00e3o o suporte da fam\u00edlia e o decoro da p\u00e1tria.<\/p>\n<p>Os alunos que, por acaso, entrarem num Instituto com maus h\u00e1bitos n\u00e3o podem prejudicar seus companheiros. Nem os jovens bons poder\u00e3o receber preju\u00edzo deles, porque n\u00e3o haveria nem tempo, nem lugar, nem oportunidade, por estarem sempre amorosamente assistidos e protegidos.<\/p>\n<p>\u200bDom Bosco conclui seu pequeno tratado com uma palavra sobre os castigos.<\/p>\n<p>\u200b Que norma observar ao infligir castigos? Ele responde:<\/p>\n<p>\u200b Se poss\u00edvel, nunca se fa\u00e7a uso de castigos. Onde a necessidade pe\u00e7a repreens\u00e3o, observe-se quanto segue:<\/p>\n<p>\u200b 1\u00ba)\u00a0Entre os alunos, o educador procure fazer-se amar se quer fazer-se temer. Nesse caso, a subtra\u00e7\u00e3o da benevol\u00eancia \u00e9 um castigo, mas um castigo que estimula, infunde coragem e nunca deprime.<\/p>\n<p>\u200b 2\u00ba)\u00a0Entre os jovens, \u00e9 castigo aquilo que se faz servir para isso. Observou-se que um olhar n\u00e3o am\u00e1vel para algu\u00e9m produz maior efeito que um tapa. O elogio por uma boa a\u00e7\u00e3o ou a censura por um descuido culp\u00e1vel podem servir otimamente de pr\u00eamio ou de castigo.<\/p>\n<p>\u200b 3\u00ba)\u00a0Exceto em rar\u00edssimos casos, as corre\u00e7\u00f5es, os castigos n\u00e3o sejam dados em p\u00fablico, mas em particular e longe dos olhares dos companheiros. Use-se da maior prud\u00eancia e paci\u00eancia para fazer o aluno compreender seu erro pela raz\u00e3o e pela religi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u200b 4\u00ba)\u00a0Dar apelidos, bater de qualquer modo, p\u00f4r de joelhos em posi\u00e7\u00e3o dolorosa, puxar orelhas e outros atos semelhantes devem ser absolutamente evitados, porque s\u00e3o proibidos pelas leis civis, irritam sumamente os jovens e rebaixam o pr\u00f3prio educador.<\/p>\n<p>\u200b 5\u00ba)\u00a0O Diretor torne bem conhecidas as regras, os pr\u00eamios e os castigos estabelecidos pelos Regulamentos de disciplina, para que o aluno n\u00e3o possa se desculpar dizendo: \u201cEu n\u00e3o sabia que isso era mandado ou proibido\u201d.<\/p>\n<p>\u200b 6\u00ba)\u00a0Antes de aplicar qualquer puni\u00e7\u00e3o, observe-se qual \u00e9 o grau de culpabilidade que se encontra no aluno. Onde for suficiente uma admoesta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se aplique uma repreens\u00e3o e, quando esta for suficiente, n\u00e3o se v\u00e1 al\u00e9m.<\/p>\n<p>\u200b 7\u00ba)\u00a0Quando o \u00e2nimo est\u00e1 exaltado, nunca se deve castigar nem com palavras nem com fatos, nunca por falhas de inadvert\u00eancia e nunca com muita frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u200b Esse Sistema descrito por Dom Bosco, por ele aplicado e recomendado desde o come\u00e7o do Orat\u00f3rio e do Ref\u00fagio, \u00e9 o mesmo que ainda hoje \u00e9 estudado e aplicado em todas as casas salesianas. Os superiores sabem que essas casas florescem e d\u00e3o bons frutos quanto mais o dito Sistema for conhecido e aplicado com exatid\u00e3o.<\/p>\n<p>\u200b Os princ\u00edpios desse Sistema de educa\u00e7\u00e3o davam a Dom Bosco assunto para as confer\u00eancias que proferia a seus colaboradores. Muitas vezes relembrava as palavras de S\u00e3o Francisco de Sales:<\/p>\n<p>\u200b \u2013 Apanham-se mais moscas com uma colher de mel do que com um barril de vinagre.<\/p>\n<p>\u200b E sofria se algu\u00e9m se mostrasse intransigente com os alunos e com os dependentes, querendo que todos fossem conquistados pela bondade. Repetia com frequ\u00eancia a quem tivesse autoridade sobre os alunos:<\/p>\n<p>\u200b\u2013\u00a0N\u00e3o se esque\u00e7am nunca de que os jovens falham mais por causa da vivacidade do que por mal\u00edcia, mais por n\u00e3o serem bem assistidos do que por maldade. \u00c9 preciso ter para com eles um sol\u00edcito cuidado, acompanh\u00e1-los atentamente sem ares de estar assistindo, tomar parte nos seus jogos, tolerar suas gritarias e os inc\u00f4modos que provocam. Tamb\u00e9m o Divino Salvador disse em situa\u00e7\u00e3o semelhante: <em>Sinite parvulos venire ad me<\/em> (\u201cDeixem que as crian\u00e7as venham a mim\u201d).<\/p>\n<p>\u200b Dom Bosco vigiava-os onde quer que estivessem. Com frequ\u00eancia aparecia no sal\u00e3o de estudo e andava pelas oficinas. Se acontecia alguma pequena infra\u00e7\u00e3o, ele logo percebia e procurava sanar com prontid\u00e3o. Conferia com os outros superiores informando-se da conduta dos jovens e dando sempre orienta\u00e7\u00f5es para a boa disciplina. Determinou que a cada semana se desse a cada aluno a nota de conduta, de estudo e de trabalho. Ele mesmo lia em p\u00fablico essas notas aos domingos \u00e0 noite, encorajando os diligentes e advertindo os negligentes.<\/p>\n<p>\u200b Dom Bosco tinha certeza de que, com a reflex\u00e3o, ordinariamente se conduz os jovens a reconhecer as pr\u00f3prias falhas e assim eles podem corrigi-las. Por isso, n\u00e3o se cansava de avisar e aconselhar, e sua paci\u00eancia era realmente heroica. Quando um superior ficava em d\u00favida sobre o bom \u00eaxito de um jovem para aceit\u00e1-lo ou mand\u00e1-lo embora, Dom Bosco sugeria colocar em pr\u00e1tica, tamb\u00e9m nesse caso, o conselho de S\u00e3o Paulo:<\/p>\n<p>\u200b \u200b\u2013\u00a0<em>Omnia probate, quod bonum est tenete<\/em> (\u201cExaminem tudo, fiquem com o que \u00e9 bom\u201d).<\/p>\n<p>\u200b Assim deviam ser levadas a vigil\u00e2ncia e a oportuna admoesta\u00e7\u00e3o. No come\u00e7o do ano, se desconfiasse de que algum dos novos aceitos poderia trazer dano aos companheiros, este era chamado e avisado com as mais vivas express\u00f5es de preocupa\u00e7\u00e3o, sendo depois vigiado de modo especial. Com tal solicitude, conseguiu-se corrigir a muitos que, vindos do mundo, carregavam consigo o mau costume, infelizmente comum, do turpil\u00f3quio.<\/p>\n<p>\u200b \u00c9 dif\u00edcil de ser expressa com palavras a habilidade que Dom Bosco tinha de conquistar os jovens para si e conduzi-los ao Senhor. Na ordem da gra\u00e7a e da natureza, possu\u00eda dotes e prerrogativas tais que, chamando um jovem para junto de si e falando-lhe confidencialmente ao ouvido, por mais que este fosse indisciplinado e rebelde \u00e0 gra\u00e7a, dificilmente acontecia de n\u00e3o se emendar e se submeter a seus paternos conselhos. Suas admoesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o ficavam ineficazes porque, pelas almas, cem vezes teria dado a pr\u00f3pria vida se fosse o caso.<\/p>\n<p>\u200b Suas palavras abriam o cora\u00e7\u00e3o. Insistia na sinceridade a ser usada especialmente com os superiores em coisas da alma, descrevia as vantagens, chamava a sinceridade de chave da paz interior, a arma mais eficaz para afugentar a melancolia, o segredo mais seguro para achar a alegria na vida e na morte e para alcan\u00e7ar grande perfei\u00e7\u00e3o. Com tal recomenda\u00e7\u00e3o, n\u00e3o visava a outra coisa sen\u00e3o impedir o pecado ou destru\u00ed-lo com suas consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>\u200b Costumava repetir a seus colaboradores:<\/p>\n<p>\u200b \u200b\u2013 Precisamos manter distante da casa o pecado e que os nossos jovens se ponham todos na gra\u00e7a de Deus. Sem isso, as coisas n\u00e3o podem andar bem.<\/p>\n<p>\u200b E ainda mais:<\/p>\n<p>\u200b \u200b\u2013 Lembrem-se de que o primeiro m\u00e9todo para bem educar \u00e9 fazer boas Confiss\u00f5es e boas Comunh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u200b Ele depositava toda a for\u00e7a de sua miss\u00e3o no meio da juventude sobre a frequ\u00eancia desses Sacramentos. Insistia com seus alunos que os recebessem regularmente, mas sem qualquer imposi\u00e7\u00e3o. Embora se encontrasse todas as manh\u00e3s a confessar, e o desejo de todos era o de confessar-se com ele, nem sempre tinha tempo de satisfazer a todos. Todavia, queria que procurassem outros confessores externos, especialmente nas festas e em suas vig\u00edlias. Deixava a todos a m\u00e1xima liberdade. N\u00e3o fazia observa\u00e7\u00f5es nem queria que fossem feitas acerca de quem se confessava com ele ou com outros sacerdotes.<\/p>\n<p>\u200b Anos mais tarde, deu uma norma a um seu sacerdote:<\/p>\n<p>\u200b \u200b\u2013 Fa\u00e7a de tal modo que nunca se d\u00ea sinal de parcialidade para quem se confessa de prefer\u00eancia com um ou com outro.<\/p>\n<p>\u200b Tamb\u00e9m n\u00e3o permitiu que, nos dias de Comunh\u00e3o geral, se fizesse sair o banco inteiro em fila para ir ao altar, a fim de que quem n\u00e3o se sentisse preparado n\u00e3o se deixasse vencer pela hesita\u00e7\u00e3o ou fosse apontado pelos outros. \u00c9 melhor a liberdade e um pouco de confus\u00e3o. Na Missa di\u00e1ria da comunidade, eram numerosas as comunh\u00f5es, e muitos que vinham de fora perguntaram, mais de uma vez, qual festa estava-se a celebrar, porque lhes parecia estarem vendo uma Comunh\u00e3o geral.<\/p>\n<p>\u200b Quanto ao mais, o bem que Dom Bosco operou por meio da Confiss\u00e3o foi t\u00e3o grande que ousar\u00edamos cham\u00e1-lo de ap\u00f3stolo da Confiss\u00e3o. Inspirava tranquilidade e confian\u00e7a em Deus e em suas miseric\u00f3rdias. Muitos, ap\u00f3s deixar o Orat\u00f3rio, custavam a habituar-se com outros confessores. Ele inculcava nos penitentes a norma de S\u00e3o Felipe N\u00e9ri:<\/p>\n<p>\u200b \u200b\u2013 Pecados e melancolia n\u00e3o quero em minha casa.<\/p>\n<p>\u200b Com isso, queria que confiassem plenamente na pr\u00f3pria salva\u00e7\u00e3o eterna.<\/p>\n<p>\u200b A frequ\u00eancia aos Sacramentos era a mola poderosa que conduzia a todos pelo caminho da obedi\u00eancia, na paz e na alegria. Por isso, a nota caracter\u00edstica do Orat\u00f3rio era uma desenvoltura ruidosa de manifesta\u00e7\u00f5es, uma vivaz distribui\u00e7\u00e3o de brincadeiras unida \u00e0 religiosidade, \u00e0 moralidade e \u00e0 dilig\u00eancia nos pr\u00f3prios deveres. Essa nota era personificada em grande n\u00famero de jovens \u00f3timos, verdadeiros modelos e exemplo para os outros companheiros. Centenas de antigos alunos, sacerdotes e leigos, confirmaram que n\u00e3o se lembravam de, no seu tempo, terem acontecido graves desordens.<\/p>\n<p>\u200b O C\u00f4n. Ballesio escreveu:<\/p>\n<p>\u200b O freio ao mal, o incentivo ao bem, a alegria e a satisfa\u00e7\u00e3o nossa, a ordem na casa, nosso sucesso nos estudos e no trabalho, tudo nascia da piedade racional, \u00edntima e fervorosa que o servo de Deus sabia infundir em n\u00f3s, com seu exemplo, com prega\u00e7\u00f5es, com a frequ\u00eancia aos Sacramentos, naquele tempo coisa nova para os jovens, com suas conversas e suas hist\u00f3rias vivas e edificantes.<\/p>\n<p>\u200bAo mesmo tempo, com certas palavras, acenos e olhares, dissipava as sombras, as ansiedades do esp\u00edrito, enchia-nos a alma de alegria e afervorava-nos no amor \u00e0 virtude, ao sacrif\u00edcio e \u00e0 obedi\u00eancia.<\/p>\n<p>\u200b Oh! Como ressoavam agrad\u00e1veis em seus l\u00e1bios aquelas express\u00f5es t\u00e3o familiares para ele! Ao mesmo tempo, transparecia de seu rosto a f\u00e9 que tinha no cora\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u200b \u200b\u2013 Como \u00e9 bom o Senhor para conosco que n\u00e3o nos deixa faltar nada! Sirvamo-lo de boa mente! Amemos a Deus. Amemo-lo porque \u00e9 nosso pai! Tudo passa: o que n\u00e3o \u00e9 eterno n\u00e3o \u00e9 nada!<\/p>\n<p>\u200b Torna-se evidente e, em outras p\u00e1ginas falaremos disso, como o m\u00e9todo de educa\u00e7\u00e3o escolhido por Dom Bosco era a bondade adaptada s\u00e1bia e suavemente \u00e0 idade juvenil. Qu\u00e3o desej\u00e1vel seria que tal Sistema fosse introduzido em todas as fam\u00edlias crist\u00e3s, em todos os institutos de educa\u00e7\u00e3o, p\u00fablicos ou particulares, masculinos ou femininos! Bem mais f\u00e1cil se tornaria o exerc\u00edcio do bem para a juventude, pronto estaria o rem\u00e9dio t\u00e3o logo aparecesse o mal. Enorme seria a garantia para os meninos honestos e inocentes contra os maus exemplos dos perversos. Ent\u00e3o n\u00e3o tardaria em surgir uma juventude mais disciplinada e piedosa, uma juventude que seria a consola\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias e uma valiosa seguran\u00e7a para a sociedade civil.<\/p>\n<p>\u200b E assim o entenderam in\u00fameros educadores de v\u00e1rias nacionalidades, especialmente na Inglaterra. Ali muitos col\u00e9gios destinados \u00e0 juventude pobre e cat\u00f3lica tomaram como modelo, depois da morte de Dom Bosco, o Orat\u00f3rio de Turim e seu Regulamento; os fundadores estudaram a vida de Dom Bosco e seu Sistema pr\u00e1tico de educa\u00e7\u00e3o e seguiram seus exemplos com grande fruto para as voca\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas. O quadro do homem de Deus ocupa, naqueles institutos, lugar de honra e tamb\u00e9m nos semin\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u200b Entre os mesmos protestantes, Dom Bosco teve imitadores. P. Juvenal Bonavia, no dia 12 de junho de 1903, escrevia-nos desde nossa casa em Londres:<\/p>\n<p>\u200b Envio-lhe dois jornais que trazem alguma nota sobre Dom Bosco. N\u00e3o s\u00e3o cat\u00f3licos, mas, ao que parece, pertencem \u00e0 se\u00e7\u00e3o anglicana da Igreja Alta, [<em>Igreja Alta<\/em>:\u00a0aquela parte da Igreja Anglicana (chamada\u00a0<em>High Church<\/em>) que preserva muito do ritual da Igreja antes da Reforma e insiste na autoridade do episcopado e do sacerd\u00f3cio] \u200bou seja, ritualista ou puse\u00edsta [pertencente ao puse\u00edsmo, ou Movimento de Oxford, que, depois da entrada de Newman na Igreja Cat\u00f3lica, teve como l\u00edder Edward Bouverie Pusey (1800-1882)]. O articulista, certo Norman Potter, creio que seja a mesma pessoa com quem, h\u00e1 alguns meses, um dos nossos sacerdotes travou conhecimento pessoal. \u00c9 diretor de um internato para jovens muito longe de nossa casa. Quem o visitou viu na sala de visitas dele o quadro de Dom Bosco com o mote:\u00a0<em>Da mihi animas, caetera tolle<\/em> (\u201cDai-me almas, ficai com o resto\u201d). Esse senhor tinha viajado pela It\u00e1lia e visitou algumas de nossas casas e o Orat\u00f3rio de Turim. Imita Dom Bosco quanto lhe \u00e9 poss\u00edvel. H\u00e1 um capel\u00e3o (protestante) em seu Instituto. Creio que tamb\u00e9m leia o\u00a0<em>Boletim Salesiano<\/em>. Nos dois artigos mencionados acima, faz um leve aceno \u00e0 vida de Dom Bosco.<\/p>\n<p>\u200b O primeiro artigo\u00a0<em>Goodurtl<\/em> (l\u00ea-se\u00a0<em>Goodwill<\/em>): do ingl\u00eas, \u201cbem-querer\u201d. Aqui se trata do t\u00edtulo de um artigo escrito pelo ingl\u00eas Norman Potter sobre o Orat\u00f3rio de Valdocco por ele visitado], impresso em 1900, \u00e9 o menor e traz a foto de Dom Bosco. O segundo artigo\u00a0<em>Common Wealth<\/em>\u00a0(\u201cBem p\u00fablico\u201d) foi divulgado neste ano. \u00c9 mais extenso e traz tamb\u00e9m um esbo\u00e7o do Sistema Preventivo extra\u00eddo do Regulamento em uso em nossas casas. A\u00ed fala da Confiss\u00e3o frequente, da Comunh\u00e3o e da Missa di\u00e1ria. Traduz a palavra\u00a0<em>Missa<\/em>\u00a0por\u00a0<em>Eucharist<\/em>, talvez para evitar a palavra\u00a0<em>Mass<\/em>, que \u00e9 ofensiva para muitos anglicanos. Conclui ambos os artigos fazendo votos para que o Senhor suscite aqui na Inglaterra homens com o esp\u00edrito de Dom Bosco, do qual h\u00e1 tanta necessidade.\u00bb<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Continuamos com o s\u00e9timo e \u00faltimo epis\u00f3dio sobre os textos principais do sistema preventivo de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":54651,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"iawp_total_views":0,"footnotes":""},"categories":[173],"tags":[2565,2561,2557,2577,2579,1815],"class_list":["post-54854","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dom-bosco","tag-caridade","tag-carisma-salesiano","tag-deus","tag-dom-bosco","tag-educacao","tag-juventude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54854","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54854"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54854\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54863,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54854\/revisions\/54863"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54651"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54854"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54854"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54854"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}