{"id":53396,"date":"2026-05-24T10:41:48","date_gmt":"2026-05-24T10:41:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.donbosco.press\/?p=53396"},"modified":"2026-05-24T10:42:22","modified_gmt":"2026-05-24T10:42:22","slug":"associacao-dos-devotos-de-maria-auxiliadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/santissima-virgem-maria\/associacao-dos-devotos-de-maria-auxiliadora\/","title":{"rendered":"Associa\u00e7\u00e3o dos devotos de Maria Auxiliadora"},"content":{"rendered":"<p><em>O livrinho de Dom Bosco \u201cAssociazione dei devoti di Maria Ausiliatrice canonicamente eretta nella chiesa a lei dedicata in Torino\u201d nasce da necessidade de documentar a funda\u00e7\u00e3o de uma associa\u00e7\u00e3o de fi\u00e9is devotos de Maria Auxiliadora, que deveria reunir os fi\u00e9is em uma \u201cpia associa\u00e7\u00e3o\u201d est\u00e1vel. A obra se desenvolve ao longo de tr\u00eas diretrizes complementares: em primeiro lugar, um excursus hist\u00f3rico sobre o t\u00edtulo de Auxilium Christianorum, desde as origens escritur\u00edsticas at\u00e9 os acontecimentos decisivos de Lepanto e Viena, passando pela liberta\u00e7\u00e3o de Pio VII, que instituiu a festa em 24 de maio; em segundo lugar, a documenta\u00e7\u00e3o oficial da ere\u00e7\u00e3o can\u00f4nica e dos privil\u00e9gios pontif\u00edcios, com particular refer\u00eancia \u00e0s indulg\u00eancias concedidas; por fim, os estatutos da associa\u00e7\u00e3o, os benef\u00edcios espirituais para os aderentes e uma articulada colet\u00e2nea de ora\u00e7\u00f5es. O resultado \u00e9 um aut\u00eantico manual de devo\u00e7\u00e3o mariana e eucar\u00edstica, concebido para alimentar a unidade dos fi\u00e9is, para que sejam \u201cum s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e uma s\u00f3 alma\u201d na Igreja.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><em>Maria Auxilium christianorum, ora pro nobis.<br \/>\n<\/em>Maria Aux\u00edlio dos crist\u00e3os, rogai por n\u00f3s. (Indulg\u00eancia de 300 dias, Pio IX, 14 de fevereiro de 1869).<\/p>\n<p><strong>Sum\u00e1rio<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304221\">Protesto do Autor<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304222\">Ao leitor<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304223\">I. Maria Auxiliadora<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304224\">II. Batalha de Lepanto<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304225\">III. A liberta\u00e7\u00e3o de Viena<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304226\">IV. Institui\u00e7\u00e3o da festa de Maria Auxiliadora dos Crist\u00e3os<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304227\">V. Devo\u00e7\u00e3o a Maria Auxiliadora em Munique e em Turim<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304228\">VI. Favores do Sumo Pont\u00edfice para esta igreja<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304229\">S\u00faplica ao Arcebispo de Turim<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304230\">[Decreto da C\u00faria de Turim]<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304231\">[Decreto da C\u00faria Romana]<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304232\">Associa\u00e7\u00e3o dos devotos de Maria Auxiliadora<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304233\">Benef\u00edcios espirituais dos associados<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304234\">Aceita\u00e7\u00e3o<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304235\">Ora\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas devotas<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304236\">Ato de filia\u00e7\u00e3o pelo qual se toma Maria Virgem como m\u00e3e<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304237\">Ora\u00e7\u00e3o de Sua Santidade o Papa Pio IX<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304238\">S\u00e9rie de ora\u00e7\u00f5es e jaculat\u00f3rias \u00e0s quais est\u00e3o anexadas as santas indulg\u00eancias<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304239\">\u00c0 Sant\u00edssima Trindade. Tris\u00e1gio Ang\u00e9lico<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304240\">Sete Gl\u00f3ria ao Pai em uni\u00e3o de tr\u00eas pessoas<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304241\">Tr\u00edduo ou novena \u00e0 Sant\u00edssima Trindade<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304242\">Tr\u00eas Gl\u00f3ria ao Pai em agradecimento \u00e0 Sant\u00edssima Trindade pelas gra\u00e7as e privil\u00e9gios concedidos a Maria Sant\u00edssima<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304243\">Atos de F\u00e9, Esperan\u00e7a e Caridade<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304244\">Louvor ao Santo Nome de Deus<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304245\">Ora\u00e7\u00f5es e s\u00faplicas<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304246\">Ao Esp\u00edrito Santo<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304247\">A Jesus<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304248\">Meu Jesus, miseric\u00f3rdia<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304249\">Tr\u00eas jaculat\u00f3rias<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304250\">Jaculat\u00f3ria<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304251\">Ao Menino Jesus<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304252\">Novena que precede o nascimento do Menino Jesus.<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304253\">Assistir ou recitar os Of\u00edcios Divinos no dia do Santo Natal<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304254\">A Jesus Crucificado<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304255\">Cinco Pai Nosso e Ave Maria na sexta-feira \u00e0s 21 horas italianas, ou seja, \u00e0s tr\u00eas da tarde.<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304256\">As tr\u00eas horas de agonia na sexta-feira santa e nas outras sextas-feiras.<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304257\">Ora\u00e7\u00e3o a Jesus Crucificado<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304258\">Diante de qualquer imagem sua<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304259\">Ora\u00e7\u00f5es e aspira\u00e7\u00f5es devotas<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304260\">Oferta<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304261\">Outra oferta<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304262\">Festa e oitava do Corpo de Deus<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304263\">A hora santa na quinta-feira santa, na festa do Corpo de Deus e nas outras quintas-feiras<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304264\">Invoca\u00e7\u00e3o<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304265\">Acompanhar o Sant\u00edssimo Sacramento aos enfermos<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304266\">Visitar o Sant\u00edssimo Sacramento exposto nas Quarenta Horas<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304267\">Pange lingua etc. ou Tantum ergo Sacramentum<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304268\">Jaculat\u00f3ria<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304269\">A quem a recita ao toque das horas, quando se faz a eleva\u00e7\u00e3o na Missa, e ao sinal da b\u00ean\u00e7\u00e3o concede-se Indulg\u00eancia de cem dias<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304270\">Jaculat\u00f3rias<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304271\">Receber frequentemente a santa Comunh\u00e3o<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304272\">Oferta<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304273\">O ros\u00e1rio<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304274\">Ladainhas Lauretanas<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304275\">O Angelus Domini ou o Regina Coeli [Anjo do Senhor ou Rainha do C\u00e9u]<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304276\">Jaculat\u00f3ria \u00e0 Imaculada Concei\u00e7\u00e3o<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304277\">A Salve Regina e o Sub tuum praesidium [Salve Rainha e o Sob a vossa prote\u00e7\u00e3o]<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304278\">Santificar o m\u00eas de maio<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304279\">Ora\u00e7\u00e3o<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304280\">Jaculat\u00f3ria ao Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Maria<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304281\">Ora\u00e7\u00e3o<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304282\">Stabat Mater<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304283\">Jaculat\u00f3ria de resigna\u00e7\u00e3o \u00e0 vontade de Deus<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304284\">Santo Anjo do Senhor, etc.<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304285\">Uma hora de ora\u00e7\u00e3o durante o ano<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304286\">Ant\u00edfona e ora\u00e7\u00e3o para implorar a paz<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304287\">Em honra de Jesus, Maria e Jos\u00e9<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304288\">Ora\u00e7\u00e3o mental<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304289\">Assistir \u00e0 explica\u00e7\u00e3o do evangelho<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304290\">Ensinar ou aprender a Doutrina Crist\u00e3<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304291\">O De Profundis a uma hora da noite<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304292\">Louvores espirituais<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304293\">Das Indulg\u00eancias<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304294\">Aquisi\u00e7\u00e3o das Indulg\u00eancias<\/a><br \/>\n<a href=\"#_Toc212304295\">Decreto de Sua Santidade o Papa Pio IX concedendo a Indulg\u00eancia plen\u00e1ria na festa de Maria Auxiliadora<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304221\"><\/a><strong>Protesto do Autor<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Para obedecer aos decretos de Urbano VIII, protesto que, no que se dir\u00e1 no livro sobre milagres, revela\u00e7\u00f5es ou outros fatos, n\u00e3o pretendo dar outra autoridade sen\u00e3o a humana; e ao dar algum t\u00edtulo de Santo ou Beato, n\u00e3o o fa\u00e7o sen\u00e3o segundo a opini\u00e3o; excetuando aquelas coisas e pessoas que foram aprovadas pela Santa S\u00e9 Apost\u00f3lica.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304222\"><\/a><strong>Ao leitor<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>A igreja dedicada a Maria Auxiliadora em Turim estava apenas em constru\u00e7\u00e3o, e j\u00e1 se faziam repetidos pedidos para que fosse iniciada uma pia associa\u00e7\u00e3o de devotos, que unidos no mesmo esp\u00edrito de ora\u00e7\u00e3o e piedade prestassem homenagem \u00e0 grande M\u00e3e do Salvador invocada com o belo t\u00edtulo de <em>Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os<\/em>.<br \/>\nConclu\u00edda a consagra\u00e7\u00e3o do sagrado edif\u00edcio, tais pedidos se multiplicaram de todas as partes e por pessoas de todas as idades e condi\u00e7\u00f5es. \u00c9 para atender a esse desejo piedoso e geral que foi formulada a Associa\u00e7\u00e3o, cujas regras ser\u00e3o aqui brevemente expostas.<br \/>\nAntes haver\u00e1 um relato hist\u00f3rico sobre o t\u00edtulo de <em>Maria Auxilium Christianorum<\/em>, depois seguir\u00e1 o Decreto da ere\u00e7\u00e3o can\u00f4nica da Associa\u00e7\u00e3o; em seguida o Breve com que o sumo Pont\u00edfice, com grande bondade, se dignou conceder indulg\u00eancias especiais aos agregados, com os estatutos da pia Associa\u00e7\u00e3o e com as indulg\u00eancias an\u00e1logas e algumas ora\u00e7\u00f5es para o conforto de quem quiser us\u00e1-las para dirigir os afetos do seu cora\u00e7\u00e3o a esta grande benfeitora dos m\u00edseros mortais.<br \/>\nA Santa Virgem Maria, que de tantas formas aben\u00e7oou e favoreceu aqueles que a suplicaram com o precioso t\u00edtulo de <em>Auxiliadora<\/em>, continue a derramar abundantemente os tesouros celestiais, n\u00e3o s\u00f3 sobre os agregados a esta pia Associa\u00e7\u00e3o, mas sobre todos aqueles que a invocarem em suas necessidades espirituais ou temporais, para que todos tenham motivos para bendiz\u00ea-la na terra e, um dia, louv\u00e1-la e agradecer-lhe eternamente no c\u00e9u. Assim seja.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304223\"><\/a><strong>I. Maria Auxiliadora<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>O t\u00edtulo de <em>Auxiliadora<\/em>, atribu\u00eddo \u00e0 augusta M\u00e3e do Salvador, n\u00e3o \u00e9 coisa nova. Nos pr\u00f3prios livros sagrados Maria \u00e9 chamada Rainha que est\u00e1 \u00e0 direita de seu Divino Filho, vestida de ouro e cercada de variedades. <em>Adstitit Regina a dextris tuis in vestitu deaurato, circumdata varietate<\/em> (Sl 44,10). Este manto dourado e cercado de variedades, segundo o esp\u00edrito da Igreja, s\u00e3o tantas gemas e diamantes, ou seja, t\u00edtulos, com os quais se costuma chamar Maria. Quando, portanto, chamamos a Santa Virgem de <em>Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os<\/em>, n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o nomear um t\u00edtulo especial que lhe conv\u00e9m, como um diamante sobre suas vestes douradas. Nesse sentido, Maria foi saudada como <em>Aux\u00edlio da humanidade<\/em> desde os primeiros tempos do mundo, quando, a Ad\u00e3o, caindo no pecado, foi prometido um libertador que deveria nascer de uma mulher, que com seu p\u00e9 imaculado esmagaria a cabe\u00e7a da serpente insidiosa.<br \/>\nDe fato, essa grande Mulher \u00e9 simbolizada na \u00e1rvore da vida, que existia no para\u00edso terrestre; na arca de No\u00e9, que salva do dil\u00favio universal os adoradores do verdadeiro Deus; na escada de Jac\u00f3, que se eleva at\u00e9 o c\u00e9u; na sar\u00e7a de Mois\u00e9s, que arde e n\u00e3o se consome, e que alude a Maria virgem ap\u00f3s o parto; na arca da alian\u00e7a; na torre de Davi, que defende de todo ataque; na rosa de Jeric\u00f3; na fonte selada; no jardim bem cultivado e guardado de Salom\u00e3o; \u00e9 figurada em um aqueduto de b\u00ean\u00e7\u00e3o: no velo de Gede\u00e3o. Em outros lugares \u00e9 chamada estrela de Jac\u00f3, bela como a lua, eleita como o sol, arco-\u00edris da paz, pupila dos olhos de Deus, aurora portadora de consola\u00e7\u00f5es, Virgem e M\u00e3e e Genitora de seu Senhor. Esses s\u00edmbolos e express\u00f5es, que a Igreja aplica a Maria, manifestam os des\u00edgnios providenciais de Deus, que quis faz\u00ea-la conhecer antes de seu nascimento, como a primog\u00eanita entre todas as criaturas, a mais excelente protetora, aux\u00edlio e sustento, e at\u00e9 reparadora dos males a que a humanidade est\u00e1 sujeita.<br \/>\nNo Novo Testamento, n\u00e3o \u00e9 apenas com s\u00edmbolos e profecias que ela \u00e9 chamada de aux\u00edlio dos homens em geral, mas aux\u00edlio, sustento e defesa dos Crist\u00e3os. N\u00e3o mais figuras, n\u00e3o mais express\u00f5es simb\u00f3licas; no Evangelho tudo \u00e9 realidade e cumprimento do passado. Maria \u00e9 saudada pelo Arcanjo Gabriel, que a chama <em>cheia de gra\u00e7a<\/em>; Deus contempla a grande humildade de Maria e a eleva \u00e0 dignidade de M\u00e3e do Verbo Eterno. Jesus, Deus imenso, torna-se filho de Maria. Dela nasce, \u00e9 educado, assistido, e o Verbo Eterno feito carne submete-se em tudo \u00e0 obedi\u00eancia de sua augusta Genitora. A pedido dela, Jesus realiza o primeiro de seus milagres em Can\u00e1 da Galileia; no Calv\u00e1rio, \u00e9 constitu\u00edda de fato M\u00e3e comum dos Crist\u00e3os. Os Ap\u00f3stolos a fazem guia e mestra de virtudes. Com ela se re\u00fanem para orar no Cen\u00e1culo; com ela se dedicam \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, e finalmente recebem o Esp\u00edrito Santo. Dirige suas \u00faltimas palavras aos Ap\u00f3stolos e gloriosamente sobe ao c\u00e9u.<br \/>\nDo seu alto trono de gl\u00f3ria, volta seus olhares maternos e diz: <em>Ego in altissimis habito, ut ditem diligentes me et thesauros eorum repleam<\/em>. Eu habito o mais alto trono de gl\u00f3ria para enriquecer com b\u00ean\u00e7\u00e3os aqueles que me amam e para encher seus tesouros com favores celestiais. Assim, desde sua Assun\u00e7\u00e3o ao c\u00e9u, come\u00e7ou a constante e nunca interrompida aflu\u00eancia dos Crist\u00e3os a Maria, nem jamais se ouviu, diz S\u00e3o Bernardo, que algu\u00e9m tenha recorrido com confian\u00e7a a esta piedos\u00edssima Virgem e n\u00e3o tenha sido atendido. Da\u00ed a raz\u00e3o pela qual cada s\u00e9culo, cada ano, cada dia e, podemos dizer, cada momento \u00e9 marcado na hist\u00f3ria por alguma grande gra\u00e7a concedida a quem a invocou com f\u00e9. Da\u00ed tamb\u00e9m a raz\u00e3o pela qual cada reino, cada cidade, cada pa\u00eds, cada fam\u00edlia tem uma igreja, uma capela, um altar, uma imagem, uma pintura ou algum sinal que lembra a venera\u00e7\u00e3o universal prestada a Maria e, ao mesmo tempo, recorda algumas das muitas gra\u00e7as concedidas a quem recorreu a Ela nas necessidades da vida. Poder\u00edamos expor uma longa s\u00e9rie de fatos narrados na hist\u00f3ria eclesi\u00e1stica, que confirmariam abundantemente o que dizemos. Mas nos limitamos a expor apenas alguns daqueles que deram motivo aos sumos Pont\u00edfices para propagar o culto a Maria invocada sob o glorioso t\u00edtulo de <em>Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os<\/em>.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304224\"><\/a><strong>II. Batalha de Lepanto<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Assim, expostos de forma breve alguns motivos que sempre fizeram chamar Maria de aux\u00edlio e sustento dos Crist\u00e3os, passamos a alguns fatos particulares que deram motivo \u00e0 Igreja para cham\u00e1-la <em>Auxilium Christianorum<\/em>. O primeiro \u00e9 a batalha de Lepanto.<br \/>\nNa metade do s\u00e9culo XVI, nossa Pen\u00ednsula desfrutava de certa paz, quando uma nova insurrei\u00e7\u00e3o por parte do Oriente veio causar tumulto entre os Crist\u00e3os.<br \/>\nOs Turcos, que h\u00e1 mais de cem anos se tinham estabelecido em Constantinopla, viam com pesar que os povos da It\u00e1lia, especialmente os venezianos, possu\u00edam ilhas e cidades no meio de seu vasto imp\u00e9rio. Come\u00e7aram, portanto, a pedir aos venezianos a ilha de Chipre.<br \/>\nComo lhes foi negado, pegaram em armas e, com um ex\u00e9rcito de oitenta mil soldados de infantaria, tr\u00eas mil cavaleiros e uma formid\u00e1vel artilharia, liderados pelo pr\u00f3prio imperador Selim II, sitiaram Nic\u00f3sia e Famagusta, as cidades mais fortes da ilha. Essas cidades, ap\u00f3s uma defesa heroica, ca\u00edram ambas nas m\u00e3os dos inimigos.<br \/>\nOs venezianos ent\u00e3o recorreram ao Papa para que viesse em seu socorro para combater e diminuir o orgulho dos inimigos do Cristianismo. O Pont\u00edfice Romano, que na \u00e9poca era S\u00e3o Pio V, temendo que os turcos, se vitoriosos, trouxessem desola\u00e7\u00e3o e ru\u00edna aos Crist\u00e3os, pensou em empenhar a poderosa intercess\u00e3o daquela que a santa Igreja proclama terr\u00edvel como um ex\u00e9rcito ordenado para a batalha: <em>Terribilis ut castrorum acies ordinata<\/em>. Ordenou, portanto, ora\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para toda a Cristandade: recorreu ao rei da Espanha, Felipe II, e ao duque Emanuel Filiberto de Saboia.<br \/>\nO rei da Espanha, montando um poderoso ex\u00e9rcito, confiou-o a um irm\u00e3o mais novo chamado Dom Jo\u00e3o de \u00c1ustria. O Duque de Saboia enviou de bom grado um n\u00famero selecionado de bravos, que, unidos \u00e0s demais for\u00e7as italianas, foram juntar-se aos espanh\u00f3is perto de Messina.<br \/>\nO confronto do ex\u00e9rcito inimigo ocorreu perto de Lepanto, cidade da Gr\u00e9cia. Os Crist\u00e3os atacaram ferozmente os turcos; estes ofereceram uma resist\u00eancia valente. Mas, ap\u00f3s um longo, acirrado e sangrento combate de ambos os lados, a vit\u00f3ria ficou completamente com os Crist\u00e3os.<br \/>\nAs embarca\u00e7\u00f5es turcas fugiram para a terra, os venezianos os perseguem e os destroem. O mar est\u00e1 repleto de roupas, telas, destro\u00e7os de navios, sangue e corpos dilacerados; trinta mil turcos morreram; duzentas de suas galeras ca\u00edram nas m\u00e3os dos crist\u00e3os.<br \/>\nA not\u00edcia dessa vit\u00f3ria trouxe alegria universal aos pa\u00edses crist\u00e3os.<br \/>\nOs senados de G\u00eanova e Veneza decretaram que o dia 7 de outubro fosse um dia solene e festivo para sempre, porque nesse dia, no ano de 1571, se consumou aquele grande acontecimento.<br \/>\nEntre as ora\u00e7\u00f5es que o santo Pont\u00edfice ordenou para o bom resultado daquela grande batalha estava o Ros\u00e1rio, e na hora do combate ele mesmo o recitava com um grupo de fi\u00e9is reunidos com ele.<br \/>\nNaquele momento, a Santa Virgem apareceu-lhe, revelando-lhe o triunfo dos navios crist\u00e3os, triunfo que S\u00e3o Pio V anunciou imediatamente \u00e0 cidade de Roma, antes que algu\u00e9m pudesse levar a not\u00edcia de outra forma. Ent\u00e3o, o santo Pont\u00edfice, em gratid\u00e3o a Maria, a quem atribu\u00eda a gl\u00f3ria daquele dia, ordenou que fosse acrescentada \u00e0s Ladainhas Lauretanas a jaculat\u00f3ria: <em>Maria Auxilium Christianorum, ora pro nobis<\/em>. Maria, aux\u00edlio dos crist\u00e3os, rogai por n\u00f3s.<br \/>\nO mesmo Pont\u00edfice, para que a mem\u00f3ria daquele prod\u00edgio fosse perp\u00e9tua, instituiu a Solenidade do Sant\u00edssimo Ros\u00e1rio, a ser celebrada todos os anos no primeiro domingo de outubro.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304225\"><\/a><strong>III. A liberta\u00e7\u00e3o de Viena<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>No ano de 1683, os turcos, para vingar a derrota de Lepanto, planejaram levar suas armas al\u00e9m do Dan\u00fabio e do Reno, amea\u00e7ando assim toda a Cristandade. Com um ex\u00e9rcito de duzentos mil homens, avan\u00e7ando em marchas for\u00e7adas, vieram cercar as muralhas de Viena. O sumo pont\u00edfice, que na \u00e9poca era Inoc\u00eancio XI, pensou em recorrer aos pr\u00edncipes crist\u00e3os, incitando-os a socorrer a Cristandade amea\u00e7ada. Poucos, por\u00e9m, responderam ao convite do pont\u00edfice; por isso, ele, seguindo o exemplo de seu antecessor Pio V, decidiu colocar-se sob a prote\u00e7\u00e3o da august\u00edssima Rainha do c\u00e9u. Ele orava e convidava os fi\u00e9is de todo o mundo a orar com ele.<br \/>\nA cidade de Viena j\u00e1 estava reduzida a um monte de ru\u00ednas quando, no dia da Natividade de Maria, os crist\u00e3os, redobrando suas ora\u00e7\u00f5es, como por milagre receberam aviso de socorro pr\u00f3ximo. Era Jo\u00e3o Sobieski, rei da Pol\u00f4nia, que quase sozinho entre os pr\u00edncipes crist\u00e3os, atendendo ao convite do pont\u00edfice, vinha com seus bravos em aux\u00edlio dos sitiados. Convencido de que, com o pequeno n\u00famero de seus soldados, a vit\u00f3ria seria imposs\u00edvel, ele tamb\u00e9m recorreu \u00e0quela que \u00e9 formid\u00e1vel entre os ex\u00e9rcitos mais organizados e aguerridos.<br \/>\nNo dia 12 de setembro, dirigiu-se \u00e0 igreja com o pr\u00edncipe Carlos de Lorena, onde ouviram a santa Missa, que ele mesmo quis servir com os bra\u00e7os estendidos em forma de cruz. Depois de comungar e receber a santa b\u00ean\u00e7\u00e3o para si e para todo o seu ex\u00e9rcito, o pr\u00edncipe levantou-se e disse em voz alta: Soldados, pela gl\u00f3ria da Pol\u00f4nia, pela liberta\u00e7\u00e3o de Viena, pela salva\u00e7\u00e3o de toda a Cristandade, sob a prote\u00e7\u00e3o de Maria podemos marchar com seguran\u00e7a contra os inimigos e a vit\u00f3ria ser\u00e1 nossa.<br \/>\nO ex\u00e9rcito crist\u00e3o, ent\u00e3o descendo das montanhas, avan\u00e7ou para o campo dos turcos, que, ap\u00f3s algum tempo de combate, retiraram-se para o outro lado do Dan\u00fabio. A retirada ocorreu com tanta precipita\u00e7\u00e3o e confus\u00e3o que deixaram no campo o estandarte otomano, cerca de cem mil homens, a maior parte de seus equipamentos, todas as suas muni\u00e7\u00f5es de guerra com cento e oitenta pe\u00e7as de artilharia. Nunca houve vit\u00f3ria mais gloriosa e que tenha custado t\u00e3o pouco sangue aos vencedores. Viam-se os soldados, carregados de despojos, entrando na cidade, precedidos por muitos rebanhos de bois que os inimigos haviam abandonado.<br \/>\nO imperador Leopoldo, ao saber da derrota dos Turcos, voltou a Viena naquele mesmo dia e mandou cantar um <em>Te Deum<\/em> com a maior solenidade. Convencido de que uma vit\u00f3ria t\u00e3o inesperada se devia totalmente \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de Maria, mandou levar para a igreja principal o estandarte que fora encontrado na tenda do Gr\u00e3o-Vizir. O estandarte de Maom\u00e9, ainda mais rico e que se erguia no meio do campo, foi enviado a Roma e apresentado ao Papa. O santo pont\u00edfice, tamb\u00e9m convencido de que a gl\u00f3ria daquele triunfo se devia inteiramente \u00e0 grande M\u00e3e de Deus, e desejoso de perpetuar a mem\u00f3ria do benef\u00edcio, ordenou que a festa do Sant\u00edssimo Nome de Maria, j\u00e1 praticada h\u00e1 algum tempo em alguns pa\u00edses, fosse doravante celebrada em toda a Igreja no domingo que se encontra entre a oitava de sua Natividade.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304226\"><\/a><strong>IV. Institui\u00e7\u00e3o da festa de Maria Auxiliadora dos Crist\u00e3os<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Estes e muitos outros fatos t\u00e3o gloriosos para a santa Virgem faziam desejar a interven\u00e7\u00e3o expressa da Igreja para estabelecer o limite e a forma com que Maria pudesse ser invocada com o t\u00edtulo de <em>Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os<\/em>. A Igreja j\u00e1 havia, de certa forma, intervindo com a aprova\u00e7\u00e3o das confrarias, das ora\u00e7\u00f5es e de muitas pr\u00e1ticas de piedade \u00e0s quais est\u00e3o anexadas as santas Indulg\u00eancias, que proclamam <em>Maria Auxilium Christianorum<\/em> por todo o mundo.<br \/>\nFaltava ainda uma coisa: um dia do ano estabelecido para honrar o t\u00edtulo de Maria Auxiliadora, ou seja, uma festa com rito, Missa, Of\u00edcio aprovados pela Igreja, e que se fixasse o dia dessa solenidade. Para que os pont\u00edfices se decidissem por essa importante institui\u00e7\u00e3o, era necess\u00e1rio algum fato extraordin\u00e1rio, que n\u00e3o tardou a se manifestar aos homens.<br \/>\nA maneira maravilhosa como Pio VII foi libertado de sua pris\u00e3o \u00e9 o grande acontecimento que deu origem \u00e0 institui\u00e7\u00e3o da festa de Maria <em>Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os<\/em>.<br \/>\nO imperador Napole\u00e3o I j\u00e1 havia oprimido o sumo pont\u00edfice de v\u00e1rias formas, despojando-o de seus bens, dispersando cardeais, bispos, padres e frades, privando-os tamb\u00e9m de seus bens. Depois disso, Napole\u00e3o exigia do Papa coisas que ele n\u00e3o podia conceder. \u00c0 recusa de Pio VII, o imperador respondeu com viol\u00eancia e sacril\u00e9gio. O Papa foi preso em seu pr\u00f3prio pal\u00e1cio e, junto com o Cardeal Pacca, seu secret\u00e1rio, foi levado em viagem for\u00e7ada a Savona, onde o perseguido, mas sempre glorioso pont\u00edfice, passou mais de cinco anos em severa pris\u00e3o. Mas, como onde est\u00e1 o Papa est\u00e1 o chefe da religi\u00e3o e, portanto, o apoio de todos os verdadeiros cat\u00f3licos. Savona tornou-se, de certa forma, uma outra Roma. Muitas demonstra\u00e7\u00f5es de afeto despertaram a inveja do imperador, que queria humilhar o Vig\u00e1rio de Jesus Cristo; por isso, ordenou que o pont\u00edfice fosse transferido para Fontainebleau, um castelo n\u00e3o muito distante de Paris.<br \/>\nEnquanto o Chefe da Igreja gemia prisioneiro, separado de seus conselheiros e amigos, aos crist\u00e3os n\u00e3o restava outra coisa sen\u00e3o imitar os fi\u00e9is da Igreja primitiva, quando S\u00e3o Pedro estava preso: orar. O venerando pont\u00edfice orava e com ele oravam todos os cat\u00f3licos, implorando a ajuda daquela que \u00e9 chamada: <em>Magnum in Ecclesia praesidium<\/em>: Grande prote\u00e7\u00e3o na Igreja. Acredita-se comumente que o pont\u00edfice prometeu \u00e0 santa Virgem instituir uma festa para honrar o t\u00edtulo restrito de Maria Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os, caso pudesse retornar a Roma ao trono pontif\u00edcio. Entretanto, tudo sorria para o terr\u00edvel conquistador. Depois de fazer ressoar seu temido nome por toda a terra, caminhando de vit\u00f3ria em vit\u00f3ria, havia levado suas armas \u00e0s regi\u00f5es mais frias da R\u00fassia, acreditando encontrar ali novos triunfos; mas a divina Provid\u00eancia, ao contr\u00e1rio, lhe preparava desastres e derrotas.<br \/>\nMaria, movida \u00e0 piedade pelos gemidos do Vig\u00e1rio de Jesus Cristo e pelas ora\u00e7\u00f5es de seus filhos, mudou em um momento o destino da Europa e do mundo inteiro.<br \/>\nO rigor do inverno na R\u00fassia e a infidelidade de muitos generais franceses frustraram todas as esperan\u00e7as de Napole\u00e3o. A maior parte daquele formid\u00e1vel ex\u00e9rcito morreu congelada pelo frio ou sepultada na neve. As poucas tropas poupadas pelo rigor do frio abandonaram o imperador, que teve de fugir, retirar-se para Paris e entregar-se nas m\u00e3os dos ingleses, que o levaram prisioneiro para a ilha de Elba. Ent\u00e3o a justi\u00e7a p\u00f4de novamente seguir seu curso; o pont\u00edfice foi imediatamente libertado; Roma o acolheu com o maior entusiasmo, e o chefe da cristandade, livre e independente, p\u00f4de retomar a administra\u00e7\u00e3o da Igreja universal. Assim liberto, Pio VII quis logo dar um sinal p\u00fablico de gratid\u00e3o \u00e0 bem-aventurada Virgem, cuja intercess\u00e3o todo o mundo reconhecia como causa de sua inesperada liberdade. Acompanhado por alguns cardeais, foi a Savona, onde coroou a prodigiosa imagem chamada da Miseric\u00f3rdia, venerada naquela cidade; e com uma multid\u00e3o inaudita, na presen\u00e7a do rei V\u00edtor Emanuel I e de outros pr\u00edncipes, realizou-se a majestosa cerim\u00f4nia em que o Papa colocou uma coroa de gemas e diamantes sobre a cabe\u00e7a da veneranda ef\u00edgie de Maria.<br \/>\nRetornando depois a Roma, quis cumprir a segunda parte de sua promessa, instituindo na Igreja uma festa especial que perpetuasse para a posteridade o grande prod\u00edgio.<br \/>\nConsiderando, portanto, que em todos os tempos a santa Virgem foi sempre proclamada aux\u00edlio dos crist\u00e3os, apoiado no que S\u00e3o Pio V fizera ap\u00f3s a vit\u00f3ria de Lepanto, ordenando inserir nas Ladainhas Lauretanas as palavras: <em>Auxilium Christianorum, ora pro nobis<\/em>; explicando e ampliando cada vez mais o que o pont\u00edfice Inoc\u00eancio XI decretara ao instituir a festa do nome de Maria; Pio VII, para tornar perp\u00e9tua a mem\u00f3ria da prodigiosa liberta\u00e7\u00e3o sua, dos cardeais, dos bispos e da liberdade restitu\u00edda \u00e0 Igreja, e para que existisse um monumento perp\u00e9tuo entre todos os povos crist\u00e3os, instituiu a festa de <em>Maria Auxilium Christianorum<\/em> a ser celebrada anualmente no dia 24 de maio. Esse dia foi escolhido porque, justamente nele, no ano de 1814, ele foi libertado e p\u00f4de retornar a Roma sob os mais vivos aplausos dos romanos.<br \/>\nO glorioso pont\u00edfice Pio VII, enquanto viveu, promoveu o culto a Maria; aprovou associa\u00e7\u00f5es e confrarias dedicadas a Ela, concedeu muitas indulg\u00eancias \u00e0s pr\u00e1ticas de piedade feitas em sua honra. Um \u00fanico fato basta para demonstrar a grande venera\u00e7\u00e3o desse pont\u00edfice por Maria Auxiliadora.<br \/>\nNo ano de 1817, foi conclu\u00edda uma pintura que deveria ser colocada em Roma, na igreja de Santa Maria in Monticelli, dirigida pelos sacerdotes da Doutrina Crist\u00e3. No dia 11 de maio, essa pintura foi levada ao pont\u00edfice no Vaticano para que ele a aben\u00e7oasse e lhe desse um t\u00edtulo. Assim que viu a imagem devota, sentiu uma emo\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande no cora\u00e7\u00e3o que, sem qualquer preconceito, exclamou imediatamente em magn\u00edfico louvor: <em>Maria Auxilium Christianorum, ora pro nobis<\/em>. A essas palavras do santo padre, ecoaram os filhos devotos de Maria e, na primeira revela\u00e7\u00e3o da imagem (no dia 15 do mesmo m\u00eas), houve um verdadeiro entusiasmo do povo, alegria e devo\u00e7\u00e3o. As ofertas, os votos e as fervorosas ora\u00e7\u00f5es continuam at\u00e9 hoje. Pode-se dizer que essa imagem est\u00e1 continuamente cercada por devotos que pedem e obt\u00eam gra\u00e7as por intercess\u00e3o de Maria Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304227\"><\/a><strong>V. Devo\u00e7\u00e3o a Maria Auxiliadora em Munique e em Turim<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Quando as tropas crist\u00e3s combatiam em Viena, um padre capuchinho, que pregava com zelo na igreja de S\u00e3o Pedro em Munique, Baviera, exortava fervorosamente os fi\u00e9is a se colocarem sob a prote\u00e7\u00e3o de Maria Auxiliadora. Ap\u00f3s aquela vit\u00f3ria, a devo\u00e7\u00e3o \u00e0 santa Virgem cresceu tanto que naquela cidade foi constitu\u00edda uma confraria muito celebrada sob o t\u00edtulo de <em>Maria Auxiliadora<\/em>. O duque da Baviera, que havia liderado um corpo de tropas no famoso dia de Viena, quis ele mesmo pedir ao sumo pont\u00edfice Inoc\u00eancio XI a aprova\u00e7\u00e3o da nova associa\u00e7\u00e3o. De bom grado, o Papa concordou e concedeu a aprova\u00e7\u00e3o solicitada e indulg\u00eancias semelhantes com uma bula datada de 18 de agosto de 1684.<br \/>\nMas entre as cidades que se destacaram pela devo\u00e7\u00e3o a Maria Auxiliadora, certamente deve-se incluir Turim. O cardeal Maur\u00edcio, pr\u00edncipe de Saboia, promoveu grandemente essa devo\u00e7\u00e3o entre os turinenses desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XVII. Entre outras coisas, mandou construir na igreja de S\u00e3o Francisco de Paula uma capela com altar e est\u00e1tua dedicados \u00e0 Virgem Auxiliadora. Esse c\u00e9lebre purpurado era muito devoto de Maria e, ao morrer, deixou em testamento que seu cora\u00e7\u00e3o, como penhor mais caro de si mesmo, fosse colocado em uma caixa e fixado na parede \u00e0 direita do altar (ver Maravilhas da M\u00e3e de Deus, p\u00e1g. 163).<br \/>\nCom o tempo, a capela se desgastou e ficou em estado deplor\u00e1vel; Vit\u00f3rio Emanuel II ordenou que tudo fosse restaurado e renovado \u00e0s suas custas.<br \/>\nCientes de que recorrer a Maria Auxiliadora era um meio eficaz para obter gra\u00e7as do Senhor, os turinenses come\u00e7aram a se agregar \u00e0 confraria de Munique, que j\u00e1 contava com coirm\u00e3os de todas as idades e condi\u00e7\u00f5es por toda a Europa. Mas, devido ao n\u00famero enorme e sempre crescente de agregados, foi institu\u00edda na mesma igreja uma confraria que recebeu aprova\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica do sumo pont\u00edfice Pio VI por rescrito de 9 de fevereiro de 1798.<br \/>\nAssim, entre os turinenses crescia e se expandia a devo\u00e7\u00e3o a Maria Auxiliadora quando foi idealizado o projeto de uma igreja dedicada precisamente \u00e0 santa Virgem em Valdocco, um bairro muito populoso da cidade de Turim. Os meios para levar adiante a obra foram totalmente confiados \u00e0 prote\u00e7\u00e3o daquela que a Igreja chama constantemente de <em>Virgo potens<\/em>, Virgem poderosa.<br \/>\nEnquanto se deliberava sobre o t\u00edtulo sob o qual erguer o novo edif\u00edcio, um incidente dissipou todas as d\u00favidas. O sumo pont\u00edfice, o reinante Pio IX, a quem nada escapa do que pode glorificar a Religi\u00e3o, informado da necessidade de uma igreja no local indicado, enviou sua primeira graciosa oferta de 500 liras, fazendo entender que Maria Auxiliadora lhe parecia um t\u00edtulo certamente agrad\u00e1vel \u00e0 grande Virgem Maria. Acompanhava a caridosa oferta com estas palavras: Que esta modesta oferta tenha obreiros mais poderosos e generosos, que cooperem para promover as gl\u00f3rias da august\u00edssima M\u00e3e de Deus na terra, e assim aumente o n\u00famero daqueles que um dia lhe far\u00e3o coro glorioso no c\u00e9u.<br \/>\nA b\u00ean\u00e7\u00e3o e o desejo do supremo Hierarca surtiram efeito e, protegendo a santa Virgem sua obra, em cerca de tr\u00eas anos foi conclu\u00edda e, no dia 7 de junho de 1868, com grande solenidade, foi consagrada ao culto divino pelo nosso venerabil\u00edssimo arcebispo de Turim, Dom Alexandre Riccardi.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304228\"><\/a><strong>VI. Favores do Sumo Pont\u00edfice para esta igreja<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>O sumo pont\u00edfice ajudou v\u00e1rias vezes a obra iniciada, com ofertas materiais e ainda mais com favores espirituais. Em 12 de janeiro de 1867, concedeu as seguintes indulg\u00eancias a todos os que tinham contribu\u00eddo para a constru\u00e7\u00e3o desta igreja:<\/p>\n<p>1. B\u00ean\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica com indulg\u00eancia plen\u00e1ria em artigo de morte;<br \/>\n2. Indulg\u00eancia plen\u00e1ria, todas as vezes que se aproximassem dignamente da santa comunh\u00e3o;<br \/>\n3. Essas indulg\u00eancias, como modo de sufr\u00e1gio, s\u00e3o aplic\u00e1veis \u00e0s almas do purgat\u00f3rio.<br \/>\nPara animar todos os fi\u00e9is crist\u00e3os a participarem da consagra\u00e7\u00e3o desta igreja, com breve espec\u00edfico de 22 de maio de 1868, concedeu indulg\u00eancia plen\u00e1ria a todos que, se confessando e comungando, visitassem esta igreja de Maria Auxiliadora no dia da consagra\u00e7\u00e3o ou em outro dia da oitava.<br \/>\nTerminada a solenidade da consagra\u00e7\u00e3o, com uma participa\u00e7\u00e3o que nos parece mais \u00fanica do que rara, o amoroso pont\u00edfice dignou-se expressar sua satisfa\u00e7\u00e3o com a seguinte carta, que em sua grande bondade se comprazia em nos dirigir:<\/p>\n<p>\u201cSa\u00fade e b\u00ean\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica.<\/p>\n<p>Tivemos quase a mesma alegria que tu e os imitadores do teu zelo tiveram, quando nos foi dado saber que fora conclu\u00eddo nesta nobil\u00edssima cidade, e que j\u00e1 fora consagrado a Deus o novo templo dedicado ao nome da beat\u00edssima Virgem <em>Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os<\/em>. Embora n\u00e3o pud\u00e9ssemos ter estado presentes a esse alegre espet\u00e1culo, tua habilidade nos fez quase ter diante dos olhos a fachada externa da Igreja, pelas medalhas que nos enviaste primorosamente gravadas, e contemplar a mesma imagem da M\u00e3e de Deus. Muito ajudar\u00e1 a aumentar nossa confian\u00e7a a vista dessa ancona, pois acreditamos que n\u00e3o foi sem conselho divino que se celebrou com novas honras a celeste Padroeira com o t\u00edtulo de <em>Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os<\/em>. De fato, sob sua prote\u00e7\u00e3o, nutrimos confian\u00e7a de que, protegidos pela divina provid\u00eancia, seremos libertados dos males que nos cercam e sairemos ilesos de nossos inimigos. Entretanto, para atestar toda a nossa gratid\u00e3o e benevol\u00eancia, concedemos de todo cora\u00e7\u00e3o a ti e aos piedosos sacerdotes que trabalham contigo, e aos jovens confiados ao teu cuidado, a b\u00ean\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica, como penhor de nosso grande afeto.<\/p>\n<p>Dado em Roma, em 23 de setembro de 1868.<br \/>\nNo vig\u00e9simo terceiro ano do nosso pontificado.<br \/>\nPIO PP. IX.\u201d<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304229\"><\/a><strong>S\u00faplica ao Arcebispo de Turim<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><strong><em>Para a ere\u00e7\u00e3o can\u00f4nica de uma Associa\u00e7\u00e3o dos Devotos de Maria Auxiliadora<br \/>\n<\/em><\/strong><br \/>\n<strong>Excel\u00eancia Reverend\u00edssima,<br \/>\n<\/strong><br \/>\nO abaixo-assinado exp\u00f5e humildemente a Vossa Excel\u00eancia Reverend\u00edssima que, movido unicamente pelo desejo de promover a gl\u00f3ria de Deus e o bem das almas, teria em mente que na Igreja de Maria Auxiliadora, h\u00e1 um ano consagrada por Vossa Excel\u00eancia, se iniciasse uma pia uni\u00e3o de fi\u00e9is sob o nome de <em>Associa\u00e7\u00e3o dos Devotos de Maria Auxiliadora<\/em>. Objetivo principal seria o de promover a venera\u00e7\u00e3o ao Sant\u00edssimo Sacramento e a devo\u00e7\u00e3o a <em>Maria Auxilium Christianorum<\/em>, t\u00edtulo que parece ser de vivo agrado \u00e0 augusta Rainha do C\u00e9u.<br \/>\nPara essa finalidade, foram compiladas algumas regras que tomaram como base e que foram copiadas dos estatutos da c\u00e9lebre Confraria de Maria Auxiliadora erigida em Munique na Baviera.<br \/>\nA fim de que estes exerc\u00edcios tenham uma forma est\u00e1vel e estejam totalmente de acordo com o esp\u00edrito da santa Igreja, o humilde requerente suplica a Vossa Excel\u00eancia queira tomar em ben\u00e9vola considera\u00e7\u00e3o este pio projeto e humildemente solicita tamb\u00e9m queira examinar estes estatutos, acrescentar, eliminar, mudar o que julgar oportuno; e depois, como humildemente o requerente suplica, queira aprov\u00e1-los com todas as cl\u00e1usulas que Vossa Excel\u00eancia julgar oportunas para promover a maior gl\u00f3ria da augusta Rainha do c\u00e9u e o bem das almas.<br \/>\nO altar da Associa\u00e7\u00e3o seria o altar-mor da dita igreja, dado que \u00e9 privilegiado, e junto ao qual se realiza a maior parte dos exerc\u00edcios de piedade que s\u00e3o o objetivo desta Associa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nCheio de esperan\u00e7a de conseguir este favor, com a mais profunda gratid\u00e3o, implora sua santa b\u00ean\u00e7\u00e3o e se professa<br \/>\nHumilde suplicante<br \/>\nSacerdote Jo\u00e3o Bosco.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304230\"><\/a><strong>[Decreto da C\u00faria de Turim]<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Alexander Octavianus Riccardi ex Comitibus a Netro Supremi Ordinis ss. Annuntiationis eques torquatus etc. etc. Dei et sanctae Sedis Apostolicae gratia Archiepiscopus Taurinensis ss. D. N. D. Pii papae IX praelatus domesticus ac pontificio solio adsistens<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<em>Viso memoriali nobis exhibito ab ad. Rev. Dom. Ioanne Bosco ecclesiae sub invocatione Immaculatae Virginis Auxiliatricis nuper erectae in hac civitate rectore, eiusque tenore considerato, piis oratoris votis libenter annuentes ad fovendam augendamque fidelium erga s. Dei Matrem augustumque Eucharistiae Sacramentum religionem, piam sodalitatem cui nomen erit<\/em>: Associazione dei devoti di Maria Ausiliatrice <em>ad altare maius praedictae ecclesiae praesentium tenore erigimus ac canonice erectam declaramus pro utriusque status fidelibus, ut omnes eidem adscribendi<\/em> <em>de Ecclesiae thesauris, praescripta opera adimplendo, participare valeant; quoniam vero statuta nobis pariter exhibita, ac per nos firmata, piae societatis regimini et incremento accommodata novimus, eadem approbamus, reservata nobis facultate ea addendi vel variandi, quae magis pro dictae piae sodalitatis utilitate expedire iudicabimus. Hoc nostrum decretum una cum memoratis precibus ac statutis in registris Curiae nostrae referri iubemus ac per authenticum exemplar D. Oratori exhiberi<\/em>.<\/p>\n<p><em>Datum Taurini die decima octava aprilis anno millesimo octingentesimo sexagesimo nono<\/em>.<br \/>\n<em>Firmatus \u2020 ALEXANDER Archiepiscopus et manualiter subscriptus TH. GAUDI pro Cancell<\/em>.<br \/>\n<em>Ita in originali cum quo coll. concordat<\/em>.<br \/>\n<em>Datum Taurini die, mense stanno praemissis<\/em>.<br \/>\n<em>Th. GAUDI pro Cancell<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Alexandre Otaviano Riccardi dos Condes Di Netro, Cavaleiro da Suprema Ordem da Sant\u00edssima Anuncia\u00e7\u00e3o etc., etc., por gra\u00e7a de Deus e da Santa S\u00e9 Apost\u00f3lica Arcebispo de Turim, prelado dom\u00e9stico de Sua Santidade o Papa Pio IX e Assistente ao S\u00f3lio Pontif\u00edcio<br \/>\n<\/strong><br \/>\nVisto o memorial que nos foi apresentado pelo Reverend\u00edssimo P. Jo\u00e3o Bosco, reitor da igreja h\u00e1 pouco tempo constru\u00edda nesta cidade sob a invoca\u00e7\u00e3o da Imaculada Virgem Auxiliadora, e considerando seu conte\u00fado, de bom grado consentindo nos pios desejos do solicitante, para alimentar e aumentar a devo\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is para com a Santa M\u00e3e de Deus e ao augusto Sacramento da Eucaristia, erigimos e declaramos canonicamente ereta para os fi\u00e9is de ambos os sexos, no altar-mor da dita igreja, a pia sociedade que ter\u00e1 como nome: <em>Associa\u00e7\u00e3o dos Devotos de Maria Auxiliadora<\/em>, de modo que todos os que nela se inscreverem, cumprindo as pr\u00e1ticas prescritas, possam participar dos tesouros da Igreja. E dado que tamb\u00e9m vimos que os estatutos a n\u00f3s apresentados e por n\u00f3s assinados s\u00e3o adaptados ao governo e ao incremento da pia sociedade, aprovamo-los, reservando para n\u00f3s a faculdade de adicionar ou modificar o que julgarmos mais conveniente para o benef\u00edcio da referida pia Associa\u00e7\u00e3o, n\u00f3s os aprovamos, reservando-nos a faculdade de acrescentar ou modificar o que julgarmos ser para maior utilidade para dita Associa\u00e7\u00e3o. Este nosso decreto, com a correspondente solicita\u00e7\u00e3o e com os estatutos, queremos que seja consignado nos registros da nossa C\u00faria e um exemplar seja entregue ao solicitante.<\/p>\n<p>Dado em Turim, no dia 18 de abril de 1869.<br \/>\n<em>\u2020 ALEXANDER Arcebispo<br \/>\nTe\u00f3logo GAUDI pelo Chanceler.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304231\"><\/a><strong>[Decreto da C\u00faria Romana]<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Pius PP. IX<br \/>\nad futuram rei memoriam<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<em>Exponendum curavit Nobis dilectus filius Ioannes Bosco, Presbyter Taurinensis, sibi, ad fovendam augendamque fidelium erga sanctam Dei Matrem, augustumque Eucharistiae Sacramentum religionem, in animo esse, piam sodalitatem in Ecclesia sub invocatione Immaculatae Virginis Auxiliatricis Civitatis Taurinensis de Ordinarii licentia instituere, cui vulgo<\/em> \u2013 Associazione dei Devoti di Maria Ausiliatrice \u2013 <em>nomen sit, et cuius sodales praecipue in promovendum Deiparae Immaculatae augustique Sacramenti cultum intendant animum<\/em>.<br \/>\n<em>Quo vero, propositis uberioribus ad coelestem beatitatem potiundam praesidiis<\/em>, <em>maiori studio fideles sodalitati isti nomen dent, atque in praescripta pietatis opera incumbant, enixas Nobis preces adhibuit humiliter, ut Ecclesiae thesauros, quorum dispensationem Nobis commisti Altissimus, idcirco reserare de benignitate Nostra dignaremur.<br \/>\nNos igitur salubres has frugiferasque memorati dilecti filii curas plurimum commendantes, quo sodalitas ista maiora in dies, Deo iuvante, suscipiat incrementa, de Omnipotentis Dei misericordia, ac BB. Petri et Pauli App. eius auctoritate confisi, omnibus et singulis utriusque sexus Christifidelibus e pia sodalitate vulgo<\/em> \u2013 Associazione dei Devoti di Maria Ausiliatrice \u2013 <em>in cognomine Ecclesiae Civitatis Taurinensis canonice instituta nunc et pro tempore existentibus, vere poenitentibus et confessis, ac sacra Communione refectis, qui eandem Ecclesiam, et sodalitatis Oratorium vel Altare, Nativitatis, Circumcisionis, Epiphaniae et Ascensionis D. N. I. C. festivitatibus, Dominica Pentecostes, sollemnitate SS<\/em>. <em>Corporis Christi, itemque septem potioribus Immaculatae Virginis Deiparae festis, a primis vesperis usque ad occasum solis dierum huiusmodi, singulis annis devote visitaverint, ibique pro Christianorum Principum concordia, haeresum exstirpatione ac s. Matris Ecclesiae exaltatione pias ad Deum preces effuderint, quo die ex recensitis id egerint, Plenariam omnium peccatorum suorum Indulgentiam et remissionem misericorditer in Domino concedimus<\/em>.<br \/>\n<em>Praeterea eisdem sodalibus, qui quolibet die sollemnium supplicationum, quae in honorem sanctae Dei Matris dicta in Ecclesia per tres aut novem dies continuos fieri solent, ea, quae descripsimus, pietatis opera corde saltem contriti peregerint, septem annos totidemque quadragenas: quotiescumque vero rite devoto interfuerint Exercitio cuiusvis diei mane de Ordinarii licentia praefata in Ecclesia habendo, et corde pariter contriti consuetas preces ut supra pro Christianorum Principum concordia, haeresum exstirpatione<\/em>, <em>ac s. Matris Ecclesiae exaltatione recitaverint, centum dies de iniunctis eis, seu alias quomodolibet debitis poenitentiis in forma Ecclesiae consueta relaxamus<\/em>.<br \/>\n<em>Quae omnes et singulae Indulgentiae, peccatorum remissiones, ac poenitentiarum relaxationes ut etiam Animabus Christifidelium, quae Deo in charitate coniunctae ab hac luce migraverint, per modum suffragii applicari possint, misericorditer in Domino elargimur<\/em>.<br \/>\n<em>Praesentibus ad Decennium tantum valituris<\/em>.<\/p>\n<p><em>Datum Romae apud S. Petrum sub annulo Piscatoris die XVI Martii MDCCCLXIX<\/em>.<br \/>\n<em>Pontificatus Nostri anno vicesimo tertio<\/em>.<br \/>\nN. Card. PARACCIANI CLARELLI<\/p>\n<p><strong>Papa Pio IX<br \/>\n<\/strong><strong>para mem\u00f3ria futura do fato<\/strong><\/p>\n<p>Nosso dileto filho Jo\u00e3o Bosco, sacerdote turinense, nos exp\u00f4s que tem em mente, para estimular e aumentar a devo\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is \u00e0 Santa M\u00e3e de Deus e ao augusto Sacramento da Eucaristia, instituir com licen\u00e7a do Ordin\u00e1rio na igreja dedicada a Maria Sant\u00edssima Auxiliadora na cidade de Turim, uma pia sociedade com o nome de <em>Associa\u00e7\u00e3o dos Devotos de Maria Auxiliadora<\/em>, cujos s\u00f3cios tenham como principal objetivo promover o culto da Imaculada M\u00e3e de Deus e do augusto Sacramento da Eucaristia.<br \/>\nPara que, propondo-lhes maiores aux\u00edlios para alcan\u00e7ar a bem-aventuran\u00e7a celeste, com maior empenho os fi\u00e9is deem o nome a esta Associa\u00e7\u00e3o e se dediquem a cumprir as obras de piedade prescritas, ele nos fez humilde pedido para que, por nossa benignidade, abr\u00edssemos os tesouros da igreja, cuja dispensa nos foi confiada pelo Deus Alt\u00edssimo.<br \/>\nAssim, recomendando muito os cuidados salutares e frut\u00edferos do referido nosso amado filho, para que, com a ajuda divina, esta Associa\u00e7\u00e3o cres\u00e7a cada vez mais, confiando na miseric\u00f3rdia de Deus e na autoridade de seus bem-aventurados ap\u00f3stolos Pedro e Paulo, a todos e cada um dos fi\u00e9is crist\u00e3os de ambos os sexos que agora e no futuro se inscreverem na pia sociedade chamada <em>Associa\u00e7\u00e3o dos Devotos de Maria Auxiliadora<\/em>, canonicamente ereta na igreja dedicada a Maria Auxiliadora na cidade de Turim, verdadeiramente penitentes, tendo-se confessado e comungado, e que tenham visitado devotamente esta mesma igreja, o orat\u00f3rio ou o altar da Sociedade, desde as primeiras v\u00e9speras at\u00e9 o p\u00f4r do sol, nas festas da Natividade, Circuncis\u00e3o, Epifania e Ascens\u00e3o de Nosso Senhor Jesus Cristo, no domingo de Pentecostes, na solenidade do Sant\u00edssimo Corpo de Cristo, e igualmente nas sete principais festas da Imaculada Virgem M\u00e3e de Deus, e ali tenham rezado pela conc\u00f3rdia dos pr\u00edncipes crist\u00e3os, pela erradica\u00e7\u00e3o das heresias e pela exalta\u00e7\u00e3o da Santa M\u00e3e Igreja, em qualquer dos dias acima mencionados em que o tenham feito, concedemos misericordiosamente no Senhor indulg\u00eancia plen\u00e1ria e remiss\u00e3o de todos os seus pecados.<br \/>\nAl\u00e9m disso, aos mesmos s\u00f3cios que, pelo menos com o cora\u00e7\u00e3o contrito, cumprirem as obras de piedade acima mencionadas em cada dia das novenas ou tr\u00edduos que costumam ser solenemente realizados nesta igreja em honra da M\u00e3e de Deus, concedemos sete anos de indulg\u00eancia e outras tantas quarentenas; sempre que participarem do exerc\u00edcio devoto que, com licen\u00e7a do Ordin\u00e1rio, \u00e9 celebrado todas as manh\u00e3s nesta igreja e, igualmente com o cora\u00e7\u00e3o contrito, rezarem as ora\u00e7\u00f5es habituais acima mencionadas pela conc\u00f3rdia entre os pr\u00edncipes crist\u00e3os, pela erradica\u00e7\u00e3o das heresias e pela exalta\u00e7\u00e3o da Santa M\u00e3e Igreja, concedemos cem dias de indulg\u00eancia.<br \/>\nTodas essas indulg\u00eancias, perd\u00e3o dos pecados e remiss\u00e3o das penas, concedemos misericordiosamente no Senhor, que, como sufr\u00e1gio, podem tamb\u00e9m ser aplicadas \u00e0s almas dos fi\u00e9is crist\u00e3os que, unidos a Deus em caridade, partiram desta vida.<br \/>\nEstas presentes valem por apenas dez anos.<\/p>\n<p>Dado em Roma, na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, sob o anel do Pescador, no dia 16 de mar\u00e7o de 1869, no 23\u00ba ano do nosso pontificado.<br \/>\nN. Card. PARACCIANI CLARELLI<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304232\"><\/a><strong>Associa\u00e7\u00e3o dos devotos de Maria Auxiliadora<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>1. Na Igreja dedicada a Maria Auxiliadora em Turim, com autoriza\u00e7\u00e3o de Sua Excel\u00eancia Reverend\u00edssima, o Arcebispo de Turim, est\u00e1 canonicamente ereta uma Associa\u00e7\u00e3o de seus Devotos que se prop\u00f5em promover as gl\u00f3rias da divina M\u00e3e do Salvador, a fim de merecer a prote\u00e7\u00e3o dela na vida e particularmente em ponto de morte.<br \/>\n2. Dois meios principais s\u00e3o propostos: difundir a devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Bem-Aventurada Virgem e a venera\u00e7\u00e3o a Jesus Sacramentado.<br \/>\n3. A esta finalidade se dedicar\u00e3o com as palavras, o aconselhamento, as obras e com o empenho de promover o decoro e a devo\u00e7\u00e3o nas novenas, festas e solenidades que no curso do ano se realizam em honra da Bem-Aventurada Virgem Maria e do Sant\u00edssimo Sacramento.<br \/>\nA difus\u00e3o de bons livros, imagens, medalhas, folhetos, participar e recomendar a participa\u00e7\u00e3o nas prociss\u00f5es em honra de Maria Sant\u00edssima e do Sant\u00edssimo Sacramento, a comunh\u00e3o frequente, a assist\u00eancia \u00e0 santa Missa, o acompanhamento do Vi\u00e1tico, s\u00e3o coisas que os Associados se prop\u00f5em a promover com todos os meios compat\u00edveis com o pr\u00f3prio estado.<br \/>\n4. Os Associados ter\u00e3o o m\u00e1ximo cuidado consigo mesmos e junto \u00e0s pessoas que deles dependem de impedir a blasf\u00eamia e qualquer conversa contr\u00e1ria \u00e0 religi\u00e3o e, na medida de suas possibilidades, eliminar qualquer obst\u00e1culo que possa impedir a santifica\u00e7\u00e3o dos dias santos.<br \/>\n5. Cada Associado, segundo os conselhos dos catecismos e dos mestres de esp\u00edrito, \u00e9 calorosamente exortado a se confessar e comungar a cada quinze dias ou uma vez por m\u00eas e a ouvir todos os dias a santa Missa, desde que as obriga\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio estado o permitam.<br \/>\nEm honra de Jesus Sacramentado, todos os dias, os Associados, depois das ora\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias da manh\u00e3 e da noite, recitar\u00e3o a jaculat\u00f3ria: <em>Gra\u00e7as e louvores se deem a todo momento ao Sant\u00edssimo e Divin\u00edssimo Sacramento<\/em>. E em honra da Bem-Aventurada Virgem: <em>Maria, Auxilium Christianorum, ora pro nobis<\/em>. Para os sacerdotes \u00e9 suficiente que na santa Missa ponham a inten\u00e7\u00e3o de rezar por todos os Agregados a esta pia Associa\u00e7\u00e3o. Essas ora\u00e7\u00f5es servir\u00e3o como v\u00ednculo de uni\u00e3o entre todos os Associados num s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e numa s\u00f3 alma, a fim de render a devida honra a Jesus oculto na santa Eucaristia e \u00e0 sua augusta M\u00e3e, e de participar de todas as obras de piedade realizadas por cada Associado.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304233\"><\/a><strong>Benef\u00edcios espirituais dos associados<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Todos os Agregados, a fim de se ajudarem mutuamente a caminhar pelo caminho da salva\u00e7\u00e3o, entendem fazer entre si comunh\u00e3o de todas as boas obras que cada um realiza em particular ou na Igreja de Maria Auxiliadora ou em outros lugares.<br \/>\n1. Participar\u00e3o tamb\u00e9m das pr\u00e1ticas de piedade que se realizam no altar da Associa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o altar-mor desta Igreja: altar privilegiado quotidiano, segundo o Decreto da Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o em data de 22 de maio de 1868. Neste Altar, entre outras coisas, todas as manh\u00e3s, em torno das seis nos dias feriais, e das sete nos dias santos, se celebrar\u00e1 uma Missa, com a recita\u00e7\u00e3o da terceira parte do Santo Ros\u00e1rio, com ora\u00e7\u00f5es especiais e com a comunh\u00e3o de todos os que puderem participar.<br \/>\nO Papa reinante Pio IX concede benignamente 100 dias de Indulg\u00eancia a todos e cada vez que se toma parte neste exerc\u00edcio de piedade.<br \/>\nTodas as noites haver\u00e1 canto de loas sacras, leitura espiritual, ora\u00e7\u00f5es, b\u00ean\u00e7\u00e3o com o Sant\u00edssimo Sacramento, \u00e0 qual seguir\u00e1 a recita\u00e7\u00e3o do santo ter\u00e7o como pela manh\u00e3.<br \/>\nCada Agregado pode lucrar a Indulg\u00eancia plen\u00e1ria nas solenidades do Santo Natal, da Circuncis\u00e3o, da Epifania e da Ascens\u00e3o de Nosso Senhor Jesus Cristo, no domingo de Pentecostes e no dia do <em>Corpo de Cristo<\/em>.<br \/>\n2. Igualmente Indulg\u00eancia plen\u00e1ria na Festa da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o da Bem-Aventurada Virgem, da sua Natividade, Apresenta\u00e7\u00e3o ao Templo, Anuncia\u00e7\u00e3o, Purifica\u00e7\u00e3o, Visita\u00e7\u00e3o, sua Assun\u00e7\u00e3o ao C\u00e9u.<br \/>\n3. A mesma Indulg\u00eancia plen\u00e1ria poder\u00e1 ser lucrada em qualquer dia da novena ou na festa de Maria, <em>Auxilium Christianorum<\/em>; na Festa de S\u00e3o Francisco de Sales, de S\u00e3o Lu\u00eds Gonzaga, e num dia de cada m\u00eas que os s\u00f3cios escolherem para fazer o Exerc\u00edcio da Boa Morte. \u2013 As Indulg\u00eancias indicadas aqui podem ser lucradas tamb\u00e9m por aqueles que n\u00e3o est\u00e3o inscritos na pia Associa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nCada Agregado, participando das pr\u00e1ticas de piedade que se fazem nesta igreja ao longo do ano por ocasi\u00e3o de tr\u00edduos ou novenas, pode lucrar, uma vez por dia, a Indulg\u00eancia de sete anos e outras tantas quarentenas. \u2013 \u00c9 bom notar aqui que, para a aquisi\u00e7\u00e3o das citadas indulg\u00eancias plen\u00e1rias \u00e9 prescrita a Confiss\u00e3o sacramental e a Comunh\u00e3o, a n\u00e3o ser que o Agregado tenha a louv\u00e1vel pr\u00e1tica de se confessar todas as semanas. Neste caso, se requer unicamente o estado de gra\u00e7a.<br \/>\n4. Todos os anos, no primeiro dia ferial depois da festa de Maria Auxiliadora, canta-se uma Missa de <em>R\u00e9quiem<\/em>, com outros sufr\u00e1gios especiais, pelas almas dos coirm\u00e3os falecidos em geral e particularmente por aqueles que foram chamados por Deus \u00e0 vida eterna no curso daquele ano.<br \/>\nCaso um coirm\u00e3o ou uma coirm\u00e3 venha a ficar doente ou, segundo os des\u00edgnios de Deus, for chamado \u00e0 vida eterna, ser\u00e1 recomendado de modo especial \u00e0s ora\u00e7\u00f5es que todos os dias se fazem no altar de Maria Auxiliadora, desde que se avise o reitor da igreja.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304234\"><\/a><strong>Aceita\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>1. Quem deseja participar desta pia Associa\u00e7\u00e3o dever\u00e1 inscrever o pr\u00f3prio nome, sobrenome e lugar de resid\u00eancia, no registro apropriado que se conserva na sacristia da igreja de Maria Auxiliadora. Nessa ocasi\u00e3o, se ele deseja, ser\u00e1 entregue uma imagem e uma medalha com o livreto da Associa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n2. Os p\u00e1rocos e todo aquele que que tiver cura de almas, os diretores de col\u00e9gios ou de casas de educa\u00e7\u00e3o ou de institutos de benefic\u00eancia podem agregar qualquer um de seus dependentes, desde que enviem os nomes dos agregados ao Reitor da igreja, que tamb\u00e9m \u00e9 o Diretor da pia Associa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 nenhuma anuidade pecuni\u00e1ria; cada um, se quiser, far\u00e1 todos os anos alguma oferta para cobrir as despesas que ocorrem na Novena e na festa de Maria Auxiliadora, e todas as outras celebra\u00e7\u00f5es sagradas que se realizam nas diversas oportunidades do ano na igreja da Associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Visa supra scripta statuta seu capitula a nobis firmata tamquam praedictae piae societati ac fidelium pietati consona approbamus, reservata nobis facilitate eadem variandi, iuxta rerum ac temporum circumstantias<\/em>. [Visto os estatutos ou cap\u00edtulos acima escritos, assinados por n\u00f3s, aprovamos como condizentes com a piedade da referida sociedade e dos fi\u00e9is, reservando para n\u00f3s a faculdade de alter\u00e1-los conforme as circunst\u00e2ncias dos tempos].<\/p>\n<p><em>Dado em Turim, no dia 18 de abril de 1869.<br \/>\nAssinado \u2020 ALEXANDRE Arcebispo.<br \/>\nManual. TH. GAUDI pelo Chanceler.<br \/>\nAssim no original com o que etc.<\/p>\n<p>TH. GAUDI pelo Chanceler.<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304235\"><\/a><strong>Ora\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas devotas<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><em>Convenientes ao esp\u00edrito da Companhia, e que cada um \u00e9 livre para fazer conforme sua devo\u00e7\u00e3o, no dia em que se inscreve na Associa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<\/em><br \/>\nGloriosa Virgem Maria, Rainha do c\u00e9u e da terra, em quem, depois de Deus, coloquei toda a minha confian\u00e7a, prostro-me humildemente aos vossos p\u00e9s, como o \u00faltimo dos vossos servos, para me consagrar ao vosso servi\u00e7o nesta piedosa Associa\u00e7\u00e3o erguida sob a vossa prote\u00e7\u00e3o, e prometo com todo o meu cora\u00e7\u00e3o praticar todas as coisas que as suas regras prescrevem com a maior devo\u00e7\u00e3o poss\u00edvel (<em>estas palavras, assim como outras de consagra\u00e7\u00e3o, dedica\u00e7\u00e3o, oferta, doa\u00e7\u00e3o e promessa, n\u00e3o devem ser tomadas como um voto, mas sim como um prop\u00f3sito, uma resolu\u00e7\u00e3o, etc.<\/em>), para que, pelos m\u00e9ritos de Jesus Cristo, vosso querido Filho, e por vossa poderosa intercess\u00e3o, todos os Associados sejam preservados de todo mal espiritual e corporal em suas vidas; que sejam aben\u00e7oados pelo Senhor em todas as suas a\u00e7\u00f5es, e que finalmente obtenham a gra\u00e7a de morrer a morte dos justos. Como o \u00fanico desejo de agradar-vos \u00e9 o que me leva a abra\u00e7ar esta devota Associa\u00e7\u00e3o, assim humildemente vos suplico, \u00f3 santa Virgem, que me recebais no n\u00famero dos vossos filhos, e me concedais a gra\u00e7a de corresponder com a bondade dos costumes e com a santidade das obras ao elevado car\u00e1ter de vosso servo.<br \/>\n\u00d3 gloriosa Virgem Maria, dignai-vos do alto do vosso trono olhar para mim com aquele olhar benigno, que est\u00e1 sempre aberto para quem se consagrou ao vosso servi\u00e7o; e j\u00e1 que hoje fa\u00e7o notar meu nome no livro desta piedosa Associa\u00e7\u00e3o, dignai-vos escrev\u00ea-lo em vosso cora\u00e7\u00e3o materno; rogai a vosso Divino Filho para que se digne de me contar entre aqueles que est\u00e3o escritos no livro da vida eterna. Assim seja.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304236\"><\/a><strong>Ato de filia\u00e7\u00e3o pelo qual se toma Maria Virgem como m\u00e3e<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Meu Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Filho \u00fanico de Deus e da santa Virgem, eu vos reconhe\u00e7o e adoro como meu primeiro princ\u00edpio e \u00faltimo fim. Suplico-vos que renoveis em meu favor aquele misterioso e amoroso Testamento que fizestes na Cruz, dando ao predileto Ap\u00f3stolo S\u00e3o Jo\u00e3o a qualidade e o t\u00edtulo de filho de vossa M\u00e3e Maria. Dizei-lhe tamb\u00e9m por mim estas palavras: Mulher, eis o teu Filho. Concedei-me a gra\u00e7a de poder pertencer a Ela como filho, e de t\u00ea-la como M\u00e3e durante todo o tempo da minha vida mortal nesta terra.<br \/>\nBeat\u00edssima Virgem Maria, minha principal Advogada e Mediadora, eu, N. N., m\u00edsero pecador, o mais indigno e o mais inferior dos vossos servos, humildemente prostrado diante de V\u00f3s, confiado \u00e0 vossa bondade e miseric\u00f3rdia, e animado por um vivo desejo de imitar vossas belas virtudes, vos escolho hoje por minha M\u00e3e, suplicando que me recebais no n\u00famero feliz de vossos queridos filhos. Fa\u00e7o uma doa\u00e7\u00e3o inteira e irrevog\u00e1vel de todo o meu ser. Recebei com gra\u00e7a minha promessa; aceitai a confian\u00e7a com que me abandono em vossos bra\u00e7os. Concedei-me vossa prote\u00e7\u00e3o materna durante toda a minha vida, e particularmente na hora da morte, para que minha alma, liberta dos la\u00e7os do corpo, passe deste vale de l\u00e1grimas para gozar convosco a gl\u00f3ria eterna no Reino dos C\u00e9us. Assim seja.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304237\"><\/a><strong>Ora\u00e7\u00e3o de Sua Santidade o Papa Pio IX<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Senhor, Deus todo-poderoso, que permitis o mal para dele tirar o bem, escutai nossas humildes ora\u00e7\u00f5es, com as quais vos pedimos que permane\u00e7ais fi\u00e9is em meio a tantos ataques, e perseveremos fi\u00e9is at\u00e9 a morte. No mais, dai-nos for\u00e7a pela media\u00e7\u00e3o de Maria Sant\u00edssima, para que possamos sempre nos conformar \u00e0 Vossa sant\u00edssima vontade.<\/p>\n<p>O Santo Padre, em 15 de junho de 1862, concedeu 100 dias de Indulg\u00eancia a serem lucrados uma vez por dia.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304238\"><\/a><strong>S\u00e9rie de ora\u00e7\u00f5es e jaculat\u00f3rias \u00e0s quais est\u00e3o anexadas as santas indulg\u00eancias<\/strong><strong>. \u00c0 Sant\u00edssima Trindade<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<a name=\"_Toc212304239\"><\/a><strong>Tris\u00e1gio Ang\u00e9lico<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><em>Santo, Santo, Santo, Senhor Deus dos ex\u00e9rcitos! A terra est\u00e1 repleta da vossa gl\u00f3ria! Gl\u00f3ria ao Pai, gl\u00f3ria ao Filho, gl\u00f3ria ao Esp\u00edrito Santo.<br \/>\n<\/em><br \/>\nIndulg\u00eancia de 100 dias a quem recitar este Tris\u00e1gio uma vez por dia. Indulg\u00eancia plen\u00e1ria uma vez por m\u00eas em um dia a crit\u00e9rio pessoal.<\/p>\n<p><em>Papa CLEMENTE XIV, com decreto de 1770.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304240\"><\/a><strong>Sete Gl\u00f3ria ao Pai em uni\u00e3o de tr\u00eas pessoas<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Concede-se a Indulg\u00eancia di\u00e1ria de cem dias a tr\u00eas pessoas que se unam para recitar sete <em>Gl\u00f3ria ao Pai<\/em> e uma <em>Ave Maria<\/em> pela manh\u00e3, ao meio-dia e \u00e0 noite em honra \u00e0 Sant\u00edssima Trindade, ou tamb\u00e9m cada uma por si; e em todos os domingos a Indulg\u00eancia de sete anos e sete quarentenas. Aqueles que as recitarem todos os dias adquirem perpetuamente a Indulg\u00eancia plen\u00e1ria duas vezes por m\u00eas, ou seja, em dois domingos a crit\u00e9rio pessoal.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VI, Decreto de 1784.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304241\"><\/a><strong>Tr\u00edduo ou novena \u00e0 Sant\u00edssima Trindade<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Indulg\u00eancia de 7 anos e 7 quarentenas a serem lucradas em cada dia; e Indulg\u00eancia plen\u00e1ria ao final do tr\u00edduo ou novena em honra da Sant\u00edssima Trindade.<\/p>\n<p><em>Papa Pio IX, 1847.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304242\"><\/a><strong>Tr\u00eas Gl\u00f3ria ao Pai em agradecimento \u00e0 Sant\u00edssima Trindade pelas gra\u00e7as e privil\u00e9gios concedidos a Maria Sant\u00edssima<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Trezentos dias de Indulg\u00eancia a todos os que recitarem tr\u00eas <em>Gl\u00f3ria ao Pai<\/em> pela manh\u00e3, ao meio-dia e \u00e0 noite; cem dias para cada uma das vezes; e plen\u00e1ria uma vez por m\u00eas.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VII, Rescrito de 1815.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304243\"><\/a><strong>Atos de F\u00e9, Esperan\u00e7a e Caridade<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Quem recita os atos de F\u00e9, Esperan\u00e7a e Caridade todos os dias adquire indulg\u00eancia plen\u00e1ria no momento da morte e uma vez por m\u00eas; al\u00e9m disso, indulg\u00eancia de 7 anos e 7 quarentenas cada vez que os recitar.<\/p>\n<p><em>Papa BENTO PP. XIV, decreto de 1756<\/em>.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304244\"><\/a><strong>Louvor ao Santo Nome de Deus<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Bendito seja Deus.<br \/>\nBendito seja o seu santo nome.<br \/>\nBendito Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.<br \/>\nBendito o nome de Jesus.<br \/>\nBendito Jesus no Sant\u00edssimo Sacramento do altar.<br \/>\nBendita a grande M\u00e3e de Deus Maria Sant\u00edssima.<br \/>\nBendito o nome de Maria Virgem e M\u00e3e.<br \/>\nBendito Deus nos seus Anjos e Santos.<\/p>\n<p>Adquire-se indulg\u00eancia de um ano para cada vez que for recitado. Quem o recitar por um m\u00eas, indulg\u00eancia plen\u00e1ria no dia em que fizer a santa Confiss\u00e3o e Comunh\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Papa Pio IX, decreto de 1847.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304245\"><\/a><strong>Ora\u00e7\u00f5es e s\u00faplicas<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>\u00d3 Pai, \u00f3 Filho, \u00f3 Esp\u00edrito Santo!<br \/>\n\u00d3 Sant\u00edssima Trindade! \u00f3 Jesus! \u00f3 Maria!<br \/>\nAnjos benditos, todos os Santos e Santas do para\u00edso, obtende-me as gra\u00e7as que pe\u00e7o pelo precios\u00edssimo sangue de Jesus Cristo:<\/p>\n<p>1. De fazer sempre a vontade de Deus.<br \/>\n2. De estar sempre unido a Deus.<br \/>\n3. De n\u00e3o pensar em outra coisa, sen\u00e3o em Deus.<br \/>\n4. De amar somente a Deus.<br \/>\n5. De fazer tudo por Deus.<br \/>\n6. De buscar somente a gl\u00f3ria de Deus.<br \/>\n7. De tornar-me santo somente por Deus.<br \/>\n8. De conhecer bem o meu nada.<br \/>\n9. De conhecer cada vez mais a vontade do meu Deus.<\/p>\n<p>Maria Sant\u00edssima, oferecei ao Pai Eterno o precios\u00edssimo sangue de Jesus Cristo pela minha alma, pelas almas santas do purgat\u00f3rio, pelas necessidades da santa Igreja, pela convers\u00e3o dos pecadores e por todo o mundo.<\/p>\n<p>Em seguida, recitar-se-\u00e3o tr\u00eas <em>Gl\u00f3ria ao Pai<\/em> pelo precios\u00edssimo sangue de Jesus Cristo, uma <em>Ave Maria<\/em> a Nossa Senhora das Dores e um <em>R\u00e9quiem aeternam<\/em> pelas almas santas do Purgat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Indulg\u00eancia de 300 dias cada vez que se recitarem as jaculat\u00f3rias acima, e plen\u00e1ria para quem as recitar por um m\u00eas.<\/p>\n<p><em>Papa LE\u00c3O XII, com Rescrito de 1827.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304246\"><\/a><strong>Ao Esp\u00edrito Santo<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><em>Veni, Creator Spiritus [Vinde, Esp\u00edrito Criador]<\/em>, e a sequ\u00eancia <em>Veni, Sancte Spiritus [Vinde, Esp\u00edrito Santo]<\/em>.<\/p>\n<p>Quem recitar o <em>Veni Creator Spiritus<\/em>, ou a sequ\u00eancia <em>Veni, Sancte Spiritus<\/em>, todos os dias, adquire indulg\u00eancia plen\u00e1ria uma vez por m\u00eas; e no domingo de Pentecostes e sua oitava, 300 dias; em todos os outros dias do ano adquire 100 dias de indulg\u00eancia a cada vez que recitar somente o <em>Veni Creator<\/em>, ou somente a sequ\u00eancia.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VI, com Breve de 1796.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304247\"><\/a><strong>A Jesus<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Invocar o Sant\u00edssimo Nome de Jesus.<br \/>\nLouvado seja nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.<\/p>\n<p>Cada vez que algu\u00e9m, ao cumprimentar outra pessoa, disser a jaculat\u00f3ria acima e receber a resposta conforme acima, adquire 100 dias de indulg\u00eancia; indulg\u00eancia plen\u00e1ria no momento da morte se ent\u00e3o invocar o Sant\u00edssimo Nome de Jesus ao menos com o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Papa SISTO V, com Bula de 1587.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304248\"><\/a><strong>Meu Jesus, miseric\u00f3rdia<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Adquire-se 100 dias de indulg\u00eancia a cada vez que se recitar esta jaculat\u00f3ria.<\/p>\n<p><em>Papa Pio IX, Decreto de 1846.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304249\"><\/a><strong>Tr\u00eas jaculat\u00f3rias<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Jesus, Jos\u00e9 e Maria, eu vos dou meu cora\u00e7\u00e3o e minha alma.<br \/>\nJesus, Jos\u00e9 e Maria, assisti-me na \u00faltima agonia.<br \/>\nJesus, Jos\u00e9 e Maria, que minha alma expire em paz convosco.<\/p>\n<p>Trezentos dias de indulg\u00eancia para quem recitar as tr\u00eas juntas cada vez, e 100 dias para quem recitar apenas uma das tr\u00eas.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VII, Decreto de 1807.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304250\"><\/a><strong>Jaculat\u00f3ria<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Dulc\u00edssimo Jesus, n\u00e3o queirais ser meu Juiz, mas meu Salvador.<\/p>\n<p>Cinquenta dias de indulg\u00eancia a serem lucrados a cada vez que se recitar; e, se recitar ao menos uma vez por dia, indulg\u00eancia plen\u00e1ria na festa de S\u00e3o Jer\u00f4nimo Emiliani, e na oitava da mesma.<\/p>\n<p><em>Papa Pio IX, Decreto de 1853.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304251\"><\/a><strong>Ao Menino Jesus<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><a name=\"_Toc212304252\"><\/a>Novena que precede o nascimento do Menino Jesus.<\/p>\n<p>Indulg\u00eancia de 300 dias a ser lucrada por todos os que fizerem uma novena para esta solenidade, para cada dia; e, tendo-a praticado inteiramente, indulg\u00eancia plen\u00e1ria na solenidade do Santo Natal, ou em um dia da oitava. Essas indulg\u00eancias podem igualmente ser lucradas por quem desejar fazer tal novena durante o ano em honra ao Menino Jesus.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VII, Rescrito de 1815.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304253\"><\/a><strong>Assistir ou recitar os Of\u00edcios Divinos no dia do Santo Natal<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>A quem, tendo-se confessado e comungado, rezar ou assistir aos of\u00edcios divinos neste dia, concede-se indulg\u00eancia de 100 anos para as matinas com as laudes; igualmente 100 anos para a Missa, para as primeiras e segundas v\u00e9speras; para cada uma das horas de Prima, Ter\u00e7a, Sexta, Nona e Completas, indulg\u00eancia de 40 anos.<\/p>\n<p><em>Papa SISTO V, com Breve de 1586.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304254\"><\/a><strong>A Jesus Crucificado<\/strong><a name=\"_Toc212304255\"><\/a><strong><br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Cinco Pai Nosso e Ave Maria na sexta-feira \u00e0s 21 horas italianas, ou seja, \u00e0s tr\u00eas da tarde.<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><br \/>\nQuem nessa hora rezar ajoelhado cinco <em>Pai Nosso<\/em> e <em>Ave Maria<\/em> em mem\u00f3ria da paix\u00e3o de Nosso Senhor Jesus Cristo, ao sinal do sino, ganhar\u00e1 100 dias de Indulg\u00eancia.<\/p>\n<p><em>Papa BENTO XIV, com Decreto de 1838.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304256\"><\/a><strong>As tr\u00eas horas de agonia na sexta-feira santa e nas outras sextas-feiras.<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><br \/>\nQuem, na sexta-feira santa, come\u00e7ando depois do meio dia, ficar em ora\u00e7\u00e3o por tr\u00eas horas seguidas, ganha a Indulg\u00eancia plen\u00e1ria, e em cada outra sexta-feira 200 dias e a plen\u00e1ria em cada m\u00eas.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VII, com Decreto de 1815.<br \/>\n<\/em><br \/>\nQuem nas sete sextas-feiras da quaresma fizer algum exerc\u00edcio de piedade em honra da paix\u00e3o e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, adquire para cada sexta-feira Indulg\u00eancia de 300 dias; e em uma delas Indulg\u00eancia plen\u00e1ria. A mesma Indulg\u00eancia adquire quem visitar em cada sexta-feira uma igreja ou orat\u00f3rio p\u00fablico, e rezar sete <em>Pai Nosso<\/em>, <em>Ave Maria<\/em> e <em>Gl\u00f3ria ao Pai<\/em> diante de uma imagem do Crucifixo.<\/p>\n<p><em>Papa GREG\u00d3RIO XVI, com Rescrito de 1837.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304257\"><\/a><strong>Ora\u00e7\u00e3o a Jesus Crucificado<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><br \/>\n<a name=\"_Toc212304258\"><\/a><strong>Diante de qualquer imagem sua<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Eis-me aqui, \u00f3 meu amado bom Jesus, que prostrado diante da vossa sant\u00edssima presen\u00e7a vos pe\u00e7o com o mais vivo fervor que graveis em meu cora\u00e7\u00e3o sentimentos de f\u00e9, esperan\u00e7a, caridade e dor pelos meus pecados, e o prop\u00f3sito de n\u00e3o mais vos ofender; enquanto eu, com todo amor e compaix\u00e3o, considero as vossas cinco chagas, come\u00e7ando pelo que disse de V\u00f3s, \u00f3 meu Jesus, o santo profeta Davi: Transpassaram os meus p\u00e9s e as minhas m\u00e3os, e contaram os meus ossos.<\/p>\n<p>Indulg\u00eancia plen\u00e1ria a quem, tendo se confessado e comungado, rezar a ora\u00e7\u00e3o acima diante de qualquer imagem de Jesus Crucificado.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VII, com Decreto de 1821.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304259\"><\/a><strong>Ora\u00e7\u00f5es e aspira\u00e7\u00f5es devotas<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Viva, viva Jesus, que para meu bem<br \/>\nDerramou todo o sangue de suas veias.<br \/>\nO sangue de Jesus foi a minha vida;<br \/>\nBendita seja a sua bondade infinita.<br \/>\nEste sangue seja louvado eternamente<br \/>\nPois resgatou o mundo do inferno.<br \/>\nEste sangue tornou-se nossa bebida<br \/>\nE a limpeza de nossas almas.<br \/>\nO sangue de Jesus apazigua a ira<br \/>\nDo Pai e nos conduz ao Reino.<br \/>\nO sangue de Abel clamava por vingan\u00e7a,<br \/>\nO de Jesus espera perd\u00e3o por n\u00f3s.<br \/>\nSe o nosso cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 aspergido com tal sangue,<br \/>\nFoge o ministro da divina f\u00faria.<br \/>\nSe o sangue divino de Jesus se exalta,<br \/>\nO C\u00e9u se alegra, o abismo treme e enfraquece.<br \/>\nDigamos ent\u00e3o juntos com energia:<br \/>\nAo sangue de Jesus seja dada gl\u00f3ria.<\/p>\n<p>Quem recitar essas aspira\u00e7\u00f5es ganha 100 dias de Indulg\u00eancia em cada dia.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VII, com rescrito de 1815.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304260\"><\/a><strong>Oferta<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Eterno Pai, eu vos ofere\u00e7o o precios\u00edssimo sangue de Jesus Cristo em remiss\u00e3o dos meus pecados e pelas necessidades da santa Igreja.<\/p>\n<p>Indulg\u00eancia de 100 dias cada vez.<\/p>\n<p><em>Papa PIO VII, Rescrito de 1817.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304261\"><\/a><strong>Outra oferta<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Com um <em>Pai Nosso<\/em>, <em>Ave Maria<\/em>, <em>Gl\u00f3ria ao Pai<\/em>.<\/p>\n<p>Eterno Pai, vos oferecemos o precios\u00edssimo sangue de Jesus derramado por n\u00f3s com tanto amor e dor pela chaga da sua m\u00e3o direita, e por seus m\u00e9ritos e virtudes, suplicamos \u00e0 vossa divina Majestade que nos conceda a santa b\u00ean\u00e7\u00e3o, para que, em virtude dela, possamos ser defendidos de nossos inimigos e libertados de todos os males, dizendo: <em>Benedictio Dei Omnipotentis, Patris, et Filii, et Spiritus Sancti descendat super nos, et maneat semper. Amen [A b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo des\u00e7a sobre n\u00f3s, e permane\u00e7a para sempreconosco. Am\u00e9m]<\/em>.<\/p>\n<p><em>Pai Nosso<\/em>, <em>Ave Maria<\/em> e <em>Gl\u00f3ria ao Pai<\/em>.<\/p>\n<p>Cem dias de Indulg\u00eancia cada vez que se recita; se, por um m\u00eas inteiro, Indulg\u00eancia plen\u00e1ria em um dia a crit\u00e9rio pessoal.<\/p>\n<p><em>Papa LE\u00c3O XII, Rescrito de 1823.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304262\"><\/a><strong>Festa e oitava do Corpo de Deus<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>O Papa Eug\u00eanio IV concedeu 200 dias de Indulg\u00eancia a quem jejuar ou fizer alguma outra obra de piedade, segundo o conselho do confessor, na v\u00e9spera do <em>Corpo de Deus<\/em>; na festa, a quem, tendo confessado e comungado, assistir ou rezar devotamente as primeiras e segundas V\u00e9speras, Matinas e Missa, Indulg\u00eancia de 400 dias para cada uma dessas fun\u00e7\u00f5es; e de 160 dias para cada uma das Horas menores, Prima, Ter\u00e7a, Sexta, Nona e Completas. Nos dias da oitava, Indulg\u00eancia de 200 dias para cada V\u00e9spera, Matinas e Missa, assistindo como acima; e Indulg\u00eancia de 80 dias para cada uma das horas menores. Indulg\u00eancia de 200 dias para qualquer sacerdote que tenha celebrado a santa Missa, e para qualquer pessoa leiga que tenha feito a santa Comunh\u00e3o, que acompanhar o Sant\u00edssimo Sacramento na Prociss\u00e3o que se faz nessa festa ou durante a oitava. Indulg\u00eancia de 200 dias para quem acompanha a prociss\u00e3o que costuma ser feita do Sant\u00edssimo Sacramento no terceiro domingo de cada m\u00eas, e na quinta-feira santa.<\/p>\n<p><em>Constitui\u00e7\u00e3o de 1433.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304263\"><\/a><strong>A hora santa na quinta-feira santa, na festa do Corpo de Deus e nas outras quintas-feiras<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>O Papa Pio VII concedeu Indulg\u00eancia plen\u00e1ria a quem, em p\u00fablico ou em privado, na quinta-feira santa, fizer uma hora de algum exerc\u00edcio devoto em mem\u00f3ria da institui\u00e7\u00e3o do Sant\u00edssimo Sacramento; Indulg\u00eancia plen\u00e1ria na festa do <em>Corpo de Deus<\/em>, e de 300 dias nas outras quintas-feiras do ano, praticando referido exerc\u00edcio piedoso.<\/p>\n<p><em>Rescrito de 1815.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304264\"><\/a><strong>Invoca\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>A ser recitada ap\u00f3s a Missa, ou ap\u00f3s a santa Comunh\u00e3o, ou a qualquer hora.<\/p>\n<p>Alma de Cristo, santificai-me!<br \/>\nCorpo de Jesus Cristo, salvai-me!<br \/>\nSangue Cristo, inebriai-me.<br \/>\nSangue de Jesus Cristo, inebriai-me.<br \/>\n\u00c1gua do lado de Jesus Cristo, lavai-me.<br \/>\nPaix\u00e3o de Jesus Cristo, confortai-me.<br \/>\n\u00d3 bom Jesus, ouvi-me.<br \/>\nDentro de vossas chagas, escondei-me.<br \/>\nN\u00e3o permitias que eu me separe de v\u00f3s.<br \/>\nDo inimigo maligno, defendei-me.<br \/>\nNa hora da morte, chamai-me,<br \/>\ne mandai-me ir para v\u00f3s,<br \/>\npara que com os vossos Santos vos louve,<br \/>\npor todos os s\u00e9culos dos s\u00e9culos. Am\u00e9m.<\/p>\n<p>Indulg\u00eancia de 7 anos para quem recitar esta ora\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a Comunh\u00e3o; Indulg\u00eancia de 300 dias a cada vez, e Indulg\u00eancia plen\u00e1ria uma vez por m\u00eas para quem a recitar todos os dias.<\/p>\n<p><em>Papa Pio IX, com Decreto de 1854.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304265\"><\/a><strong>Acompanhar o Sant\u00edssimo Sacramento aos enfermos<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Indulg\u00eancia de 7 anos e 7 quarentenas cada vez que algu\u00e9m acompanha com uma l\u00e2mpada o Sant\u00edssimo Vi\u00e1tico levado aos enfermos; sem l\u00e2mpada, de 5 anos e 5 quarentenas; se enviar algu\u00e9m com l\u00e2mpada acesa, Indulg\u00eancia de 3 anos e 3 quarentenas. Se impedido, desde que reze um <em>Pai Nosso<\/em> e uma <em>Ave Maria<\/em>, adquire Indulg\u00eancia de 100 dias.<\/p>\n<p><em>Papa INOC\u00caNCIO XII, Constitui\u00e7\u00e3o de 1695.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304266\"><\/a><strong>Visitar o Sant\u00edssimo Sacramento exposto nas Quarenta Horas<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Indulg\u00eancia plen\u00e1ria para quem tiver confessado e comungado; e de dez anos e outras tantas quarentenas para cada visita.<\/p>\n<p><em>Papa PAULO V, com Breve de 1606.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304267\"><\/a><strong><em>Pange lingua<\/em><\/strong><strong> etc. ou <em>Tantum ergo Sacramentum<\/em><\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Trezentos dias de Indulg\u00eancia uma vez ao dia para quem recitar o <em>Pange Lingua<\/em> com o <em>Tantum ergo<\/em>; e 100 dias para quem recitar somente o <em>Tantum ergo<\/em>. Quem recitar um ou outro pelo menos 10 vezes ao m\u00eas, adquire Indulg\u00eancia plen\u00e1ria na quinta-feira santa, na festa do Corpo de Deus, e em um dia da referida Oitava a crit\u00e9rio da pessoa.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VII, com Decreto de 1818.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304268\"><\/a><strong>Jaculat\u00f3ria<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Gra\u00e7as e louvores se deem a todo momento ao sant\u00edssimo e divin\u00edssimo Sacramento.<\/p>\n<p>Indulg\u00eancia de 100 dias uma vez ao dia; se rezar por um m\u00eas, Indulg\u00eancia plen\u00e1ria em um dia a crit\u00e9rio pessoal. Recitando-a tr\u00eas vezes em todas as quintas-feiras do ano, como na Oitava do Corpo de Deus, adquire-se Indulg\u00eancia de 300 dias.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VI, com Rescrito de 1776.<br \/>\n<\/em><br \/>\n<a name=\"_Toc212304269\"><\/a>A quem a recita ao toque das horas, quando se faz a eleva\u00e7\u00e3o na Missa, e ao sinal da b\u00ean\u00e7\u00e3o concede-se Indulg\u00eancia de cem dias<\/p>\n<p><em>Papa Pio VII, com Decreto de 1818.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304270\"><\/a><strong>Jaculat\u00f3rias<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Adoro-vos a todo momento, \u00f3 vivo P\u00e3o do c\u00e9u, grande Sacramento.<br \/>\nJesus, Cora\u00e7\u00e3o de Maria, pe\u00e7o-vos que aben\u00e7oeis minha alma.<br \/>\nA v\u00f3s entrego meu cora\u00e7\u00e3o, Sant\u00edssimo Jesus, meu Salvador.<\/p>\n<p>Cem dias de Indulg\u00eancia cada vez que se recita alguma das jaculat\u00f3rias acima.<\/p>\n<p><em>Papa LE\u00c3O XII, com Rescrito de 1828.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304271\"><\/a><strong>Receber frequentemente a santa Comunh\u00e3o<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Quem comunga uma vez por m\u00eas, e nas solenidades de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Bem-Aventurada Virgem, de todos os Santos e do Nascimento de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, assim como em todos os dias festivos, adquire 10 anos de Indulg\u00eancia no primeiro caso, e 5 no segundo, ou seja, se comunga em todos os dias festivos. Indulg\u00eancia plen\u00e1ria quando se celebra a festa principal da cidade onde reside.<\/p>\n<p><em>Papa GREG\u00d3RIO XIII, Constitui\u00e7\u00e3o de 1580.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304272\"><\/a><strong>Oferta<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><em>A ser feita diante de uma imagem do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus.<br \/>\n<\/em><br \/>\nEu N. N., para vos ser grato e para reparar minhas infidelidades, vos dou o cora\u00e7\u00e3o e me consagro inteiramente a V\u00f3s, meu am\u00e1vel Jesus, e com a vossa ajuda proponho n\u00e3o mais pecar.<\/p>\n<p>Indulg\u00eancia plen\u00e1ria para quem recitar todos os dias durante um m\u00eas a oferta acima; e 100 dias por uma vez.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VII, Rescrito de 1807.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304273\"><\/a><strong>O ros\u00e1rio<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Quem reza o Ros\u00e1rio inteiro, ou seja, quinze dezenas, ou a terceira parte, isto \u00e9, cinco dezenas, ganha 100 dias de Indulg\u00eancia para cada Pai Nosso e Ave Maria.<\/p>\n<p><em>Papa BENTO XIII, com Breve de 1726.<br \/>\n<\/em><br \/>\nIndulg\u00eancia de 10 anos cada vez para quem rezar a ter\u00e7a parte do Ros\u00e1rio com outros fi\u00e9is. Quem o recitar tr\u00eas vezes por semana adquire Indulg\u00eancia plen\u00e1ria no \u00faltimo domingo de cada m\u00eas.<\/p>\n<p><em>Papa Pio IX, com Decreto de 1851.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304274\"><\/a><strong>Ladainhas Lauretanas<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Para quem rezar as Ladainhas Lauretanas, 300 dias de indulg\u00eancia cada vez. Quem as reza todos os dias adquire Indulg\u00eancia plen\u00e1ria nas festas da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, Natividade, Anuncia\u00e7\u00e3o, Purifica\u00e7\u00e3o e Assun\u00e7\u00e3o da Sant\u00edssima Virgem.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VII, Decreto de 1817.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304275\"><\/a><strong>O <em>Angelus Domini<\/em> ou o <em>Regina Coeli<\/em> [Anjo do Senhor ou Rainha do C\u00e9u]<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Indulg\u00eancia de 100 dias cada vez que se reza o <em>\u00c2ngelus<\/em> ao toque do sino. Quem o recitar todos os dias ganha Indulg\u00eancia plen\u00e1ria uma vez por m\u00eas; as mesmas Indulg\u00eancias se adquirem tamb\u00e9m ao rezar o <em>Regina Coeli<\/em> no tempo pascal.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304276\"><\/a><strong>Jaculat\u00f3ria \u00e0 Imaculada Concei\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>\u00d3 Maria concebida sem pecado, rogai por n\u00f3s que recorremos a v\u00f3s.<\/p>\n<p>Ganham-se 100 dias de Indulg\u00eancia cada vez que, ao rezar, se beija a medalha.<\/p>\n<p><em>Papa Pio IX, 1852.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304277\"><\/a><strong>A <em>Salve Regina<\/em> e o <em>Sub tuum praesidium<\/em> [Salve Rainha e o Sob a vossa prote\u00e7\u00e3o]<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Quem reza a <em>Salve Rainha<\/em> ganha 100 dias de Indulg\u00eancia por dia; Indulg\u00eancia de 7 anos e 7 quarentenas para todos os que recitarem de manh\u00e3 a Salve Rainha com o <em>Dignai-vos<\/em> etc. A mesma Indulg\u00eancia ganha quem \u00e0 noite disser o <em>Sub tuum praesidium [Sob a vossa prote\u00e7\u00e3o]<\/em>. Finalmente, concede-se Indulg\u00eancia plen\u00e1ria a quem a rezar todos os dias da forma acima duas vezes por m\u00eas, ou seja, em dois domingos a crit\u00e9rio pessoal; e Indulg\u00eancia plen\u00e1ria em cada festividade da Bem-Aventurada Virgem Maria, e solenidade de todos os Santos e em artigo de morte.<\/p>\n<p>Bendita seja a santa e imaculada Concei\u00e7\u00e3o da Bem-Aventurada Virgem Maria.<\/p>\n<p>Indulg\u00eancia de 100 dias cada vez.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VI, Rescrito de 1793.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304278\"><\/a><strong>Santificar o m\u00eas de maio<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Indulg\u00eancia de 300 dias para quem honra a Bem-Aventurada Virgem com homenagens especiais a cada dia desse m\u00eas, e indulg\u00eancia plen\u00e1ria no dia do encerramento ou tamb\u00e9m uma \u00fanica vez em qualquer dia do m\u00eas em que se fa\u00e7a a confiss\u00e3o e a comunh\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VII, com Rescrito de 1815.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304279\"><\/a><strong>Ora\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Deus vos salve, august\u00edssima Rainha da paz, M\u00e3e de Deus, pelo sacrat\u00edssimo Cora\u00e7\u00e3o de vosso Filho Jesus, pr\u00edncipe da paz, fazei que a sua ira se acalme, e que reine sobre n\u00f3s em paz. Lembrai-vos, \u00f3 piedos\u00edssima Virgem Maria, que nunca se ouviu, desde que o mundo \u00e9 mundo, que algu\u00e9m tenha sido rejeitado e abandonado por v\u00f3s, que implora vossos favores. Eu, animado por esta confian\u00e7a, apresento-me a V\u00f3s. N\u00e3o queirais, \u00f3 M\u00e3e do Verbo, desprezar minhas preces, ouvi-as favoravelmente e atendei-as, \u00f3 clemente, \u00f3 piedosa, \u00f3 doce Virgem Maria.<\/p>\n<p>Indulg\u00eancia de 300 dias cada vez, e plen\u00e1ria uma vez para quem a recitar todos os dias durante um m\u00eas.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304280\"><\/a><strong>Jaculat\u00f3ria ao Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Maria<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Doce cora\u00e7\u00e3o de Maria, sede a minha salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Indulg\u00eancia de 300 dias cada vez, e plen\u00e1ria para quem a recitar todos os dias, durante um m\u00eas.<\/p>\n<p><em>Papa Pio IX, decreto de 1852.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><strong>Ora\u00e7\u00e3o \u00e0 Bem-Aventurada Virgem e a Santa Ana<br \/>\n<\/strong>Deus vos salve, cheia de gra\u00e7a, o Senhor \u00e9 convosco, e a vossa gra\u00e7a esteja comigo, bendita sois v\u00f3s entre as mulheres, e bendita seja Santa Ana, vossa m\u00e3e, da qual nascestes, \u00f3 Virgem Maria, sem mancha e pecado; e de v\u00f3s nasceu Jesus Cristo, Filho de Deus vivo. Assim seja.<\/p>\n<p>Adquire-se indulg\u00eancia de 100 dias a cada vez que se recita. E por 10 vezes ao m\u00eas, indulg\u00eancia plen\u00e1ria na festa de Santa Ana.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VII, Rescrito de 1815.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304281\"><\/a><strong>Ora\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><em>a ser recitada durante a Santa Missa.<br \/>\n<\/em><br \/>\nPai Eterno, ofere\u00e7o-vos com meu cora\u00e7\u00e3o o Sant\u00edssimo Sacrif\u00edcio do corpo e do sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vossa gl\u00f3ria e de toda a Igreja triunfante, pelas necessidades da minha alma e de toda a Igreja militante, em sufr\u00e1gio dos meus parentes falecidos e de toda a Igreja padecente.<\/p>\n<p>Quem a recitar, a cada vez adquire indulg\u00eancia de 100 dias.<\/p>\n<p><em>Papa Pio IX, 1848.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304282\"><\/a><strong><em>Stabat Mater<\/em><\/strong><strong><em><br \/>\n<\/em><\/strong>Cem dias de indulg\u00eancia a cada vez que se recita.<\/p>\n<p><em>Papa INOC\u00caNCIO XI com Breve de 1681.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304283\"><\/a><strong>Jaculat\u00f3ria de resigna\u00e7\u00e3o \u00e0 vontade de Deus<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Seja feita, louvada e eternamente exaltada a vontade just\u00edssima, alt\u00edssima e amabil\u00edssima vontade de Deus em todas as coisas.<\/p>\n<p>Indulg\u00eancia de 100 dias para quem a rezar uma vez ao dia. Para quem a rezar todos os dias, indulg\u00eancia plen\u00e1ria a cada ano: em artigo de morte para quem a tiver recitado muitas vezes na vida.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VII, com Decreto de 1818.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304284\"><\/a><strong>Santo Anjo do Senhor, etc.<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Indulg\u00eancia de 100 dias a cada vez. Quem a rezar de manh\u00e3 e \u00e0 noite durante todo o ano lucrar\u00e1 indulg\u00eancia plen\u00e1ria na festa dos Santos Anjos da Guarda e em artigo de morte.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VI, Breve de 1795 e Breve de 1796.<br \/>\n<\/em><br \/>\nQuem a rezar por um m\u00eas adquire indulg\u00eancia plen\u00e1ria em um dia a seu crit\u00e9rio pessoal.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VII com Decreto de 1821.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304285\"><\/a><strong>Uma hora de ora\u00e7\u00e3o durante o ano<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Quem fizer durante o ano, em um dia a seu crit\u00e9rio, uma hora de ora\u00e7\u00e3o em honra das Dores de Maria Sant\u00edssima lucrar\u00e1 indulg\u00eancia plen\u00e1ria.<\/p>\n<p><em>Papa CLEMENTE XII, com Decreto de 1736; BENTO XIV, de 1757.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304286\"><\/a><strong>Ant\u00edfona e ora\u00e7\u00e3o para implorar a paz<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Dai, \u00f3 Senhor, a paz aos nossos dias, porque n\u00e3o h\u00e1 outro que combata por n\u00f3s sen\u00e3o v\u00f3s, nosso Deus.<\/p>\n<p>Que haja paz em vossa virtude.<br \/>\nE a abund\u00e2ncia de vossos aux\u00edlios em vossos defensores.<\/p>\n<p>Senhor, meu Deus, de quem nos v\u00eam os santos desejos, os retos conselhos e as justas a\u00e7\u00f5es: dai aos vossos servos aquela paz que o mundo n\u00e3o pode dar, para que nossos cora\u00e7\u00f5es estejam todos dedicados aos vossos mandamentos, e tirado o temor dos inimigos, nossos dias sejam, por vossa prote\u00e7\u00e3o, calmos e tranquilos. Pelos m\u00e9ritos de Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim seja.<\/p>\n<p>Indulg\u00eancia de 100 dias a cada vez. E quem a rezar todos os dias durante um m\u00eas, adquire indulg\u00eancia plen\u00e1ria.<\/p>\n<p><em>Papa Pio IX, Decreto de 1848.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304287\"><\/a><strong>Em honra de Jesus, Maria e Jos\u00e9<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>A quem der alimento a tr\u00eas pobres em honra a Jesus, Maria e Jos\u00e9 com cora\u00e7\u00e3o arrependido, concedem-se 7 anos e 7 quarentenas de indulg\u00eancia; se se aproximar dos Santos Sacramentos no mesmo dia, indulg\u00eancia plen\u00e1ria. Al\u00e9m disso, adquire-se 100 dias de indulg\u00eancia para os da fam\u00edlia ou dom\u00e9sticos de quem realiza esta obra de miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p><em>Papa Pio VII, com Rescrito de 1815.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304288\"><\/a><strong>Ora\u00e7\u00e3o mental<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>A quem fizer todos os dias meia hora ou um quarto de hora de ora\u00e7\u00e3o mental concede-se indulg\u00eancia plen\u00e1ria ao final do m\u00eas. Similarmente indulg\u00eancia plen\u00e1ria a quem tiver ensinado ou aprendido a faz\u00ea-la uma vez por m\u00eas; al\u00e9m disso, indulg\u00eancia de 7 anos e 7 quarentenas a quem tiver tido a mesma dilig\u00eancia em participar da explica\u00e7\u00e3o da maneira de meditar.<\/p>\n<p><em>Papa BENTO XIV, com Bula de 1746.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304289\"><\/a><strong>Assistir \u00e0 explica\u00e7\u00e3o do evangelho<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Indulg\u00eancia de 7 anos e 7 quarentenas a todos os que assistem \u00e0 explica\u00e7\u00e3o do Evangelho aos domingos e nas maiores solenidades. Indulg\u00eancia plen\u00e1ria no nascimento de Jesus Cristo, na P\u00e1scoa da Ressurrei\u00e7\u00e3o e na festa dos ap\u00f3stolos Pedro e Paulo, na Epifania e no domingo de Pentecostes.<\/p>\n<p><em>Papa BENTO XIV com Decreto de 1756.<br \/>\nPapa Pio VI com Rescrito de 1784.<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304290\"><\/a><strong>Ensinar ou aprender a Doutrina Crist\u00e3<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>1. Aos pais e m\u00e3es que ensinarem a seus filhos a Doutrina Crist\u00e3 ou aos servos, 100 dias de indulg\u00eancia cada vez.<br \/>\n2. A todos que estudarem o Catecismo ou Doutrina Crist\u00e3 por meia hora para aprend\u00ea-lo ou ensin\u00e1-lo, 100 dias de indulg\u00eancia cada vez.<br \/>\n3. A todos os fi\u00e9is que se dirigirem \u00e0s escolas ou igrejas para aprender a Doutrina Crist\u00e3, indulg\u00eancia de tr\u00eas anos em cada festa da bem-aventurada Virgem Maria, aproximando-se da santa Comunh\u00e3o os j\u00e1 que foram admitidos.<\/p>\n<p><em>Papa PAULO V, com Constitui\u00e7\u00e3o de 1607.<br \/>\n<\/em><br \/>\nAl\u00e9m disso, indulg\u00eancia de 7 anos e 7 quarentenas a todos os fi\u00e9is que, tendo confessado e comungado, assistirem ao Catecismo ou o ensinarem. Finalmente indulg\u00eancia plen\u00e1ria no Natal, P\u00e1scoa e nas solenidades dos santos ap\u00f3stolos Pedro e Paulo.<\/p>\n<p><em>Papa CLEMENTE XII, com Breve de 1735.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304291\"><\/a><strong>O De Profundis a uma hora da noite<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Quem o recitar a uma hora da noite ao som do sino ganha 100 dias de indulg\u00eancia a cada vez. Quem fizer isso durante um ano inteiro, adquirir\u00e1 indulg\u00eancia plen\u00e1ria em um dia a seu crit\u00e9rio. Quem n\u00e3o souber o <em>De profundis<\/em> basta que diga um <em>Pai Nosso<\/em>, <em>Ave Maria<\/em> com <em>R\u00e9quiem<\/em>.<\/p>\n<p><em>Papa CLEMENTE XII, com Breve de 1736.<br \/>\nPapa Pio VI com Rescrito de 1781.<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304292\"><\/a><strong>Louvores espirituais<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Indulg\u00eancia de um ano para quem ensinar gratuitamente louvores sagrados. Indulg\u00eancia de 100 dias para quem os cantar. Indulg\u00eancia plen\u00e1ria uma vez por m\u00eas para quem os cantar nos dias festivos. Todas aplic\u00e1veis \u00e0s almas do Purgat\u00f3rio.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304293\"><\/a><strong>Das Indulg\u00eancias<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Para compreender o que significa Indulg\u00eancia, \u00e9 bom que consideremos como o pecado produz dois efeitos amargu\u00edssimos em nossa alma: a culpa que nos priva da gra\u00e7a e da amizade de Deus, e a pena que dela decorre, e que impede a entrada no Para\u00edso. Essa pena \u00e9 de dois tipos: uma eterna, outra temporal. A culpa juntamente com a pena eterna nos \u00e9 totalmente perdoada, por meio dos m\u00e9ritos infinitos de Jesus Cristo, no sacramento da Penit\u00eancia, desde que nos aproximemos para receb\u00ea-lo com as devidas disposi\u00e7\u00f5es. Como a pena temporal nem sempre nos \u00e9 totalmente perdoada nesse Sacramento, ela permanece em grande parte para ser satisfeita nesta vida por meio das boas obras e da penit\u00eancia; ou ent\u00e3o na outra vida, por meio do fogo do Purgat\u00f3rio. \u00c9 sobre essa verdade que se fundamentavam as penit\u00eancias can\u00f4nicas t\u00e3o severas que a Igreja nos primeiros s\u00e9culos impunha aos pecadores arrependidos. Tr\u00eas, sete, dez, at\u00e9 quinze e vinte anos de jejuns de p\u00e3o e \u00e1gua, de priva\u00e7\u00f5es e humilha\u00e7\u00f5es, \u00e0s vezes por toda a vida, era o que a Igreja impunha por um \u00fanico pecado; e ela n\u00e3o acreditava que essas satisfa\u00e7\u00f5es ultrapassassem a medida que o pecador devia \u00e0 justi\u00e7a divina. E quem pode medir a inj\u00faria que a culpa faz ao Deus Supremo, e a mal\u00edcia do pecado? Quem pode penetrar os profund\u00edssimos e eternos segredos, e saber quanto a justi\u00e7a divina exige de n\u00f3s nesta vida para satisfazer nossas d\u00edvidas; ou se teremos que permanecer nas penas do Purgat\u00f3rio? Para abreviar o tempo que ter\u00edamos que permanecer no Purgat\u00f3rio, e para abreviar a penit\u00eancia que dever\u00edamos fazer na vida presente, tendem os tesouros das santas Indulg\u00eancias.<br \/>\nAs Indulg\u00eancias, portanto, s\u00e3o a remiss\u00e3o da pena temporal devida pelos nossos pecados, o que se faz por meio dos tesouros espirituais confiados por Deus \u00e0 Igreja. Esses tesouros espirituais s\u00e3o os m\u00e9ritos infinitos de Nosso Senhor Jesus Cristo, os da Sant\u00edssima Virgem Maria e dos Santos, como professamos no S\u00edmbolo dos Ap\u00f3stolos quando dizemos: Creio na Comunh\u00e3o dos Santos. Pois os m\u00e9ritos de Jesus Cristo s\u00e3o infinitos, abundantes os de Maria Sant\u00edssima, que, concebida sem mancha e vivida sem pecado, nada devia \u00e0 justi\u00e7a divina por seus pecados; e os M\u00e1rtires e outros Santos, tendo com seus sofrimentos, em uni\u00e3o com os de Jesus Cristo, satisfeito mais do que o necess\u00e1rio por conta pr\u00f3pria; todas essas satisfa\u00e7\u00f5es, perante Deus, s\u00e3o como um tesouro inesgot\u00e1vel, que o Romano Pont\u00edfice distribui conforme a oportunidade dos tempos e as necessidades dos fi\u00e9is crist\u00e3os.<br \/>\nA faculdade de distribuir as santas Indulg\u00eancias reside no sumo Pont\u00edfice. Pois em toda sociedade, em todo governo, uma das prerrogativas mais nobres do Chefe de Estado \u00e9 o direito de conceder gra\u00e7as e de comutar penas. Ora, o sumo Pont\u00edfice, representante de Jesus Cristo na terra, chefe da grande sociedade crist\u00e3, sem d\u00favida tem o direito de conceder gra\u00e7as, de comutar, de perdoar total ou parcialmente as penas decorrentes do pecado, em favor daqueles que de cora\u00e7\u00e3o retornam a Deus. Esse poder, ou autoridade do sumo Pont\u00edfice para distribuir as Indulg\u00eancias, est\u00e1 apoiado nas pr\u00f3prias palavras de Jesus Cristo. No ato em que ele nomeou S\u00e3o Pedro para governar a Igreja, disse-lhe estas palavras: \u00abDar-te-ei as chaves do reino dos C\u00e9us; tudo o que desligares na terra ser\u00e1 desligado no C\u00e9u, e tudo o que ligares na terra ser\u00e1 ligado no C\u00e9u.\u00bb Essa faculdade abrange, sem d\u00favida, o direito de conceder aos fi\u00e9is crist\u00e3os tudo o que pode contribuir para o bem de suas almas.<br \/>\nAs palavras ditas por Jesus Cristo a S\u00e3o Pedro conferem um poder pleno e absoluto, e esse poder pleno e absoluto constitui Pedro como chefe da Igreja, Vig\u00e1rio de Jesus Cristo, dispensador de todos os favores celestes, portanto tamb\u00e9m das santas Indulg\u00eancias. Isso fica claro desde que o Senhor lhe deu as chaves do reino dos C\u00e9us: <em>Tibi dabo claves regni Coelorum<\/em>; e pelas palavras com que ordenou a S\u00e3o Pedro que pastoreasse, ou seja, dispensasse aos crist\u00e3os o que as pessoas e os tempos lhe exigissem para o bem espiritual e eterno.<br \/>\nEssas palavras foram entendidas nesse sentido pelos Ap\u00f3stolos, e para provar o mesmo poderiam ser citados v\u00e1rios fatos notados na B\u00edblia, mas nos limitamos a mencionar apenas um. Este \u00e9 de S\u00e3o Paulo, e diz respeito aos fi\u00e9is de Corinto. Entre esses fervorosos crist\u00e3os, um jovem cometeu um pecado grav\u00edssimo, pelo qual mereceu ser excomungado. Ele logo se mostrou muito arrependido, manifestando um vivo desejo de fazer a devida penit\u00eancia. Ent\u00e3o os cor\u00edntios pediram a S\u00e3o Paulo que o absolvesse. Esse Ap\u00f3stolo usou indulg\u00eancia, ou seja, o libertou da excomunh\u00e3o e o restituiu ao seio da Igreja, embora pela gravidade do pecado, e segundo a disciplina vigente na \u00e9poca, ele devesse permanecer ainda por muito tempo separado da Igreja. Das palavras dele, e de outras do mesmo S\u00e3o Paulo, fica claro que ele mesmo ligava e desligava, ou seja, usava rigor e indulg\u00eancia, conforme julgava ser mais vantajoso para as almas. E aqui \u00e9 bom notar tamb\u00e9m o erro daqueles que dizem que nos primeiros tempos n\u00e3o se falava de Indulg\u00eancias: pois a hist\u00f3ria eclesi\u00e1stica est\u00e1 cheia de fatos que demonstram a institui\u00e7\u00e3o divina das Indulg\u00eancias e o seu uso constante desde os primeiros tempos da Igreja. No primeiro s\u00e9culo da era vulgar temos o fato mencionado; no segundo s\u00e9culo lemos que, no tempo da persegui\u00e7\u00e3o, quando algum pecador retornava \u00e0 Igreja, primeiro era obrigado a confessar seus pecados, depois lhe era imposto um tempo durante o qual, se se exercitasse com fervor em obras de penit\u00eancia, obteria indulg\u00eancia, ou seja, teria abreviado o tempo da penit\u00eancia. Para obter isso com maior facilidade, recomendava-se aos que eram levados ao mart\u00edrio que pedissem ao Bispo ou lhe escrevessem um bilhete, suplicando que lhes concedesse Indulg\u00eancia em vista dos sofrimentos dos m\u00e1rtires e assim lhes concedesse paz com Deus e com a Igreja (Tertuliano, ad Mal. I, 1).<br \/>\nNo s\u00e9culo III, S\u00e3o Cipriano, escrevendo aos fi\u00e9is presos, os advertia a n\u00e3o intercederem muito facilmente pela Indulg\u00eancia para aqueles que a pediam, mas a esperar que dessem sinais suficientes de dor e arrependimento de suas culpas. Das palavras dele fica claro que nos tempos de S\u00e3o Cipriano as Indulg\u00eancias j\u00e1 estavam em uso, e que o Santo recomendava aos m\u00e1rtires que n\u00e3o intercedessem junto aos Bispos sen\u00e3o por aqueles que se mostrassem sinceramente arrependidos (Ep. 21, 22, 23).<br \/>\nNo s\u00e9culo IV, no ano 325, foi convocado um Conc\u00edlio geral na cidade de Niceia, no qual foram tratadas v\u00e1rias quest\u00f5es relativas ao bem universal da Igreja. Quando se falou das Indulg\u00eancias, estabeleceu-se que aqueles que fizessem penit\u00eancia poderiam obter Indulg\u00eancia do Bispo; e que os mais negligentes deveriam cumprir sua penit\u00eancia pelo tempo estabelecido. O que n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o conceder Indulg\u00eancia a uns e neg\u00e1-la a outros (Conc. Nic., c\u00e2nones 11, 12).<br \/>\nNos tempos posteriores, os fatos s\u00e3o incont\u00e1veis. S\u00e3o Greg\u00f3rio Magno, em uma carta escrita ao Rei dos Visigodos, enviou uma pequena chave que havia tocado o corpo de S\u00e3o Pedro e continha um pouco de limalha das correntes do santo Ap\u00f3stolo, para que, diz o Papa, <em>aquilo que serviu para prender o pesco\u00e7o do Ap\u00f3stolo quando ele ia ao mart\u00edrio, vos absolva de todos os vossos pecados<\/em>. Os santos Padres interpretam isso como a Indulg\u00eancia plen\u00e1ria que o Papa enviava junto com aquela chave aben\u00e7oada.<br \/>\nS\u00e3o Le\u00e3o Papa, no ano oitocentos e tr\u00eas, tendo-se dirigido com grande comitiva de Cardeais, Arcebispos e Prelados ao Imperador Carlos Magno; foi recebido pelo piedoso soberano com a maior pompa. Esse monarca pediu e obteve como favor particular que dedicasse o pal\u00e1cio real de Aachen (Aix-la-Chapelle) \u00e0 Bem-Aventurada Virgem, e que o enriquecesse com muitas Indulg\u00eancias a serem lucradas por aqueles que o visitassem. Se quis\u00e9ssemos contar outros fatos, poder\u00edamos recitar quase toda a hist\u00f3ria eclesi\u00e1stica e especialmente a hist\u00f3ria das Cruzadas, circunst\u00e2ncias em que os Papas concediam Indulg\u00eancia plen\u00e1ria \u00e0queles que se alistavam para ir \u00e0 Palestina libertar os Lugares Santos.<br \/>\nPara concluir e confirmar o que foi dito at\u00e9 agora, expomos aqui a doutrina da Igreja Cat\u00f3lica sobre as Indulg\u00eancias.<br \/>\n\u00abA faculdade de dispensar as Indulg\u00eancias, tendo sido concedida por Cristo \u00e0 Igreja; a Igreja tem se servido dessa faculdade desde tempos remotos; por isso o sacrossanto Conc\u00edlio ordena e ensina que se deve considerar que as Indulg\u00eancias s\u00e3o \u00fateis para a salva\u00e7\u00e3o do crist\u00e3o, como \u00e9 provado pela autoridade dos Conc\u00edlios. Quem disser que as Indulg\u00eancias s\u00e3o in\u00fateis, ou negar que na Igreja exista a faculdade de dispens\u00e1-las, seja an\u00e1tema, seja excomungado\u00bb (Sess. 25, cap. 21).<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304294\"><\/a><strong>Aquisi\u00e7\u00e3o das Indulg\u00eancias<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Enquanto admiramos a bondade de Deus ao dispensar as santas Indulg\u00eancias aos fi\u00e9is crist\u00e3os, concedendo tesouros celestes que n\u00e3o diminuem, nem jamais diminuir\u00e3o, embora se espalhem como um imenso oceano que n\u00e3o sofre diminui\u00e7\u00e3o por quanta \u00e1gua se retire, devemos, no entanto, cumprir algumas obriga\u00e7\u00f5es para adquirir as mesmas. Primeiramente, deve-se notar que n\u00e3o est\u00e1 na liberdade de cada crist\u00e3o usar esses tesouros divinos a seu bel-prazer. S\u00f3 desfrutar\u00e1 deles <em>quando, como e na maior ou menor quantidade<\/em> que a santa Igreja e o sumo Pont\u00edfice determinarem. Assim, as Indulg\u00eancias distinguem-se comumente em duas classes: as <em>parciais<\/em>, ou de alguns dias, meses ou anos, e as <em>plen\u00e1rias<\/em>. Por exemplo, dizendo: <em>Meu Jesus, miseric\u00f3rdia<\/em>, ganha-se cem dias de Indulg\u00eancia; ou seja, adquire-se o m\u00e9rito correspondente a cem dias da rigorosa penit\u00eancia can\u00f4nica que antigamente era imposta aos pecadores. Cada vez que se acompanha o Vi\u00e1tico a algum enfermo, podem-se ganhar sete anos de Indulg\u00eancia, correspondentes ao m\u00e9rito de sete anos da penit\u00eancia can\u00f4nica. Essas Indulg\u00eancias s\u00e3o parciais.<br \/>\nA Indulg\u00eancia plen\u00e1ria \u00e9 aquela pela qual nos \u00e9 perdoada toda a pena que, por nossos pecados, devemos a Deus. Essa \u00e9 justamente aquela que o Papa concede a todos os que, na ocasi\u00e3o da solenidade de Maria Auxiliadora ou na novena precedente a ela, visitarem a igreja dedicada a Ela. Ao lucrar essa Indulg\u00eancia, volta-se a estar diante de Deus como est\u00e1vamos quando fomos batizados: sinal de que, se algu\u00e9m morresse ap\u00f3s lucrar essa Indulg\u00eancia, iria para o Para\u00edso sem passar pelas penas do Purgat\u00f3rio.<br \/>\nPara lucrar esta, como qualquer outra Indulg\u00eancia, requer-se primeiramente que a pessoa esteja em gra\u00e7a de Deus, pois aquele que diante de Deus, por culpa grave, \u00e9 r\u00e9u de pena eterna, certamente n\u00e3o est\u00e1, nem pode estar, apto a receber a remiss\u00e3o da pena temporal. Portanto, ser\u00e1 \u00f3timo conselho a cada crist\u00e3o que deseje adquirir Indulg\u00eancias quando e como forem concedidas, que se aproxime do sacramento da Confiss\u00e3o, procurando estimular-se a uma verdadeira dor e fazer uma firme resolu\u00e7\u00e3o de n\u00e3o mais ofender a Deus no futuro.<br \/>\nA segunda condi\u00e7\u00e3o \u00e9 o cumprimento do que o Romano Pont\u00edfice prescreve. Pois a Santa Igreja, ao abrir o tesouro das santas Indulg\u00eancias, sempre obriga os fi\u00e9is a alguma boa obra a ser feita em tempo e lugar determinados. E isso para preparar nosso cora\u00e7\u00e3o a acolher aqueles favores extraordin\u00e1rios que a miseric\u00f3rdia de Deus nos tem preparado. Assim, para adquirir a Indulg\u00eancia desta solenidade de Maria Auxiliadora, requer-se a Confiss\u00e3o Sacramental e a Comunh\u00e3o. Isso ainda n\u00e3o basta; requer-se mais que se detestem todos os pecados, mesmo os veniais, e ainda que se abandone o afeto por todos e cada um deles. E isso certamente faremos se nos dispusermos a praticar as coisas que o confessor nos impor\u00e1, mas sobretudo se fizermos uma firme e eficaz resolu\u00e7\u00e3o de nunca mais cometer pecado algum, se evitarmos as ocasi\u00f5es e praticarmos os meios para n\u00e3o mais recair.<br \/>\nO sumo Pont\u00edfice Clemente VI, para estimular todos os crist\u00e3os \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o da Indulg\u00eancia plen\u00e1ria do Jubileu, dizia: \u00abJesus Cristo, com sua gra\u00e7a e com a superabund\u00e2ncia dos m\u00e9ritos de sua paix\u00e3o, deixou \u00e0 Igreja militante aqui na terra um tesouro infinito, n\u00e3o escondido em um len\u00e7ol, nem enterrado em um campo, mas confiado para ser dispensado salutarmente aos fi\u00e9is, confiou-o ao bem-aventurado Pedro, que traz as chaves do C\u00e9u, e a seus sucessores, vig\u00e1rios de Jesus Cristo na terra; a esse tesouro contribuem os m\u00e9ritos da Bem-Aventurada M\u00e3e de Deus e de todos os eleitos\u00bb (Clem. VI, DD. Eut.).<\/p>\n<p><a name=\"_Toc212304295\"><\/a><strong>Decreto de Sua Santidade o Papa Pio IX concedendo a Indulg\u00eancia plen\u00e1ria na festa de Maria Auxiliadora<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>PAPA PIO IX.<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>A todos os fi\u00e9is crist\u00e3os que lerem esta, sa\u00fade e b\u00ean\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica.<br \/>\n<\/strong><br \/>\nCom piedoso zelo, empenhados em promover a religi\u00e3o nos fi\u00e9is e o bem das almas com os tesouros celestes da Igreja, a todos os fi\u00e9is de ambos os sexos, que verdadeiramente arrependidos e confessados e nutridos da santa Comunh\u00e3o, visitarem religiosamente a igreja dedicada em Turim a Maria Virgem Imaculada sob o t\u00edtulo de Maria Auxiliadora, na festa titular da mesma igreja ou em um dos nove dias anteriores a escolher a gosto de cada um, e que ali rezarem a Deus pela conc\u00f3rdia dos pr\u00edncipes crist\u00e3os, pela erradica\u00e7\u00e3o das heresias e pela exalta\u00e7\u00e3o da Santa M\u00e3e Igreja, naquele dia que o fizerem, concedemos, pela miseric\u00f3rdia de Deus, a Indulg\u00eancia plen\u00e1ria e remiss\u00e3o de todos os seus pecados, a qual poder\u00e3o aplicar como sufr\u00e1gio \u00e0s almas dos fi\u00e9is que, unidos a Deus na caridade, partiram desta vida.<\/p>\n<p>Dado em Roma, junto a S\u00e3o Pedro, sob o anel do Pescador, em 22 de maio de 1868.<br \/>\nNo vig\u00e9simo segundo ano do nosso Pontificado.<\/p>\n<p><em>Com relato hist\u00f3rico sobre este t\u00edtulo pelo sacerdote Jo\u00e3o Bosco.<br \/>\nTurim, Tipografia do Orat\u00f3rio de S\u00e3o Francisco de Sales, 1869<br \/>\nCom aprova\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O livrinho de Dom Bosco \u201cAssociazione dei devoti di Maria Ausiliatrice canonicamente eretta nella chiesa&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":53337,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"iawp_total_views":3,"footnotes":""},"categories":[169],"tags":[2561,2557,2577,2592,1827,1689,2619],"class_list":["post-53396","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-santissima-virgem-maria","tag-carisma-salesiano","tag-deus","tag-dom-bosco","tag-familia-salesiana","tag-gracas-obtidas","tag-maria","tag-testemunhos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53396","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53396"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53396\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53397,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53396\/revisions\/53397"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53337"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53396"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53396"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53396"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}