{"id":52887,"date":"2026-04-10T08:05:29","date_gmt":"2026-04-10T08:05:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.donbosco.press\/?p=52887"},"modified":"2026-04-10T08:06:10","modified_gmt":"2026-04-10T08:06:10","slug":"conhecamos-dom-bosco-6-carater-de-aco-e-coracao-de-ouro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/dom-bosco\/conhecamos-dom-bosco-6-carater-de-aco-e-coracao-de-ouro\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7amos Dom Bosco (6). Car\u00e1ter de a\u00e7o e cora\u00e7\u00e3o de ouro"},"content":{"rendered":"<p><em><i>A personalidade de Dom Bosco foi o resultado do embate entre sua natureza impulsiva e impetuosa e a mansid\u00e3o que conquistou atrav\u00e9s de um constante trabalho de autoeduca\u00e7\u00e3o. De estatura m\u00e9dia para baixa e apar\u00eancia humilde, ele escondia um car\u00e1ter forte e determinado. Depoimentos de contempor\u00e2neos confirmam seu temperamento &#8220;esquentado&#8221;, obstinado e propenso \u00e0 ira, que ele soube sublimar, transformando a agressividade em tenacidade e perseveran\u00e7a. Essa conquista do autocontrole foi fundamental para seu m\u00e9todo educativo. Ele se tornou um modelo de paci\u00eancia, humildade e do\u00e7ura, qualidades n\u00e3o inatas, mas arduamente adquiridas, que lhe permitiram compreender e ajudar os jovens mais fr\u00e1geis da Turim industrial.<\/i><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><i>Porque come\u00e7ou a educar a si mesmo<\/i><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Bosco representa uma das figuras mais fascinantes da pedagogia do s\u00e9culo XIX: um homem de apar\u00eancia modesta que escondia uma personalidade extraordin\u00e1ria. Por tr\u00e1s da estatura m\u00e9dia-baixa e do porte simples de um campon\u00eas piemont\u00eas, ocultava-se um car\u00e1ter forte e determinado, forjado atrav\u00e9s de um constante trabalho sobre si mesmo. O contraste entre sua natureza impulsiva e impetuosa e a mansid\u00e3o que conseguiu conquistar com os anos revela o segredo de sua grandeza educativa. Dom Bosco n\u00e3o nasceu santo: tornou-se um modelo de paci\u00eancia e do\u00e7ura justamente porque soube dominar um temperamento \u201cde pavio curto\u201d e transformar sua pr\u00f3pria agressividade em tenacidade, sua obstina\u00e7\u00e3o em perseveran\u00e7a. Esse caminho de autoeduca\u00e7\u00e3o, iniciado desde a inf\u00e2ncia, foi a chave que lhe permitiu compreender os jovens mais fr\u00e1geis da Turim industrial e dedicar a eles uma obra destinada a mudar a hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quem conheceu Dom Bosco o descreveu como pequeno, franzino, de porte simples, com cabelos cacheados descuidados e orelhas um tanto grandes, enquanto nas fotografias ele \u201ccresce\u201d, torna-se mais alto (pelo corte do espa\u00e7o acima da cabe\u00e7a, pelos efeitos verticais do realce das dobras da roupa, pelo deslocamento de sua figura do centro para um lado da cena), seu rosto se suaviza e, devido aos retoques, \u00e0s vezes se torna at\u00e9 mesmo belo.<\/p>\n<p>Na realidade, Dom Bosco adulto era fisicamente um braquitipo de estatura m\u00e9dia-baixa (um metro e sessenta e tr\u00eas cent\u00edmetros de altura), que caminhava \u00ab&#8230; um pouco gingando\u00bb (MBp, VI, 28) como os camponeses. Era dotado de uma for\u00e7a f\u00edsica extraordin\u00e1ria; havia praticado o culturismo e o fisiculturismo cultivando os campos ou nos longos treinamentos como saltimbanco para divertir os companheiros. Seu rosto, ademais, n\u00e3o tinha nada de asceta; era um rosto aberto, cordial, bondoso, paterno, embora altivo e corajoso, em que transparecia uma generosa bondade.<\/p>\n<p>O perfil psicol\u00f3gico de Dom Bosco adulto era o de um sujeito \u201cdito normal\u201d (\u201cdito\u201d, pois o normal em sentido absoluto n\u00e3o existe), com um ego forte, din\u00e2mico, qualific\u00e1vel pela a\u00e7\u00e3o por um profundo senso de dever e por uma clara consci\u00eancia de sua pr\u00f3pria responsabilidade. E como sempre h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o entre ser e agir, ele tinha uma personalidade ativa, perseverante, tenaz, extrovertida; era um padre \u201cde mangas arrega\u00e7adas\u201d, trabalhador e alegre, que preferia persuadir mais com fatos do que com palavras.<\/p>\n<p>Tinha, por\u00e9m, a paci\u00eancia, a concretude, a tenacidade de quem \u00e9 filho da terra, como testemunhou o P. Jo\u00e3o Batista Lemoyne: \u00abEle nos dizia: \u2013 Nas maiores dificuldades, nunca perco de vista o objetivo. Quando encontro um obst\u00e1culo, n\u00e3o desanimo, fa\u00e7o como aquele que, andando pela estrada, a encontra bloqueada por uma grande pedra. Se n\u00e3o posso remov\u00ea-la, subo nela, ou a contorno, ou, deixando nesse ponto a empreitada iniciada, para n\u00e3o perder tempo inutilmente esperando, imediatamente come\u00e7o outra coisa. Enquanto isso, com o tempo, as coisas amadurecem: os homens mudam e as dificuldades iniciais se aplainam. Eu, por\u00e9m, nunca perco de vista a obra empreendida \u2013\u00bb (PC, 665-666).<\/p>\n<p>Mesmo com a certeza de que o Senhor o ajudaria, Dom Bosco nunca deixou de usar todos os meios para superar os muitos obst\u00e1culos, aplicando ao p\u00e9 da letra o ditado: \u201cAjuda-te, que o C\u00e9u te ajudar\u00e1\u201d. E ele contornou muitos obst\u00e1culos, at\u00e9 porque sua vida se desenrolou em um per\u00edodo de grandes transforma\u00e7\u00f5es, de modo que se viu envolvido em uma \u00e9poca de mudan\u00e7as, como, por exemplo, a transi\u00e7\u00e3o de uma sociedade de economia agr\u00edcola para uma de economia industrial.<\/p>\n<p>A cidade de Turim era, naqueles anos, protagonista de um not\u00e1vel desenvolvimento demogr\u00e1fico. Impulsionadas pela expans\u00e3o industrial, chegavam de outras prov\u00edncias e das regi\u00f5es vizinhas, incluindo a Lombardia, pessoas sozinhas (especialmente rapazes) ou fam\u00edlias inteiras em busca de trabalho. Como escreve Stella (1979, I, 104), abundavam os \u00ab&#8230; rapazes que ocupavam as ruas, as pra\u00e7as e os prados, filhos de fam\u00edlias desfavorecidas, de pais muitas vezes desempregados, sem of\u00edcio, sem a esperan\u00e7a de ter um; ou que conseguiam qualquer emprego apenas para viver, apenas para melhorar suas condi\u00e7\u00f5es de vida\u00bb.<\/p>\n<p>Nesse clima de confus\u00e3o, Dom Bosco percebeu que os rapazes e os jovens representavam uma das partes mais fr\u00e1geis da sociedade (aquela que paga o pre\u00e7o mais caro de qualquer transforma\u00e7\u00e3o social) e que era preciso organizar algo mais adequado aos \u201csinais dos tempos\u201d para ajud\u00e1-los. Por essas raz\u00f5es, justamente no Ref\u00fagio, como j\u00e1 escrevemos, ele deu in\u00edcio, em 8 de dezembro de 1844, ao Orat\u00f3rio, que representou uma nova modalidade de agrega\u00e7\u00e3o dos jovens, fruto de sua abertura sociol\u00f3gica. Ele o intitulou a S\u00e3o Francisco de Sales, o bispo de Genebra falecido em 1622, porque, como explicou o pr\u00f3prio Dom Bosco: \u00ab&#8230; a parte do nosso minist\u00e9rio, exigindo grande calma e mansid\u00e3o, nos colocamos sob a prote\u00e7\u00e3o deste Santo, para que nos obtivesse de Deus a gra\u00e7a de poder imit\u00e1-lo em sua extraordin\u00e1ria mansid\u00e3o&#8230;\u00bb (MOp, 151).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><b>\u201cTudo sob controle\u201d<\/b><\/strong><\/p>\n<p>Dom Bosco certamente teve dificuldade em sublimar seus impulsos instintivos devido ao seu temperamento \u00abfacilmente inflam\u00e1vel e, ao mesmo tempo, pouco flex\u00edvel e duro\u00bb (MBp, I, 90). Enquanto, de fato, seu irm\u00e3o Jos\u00e9 era manso, d\u00f3cil, paciente, Jo\u00e3o revelou desde pequeno um temperamento impulsivo, impetuoso e, por vezes, at\u00e9 mesmo violento, como quando agrediu com \u00ab&#8230;socos\u00bb alguns rapazes que blasfemavam (MBp, I, 112). Sentia tamb\u00e9m dificuldade em obedecer, em se submeter e, muitas vezes, era tamb\u00e9m uma crian\u00e7a obstinada. Seu p\u00e1roco, o te\u00f3logo Pedro Ant\u00f4nio Cinzano, o definiu como \u00abcabe\u00e7udo\u00bb (MBp, IV, 262).<\/p>\n<p>A tend\u00eancia \u00e0 agressividade, embora controlada, transparecia tamb\u00e9m como cl\u00e9rigo e como sacerdote. Escreveu o P. Jo\u00e3o Giacomelli, seu colega de semin\u00e1rio e grande amigo: \u00abDe natureza extremamente sens\u00edvel at\u00e9 para as pequenas coisas, percebia-se como, sem virtude, ele se deixaria dominar pela c\u00f3lera. Nenhum de nossos companheiros, e eram muitos, inclinava-se como ele a tal defeito. No entanto, era evidente a grande e cont\u00ednua viol\u00eancia que fazia para se conter\u00bb (MBp, I, 327).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o P. Jo\u00e3o Batista Lemoyne testemunhou: \u00abDemonstrou tamb\u00e9m fortaleza de \u00e2nimo ao vencer seu natural impetuoso, de modo a parecer um dos homens mais mansos. Ele mesmo me confidenciou que em sua inf\u00e2ncia e juventude se sentia fortemente inclinado \u00e0 ira, mas com o tempo chegou a ter tal dom\u00ednio de si, que parecia, por vezes, mesmo em encontros dolorosos, quase insens\u00edvel\u00bb (PC, 665).<\/p>\n<p>O te\u00f3logo Asc\u00e2nio Savio destacou seu \u00ab&#8230; natural col\u00e9rico\u00bb (MBp, IV, 500) e o pr\u00f3prio padre Cafasso afirmou que \u00ab&#8230; era preciso deix\u00e1-lo fazer do seu jeito\u00bb (MBp, III, 53); at\u00e9 mesmo o doutor Jo\u00e3o Albertotti (1929), que o tratou nos \u00faltimos dezesseis anos de vida, notou, em sua breve biografia dedicada ao ilustre paciente, o car\u00e1ter \u201cpronto e impetuoso\u201d. O P. Miguel Rua, por fim, sublinhou o esfor\u00e7o que Jo\u00e3o Bosco fez para controlar esses seus impulsos agressivos:<\/p>\n<p>\u00abDom Bosco era de car\u00e1ter impetuoso, como eu e muitos outros comigo pudemos constatar; pois em v\u00e1rias circunst\u00e2ncias percebemos quanta viol\u00eancia ele devia fazer a si mesmo para reprimir os \u00edmpetos de c\u00f3lera pelas contrariedades que lhe aconteciam.<\/p>\n<p>E se isso ocorria em sua idade avan\u00e7ada, leva a crer que seu car\u00e1ter era ainda mais vivo na juventude. Acontece que, \u00e0 imita\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco de Sales, conhecendo essa sua inclina\u00e7\u00e3o, vigiava continuamente sobre si mesmo, de modo a conservar sempre a calma e ser um modelo de paci\u00eancia, mansid\u00e3o e do\u00e7ura\u00bb (PC, 667).<\/p>\n<p>Sublimando sua pr\u00f3pria agressividade, Dom Bosco tornou-se, de fato, um modelo de paci\u00eancia, mansid\u00e3o e toler\u00e2ncia, a ponto de, na idade adulta, manter quase sempre a calma, a do\u00e7ura de cora\u00e7\u00e3o e a serenidade de mente. Al\u00e9m disso, a sublima\u00e7\u00e3o de tal impulso lhe rendeu tenacidade, perseveran\u00e7a e const\u00e2ncia. Enfrentou, de fato, com segura determina\u00e7\u00e3o todos os obst\u00e1culos que encontrou ao longo da vida, desde os relativos ao Orat\u00f3rio \u201cambulante\u201d (1844-1846) at\u00e9 a expans\u00e3o da fam\u00edlia salesiana e a aprova\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Sociedade.<\/p>\n<p>Dom Bosco deu uma grande prova de tenacidade ao percorrer o caminho que o levou \u00e0 funda\u00e7\u00e3o da Sociedade Salesiana. Ap\u00f3s ter amadurecido, nos anos 1854-1859, a ideia de uma associa\u00e7\u00e3o religiosa, ele teve, no entanto, que contornar a lei de 29 de maio de 1855, que decretava a supress\u00e3o das comunidades religiosas e o confisco de seus bens. Com perseveran\u00e7a, lutando por quinze anos, ele chegou \u00e0 funda\u00e7\u00e3o da Sociedade Salesiana, e \u00ab&#8230; soube superar todas as adversidades da vida para alcan\u00e7ar seu objetivo\u00bb (MBp, I, 90), conseguindo sempre concluir as obras que empreendia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><b>Humilde, forte, robusto<\/b><\/strong><\/p>\n<p>Na idade adulta, Dom Bosco foi um lutador tenaz, um l\u00edder tranquilizador e cativante; e, sobretudo, dotado de esp\u00edrito de sacrif\u00edcio, de const\u00e2ncia e de humildade. Escreve Braido: \u00ab\u00c9, todavia, um homem discreto e s\u00e1bio. Para n\u00e3o sobrecarregar sua a\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se deixa levar pela avidez do bem. Dom Bosco, nesse sentido, pensa que o \u00f3timo \u00e9 inimigo do bom. Portanto, a sobriedade, a prud\u00eancia, o senso de limite o guiam na atua\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica da \u201cabertura\u201d\u00bb.<\/p>\n<p>A humildade certamente n\u00e3o foi uma meta f\u00e1cil de alcan\u00e7ar para uma personalidade como a de Dom Bosco, caracterizada por um ego forte, vencedor, de l\u00edder. Ele mesmo, referindo-se \u00e0 sua estadia no semin\u00e1rio de Chieri, assim recordou: \u00abEm certos dias era permitido o jogo de tar\u00f4, e disso participei por algum tempo. Mas tamb\u00e9m aqui o doce se misturava com o amargo. Embora n\u00e3o fosse um jogador habilidoso, eu era t\u00e3o sortudo que quase sempre ganhava. No final das partidas, eu tinha as m\u00e3os cheias de dinheiro; mas ao ver meus companheiros aflitos porque o haviam perdido, eu ficava mais aflito que eles. Acrescente-se que no jogo eu fixava tanto a mente, que depois n\u00e3o conseguia mais nem rezar, nem estudar, tendo sempre a imagina\u00e7\u00e3o atormentada pelo rei de copas e pelo valete de espadas, pelo 13 ou pelo 15 de tar\u00f4. Tomei, portanto, a resolu\u00e7\u00e3o de n\u00e3o mais participar desse jogo, como j\u00e1 havia renunciado a outros. Isso fiz na metade do segundo ano de filosofia, em 1836\u00bb (MOp, 106).<\/p>\n<p>E ainda como cl\u00e9rigo, condenou severamente certos rompantes de seu car\u00e1ter e quis combater suas \u00ab&#8230; paix\u00f5es, especialmente a soberba que em meu cora\u00e7\u00e3o havia lan\u00e7ado profundas ra\u00edzes\u00bb.<\/p>\n<p>Em sua pedagogia, Dom Bosco privilegiou a virtude da humildade, e foi o primeiro a dar o exemplo, humilhando-se por toda a vida a estender a m\u00e3o a quem quer que pudesse ajud\u00e1-lo. Desde jovem, treinou-se na humildade, desde quando, devido \u00e0 viol\u00eancia de seu meio-irm\u00e3o mais velho, teve que sair de casa e mendigar trabalho na fazenda Moglia onde, al\u00e9m do sustento, ganhava quinze liras por ano.<\/p>\n<p>Lendo atentamente a vida de Dom Bosco, fica-se particularmente impressionado com as \u201cboas maneiras\u201d que ele usava normalmente com todos e, de modo especial, com as pessoas humildes, do povo. Como sacerdote, usava o tratamento \u201cvoi\u201d [equivalente a \u201cv\u00f3s\u201d] at\u00e9 mesmo com os presidi\u00e1rios; tirava o chap\u00e9u tamb\u00e9m diante dos porteiros dos pal\u00e1cios, quando se dirigia a eles para procurar algu\u00e9m. Se chegava a Valdocco algum convidado importante, ele o acolhia com todo o respeito, acompanhando-o, sempre com seu barrete na m\u00e3o, por toda a Casa.<\/p>\n<p>Dom Bosco falava, pregava e escrevia de modo simples e compreens\u00edvel a todos (e isso tamb\u00e9m \u00e9 um sinal de humildade). Havia, ademais, nele um pudor reservado, uma discri\u00e7\u00e3o particular por tudo o que dizia respeito ao seu mundo pessoal, que raramente transparecia. Tanto quando falava quanto quando escrevia (e nos referimos particularmente ao <em><i>epistol\u00e1rio<\/i><\/em>), se citava a si mesmo, usava a terceira pessoa para se expressar de modo n\u00e3o subjetivo, como se falasse de outro. Em seus escritos, costumava antepor, como sinal de humildade, o simples t\u00edtulo \u201csacerdote\u201d ao seu nome e sobrenome. E basta olhar suas fotografias, onde a express\u00e3o do rosto n\u00e3o sugere de forma alguma a inten\u00e7\u00e3o de passar uma imagem carism\u00e1tica de si.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><i>Giacomo DACQUINO, Psicologia di don Bosco, p. 50 e ss.40<\/i><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A personalidade de Dom Bosco foi o resultado do embate entre sua natureza impulsiva e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":52869,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"iawp_total_views":2,"footnotes":""},"categories":[173],"tags":[2561,2577,2579,1821,1815,2228],"class_list":["post-52887","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dom-bosco","tag-carisma-salesiano","tag-dom-bosco","tag-educacao","tag-graca","tag-juventude","tag-santos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52887","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52887"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52887\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52888,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52887\/revisions\/52888"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52869"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52887"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52887"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52887"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}