{"id":5038,"date":"2023-01-24T09:35:33","date_gmt":"2023-01-24T09:35:33","guid":{"rendered":"https:\/\/exciting-knuth.178-32-140-152.plesk.page\/sem-categoria\/lettera-rettor-maggiore-artemide-zatti\/"},"modified":"2024-02-02T16:21:03","modified_gmt":"2024-02-02T16:21:03","slug":"carta-do-reitor-mor-artemides-zatti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/comunicacoes-do-reitor-mor\/carta-do-reitor-mor-artemides-zatti\/","title":{"rendered":"Carta do Reitor-Mor. Art\u00eamides ZATTI"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span><i class=\"fas fa-arrow-right\"><\/i><\/span>\u00abACREDITEI, PROMETI, SAREI!\u00bb<br>Art\u00eamides Zatti: Evangelho da Voca\u00e7\u00e3o e Igreja do Cuidado <\/h2>\n\n\n\n\t<style>\n\tbody {font-size: 18px;}\n\t<\/style>\n<\/head>\n<body>\n\n<br>&laquo;O\nmosaico dos nossos santos e beatos, embora muito rico em termos de\nrepresentatividade &ndash; Fundador, Cofundadora, Reitores-Mores,\nmission&aacute;rios, m&aacute;rtires, sacerdotes, jovens &ndash; \ncarecia da pe&ccedil;a preciosa da figura de um Coadjutor. Agora,\nisto tamb&eacute;m est&aacute; acontecendo&raquo;<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote1anc\" href=\"#sdfootnote1sym\"><sup>1<\/sup><\/a><\/sup>.<br><br>Assim come&ccedil;ava\no P. Jo&atilde;o Edmundo Vecchi, oitavo Sucessor de Dom Bosco, sua\ncarta por ocasi&atilde;o da beatifica&ccedil;&atilde;o de Art&ecirc;mides\nZatti.<br><br>Se ao &laquo;mosaico\nde nossos santos&raquo; faltava uma pe&ccedil;a, hoje esse mosaico\nbrilha de maneira muito especial porque, dentro de algumas semanas,\nreceberemos um grande presente do Senhor: ver um dos filhos de Dom\nBosco, Coadjutor salesiano, emigrado italiano na Argentina e\nenfermeiro, canonizado pelo Papa Francisco no pr&oacute;ximo dia 9 de\noutubro de 2022.<br><br>Art&ecirc;mides\nZatti ser&aacute;, portanto, o\nprimeiro santo salesiano n&atilde;o m&aacute;rtir a ser canonizado.\nSem d&uacute;vida, a canoniza&ccedil;&atilde;o do primeiro santo\nsalesiano [n&atilde;o m&aacute;rtir] e de um salesiano Coadjutor\nconfere e conferir&aacute; um toque de plenitude &agrave; s&eacute;rie\nde modelos de espiritualidade salesiana que a Igreja declara\noficialmente como tais.<br><br>Apresento o\nespl&ecirc;ndido testemunho pessoal, repleto de profundidade\nespiritual e de f&eacute;, dado por Art&ecirc;mides Zatti em 1915 em\nViedma, por ocasi&atilde;o da inaugura&ccedil;&atilde;o do monumento\nf&uacute;nebre colocado sobre o t&uacute;mulo do P. Ev&aacute;sio\nGarrone (1861-1911), um salesiano mission&aacute;rio benem&eacute;rito\ne considerado por Art&ecirc;mides insigne benfeitor.<br><br>&laquo;Se\nestou bem e com sa&uacute;de e em situa&ccedil;&atilde;o de poder\nfazer algum bem a meu pr&oacute;ximo enfermo, devo-o ao P. Garrone,\nM&eacute;dico, que vendo minha sa&uacute;de piorar cada dia, pois eu\nestava tuberculoso com frequentes hemoptises, ele me disse\nterminantemente que, se eu n&atilde;o queria terminar meus dias como\ntantos outros, fizesse uma promessa a Maria Auxiliadora de ficar\nsempre a seu lado, ajudando-o a curar os enfermos, e ele, confiando\nem Maria, haveria de me curar. <b>ACREDITEI<\/b>, porque eu sabia por fama\nque Maria Auxiliadora o ajudava de forma vis&iacute;vel. <b>PROMETI<\/b>,\npois sempre foi meu desejo ser &uacute;til de alguma forma ao\npr&oacute;ximo. E, tendo Deus ouvido seu servo, <b>SAREI<\/b>. [Assinado]\nArt&ecirc;mides Zatti&raquo;.<br><br>Vemos que a\nvida salesiana de Art&ecirc;mides Zatti, segundo esse depoimento, se\nbaseia em tr&ecirc;s verbos que testemunham sua solidez generosa e\nconfiante. Para avaliar o dom da santidade deste grande salesiano\nCoadjutor, queremos meditar estes tr&ecirc;s verbos e seus\nextraordin&aacute;rios frutos de bem, para que toquem profundamente\nos anseios, os sonhos e os compromissos de nossa Congrega&ccedil;&atilde;o\ne de cada um de n&oacute;s, e promovam em todos uma renovada e\nfecunda fidelidade ao carisma de Dom Bosco. <b><br><br><br>Perfil de Art&ecirc;mides Zatti<\/b><sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote2anc\" href=\"#sdfootnote2sym\"><sup>2<\/sup><\/a><\/sup>\n<br><br>Art&ecirc;mides\nZatti nasceu em Boretto (Reggio Emilia) no dia 12 de outubro de 1880\nde Albina Vecchi e Lu&iacute;s Zatti. A fam&iacute;lia camponesa o\neduca para uma vida pobre e laboriosa, iluminada por uma f&eacute;\nsimples, sincera e robusta, que orienta e nutre a vida.<br><br>Com nove anos,\nArt&ecirc;mides, para contribuir com a economia familiar, trabalha\ncomo campon&ecirc;s para uma fam&iacute;lia bem colocada socialmente.<br><br>Em 1897 os\nZatti emigraram para a Argentina e se estabeleceram em Bah&iacute;a\nBlanca. Art&ecirc;mides chega a esta cidade com a idade de dezessete\nanos e, no &acirc;mbito familiar, aprende rapidamente a enfrentar as\npen&uacute;rias e responsabilidades do trabalho. Encontra trabalho\nnuma f&aacute;brica de ladrilhos e, ao mesmo tempo, cultiva e\namadurece uma profunda rela&ccedil;&atilde;o com Deus, sob a guia do\nsalesiano P. Carlos Cavalli, seu p&aacute;roco e diretor espiritual.\nArt&ecirc;mides encontra nele um verdadeiro amigo, um confessor s&aacute;bio\ne um aut&ecirc;ntico e experimentado diretor espiritual, que o educa\nno ritmo di&aacute;rio da ora&ccedil;&atilde;o e na vida sacramental\nsemanal. Com o P. Cavalli estabelece uma rela&ccedil;&atilde;o\nespiritual e de colabora&ccedil;&atilde;o.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote3anc\" href=\"#sdfootnote3sym\"><sup>3<\/sup><\/a><\/sup>\nNa biblioteca de seu p&aacute;roco teve a oportunidade de ler a\nbiografia de Dom Bosco e ficou fascinado. Foi\no verdadeiro in&iacute;cio de sua voca&ccedil;&atilde;o salesiana.<br><br>Em 1900, com\nvinte anos de idade, Art&ecirc;mides, convidado pelo P. Cavalli,\npediu para entrar para o aspirantado salesiano de Bernal, localidade\npr&oacute;xima de Buenos Aires.<br><br>Todavia, em\n1902, pouco antes de entrar para o noviciado, Art&ecirc;mides\ncontraiu a tuberculose. O P. Vecchi escreve em sua carta: &laquo;Convictos\nde sua responsabilidade, os superiores lhe confiaram a assist&ecirc;ncia\nde um sacerdote enfermo de tuberculose. Zatti desempenhou com\ngenerosidade o encargo, por&eacute;m, pouco depois acusou a mesma\nenfermidade&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote4anc\" href=\"#sdfootnote4sym\"><sup>4<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Gravemente\nenfermo, regressou a Bah&iacute;a Blanca e o P. Cavalli o enviou a\nViedma, recomendando-o aos cuidados do salesiano P. Ev&aacute;sio\nGarrone, que &ndash; gra&ccedil;as &agrave; sua grande experi&ecirc;ncia\n &ndash; era competente no exerc&iacute;cio da medicina e diretor do\nhospital S&atilde;o Jos&eacute; fundado por D. Cagliero.<br><br>Parece-me\nmuito significativo recordar que Art&ecirc;mides, em Viedma, se\nencontrou com Zeferino Namuncur&aacute; &ndash; hoje beato &ndash; \nvindo de Buenos Aires e que, como ele, sofria de tuberculose. Os\ndois, embora com idades diferentes, vivem uma rela&ccedil;&atilde;o\ncordial e amiga, at&eacute; que em 1904 Zeferino viaja para a It&aacute;lia\ncom D. Jo&atilde;o Cagliero.<br><br>Depois de dois\nanos de tratamento em Viedma com resultados insatisfat&oacute;rios, o\nP. Garrone convence Art&ecirc;mides a pedir a cura por intercess&atilde;o\nda Sant&iacute;ssima Virgem, prometendo dedicar toda a sua vida aos\nenfermos. Feito esse voto com f&eacute; viva, Art&ecirc;mides obt&eacute;m\na cura e, em 1906, come&ccedil;a o noviciado.<br><br>Por causa dos\nriscos associados a seu estado de sa&uacute;de anterior, Art&ecirc;mides\nteve que renunciar a sua inten&ccedil;&atilde;o de ser sacerdote e\nprofessar como Coadjutor entre os Salesianos de Dom Bosco, no dia 11\nde janeiro de 1908. Esse fato representou para Art&ecirc;mides um\ngrande crescimento na f&eacute;. De fato, ele n&atilde;o abandona o\ndesejo de ser salesiano sacerdote e continua pensando na voca&ccedil;&atilde;o\nsacerdotal na Congrega&ccedil;&atilde;o Salesiana, especialmente\nquando sua sa&uacute;de parecia melhorar. &Eacute; comovedor\nconstatar o apego inquebrant&aacute;vel &agrave; pr&oacute;pria\nvoca&ccedil;&atilde;o, manifestado inclusive quando a enfermidade\nparecia impedir absolutamente esse caminho.<br><br>Vejamos, por\nexemplo, o que ele escreve a seus familiares no dia 7 de agosto de\n1902:<br><br>&laquo;Fa&ccedil;o-lhes\nsaber que n&atilde;o era s&oacute; meu desejo, mas tamb&eacute;m o de\nmeus Superiores, de vestir a batina; no entanto, h&aacute; um artigo\nna Santa Regra que diz que n&atilde;o pode receber a batina algu&eacute;m\nque esteja sofrendo o menor problema de sa&uacute;de. De modo que, se\nDeus n&atilde;o me considerou digno da batina at&eacute; agora,\nconfio em suas ora&ccedil;&otilde;es para curar-me quanto antes e\ndesse modo satisfazer meus desejos&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote5anc\" href=\"#sdfootnote5sym\"><sup>5<\/sup><\/a><\/sup><br><br>No fim de\ntudo, por&eacute;m, dadas as circunst&acirc;ncias da enfermidade e\ntamb&eacute;m da idade (23-24 anos), os superiores prop&otilde;em a\nArt&ecirc;mides que fa&ccedil;a a profiss&atilde;o como salesiano\nCoadjutor. Mas n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas de que &laquo;era\na entrega total a Deus na vida salesiana o que Art&ecirc;mides\naspirava acima de tudo&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote6anc\" href=\"#sdfootnote6sym\"><sup>6<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Tamb&eacute;m\nneste ponto decisivo de sua vida Zatti percorre um caminho de\nmaturidade. Lemos novamente na carta do P. Vecchi: &laquo;Sacerdote?\nCoadjutor? Dizia ele mesmo a um seu irm&atilde;o: &quot;Pode-se\nservir a Deus tanto como sacerdote quanto como Coadjutor: diante de\nDeus uma coisa vale pela outra, contanto que seja vivida como uma\nvoca&ccedil;&atilde;o e com amor&quot;&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote7anc\" href=\"#sdfootnote7sym\"><sup>7<\/sup><\/a><\/sup><br><br>No dia 11 de\nfevereiro de 1911 fez seus votos perp&eacute;tuos e, no mesmo ano,\nap&oacute;s a morte do P. Garrone, assumiu, primeiro, como\nencarregado da farm&aacute;cia anexa ao hospital S&atilde;o Jos&eacute;\nde Viedma e, em seguida, &ndash; a partir de 1915 &ndash; como\nrespons&aacute;vel pelo pr&oacute;prio hospital. O hospital e a\nfarm&aacute;cia se converter&atilde;o no campo de trabalho de\nArt&ecirc;mides.<br><br>Assim, a\npartir de 1915, durante 25 anos, com grande empenho, sacrif&iacute;cio\ne profissionalismo, Art&ecirc;mides ser&aacute; a alma do hospital\nque, todavia, dever&aacute; ser demolido em 1941: os superiores\nsalesianos decidem usar o terreno ocupado at&eacute; ent&atilde;o\npela estrutura sanit&aacute;ria para a constru&ccedil;&atilde;o do\npal&aacute;cio episcopal. Art&ecirc;mides sofre intensamente diante\nda proposta de derrubar o hospital, mas com esp&iacute;rito de\nobedi&ecirc;ncia aceita a decis&atilde;o e transfere os doentes para\nas instala&ccedil;&otilde;es da Escola Agr&iacute;cola de Santo\nIsidoro, onde cria uma nova estrutura para atender e cuidar dos\nenfermos e pobres.<br><br>Depois de\nmuitos anos de intensa dedica&ccedil;&atilde;o, j&aacute; exonerado\ndas responsabilidades da administra&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria,\nem 1950, uma queda durante um trabalho de reparo do pr&eacute;dio, os\nexames cl&iacute;nicos detectaram um tumor no f&iacute;gado para o\nqual n&atilde;o havia cura. Ele acolhe e vive com consci&ecirc;ncia a\nevolu&ccedil;&atilde;o da enfermidade. De fato, ele mesmo redige para\no m&eacute;dico o certificado de sua pr&oacute;pria morte! Os\nsofrimentos n&atilde;o foram poucos, por&eacute;m, passou os &uacute;ltimos\nmeses esperando o momento final preparado para o encontro com o\nSenhor. Ele mesmo diz: &laquo;Faz cinquenta anos que vim para c&aacute;\npara morrer e cheguei at&eacute; este momento. Que mais posso ainda\ndesejar? Por outro lado, passei toda minha vida preparando-me para\neste momento&#8230;&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote8anc\" href=\"#sdfootnote8sym\"><sup>8<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Sua morte\nocorreu no dia 15 de mar&ccedil;o de 1951 e a difus&atilde;o da\nnot&iacute;cia mobilizou a popula&ccedil;&atilde;o de toda Viedma\npara uma homenagem de agradecimento a este salesiano que dedicou toda\nsua vida aos enfermos, especialmente aos mais pobres. De fato, &laquo;toda\nViedma se despediu do &quot;parente\nde todos os pobres&quot;,\ncomo o chamavam desde muito tempo; aquele que sempre estava\ndispon&iacute;vel para acolher os enfermos especiais e aos camponeses\nque chegavam do mais distante interior; aquele que podia entrar na\nmais duvidosa das casas a qualquer hora do dia ou da noite, sem que\nningu&eacute;m pudesse insinuar a m&iacute;nima suspeita a respeito\ndele; aquele que, apesar de estar sempre &quot;no vermelho&quot;,\ntinha mantido um relacionamento singular com as institui&ccedil;&otilde;es\nfinanceiras da cidade, sempre abertas &agrave; amizade e &agrave;\ncolabora&ccedil;&atilde;o generosa com o que compunham o corpo m&eacute;dico\nda pequena cidade&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote9anc\" href=\"#sdfootnote9sym\"><sup>9<\/sup><\/a><\/sup><br><br>O funeral, com\na impressionante aflu&ecirc;ncia de p&uacute;blico, confirmou a fama\nde santidade que rodeava Art&ecirc;mides Zatti, que levou &agrave;\nabertura do processo diocesano em Viedma (22 de mar&ccedil;o de\n1980). No dia 7 de julho de 1997 foi declarado vener&aacute;vel e em\n14 de abril de 2002 foi proclamado beato por S&atilde;o Jo&atilde;o\nPaulo II.<br><br><br><b>A pedagogia de Deus em seus santos<\/b><br><br>Para abordar a\nfigura de Art&ecirc;mides Zatti, &eacute; preciosa a guia de um\nprinc&iacute;pio teol&oacute;gico, denso de significado e repetido\npor Hans Urs von Balthasar.<br><br>&laquo;S&oacute;\na imagem [de Jesus] que o Esp&iacute;rito apresenta &agrave; Igreja\nfoi capaz, ao longo de mil&ecirc;nios de hist&oacute;ria, transformar\nos homens pecadores em santos. Precisamente sobre a base desse\ncrit&eacute;rio do poder de transforma&ccedil;&atilde;o se deveria\nmedir o valor de uma interpreta&ccedil;&atilde;o de Jesus que\npretenda transmitir-nos um conhecimento dEle&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote10anc\" href=\"#sdfootnote10sym\"><sup>10<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Com essas\npalavras, Balthasar sublinha uma evid&ecirc;ncia que sempre\nacompanhou a hist&oacute;ria da Igreja: a a&ccedil;&atilde;o do\nEsp&iacute;rito se manifesta como for&ccedil;a transformadora da vida\nhumana, dando testemunho da perene atualidade e vitalidade do\nEvangelho.<br><br>Dessa forma, a\nboa not&iacute;cia de Jesus continua vivendo e difundindo-se de\nacordo com a regra da encarna&ccedil;&atilde;o e, especialmente na\ncarne e na vida dos santos, por sua profunda ades&atilde;o ao\nEsp&iacute;rito, a P&aacute;scoa resplandece na atualidade hist&oacute;rica\ndo aqui\ne do agora\nsempre novos, onde amadurecem os prod&iacute;gios que confirmam a f&eacute;\nda Igreja.<br><br>Os santos s&atilde;o,\nportanto, realiza&ccedil;&otilde;es do Esp&iacute;rito que oferecem,\ncom a simplicidade de uma vida transfigurada, os lineamentos da\nimagem do Filho, doados pelo Pai &agrave; fadiga do mundo, na\natualidade de um tempo e na proximidade de lugares necessitados de\nsalva&ccedil;&atilde;o e de esperan&ccedil;a.<br><br>Se Deus guia\nsua Igreja atrav&eacute;s da vida obediente de seus filhos mais\nd&oacute;ceis e audazes, na hist&oacute;ria de cada um deles devem\nresplandecer, antes de tudo, reflexos do Evangelho que transformam\numa\nbiografia normal em hagiografia\ne a seguir se devem reconhecer as sementes pascais, capazes de\nsuscitar caminhos eclesiais renovados no povo de Deus.<br><br>Art&ecirc;mides\nZatti confirma esta regra da santidade: a hagiografia &eacute; a luz\ndo Esp&iacute;rito liberada pela simplicidade de sua biografia, t&atilde;o\nconvincente porque habitada em plenitude de humanidade, e t&atilde;o\nsurpreendente a ponto de tornar vis&iacute;vel &laquo;um novo c&eacute;u\ne uma nova terra&raquo; (Ap 21, 1); assim, as sementes pascais,\ndoadas pela vida deste salesiano Coadjutor ao campo do mundo,\ntransformaram lugares de sofrimento &ndash; os hospitais de S&atilde;o\nJos&eacute; e de Santo Isidoro &ndash; em viveiros da esperan&ccedil;a\ncrist&atilde;, extraordinariamente radiantes. &laquo;Trata-se de uma\npresen&ccedil;a no social, toda animada pela caridade de Cristo que o\nimpelia interiormente&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote11anc\" href=\"#sdfootnote11sym\"><sup>11<\/sup><\/a><\/sup><br><br>&Eacute;\nposs&iacute;vel, ent&atilde;o, meditar sobre o dom que o Esp&iacute;rito\nest&aacute; dando ao mundo, &agrave; Igreja, &agrave; Fam&iacute;lia\nSalesiana mediante a santidade de Zatti, detendo-nos primeiro na\nluminosidade de sua biografia &ndash; um Evangelho, plenamente\nencarnado, da voca&ccedil;&atilde;o, da confian&ccedil;a e da\ndedica&ccedil;&atilde;o &ndash; para considerar depois a for&ccedil;a\npascal de seu apostolado que, nos seus hospitais, edificou a Igreja\ndo cuidado, da proximidade, da salva&ccedil;&atilde;o, da\ncorreden&ccedil;&atilde;o, para nutrir a f&eacute; do povo de Deus.<br><br>Se quisermos\nexprimir de forma sint&eacute;tica o segredo que inspirou e guiou a\nvida, os passos, os compromissos, a alegria, as l&aacute;grimas&#8230; de\nArt&ecirc;mides Zatti, as palavras do P. Vecchi, neste sentido, s&atilde;o\nexaustivas: &laquo;No seguimento de Jesus, com Dom Bosco e como Dom\nBosco, em toda parte e sempre&raquo;.<sup>12<\/sup><br><br><br><b>1. UM HOMEM DO EVANGELHO<\/b><br><br><b>1.1 O\nEvangelho da voca&ccedil;&atilde;o: &laquo;Acreditei&raquo; <\/b><br><br>A hist&oacute;ria\nde Art&ecirc;mides Zatti impressiona em primeiro lugar pela sua\nparticularidade vocacional. Uma voca&ccedil;&atilde;o luminosa porque\npurificada por uma misteriosa pedagogia de Deus que se desdobra em\nsua vida atrav&eacute;s de media&ccedil;&otilde;es e situa&ccedil;&otilde;es\ndiferentes e comprometedoras. A vida crist&atilde; &eacute; o respiro\npartilhado da fam&iacute;lia de Art&ecirc;mides, que tudo v&ecirc; &agrave;\nluz do mist&eacute;rio de Deus; ser&aacute; sua segunda p&aacute;tria,\na Argentina, meta da imigra&ccedil;&atilde;o, a mostrar o\nenraizamento dos Zatti numa f&eacute; n&atilde;o comum. O Card.\nCagliero escreve:<br><br>&laquo;Nossos\ncompatriotas, inclusive os que prov&ecirc;m dos lugares mais\nreligiosos da It&aacute;lia, chegando aqui, parece que mudam de\nnatureza. O amor desmedido ao trabalho, a indiferen&ccedil;a\nreligiosa dominante nestes povoados, os frequent&iacute;ssimos\np&eacute;ssimos exemplos [&#8230;] operam uma incr&iacute;vel\ntransforma&ccedil;&atilde;o no esp&iacute;rito e no cora&ccedil;&atilde;o\ndos nossos bons camponeses e trabalhadores, que em troca de qualquer\nescudo que ganham, perdem a f&eacute;, a moralidade, a religi&atilde;o&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote12anc\" href=\"#sdfootnote12sym\"><sup>12<\/sup><\/a><\/sup><br><br>A fam&iacute;lia\nZatti n&atilde;o ceder&aacute; ao influxo do ambiente,\ndistinguindo-se pelo contr&aacute;rio por uma pr&aacute;tica\nreligiosa fervorosa, simples, corajosa, livre do respeito humano; e\nArt&ecirc;mides continuar&aacute; a nutrir na fam&iacute;lia uma\nintensa rela&ccedil;&atilde;o com Deus, feita de ora&ccedil;&atilde;o,\nlaboriosidade, retid&atilde;o, de modo que &laquo;tudo\nleva a crer [&hellip;] que a forma&ccedil;&atilde;o religiosa do\nServo de Deus recebida quando menino e na primeira juventude [&hellip;]\ndeve ter sido de tal modo privilegiada que explique as atitudes\nespirituais que ele conservou por toda a vida&raquo;.<sup>14<\/sup><br><br>A experi&ecirc;ncia\nde Art&ecirc;mides reflete o discernimento luminoso da &laquo;&quot;medida\nalta&quot; da vida crist&atilde; ordin&aacute;ria&raquo; (Novo\nMillennio ineunte,\n31), fruto de um exclusivo enraizamento em Deus, de uma f&eacute;\nvivida como obedi&ecirc;ncia corajosa e irradiante porque livre,\nalegre e fecunda.<br><br>Quando o\nsalesiano P. Cavalli, p&aacute;roco e guia de Art&ecirc;mides pelos\ncaminhos do Esp&iacute;rito, ir&aacute; incentivar sua orienta&ccedil;&atilde;o\ndefinitiva de vida, o discernimento ser&aacute; s&oacute;brio e\nl&iacute;mpido: constatar&aacute; que o chamado de se entregar a Deus\ntotalmente, como sacerdote, ressoa no cora&ccedil;&atilde;o daquele\njovem de forma &iacute;ntegra e pura, n&atilde;o contaminada pela\nbusca de si mesmo e do pr&oacute;prio interesse, mas acesa pelo\ndesejo de servir ao Evangelho do Reino.<br><br>Deus, diante\nda singular disponibilidade de Art&ecirc;mides a se entregar, n&atilde;o\nse limita a chamar, mas confirma o chamado mediante o sinal\nincontest&aacute;vel de sua presen&ccedil;a: a cruz do Filho. Assim,\no selo da predile&ccedil;&atilde;o de Deus se torna reconhec&iacute;vel\nno cora&ccedil;&atilde;o do discernimento vocacional deste jovem\ndesejoso de ser sacerdote: Art&ecirc;mides, acolhido em Bernal como\naspirante, &eacute; solicitado a cumprir uma tarefa arriscada, cuidar\nde um sacerdote doente de tuberculose &ndash; como recordamos acima.<br><br>O servi&ccedil;o\nsem maiores cuidados, levou Art&ecirc;mides a contrair por sua vez a\ndoen&ccedil;a que exigir&aacute; o sacrif&iacute;cio do sonho\nvocacional: Art&ecirc;mides ser&aacute; salesiano, n&atilde;o, por&eacute;m,\nsacerdote.<br><br>Aqui\nreconhecemos o poder do Evangelho acolhido sem condi&ccedil;&otilde;es\nna vida dos santos; uma presen&ccedil;a que suscita uma resposta\nvocacional pura porque guardada por um cora&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o\nsomente desapegado do mal &ndash; condi&ccedil;&atilde;o essencial\npara a escuta da voz de Deus &ndash; mas tamb&eacute;m capaz de\nliberdade a respeito do bem, condi&ccedil;&atilde;o essencial para\numa f&eacute; inquebrant&aacute;vel no Absoluto de Deus.<br><br>Caminhando na\nobscuridade luminosa da f&eacute;, Art&ecirc;mides sacrifica o desejo\nde servir &agrave; Igreja na forma ministerial do sacerd&oacute;cio,\nabra&ccedil;ando-lhe, por&eacute;m, a ess&ecirc;ncia, segundo Cristo,\n&laquo;que, movido pelo Esp&iacute;rito eterno, ofereceu a si mesmo\nsem mancha a Deus&raquo; (Hb 9,14).<br><br>As\ncaracter&iacute;sticas do Evangelho\nda voca&ccedil;&atilde;o\nreconhecem-se assim, indel&eacute;veis, na plenitude do sacrif&iacute;cio\nde si mesmo que sela o princ&iacute;pio da vida salesiana de Zatti\nmuito antes de coroar sua plenitude.<br><br>E a fidelidade\n&agrave; forma laical da vida salesiana, abra&ccedil;ada por puro\namor de Deus, ser&aacute; plena e convicta, longe de toda lamenta&ccedil;&atilde;o,\nvivida numa exist&ecirc;ncia convincente e feliz.<br><br>Este &eacute;\no Evangelho\nda voca&ccedil;&atilde;o,\na boa not&iacute;cia do chamado de Deus reservada singularmente a\ncada um de seus filhos, chamado do qual somente Deus conhece o\nalcance, as raz&otilde;es, a destina&ccedil;&atilde;o, o\ndesenvolvimento concreto. Chamado que se torna percept&iacute;vel\nsomente na correspond&ecirc;ncia pura do amor que, por sua vez &laquo;quer\ndesfazer-se do advers&aacute;rio mais perigoso: a pr&oacute;pria\nliberdade de op&ccedil;&atilde;o. Todo verdadeiro amor, por isso,\nassume a forma interior do voto: liga-se ao amado, por causa <sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote13anc\" href=\"#sdfootnote13sym\"><sup>13<\/sup><\/a><\/sup>do\namor e no esp&iacute;rito do amor&raquo;<a href=\"https:\/\/www.sdb.org\/pt\/Reitor_Mor\/Documenti\/Documenti_Generici\/#_ftn15\">.<\/a><a href=\"https:\/\/www.sdb.org\/pt\/Reitor_Mor\/Documenti\/Documenti_Generici\/#_ftn15\">[15]<\/a><a href=\"https:\/\/www.sdb.org\/pt\/Reitor_Mor\/Documenti\/Documenti_Generici\/#_ftn15\">.<\/a><br><br>O Evangelho\nda voca&ccedil;&atilde;o\nna santidade de Art&ecirc;mides &eacute; o evangelho da pura f&eacute;:\na boa not&iacute;cia do respiro sadio do cora&ccedil;&atilde;o que\nsaboreia a liberdade na obedi&ecirc;ncia ao plano de Deus, guarda do\nmist&eacute;rio de toda vida chamada a ser ramo fecundo da verdadeira\nVide, confiada &agrave; sabedoria do &laquo;Agricultor&raquo; (Jo\n15,1).<br><br>Lida com as\n&quot;categorias&quot; do nosso tempo, a santidade de Art&ecirc;mides\nZatti desafia o &quot;medo vocacional&quot;, medo que oprime o\ncora&ccedil;&atilde;o na desconfian&ccedil;a perante o mist&eacute;rio\nde Deus. O Evangelho\nda voca&ccedil;&atilde;o\nanunciado pela vida deste santo salesiano Coadjutor mostra que\nsomente correspondendo ao sonho de Deus &eacute; poss&iacute;vel, em\nqualquer idade e situa&ccedil;&atilde;o, vencer a paralisia do eu,\nmediante a pobreza de seu olhar e de suas medidas, com a ang&uacute;stia\nde sua incerteza e de seu temor.<br><br>Quando o P.\nGarrone &ndash; ele mesmo salesiano de virtude eminente, al&eacute;m\nde grande competente em medicina, compet&ecirc;ncia, adquirida por\nmeio do servi&ccedil;o generoso aos doentes &ndash; exorta Art&ecirc;mides,\nenfermo de tuberculose, a pedir a gra&ccedil;a da cura por\nintercess&atilde;o da Virgem Maria, com o voto de se dedicar por toda\nsua vida aos enfermos, a f&eacute; de Zatti d&aacute; boa prova de\nsi: simples, desinteressada, sem reservas, encerrada numa palavra:\n&laquo;Acreditei!&raquo;.<br><br>&laquo;Acreditei&raquo;,\nou quando &eacute; suficiente uma palavra para exprimir a f&eacute;,\nporque a f&eacute; &eacute; pura; somente essa f&eacute; &eacute;\nvocacionalmente generosa, pela leveza de sua pureza que &laquo;d&aacute;\nasas ao cora&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o cadeias aos p&eacute;s&raquo;.<br><br>A santidade de\nArt&ecirc;mides Zatti atinge nossos caminhos vocacionais, &agrave;s\nvezes cansados e pesados, com a for&ccedil;a explosiva de um\n&laquo;acreditei&raquo; que jamais falhou: o presente da f&eacute;\nque se dilata ao longo da vida e torna a pessoa cred&iacute;vel. Sua\nf&eacute; foi uma cont&iacute;nua uni&atilde;o com Deus. Nos\ndepoimentos recolhidos, assim se expressou D. M. P&eacute;rez:<br><br>&laquo;A\nimpress&atilde;o que eu recebi foi a de um homem muito unido ao\nSenhor. A ora&ccedil;&atilde;o era como o respiro de sua alma, todo\nseu comportamento demonstrava que vivia plenamente o primeiro\nmandamento de Deus: amava-o com todo seu cora&ccedil;&atilde;o, com\ntoda sua mente e com toda sua alma&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote14anc\" href=\"#sdfootnote14sym\"><sup>14<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Somos chamados\na valorizar o testemunho de Art&ecirc;mides, para renovar o ardor de\nnossa pastoral vocacional e oferecer aos jovens o exemplo de uma vida\nque a solidez da f&eacute; torna plena, simples, corajosa, pelo poder\ndo Esp&iacute;rito e pela docilidade ao chamado.<br><br><br><b>1.2 O Evangelho da confian&ccedil;a: &laquo;Prometi&raquo;<\/b><br><br>O Evangelho\nda voca&ccedil;&atilde;o,\ndo qual Zatti &eacute; testemunha, anima um segundo verbo de\nimport&acirc;ncia fundamental: prometer.<br><br>Hoje sentimos\ncom frequ&ecirc;ncia a fragilidade das promessas humanas, receamos a\nfalta de confiabilidade, constatamos a incapacidade de tais promessas\nserem definitivas: daqui os invernos vocacionais atingem a fam&iacute;lia,\na Congrega&ccedil;&atilde;o em muitas partes do mundo, a Igreja, e\nque tornam urgente o an&uacute;ncio do Evangelho do chamado de Deus e\nda resposta de quem cr&ecirc;.<br><br>Von Balthasar,\nrefletindo sobre a ess&ecirc;ncia da voca&ccedil;&atilde;o, fruto de\numa f&eacute; aut&ecirc;ntica, escreve:<br><br>&laquo;N&atilde;o\nh&aacute; nenhum caminho para o amor sem pelo menos um ind&iacute;cio\nde um gesto\nde entrega.\n[&#8230;] [O amor] quer definitivamente dar-se, entregar-se, confiar-se,\nencerrar-se. Quer depositar no amado, uma vez por todas, sua\nliberdade de movimento, para oferecer-lhe um penhor de seu amor. Logo\nque o amor desperta verdadeiramente para a vida, o momento temporal\nquer\nser superado por uma forma de eternidade.\nAmor por certo tempo, amor descont&iacute;nuo nunca &eacute;\nverdadeiro amor&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote15anc\" href=\"#sdfootnote15sym\"><sup>15<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Art&ecirc;mides\nZatti, embora jovem de idade e precisamente num grande momento de\nprova&ccedil;&atilde;o, sente o chamado &agrave; plenitude da entrega\nde si mesmo numa promessa irrevog&aacute;vel e radical; quando em\nidade madura, testemunhando sua gratid&atilde;o ao P. Ev&aacute;sio\nGarrone, seu benfeitor, recorda os prim&oacute;rdios do pr&oacute;prio\ncaminho de consagra&ccedil;&atilde;o; ent&atilde;o ele pode ser\nconciso em apresentar o cora&ccedil;&atilde;o de sua ades&atilde;o\njuvenil ao chamado do Senhor: &laquo;Acreditei, prometi&raquo;.<br><br>O &quot;prometi&quot;\nde Art&ecirc;mides segue seu &quot;acreditei&quot;, mas tamb&eacute;m\nplasma sua radicalidade e sua qualidade humana e crist&atilde;.\nArt&ecirc;mides cr&ecirc; porque promete e n&atilde;o s&oacute;\npromete porque cr&ecirc;: nele vemos realizada a regra da f&eacute;\nque, se n&atilde;o pode contar com a disponibilidade da promessa, da\nentrega de si, decai para um tipo de interesse espiritual, de\nprevid&ecirc;ncia e de contrato religioso.<br><br>Zatti n&atilde;o\nespera garantias para dedicar arriscadamente sua vida, n&atilde;o\npede para cobrar o direito ao &quot;c&ecirc;ntuplo nesta vida&quot;\ncomo condi&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via para lan&ccedil;ar as\nredes; antes, &laquo;ofereceu-se com pronta disponibilidade para\nassistir a um sacerdote enfermo de tuberculose e contraiu ele tamb&eacute;m\no mesmo mal: n&atilde;o disse uma palavra de queixa, aceitou a doen&ccedil;a\ncomo dom de Deus e suportou com fortaleza e serenidade suas\nconsequ&ecirc;ncias&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote16anc\" href=\"#sdfootnote16sym\"><sup>16<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Assim, a\ngenerosidade de Art&ecirc;mides &eacute; recompensada ainda antes da\nprofiss&atilde;o religiosa, e o pre&ccedil;o &eacute; elevado: uma\nenfermidade debilitante, um sonho vocacional naufragado, um\nsofrimento agudo e &ndash; mais do que tudo &ndash; uma total\nincerteza. Mas a encruzilhada da f&eacute; e a promessa do Evangelho\nda voca&ccedil;&atilde;o\nrealiza nessa vida, desde a juventude, prod&iacute;gios de santidade.<br><br>A promessa de\nArt&ecirc;mides &eacute; pura, desinteressada, como sua f&eacute; e\nfaz brilhar a integridade do abandono ao plano de Deus e a\ngenerosidade do dom e da entrega de si que mostram aut&ecirc;ntica\nespessura teologal: Art&ecirc;mides faz sua a vida do Filho obediente\nque se entrega totalmente ao que o amor do Pai decidir e determinar\npara a salva&ccedil;&atilde;o do mundo.  O alfabeto vocacional de\nZatti &eacute; t&atilde;o profundo quanto simples e claro:<br><br>&laquo;Acreditei,\nprometi. Ele cr&ecirc; e promete com radicalidade evang&eacute;lica\nporque j&aacute; assumiu a Paix&atilde;o do Senhor como regra de sua\nf&eacute; e de sua doa&ccedil;&atilde;o, como n&atilde;o se cansa de\nrepetir em suas cartas aos familiares: &quot;Nossas alegrias s&atilde;o\nas cruzes, nosso conforto &eacute; o sofrimento, nossa vida s&atilde;o\nas l&aacute;grimas, mas tendo sempre ao lado, como querida e\ninsepar&aacute;vel companheira, a esperan&ccedil;a de alcan&ccedil;ar\no belo para&iacute;so, quando terminar nossa peregrina&ccedil;&atilde;o\nsobre a terra&quot;&raquo;.<sup>19<\/sup><br><br>A cruz &eacute;\na regra da f&eacute; e ensina como o crer crist&atilde;o n&atilde;o\nconsiste simplesmente em conhecer alguma coisa, mas em entregar-se a\nAlgu&eacute;m, n&atilde;o prometendo alguma coisa, mas entregando-nos\na n&oacute;s mesmos. Formado pela cruz, Art&ecirc;mides, antes ainda\nde empreender o caminho da vida religiosa, n&atilde;o\npromete alguma coisa, mas promete a si mesmo, n&atilde;o faz votos,\nvota a si mesmo,\ne desse modo reproduz a fisionomia do Filho que &laquo;entrando no\nmundo, [&hellip;] diz: Tu n&atilde;o quiseste v&iacute;timas nem\nsacrif&iacute;cios, mas me preparaste um corpo. N&atilde;o te\nagradaram holocaustos ou sacrif&iacute;cios pelos pecados. Ent&atilde;o\neu disse: &quot;Eis que eu venho &ndash; pois assim est&aacute;\nescrito no livro &ndash; para fazer, &oacute; Deus, a tua vontade&quot;&raquo;\n(Hb 10, 5-7).<br><br>Sempre na\nescola do Senhor Jesus, Art&ecirc;mides aprende que a radicalidade da\npromessa de si mesmo corresponde &agrave; aud&aacute;cia crescente da\nf&eacute;. Quem se d&aacute; completamente a Deus pode abandonar-se &agrave;\ncerteza de receber tudo da parte dEle, e Art&ecirc;mides n&atilde;o\nse cansa de record&aacute;-lo em suas cartas:<br><br>&laquo;Recomendo\nque n&atilde;o tenhais medo ou vergonha de pedir gra&ccedil;as. Pedi\ne recebereis; quanto mais pedirdes, mais recebereis; pois quem muito\npede, muito recebe; e quem pouco pede, pouco recebe; e quem nada\npede, nada recebe. [&#8230;] Eu n&atilde;o ficarei a elencar as gra&ccedil;as\nque deveis pedir; v&oacute;s sabeis muito bem. S&oacute; quero\ncolocar diante de seus olhos uma delas: a de que todos n&oacute;s\npossamos amar e servir a Deus neste mundo e depois poder ser felizes\ncom Ele no outro&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote17anc\" href=\"#sdfootnote17sym\"><sup>17<\/sup><\/a><\/sup><br><br><br><b>1.3 O\nEvangelho da doa&ccedil;&atilde;o: &laquo;Sarei&raquo;<\/b><br><br>&laquo;Sarei&raquo;\n&eacute; o verbo com que Zatti sela o acontecimento que o introduz na\nvida salesiana.<br><br>O que\nsignifica &laquo;Sarei&raquo;?\nCertamente a tuberculose que lhe minara a sa&uacute;de foi superada\npor Art&ecirc;mides, inclusive de uma forma que surpreendeu os\nm&eacute;dicos:<br><br>&laquo;No\nprocesso de Viedma o Tribunal perguntou se a cura foi milagrosa. Pelo\nque nos &eacute; dado saber, s&oacute; faltou a instantaneidade para\nqualific&aacute;-la como milagrosa, mas, pelo que dizem os m&eacute;dicos\n[&#8230;] que conheceram muito bem Zatti at&eacute; &agrave; morte, foi\nextraordin&aacute;ria pela aus&ecirc;ncia e pouca efic&aacute;cia dos\ncuidados de ent&atilde;o, pela continuidade da cura e pela mais do\nque normal robustez f&iacute;sica de que sempre gozou o Servo de\nDeus, apesar de sua vida de pen&uacute;rias. A interven&ccedil;&atilde;o\nde Nossa Senhora parece ineg&aacute;vel, quer seja milagre, quer seja\numa gra&ccedil;a extraordin&aacute;ria&raquo;.<sup>21<\/sup><br><br>Seja como for,\no dedo de Deus agiu segundo seu estilo inconfund&iacute;vel: n&atilde;o\nextirpou o mal ao reconduzir a vida de Art&ecirc;mides &agrave;s\ncondi&ccedil;&otilde;es anteriores &agrave; doen&ccedil;a, e tamb&eacute;m\nn&atilde;o desfez o t&iacute;pico mist&eacute;rio de todo plano\ndivino e de cada exist&ecirc;ncia humana. Assim, como j&aacute;\nobservamos,<br><br>&laquo;os\nsuperiores, embora constatando melhoras na sa&uacute;de do Servo de\nDeus, n&atilde;o devem ter ficado plenamente persuadidos a respeito\nde suas futuras possibilidades. A tuberculose, naqueles tempos, nunca\ndava garantia plena de cura ou de cura definitiva; o curr&iacute;culo\nde estudos que o Servo de Deus deveria enfrentar na sua idade (23-24\nanos) era ainda longo e, sem d&uacute;vida, n&atilde;o apropriado\npara um tuberculoso; por sua vez, ele j&aacute; tinha come&ccedil;ado\na trabalhar, e tudo leva a crer que sempre com sucesso e rec&iacute;proca\nsatisfa&ccedil;&atilde;o. Os superiores, dadas todas essas\ncircunst&acirc;ncias, tiveram que propor ao Servo de Deus &ndash; \nque, por tudo o que consta de seus escritos, certamente tinha\ndecidido deixar o mundo e consagrar-se a Deus &ndash; fazer-se\nreligioso salesiano, mas como Coadjutor (irm&atilde;o leigo): a\nsolu&ccedil;&atilde;o parecia ser a mais prudente em vista de sua\nsa&uacute;de ainda incerta: um trabalho material exigiria menos\nesfor&ccedil;os do que os de um longo per&iacute;odo de estudos\ns&eacute;rios&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote18anc\" href=\"#sdfootnote18sym\"><sup>18<\/sup><\/a><\/sup><br><br>O mist&eacute;rio\nde Deus tornou-se ainda mais espesso com a cura, e &agrave; f&eacute;\nde Art&ecirc;mides foi solicitada uma purifica&ccedil;&atilde;o\ntalvez mais severa da imposta pela perda da sa&uacute;de: o\nsacrif&iacute;cio da orienta&ccedil;&atilde;o vocacional. Assim,\nArt&ecirc;mides &eacute; levado a aprofundar o caminho do\nesvaziamento que Deus lhe pede: a liberta&ccedil;&atilde;o da\nenfermidade n&atilde;o &eacute; mais do que a reconquista de for&ccedil;as,\nque permite a um jovem empreendedor &laquo;recuperar a vida&raquo;. A\ncura, a seu modo, &eacute; o deserto de uma nova pobreza, para que a\nvida de Art&ecirc;mides seja um espa&ccedil;o livre para Deus, na\nradicalidade de um novo abandono.<br><br>Deus cura\nArt&ecirc;mides da tuberculose para renovar nele o prod&iacute;gio de\nsalv&aacute;-lo do apego a si mesmo, do afastamento inclusive dos\npr&oacute;prios projetos de fazer o bem:<br><br>&laquo;Deve-se\ncrer que abandonar a aspira&ccedil;&atilde;o ao sacerd&oacute;cio\ntenha sido para o Servo de Deus um grande sofrimento espiritual, tal\nera o el&atilde; e o esp&iacute;rito de sacrif&iacute;cio com que\ntinha iniciado o caminho para essa meta. &Eacute; maravilhoso, por&eacute;m,\ne sinal de extraordin&aacute;ria for&ccedil;a espiritual, o fato de\nque jamais se encontra uma palavra de queixa ou mesmo de desgosto ou\nde saudades [&#8230;] em rela&ccedil;&atilde;o a toda essa reviravolta na\nperspectiva de sua vida&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote19anc\" href=\"#sdfootnote19sym\"><sup>19<\/sup><\/a><\/sup><br><br>&laquo;Sarei&raquo;\n&eacute;, ent&atilde;o, a voz da coer&ecirc;ncia do alfabeto\nvocacional de Zatti. Quando Deus chama e sua criatura responde, o\nEsp&iacute;rito n&atilde;o se limita a sanar a precariedade humana,\nmas realiza o sonho de Deus: &laquo;Eis que eu fa&ccedil;o novas\ntodas as coisas&raquo; (Ap 21,5). Assim, se a enfermidade inclina o\ncora&ccedil;&atilde;o humano a dobrar-se sobre si mesmo, o &quot;crer&quot;\ne o &quot;prometer&quot; de Art&ecirc;mides, alimentados pelo amor ao\nSenhor Jesus e &agrave; Cruz, produzem verdadeira sa&uacute;de: um\nmaior esquecimento de si e condescend&ecirc;ncia incondicionada a\nDeus, que o leva a ser o humilde ap&oacute;stolo dos mais pobres, dos\ndoentes e, entre estes, a tornar-se o ap&oacute;stolo dos casos mais\nespeciais, quer dizer, dos abandonados e dos descartados deste mundo.<br><br>Art&ecirc;mides,\nrenascido para uma pobreza maior, entrega-se por completo, em plena e\noperosa confian&ccedil;a no plano do Pai: &laquo;Ex\nauditu\nposso dizer que [na vida do Servo de Deus] houve uma vontade geral de\nque Deus fosse glorificado. Por tudo o que conheci a seu respeito,\nposso assegurar que vivia para a gl&oacute;ria de Deus&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote20anc\" href=\"#sdfootnote20sym\"><sup>20<\/sup><\/a><\/sup><br><br>A subordina&ccedil;&atilde;o\nde tudo &agrave; gl&oacute;ria de Deus e o sacrif&iacute;cio dos\npr&oacute;prios pontos de vista &ndash; incluindo os projetos de\nfazer o bem &ndash; a fim de atender &agrave; sabedoria de Deus, que\n&eacute; a &uacute;nica que realiza a plenitude do Amor, ser&atilde;o\nessenciais, n&atilde;o somente para a experi&ecirc;ncia espiritual\ndeste salesiano extraordin&aacute;rio, mas tamb&eacute;m para a\npedagogia da dor que ele dever&aacute; praticar pela especificidade\nde sua miss&atilde;o.<br><br>No &laquo;Sarei&raquo;\nde Zatti se realiza, n&atilde;o somente uma gra&ccedil;a, mas uma\nescola, ambas plasmadas pelo dedo de Deus para o bem dos irm&atilde;os:\nlivre da doen&ccedil;a, Art&ecirc;mides servir&aacute; aos doentes\ndurante uma vida inteira, depois de ter passado ele mesmo por uma\nverdadeira\ncura que\no far&aacute; verdadeiro\nm&eacute;dico\ndas criaturas sobre as quais haver&aacute; de se inclinar.<br><br>&laquo;Fazia\ncom frequ&ecirc;ncia o Sinal da Santa Cruz e levava os enfermos a\nfaz&ecirc;-lo, gostava de ensin&aacute;-lo &agrave;s crian&ccedil;as.\nNele a f&eacute; e os rem&eacute;dios formavam uma simbiose: sem a f&eacute;\nn&atilde;o curava, como tamb&eacute;m n&atilde;o sem rem&eacute;dios.\nIgualmente n&atilde;o via uma dicotomia entre a alma e o corpo: era\numa coisa s&oacute;, o homem, e ele curava este homem: corpo e\nalma&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote21anc\" href=\"#sdfootnote21sym\"><sup>21<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Somente por\nser conduzido pela m&atilde;o de Deus a viver a cura, bem como a\nmorrer para si mesmo, Art&ecirc;mides poder&aacute; tornar-se pr&oacute;ximo\ndos enfermos com o rem&eacute;dio do Amor Encarnado e Crucificado,\ndifundindo conforto, luz e esperan&ccedil;a.<br><br><br><b>2. UMA TESTEMUNHA DA P&Aacute;SCOA<\/b><br><br>Se na vida de\nZatti &ndash; pelo modo com que alcan&ccedil;ado pelo chamado de Deus\n &ndash; brilha de forma original e atual&iacute;ssima o Evangelho\nda voca&ccedil;&atilde;o,\nsua semeadura apost&oacute;lica se realiza como arte do cuidado na\nluz da P&aacute;scoa.<br><br>A coer&ecirc;ncia\npascal &eacute; a regra de fidelidade de todo apostolado crist&atilde;o:\nnos santos, a pr&aacute;tica dessa regra alcan&ccedil;a o fulgor,\nintroduzindo a vida de Deus dentro das fadigas dos homens, da\nhist&oacute;ria, do mundo, edificando assim a Igreja.<br><br>Art&ecirc;mides\npraticou com paix&atilde;o pascal a fadiga do sofrimento humano e\nassim edificou a Igreja como verdadeiro hospital de campanha (como\ncontinuamente repete o Papa Francisco), precisamente transformando\ndois hospitais que surgiram &laquo;l&aacute; no fim do mundo&raquo;\nem c&eacute;lulas vivas da Igreja.<br><br>Entre o fim de\n1800 e os primeiros dec&ecirc;nios de 1900, os hospitais de S&atilde;o\nJos&eacute;, antes, e o de Santo Isidoro, depois, foram um recurso\nsanit&aacute;rio precioso e &uacute;nico para a cura particularmente\ndos pobres de Viedma e da regi&atilde;o do Rio Negro: o hero&iacute;smo\nde Zatti transformou-os em lugares de irradia&ccedil;&atilde;o do\namor de Deus, onde o cuidado da sa&uacute;de se torna experi&ecirc;ncia\nde salva&ccedil;&atilde;o.<br><br>Art&ecirc;mides\npraticou em sua vida a par&aacute;bola\ndo Bom Samaritano.\nO Samaritano &eacute; Cristo, o Deus pr&oacute;ximo de n&oacute;s (no\nseu Filho Amado), que n&atilde;o conhece a indiferen&ccedil;a e o\ndesprezo, pelo contr&aacute;rio, que se oferece a si mesmo de antem&atilde;o\npara curar at&eacute; o &uacute;ltimo de seus filhos e filhas, por\nmeio da proximidade do amor, para que o mal da hist&oacute;ria n&atilde;o\ncondene nenhum destes pequenos a perecer fora de Jerusal&eacute;m.<br><br>Eis o milagre\nde Deus: naquele peda&ccedil;o de terra patag&ocirc;nica, onde\ntranscorre a vida de Zatti, come&ccedil;ou a viver uma p&aacute;gina\ndo Evangelho. O Bom Samaritano encontrou rosto, m&atilde;os e paix&atilde;o,\nantes de tudo, em favor dos pequenos, dos pobres, dos pecadores, dos\n&uacute;ltimos. Assim, um hospital se tornou o Albergue do Pai, o\nsinal de uma Igreja que quis ser rica de dons de humanidade e de\nGra&ccedil;a, mediante a doa&ccedil;&atilde;o, o servi&ccedil;o e a\nfidelidade ao mandamento do amor de Deus e do irm&atilde;o.<br><br>S&atilde;o\nnumerosas as testemunhas que permitem contemplar a experi&ecirc;ncia\nde Igreja que tomou forma naquele hospital de campanha vivificado\npelo cora&ccedil;&atilde;o inflamado de Art&ecirc;mides: dando-lhes\nnovamente a palavra, emerge novamente o fasc&iacute;nio de Art&ecirc;mides\npreocupado em curar todos que lhe eram confiados, seja mediante os\nrem&eacute;dios da arte m&eacute;dica, seja mediante sua presen&ccedil;a,\nsimpatia, ora&ccedil;&atilde;o por todos e com todos, e mediante a\nexpress&atilde;o de f&eacute; de todos os dias deste humilde\nsalesiano. Tudo isto certamente mostrou-se mais eficaz do que muitos\nrem&eacute;dios.<br><br><br><b>2.1. Cuidado pascal e servi&ccedil;o (diakonia) da vida ferida<\/b><br><br>Onde h&aacute;\nsantidade ali a Igreja cresce, e onde se edifica a Igreja, ali h&aacute;\nsantidade. Quem se encontrou com Zatti, quem foi acolhido no seu\nhospital, fez experi&ecirc;ncia de fraternidade e nessa fraternidade,\nexperi&ecirc;ncia de Igreja.<br><br>Art&ecirc;mides\nviveu com radicalidade evang&eacute;lica a certeza de que o servi&ccedil;o,\nque foi sua caracter&iacute;stica vocacional &ndash; a diakonia\n &ndash; torna cred&iacute;vel, reconhec&iacute;vel, am&aacute;vel, o\nsemblante da Igreja. A porta do servi&ccedil;o fraterno atrai o\ncora&ccedil;&atilde;o humano, especialmente quando &eacute; provado\npela vida e pelo sofrimento, e abre &agrave; experi&ecirc;ncia do\nencontro com Jesus, o verdadeiro Bom Samaritano: Zatti fez tudo o que\npodia para viver como um bom samaritano.<br><br>&laquo;O\nhospital e as casas dos pobres, visitados de noite e de dia, sempre\nde bicicleta, j&aacute; considerada um elemento hist&oacute;rico da\ncidade de Viedma, foram a fronteira da sua miss&atilde;o. Viveu a\ndoa&ccedil;&atilde;o total de si a Deus e a consagra&ccedil;&atilde;o\nde todas as suas for&ccedil;as para o bem do pr&oacute;ximo&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote22anc\" href=\"#sdfootnote22sym\"><sup>22<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Art&ecirc;mides\n&eacute; testemunha de servi&ccedil;o, e assim como Jesus entregou a\nsi mesmo at&eacute; o fim, Zatti, seguindo os passos de seu Senhor,\nfez at&eacute; o hero&iacute;smo uma doa&ccedil;&atilde;o de si e uma\ndiakonia\nplenamente crist&atilde;s. Merecem ser sublinhadas, mediante as\npalavras un&acirc;nimes das testemunhas, as caracter&iacute;sticas\nextraordin&aacute;rias da diakonia\nevang&eacute;lica de Art&ecirc;mides: a universalidade da dedica&ccedil;&atilde;o,\na totalidade do dom de si, a generosidade que nasceu da proximidade\ncom Deus, em obedi&ecirc;ncia a Ele, realizada nEle e por Ele.<br><br>Que o servi&ccedil;o\nde Zatti n&atilde;o conhecesse particularismos e n&atilde;o desse\nprefer&ecirc;ncias a pessoa est&aacute; diante dos olhos de todos que\no conheceram:<br><br>&laquo;Sei\nque visitava a penitenci&aacute;ria para cuidar de doentes. Com os\nincr&eacute;dulos e os inimigos da Igreja era sempre dispon&iacute;vel\ne am&aacute;vel. Recordo a frase de um m&eacute;dico que, comentando\no t&iacute;tulo do livro do P. Raul Entraigas &quot;O parente de\ntodos os pobres&quot;, dizia que deveria ter corrigido o t&iacute;tulo\npara &quot;o parente de todos&quot;, pela equidade com que ele n&atilde;o\nfazia a m&iacute;nima distin&ccedil;&atilde;o entre quem o\nprocurava&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote23anc\" href=\"#sdfootnote23sym\"><sup>23<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Se no servi&ccedil;o\ne na doa&ccedil;&atilde;o de si mesmo por parte de Zatti havia uma\nprefer&ecirc;ncia por algu&eacute;m, era a prefer&ecirc;ncia ensinada\npelo Bom Pastor, sens&iacute;vel particularmente com a sorte das\novelhas mais feridas e perdidas:<br><br>&laquo;Uma\ndas predile&ccedil;&otilde;es [de Art&ecirc;mides] era sua total\ndoa&ccedil;&atilde;o a Deus nessas pessoas humildes, indefesas ou com\nenfermidades repugnantes, a tal ponto que quando algu&eacute;m queria\nmand&aacute;-las para algum outro hospital porque havia muitos anos\nque estavam no Hospital S&atilde;o Jos&eacute;, ele respondia que n&atilde;o\nse devem abandonar esses verdadeiros para-raios\ndo Hospital&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote24anc\" href=\"#sdfootnote24sym\"><sup>24<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Zatti servia\ndoando-se por inteiro, consumando-se numa generosidade sem medidas,\nnas formas mais diversificadas de uma atividade febril, com o &uacute;nico\nobjetivo de corresponder &agrave;s solicita&ccedil;&otilde;es de\ntodos:<br><br>&laquo;Como\nera conhecida sua bondade e boa vontade em servir aos outros, todos\nrecorriam a ele para qualquer tipo de necessidade. [&#8230;] Os diretores\ndas casas salesianas da inspetoria lhe escreviam para ter conselhos\nm&eacute;dicos, enviavam-lhe coirm&atilde;os para cuidar, confiavam a\nseu hospital pessoas de servi&ccedil;o j&aacute; incapacitadas. As\nFilhas de Maria Auxiliadora n&atilde;o ficavam atr&aacute;s dos\nsalesianos em pedir favores. Os emigrantes italianos solicitavam-lhe\najuda para que escrevesse para a It&aacute;lia, que encaminhasse\npr&aacute;ticas. Os que tinham sido curados no hospital,\nenviavam-lhe, como forma de agradecimento, parentes e amigos para\nassistir, por causa do apre&ccedil;o que tinham por seus cuidados. As\nautoridades civis com frequ&ecirc;ncia deviam providenciar solu&ccedil;&otilde;es\npara pessoas incapacitadas para o trabalho e recorriam a Art&ecirc;mides.\nOs presos e outras pessoas, vendo sua boa rela&ccedil;&atilde;o com\nas autoridades, se recomendavam a ele para que pedisse clem&ecirc;ncia\nem seu favor ou fizesse encaminhar a solu&ccedil;&atilde;o de seus\nproblemas&raquo;.<sup>29<\/sup><br><br>O servi&ccedil;o\nde Zatti era cont&iacute;nuo, com total esquecimento de si mesmo.\nPrecisamente por isso, n&atilde;o afetado por suscetibilidades,\ningratid&otilde;es, faltas de correspond&ecirc;ncia ou solicita&ccedil;&otilde;es\nprementes:<br><br>&laquo;No\nServo de Deus a preocupa&ccedil;&atilde;o pelo pr&oacute;ximo era\nextraordin&aacute;ria no trabalho di&aacute;rio; da manh&atilde; &agrave;\nnoite ele vivia para seus queridos enfermos.<br><br>Essas\ncircunst&acirc;ncias se multiplicavam &agrave; noite, quando,\nindependentemente da hora em que fosse chamado, ele acorria\nrapidamente. [&hellip;]. Sei que com frequ&ecirc;ncia sofreu por\ncausa de pretens&otilde;es excessivas de alguns enfermos, exig&ecirc;ncias\ndemasiadas, caprichos, como no caso [&#8230;] de pacientes com\nenfermidades mentais. O Servo de Deus nunca perdia a paci&ecirc;ncia.\nRecordo t&ecirc;-lo visto em diversas oportunidades sair de casa\ndurante mau tempo, frio e chuva, com seu ve&iacute;culo, a bicicleta,\nque n&atilde;o era do &uacute;ltimo modelo, para atender enfermos\nentre o povo, indo por caminhos muito pouco transit&aacute;veis&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote25anc\" href=\"#sdfootnote25sym\"><sup>25<\/sup><\/a><\/sup><br><br>O que em\nArt&ecirc;mides marcou profundamente sua diakonia,\nseu servi&ccedil;o a todos, era que tudo ele fazia na companhia do\nSenhor. Todos admiravam a compet&ecirc;ncia desse generoso\nenfermeiro, bem como era evidente seu sentir-se em miss&atilde;o\njunto com Jesus:<br><br>&laquo;Um\nepis&oacute;dio pessoal muito concreto: sendo eu novi&ccedil;o e\ndepois padre novo, vim a Viedma por causa de algumas p&uacute;stulas\nque me apareciam particularmente no pesco&ccedil;o e no rosto. O\nServo de Deus sempre me acolhia sorridente, curava os fur&uacute;nculos,\ncauterizando-os com a ponta de um ferro em brasa, enquanto\ncantarolava o Magnificat\ne ao mesmo tempo me encorajava a oferecer aqueles sofrimentos pela\nsanta perseveran&ccedil;a na voca&ccedil;&atilde;o&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote26anc\" href=\"#sdfootnote26sym\"><sup>26<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Al&eacute;m\ndisso, em Zatti refulgia a obedi&ecirc;ncia a Deus e a seu plano: ela\nera como a alma de um servi&ccedil;o humilde e confiante, que devia\ninspirar nos pobres e nos enfermos sentimentos de entrega a Deus.\nTudo encontrava em Deus inspira&ccedil;&atilde;o e tudo Art&ecirc;mides\ncumpria conforme o mandato de Deus, de tal modo que o servi&ccedil;o\ndeste grande salesiano era uma pr&aacute;tica cont&iacute;nua e\nfascinante do preceito do amor:<br><br>&laquo;Ele\namou a Deus sobre todas as coisas. Para ele, todas as coisas desta\nterra eram transit&oacute;rias e secund&aacute;rias. Para mim, Zatti\nera constante, sem cedimentos em seu amor a Deus e em sua piedade.\nN&atilde;o somente nos atos de piedade, mas em todo o servi&ccedil;o\nao pr&oacute;ximo ele tinha sempre o nome de Deus sobre os l&aacute;bios.\nExortou a todos que lhe foram pr&oacute;ximos a viver a piedade.\nArt&ecirc;mides era permanentemente um exemplo, sua piedade era\nsuperior ao normal&raquo;.<sup>32<\/sup><br><br>Como sempre\nacontece com os santos, a diakonia\nde Zatti era um servi&ccedil;o realizado em obedi&ecirc;ncia a Deus,\nmas particularmente em nome de Deus: ele emprestava a Deus seu rosto,\nseu cora&ccedil;&atilde;o, suas m&atilde;os, na certeza &ndash; fonte\nde grande aud&aacute;cia &ndash; de ser um pequeno instrumento de seu\ngrande Poder e de sua Provid&ecirc;ncia. Assim, Art&ecirc;mides\ntrabalha com extraordin&aacute;ria generosidade, mas com abandono\ntotal, porque sabe que a agir, nele, &eacute; seu Senhor: &laquo;Esperou\ne sempre confiou em Deus. A serenidade com que superava as\ndificuldades era uma demonstra&ccedil;&atilde;o de sua esperan&ccedil;a\nem Deus. Dizia sempre: &quot;Deus prover&aacute;&quot;, por&eacute;m,\nele o dizia com plena confian&ccedil;a e esperan&ccedil;a&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote27anc\" href=\"#sdfootnote27sym\"><sup>27<\/sup><\/a><\/sup>\nZatti, crente e homem aut&ecirc;ntico,<br><br>&laquo;era\nmovido pela caridade para com o pr&oacute;ximo porque em cada enfermo\nvia Cristo sofredor. T&atilde;o grande era sua bondade que usava para\ncom os enfermos que nunca lhes negava nada&raquo;;<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote28anc\" href=\"#sdfootnote28sym\"><sup>28<\/sup><\/a><\/sup>\n&laquo;para o Servo de Deus, o amor se manifestava na caridade com\nque cuidava dos &quot;outros Cristos&quot;. No seu conceito\nevang&eacute;lico de que tudo o que seus disc&iacute;pulos fizessem\nao pr&oacute;ximo &eacute; feito ao pr&oacute;prio Cristo, o Servo de\nDeus sempre usou de grande caridade para com todos, mesmo quando se\ntratava de incr&eacute;dulos ou indiferentes&raquo;.<sup>35<\/sup><br><br>Quer vivendo\nnuma Igreja &quot;em sa&iacute;da&quot;, numa Igreja do servi&ccedil;o,\ncapaz de visitar de bicicleta seus pobres, quer servindo a quantos\nbatiam &agrave; porta do seu hospital &ndash; de S&atilde;o Jos&eacute;,\nantes, e de Santo Isidoro, depois &ndash; para que encontrassem o\namor de Deus, Art&ecirc;mides deu-se por inteiro a Deus, tornando-se\nservo do Senhor, mission&aacute;rio aut&ecirc;ntico da Igreja em nome\ndo Senhor Jesus.<br><br><br><b>2.2 Fraternidade pascal e comunh&atilde;o (koinonia) na vida compartilhada<\/b><br><br>A santidade de\nZatti nos leva ao cora&ccedil;&atilde;o da Igreja, n&atilde;o s&oacute;\npela singularidade de sua diakonia,\nmas tamb&eacute;m pela qualidade da comunh&atilde;o florescida gra&ccedil;as\n&agrave; sua doa&ccedil;&atilde;o aos outros. O que fosse a comunh&atilde;o\npara Art&ecirc;mides &eacute; testemunhado tanto pelos testemunhos de\nquem o viu no trabalho, quanto pelo modo com que passou por momentos\nmais dif&iacute;ceis que assinalaram sua vida.<br><br>Um\nacontecimento particularmente doloroso para ele ocorreu quando os\nsuperiores decidiram demolir o Hospital S&atilde;o Jos&eacute;, ao\nqual Art&ecirc;mides tinha consagrado todas as suas energias. Em\nViedma, faltando ambientes para o pal&aacute;cio episcopal,\ndecidiu-se demolir o velho hospital; a isto somou-se o peso da\ntransfer&ecirc;ncia de todos os servi&ccedil;os sanit&aacute;rios\npara os espa&ccedil;os da Escola Agr&iacute;cola de Santo Isidoro,\nsede de outra obra salesiana em Viedma.<br><br>Para Zatti, a\ndemoli&ccedil;&atilde;o do hospital n&atilde;o era uma simples\nopera&ccedil;&atilde;o edil&iacute;cia, era uma prova cruel e\ncrucificadora: diante de seus olhos n&atilde;o estava somente a\ncali&ccedil;a de um velho hospital, mas a d&uacute;vida de que, com\naqueles muros, tivesse desmoronado tamb&eacute;m sua vida e ali\ntivessem terminado tamb&eacute;m suas ren&uacute;ncias e priva&ccedil;&otilde;es,\nincompreens&otilde;es e vig&iacute;lias, problemas e suores, doa&ccedil;&atilde;o\naos outros e sacrif&iacute;cio de si mesmo. A Art&ecirc;mides n&atilde;o\nfoi poupado o c&aacute;lice amargo, mas ele ficou em p&eacute;, com\nfortaleza e do&ccedil;ura crist&atilde;:<br><br>&laquo;Antes\nque o Hospital S&atilde;o Jos&eacute; fosse demolido, ele tinha\nproposto construir o pal&aacute;cio episcopal em outro lugar e o\nterreno ser objeto de uma permuta; depois, dada a inexorabilidade da\ndemoli&ccedil;&atilde;o, pela qual [&#8230;] ele sofreu enormemente por\ncausa de sua extrema sensibilidade humana, n&atilde;o se revoltou,\nnem protestou; pelo contr&aacute;rio, acalmava os que pretendiam\nlev&aacute;-lo a rebelar-se&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote29anc\" href=\"#sdfootnote29sym\"><sup>29<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Como sempre\nacontece na vida dos santos, a prova&ccedil;&atilde;o &eacute; ao\nmesmo tempo um cadinho obscuro e uma demonstra&ccedil;&atilde;o\nluminosa: Zatti, com sua serenidade de &acirc;nimo e a alacridade em\npreparar a nova sede dos servi&ccedil;os sanit&aacute;rios, demostrou\nqual era o fundamento de sua doa&ccedil;&atilde;o: o verdadeiro\nhospital edificado por ele n&atilde;o podia ser reduzido a um monte\nde cali&ccedil;a, porque era uma inven&ccedil;&atilde;o da caridade,\ndaquela caridade que &laquo;jamais ter&aacute; fim&raquo; (1Cor\n13,8), e que exprime o milagre da comunh&atilde;o, reflexo da eterna\nVida de Deus. O verdadeiro hospital de Art&ecirc;mides n&atilde;o era\num edif&iacute;cio terreno, dedicado a S&atilde;o Jos&eacute; ou a\nSanto Isidoro: naqueles ambientes, seu profissionalismo acolhia a\ntodos, atrav&eacute;s da porta do servi&ccedil;o fraterno, para que\nfizessem a verdadeira e plena experi&ecirc;ncia da ternura de Deus.<br><br>Zatti n&atilde;o\npregou o catecismo da comunh&atilde;o, mas com sua santidade o\nencarnou: e seu hospital n&atilde;o era um pr&eacute;dio imponente,\nmas um milagre evidente, di&aacute;rio, de servi&ccedil;o e comunh&atilde;o.\n<br><br>&laquo;O\nServo de Deus dirigia todo o pessoal, que era composto por diversas\npessoas que moravam no hospital, como fosse um superior de uma\ncomunidade religiosa. [&hellip;] As pessoas o amavam e veneravam, e\nseguiam ao p&eacute; da letra as regras. Nunca faltou o necess&aacute;rio\na nenhuma delas, no campo moral, espiritual e t&eacute;cnico, para o\ncumprimento das pr&oacute;prias tarefas, e isto pela preocupa&ccedil;&atilde;o\npessoal do Servo de Deus&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote30anc\" href=\"#sdfootnote30sym\"><sup>30<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Todos estavam\npersuadidos de que era precisamente a estatura espiritual de Zatti a\ncriar a comunh&atilde;o.<br><br>&laquo;Nos\nanos em que fui aluno do Col&eacute;gio de S&atilde;o Francisco de\nSales, o hospital era uma depend&ecirc;ncia do col&eacute;gio e se\nsabia tudo o que acontecia tanto l&aacute; como c&aacute;. Jamais\nouvi falar de algum desentendimento ou incompreens&atilde;o entre os\ncolaboradores de Art&ecirc;mides que pudesse ter alguma import&acirc;ncia\ne ser causa de fofocas no povoado ou na escola&raquo;.<sup>38<\/sup><br><br>A comunh&atilde;o\ncrist&atilde;, quando se realiza, n&atilde;o deixa de ser admirada\npela sua beleza que impressiona um mundo prostrado pelo rancor e pela\ndivis&atilde;o; somente os santos, por&eacute;m, conhecem em\nprofundidade o pre&ccedil;o da comunh&atilde;o, sua isen&ccedil;&atilde;o\nde toda artificialidade, da sua simpatia &agrave; primeira vista, da\nfacilidade sem sacrif&iacute;cio. Os santos sabem quanto custa a\ncomunh&atilde;o porque sabem qual &eacute; sua fonte: o Cora&ccedil;&atilde;o\ntranspassado do Senhor, que realiza a obra da reconcilia&ccedil;&atilde;o\nentre os homens e com os homens.<br><br>Zatti sabe que\nsomente o Sangue do Senhor cria comunh&atilde;o, e ele escolhe o\ncaminho da participa&ccedil;&atilde;o fiel e di&aacute;ria ao\nsacrif&iacute;cio do Filho, com o sorriso nos l&aacute;bios, a\nfortaleza na alma, a paz no cora&ccedil;&atilde;o, as m&atilde;os\ncalejadas pelo trabalho e pela fadiga. Tornando quase impercept&iacute;vel\no empenho exigido pela sua imola&ccedil;&atilde;o, Art&ecirc;mides<br><br>&laquo;era\num homem que irradiava paz, [homem] de a&ccedil;&atilde;o, din&acirc;mico,\nn&atilde;o mostrava nervosismo, sempre alegre. Eram frequentes nele\nas anedotas [&#8230;] para alegrar um enfermo. [&#8230;] Era um homem que n&atilde;o\nvacilava nas pr&aacute;ticas religiosas [&#8230;], sinal do seu esfor&ccedil;o\npara melhorar a si mesmo. Pessoalmente, o que mais observei nele foi\nsua caridade e humildade&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote31anc\" href=\"#sdfootnote31sym\"><sup>31<\/sup><\/a><\/sup><br><br>A humildade de\nArt&ecirc;mides constr&oacute;i a Igreja e torna crist&atilde; a\ncomunh&atilde;o da qual ele mesmo &eacute; art&iacute;fice; quem n&atilde;o\nmorre todos os dias a si mesmo carrega consigo o peso do ego&iacute;smo\nque fere a comunh&atilde;o; somente a humildade cura as rela&ccedil;&otilde;es\ne vence as bajula&ccedil;&otilde;es do poder, do controle, da\nsedu&ccedil;&atilde;o, da prevarica&ccedil;&atilde;o. Zatti, sem\nmultiplicar palavras ou discursos, sabe que s&oacute; a humildade\npode ser art&iacute;fice da verdadeira koinonia,\nfruto e condi&ccedil;&atilde;o de uma diakonia\neficaz e discreta, que n&atilde;o cria depend&ecirc;ncia, mas\nrestitui a dignidade; s&oacute; a humildade serve de forma\ngenerativa, promovendo uma comunh&atilde;o que cura o liame e promove\na autonomia. A humildade &eacute; a virtude de Deus porque &eacute; o\nsegredo de todo pai, a esperan&ccedil;a de todo filho, o esp&iacute;rito\nde toda verdadeira vida.<br><br>Art&ecirc;mides\npode ser servo e art&iacute;fice de comunh&atilde;o pela humildade\nque o torna simples filho de Deus, vivo pela Vida do Esp&iacute;rito\ne pai de todos:<br><br>&laquo;Penso\nque no relacionamento de Art&ecirc;mides com os colaboradores nunca\nhouve problemas, porque ele era como o pai de todos. Recordo que a\ntodos parecia faltar alguma coisa quando ele se ausentou por ter ido\na Roma para a Canoniza&ccedil;&atilde;o de Dom Bosco&raquo;;<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote32anc\" href=\"#sdfootnote32sym\"><sup>32<\/sup><\/a><\/sup>\n&laquo;o relacionamento de Art&ecirc;mides com o hospital era como o\nde um pai. N&atilde;o me constam desentendimentos ou dificuldades: se\nhouve, creio que n&atilde;o tenham vindo da parte dele. Das\nenfermeiras com quem lidei, [&#8230;] s&oacute; ouvi louvores, nunca\nalgum tipo de queixa&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote33anc\" href=\"#sdfootnote33sym\"><sup>33<\/sup><\/a><\/sup><br><br><br><b>2.3 Proximidade pascal e martyria da vida sem fim<\/b><br><br>Nosso coirm&atilde;o\nArt&ecirc;mides Zatti realmente testemunhou com sua vida (martyria)\nque o Senhor ressuscitou. &laquo;Eu sou a luz do mundo&raquo; (Jo\n8,12), diz de si o Senhor. O Evangelho &eacute; Luz que quer penetrar\nna vida dos homens, e Luz para o mundo &eacute; a Igreja, sacramento\nvivo de Deus. Tamb&eacute;m a santidade de Art&ecirc;mides,\nalimentada pela P&aacute;scoa de Jesus, &eacute; luz, e dela fizeram\nexperi&ecirc;ncia particularmente os pobres e os doentes de Viedma.\nArt&ecirc;mides acolhe-os por meio da porta do servi&ccedil;o\nfraterno. Guarda-os entre os muros da comunh&atilde;o, a fim de\noferecer-lhes, mediante seu testemunho de vida, a luz do Evangelho, o\nesplendor da P&aacute;scoa que ilumina a Igreja.<br><br>Crentes e n&atilde;o\ncrentes sentem-se como que tocados em seu &iacute;ntimo pelas\npalavras e gestos de Art&ecirc;mides; seu testemunho &eacute;, sem\nsombra de d&uacute;vidas, extraordinariamente salesiano, atinge a\ntodos e anuncia, por meio de duas palavras, dois tra&ccedil;os\ndecisivos do Deus de Jesus: Provid&ecirc;ncia e Para&iacute;so.<br><br>N&atilde;o h&aacute;\nIgreja onde n&atilde;o h&aacute; an&uacute;ncio expl&iacute;cito do\nnome de Deus, an&uacute;ncio que se paga mediante o mart&iacute;rio\nda vida, no sinal do sangue ou da caridade; onde se verifica o\nservi&ccedil;o e a comunh&atilde;o de Art&ecirc;mides ressoa o\nan&uacute;ncio do nome de Deus, destas duas palavras, tanto crist&atilde;s,\nquanto salesianas: Provid&ecirc;ncia e Para&iacute;so.<br><br>Art&ecirc;mides\nanuncia com sua vida que tudo em Deus &eacute; amor, mas amor\nconcreto, atento, sem fim e minucioso, em favor de cada criatura: o\namor de Deus &eacute; Provid&ecirc;ncia. A Provid&ecirc;ncia de Deus,\npor&eacute;m, n&atilde;o &eacute; por certo tempo, mas eterna, e eis,\nent&atilde;o, o segundo nome: Para&iacute;so. Para&iacute;so &eacute;\no nome pr&oacute;prio do desejo de Deus que na hist&oacute;ria prov&ecirc;\nsuas criaturas para t&ecirc;-las consigo para sempre, por toda a\neternidade.<br><br>Art&ecirc;mides\n&eacute; mestre nesse alfabeto crist&atilde;o:<br><br>&laquo;Era\nseu constante desejo que o Senhor fosse conhecido e amado.\nTestemunhava-o a alegria que expressava quando um novo paciente, que\nnada sabia de Deus, se tornava um devoto crist&atilde;o. Sua primeira\nsolicitude era curar com cuidado o corpo e inspirar confian&ccedil;a\nna divina Provid&ecirc;ncia&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote34anc\" href=\"#sdfootnote34sym\"><sup>34<\/sup><\/a><\/sup><br><br>O sentido da\nProvid&ecirc;ncia n&atilde;o era a resposta obrigat&oacute;ria a\ncondi&ccedil;&otilde;es de precariedade, uma esp&eacute;cie de &uacute;ltima\npraia oferecida aos n&aacute;ufragos para n&atilde;o afundar nos\nmomentos dif&iacute;ceis. Testemunhar a Provid&ecirc;ncia, para\nZatti, significava ensinar a falar com Deus, a cham&aacute;-lo pelo\nnome, com confian&ccedil;a crist&atilde;, porque<br><br>&laquo;estava\nmuito convencido dos princ&iacute;pios evang&eacute;licos e um deles,\nmuito bem esculpido em seu cora&ccedil;&atilde;o e em sua mente:\n&quot;Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justi&ccedil;a, e tudo o\nmais vos ser&aacute; dado por acr&eacute;scimo&quot; (Mt 6,33).\nAprendeu na escola de Dom Bosco &ndash; tinha lido muito sua vida &ndash; \na nunca desconfiar da ajuda de Deus, particularmente quando Ele &eacute;\nhonrado como deseja em cada pessoa do nosso pr&oacute;ximo&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote35anc\" href=\"#sdfootnote35sym\"><sup>35<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Mas uma\nProvid&ecirc;ncia sem Para&iacute;so n&atilde;o permitiria ao an&uacute;ncio\ndo nome de Deus de suportar o contragolpe da hist&oacute;ria, com sua\ncarga de fadiga, sofrimento e morte. Art&ecirc;mides animava, dentro\ne fora do hospital, uma Igreja sempre visitada pela dor e pela morte,\ne isto exigia plenitude de f&eacute; e de testemunho, exigia anunciar\no nome do &uacute;nico desejo de Deus para o homem: Para&iacute;so.\nQuando testemunhava o Para&iacute;so, Zatti mostrava a certeza<br><br>&laquo;da\nvida eterna e da sua conquista pela gra&ccedil;a e pelas boas obras,\no que ele manifestava particularmente perante a morte. [&#8230;] Ouvi-o\npessoalmente alegrar-se por poder prestar ajuda aos doentes e\nexclamar: &quot;Hoje enviamos dois ou tr&ecirc;s para o para&iacute;so&quot;&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote36anc\" href=\"#sdfootnote36sym\"><sup>36<\/sup><\/a><\/sup>\n<br><br>Com esses dois\nnomes de Deus, Art&ecirc;mides evangelizou a vida e a morte, a\nalegria e a dor, a sa&uacute;de e a doen&ccedil;a como verdadeira\ntestemunha crist&atilde;, como m&aacute;rtir, no mart&iacute;rio\nquotidiano da caridade. O an&uacute;ncio e a martyria\nde Art&ecirc;mides n&atilde;o divulgam um evangelho de circunst&acirc;ncia\nou de oportunidade, mas difundem Sal, Luz, Fermento, propiciam rosto,\ncora&ccedil;&atilde;o e m&atilde;os a um Evangelho que pede vida e a\nimpregna totalmente, resolve os enigmas e vence a ang&uacute;stia com\no calor da Verdade:<br><br>&laquo;Desde\nquando eu o conheci, ele sempre deu mais import&acirc;ncia &agrave;s\npr&aacute;ticas religiosas do que a seu trabalho, embora o fizesse\ncom perseveran&ccedil;a. Citava com frequ&ecirc;ncia as Escrituras,\nparticularmente os evangelhos, para consolar os enfermos ou encorajar\n&agrave; virtude [&#8230;]. Era muito raro n&atilde;o inserir um\npensamento espiritual em suas conversas. Uma vez, falando com ele, eu\nacenei &agrave;s descobertas de alguns novos rem&eacute;dios, como a\npenicilina e a sulfamida; o Servo de Deus me ouviu e quando terminei\nde falar disse: &quot;&Eacute; verdade, sim,  mas as pessoas\ncontinuar&atilde;o a morrer do mesmo modo&quot;&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote37anc\" href=\"#sdfootnote37sym\"><sup>37<\/sup><\/a><\/sup><br><br>A verdade do\nEvangelho ilumina por inteiro o hospital de Art&ecirc;mides, como\niluminou o Orat&oacute;rio no tempo de Dom Bosco: por isso no\nhospital de Viedma, como entre os muros de Valdocco, n&atilde;o se\ntem medo da morte e n&atilde;o se multiplicam os expedientes para\nado&ccedil;ar o esc&acirc;ndalo ou esconder a evid&ecirc;ncia,\nenganos perigosos para o cora&ccedil;&atilde;o humano. Zatti\nenfrentava a morte com o testemunho do Evangelho da vida: uma vida\ncom os p&eacute;s no ch&atilde;o, por isso operosa e concreta, mas\ncom o cora&ccedil;&atilde;o no c&eacute;u, e por isso confiante e\nserena: &laquo;A &uacute;nica raz&atilde;o de sua vida foi mesmo a\nespera do pr&ecirc;mio celeste; nunca fez nada para ganhar dinheiro\nou fama, tudo fez na esperan&ccedil;a da felicidade futura&raquo;.<sup>46<\/sup><br><br>Embora na\nsimplicidade, seu empenho foi de viver o Evangelho com o cora&ccedil;&atilde;o\nenraizado no Pr&ecirc;mio final e levar o Deus da Provid&ecirc;ncia e\ndo Para&iacute;so para dentro de toda chaga e de cada morte humana,\npara que ali florescessem a Vida e Ressurrei&ccedil;&atilde;o. Era\nisto que tornava aben&ccedil;oado o testemunho de Art&ecirc;mides e\ninvocava a sua presen&ccedil;a, precisamente quando eram\nindispens&aacute;veis os rem&eacute;dios preciosos e raros da\nesperan&ccedil;a e da consola&ccedil;&atilde;o.<br><br>Toda a cidade\nde Viedma o sabia, como confirmaram com surpreendente unanimidade as\ntestemunhas: chamava-se sempre Zatti, e ele corria a confortar e\nconsolar, dando esse rem&eacute;dio crist&atilde;o que ele hauria,\npela sua vida na Gra&ccedil;a de Deus, do pr&oacute;prio Esp&iacute;rito,\no Consolador. Assim se tornava &laquo;extraordin&aacute;ria no Servo\nde Deus a capacidade de infundir esperan&ccedil;a nos enfermos, o que\ncontribu&iacute;a quase milagrosamente com a cura, aliviando o &acirc;nimo\ndo paciente&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote38anc\" href=\"#sdfootnote38sym\"><sup>38<\/sup><\/a><\/sup>\nZatti testemunha, at&eacute; o mart&iacute;rio da caridade, que o\nSenhor &eacute; Deus do c&eacute;u e da terra. Ele &eacute;\ntestemunha disso, com a paix&atilde;o dos santos, que n&atilde;o\nconhece medidas:<br><br>&laquo;Recordo\nque um paciente disse a Art&ecirc;mides que ele o preparava sempre\npara o c&eacute;u, mas que devia tamb&eacute;m prepar&aacute;-lo um\npouco para a terra. Outro fato mostra a atmosfera do hospital: uma\nenfermeira, uma vez, insistiu para preparar para a morte um paciente\nque n&atilde;o estava t&atilde;o mal, e que de fato ainda vive&raquo;.<sup>48<\/sup><br><br><br><b>2.4 Alegria pascal e liturgia da vida redimida<\/b><br><br>Art&ecirc;mides\nZatti, com sua fidelidade extraordin&aacute;ria aos compromissos\ncentrais da vida crist&atilde;, nutre-se do P&atilde;o da Palavra, do\nP&atilde;o do Perd&atilde;o, do P&atilde;o do C&eacute;u, e sua vida\nse transfigura sempre mais profundamente, em benef&iacute;cio de uma\nmiss&atilde;o rica de frutos que crescem continuamente. Assim, a vida\nda Gra&ccedil;a, intensamente vivida por este filho de Dom Bosco,\nalcan&ccedil;a a todos os que se encontram com ele, indistintamente:\nenfermos e colaboradores, irm&atilde;os e autoridades, pobres e\nbenfeitores, em Art&ecirc;mides entram em contato com a vida do\nSenhor, pela for&ccedil;a do mist&eacute;rio sacramental que se\ncomunica entre as pessoas na comunh&atilde;o do povo de Deus. Assim,\ntoda a Igreja, nos sacramentos, pela pot&ecirc;ncia do Esp&iacute;rito\nSanto, celebra o Mist&eacute;rio Pascal e garante aos homens o\nalimento para o caminho e os rem&eacute;dios que curam as feridas do\nmal e da morte.<br><br>Esta &eacute;\na Igreja: ela floresce e cresce onde o servi&ccedil;o e a comunh&atilde;o\nanunciam o nome de Deus, testemunham a Palavra de Jesus, somos\nnutridos pelo seu Corpo, curados pelo seu Perd&atilde;o. Zatti, n&atilde;o\nsimplesmente faz tudo isto, mas ele &eacute; tudo isto; pela\ncorrespond&ecirc;ncia &agrave; Gra&ccedil;a, que torna santa sua\nvida, nele se reconhecem, n&atilde;o somente os gestos e as palavras\ndo Senhor, mas faz-se experi&ecirc;ncia de mesma Vida do Senhor.\nArt&ecirc;mides &eacute; um &quot;tabern&aacute;culo vivo&quot;, e\nseu testemunho irradiante suscita perguntas, prop&oacute;sitos,\nconvers&atilde;o, mesmo em quem n&atilde;o vive uma participa&ccedil;&atilde;o\n&iacute;ntima ao mist&eacute;rio do Senhor.<br><br>A doa&ccedil;&atilde;o\nde Art&ecirc;mides, revelando uma raiz mais do que humana, se torna\numa prova, universalmente convincente, da for&ccedil;a sobrenatural\ndos sacramentos; de fato, o seu &eacute;<br><br>&laquo;um\namor sobrenatural e extraordin&aacute;rio ao pr&oacute;ximo. [&#8230;]\nEle estava disposto a qualquer sacrif&iacute;cio: &eacute; por isso\nque nele o dif&iacute;cil parecia f&aacute;cil. Penso que as\ncircunst&acirc;ncias &aacute;rduas de sua a&ccedil;&atilde;o\ncaritativa tenham sido: car&ecirc;ncia de pessoal, ser chamado a todo\nmomento para dar assist&ecirc;ncia, n&atilde;o se deixar condicionar\npelas intemp&eacute;ries, servir todo tipo de pessoas. Recordo-me de\nque ele veio visitar um parente meu, doente, num dia em que o tempo\nera p&eacute;ssimo.<br><br>Quando\nlhe dissemos: &quot;Com esse tempo feio, o senhor sai de casa, senhor\nZatti?&quot;, ele respondeu: &quot;N&atilde;o havia outro!&quot;&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote39anc\" href=\"#sdfootnote39sym\"><sup>39<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Faz parte da\nliturgia crist&atilde; que o crente, mediante sua vida, d&ecirc;\ntestemunho de si, por meio da ordem, da harmonia, de um dinamismo\neficaz, particularmente sobrenatural. Art&ecirc;mides &eacute; um\ncrist&atilde;o, um consagrado leigo salesiano de Dom Bosco, &eacute;\numa pedra viva da Igreja, &eacute; uma testemunha da P&aacute;scoa,\nporque nas suas obras se torna vis&iacute;vel o mandamento do Amor,\nque faz reconhecer Deus no pr&oacute;ximo e o pr&oacute;ximo em Deus;\nmas Art&ecirc;mides ensina, com sua vida, que a for&ccedil;a\nnecess&aacute;ria para a pr&aacute;tica desse mandamento &eacute;\nsobrenatural, e s&oacute; pode vir de Deus, dos seus sacramentos, da\nora&ccedil;&atilde;o e da uni&atilde;o com Ele.<br><br>&laquo;Zatti\nexerceu a caridade em circunst&acirc;ncias dif&iacute;ceis por causa\nda car&ecirc;ncia de recursos econ&ocirc;micos. Tamb&eacute;m porque\nsua atividade ia muito al&eacute;m do ordin&aacute;rio, dada a\nquantidade de horas que dedicava a seus compromissos sem omitir suas\nobriga&ccedil;&otilde;es religiosas. Como n&oacute;s sab&iacute;amos\ndisso, nos pergunt&aacute;vamos como ele podia aguentar um esfor&ccedil;o\nt&atilde;o grande sem o repouso que normalmente se considera\nnecess&aacute;rio&raquo;.<sup>50<\/sup><br><br>Dois epis&oacute;dios\nmerecem ser lembrados como exemplos da liturgia da vida, pela qual\nArt&ecirc;mides, antes, se torna disc&iacute;pulo, depois, ap&oacute;stolo\ndo Senhor Crucificado e Ressuscitado. Em primeiro lugar, o epis&oacute;dio\nda demoli&ccedil;&atilde;o do velho Hospital S&atilde;o Jos&eacute;,\nprecisando transferir os enfermos para a Escola Agr&iacute;cola Santo\nIsidoro:<br><br>&laquo;N&atilde;o\ntenho not&iacute;cias de que Zatti tenha sido informado com\nanteced&ecirc;ncia quanto a uma data para a desocupa&ccedil;&atilde;o\ndo hospital: certamente n&atilde;o tinha recebido nada do Inspetor,\ndo contr&aacute;rio eu o teria sabido. [&#8230;]. O estado emocional\nenfrentado por ele quando foi necess&aacute;rio remover os enfermos\npara evitar que a cali&ccedil;a ca&iacute;sse sobre eles, podia ser\npsicologicamente fatal. Chorou amargamente, mas depois de rezar\ndiante do Sant&iacute;ssimo, p&ocirc;s-se ao trabalho com serena\nenergia&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote40anc\" href=\"#sdfootnote40sym\"><sup>40<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Depois, o\nservi&ccedil;o aos moribundos:<br><br>&laquo;Estava\npara morrer um jovem, e Zatti conversava com ele depois de ajud&aacute;-lo\na fazer a comunh&atilde;o. Em dado momento o rapaz come&ccedil;ou a\ngritar: &quot;Zatti, estou morrendo!&quot;, e ao mesmo tempo tentava\nse levantar na cama. Art&ecirc;mides, olhando-o nos olhos e sorrindo,\ndisse-lhe: &quot;Que bonito, voc&ecirc; est&aacute; indo para o\npara&iacute;so!&quot; O jovem se deixou cair novamente na cama com um\nsorriso nos l&aacute;bios, como que retratando o sorriso de Zatti e\nque ficou impresso no seu rosto mesmo depois de morto&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote41anc\" href=\"#sdfootnote41sym\"><sup>41<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Eis o que\nacontece quando a Eucaristia passa a ser vida e o Mist&eacute;rio\nPascal se torna pr&aacute;tica di&aacute;ria: as grandezas humanas se\ntransformam pelo poder do Esp&iacute;rito, e cada a&ccedil;&atilde;o\ndo crente se realiza em Cristo, por Cristo e com Cristo, fazendo da\nvida uma liturgia e transfundindo os santos dons da liturgia na vida.<br><br>Nosso querido\nArt&ecirc;mides Zatti, devedor de tudo aos Mist&eacute;rio dos\nSenhor, sabe que tudo pode somente gra&ccedil;as a Ele; da&iacute;\nsua humildade:<br><br>&laquo;Recordo\nque meu irm&atilde;o Salvador, estando muito doente de febre tifoide,\no Servo de Deus ia cuidar dele v&aacute;rias vezes por dia. Numa\nocasi&atilde;o, encontrando-me com ele no momento em que ia para a\ncasa de Salvador, aflito, eu lhe disse: &quot;Senhor Zatti, por\nfavor, salve meu irm&atilde;o!&quot;. Ele, voltando-se e fixando-me\nnos olhos, disse-me severamente: &quot;N&atilde;o blasfeme, s&oacute;\nDeus salva!&quot;&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote42anc\" href=\"#sdfootnote42sym\"><sup>42<\/sup><\/a><\/sup><br><br>A vida de\nArt&ecirc;mides Zatti foi uma vida feita de doa&ccedil;&atilde;o,\ncomunh&atilde;o, testemunho do Senhor Ressuscitado. Uma vida cheia de\ngra&ccedil;as que o levou a uma morte plenamente crist&atilde;:<br><br>&laquo;Perguntando-lhe\nse seus sofrimentos eram cont&iacute;nuos, fortes ou n&atilde;o, sem\nresponder diretamente, disse-me: &quot;S&atilde;o um meio de\npurifica&ccedil;&atilde;o e estou contente porque percebo que estou\ncompletando a Paix&atilde;o de Cristo, que tantas vezes inculquei aos\nenfermos&quot;&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote43anc\" href=\"#sdfootnote43sym\"><sup>43<\/sup><\/a><\/sup><br><br>A oferenda de\nArt&ecirc;mides foi plena, discreta, serena, alegre, como chancela de\nsua liturgia. Merece ser retomado aqui um pequeno epis&oacute;dio, no\nqual, por tr&aacute;s do v&eacute;u da simpatia, Zatti oferece a quem\no assiste o sentido de sua vida, que Deus p&ocirc;de espremer at&eacute;\no fim, pois estava madura e completa. Poucos meses antes da morte,\nsorrindo por causa de sua enfermidade &ndash; um tumor no f&iacute;gado\nque faz o rosto amarelecer &ndash; Art&ecirc;mides diz a uma\nenfermeira que logo mais tamb&eacute;m ele estar&aacute; com o rosto\nbem maquiado! Sua cor, por&eacute;m, ser&aacute; como nos lim&otilde;es,\na cor da maturidade, que deixa o fruto pronto para se espremido at&eacute;\na &uacute;ltima gota: &laquo;Voc&ecirc; se maquia? Tamb&eacute;m eu!\nDentro de seis meses irei demonstr&aacute;-lo. O lim&atilde;o s&oacute;\nserve se for amarelo&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote44anc\" href=\"#sdfootnote44sym\"><sup>44<\/sup><\/a><\/sup><br><br><br><b>UM CONVITE A\nUM COMPROMISSO EXTRAORDIN&Aacute;RIO<\/b><br><br>Este era o\nt&iacute;tulo da &uacute;ltima parte da carta do P. Vecchi, a que me\nreferi diversas vezes e que agora eu gostaria de comentar e\ncompartilhar. Nas p&aacute;ginas anteriores procurei delinear de\nforma simples, mas incisiva, a extraordin&aacute;ria figura do nosso\ncoirm&atilde;o salesiano Coadjutor Art&ecirc;mides Zatti. O percurso\nde sua vida, impregnado e repleto de Deus, &eacute; brilhante, como\nsua santidade. Diante desta grande figura, na nossa Congrega&ccedil;&atilde;o\nse acende a consci&ecirc;ncia mais viva da necessidade e da\nimport&acirc;ncia de um compromisso especial para promover, hoje,\nesta bela voca&ccedil;&atilde;o.<br><br>Fa&ccedil;o\nminhas as palavras do P. Vecchi, para pedir a cada inspetoria, a cada\ncomunidade, a cada irm&atilde;o que, nos pr&oacute;ximos anos, desde\nagora, assumamos &laquo;um compromisso renovado, extraordin&aacute;rio\ne espec&iacute;fico em favor da voca&ccedil;&atilde;o do salesiano\nCoadjutor, no contexto da pastoral vocacional: rezando por ela,\nanunciando-a e propondo-a, chamando, acolhendo e acompanhando,\nvivendo-a pessoalmente e juntos na comunidade&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote45anc\" href=\"#sdfootnote45sym\"><sup>45<\/sup><\/a><\/sup>\n<br><br>N&atilde;o\nfaltam ricas publica&ccedil;&otilde;es a respeito da figura do\nsalesiano Coadjutor.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote46anc\" href=\"#sdfootnote46sym\"><sup>46<\/sup><\/a><\/sup>\nTalvez tenhamos necessidade de neste momento tornar nosso compromisso\nmais convincente. Lembrei com frequ&ecirc;ncia em minhas visitas &agrave;s\ninspetorias e tamb&eacute;m em minhas cartas que devemos ser,\nprimeiro, homens de f&eacute;, hoje mais do que nunca, totalmente\nentregues ao Senhor. Muitas outras estrat&eacute;gias e planos podem\najudar-nos, por&eacute;m n&atilde;o nos far&atilde;o sair de uma\ndificuldade profunda: s&oacute;\na confian&ccedil;a no Senhor e o recurso a Ele.\n<br><br>O seguinte\ntestemunho de um irm&atilde;o Coadjutor possui, segundo penso, uma\nfor&ccedil;a particular:<br><br>&laquo;Tamb&eacute;m\nhoje ressoa o &quot;Vem e segue-me&quot;. &Eacute; sempre\nimpressionante constatar que tamb&eacute;m hoje h&aacute; jovens aos\nquais n&atilde;o faltaria nada para orientar-se para o sacerd&oacute;cio,\nno entanto, fazem a op&ccedil;&atilde;o do leigo consagrado, tamb&eacute;m\nna Congrega&ccedil;&atilde;o Salesiana. Por isso, na pastoral\nvocacional &eacute; preciso acreditar nesta voca&ccedil;&atilde;o, em\nsi completa, e transmitir por osmose a estima, sem apelar para\nfor&ccedil;amentos e distor&ccedil;&otilde;es em favor da figura\nclerical. &Eacute; preciso que estejamos convencidos de que h&aacute;\njovens que n&atilde;o se identificam com o modelo presbiteral,\nenquanto se sentem atra&iacute;dos pelo modelo do leigo consagrado.\nQuais s&atilde;o os motivos para essa op&ccedil;&atilde;o? Todas as\nmotiva&ccedil;&otilde;es s&atilde;o insuficientes: no fundo permanece\no mist&eacute;rio da Gra&ccedil;a e da liberdade&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote47anc\" href=\"#sdfootnote47sym\"><sup>47<\/sup><\/a><\/sup><br><br>Neste sentido,\ngostaria de convidar-vos a aprofundar as pr&oacute;ximas publica&ccedil;&otilde;es\nque sair&atilde;o, tanto sobre Santo Art&ecirc;mides Zatti, quanto\nsobre a voca&ccedil;&atilde;o do salesiano Coadjutor em nossa\nCongrega&ccedil;&atilde;o, nas diversas Regi&otilde;es e nas\npropostas dos Setores da Pastoral Juvenil e da Forma&ccedil;&atilde;o.\nN&atilde;o faltar&atilde;o est&iacute;mulos e reflex&otilde;es;\nparticularmente n&atilde;o faltar&aacute; a intercess&atilde;o do\nnovo santo, de modo particular em favor de seus coirm&atilde;os\nCoadjutores no mundo, por aqueles que j&aacute; o s&atilde;o e pelos\nque o ser&atilde;o com a Gra&ccedil;a de Deus.<br><br>A for&ccedil;a\ne a beleza de um convite<br><br>Creio n&atilde;o\nser poss&iacute;vel terminar o confronto com a vida de Art&ecirc;mides\nZatti sem evocar, ainda uma vez, a carta de 1986, do Card. Jorge\nM&aacute;rio Bergolio, hoje Papa Francisco, escrita a um salesiano,\ncomo testemunho de uma gra&ccedil;a recebida por intercess&atilde;o\nde Art&ecirc;mides Zatti.<br><br>A hist&oacute;ria\n&eacute; bem conhecida: quando era provincial dos Jesu&iacute;tas da\nArgentina, o P. Bergoglio confiou &agrave; intercess&atilde;o de\nZatti seu pedido ao Senhor de santas voca&ccedil;&otilde;es para a\nvida consagrada laical na Companhia de Jesus. Pois bem, sua\nprov&iacute;ncia, num dec&ecirc;nio, obteve a gra&ccedil;a de vinte e\ntr&ecirc;s novas voca&ccedil;&otilde;es de religiosos irm&atilde;os.<br><br>O epis&oacute;dio\n&eacute; relevante, n&atilde;o s&oacute; pelos protagonistas do\nacontecimento &ndash; o Dono da Messe, um santo Coadjutor salesiano,\no atual Sucessor de Pedro &ndash; mas por seu conte&uacute;do: a\nfor&ccedil;a vocacional do testemunho de Art&ecirc;mides Zatti.<br><br>&Eacute;\nsurpreendente que o primeiro salesiano canonizado, n&atilde;o m&aacute;rtir,\nseja um Coadjutor, e um Coadjutor que renuncia, em radical obedi&ecirc;ncia\na Deus, &agrave; forma da voca&ccedil;&atilde;o que o tinha\nfascinado, a presbiteral, a fim de estar com Dom Bosco, desempenhando\num servi&ccedil;o sacrificado no mundo da enfermidade e do\nsofrimento.<br><br>N&atilde;o\npodemos ignorar, por&eacute;m, a irradiante beleza deste testemunho;\nnele brilham os amores fundamentais que devem inflamar o cora&ccedil;&atilde;o\ndo salesiano: o amor a Deus e &agrave; sua vontade, o amor ao\npr&oacute;ximo, que em seus membros sofredores &eacute; o Rosto\npr&oacute;ximo de Jesus, o amor &agrave; M&atilde;e do Senhor,\nMediadora de toda a Gra&ccedil;a, o amor a Dom Bosco que a cada\nsalesiano promete p&atilde;o, trabalho e Para&iacute;so.<br><br>Esses amores\nbrilham na luminosa grandeza da vida religiosa de Art&ecirc;mides,\nabra&ccedil;ada com alegre radicalidade e disponibilidade generosa.\nNosso coirm&atilde;o nos mostra como o mundo &eacute; sens&iacute;vel\nao testemunho da vida religiosa, contanto que esse testemunho seja\nverdadeiro, cred&iacute;vel, aut&ecirc;ntico. O triunfo de seus\nfunerais, a fama de santidade, a venera&ccedil;&atilde;o de sua tumba\ns&atilde;o sinais claros de como todos reconheceram o dedo de Deus na\na&ccedil;&atilde;o deste salesiano generoso e fiel:<br><br>&laquo;em\npropor&ccedil;&atilde;o aos habitantes de Viedma, foi impressionante\no n&uacute;mero de pessoas que participou dos funerais. De todas as\npartes chegava gente humilde, com pequenos ma&ccedil;os de flores;\nal&eacute;m das autoridades, muitas outras pessoas. J&aacute; nos\ndias [seguintes &agrave; morte] as pessoas se diziam convencidas de\nque tinha morrido um santo; alguns visitavam o t&uacute;mulo\nesperando milagres: rezavam, levavam-lhe flores&raquo;.<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote48anc\" href=\"#sdfootnote48sym\"><sup>48<\/sup><\/a><\/sup><br><br>A vida de\nArt&ecirc;mides Zatti despertou a cidade, e hoje atinge o mundo\ninteiro, porque ele falou de Deus: levou para junto dos pobres e\nenfermos, com uma pr&aacute;tica exemplar da castidade, o perfume do\namor virginal e fecundo de Deus; partilhou com todos a riqueza da f&eacute;,\npagando seu pre&ccedil;o com uma pobreza amada, a ponto de ceder o\npr&oacute;prio quarto a um enfermo ou ali colocar um morto, a fim de\nsubtra&iacute;-lo &agrave; vista dos outros doentes, num &uacute;ltimo\ngesto de ternura e piedade; ensinou a liberdade verdadeira,\nobedecendo, mesmo que &agrave; custa de l&aacute;grimas amargas &agrave;\nvontade dos superiores, reconhecendo-os como mediadores do plano de\nDeus.<br><br>Religioso\nexemplar, com esse testemunho, Art&ecirc;mides ensina a todos que a\nsa&uacute;de a cuidar acima de qualquer outro bem &eacute; a sa&uacute;de\nda alma, da nossa alma, t&atilde;o preciosa porque vem de Deus e a\nEle aspira, muitas vezes inconscientemente, no desejo de encontrar em\nseus bra&ccedil;os o Amor eterno.<br><br>Que os amores\nde Art&ecirc;mides Zatti acendam os nossos amores; que seu testemunho\ndo Absoluto de Deus, da grandeza da alma e da nossa verdadeira P&aacute;tria\ninspire nossos gestos e nossa paix&atilde;o pastoral, para uma nova\nfidelidade apost&oacute;lica e uma renovada fecundidade vocacional.\nQue nunca nos falte &ndash; como Art&ecirc;mides Zatti cuidou que\nnunca lhe faltasse &ndash; a prote&ccedil;&atilde;o materna da\nAuxiliadora, e que a devo&ccedil;&atilde;o &agrave; M&atilde;e, em\ncada casa salesiana e em todo lugar onde vive a Fam&iacute;lia de Dom\nBosco, seja um caminho seguro que nos ajude a viver uma santidade\ncomo a deste nosso coirm&atilde;o.<br><br>Concluo estas\npalavras propondo uma ora&ccedil;&atilde;o ao Pai, por intercess&atilde;o\ndo novo santo Coadjutor salesiano, Santo Art&ecirc;mides Zatti.<br><br><br><b>Ora&ccedil;&atilde;o\nde intercess&atilde;o <\/b><br><b>para pedir\nvoca&ccedil;&otilde;es de salesianos leigos <\/b><br><br>&Oacute;\nDeus, que em Santo Art&ecirc;mides Zatti nos deste um modelo de\nsalesiano Coadjutor, que, d&oacute;cil a teu chamado, com a compaix&atilde;o\ndo Bom Samaritano, se fez pr&oacute;ximo de cada ser humano,\najuda-nos a reconhecer o dom desta voca&ccedil;&atilde;o, que\ntestemunha para o mundo a beleza da vida consagrada.<br>D&aacute;-nos\na coragem de propor aos jovens esta forma de vida evang&eacute;lica a\nservi&ccedil;o dos pequenos e dos pobres, e faze com que os que\nchamares a percorrer este caminho, correspondam generosamente a teu\nconvite. N&oacute;s te pedimos pela intercess&atilde;o de Santo\nArt&ecirc;mides<br>Zatti\ne pela media&ccedil;&atilde;o de Cristo Nosso Senhor.<br>Am&eacute;m.<br><br>Com verdadeiro\nafeto e unidos no Senhor com a m&uacute;tua ora&ccedil;&atilde;o,\nsa&uacute;do-vos.<br><br><b>P.\n<\/b><b>&Aacute;ngel\nFern&aacute;ndez Artime, SDB<\/b><br>Reitor-Mor<br><br><br><br><div id=\"sdfootnote1\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote1sym\" href=\"#sdfootnote1anc\">1<\/a>\n\tJ. E. VECCHI, <i>Beatifica&ccedil;&atilde;o\n\tdo Coadjutor Art&ecirc;mides Zatti: uma novidade que interpela<\/i>,\n\tem ACG 376 (2001), 3. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote2\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote2sym\" href=\"#sdfootnote2anc\">2<\/a>\n\tDecidi tra&ccedil;ar um perfil breve e s&oacute;brio. Os que\n\tquiserem conhecer mais a respeito da vida de Art&ecirc;mides Zatti\n\tpodem encontrar v&aacute;rias biografias sobre o pr&oacute;ximo\n\tsanto e tamb&eacute;m ler o perfil biogr&aacute;fico da carta do P.\n\tVecchi a que me referi anteriormente. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote3\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote3sym\" href=\"#sdfootnote3anc\">3<\/a>\n\tCf. <i>Positio<\/i>, p. 35. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote4\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote4sym\" href=\"#sdfootnote4anc\">4<\/a>\n\tCf. J. E. VECCHI, <i>o.c.,<\/i> p. 15 e Cf. <i>Positio<\/i>, p. 47. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote5\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote5sym\" href=\"#sdfootnote5anc\">5<\/a>\n\tCf. J. E. VECCHI, <i>o.c.,<\/i> p. 18 e Cf. <i>Positio<\/i>, p. 79. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote6\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote6sym\" href=\"#sdfootnote6anc\">6<\/a>\n\tCf. J. E. VECCHI, <i>o.c.,<\/i> p. 18. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote7\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote7sym\" href=\"#sdfootnote7anc\">7<\/a>\n\tCf. J. E. VECCHI, <i>o.c.,<\/i> p. 20 e Cf. <i>Summarium, <\/i>p. 310,\n\tn. 1224. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote8\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote8sym\" href=\"#sdfootnote8anc\">8<\/a>\n\tCf. J. E. VECCHI, <i>o.c.,<\/i> p. 25. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote9\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote9sym\" href=\"#sdfootnote9anc\">9<\/a>\n\t<i>Ibidem<\/i>, p. 27-28. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote10\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote10sym\" href=\"#sdfootnote10anc\">10<\/a>\n\tH. U. VON BALTHASAR, <i>Ges&ugrave; ci conosce? Noi conosciamo\n\tGes&ugrave;?<\/i>, Morcelliana (= Il Pellicano), Brescia 1981, 95. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote11\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote11sym\" href=\"#sdfootnote11anc\">11<\/a>\n\tJ. E. VECCHI, <i>o.c.,<\/i> p. 27. <sup>12<\/sup> <i>Ibidem<\/i>, 28. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote12\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote12sym\" href=\"#sdfootnote12anc\">12<\/a>\n\t<i>Positio<\/i>, 31. <sup>14<\/sup> <i>IIbidem<\/i>. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote13\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote13sym\" href=\"#sdfootnote13anc\">13<\/a>\n\tH. U. VON BALTHASAR, <i>Gli stati di vita del Cristiano<\/i>, Jaca\n\tBook, Milano 1985, 34. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote14\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote14sym\" href=\"#sdfootnote14anc\">14<\/a>\n\t<i>Summarium<\/i>, p. 43, n. 160. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote15\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote15sym\" href=\"#sdfootnote15anc\">15<\/a>\n\tH. U. VON BALTHASAR, <i>Gli stati di vita del Cristiano<\/i>, 34. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote16\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote16sym\" href=\"#sdfootnote16anc\">16<\/a>\n\t<i>Positio<\/i>,\n\t206 (Perfil espiritual do Servo de Deus). <sup>19<\/sup>\n\t<i>Positio super scriptis<\/i>\n\t12. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote17\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote17sym\" href=\"#sdfootnote17anc\">17<\/a>\n\t<i>Carta ao pai, <\/i>Viedma,\n\t15 de junho de 1908. <sup>21<\/sup> <i>Positio<\/i>, 75-76. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote18\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote18sym\" href=\"#sdfootnote18anc\">18<\/a>\n\t<i>Positio<\/i>, 80; cf. J. E. VECCHI, <i>o.c<\/i>., p. 19-20. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote19\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote19sym\" href=\"#sdfootnote19anc\">19<\/a>\n\t<i>Positio<\/i>\n\t81. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote20\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote20sym\" href=\"#sdfootnote20anc\">20<\/a>\n\t<i>Summarium<\/i>\n\t15. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote21\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote21sym\" href=\"#sdfootnote21anc\">21<\/a>\n\t<i>Ibidem<\/i>,\n\t80. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote22\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote22sym\" href=\"#sdfootnote22anc\">22<\/a>\n\tJ. E. VECCHI, <i>o.c<\/i>.,\n\tp. 21. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote23\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote23sym\" href=\"#sdfootnote23anc\">23<\/a>\n\tTestemunho de Carlos Tassara, <i>Summarium<\/i>,\n\t126-127. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote24\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote24sym\" href=\"#sdfootnote24anc\">24<\/a>\n\tTestemunho de D. Carlos Mariano P&eacute;rez, <i>Summarium<\/i>\n\t52. <sup>29 <\/sup>LUIGI\n\tFIORA, <i>Biografia<\/i>,\n\t<i>Positio<\/i>\n\t132. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote25\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote25sym\" href=\"#sdfootnote25anc\">25<\/a>\n\tTestemunho de D. Carlos Mariano P&eacute;rez, <i>Summarium<\/i>\n\t43-47. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote26\">\n\t\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote26sym\" href=\"#sdfootnote26anc\">26<\/a>\n\tTestemunho de D. Carlos Mariano P&eacute;rez, <i>Summarium<\/i>\n\t43. <sup>32 <\/sup>Testemunho\n\tde &Oacute;scar Juan Garc&iacute;a, <i>Summarium<\/i>\n\t113. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote27\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote27sym\" href=\"#sdfootnote27anc\">27<\/a>\n\tTestemunho de Fernando Enrique Molinari, <i>Summarium<\/i>\n\t151. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote28\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote28sym\" href=\"#sdfootnote28anc\">28<\/a>\n\tTetemunho de Noelia de Tofoni Morero, <i>Summarium<\/i>\n\t259. <sup>35 <\/sup>Testemunho\n\tdo P. Luis De Roia, <i>Summarium<\/i>\n\t271. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote29\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote29sym\" href=\"#sdfootnote29anc\">29<\/a>\n\tTestemunho de Enrique Mario Kossman, <i>Summarium<\/i>\n\t10. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote30\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote30sym\" href=\"#sdfootnote30anc\">30<\/a>\n\tTestemunho do P. Pedro Antonio F. Fern&aacute;ndez, <i>Summarium<\/i>\n\t61. <sup>38 <\/sup>Testemunho\n\tdo P. Mario Brizzola, <i>Summarium<\/i>\n\t75. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote31\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote31sym\" href=\"#sdfootnote31anc\">31<\/a>\n\tTestemunho de &Oacute;scar Juan Garc&iacute;a, <i>Summarium<\/i>\n\t113. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote32\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote32sym\" href=\"#sdfootnote32anc\">32<\/a>\n\tTestemunho de Jos&eacute; Nicol&aacute;s Costanzo, <i>Summarium<\/i>\n\t103. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote33\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote33sym\" href=\"#sdfootnote33anc\">33<\/a>\n\tTestemunho de Amalia Teresa Giraudini, <i>Summarium<\/i>\n\t117. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote34\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote34sym\" href=\"#sdfootnote34anc\">34<\/a>\n\tTestemunho de Manuel Linares, <i>Summarium<\/i>\n\t92. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote35\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote35sym\" href=\"#sdfootnote35anc\">35<\/a>\n\tTestemunho de D. Carlos Mariano P&eacute;rez, <i>Summarium<\/i>\n\t36.<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote36\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote36sym\" href=\"#sdfootnote36anc\">36<\/a>\n\tTestemunho de Enrique Mario Kossman, <i>Summarium<\/i>\n\t14. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote37\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote37sym\" href=\"#sdfootnote37anc\">37<\/a>\n\tTestemunho de P. Mario Brizzola, <i>Summarium<\/i>\n\t79-80. <sup>46<\/sup>\n\t<i>Ibidem<\/i>,\n\t80. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote38\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote38sym\" href=\"#sdfootnote38anc\">38<\/a>\n\tTestemunho de Giovanni Cadorna Buidi, <i>Summarium<\/i>\n\t218. <sup>48<\/sup>\n\tTestemunho do Dr. Pascual Atilio Guidi, <i>Summarium<\/i>\n\t100.<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote39\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote39sym\" href=\"#sdfootnote39anc\">39<\/a>\n\tTestemunho de &Oacute;scar Juan Garc&iacute;a, <i>Summarium<\/i>\n\t114. <sup>50<\/sup>\n\tTestemunhno de Luis de Palma, <i>Summarium<\/i>\n\t135. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote40\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote40sym\" href=\"#sdfootnote40anc\">40<\/a>\n\tTestemunho do P. Feliciano L&oacute;pez, <i>Summarium<\/i>\n\t178. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote41\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote41sym\" href=\"#sdfootnote41anc\">41<\/a>\n\t<i>Ibidem<\/i>,\n\t174. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote42\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote42sym\" href=\"#sdfootnote42anc\">42<\/a>\n\tTestemunho de Pedro Echay, <i>Summarium<\/i>\n\t211-212. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote43\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote43sym\" href=\"#sdfootnote43anc\">43<\/a>\n\tTestemunho de Francisco Erasmo Geronazzo, <i>Summarium\n\t<\/i>274. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote44\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote44sym\" href=\"#sdfootnote44anc\">44<\/a>\n\tTestemunho de P. Feliciano L&oacute;pez, <i>Summarium<\/i>\n\t193. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote45\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote45sym\" href=\"#sdfootnote45anc\">45<\/a>\n\tJ. E. VECCHI, <i>o.c<\/i>., p. 49. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote46\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote46sym\" href=\"#sdfootnote46anc\">46<\/a>\n\tAs oferecidas pelo P. Vecchi est&atilde;o dispon&iacute;veis em <i>ACG\n\t<\/i>373 (2000) e em &laquo;<i>La Vocaci&oacute;n del Salesiano\n\tCoadjutor en la pastoral vocacional<\/i>&raquo;, em <i>El Salesiano\n\tCoadjutor: historia, identidad, pastoral vocacional y formaci&oacute;n,<\/i>\n\tEditorial CCS (Madrid), Roma, 1989, pp. 167-201. \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote47\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote47sym\" href=\"#sdfootnote47anc\">47<\/a>\n\tJ. E. VECCHI, <i>o.c.,<\/i> p. 52 \n\t<br><\/div>\n<div id=\"sdfootnote48\">\n\t<a class=\"sdfootnotesym\" name=\"sdfootnote48sym\" href=\"#sdfootnote48anc\">48<\/a>\n\tTestemunho de Amalia Teresa Giraudini, <i>Summarium<\/i> 115-116. \n\t<br><\/div>\n<\/body>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abACREDITEI, PROMETI, SAREI!\u00bbArt\u00eamides Zatti: Evangelho da Voca\u00e7\u00e3o e Igreja do Cuidado &laquo;O mosaico dos nossos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4391,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"iawp_total_views":3,"footnotes":""},"categories":[170],"tags":[2561,2226,2228,2619],"class_list":["post-5038","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comunicacoes-do-reitor-mor","tag-carisma-salesiano","tag-salesianos","tag-santos","tag-testemunhos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5038","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5038"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5038\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4391"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5038"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5038"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5038"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}