{"id":45791,"date":"2025-10-03T07:32:32","date_gmt":"2025-10-03T07:32:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.donbosco.press\/?p=45791"},"modified":"2025-10-07T07:45:04","modified_gmt":"2025-10-07T07:45:04","slug":"um-touro-furioso-humildade-trabalho-e-temperanca-1876","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/sonhos-de-dom-bosco\/um-touro-furioso-humildade-trabalho-e-temperanca-1876\/","title":{"rendered":"Um touro furioso; humildade, trabalho e temperan\u00e7a (1876)"},"content":{"rendered":"<p><em>Este relato on\u00edrico vibrante, narrado por Dom Bosco ao final dos exerc\u00edcios espirituais de 1876, apresenta uma poderosa alegoria da vida espiritual e da miss\u00e3o salesiana. Um touro furioso, encarna\u00e7\u00e3o do dem\u00f4nio e dos sete pecados capitais, semeia terror, mas \u00e9 vencido por quem se humilha, permanece unido na obedi\u00eancia e adora o Sant\u00edssimo Sacramento. Da cena emergem duas verdades fundamentais: \u201cTrabalho e temperan\u00e7a\u201d como lema e garantia de fecundidade apost\u00f3lica, e a advert\u00eancia para evitar quatro pregos letais \u2013 gula, interesse pessoal, murmura\u00e7\u00e3o e \u00f3cio \u2013 juntamente com a serpente oculta da ambiguidade. O sonho termina com a vis\u00e3o triunfante da Congrega\u00e7\u00e3o que, fiel a esses princ\u00edpios, difundir\u00e1 o Evangelho aos quatro cantos do mundo, guiando multid\u00f5es de jovens para Cristo.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p>Como encerramento e lembran\u00e7a dos exerc\u00edcios (espirituais), Dom Bosco relatou um sonho simb\u00f3lico, que \u00e9 um dos mais instrutivos entre os que tivera at\u00e9 ent\u00e3o. P. Lemoyne anotava enquanto ele falava; em seguida logo escreveu tudo e depois o fez ler a Dom Bosco, que fez algumas pequenas modifica\u00e7\u00f5es. Para maior clareza, dividimos a narrativa em quatro partes.<\/p>\n<p><strong>PARTE I [Um touro furioso; humildade, trabalho e temperan\u00e7a]<br \/>\n<\/strong><br \/>\nDiz-se que n\u00e3o se deve dar import\u00e2ncia aos sonhos: digo-lhes a verdade que, na maioria dos casos, tamb\u00e9m sou dessa opini\u00e3o. Por\u00e9m, por vezes, embora n\u00e3o nos revelem coisas futuras, servem para fazer conhecer como resolver assuntos muito complicados e para nos fazer agir com verdadeira prud\u00eancia em v\u00e1rias tarefas. Ent\u00e3o podem ser considerados pela parte que nos oferecem de bom.<br \/>\nNeste momento quero contar-lhes um sonho que me manteve ocupado, pode-se dizer, em todo o tempo desses exerc\u00edcios e especialmente me atormentou a noite passada. Eu lhes contarei tal como tudo aconteceu, resumindo-o apenas um pouco aqui e ali para n\u00e3o demorar muito, porque me parece rico em muitos e s\u00e9rios ensinamentos.<br \/>\nParecia-me, pois, que est\u00e1vamos todos juntos e \u00edamos de Lanzo a Turim. Est\u00e1vamos todos em algum ve\u00edculo, mas n\u00e3o sei dizer se est\u00e1vamos na ferrovia ou no \u00f4nibus; mas n\u00e3o est\u00e1vamos a p\u00e9. Chegando a um determinado ponto da estrada, n\u00e3o me lembro onde, o ve\u00edculo parou. Desci para ver o que sucedia, quando apareceu um personagem que n\u00e3o saberia definir. Ele me parecia de alta e baixa estatura ao mesmo tempo; era gordo e magro; embora fosse branco, tamb\u00e9m era vermelho; caminhava por terra e pelo ar. Fiquei completamente pasmo e n\u00e3o consegui dar-me um motivo para tudo aquilo, quando, tomando coragem, perguntei-lhe:<br \/>\n\u2013 Quem \u00e9 voc\u00ea?<br \/>\nSem me dizer mais nada, respondeu:<br \/>\n\u2013 Venha!<br \/>\nQueria antes saber quem era, o que queria, mas ele repetiu:<br \/>\n\u2013 Venha depressa; fa\u00e7amos girar os ve\u00edculos neste campo. \u2013 O mais admir\u00e1vel \u00e9 que ele falava baixo e alto ao mesmo tempo e, em v\u00e1rias vezes, eu me sentia extremamente maravilhado com isso.<br \/>\nO campo era vast\u00edssimo, at\u00e9 onde a vista alcan\u00e7ava, tudo muito plano; n\u00e3o tinha sulcos, mas bastante batido como se fosse uma eira. Sem saber o que dizer, e vendo aquele personagem t\u00e3o decidido, fizemos os ve\u00edculos dar meia volta; esses entraram naquele vast\u00edssimo campo, e ent\u00e3o gritamos a todos que estavam dentro, que descessem. Todos desceram em brev\u00edssimo tempo, e eis que apenas desceram, os ve\u00edculos desapareceram, sem saber onde foram parar.<br \/>\n\u2013 Agora que descemos, me dir\u00e1&#8230; me direis&#8230; me dir\u00e1&#8230;, sussurrei sem saber como tratar com aquele personagem, por que nos fez parar neste lugar.<br \/>\nEle respondeu:<br \/>\n\u2013 O motivo \u00e9 grave; \u00e9 para livr\u00e1-los de um grand\u00edssimo perigo!<br \/>\n\u2013 E qual?<br \/>\n\u2013 O perigo de um touro furioso, que n\u00e3o deixa nenhuma pessoa viva em seu caminho. <em>Taurus rugiens quaerens quem devoret<\/em> (Touro a rugir, buscando a quem devorar \u2013 cf. 1Pd 5,8).<br \/>\n\u2013 Devagar, meu caro amigo, voc\u00ea atribui ao touro o que S\u00e3o Pedro diz sobre o le\u00e3o na Sagrada Escritura: <em>leo rugiens<\/em> (le\u00e3o que ruge)!<br \/>\n\u2013 N\u00e3o importa: l\u00e1 estava <em>leo rugiens, e aqui est\u00e1 taurus rugiens<\/em>. O fato \u00e9 que precisa estar muito alerta. Chame todos ao seu redor. Anuncie-lhes solenemente e com muito cuidado que estejam atentos, muito atentos, e assim que ouvirem o mugido do touro&#8230; mugido extraordin\u00e1rio e imenso, se joguem ao solo e permane\u00e7am deitados de bru\u00e7os com os rostos voltados para o ch\u00e3o at\u00e9 que o touro tenha feito a sua passagem. Ai daquele que n\u00e3o ouvir sua voz; quem n\u00e3o se prostrar, da maneira como eu lhe disse, estar\u00e1 completamente perdido, porque se l\u00ea nas Sagradas Escrituras que quem se humilha ser\u00e1 exaltado, e quem se exalta ser\u00e1 humilhado: <em>qui se humiliat exaltabitur, et qui se exaltat humiliabitur<\/em>.<br \/>\nEnt\u00e3o ele me acrescentou de novo:<br \/>\n\u2013 R\u00e1pido, r\u00e1pido, o touro est\u00e1 para vir; grite, grite alto para que se abaixem.<br \/>\nEu gritava, e ele:<br \/>\n\u2013 Alto, alto! Grite ainda mais forte, grite, grite!<br \/>\nGritei t\u00e3o forte, que acredito ter assustado P. Lemoyne, que dorme no quarto ao lado; por\u00e9m, n\u00e3o podia fazer mais nada.<br \/>\nEis que num instante se ouve o mugido do touro:<br \/>\n\u2013 Aten\u00e7\u00e3o! Aten\u00e7\u00e3o! coloque-os em linha reta, todos pr\u00f3ximos uns dos outros em ambos os lados, com uma passagem no meio, para que o touro passe. \u2014 Assim aquele personagem grita comigo. Eu grito e com essas ordens; em um piscar de olhos todos ficaram prostrados por terra e come\u00e7amos a ver o touro de longe vindo furioso. Embora a grande maioria estivesse prostrada, alguns queriam ver o que era aquele touro e n\u00e3o se prostravam: eram poucos.<br \/>\nAquele indiv\u00edduo me disse:<br \/>\n\u2013 Agora ver\u00e1 o que acontecer\u00e1 com estes; ver\u00e1 o que eles receber\u00e3o, porque n\u00e3o querem abaixar-se.<br \/>\nEu queria alert\u00e1-los novamente, gritar, correr onde eles estavam; o outro me proibiu; eu insisti que me deixasse ir at\u00e9 eles. Ele me respondeu bruscamente:<br \/>\n\u2013 A obedi\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 para voc\u00ea: abaixe-se.<br \/>\nEu ainda n\u00e3o estava prostrado quando um fort\u00edssimo mugido, terr\u00edvel, aterrorizante, se fez ouvir. O touro j\u00e1 estava perto de n\u00f3s. Todos tremiam e perguntavam:<br \/>\n\u2013 Quem sabe?&#8230; Quem sabe?&#8230;<br \/>\n\u2013 N\u00e3o temam; se joguem por terra, eu gritei.<br \/>\nE aquele sujeito n\u00e3o parava de gritar: <em>Qui se humiliat, exaltabitur, et qui se exaltat, humiliabitur&#8230; qui se humiliat&#8230; qui se humiliat&#8230;<\/em><br \/>\nUma coisa estranha, que tamb\u00e9m me surpreendeu, foi esta, que embora minha cabe\u00e7a estivesse por terra e eu estivesse completamente prostrado com os olhos na poeira, no entanto via muito bem o que se passava ao meu redor: o touro tinha sete chifres quase em forma de c\u00edrculo; dois situados no nariz; dois no lugar dos olhos; dois no lugar normal dos chifres e um acima. Mas, coisa maravilhosa! Esses chifres eram fort\u00edssimos, m\u00f3veis, ele os virava para o lado que queria, de modo que para matar e derrubar algu\u00e9m, enquanto corria, n\u00e3o precisava virar aqui e ali; bastava prosseguir adiante sem retroceder para matar qualquer um que encontrasse. Mais longos eram os chifres do nariz, e esses faziam estragos realmente surpreendentes.<br \/>\nO touro j\u00e1 estava bem perto de n\u00f3s. Ent\u00e3o o outro grita:<br \/>\n\u2013 O efeito da humildade ser\u00e1 visto. \u2013 E em um instante, que maravilha! Todos n\u00f3s nos vimos erguidos no ar, a uma altura consider\u00e1vel, de modo que era imposs\u00edvel que o touro pudesse nos alcan\u00e7ar. Os poucos que n\u00e3o estavam abaixados n\u00e3o foram levantados. O touro chega e os despeda\u00e7a em um momento. Nenhum se salvou. N\u00f3s, entretanto, elevados assim no ar, t\u00ednhamos medo e diz\u00edamos:<br \/>\n\u2013 Se cairmos, estaremos perdidos! Pobres de n\u00f3s! O que ser\u00e1 de n\u00f3s? \u2013 No entanto, v\u00edamos o touro furioso tentando nos alcan\u00e7ar; dava saltos terr\u00edveis para poder nos dar chifradas; mas n\u00e3o p\u00f4de nos fazer nenhum mal. Ent\u00e3o, mais furioso do que nunca, faz sinal que quer buscar companheiros, quase dizendo: \u2013 Ent\u00e3o nos ajudaremos mutuamente, faremos uma escalada&#8230; \u2013 E assim, <em>habens iram magnam<\/em> (cheio de grande furor \u2013 Ap 12,12), foi embora.<br \/>\nEnt\u00e3o nos encontramos de novo por terra, e aquele sujeito come\u00e7ou a gritar:<br \/>\n\u2013 Vamos nos voltar para o Sul.<\/p>\n<p><strong>PARTE II (Um touro furioso)<br \/>\n<\/strong><br \/>\nE eis que, sem entender como isso acontecesse, a cena mudou completamente diante de n\u00f3s. Dirigindo nosso olhar para o Sul, vimos o Sant\u00edssimo Sacramento exposto; havia muitas velas acesas dos dois lados, e n\u00e3o se via mais aquele prado, mas parecia que est\u00e1vamos em uma imensa igreja, muito bem ornada. Enquanto est\u00e1vamos todos em adora\u00e7\u00e3o diante do Sant\u00edssimo Sacramento, eis que chegam muitos touros furiosos, todos com chifres horr\u00edveis e de apar\u00eancia muito assustadora. Ao chegar, mas estando todos n\u00f3s em adora\u00e7\u00e3o ao Sant\u00edssimo Sacramento, n\u00e3o puderam nos fazer mal. N\u00f3s, entretanto, nos pusemos a rezar a coroinha em honra do Sacrat\u00edssimo Cora\u00e7\u00e3o de Jesus. Depois de um tempo, n\u00e3o sei como, olhamos, e os touros n\u00e3o estavam mais l\u00e1. Depois, voltados novamente para o lado do altar, descobrimos que as luzes haviam desaparecido, o Sacramento n\u00e3o estava mais exposto; a igreja desaparece: mas onde estamos? N\u00f3s nos encontramos no campo em que est\u00e1vamos antes.<br \/>\nVoc\u00eas compreendem bastante que o touro \u00e9 o inimigo das almas, o dem\u00f4nio, que tem grande ira contra n\u00f3s e continuamente busca fazer-nos o mal. Os sete chifres s\u00e3o os sete pecados capitais. O que pode nos livrar dos chifres desse touro, ou seja, dos ataques do dem\u00f4nio, de n\u00e3o cair nos v\u00edcios, \u00e9 principalmente a humildade, base e fundamento das virtudes.<\/p>\n<p><strong>PARTE III (O triunfo da congrega\u00e7\u00e3o)<br \/>\n<\/strong><br \/>\nN\u00f3s, no entanto, espantados e perplexos, nos olh\u00e1vamos uns aos outros; ningu\u00e9m falava; n\u00e3o sab\u00edamos o que dizer. Esperava-se que Dom Bosco falasse ou que aquele sujeito nos dissesse algo. Quando me chamou \u00e0 parte, acrescentou:<br \/>\n\u2013 Venha, vou mostrar-lhe o triunfo da Congrega\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco de Sales. Suba sobre essa pedra e ver\u00e1!<br \/>\nHavia uma grande pedra em meio \u00e0quela plan\u00edcie sem limites, e eu subi nela. Oh, que vis\u00e3o imensa apareceu diante dos meus olhos! Aquele campo, que eu jamais teria imaginado t\u00e3o vasto, parecia-me que ocupava toda a terra. Estavam reunidos homens de todas as cores, vestidos de formas as mais diversas e de todas as na\u00e7\u00f5es. E vi tantas pessoas que n\u00e3o sei se o mundo possui tantas. Comecei a observar os primeiros que apareceram aos meus olhos. Eles estavam vestidos como n\u00f3s, italianos. Eu conhecia aqueles das primeiras filas e havia numerosos Salesianos que conduziam pela m\u00e3o grupos de meninos e meninas. Depois vieram outros, com outros grupos; depois ainda outros e outros que n\u00e3o conhecia e n\u00e3o podia mais distinguir, mas eram em n\u00famero indescrit\u00edvel. Do lado sul apareceram aos meus olhos sicilianos, africanos e uma infind\u00e1vel popula\u00e7\u00e3o de pessoas que eu n\u00e3o conhecia. Eram sempre conduzidos por Salesianos, dos quais eu conhecia somente os que estavam nas primeiras filas e depois n\u00e3o mais.<br \/>\n\u2013 Vire-se, \u2013 disse aquele desconhecido. Eis que vi outros povos, em n\u00famero imenso; apareceram-me vestidos de maneira diferente de n\u00f3s: tinham peles e uma esp\u00e9cie de manto que parecia veludo, todos em v\u00e1rias cores. Ele me fez voltar para os quatro pontos cardeais. Entre outras coisas vi no Oriente mulheres com p\u00e9s t\u00e3o pequenos que tinham dificuldade para ficar em p\u00e9 e mal conseguiam caminhar. O mais maravilhoso \u00e9 que em todos os lugares via os Salesianos que conduziam grupos de meninos e meninas e com eles um povo imenso. Nas primeiras filas sempre os conhecia; mas aqueles que estavam atr\u00e1s n\u00e3o os conhecia mais, nem mesmo os mission\u00e1rios. Aqui muitas coisas n\u00e3o posso cont\u00e1-las na \u00edntegra, porque demoraria muito.<br \/>\nEnt\u00e3o o tal que me havia me conduzido e aconselhado at\u00e9 este ponto, o que eu tinha que fazer, tomou a palavra novamente e acrescentou:<br \/>\n\u2013 Olhe; considere; agora n\u00e3o entender\u00e1 tudo o que lhe digo, mas preste aten\u00e7\u00e3o: tudo quanto viu \u00e9 toda a messe preparada para os Salesianos. V\u00ea como a messe \u00e9 imensa?\u00a0 Este imenso campo no qual voc\u00ea se encontra \u00e9 o campo em que os Salesianos devem trabalhar. Os Salesianos que v\u00ea s\u00e3o os trabalhadores desta vinha do Senhor. Muitos trabalham e voc\u00ea os conhece. O horizonte ent\u00e3o se alarga, visivelmente, de pessoas que voc\u00ea ainda n\u00e3o conhece; e isso significa que n\u00e3o s\u00f3 neste s\u00e9culo, mas tamb\u00e9m nos pr\u00f3ximos e nos s\u00e9culos futuros, os Salesianos trabalhar\u00e3o neste campo. Mas sabe em que condi\u00e7\u00f5es ser\u00e1 poss\u00edvel realizar o que tem visto? Eu lhe direi. Veja; precisa imprimir estas palavras, que s\u00e3o como seu bras\u00e3o, como sua palavra de ordem, como seu distintivo. Observe bem: <em>o trabalho e a temperan\u00e7a far\u00e3o florescer a Congrega\u00e7\u00e3o Salesiana<\/em>. Estas palavras as far\u00e1 explicar, as repetir\u00e1, insistir\u00e1. Far\u00e1 imprimir o manual que as explique e far\u00e1 compreender bem que o trabalho e a temperan\u00e7a s\u00e3o a heran\u00e7a que deixar\u00e1 \u00e0 Congrega\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, ser\u00e3o tamb\u00e9m a sua gl\u00f3ria.<br \/>\nEu respondi:<br \/>\n\u2013 Eu farei isso de boa vontade; tudo isto est\u00e1 de acordo com o nosso objetivo, \u00e9 o que j\u00e1 lhes recomendo todos os dias e vou insistindo sempre que tiver oportunidade.<br \/>\n\u2013 Est\u00e1, ent\u00e3o, bem persuadido? Voc\u00ea me entendeu bem? Essa \u00e9 a heran\u00e7a que deixar\u00e1 para eles, e tamb\u00e9m deixe claro para eles que, enquanto seus filhos corresponderem, eles ter\u00e3o seguidores ao sul, ao norte, ao oriente e ao ocidente. Agora des\u00e7a dos exerc\u00edcios e os encaminhe para o seu destino. Estes servir\u00e3o como normas; depois vir\u00e3o os outros.<br \/>\nE eis que aparecem novamente alguns \u00f4nibus para nos levar a todos para Turim. Eu observo, observo; eram todos \u00f4nibus <em>sui generis<\/em>, estranhos como nunca. Os nossos come\u00e7am a subir; ora, aqueles \u00f4nibus n\u00e3o tinham apoio em lugar nenhum, e eu temia que os jovens ca\u00edssem e n\u00e3o queria deix\u00e1-los ir. Mas aquele sujeito me disse: \u2013 Deixe-os ir, deixe-os ir; eles n\u00e3o precisam de apoio, apenas que eles cumpram bem aquelas palavras. <em>Sobrii estote et vigilate<\/em> (Sede s\u00f3brios e vigiai \u2013 1Pd 5,8). Cumpram bem estas duas palavras e n\u00e3o haver\u00e1 nenhum perigo de cair, mesmo que n\u00e3o haja apoios e o ve\u00edculo corra.<\/p>\n<p><strong>PARTE IV (Quatro pregos emblem\u00e1ticos)<br \/>\n<\/strong><br \/>\nEnt\u00e3o partiram e eu fiquei sozinho com aquele sujeito:<br \/>\n\u2013 Venha, ele acrescentou logo. Venha, eu quero mostrar a parte mais importante; oh, e ter\u00e1 que aprender bem! Voc\u00ea v\u00ea aquele ve\u00edculo a\u00ed?<br \/>\n\u2013 Eu o vejo!<br \/>\n\u2013 Sabe o que \u00e9?<br \/>\n\u2013 Mas n\u00e3o vejo bem.<br \/>\n\u2013 Se quiser ver com clareza, chegue mais perto. V\u00ea aquele cartaz a\u00ed? Aproxime-se; observe-o; sobre aquele cartaz est\u00e1 o emblema: desse voc\u00ea vai saber.<br \/>\nEu me aproximo e vejo pintados sobre aquele cartaz quatro pregos muito grandes. Virei-me para ele dizendo:<br \/>\n\u2013 Mas n\u00e3o entendo nada, se n\u00e3o me explica.<br \/>\n\u2013 Voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea esses quatro pregos? Observe-os bem. S\u00e3o os quatro cravos que perfuraram e atormentaram a pessoa do Divino Salvador de forma t\u00e3o cruel.<br \/>\n\u2013 O que quer dizer-me com isto?<br \/>\n\u2013 S\u00e3o quatro pregos que atormentam as Congrega\u00e7\u00f5es religiosas. Se evitar estes quatro pregos, isto \u00e9, que sua Congrega\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja atormentada por eles, saibam mant\u00ea-los afastados, ent\u00e3o tudo correr\u00e1 bem e voc\u00eas estar\u00e3o a salvo.<br \/>\n\u2013 Mas eu n\u00e3o entendo como antes, respondi; o que significam estes pregos?<br \/>\n\u2013 Se quer saber mais, observe melhor esta carruagem que tem pregos por emblema. Veja; esta carruagem tem quatro compartimentos, cada um dos quais corresponde a um prego.<br \/>\n\u2013 Mas esses compartimentos o que significam?<br \/>\n\u2013 Observe o primeiro compartimento. \u2013 Observo e leio na placa: <em>Quorum deus venter est<\/em> (O deus deles \u00e9 o ventre \u2013 Fl 3,19). \u2013 Oh, agora estou come\u00e7ando a entender alguma coisa.<br \/>\nAquele sujeito me respondeu:<br \/>\n\u2013 Este \u00e9 o primeiro prego que atormenta e estraga as Congrega\u00e7\u00f5es religiosas. Este far\u00e1 estragos tamb\u00e9m entre voc\u00eas, se n\u00e3o estiver atento. Lute firme e ver\u00e1 que suas coisas prosperar\u00e3o.<br \/>\n\u2013 Agora chegamos ao segundo compartimento; leia a inscri\u00e7\u00e3o no segundo prego: <em>Quaerunt que sua sunt, n\u00e3o quae Jesu Christi<\/em> (Procuram os pr\u00f3prios interesses e n\u00e3o os de Jesus Cristo \u2013 Fl 2,21). Estes s\u00e3o os que buscam as pr\u00f3prias comodidades, confortos, e procuram seu pr\u00f3prio interesse, at\u00e9 mesmo dos familiares, e n\u00e3o buscam o bem da Congrega\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o que forma a por\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo. Cuidado, remova esse flagelo e ver\u00e1 prosperar a Congrega\u00e7\u00e3o.<br \/>\nTerceiro compartimento: observo a inscri\u00e7\u00e3o do terceiro prego, e era: <em>Aspidis lingua eorum<\/em> (Suas l\u00ednguas s\u00e3o como serpentes \u2013 cf. Sl 140,4). \u2013 O prego fatal para as Congrega\u00e7\u00f5es s\u00e3o os murmuradores, os fofoqueiros; aqueles que procuram criticar, com ou sem raz\u00e3o.<br \/>\nQuarto compartimento: <em>Cubiculum otiositatis<\/em> (Cub\u00edculo do \u00f3cio). \u2013 Aqui est\u00e3o os ociosos em grande n\u00famero, e quando se come\u00e7a a introduzir o \u00f3cio, a comunidade fica bastante arruinada; ao inv\u00e9s, enquanto se trabalhar muito, n\u00e3o haver\u00e1 nenhum perigo para voc\u00eas. Agora observe mais uma coisa que h\u00e1 nesta carruagem \u00e0 qual muitas e muitas vezes n\u00e3o se d\u00e1 import\u00e2ncia, eu quero que voc\u00ea observe com aten\u00e7\u00e3o muito especial. V\u00ea aquele arm\u00e1rio que n\u00e3o faz parte de nenhum compartimento, mas se estende um pouco por todos? \u00c9 como um meio compartimento ou divis\u00e3o.<br \/>\n\u2013 Vejo; mas n\u00e3o h\u00e1 nada al\u00e9m de restos de folhas, erva daninha alta, outra mais baixa, emaranhada.<br \/>\n\u2013 Muito bem; isso \u00e9 o que eu quero que voc\u00ea observe.<br \/>\n\u2013 Mas o que posso tirar disso?<br \/>\n\u2013 Observe bem a inscri\u00e7\u00e3o que est\u00e1 quase escondida.<br \/>\n\u2013 Observo com aten\u00e7\u00e3o e vejo escrito: <em>Latet anguis in herba<\/em> (Na erva se esconde a serpente \u2013 Virg\u00edlio, Buc\u00f3licas III, 93).<br \/>\nMas e com isso?<br \/>\n\u2013 Olha, h\u00e1 certos indiv\u00edduos que est\u00e3o escondidos; eles n\u00e3o falam; nunca abrem o cora\u00e7\u00e3o aos Superiores; sempre ruminam seus segredos em seus cora\u00e7\u00f5es; preste aten\u00e7\u00e3o; <em>latet anguis in herba<\/em>. S\u00e3o verdadeiros flagelos, uma verdadeira praga das Congrega\u00e7\u00f5es. Mesmo ruins, se fossem revelados, poderiam ser corrigidos; mas n\u00e3o, eles est\u00e3o escondidos, n\u00f3s n\u00e3o percebemos, e enquanto isso o mal se torna grave, o veneno se multiplica no cora\u00e7\u00e3o deles, e quando forem conhecidos n\u00e3o haver\u00e1 mais tempo para reparar os danos que j\u00e1 causaram. Portanto, aprenda bem as coisas que devem manter longe de sua Congrega\u00e7\u00e3o; tenha bem em mente o que tem ouvido: d\u00ea ordens para que essas coisas sejam explicadas e reexplicadas novamente com detalhes. Ao fazer isso, tenha a certeza sobre a sua Congrega\u00e7\u00e3o, que as coisas prosperar\u00e3o um dia ap\u00f3s o outro.<br \/>\nEnt\u00e3o implorei \u00e0quele sujeito que, para n\u00e3o esquecer nada do que me havia dito, me deixasse algum tempo para poder escrever:<br \/>\n\u2013 Se quer experimentar, respondeu ele, escreva-as, mas temo que lhe falte o tempo, e esteja atento.<br \/>\nEnquanto ele me dizia essas coisas e eu me preparava para escrever, pareceu-me ter ouvido um barulho confuso, uma agita\u00e7\u00e3o ao meu redor. O solo daquele campo parecia oscilar. Ent\u00e3o me viro para ver se havia algo novo, e vejo os jovens que tinham partido pouco antes, todos bastante assustados, voltando para mim de todos os lados, e logo em seguida, o mugido do touro e o pr\u00f3prio touro os perseguia. Quando o touro reapareceu, fiquei t\u00e3o assustado com a vis\u00e3o que despertei.<br \/>\nNesta ocasi\u00e3o, antes de nos despedirmos, contei-lhes o sonho, bem convencido de poder dizer, com toda a verdade, que seria uma conclus\u00e3o digna dos exerc\u00edcios, se nos propus\u00e9ssemos a nos ater ao nosso emblema: <em>Trabalho e temperan\u00e7a<\/em>; e se tentarmos evitar os quatro grandes pregos que torturam as Congrega\u00e7\u00f5es: o v\u00edcio da gula, a busca do conforto, a murmura\u00e7\u00e3o e o \u00f3cio; a esses se deve acrescentar que cada um seja sempre aberto, fiel e confiante com os pr\u00f3prios Superiores. Desta maneira faremos um grande bem \u00e0s nossas almas e, ao mesmo tempo, poderemos salvar tamb\u00e9m aqueles que a Divina Provid\u00eancia confiar aos nossos cuidados.<\/p>\n<p>Dom Bosco havia anunciado e prometido no decorrer da narra\u00e7\u00e3o que explicaria melhor por \u00faltimo o ponto sobre a temperan\u00e7a, contando um ap\u00eandice do sonho; mas ao passar para a segunda parte de seu relato, que veremos em breve, ele se esqueceu. Ao despertar, como disse, pelo reaparecimento do animal furioso, sentiu o desejo de conhecer algo mais; disso foi plenamente satisfeito, logo que adormeceu. O que ent\u00e3o viu, o contou mais tarde em Chieri. P. Berto, que estava presente, escreveu e enviou ao P. Lemoyne, o qual o copiou, para completar o que ele j\u00e1 tinha escrito.<br \/>\nEu estava ansioso para saber os efeitos da temperan\u00e7a e da intemperan\u00e7a e com esse pensamento fui para a cama; quando comecei a dormir, nosso personagem reaparece e me convida a segui-lo e ver os efeitos da temperan\u00e7a. Levou-me a um jardim muito apraz\u00edvel, cheio de del\u00edcias e flores de todo tipo e esp\u00e9cie; l\u00e1 eu observei uma quantidade de rosas, as mais pomposas, s\u00edmbolo da caridade; ali um cravo, ali um jasmim; aqui um l\u00edrio, ali uma violeta, ali uma sempre viva, um girassol e um n\u00famero infinito de flores, cada uma simbolizando uma virtude.<br \/>\n\u2013 Agora esteja atento \u2013 disse-me o guia. O jardim desapareceu e ouvi um barulho forte:<br \/>\n\u2013 O que \u00e9 isso? De onde vem esse barulho?<br \/>\n\u2013 Vire-se e observe.<br \/>\nEu me virei e vi, oh vis\u00e3o singular! Eu vi uma carro quadrado, puxado por um porco e um sapo de tamanho enorme.<br \/>\n\u2014 Aproxime-se e olhe dentro.<br \/>\nAvancei para examinar o conte\u00fado do carro. Estava cheio e transbordando dos animais mais nojentos: corvos, cobras, escorpi\u00f5es, lagartos, carac\u00f3is, morcegos, crocodilos, salamandras. N\u00e3o resisti a essa vis\u00e3o e, horrorizado, voltei o olhar; pelo fedor daqueles animais nojentos, levei como um choque e acordei, sentindo o mesmo cheiro por muito tempo; e minha mente ainda estava t\u00e3o perturbada com o horror daquela vis\u00e3o, que me parecia que eu ainda tinha tal coisa diante dos meus olhos, e n\u00e3o foi mais poss\u00edvel descansar naquela noite.<\/p>\n<p>P. Lemoyne, prestando aten\u00e7\u00e3o apenas ao sonho, n\u00e3o pensou em escrever a segunda parte da prega\u00e7\u00e3o, que encontramos, pelo contr\u00e1rio, resumida por P. Barberis da seguinte maneira.<\/p>\n<p>Querendo agora dar alguma lembran\u00e7a especial que sirva para o curso (de retiro) deste ano, eis qual seria: buscar todos os meios para preservar a rainha das virtudes, a virtude que guarda todas as outras; pois, se a temos, nunca estar\u00e1 s\u00f3, ali\u00e1s ter\u00e1 todas as outras como cortejo; se perdermos esta, as outras, ou n\u00e3o existem ou se perdem em pouco tempo.<br \/>\nAmem esta virtude, amem-na muito e lembrem-se de que para mant\u00ea-la \u00e9 preciso trabalhar e rezar: <em>non eicitur nisi in ieiunio et oratione<\/em> (n\u00e3o se expulsa sen\u00e3o com o jejum e a ora\u00e7\u00e3o \u2013 Mt 17,21) Sim, ora\u00e7\u00e3o e mortifica\u00e7\u00e3o nos olhares, no descanso, na comida, e principalmente no vinho; para o nosso corpo n\u00e3o buscar conforto, ali\u00e1s, eu quase diria, maltrat\u00e1-lo. N\u00e3o respeit\u00e1-lo demasiado, exceto por necessidade, quando a sa\u00fade assim o exigir; ent\u00e3o sim; afinal, dar ao corpo o estritamente necess\u00e1rio e nada mais, porque o Esp\u00edrito Santo diz: <em>Corpus hoc quod corrumpitur aggravat animam<\/em> (o corpo corrupt\u00edvel torna pesada a alma \u2013 Sb 9,15). Sim? Ent\u00e3o, o que S\u00e3o Paulo fazia? <em>Castigo corpus meum et in servitutem redigo, ut spiritui inserviat<\/em> (Trato duramente meu corpo e o subjugo, para que esteja a servi\u00e7o do esp\u00edrito \u2013 cf. 1Cor 9,27).<br \/>\nRecomendo aqui o que recomendei no outro grupo de exerc\u00edcios, isto \u00e9: OBEDI\u00caNCIA, PACI\u00caNCIA, ESPERAN\u00c7A&#8230;<br \/>\nA outra coisa \u00e9 a humildade que devemos procurar possuir e incutir em nossos jovens e em todos, virtude que normalmente \u00e9 chamada de fundamento da vida crist\u00e3 e da perfei\u00e7\u00e3o.<br \/>\nUma coisa que \u00e0s vezes se diz, mas eu n\u00e3o gostaria que se fizesse, \u00e9 a seguinte: fazer as coisas s\u00f3 para agradar a Dom Bosco. N\u00e3o, meus queridos, n\u00e3o tentem agradar-me, mas tentem agradar ao Senhor. Pobrezinhos! Que recompensa eu poderia lhes dar? Eu poderia lhes dar minhas mis\u00e9rias. Coloquem apenas o verdadeiro esp\u00edrito de agradar ao Senhor; e se \u00e0s vezes lhes for confiado um of\u00edcio repugnante, fa\u00e7am-no igualmente, fa\u00e7am-no de boa vontade, pensando que com isso ganhar\u00e3o o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo e uma recompensa eterna no c\u00e9u.<br \/>\nTenham todos uma c\u00f3pia das Regras; leiam-nas, estudem-nas e sejam estas como nosso c\u00f3digo, com o qual procuramos conformar totalmente a nossa vida.<br \/>\nEntre as Regras se observem especialmente as pr\u00e1ticas de piedade e, entre estas, como uma lembran\u00e7a especial, desejo que se introduza e se fa\u00e7a bem o que diz respeito ao exerc\u00edcio da \u201cboa morte\u201d. Posso assegurar-lhes que quem realiza bem este exerc\u00edcio mensal pode ter a certeza da salva\u00e7\u00e3o da sua alma e ter a certeza de trilhar sempre o verdadeiro caminho da sua voca\u00e7\u00e3o. Haver\u00e1 muitos que n\u00e3o encontrar\u00e3o um dia em que se isentem de qualquer ocupa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o importa, que fa\u00e7am o que for estritamente necess\u00e1rio para fazer seu of\u00edcio; mas n\u00e3o haver\u00e1 ningu\u00e9m que n\u00e3o encontre naquele dia uma boa meia hora em que pense seriamente: 1\u00ba Se eu morresse neste momento, tenho alguma confus\u00e3o na consci\u00eancia? 2\u00ba Quais foram os meus defeitos principais neste m\u00eas? 3\u00ba Entre este m\u00eas e os anteriores, em qual progredi melhor? 4\u00ba Se eu morresse agora, n\u00e3o deixaria nenhum problema na minha gest\u00e3o ou nos meus trabalhos? N\u00e3o deixaria em dificuldades os Superiores no que se refere a quanto possuo? E na gest\u00e3o de materiais que me dizem respeito? \u2014 Fazendo essas considera\u00e7\u00f5es, procurar de fato colocar no lugar o que podemos encontrar de inconveniente.<br \/>\nAinda um pensamento sobre a d\u00favida que algu\u00e9m pode ter sobre sua voca\u00e7\u00e3o. Serei chamado a ficar nesta Congrega\u00e7\u00e3o? Tenho certeza de que esta \u00e9 a vida que o Senhor quer de mim?<br \/>\nAntes de mais nada, digo-lhes, e tenham bem em mente: nunca aceitei ningu\u00e9m de quem n\u00e3o tivesse certeza de que este sujeito foi chamado pelo Senhor.<br \/>\nEnt\u00e3o, pensem: eu sou da opini\u00e3o de que todos vieram aqui para se reunir em Lanzo, quem de um lugar, quem de outro, alguns superando obst\u00e1culos de um tipo, outros de outro; deixando suas ocupa\u00e7\u00f5es e a oportunidade especial de estar aqui agora: s\u00f3 isso, creio, j\u00e1 \u00e9 um verdadeiro sinal de que Deus os chama para abra\u00e7ar este estado. E eu neste momento n\u00e3o temo absolutamente de dizer que todos voc\u00eas que est\u00e3o aqui, todos s\u00e3o chamados pelo Senhor; tudo o que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e9 que voc\u00eas correspondam, colocando-se de todo o cora\u00e7\u00e3o na observ\u00e2ncia das Regras. A\u00ed sim! A cada um eu responderia o que o Divino Salvador respondia \u00e0quele tal: <em>Si vis ad vitam ingredi, serva mandata&#8230;<\/em> (Se queres entrar na vida, observa os mandamentos \u2013 Mt 19,17).<em> Hoc fac et vives<\/em> (Faze isto e viver\u00e1s \u2013 Lucas 10,28).<br \/>\n<em>&#8230; Hoc fac et vives<\/em>. Observe as regras. O que mais? Fa\u00e7a isso e viver\u00e1. Sabem quando \u00e9 que a voca\u00e7\u00e3o come\u00e7a a ficar em d\u00favida? Come\u00e7ar\u00e1 em voc\u00eas a d\u00favida, quando come\u00e7arem a transgredir as Regras. Ent\u00e3o, sim, que vir\u00e1 a d\u00favida, e se se continua nas transgress\u00f5es, se corre grave perigo de perd\u00ea-la.<br \/>\nCoragem, portanto: observ\u00e2ncia exata de nossas Regras e seja esta a lembran\u00e7a que coloca como o selo a todas as outras, tanto para aqueles que gradualmente lhes vem sugerindo o bom Pregador, seja ao que lhes sugeriu sua piedade nas medita\u00e7\u00f5es, nos exames de consci\u00eancia, na Santa Comunh\u00e3o; e tamb\u00e9m sirva como selo o que eu j\u00e1 lhes sugeri nesta mesma confer\u00eancia; e viver\u00e3o felizes!<\/p>\n<p><em>(<\/em><em>MB IT XII, 462-472 \/ MB PT XII, 388-400)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este relato on\u00edrico vibrante, narrado por Dom Bosco ao final dos exerc\u00edcios espirituais de 1876,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":45769,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"iawp_total_views":21,"footnotes":""},"categories":[172],"tags":[2561,1737,1749,2557,2577,1821,2227,2228,2037,2031,2025],"class_list":["post-45791","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sonhos-de-dom-bosco","tag-carisma-salesiano","tag-catequese","tag-conselhos","tag-deus","tag-dom-bosco","tag-graca","tag-salvacao","tag-santos","tag-vicio","tag-vida","tag-virtude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45791","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45791"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45791\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45798,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45791\/revisions\/45798"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45769"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}