{"id":45082,"date":"2025-08-29T09:30:01","date_gmt":"2025-08-29T09:30:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.donbosco.press\/?p=45082"},"modified":"2025-09-10T15:38:08","modified_gmt":"2025-09-10T15:38:08","slug":"dom-bosco-com-seus-salesianos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/dom-bosco\/dom-bosco-com-seus-salesianos\/","title":{"rendered":"Dom Bosco com seus salesianos"},"content":{"rendered":"<p>            Se com seus meninos Dom Bosco brincava alegremente para v\u00ea-los alegres e serenos, com seus salesianos revelava tamb\u00e9m em tom de brincadeira a estima que tinha por eles, o desejo de v\u00ea-los formar com ele uma grande fam\u00edlia, pobre sim, mas confiante na Divina Provid\u00eancia, unida na f\u00e9 e na caridade.<\/p>\n<p>Os feudos de Dom Bosco<br \/>\n            Em 1830, Margarida Occhiena, vi\u00fava de Francisco Bosco, fez a divis\u00e3o dos bens herdados de seu marido entre seu enteado Ant\u00f4nio e seus dois filhos Jos\u00e9 e Jo\u00e3o. Consistia, entre outras coisas, de oito lotes de terra com prado, campo e vinhedo. N\u00e3o sabemos nada exato sobre os crit\u00e9rios seguidos por Mam\u00e3e Margarida ao dividir a heran\u00e7a paterna entre os tr\u00eas. Entretanto, entre os lotes de terra havia um vinhedo pr\u00f3ximo aos Becchi (em Bric dei Pin), um campo em Valcapone (ou Valcappone) e outro em Bacajan (ou Bacaiau). De qualquer forma, essas tr\u00eas terras constituem os \u201cfeudos\u201d que Dom Bosco, \u00e0s vezes, chamava por brincadeira de sua propriedade.<br \/>\n            Os Becchi, como todos sabemos, s\u00e3o o humilde povoado do vilarejo onde Dom Bosco nasceu; Valcappon\u00e9 (ou Valcapone) era um local a leste do Colle, sob a Serra di Capriglio, mas no fundo do vale, na \u00e1rea conhecida como Sbaruau (= espantalho), porque era densamente arborizada, com algumas cabanas escondidas entre os galhos, que serviam como local de armazenamento para lavanderias e como ref\u00fagio para bandidos. Bacajan (ou Bacaiau) era um campo a leste do Colle, entre os lotes de Valcapone e Morialdo. Estes s\u00e3o os \u201cfeudos\u201d de Dom Bosco!<br \/>\n            As Mem\u00f3rias Biogr\u00e1ficas dizem que, por algum tempo, Dom Bosco conferiu t\u00edtulos de nobreza a seus colaboradores leigos. Assim, havia o Conde dos Becchi, o Marqu\u00eas de Valcappone, o Bar\u00e3o de Bacaiau, isto \u00e9, os tr\u00eas terrenos que Dom Bosco devia conhecer como parte de sua heran\u00e7a. \u201cCom esses t\u00edtulos costumava chamar Rossi, Gastini, Enria, Pelazza, Buzzetti, n\u00e3o s\u00f3 em casa, mas tamb\u00e9m fora, sobretudo quando viajava com alguns deles\u201d (MB VIII, 198-199 \u2013 MB VIII, 231-232).<br \/>\n            Entre esses \u201cnobres\u201d salesianos, sabemos com certeza que o conde dos Becchi (ou do Bricco del Pino) era Jos\u00e9 Rossi, o primeiro salesiano leigo, ou \u201cCoadjutor\u201d, que amava Dom Bosco como um filho muito afei\u00e7oado e lhe foi fiel para sempre.<br \/>\n            Um dia, Dom Bosco foi \u00e0 esta\u00e7\u00e3o de Porta Nova e Jos\u00e9 Rossi o acompanhou carregando sua mala. Eles chegaram quando o trem estava prestes a partir e os vag\u00f5es estavam cheios de gente. Dom Bosco, n\u00e3o conseguindo encontrar um assento, voltou-se para Rossi e, em voz alta, disse-lhe:<br \/>\n\u2013 Oh, senhor conde, lamento que esteja tendo tanto trabalho por mim!<br \/>\n\u2013 Imagine, Dom Bosco, \u00e9 uma honra para mim!<br \/>\n            Alguns viajantes que estavam na janela, ao ouvirem aquelas palavras \u201cSenhor Conde\u201d e \u201cDom Bosco\u201d, olharam uns para os outros com espanto e um deles gritou do vag\u00e3o:<br \/>\n\u2013 Dom Bosco! Senhor Conde! Subam aqui; ainda h\u00e1 dois lugares!<br \/>\n            \u2013 Mas eu n\u00e3o queria incomod\u00e1-los \u2013 respondeu Dom Bosco.<br \/>\n            \u2013 Subam! \u00c9 uma honra para n\u00f3s. Vou retirar minhas malas; estar\u00e3o \u00e0 vontade!<br \/>\n            E assim o \u201cConde dos Becchi\u201d p\u00f4de entrar no trem com Dom Bosco e a mala.<\/p>\n<p>As bombas e uma cabana<br \/>\n            Dom Bosco viveu e morreu pobre. Para comer, ele se contentava com muito pouco. At\u00e9 mesmo um copo de vinho j\u00e1 era demais para ele, e ele sistematicamente misturava com \u00e1gua.<br \/>\n            \u201cMuitas vezes se esquecia de beber por estar absorto em outros pensamentos, e cabia aos vizinhos de mesa completar-lhe o copo. Ent\u00e3o, se o vinho era do bom, logo procurava \u00e1gua \u201cpara faz\u00ea-lo melhor\u201d, dizia. E acrescentava sorrindo: \u2018Renunciei ao mundo e ao dem\u00f4nio, mas n\u00e3o \u00e0s pompas\u2019, aludindo \u00e0s bombas que tiram \u00e1gua dos po\u00e7os\u201d (MB IV, 191-192 \u2013 MBp IV, 181).<br \/>\n            At\u00e9 mesmo para as acomoda\u00e7\u00f5es, sabemos como ele vivia. Em 12 de setembro de 1873, foi realizada a Confer\u00eancia Geral dos Salesianos para reeleger um ec\u00f4nomo e tr\u00eas conselheiros. Naquela ocasi\u00e3o, Dom Bosco pronunciou palavras memor\u00e1veis e prof\u00e9ticas sobre o desenvolvimento da Congrega\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, quando chegou a hora de falar sobre o Cap\u00edtulo Superior, que a essa altura parecia precisar de uma resid\u00eancia adequada, ele disse, em meio \u00e0 hilaridade universal: \u201cSe fosse poss\u00edvel, eu gostaria de fazer no meio do p\u00e1tio uma \u2018s\u00f6panta\u2019 (leia-se: supanta = barraca, abrigo), onde o Cap\u00edtulo Superior pudesse ficar separado de todos os mortais. Como os membros deste Cap\u00edtulo Superior t\u00eam o direito de continuar a viver nesta terra, ele poder\u00e1 estar ora aqui, ora l\u00e1, nas diversas casas, segundo parecer melhor!\u201d (MB X, 1061-1062 \u2013 MBp X, 888-889).<\/p>\n<p>Otis, botis, pija tutis<br \/>\n            Um jovem lhe perguntava um dia como ele conhecia o futuro e adivinhava tantos segredos. Respondeu-lhe:<br \/>\n            \u2013 \u201cEscute-me. A maneira \u00e9 esta, e se explica com: \u00d3tis, b\u00f3tis, pija t\u00fatis. Sabe o que significam estas palavras? Preste aten\u00e7\u00e3o. S\u00e3o palavras gregas. E soletrando, repetiu: \u00d3-tis, b\u00f3-tis, pi-ja t\u00fa-tis. Entende?<br \/>\n            \u2013 \u00c9 um neg\u00f3cio complicado de entender!<br \/>\n            \u2013 Tamb\u00e9m sei disso. Eu mesmo nunca quis revelar a ningu\u00e9m o que significa essa ep\u00edgrafe. E ningu\u00e9m sabe mesmo. Nem nunca saber\u00e1. \u00c9 conveniente n\u00e3o o revelar. Este \u00e9 o grande segredo com que opero todas as coisas fora do comum. Com ele eu leio as consci\u00eancias, e por meio dele revelam-se os mist\u00e9rios. Mas se voc\u00ea \u00e9 esperto, veja se pode entender alguma coisa.<br \/>\n            E repetia aquelas quatro palavras, acentuando-as sucessivamente ao pronunciar cada uma delas. Passava o indicador na testa, sobre a boca, sobre o queixo, sobre o peito do jovem e acabava por dar-lhe, de improviso, um tapinha no rosto. O jovem ria, mas insistia:<br \/>\n\u2013 Mas, ao menos, traduza-me as quatro palavras em l\u00edngua vulgar.<br \/>\n            \u2013 Posso traduzi-las, mas n\u00e3o entender\u00e1 a tradu\u00e7\u00e3o.<br \/>\n            E, brincando, falava em dialeto piemont\u00eas:<br \/>\n\u2013 Quand ch\u2019at dan ed b\u00f2te, pije tute (Quando lhe d\u00e3o bofetadas, tome-as todas) (MB VI, 424 \u2013 MB VI, 401-402). E queria dizer que, para se tornar santo, \u00e9 preciso aceitar todos os sofrimentos que a vida nos reserva.<\/p>\n<p>Protetor dos funileiros<br \/>\n            Todos os anos, os jovens do Orat\u00f3rio de S\u00e3o Le\u00e3o, em Marselha, faziam um passeio \u00e0 casa do Sr. Olive, um generoso benfeitor dos Salesianos. Naquela ocasi\u00e3o, o pai e a m\u00e3e serviam os superiores \u00e0 mesa, e seus filhos, os alunos.<\/p>\n<p>            Em 1884, o passeio aconteceu durante a estada de Dom Bosco em Marselha.<br \/>\n            Enquanto os alunos estavam se divertindo nos jardins, o cozinheiro correu at\u00e9 a Madame Olive para lhe dizer:<br \/>\n\u2013 Madame, a panela de sopa para os meninos est\u00e1 vazando e n\u00e3o h\u00e1 como remediar a isso. Ter\u00e3o de ficar sem sopa!<br \/>\n            A senhora, que tinha muita f\u00e9 em Dom Bosco, teve uma ideia. Mandou chamar todos os jovens:<br \/>\n            \u2013 \u201cEscutem\u201d, disse-lhes ela, \u201cse quiserem comer a sopa, ajoelhem-se aqui e rezem uma ora\u00e7\u00e3o a Dom Bosco para que a panela deixe de vazar\u201d.<br \/>\n            Eles obedeceram. A panela parou de vazar instantaneamente. Mas Dom Bosco, ao ouvir o fato, riu muito e disse:<br \/>\n            \u2013 De agora em diante, chamar\u00e3o Dom Bosco de patrono dos funileiros (MB XVII, 55-56).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se com seus meninos Dom Bosco brincava alegremente para v\u00ea-los alegres e serenos, com seus&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":45072,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"iawp_total_views":7,"footnotes":""},"categories":[173],"tags":[2561,2577,1815,2226,2228],"class_list":["post-45082","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dom-bosco","tag-carisma-salesiano","tag-dom-bosco","tag-juventude","tag-salesianos","tag-santos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45082","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45082"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45082\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45083,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45082\/revisions\/45083"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45072"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45082"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45082"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45082"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}