{"id":44560,"date":"2025-07-26T07:42:03","date_gmt":"2025-07-26T07:42:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.donbosco.press\/sem-categorizacao\/la-decima-collina-1864\/"},"modified":"2025-07-28T13:54:24","modified_gmt":"2025-07-28T13:54:24","slug":"a-decima-colina-1864","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/sonhos-de-dom-bosco\/a-decima-colina-1864\/","title":{"rendered":"A d\u00e9cima colina (1864)"},"content":{"rendered":"\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O sonho da \u201cD\u00e9cima Colina\u201d, narrado por Dom Bosco em outubro de 1864, \u00e9 uma das p\u00e1ginas mais sugestivas da tradi\u00e7\u00e3o salesiana. Nele, o santo se encontra em um vale imenso cheio de jovens: alguns j\u00e1 no Orat\u00f3rio, outros ainda a serem encontrados. Guiado por uma voz misteriosa, ele deve conduzi-los por uma escarpa \u00edngreme e depois por dez colinas, s\u00edmbolo dos dez mandamentos, em dire\u00e7\u00e3o a uma luz que prefigura o Para\u00edso. O carro da Inoc\u00eancia, as hostes penitenciais e a m\u00fasica celestial desenham um afresco educativo: mostram a dificuldade de preservar a pureza, o valor do arrependimento e o papel insubstitu\u00edvel dos educadores. Com essa vis\u00e3o prof\u00e9tica, Dom Bosco antecipa a expans\u00e3o mundial de sua obra e o compromisso de acompanhar cada jovem no caminho da salva\u00e7\u00e3o.<\/em><br \/><br \/><br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dom Bosco tinha tido um sonho na noite anterior. Ao mesmo tempo um menino, chamado C\u2026 E\u2026, de Casale Monferrato, teve o mesmo sonho, parecendo-lhe estar com Dom Bosco e conversar com ele. Quando acordou ficou muito impressionado e foi contar o sonho ao seu professor, que o exortou a contar tudo a Dom Bosco. O menino foi procur\u00e1-lo e se encontrou com o pr\u00f3prio, que descia a escada e soube que ele tamb\u00e9m estava \u00e0 sua procura para lhe relatar a mesma coisa.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pareceu a Dom Bosco estar num vale enorme repleto de milhares de garotos, mas t\u00e3o numerosos que ele n\u00e3o acreditava poder encontrar tantos no mundo inteiro. Entre estes ele podia reconhecer todos aqueles que foram e que est\u00e3o agora no Orat\u00f3rio. Todos os outros eram talvez aqueles que vir\u00e3o mais tarde. No meio dos jovens, podiam-se ver os padres e os cl\u00e9rigos da casa.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Uma escarpada muito alta fechava um lado daquele vale. Enquanto Dom Bosco pensava o que poderia fazer com todos estes jovens, \u201c<em>uma voz<\/em>\u201d lhe disse:<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013 Est\u00e1 vendo aquela escarpada? Pois bem, precisa que voc\u00ea e os seus jovens alcancem o topo.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ent\u00e3o Dom Bosco ordenou \u00e0quela multid\u00e3o de jovens de se dirigir at\u00e9 o ponto indicado. Os jovens foram correndo e iniciaram a subir pela escarpada. Os padres da casa tamb\u00e9m correram e subiam ajudando os jovens: Levantavam os que ca\u00edam e carregavam os que, cansados, n\u00e3o aguentavam mais. P. Rua, com as mangas arrega\u00e7adas, trabalhava mais que todos e, at\u00e9 agarrando os meninos de dois em dois, lan\u00e7ava-os at\u00e9 o cume da escarpada, onde ca\u00edam em p\u00e9 e corriam alegremente a brincar. P. Cagliero e P. Francesia corriam no meio dos meninos gritando:<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013 Coragem, continuem; continuem, coragem.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em pouco tempo aquela multid\u00e3o de jovens chegou no topo da escarpada; tamb\u00e9m Dom Bosco tinha chegado e disse: \u2013 E agora, o que vamos fazer?<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013 E a \u201c<em>voz<\/em>\u201d continuou:<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013 Voc\u00ea deve ultrapassar com os seus jovens estas dez colinas que est\u00e3o \u00e0 sua frente, uma ap\u00f3s a outra.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013 Mas como \u00e9 que v\u00e3o conseguir aguentar uma caminhada t\u00e3o longa, estes garotos t\u00e3o pequenos e delicados?<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Foi-lhe respondido: \u2013 Quem n\u00e3o puder andar com suas pr\u00f3prias pernas ser\u00e1 carregado.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E eis, de fato, na extremidade da colina aparecer uma magn\u00edfica carruagem. Imposs\u00edvel descrever a beleza daquela carruagem, mas vou tentar. Era triangular e tinha tr\u00eas rodas que se movimentavam em todos os sentidos. Nos tr\u00eas cantos havia tr\u00eas hastes cujas extremidades se encontravam num mesmo ponto por cima da mesma carruagem, formando como que um pin\u00e1culo de caramanch\u00e3o. Sobre este ponto de uni\u00e3o se levantava um magn\u00edfico estandarte sobre o qual estava escrito em caracteres cubitais:\u00a0<em>Innocentia<\/em>\u00a0(Inoc\u00eancia). Havia uma faixa ao redor da carruagem com a escrita:\u00a0<em>Adjutorio Dei Altissimi Patris et Filii et Spiritus Sancti<\/em>\u00a0(Com a ajuda do Deus Alt\u00edssimo Pai e Filho e Esp\u00edrito Santo).<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A carruagem, que era de grande esplendor, por causa do ouro e pedras preciosas, veio at\u00e9 o meio dos jovens. Dada a ordem, muito meninos subiram na carruagem. Seu n\u00famero era de quinhentos. Quinhentos apenas eram ainda inocentes, no meio a tantos milhares de jovens.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dispostos estes na carruagem, Dom Bosco pensava por qual caminho deveria ir, quando viu abrir-se \u00e0 sua frente uma estrada ampla e bonita, mas cheia de espinhos. Apareceram ent\u00e3o, de repente, seis jovens, j\u00e1 falecidos no Orat\u00f3rio, vestidos de branco, carregando outra bel\u00edssima bandeira onde estava escrito:\u00a0<em>Poenitentia<\/em>\u00a0(Penit\u00eancia). Estes se puseram \u00e0 frente daquelas legi\u00f5es de jovens que deviam seguir o caminho a p\u00e9. Ent\u00e3o foi dado o sinal da partida. Muitos padres puseram-se no tim\u00e3o da carruagem, que, dirigida por eles, come\u00e7ou a se mover. Os seis meninos, vestidos de branco, seguem-no. Atr\u00e1s deles vinha a multid\u00e3o. Os garotos que estavam na carruagem entoaram o\u00a0<em>Laudate pueri Dominum<\/em>\u00a0(Louvai, meninos, ao Senhor \u2013 Sl 112,1) com uma melodia magn\u00edfica e inexprim\u00edvel.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dom Bosco caminhava encantado com aquela m\u00fasica celestial, quando se lembrou de olhar atr\u00e1s para ver se todos os jovens o acompanhavam. Mas, oh, doloroso espet\u00e1culo! Muitos tinham ficado no vale, muitos voltaram atr\u00e1s. Dom Bosco, agitado por dor inexprim\u00edvel, decidiu voltar atr\u00e1s para tentar convencer aqueles jovens levianos e ajud\u00e1-los a segui-lo. Mas foi-lhe decididamente negado.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Exclamou ele: \u2013 Mas aqueles coitados v\u00e3o se perder.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Foi-lhe respondido:<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013 Pior para eles: eles foram chamados como os outros e n\u00e3o quiseram acompanh\u00e1-lo. A estrada a ser percorrida, eles a viram e isso basta.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dom Bosco queria replicar; pediu, suplicou: in\u00fatil.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Foi-lhe dito: \u2013 A obedi\u00eancia \u00e9 para voc\u00ea tamb\u00e9m! \u2013 E teve que continuar o caminho.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nem tinha ainda suavizado esta dor, quando um outro acidente aconteceu. Muitos dos que estavam na carruagem, aos poucos, foram caindo por terra. De quinhentos, ficaram apenas 150 debaixo do estandarte da inoc\u00eancia.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O cora\u00e7\u00e3o de Dom Bosco partia-se por tanta ang\u00fastia. Ele esperava que o que estava acontecendo fosse um sonho, fazia de tudo para acordar, mas infelizmente tudo aquilo era a triste realidade. Batia palmas e ouvia o som delas; gemia e ouvia seus gemidos ecoarem pelo quarto; queria fazer sumir aquele terr\u00edvel fantasma, mas n\u00e3o podia.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Neste ponto, narrando o sonho, exclamava: \u2013 Meus queridos jovens! Eu conheci e vi os que ficaram no vale, os que voltaram ou ca\u00edram da carruagem! Eu reconheci a todos voc\u00eas. Mas tenho a certeza de que farei de tudo para salv\u00e1-los. Muitos de voc\u00eas, convidados por mim para se confessar, n\u00e3o acataram o meu chamado! Pelo amor de Deus, salvem suas almas.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Muitos dos garotos que tinham ca\u00eddo da carruagem foram aos poucos se juntar entre os que caminhavam atr\u00e1s da segunda bandeira. E a m\u00fasica da carruagem continuava t\u00e3o suave que aos poucos fez esquecer a dor que Dom Bosco sentia. Sete colinas j\u00e1 estavam ultrapassadas e, chegando aquelas legi\u00f5es na oitava, entraram num maravilhoso povoado, onde pararam para descansar um pouco. As casas daquele lugar eram de uma riqueza e beleza indescrit\u00edvel.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dom Bosco, falando aos jovens sobre este lugar, acrescentou:<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013 Vou dizer para voc\u00eas o que Santa Teresa afirmou das coisas do Para\u00edso: s\u00e3o coisas que ao se falar se degradam, porque s\u00e3o t\u00e3o belas que \u00e9 in\u00fatil esfor\u00e7ar-se para descrev\u00ea-las. Por isso digo-lhes s\u00f3 que os portais das casas pareciam um conjunto de ouro, cristal e diamante que surpreendia, enchia os olhos e infundia muita alegria. Os campos estavam cheios de \u00e1rvores carregadas ao mesmo tempo de flores, bot\u00f5es, fruta madura e fruta verde. Era uma vis\u00e3o maravilhosa.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os jovens espalharam-se pelo povoado daqui e dali, uns para uma coisa, outros para outra, pois grande era a curiosidade deles e o desejo de provar daquela fruta.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Foi nesta vila que aquele jovem de Casale se encontrou com Dom Bosco e conversou longamente com ele. Dom Bosco e o menino lembravam perfeitamente as perguntas feitas e as respostas. Singular combina\u00e7\u00e3o de dois sonhos.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dom Bosco neste ponto teve mais uma estranha surpresa. Os seus jovens apareceram-lhe, de repente, de idade avan\u00e7ada, curvos, desdentados, cheios de rugas no rosto, cabelos brancos, claudicantes, apoiados em bengalas. Ficou admirado com esta metamorfose, mas a \u201cvoz\u201d lhe disse:<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013 Voc\u00ea se admira; mas saiba que n\u00e3o s\u00e3o poucas horas desde que saiu do vale, mas j\u00e1 se passaram anos e anos. Foi aquela m\u00fasica que lhe fez parecer curto o caminho. Como prova, olhe a sua fisionomia e ver\u00e1 o que estou lhe dizendo.\u00a0<strong>\u00a0<\/strong>\u2013 E foi apresentado a Dom Bosco um espelho. Ele olhou-se no espelho e viu que o seu aspecto era de um homem idoso, com o rosto cheio de rugas e com poucos dentes e estragados.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A comitiva, entretanto, retomou o caminho, e os jovens de vez em quando pediam para parar a fim de olhar aquelas coisas novas. Mas Dom Bosco lhes dizia: \u2013 Em frente, em frente; n\u00f3s n\u00e3o precisamos de nada; n\u00e3o temos fome, nem sede, portanto em frente.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (L\u00e1 no fundo, distante, sobre a d\u00e9cima colina despontava uma luz que ia sempre aumentando, como que sa\u00edda de um portal). Recome\u00e7ou, ent\u00e3o, o canto, mas t\u00e3o bonito que s\u00f3 mesmo no Para\u00edso se poderia ouvir coisa igual e deleitar-se. N\u00e3o era m\u00fasica de instrumentos, nem parecia de vozes humanas. Era uma m\u00fasica imposs\u00edvel de descrever; e tamanha foi a alegria que invadiu a alma de Dom Bosco que acordou e se viu em sua cama.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dom Bosco, ent\u00e3o, explicou o sonho:<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013 O vale \u00e9 o mundo. A escarpada s\u00e3o os obst\u00e1culos para afastar-se dele. A carruagem, voc\u00eas j\u00e1 entenderam. As turmas dos jovens a p\u00e9 s\u00e3o os que, perdida a inoc\u00eancia, arrependeram-se de suas faltas.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dom Bosco acrescentou ainda que as dez colinas representavam os dez mandamentos da lei de Deus, cuja observ\u00e2ncia leva \u00e0 vida eterna.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Enfim, anunciou que, se fosse necess\u00e1rio, estaria disposto a revelar em particular a alguns jovens o que faziam naquele sonho; se ficaram no vale ou se ca\u00edram da carruagem.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Descido do estrado, o aluno Ant\u00f4nio Ferraris aproximou-se dele e contou, estando n\u00f3s presentes e entendendo perfeitamente o que ele dizia, como na noite anterior ele sonhou de estar com sua querida m\u00e3e, que lhe perguntou se por ocasi\u00e3o da P\u00e1scoa viria para casa de f\u00e9rias. Dom Bosco respondeu-lhe que antes da P\u00e1scoa estaria no Para\u00edso. Em seguida o jovem, em confian\u00e7a, baixinho, falou algumas outras coisas ao ouvido de Dom Bosco. Ant\u00f4nio Ferraris faleceu no dia 16 de mar\u00e7o de 1865.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Colocamos logo por escrito o sonho, e na mesma noite de 22 de outubro de 1864, no final, acrescentamos a seguinte nota: \u201cEu tenho certeza de que Dom Bosco, pelas suas explica\u00e7\u00f5es, procurou encobrir o que o sonho tem de mais surpreendente, pelo menos por alguma circunst\u00e2ncia. Aquela dos dez mandamentos n\u00e3o me convence. A oitava colina onde Dom Bosco parou, e se viu no espelho muito mais idoso, eu creio que indique o fim de sua vida, que deveria acontecer depois dos setenta anos. O futuro dir\u00e1\u201d.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Este futuro \u00e9 agora, tempo que passou e confirmou a nossa opini\u00e3o. O sonho indicava a Dom Bosco a dura\u00e7\u00e3o de seu viver. Vamos confrontar com esse o da Roda, que a gente s\u00f3 p\u00f4de conhecer alguns anos depois. Os giros da Roda correspondem a uma dezena de anos; e assim, tamb\u00e9m, parece que tenha o mesmo espa\u00e7o de tempo o proceder de colina em colina. Cada um das colinas corresponde a dez anos, de modo que elas significam cem anos, o m\u00e1ximo da vida de um homem. Agora, n\u00f3s vemos Dom Bosco, menino de dez anos, iniciar sua miss\u00e3o entre os colegas dos Becchi e, assim, iniciar sua viagem; percorre todas as sete colinas, isto \u00e9, sete dezenas, portanto, a sua idade chega a setenta anos; sobe na oitava colina e aqui faz uma parada: v\u00ea casas e campos maravilhosos, isto \u00e9, a sua Congrega\u00e7\u00e3o (Pia Sociedade), tornada grande e cheia de frutos pela infinita bondade de Deus. \u00c9 ainda longo o caminho a percorrer na oitava colina, e retoma a viagem; mas n\u00e3o chega \u00e0 nona colina, pois ele acordou. Assim ele n\u00e3o viveu a oitava dezena de anos, vindo a falecer aos 72 anos e cinco meses.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O que diz o leitor sobre isso? Vou acrescentar que, na noite seguinte, tendo Dom Bosco perguntado nosso parecer sobre o sonho, respondi que o sonho n\u00e3o dizia respeito somente aos jovens, mas indicava a expans\u00e3o da Congrega\u00e7\u00e3o (Pia Sociedade) em todo o mundo.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013 Que nada \u2013 retrucou um dos nossos irm\u00e3os; temos j\u00e1 o Col\u00e9gio de Mirabello e de Lanzo e talvez vamos ter mais alguns outros no Piemonte. O que quer mais?<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013 N\u00e3o! O sonho nos aponta outros destinos.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E Dom Bosco aprovava, sorrindo, a nossa certeza.<br \/><em>(MBp VII, 820-826)<\/em><\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sonho da \u201cD\u00e9cima Colina\u201d, narrado por Dom Bosco em outubro de 1864, \u00e9 uma&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":44574,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"iawp_total_views":21,"footnotes":""},"categories":[172],"tags":[2565,2561,1749,2557,2577,2579,1827,2226,2227,2228,2031,2025],"class_list":["post-44560","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sonhos-de-dom-bosco","tag-caridade","tag-carisma-salesiano","tag-conselhos","tag-deus","tag-dom-bosco","tag-educacao","tag-gracas-obtidas","tag-salesianos","tag-salvacao","tag-santos","tag-vida","tag-virtude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44560","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44560"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44560\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44580,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44560\/revisions\/44580"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44574"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44560"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44560"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44560"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}