{"id":44216,"date":"2025-07-04T08:23:16","date_gmt":"2025-07-04T08:23:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.donbosco.press\/sem-categorizacao\/visitare-roma-con-don-bosco-cronaca-del-suo-primo-viaggio-a-roma\/"},"modified":"2025-07-25T10:24:50","modified_gmt":"2025-07-25T10:24:50","slug":"visitar-roma-com-dom-bosco-cronica-de-sua-primeira-viagem-a-roma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/dom-bosco\/visitar-roma-com-dom-bosco-cronica-de-sua-primeira-viagem-a-roma\/","title":{"rendered":"Visitar Roma com Dom Bosco. Cr\u00f4nica de sua primeira viagem a Roma"},"content":{"rendered":"\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A primeira vez que Dom Bosco esteve em Roma foi entre 18 de fevereiro e 16 de abril de 1858, acompanhado pelo seminarista de vinte e um anos, Miguel Rua. Quatro anos antes, a Igreja havia celebrado um Jubileu extraordin\u00e1rio de seis meses, convocado em ocasi\u00e3o da proclama\u00e7\u00e3o do dogma da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o (8 de dezembro de 1854). Dom Bosco aproveitou a oportunidade dessa grande festa espiritual para publicar o volume \u201cO Jubileu e Pr\u00e1ticas devotas para a visita das igrejas\u201d.<br \/>Durante aquela que seria sua primeira de outras vinte visitas \u00e0 Cidade Eterna, Dom Bosco se comportou como um verdadeiro peregrino jubilar, dedicando-se fervorosamente \u00e0s visitas e devo\u00e7\u00f5es previstas, inclusive participando dos solenes ritos pascais oficiados pelo Papa. Foi uma experi\u00eancia intensa, que ele n\u00e3o guardou para si mesmo, mas a compartilhou com seus jovens com seus caracter\u00edsticos entusiasmo e a paix\u00e3o educativa.<br \/>Ao descrever minuciosamente a viagem, as etapas e os lugares sagrados, Dom Bosco tinha um claro objetivo apost\u00f3lico e educativo: fazer reviver em quem o ouvia ou o lia a mesma profunda experi\u00eancia de f\u00e9, transmitindo-lhes o amor pela Igreja e pela tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3.<br \/>Convidamos agora tamb\u00e9m voc\u00eas, leitores, a se unirem espiritualmente a Dom Bosco, repercorrendo na imagina\u00e7\u00e3o as ruas da Roma crist\u00e3, e se deixando fascinar por seu entusiasmo e seu fervor, com ele renovar a sua f\u00e9.<br \/><\/em><br \/><br \/><strong>De trem at\u00e9 G\u00eanova<br \/><\/strong>A partida para Roma estava marcada para 18 de fevereiro de 1858. Durante a noite ca\u00edra quase um palmo de neve, sobre os dois palmos que j\u00e1 cobriam a terra. \u00c0s oito e meia da manh\u00e3, enquanto ainda nevava, com a como\u00e7\u00e3o que<br \/>experimenta um pai que deixa os seus filhos, despedi-me dos jovens para iniciar a viagem a Roma. Embora tiv\u00e9ssemos certa pressa para chegar a tempo ao trem, ainda nos detivemos um pouco para fazer o testamento: n\u00e3o queria deixar complica\u00e7\u00f5es para o Orat\u00f3rio, caso a Provid\u00eancia me quisesse chamar \u00e0 Eternidade, dando-me em comida aos peixes do Mediterr\u00e2neo. [\u2026].\u00a0 Ent\u00e3o, correndo, fomos \u00e0 esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria e, junto com o P. Mentasti [\u2026] partimos com o trem das dez da manh\u00e3.<br \/>Aqui aconteceu uma coisa desagrad\u00e1vel: os vag\u00f5es estavam quase cheios, ent\u00e3o tive que deixar Rua e o P. Mentasti em um vag\u00e3o e encontrar lugar em outro [\u2026].<br \/><br \/><strong>O menino judeu<br \/><\/strong>Por acaso estava perto de um garotinho de dez anos. Notando seu aspecto simples e seu rosto bondoso, comecei a conversar com ele e [\u2026] percebi que ele era judeu. Seu pai, que estava ao seu lado, me assegurou que o filho estava na quarta s\u00e9rie, mas a mim parecia que sua escolaridade n\u00e3o era de quem estava nem mesmo na segunda s\u00e9rie. No entanto, ele era de intelig\u00eancia r\u00e1pida. O pai ficou contente que eu fizesse perguntas ao menino, e nos sugeriu que fal\u00e1ssemos sobre a B\u00edblia. Comecei, ent\u00e3o, a question\u00e1-lo sobre a cria\u00e7\u00e3o do mundo e do ser humano, sobre o Para\u00edso terrestre, sobre a queda dos progenitores. Ele respondia razoavelmente bem, mas fiquei surpreso quando percebi que n\u00e3o tinha ideia do pecado original e da promessa de um Redentor.<br \/><em>\u2013 N\u00e3o tem na sua B\u00edblia o que Deus prometeu a Ad\u00e3o quando o expulsou<br \/>do para\u00edso terrestre?<br \/>\u2013 N\u00e3o tem,\u00a0<\/em>lhe respondeu o menino.<em>\u00a0Diga-me, por favor.<br \/>\u2013 Sim. Deus disse \u00e0 serpente: Porque voc\u00ea enganou a mulher, ser\u00e1<br \/>maldita entre todos os animais, e Algu\u00e9m que nascer da mulher esmagar\u00e1<br \/>sua cabe\u00e7a.<br \/>\u2013 Quem \u00e9 este Algu\u00e9m do qual se fala?<br \/>\u2013 Este algu\u00e9m \u00e9 o Salvador que devia libertar o g\u00eanero humano da escravid\u00e3o do dem\u00f4nio.<br \/>\u2013 Quando vir\u00e1 o Salvador?<br \/>\u2013 Ele j\u00e1 veio, e \u00e9 aquele que n\u00f3s chamamos\u2026\u00a0<\/em>Aqui o pai o interrompeu e disse<em>:<br \/>\u2013 Essas coisas n\u00f3s n\u00e3o as estudamos, porque n\u00e3o se referem \u00e0 nossa lei.<br \/>\u2013 Voc\u00eas, por\u00e9m, fariam bem estud\u00e1-las, porque est\u00e3o contidas nos livros de Mois\u00e9s e dos Profetas nos quais acreditam.<br \/>\u2013 Est\u00e1 bem, vamos pensar. Mas, pergunte-lhe alguma coisa de aritm\u00e9tica.<\/em>\u00a0Vendo que ele n\u00e3o desejava que eu falasse de religi\u00e3o ao seu filho, mudou de assunto e lhe fez v\u00e1rias perguntas sobre coisas indiferentes, de maneira que o pai, seu filho e outros que estavam juntos naquele compartimento se divertiram e riram um pouco. Na esta\u00e7\u00e3o de Asti, o menino devia descer, e n\u00e3o sabia como separar-se de mim. Tendo l\u00e1grimas nos olhos, segurava minha m\u00e3o e, emocionado, conseguiu apenas me dizer:<br \/><em>\u2013 Eu me chamo Sacerdote Le\u00e3o de Moncalvo. Lembre-se de mim. Indo a Turim, espero fazer-lhe uma visita.<\/em>\u00a0O pai, para aliviar a emo\u00e7\u00e3o, disse que havia procurado em Turim a \u201c<strong>Hist\u00f3ria da It\u00e1lia<\/strong>\u201d [escrita por mim]. N\u00e3o tendo encontrado, me pedia para enviar-lhe uma c\u00f3pia. Prometi enviar a impressa especialmente para a juventude, ent\u00e3o desci tamb\u00e9m para procurar meus companheiros de viagem para ver se havia lugar em seu vag\u00e3o. Encontrei Rua, que estava com as mand\u00edbulas cansadas de tanto bocejar, pois de Turim a Asti ele havia se entediado muito, n\u00e3o sabendo com quem conversar: seus companheiros de viagem s\u00f3 falavam de dan\u00e7as, teatro e outras coisas de pouco gosto [\u2026].<br \/><br \/><strong>Rumo a G\u00eanova<br \/><\/strong>Chegamos aos Apeninos. Eles se erguiam diante de n\u00f3s alt\u00edssimos e \u00edngremes. Como o trem viajava a grande velocidade, t\u00ednhamos a impress\u00e3o de que ir\u00edamos colidir com as rochas quando, de repente, tudo ficou escuro. Hav\u00edamos entrado nos t\u00faneis. Estes s\u00e3o \u201cfuros\u201d que, passando sob as montanhas, economizam v\u00e1rias dezenas de milhas. [\u2026]. Sem t\u00faneis, seria imposs\u00edvel atravessar as montanhas e, visto que s\u00e3o muitas, existem muitos t\u00faneis. Um deles \u00e9 t\u00e3o longo quanto a dist\u00e2ncia entre Turim e Moncalieri; tanto que o comboio ficou no escuro por oito minutos, tempo necess\u00e1rio para percorrer o trecho do t\u00fanel.<br \/><br \/>Ficamos surpresos ao constatar que a neve diminu\u00eda \u00e0 medida que o trem se aproximava da costa de G\u00eanova. Mas qual n\u00e3o foi nossa maravilha quando avistamos os campos sem um fio de branco, as margens verdejantes, os jardins cheios de cores, as plantas de amendoeira floridas e as \u00e1rvores de p\u00eassego com os bot\u00f5es prestes a se abrir ao sol! Fazendo, ent\u00e3o, uma compara\u00e7\u00e3o entre Turim e G\u00eanova, dissemos que em G\u00eanova \u00e9 j\u00e1 primavera e que em Turim ainda \u00e9 um rigoroso inverno.<br \/><br \/><strong>Os dois montanheses<br \/><\/strong>J\u00e1 ia me esquecendo de falar de dois montanheses que subiram em nosso vag\u00e3o na esta\u00e7\u00e3o de Busalla. Um deles estava p\u00e1lido e enfermo e movia-se de dar pena. O outro tinha um ar vivo e, se bem chegasse aos 70 anos, mostrava o vigor de um jovem de vinte e cinco anos. Ele vestia cal\u00e7as curtas e as polainas quase desatadas, de modo que se viam as pernas, os joelhos nus e flagelados pelo frio. Estavam em mangas de camisa com apenas uma malha e um casaco grosso que trazia sobre os ombros. Depois de t\u00ea-lo feito falar de v\u00e1rias coisas, eu disse:<br \/><em>\u2013 Por que n\u00e3o ajeita sua roupa para defender-se do frio?\u00a0<\/em>Ele respondeu:<em><br \/>\u2013 Veja, senhor, n\u00f3s somos montanheses e estamos acostumados com o vento,<br \/>a chuva, a neve e o gelo. Quase n\u00e3o percebemos nem o inverno. Nossos meninos caminham tamb\u00e9m hoje com os p\u00e9s nus no meio da neve e v\u00e3o at\u00e9 para divertir-se sem olhar para o frio ou o calor.<\/em>\u00a0Ent\u00e3o entendi que o ser humano vive de h\u00e1bitos, e o corpo \u00e9 capaz de suportar, conforme o caso, o frio ou o calor, e aqueles que desejam se proteger de cada pequeno desconforto correm o risco de enfraquecer sua condi\u00e7\u00e3o em vez de fortalec\u00ea-la.<br \/><br \/><strong>A parada em G\u00eanova<br \/><\/strong>Eis G\u00eanova, eis o mar! Rua se apressa para v\u00ea-lo, estica o pesco\u00e7o: num lado v\u00ea um navio, no outro alguns barcos, mais abaixo o farol, que \u00e9 bem alto. Chegamos \u00e0 esta\u00e7\u00e3o e descemos do trem. O cunhado do abade Montebruno nos aguardava com alguns jovens e, assim que sa\u00edmos do trem, nos acolheram com alegria, e carregando nossas bagagens, nos levaram \u00e0 obra dos\u00a0<em>artigianelli<\/em>\u00a0(pequenos artes\u00e3os,<em>\u00a0n.d.r.<\/em>), que \u00e9 uma casa semelhante ao nosso Orat\u00f3rio. Os cumprimentos foram breves, pois todos est\u00e1vamos com muita fome: eram tr\u00eas e meia da tarde e eu havia tomado apenas uma x\u00edcara de caf\u00e9. \u00c0 mesa parecia que nada poderia nos saciar, no entanto, depois de comer bastante, est\u00e1vamos satisfeitos.<br \/>Logo depois visitamos a casa: escolas, dormit\u00f3rios, oficinas: parecia que eu estava vendo o Orat\u00f3rio de dez anos atr\u00e1s. Os internos eram vinte; outros vinte, embora comessem e trabalhassem aqui, dormiam em outro lugar. Qual \u00e9 a alimenta\u00e7\u00e3o deles? No almo\u00e7o, um bom prato de sopa e\u2026 nada mais. No jantar, um p\u00e3ozinho, que se come em p\u00e9, e depois, se vai para a cama!<br \/>Ao final, sa\u00edmos para um passeio pela cidade que, para dizer a verdade, \u00e9 pouco atraente, embora tenha magn\u00edficos pal\u00e1cios e grandes lojas. As ruas s\u00e3o estreitas, tortuosas e \u00edngremes. Mas a coisa mais irritante era um vento inc\u00f4modo que, soprando quase sem interrup\u00e7\u00e3o, tirava o prazer de admirar qualquer coisa, mesmo a mais bela [\u2026].<br \/><br \/>Sendo assim, em G\u00eanova nossas expectativas foram decepcionadas. Como se n\u00e3o bastasse, o vento contr\u00e1rio impediu a atraca\u00e7\u00e3o do navio no qual dever\u00edamos embarcar, portanto, contra nossa vontade, tivemos que esperar at\u00e9 o dia seguinte. [\u2026]. De manh\u00e3, celebrei missa na igreja dos Padres Pregadores (Dominicanos) no altar do\u00a0<strong>Beato Sebasti\u00e3o Maggi<\/strong>, um frade que viveu h\u00e1 cerca de trezentos anos. Seu corpo \u00e9 um prod\u00edgio cont\u00ednuo, pois se conserva inteiro, flex\u00edvel e com uma cor que voc\u00ea diria que est\u00e1 morto h\u00e1 poucos dias. [\u2026]. Depois fomos carimbar, ou seja, assinar o passaporte. O C\u00f4nsul Pontif\u00edcio nos recebeu com muita cortesia. [\u2026]. Ele tamb\u00e9m tentou nos conseguir algum desconto no barco, mas n\u00e3o foi poss\u00edvel.<br \/><br \/><strong>A Civitavecchia, pelo mar. O embarque<br \/><\/strong>\u00c0s seis e meia da tarde, antes de nos dirigirmos ao barco a vapor chamado Aventino, nos despedimos de v\u00e1rios eclesi\u00e1sticos que vieram dos\u00a0<em>Artigianelli\u00a0<\/em>para nos desejar boa viagem. Tamb\u00e9m os rapazes, atra\u00eddos pelas boas palavras, mas principalmente por alguma coisa a mais no almo\u00e7o daquele dia, tornaram-se nossos amigos e pareciam estar tristes ao nos ver partir. V\u00e1rios deles nos acompanharam at\u00e9 o mar e, e saltando com destreza num pequeno barco, quiseram nos escoltar at\u00e9 o barco. O vento estava bastante forte: n\u00e3o acostumados a viajar pelo mar, a cada movimento do barco tem\u00edamos virar de cabe\u00e7a para baixo e afundar, e nossos acompanhantes riam muito. Depois de vinte minutos, finalmente chegamos ao navio.<br \/><br \/>\u00c0 primeira vista, parecia um edif\u00edcio cercado pelas ondas. Subimos a bordo, e levando nossa bagagem para um alojamento bastante espa\u00e7oso, nos sentamos para descansar e pensar: cada um de n\u00f3s experimentava particulares sensa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o sabia como expressar. Rua observava tudo e todos em sil\u00eancio. E eis o primeiro contratempo: tendo chegado na hora do almo\u00e7o, n\u00e3o fomos imediatamente comer; quando pedimos, j\u00e1 tinha acabado tudo. Rua jantou uma ma\u00e7\u00e3, um p\u00e3ozinho e um copo de vinho Bord\u00f4, eu me contentei com um peda\u00e7o de p\u00e3o e um pouco daquele excelente vinho. Vale lembrar que, quando se viaja de navio, as refei\u00e7\u00f5es est\u00e3o inclu\u00eddas na passagem e, assim, comendo ou n\u00e3o, paga-se da mesma forma.<br \/><br \/>Depois subimos ao conv\u00e9s para conhecer melhor esse navio \u201cAventino\u201d. Assim, soubemos que os navios recebem nomes dos lugares mais famosos das regi\u00f5es para onde est\u00e3o indo. Um se chama Vaticano, outro Quirinale, outro Aventino (como o nosso), para lembrar as sete famosas colinas de Roma. Este nosso navio partiu de Marselha, passa por G\u00eanova, Livorno, Civitavecchia, depois segue para N\u00e1poles, Messina e Malta. No retorno, repete o mesmo percurso at\u00e9 Marselha. Tamb\u00e9m \u00e9 chamado de\u00a0<em>barco postal<\/em>\u00a0porque transporta cartas, pacotes, etc. Independentemente de fazer sol ou chuva, parte sempre.<br \/><br \/><strong>O enjoo<br \/><\/strong>Nos foi designada um beliche, que \u00e9 uma esp\u00e9cie de arm\u00e1rio com prateleiras onde os passageiros se deitam sobre um colch\u00e3o em cada prateleira. \u00c0s dez, as \u00e2ncoras foram levantadas e o barco, impulsionado pelo vapor e por um vento favor\u00e1vel, come\u00e7ou a correr em alta velocidade em dire\u00e7\u00e3o a Livorno. Quando est\u00e1vamos em alto-mar fiquei enjoado, coisa que me atormentou por dois dias. Esse desconforto causa v\u00f4mitos frequentes, e quando n\u00e3o se tem mais nada para regurgitar, os espasmos ficam mais violentos, de modo que a pessoa fica t\u00e3o exausta que recusa comer. A \u00fanica coisa que pode trazer algum al\u00edvio \u00e9 deitar-se e ficar, quando o v\u00f4mito permite, com o corpo totalmente estendido.<br \/><br \/><strong>Livorno<br \/><\/strong>Aquela noite de 20 de fevereiro foi uma noite ruim. N\u00e3o est\u00e1vamos em perigo por causa do mar agitado, mas o enjoo me havia prostrado tanto que n\u00e3o conseguia ficar nem deitado, nem em p\u00e9. Sai da cama e fui ver se Rua estava vivo ou morto. No entanto, ele n\u00e3o tinha mais do que um pouco de cansa\u00e7o, nada mais. Ele se levantou imediatamente, colocando-se \u00e0 minha disposi\u00e7\u00e3o para aliviar os desconfortos da travessia. Quando Deus quis, chegamos ao porto de Livorno. Por porto entende-se uma enseada do mar protegida da f\u00faria dos ventos por barreiras naturais ou por barreiras constru\u00eddas pelo ser humano. Aqui os navios est\u00e3o a salvo de qualquer perigo, aqui descarregam suas mercadorias e carregam outras para outros destinos, aqui se fazem os abastecimentos. Os passageiros que desejam tamb\u00e9m podem descer \u00e0 terra para dar uma volta pela cidade, desde que voltem a tempo. [\u2026].<br \/><br \/>Embora eu desejasse descer para visitar a cidade, celebrar a missa e cumprimentar alguns amigos, n\u00e3o pude faz\u00ea-lo, na verdade fui for\u00e7ado a voltar para minha cama e ficar l\u00e1 quieto e em jejum. Um gar\u00e7om chamado Charles me olhava com um olhar de compaix\u00e3o e de vez em quando se aproximava oferecendo seus servi\u00e7os. Vendo-o t\u00e3o gentil e cort\u00eas, comecei a conversar com ele, e entre outras coisas perguntei se ele n\u00e3o temia ser ridicularizado por ajudar um padre sob o olhar de tantas pessoas.<br \/>\u2013\u00a0<em>N\u00e3o<\/em>, ele me disse em franc\u00eas,\u00a0<em>veja que ningu\u00e9m fica maravilhado. Ali\u00e1s, todos<br \/>o admiram com bondade, mostrando desejo de poder de algum modo ajud\u00e1-lo. Por outro lado, minha boa m\u00e3e recomendou-me muitas vezes de ter grande respeito aos padres e que isso era um meio para obter a b\u00ean\u00e7\u00e3o do Senhor<\/em>. Charles, ent\u00e3o, foi chamar um m\u00e9dico: cada navio tem seu m\u00e9dico e os principais rem\u00e9dios para qualquer necessidade. O m\u00e9dico veio e suas maneiras af\u00e1veis me animaram um pouco.<br \/>\u2013\u00a0<em>Compreende o<\/em>\u00a0<em>franc\u00eas?<\/em>\u00a0Ele me disse. Respondi:<br \/>\u2013\u00a0<em>Compreendo todas as linguagens do mundo, tamb\u00e9m aquelas n\u00e3o escritas, e at\u00e9 mesmo a linguagem dos surdos-mudos<\/em>. Eu estava brincando para me despertar da sonol\u00eancia que me havia tomado. O outro entendeu e come\u00e7ou a rir.<br \/>\u2013\u00a0<em>Peut \u00eatre<\/em>, pode ser! Ele dizia enquanto me examinava. No final, me anunciou que ao enjoo havia se juntado a febre e que uma bebida de ch\u00e1 me faria bem. Agradeci e perguntei seu nome.<br \/>\u2013\u00a0<em>Meu nome<\/em>, disse,\u00a0<em>\u00e9 Jobert de Marselha, doutor em medicina e cirurgia<\/em>. Charles, atento \u00e0s ordens do doutor, em poucos instantes preparou a Dom Bosco uma \u00f3tima x\u00edcara de ch\u00e1, da\u00ed h\u00e1 pouco uma outra e depois uma outra. E me fez bem, tanto que consegui dormir.<br \/>\u00c0s cinco [da tarde] o barco levantou \u00e2ncoras. Quando est\u00e1vamos em alto-mar novamente, tive \u00e2nsias de v\u00f4mito ainda mais violentas, ficando mal por cerca de quatro horas e depois, pelo esgotamento (n\u00e3o tinha mais nada no est\u00f4mago) e ajudado pelo balan\u00e7o do navio, adormeci e descansei em um sono tranquilo at\u00e9 chegar em Civitavecchia.<br \/><br \/><strong>Pagar, pagar, pagar<br \/><\/strong>O descanso da noite me fez recuperar as for\u00e7as. Embora exausto pelo longo jejum, levantei-me e preparei as malas. Est\u00e1vamos prestes a descer quando nos avisaram de uma d\u00edvida que n\u00e3o sab\u00edamos ter contra\u00eddo. O caf\u00e9 n\u00e3o estava inclu\u00eddo na alimenta\u00e7\u00e3o, mas deveria ser pago \u00e0 parte e n\u00f3s, que tomamos quatro x\u00edcaras, pagamos um suplemento de dois francos, ou seja, cinquenta centavos por x\u00edcara. O capit\u00e3o, ap\u00f3s fazer carimbar os passaportes, nos autorizou o desembarque; e aqui come\u00e7aram as gorjetas: um franco de cada um para os barqueiros, meio franco para a bagagem (que n\u00f3s t\u00ednhamos que carregar), meio franco para a alf\u00e2ndega, meio franco para quem nos convidava a entrar no carro, meio para o carregador que arrumava as malas, dois francos para o visto no passaporte, um franco e meio para o C\u00f4nsul Pontif\u00edcio. N\u00e3o dava nem tempo de abrir a boca que j\u00e1 tinha que pagar alguma coisa. Com a adi\u00e7\u00e3o de que, variando as moedas de nome e valor, t\u00ednhamos que confiar em quem nos fazia a troca. [\u2026]. Na Alf\u00e2ndega respeitaram um pacote endere\u00e7ado ao Cardeal Antonelli com o selo pontif\u00edcio, dentro do qual colocamos as coisas mais importantes. [\u2026].<br \/><br \/>Terminadas as opera\u00e7\u00f5es, fui ao barbeiro para fazer a barba de dez dias. Tudo correu bem, mas na loja n\u00e3o consegui desviar o olhar de dois chifres em uma mesinha. Eram longos cerca de um metro e adornados com an\u00e9is brilhantes e fitas. Pensava que eram destinados a algum uso especial, mas me disseram que eram de novilha, que n\u00f3s chamamos de boi, colocados l\u00e1 apenas para ornamenta\u00e7\u00e3o. [\u2026].<br \/><br \/><strong>Rumo a Roma de carruagem<br \/><\/strong>Enquanto isso, o P. Mentasti estava furioso porque n\u00e3o nos via chegar, enquanto a carruagem j\u00e1 nos aguardava. Tivemos de correr para chegar a tempo. Subimos na carruagem e partimos para Roma. A dist\u00e2ncia a percorrer era de 47 milhas italianas, que correspondem a 36 milhas piemontesas; a estrada era muito bonita.<br \/>Como nossos lugares eram na parte alta pod\u00edamos contemplar os prados verdejantes e as cercas vivas floridas. Uma curiosidade nos divertiu bastante. Percebemos que tudo ia em grupos de tr\u00eas: os cavalos da nossa carruagem estavam atrelados em grupos de tr\u00eas; encontramos patrulhas de soldados que iam em grupos de tr\u00eas; at\u00e9 mesmo alguns camponeses caminhavam em grupos de tr\u00eas, assim como algumas vacas e alguns burros pastavam em grupos de tr\u00eas. N\u00f3s r\u00edamos sobre essas estranhas coincid\u00eancias. [\u2026].<br \/><br \/><strong>Uma parada para os cavalos<br \/><\/strong>Em Palo o cocheiro concedeu aos viajantes uma hora de liberdade para dar descanso aos cavalos. N\u00f3s aproveitamos para correr at\u00e9 uma estalagem pr\u00f3xima e saciar a fome. As ocupa\u00e7\u00f5es quase nos fizeram esquecer de comer; desde o meio-dia de sexta-feira, eu n\u00e3o havia tomado mais do que uma x\u00edcara de caf\u00e9 com leite. Nos reunimos em torno dos p\u00e3ezinhos e comemos, ou melhor, devoramos tudo. Ao ver o gar\u00e7om muito exausto e p\u00e1lido, perguntei o que ele tinha.<br \/>\u2013\u00a0<em>Tenho uma febre que me aflige h\u00e1 muitos meses<\/em>, respondeu. Ent\u00e3o eu fiz o bom m\u00e9dico:<br \/>\u2013\u00a0<em>Deixe comigo, vou prescrever uma receita que eliminar\u00e1 a febre para sempre. Tenha apenas f\u00e9 em Deus e em S\u00e3o Lu\u00eds<\/em>. Pegando ent\u00e3o um peda\u00e7o de papel com o l\u00e1pis, escrevi minha receita, recomendando-lhe que a levasse a algum farmac\u00eautico. Ele n\u00e3o cabia em si de tanta alegria e, n\u00e3o sabendo o modo melhor de demonstrar sua gratid\u00e3o, beijava minha m\u00e3o e repetia o gesto, e queria beijar tamb\u00e9m a de Rua, que por mod\u00e9stia n\u00e3o permitiu.<br \/><br \/>Foi tamb\u00e9m simp\u00e1tica a encontro com um policial pontif\u00edcio. Ele achava que me conhecia, e eu acreditava conhec\u00ea-lo, assim nos cumprimentamos ambos com grande festa. E quando percebemos o equ\u00edvoco, a amizade e as express\u00f5es de benevol\u00eancia e respeito continuaram: para agrad\u00e1-lo, tive que permitir que ele pagasse uma x\u00edcara de caf\u00e9, e da minha parte ofereci-lhe uma dose de rum. E como me pediu uma lembran\u00e7a, dei-lhe a medalha de S\u00e3o Lu\u00eds Gonzaga. O nome daquele bom policial era Pedrocchi.<br \/><br \/><strong>Na cidade dos papas<br \/><\/strong>Subimos novamente na carruagem e voando mais r\u00e1pido com o desejo do que com as patas dos cavalos, parecia a cada momento que j\u00e1 est\u00e1vamos em Roma. Com a noite caindo, toda vez que avist\u00e1vamos ao longe um arbusto ou uma planta, Rua imediatamente exclamava:<br \/>\u2013\u00a0<em>Eis<\/em>\u00a0<em>a c\u00fapula de S\u00e3o Pedro<\/em>. Mas tivemos que continuar a viagem at\u00e9 \u00e0s dez e meia da noite e, j\u00e1 sendo bastante escuro, n\u00e3o consegu\u00edamos mais discernir nenhum detalhe. Sentimos um arrepio, no entanto, ao saber que est\u00e1vamos entrando na cidade santa. [\u2026]. Finalmente chegando no ponto de parada e n\u00e3o tendo nenhum conhecimento do lugar, procuramos um guia que, por doze tost\u00f5es nos acompanhou at\u00e9 a casa De Maistre, na\u00a0<em>via del Quirinale<\/em>\u00a049, nas\u00a0<em>Quattro Fontane<\/em>. J\u00e1 eram onze horas. Fomos recebidos com bondade pelo conde e pela condessa; os outros j\u00e1 dormiam. Ap\u00f3s fazermos um lanche, nos despedimos e fomos dormir.<br \/><br \/><strong><em>San Carlino<\/em><br \/><\/strong>A parte do\u00a0<em>Quirinale<\/em>\u00a0onde estamos \u00e9 chamada\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Complesso+delle+Quattro+Fontane\/@41.9019657,12.4907032,285m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61aeb3d652df:0xc85562258661e199!2sQuattro+Fontane+(Giunone)!8m2!3d41.9019863!4d12.4905938!16s%2Fg%2F11hbhygnhv!3m5!1s0x132f61aeb3876ecf:0xc2769d5f224508ab!8m2!3d41.9020652!4d12.4907373!16s%2Fm%2F09gdbzs?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Quattro Fontane<\/strong><\/a>\u00a0porque jorram quatro fontes perenes de quatro cantos de quatro bairros que aqui se unem. Em frente \u00e0 casa onde nos hospedamos estava a igreja dos carmelitas. Estes, todos espanh\u00f3is, pertenciam \u00e0 ordem conhecida como da\u00a0<em>Reden\u00e7\u00e3o dos Escravos<\/em>. A igreja foi constru\u00edda em 1640 e dedicada a S\u00e3o Carlos; mas para distingui-la de outras dedicadas ao mesmo santo, foi chamada de S\u00e3o Carlinhos[<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Chiesa+di+San+Carlino+alle+Quattro+Fontane\/@41.9017545,12.4905786,132m\/data=!3m2!1e3!5s0x132f61aeb6d3650b:0x616aa433fdc73672!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61aeb3d652df:0xc85562258661e199!2sQuattro+Fontane+(Giunone)!8m2!3d41.9019863!4d12.4905938!16s%2Fg%2F11hbhygnhv!3m5!1s0x132f61aeb0fbdc25:0xeeea0b3e1a9010a8!8m2!3d41.9018408!4d12.490747!16zL20vMDg1bTg2?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>S. Carlino<\/strong><\/a>]. Fomos \u00e0 sacristia, mostramos o\u00a0<em>Celebret<\/em>\u00a0(o documento para celebrar,\u00a0<em>n.d.r.<\/em>) e assim pudemos celebrar a missa. [\u2026]. Passamos o dia quase inteiramente organizando nossos pap\u00e9is, entregando recados e encomendas, levando cartas. [\u2026].<br \/><br \/><strong>O\u00a0<em>Pantheon<\/em><br \/><\/strong>Aproveitando que ainda t\u00ednhamos ainda uma hora antes que escurecesse, fomos ao\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Pantheon\/@41.8985989,12.4764713,296m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f604f678640a9:0xcad165fa2036ce2c!2sPantheon!8m2!3d41.8986108!4d12.4768729!16zL20vMDF4emR6!3m5!1s0x132f604f678640a9:0xcad165fa2036ce2c!8m2!3d41.8986108!4d12.4768729!16zL20vMDF4emR6?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Pantheon<\/strong><\/a>, que \u00e9 um dos monumentos mais antigos e c\u00e9lebres de Roma. Foi mandado construir por Marco Agripa, genro de C\u00e9sar Augusto, vinte e cinco anos antes da era comum (do nascimento de Cristo,\u00a0<em>n.d.r.<\/em>). Acredita-se que este edif\u00edcio tenha sido chamado de\u00a0<em>Pantheon<\/em>, que significa\u00a0<em>todos os deuses<\/em>, porque de fato era dedicado a todas as divindades. A fachada \u00e9 realmente estupenda. Oito grossas colunas comp\u00f5em uma elegante moldura. Logo depois, h\u00e1 um p\u00f3rtico formado por dezesseis colunas feitas de um \u00fanico bloco de granito, depois o pronaos, ou ante-templo, constitu\u00eddo por quatro pilares canelados, dentro dos quais est\u00e3o escavados nichos antigamente ocupados pelas est\u00e1tuas de Augusto e Agripa.<br \/>No interior, apresenta uma alta c\u00fapula aberta no meio, pela qual penetra a luz, mas tamb\u00e9m o vento, a chuva e a neve, quando cai por estas bandas. Aqui, os mais preciosos m\u00e1rmores foram usados como piso ou como decora\u00e7\u00e3o de tudo ao redor. O di\u00e2metro \u00e9 de cento e trinta e tr\u00eas p\u00e9s, correspondendo a dezoito trabucos (cerca de 55 m). Este templo serviu ao culto dos deuses at\u00e9 608 depois de Cristo, quando o Papa Bonif\u00e1cio IV, para impedir as desordens que aconteciam durante os sacrif\u00edcios, o dedicou ao culto do verdadeiro Deus e a todos os santos.<br \/><br \/>Esta igreja passou por muitas modifica\u00e7\u00f5es. Quando Bonif\u00e1cio IV obteve este lugar do imperador Foca e o dedicou ao culto de Deus e de Nossa Senhora, fez transportar de v\u00e1rios cemit\u00e9rios vinte e oito carros de rel\u00edquias que colocou sob o altar-mor. Desde ent\u00e3o, come\u00e7ou a ser chamada de<em>\u00a0Santa Maria ad Martyres<\/em>. Gostamos muito de ter visitado o t\u00famulo do grande Rafaello. [\u2026]. Agora esta igreja tamb\u00e9m \u00e9 chamada de\u00a0<em>Rotonda<\/em>, pela forma arredondada de sua constru\u00e7\u00e3o. \u00c0 frente dela h\u00e1 uma pra\u00e7a cujo centro \u00e9 ocupado por uma grande fonte de m\u00e1rmore, encimada por quatro golfinhos que jorram \u00e1gua continuamente.<br \/><br \/><strong><em>San Pietro in Vincoli<\/em><br \/><\/strong>No dia 23 de fevereiro [\u2026] ficamos muito contentes com a visita a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+San+Pietro+in+Vincoli\/@41.8936866,12.4929839,166m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61b11e2931f5:0x323bdc76e4abd430!2sBasilica+di+San+Pietro+in+Vincoli!8m2!3d41.8937984!4d12.4931498!16zL20vMDN0MjQy!3m5!1s0x132f61b11e2931f5:0x323bdc76e4abd430!8m2!3d41.8937984!4d12.4931498!16zL20vMDN0MjQy?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>S. Pietro in Vincoli<\/strong><\/a>, igreja ao sul de Roma, quase no fim da cidade. Foi um dia memor\u00e1vel porque coincidia com uma das raras vezes em que eram exibidas as correntes de S\u00e3o Pedro [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/@41.8937984,12.4931498,3a,75y,90t\/data=!3m8!1e2!3m6!1sAF1QipPDD3Bdl8jdFePYW9devyk3UsEWvTYS9Gj3VIlZ!2e10!3e12!6shttps:%2F%2Flh5.googleusercontent.com%2Fp%2FAF1QipPDD3Bdl8jdFePYW9devyk3UsEWvTYS9Gj3VIlZ%3Dw150-h150-k-no-p!7i2304!8i4096?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>catene di san Pietro<\/strong><\/a>], cujas chaves s\u00e3o guardadas pelo pr\u00f3prio Santo Padre.<br \/>Diz a tradi\u00e7\u00e3o que foi o pr\u00f3prio Pedro quem ergueu aqui a primeira igreja, dedicando-a ao Salvador. Destru\u00edda pelo inc\u00eandio de Nero, foi reconstru\u00edda por S\u00e3o Le\u00e3o Magno em 442 e dedicada ao primeiro Papa. Foi chamada de\u00a0<em>San Pietro in Vincoli\u00a0<\/em>porque o Pont\u00edfice deixou nela a corrente com a qual o Pr\u00edncipe dos Ap\u00f3stolos foi, por ordem de Herodes, acorrentado em Jerusal\u00e9m. O patriarca Giovenale a havia presenteado \u00e0 imperatriz Eud\u00f3xia, que por sua vez a enviou a Roma para sua filha Eud\u00f3xia J\u00fanior, esposa de Valentiniano III. Em Roma tamb\u00e9m se conservava a corrente \u00e0 qual S\u00e3o Pedro foi acorrentado no c\u00e1rcere Mamertino. Quando S\u00e3o Le\u00e3o quis fazer a compara\u00e7\u00e3o desta com a de Jerusal\u00e9m, de maneira prodigiosa as duas correntes se uniram, de modo que hoje formam uma s\u00f3, que \u00e9 conservada em um altar espec\u00edfico ao lado da sacristia. Tivemos a consola\u00e7\u00e3o de tocar essas correntes com nossas m\u00e3os, beij\u00e1-las, coloc\u00e1-las em nosso pesco\u00e7o e aproxim\u00e1-las da fronte. Tamb\u00e9m olhamos com bastante aten\u00e7\u00e3o para tentar ver onde as duas se uniam, mas n\u00e3o conseguimos. Apenas pudemos constatar que a corrente de Roma \u00e9 menor que a de Jerusal\u00e9m.<br \/><br \/>Em\u00a0<em>San Pedro in Vincoli<\/em>\u00a0encontra-se a magn\u00edfica\u00a0<strong>sepultura de J\u00falio II<\/strong>. [\u2026]. \u00c9 uma das obras-primas do c\u00e9lebre Michelangelo Buonarroti, que \u00e9 considerado um dos maiores artistas do m\u00e1rmore, especialmente pela est\u00e1tua de Mois\u00e9s [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/@41.8937984,12.4931498,3a,75y,90t\/data=!3m8!1e2!3m6!1sAF1QipOC7u46AIk9VGkhMrgom5FHLUeAAkMNsam7pCPg!2e10!3e12!6shttps:%2F%2Flh5.googleusercontent.com%2Fp%2FAF1QipOC7u46AIk9VGkhMrgom5FHLUeAAkMNsam7pCPg%3Dw150-h150-k-no-p!7i2100!8i3149?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>statua del Mos\u00e8<\/strong><\/a>], colocada perto da urna. O patriarca \u00e9 representado com as t\u00e1buas da lei dobradas sob o bra\u00e7o direito, em ato de falar ao povo que ele observa com aten\u00e7\u00e3o, pois se havia rebelado. A igreja tem tr\u00eas naves, separadas por vinte colunas de m\u00e1rmore pario e duas de granito, bem conservado.<br \/><br \/><strong><em>San Luigi dei Francesi<\/em><br \/><\/strong>Por volta das nove, fomos a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+Santa+Maria+Sopra+Minerva\/@41.8979332,12.4779481,137m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f604e0c1fe953:0x4ec75fd47747b4d4!2sBasilica+di+Santa+Maria+Sopra+Minerva!8m2!3d41.8980322!4d12.4777909!16zL20vMDNsNDM4!3m5!1s0x132f604e0c1fe953:0x4ec75fd47747b4d4!8m2!3d41.8980322!4d12.4777909!16zL20vMDNsNDM4?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Santa Maria sopra Minerva<\/strong><\/a>, onde fomos recebidos em audi\u00eancia privada pelo Cardeal Gaude por cerca de uma hora e meia. Ele falou conosco em dialeto piemont\u00eas, interessando-se por nossos orat\u00f3rios. [\u2026]. Depois do meio-dia fomos visitar o marqu\u00eas Giovanni Patrizi. [\u2026]. Em frente ao seu pal\u00e1cio est\u00e1 a igreja de S\u00e3o Lu\u00eds dos Franceses [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Chiesa+di+San+Luigi+dei+Francesi\/@41.8996538,12.4745972,137m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f60502e82012d:0x22b3fa4bf22984b9!2sChiesa+di+San+Luigi+dei+Francesi!8m2!3d41.8996114!4d12.4747194!16zL20vMDhjMHI5!3m5!1s0x132f60502e82012d:0x22b3fa4bf22984b9!8m2!3d41.8996114!4d12.4747194!16zL20vMDhjMHI5?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>chiesa di S. Luigi dei Francesi<\/strong><\/a>], que d\u00e1 nome \u00e0 pra\u00e7a e \u00e0 vizinhan\u00e7a. \u00c9 uma igreja bem cuidada e enriquecida com muitos m\u00e1rmores preciosos. Sua singularidade consiste nos sepulcros de ilustres personagens franceses que morreram em Roma. De fato, o piso e as paredes est\u00e3o cobertos de ep\u00edgrafes e l\u00e1pides. [\u2026].<br \/><strong><em>Santa Maria Maggiore all\u2019Esquilino<\/em><br \/><\/strong>Do\u00a0<em>Quirinale\u00a0<\/em>se abre uma via que leva ao\u00a0<em>Esquilino<\/em>, assim chamado pelos muitos alces que o adornavam. Na parte mais elevada ergue-se\u00a0<em>Santa Maria Maggiore<\/em>\u00a0[<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+Papale+di+Santa+Maria+Maggiore\/@41.8976605,12.4983415,202m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61a4db7d30d7:0xf7b354fb8f8c357a!2sBasilica+Papale+di+Santa+Maria+Maggiore!8m2!3d41.8975986!4d12.4984084!16zL20vMDJ6anpx!3m5!1s0x132f61a4db7d30d7:0xf7b354fb8f8c357a!8m2!3d41.8975986!4d12.4984084!16zL20vMDJ6anpx?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>S. Maria Maggiore<\/strong><\/a>], cuja origem assim \u00e9 narrada por todos os que se ocupam da hist\u00f3ria sagrada. Um certo Giovanni, patr\u00edcio romano, n\u00e3o tendo filhos, desejava empregar seus bens em alguma obra de piedade. [\u2026]. Na noite de 4 de agosto de 352, Nossa Senhora lhe apareceu em sonho e ordenou que lhe erguesse um templo no lugar onde, na manh\u00e3 seguinte, encontraria neve fresca. A mesma vis\u00e3o teve o papa da \u00e9poca, Lib\u00e9rio. No dia seguinte, espalhou-se a not\u00edcia de que havia ca\u00eddo abundante neve no monte Esquilino; Lib\u00e9rio e Giovanni foram at\u00e9 l\u00e1 e, constatando o prod\u00edgio, se colocaram de acordo para concretizar o que lhes foi ordenado no sonho. O papa fez o tra\u00e7ado do novo templo, que foi constru\u00eddo com os recursos de Giovanni: poucos anos depois, Lib\u00e9rio o consagrou [\u2026]<br \/><br \/>Em frente \u00e0 igreja se estende uma vasta pra\u00e7a, no centro da qual est\u00e1 a antiga coluna de m\u00e1rmore branco, retirada do templo da paz. No ano de 1614 o Papa Paulo V dotou-a de uma base e de um capitel, sobre o qual colocou a est\u00e1tua de Nossa Senhora com o Menino Jesus [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Colonna+della+Pace\/@41.8969584,12.4993285,71m\/data=!3m1!1e3!4m6!3m5!1s0x132f61a4c60332dd:0x8fb5f2480acd65b4!8m2!3d41.8970195!4d12.4993864!16s%2Fg%2F120t48v4?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>la statua della Madonna col Bambino<\/strong><\/a>]. A arquitetura da fachada \u00e9 majestosa e \u00e9 sustentada por grossas colunas de m\u00e1rmore que formam um espa\u00e7oso vest\u00edbulo. No fundo deste foi colocada a est\u00e1tua de Filipe IV, rei da Espanha, que fez muitas doa\u00e7\u00f5es em favor desta igreja e quis ele mesmo ser inscrito entre os can\u00f4nicos dela. O piso \u00e9 de mosaico precioso trabalhado com m\u00e1rmores de v\u00e1rios tipos, todos de valor incalcul\u00e1vel.<br \/><br \/>A capela \u00e0 direita do altar-mor conserva a\u00a0<strong>tumba de S\u00e3o Jer\u00f4nimo<\/strong>, a\u00a0<strong>manjedoura do Salvador<\/strong>\u00a0[<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/@41.897709,12.4983799,3a,34.9y,95.35h,66.51t\/data=!3m8!1e1!3m6!1sAF1QipN7tPhljT-hzDq79tlPJDzwwFG2fa9XfZrGebu_!2e10!3e11!6shttps:%2F%2Flh5.googleusercontent.com%2Fp%2FAF1QipN7tPhljT-hzDq79tlPJDzwwFG2fa9XfZrGebu_%3Dw900-h600-k-no-pi23.485253601316444-ya95.35273809790924-ro0-fo100!7i7000!8i3500?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>culla del Salvatore<\/strong><\/a>] e o\u00a0<strong>altar do Papa Lib\u00e9rio<\/strong>. O altar papal \u00e9 coberto por preciosos m\u00e1rmores de porf\u00edrio e sustentado por quatro anjos de bronze dourado. Abaixo dele se abre a\u00a0<strong>Confiss\u00e3o<\/strong>, que \u00e9 uma capela dedicada a S\u00e3o Matias. Fomos visit\u00e1-la no dia da esta\u00e7\u00e3o quaresmal, assim tivemos a sorte de encontrar exposto sobre um rico altar a\u00a0<strong>cabe\u00e7a de S\u00e3o Matias<\/strong>. Observando-a atentamente notamos a pele ainda presa \u00e0 cabe\u00e7a e que, tamb\u00e9m, ainda aparecem alguns cabelos presos ao venerado cr\u00e2nio.<br \/><br \/><strong>A Virgem e a peste<br \/><\/strong>Na capela \u00e0 esquerda do altar pode-se observar uma pintura da Virgem atribu\u00edda a S\u00e3o Lucas [<a href=\"https:\/\/www.basilicasantamariamaggiore.va\/it\/basilica\/storia-e-arte\/salus-popoli-romani.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>un dipinto della Vergine attribuito a san Luca<\/strong><\/a>], muito venerada pelo povo. A imagem sempre foi muito apreciada pelos papas. S\u00e3o Greg\u00f3rio Magno, na terr\u00edvel peste de 590, a levou em prociss\u00e3o at\u00e9 o Vaticano. Era 25 de abril. Quando o cortejo chegou perto da\u00a0<em>Mole Adriana<\/em>\u00a0(torre Adriana,\u00a0<em>n.d.r.<\/em>), foi visto um anjo que guardava a espada na bainha, indicando assim o t\u00e9rmino da peste. Em mem\u00f3ria deste prod\u00edgio, a\u00a0<em>Mole Adriana<\/em>\u00a0foi chamada de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Castel+Sant'Angelo\/@41.9031465,12.4660955,359m\/data=!3m2!1e3!5s0x132f605c87448521:0xbf5790e798df062f!4m14!1m7!3m6!1s0x13258a8711e7a4d1:0x366c111ce77d4189!2sCastel+Sant'Angelo!8m2!3d41.9030632!4d12.466276!16zL20vMDFyanFi!3m5!1s0x13258a8711e7a4d1:0x366c111ce77d4189!8m2!3d41.9030632!4d12.466276!16zL20vMDFyanFi?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Castel Sant\u2019Angelo<\/strong><\/a>, e desde ent\u00e3o a prociss\u00e3o se repete todo ano no dia de S\u00e3o Marcos Evangelista. Em\u00a0<em>Santa Maria Maggiore<\/em>\u00a0tudo \u00e9 majestoso e grandioso; mas falar ou escrever sobre isso \u00e9 insuficiente para descrev\u00ea-la com precis\u00e3o. Quem a v\u00ea com seus pr\u00f3prios olhos fica maravilhado com tudo o que v\u00ea l\u00e1.<br \/><br \/>Hoje, Quarta-feira de Quaresma, aqui em Roma se jejua e isso significa que s\u00e3o proibidos n\u00e3o apenas os alimentos de carne, mas tamb\u00e9m qualquer sopa ou prato \u00e0 base de ovos, manteiga ou leite. \u00d3leo, \u00e1gua e sal s\u00e3o os temperos usados nestas Quartas-feiras. A pr\u00e1tica \u00e9 rigorosamente observada por todas as pessoas, de modo que nos mercados e nas lojas n\u00e3o se encontra carne, ovos ou manteiga naquele dia.<br \/><br \/><strong>A lenda de S\u00e3o Galgano<br \/><\/strong>\u00c0 noite, a senhora De Maistre nos contou uma hist\u00f3ria digna de ser lembrada. Ela disse:<br \/><em>No ano passado veio aqui o Vig\u00e1rio Geral de Siena. Entre outras coisas que ele costumava contar havia uma sobre S\u00e3o Galgano, soldado. Esse santo morreu h\u00e1 s\u00e9culos, e o seu corpo se conserva intacto. Mas a maravilha \u00e9 que todo ano lhe cortam os cabelos, que crescem sensivelmente e voltam ao mesmo comprimento no ano seguinte. Um protestante, ouvindo sobre tal prod\u00edgio, come\u00e7ou a rir dizendo: \u2013 Deixa-me lacrar o caix\u00e3o, e se os cabelos crescerem, eu reconhe\u00e7o o dedo de Deus no prod\u00edgio e me torno cat\u00f3lico. A coisa chegou ao bispo, que disse: \u2013 Sim, logo! Colocarei os lacres episcopais para a autenticidade da rel\u00edquia. Que ele coloque os seus para assegurar-se do fato. Assim foi. Mas o protestante, impaciente para ver se o prod\u00edgio acontecia, depois de alguns meses pediu para abrir o caix\u00e3o do santo. Mas, qual n\u00e3o foi sua surpresa quando viu os cabelos de S\u00e3o Galgano crescidos j\u00e1 em um consider\u00e1vel tamanho com a mesma propor\u00e7\u00e3o como se fosse vivo ainda?! Ent\u00e3o exclamou: \u2013 Agora sou cat\u00f3lico! De fato, no ano seguinte, no dia da festa do santo, ele, com sua fam\u00edlia abjurou os erros de Calvino e de Lutero, e abra\u00e7ou a religi\u00e3o cat\u00f3lica, que agora professa exemplarmente<\/em>.<br \/><br \/><strong><em>Santa Pudenziana al Viminale<\/em><br \/><\/strong>Das\u00a0<em>Quattro Fontane<\/em>\u00a0sobe-se ao\u00a0<em>Viminale<\/em>, chamado assim pelos muitos vimes, ou seja, os juncos, que outrora o cobriam. Aos p\u00e9s desta colina, na casa de Pudente, senador romano, hospedou-se S\u00e3o Pedro quando veio a Roma. O santo ap\u00f3stolo converteu \u00e0 f\u00e9 seu anfitri\u00e3o e transformou sua casa em igreja. S\u00e3o Pio I, por volta de 160, a pedido das virgens\u00a0<em>Pudenziana<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Prassede<\/em>, filhas do sobrinho do Senador Pudente, consagrou esta igreja, que [\u2026] posteriormente foi dedicada a Santa Pudenziana [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+Santa+Pudenziana\/@41.8982664,12.4958137,77m\/data=!3m2!1e3!5s0x132f61a564b6d915:0xf0c270c7ca1ad4e8!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61b040c68633:0xaa091b522a81ea88!2sBasilica+di+Santa+Pudenziana!8m2!3d41.8983274!4d12.495782!16zL20vMDhzMnFn!3m5!1s0x132f61b040c68633:0xaa091b522a81ea88!8m2!3d41.8983274!4d12.495782!16zL20vMDhzMnFn?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>dedicata a S. Pudenziana<\/strong><\/a>] porque ela ali havia habitado e foi ali que morreu. Muitos papas trabalharam na reestrutura\u00e7\u00e3o deste lugar, que cont\u00e9m preciosos testemunhos da f\u00e9 crist\u00e3. Merece especial aten\u00e7\u00e3o o\u00a0<strong>po\u00e7o de Santa Pudenziana<\/strong>. Acredita-se que ela tenha sepultado os corpos dos m\u00e1rtires neste po\u00e7o. No fundo, pode-se notar uma grande quantidade de rel\u00edquias: a hist\u00f3ria diz que cont\u00e9m as rel\u00edquias de tr\u00eas mil m\u00e1rtires.<br \/><br \/>Ao lado do altar-mor h\u00e1 uma capela de forma alongada em cujo altar est\u00e3o est\u00e1tuas em m\u00e1rmore em que Jesus entrega as chaves a S\u00e3o Pedro. Acredita-se que o altar seja o mesmo sobre o qual S\u00e3o Pedro celebrou a missa, e sobre o qual, com grande consola\u00e7\u00e3o, eu tamb\u00e9m pude faz\u00ea-lo. Conservam-se v\u00e1rios peda\u00e7os de esponja, os mesmos que Pudenziana usava para recolher o sangue das chagas dos m\u00e1rtires ou da terra que estava impregnada dele.<br \/>Continuando \u00e0 esquerda chega-se\u00a0<strong>a uma capela onde se conserva o testemunho de um grande milagre<\/strong>. Enquanto celebrava a missa, um sacerdote caiu em d\u00favida sobre a possibilidade da presen\u00e7a real de Jesus na h\u00f3stia santa. Ap\u00f3s a consagra\u00e7\u00e3o, a h\u00f3stia lhe escapuliu das suas m\u00e3os e, caindo no ch\u00e3o, quicou primeiro em um degrau e depois em outro. Onde tocou pela primeira vez, o m\u00e1rmore ficou quase furado; tamb\u00e9m no segundo degrau formou-se uma cavidade muito profunda em forma de h\u00f3stia. Esses dois degraus de m\u00e1rmore s\u00e3o conservados naquele mesmo lugar, de modo bem seguro.<br \/><br \/><strong><em>Santa Prassede<\/em><br \/><\/strong>De\u00a0<em>Santa Pudenziana<\/em>, subindo em dire\u00e7\u00e3o ao\u00a0<em>Esquilino<\/em>, a pouca dist\u00e2ncia de\u00a0<em>Santa Maria Maggiore<\/em>, encontra-se a igreja de\u00a0<em>Santa Prassede<\/em>\u00a0[<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+Santa+Prassede\/@41.8964927,12.4986622,166m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61bb2d22f2a9:0x5f0a5f1b2c19f095!2sBasilica+di+Santa+Prassede!8m2!3d41.8964622!4d12.4987254!16zL20vMDhueGNm!3m5!1s0x132f61bb2d22f2a9:0x5f0a5f1b2c19f095!8m2!3d41.8964622!4d12.4987254!16zL20vMDhueGNm?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>chiesa di S. Prassede<\/strong><\/a>]. Por volta do ano 162 d.C., sobre o local onde estavam as termas, ou seja, as casas de banho de Novato, S\u00e3o Pio I ergueu uma igreja em honra desta virgem, irm\u00e3 de Novato, Pudenziana e Teotilo. O local serviu de ref\u00fagio para os antigos crist\u00e3os em tempos de persegui\u00e7\u00e3o. A Santa, que se esfor\u00e7ava para fornecer o que era necess\u00e1rio aos crist\u00e3os perseguidos, tamb\u00e9m se encarregava de recolher os corpos dos m\u00e1rtires, que depois sepultava, vertendo seu sangue no po\u00e7o que est\u00e1 no meio da igreja. Ela \u00e9 riqu\u00edssima em ornamentos e m\u00e1rmores preciosos, como quase todas as igrejas de Roma.<br \/><br \/>H\u00e1 tamb\u00e9m a\u00a0<strong>capela dos m\u00e1rtires Zenone e Valentino<\/strong>, cujos corpos, trazidos por S\u00e3o Pascoal I no ano 899, repousam sob o altar. Aqui se conserva tamb\u00e9m uma coluna de jaspe, alta cerca de tr\u00eas palmos, que um Cardeal chamado Colonna fez transportar da Terra Santa no ano 1223. Acredita-se que seja aquela \u00e0 qual o Salvador foi atado durante a flagela\u00e7\u00e3o.<br \/><br \/><strong>O\u00a0<em>Celio<\/em><br \/><\/strong>Do\u00a0<em>Esquilino<\/em>, olhando para o oeste, v\u00ea-se a colina\u00a0<em>Celio<\/em>. Antigamente, era chamada de\u00a0<em>Querchetulano<\/em>\u00a0pelas \u00e1rvores de carvalho que a cobriam. Mais tarde, foi denominada\u00a0<em>Celio<\/em>\u00a0em homenagem a Cele Vilenna, capit\u00e3o dos etruscos que vieram em socorro de Roma, e que Tarqu\u00ednio Prisco acolheu nesta colina. A primeira coisa que se nota \u00e9\u00a0<em>o maior obelisco que se conhece<\/em>. Rams\u00e9s, fara\u00f3 do Egito, fez ergu\u00ea-lo em Tebas, dedicando-o ao sol. Constantino, o Grande, mandou transport\u00e1-lo pelo Nilo at\u00e9 Alexandria, mas, tendo morrido, coube ao filho, Const\u00e2ncio, lev\u00e1-lo a Roma. Para a viagem, usou-se um navio de trezentos remos, e pelo rio Tibre foi conduzido \u00e0 Urbe e colocado em um lugar chamado\u00a0<em>Circo Massimo<\/em>. Aqui caiu, quebrando-se em tr\u00eas partes. O Papa Sisto V mandou restaur\u00e1-lo e ergu\u00ea-lo na pra\u00e7a do Laterano no ano de 1588. O obelisco chega \u00e0 altura de 153 p\u00e9s romanos. \u00c9 todo ornamentado com hier\u00f3glifos e coroado por uma alta cruz.<br \/><br \/>\u00c0 direita da pra\u00e7a est\u00e1 o batist\u00e9rio de Constantino com a igreja de\u00a0<em>San Giovanni in Fonte<\/em>\u00a0[<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Battistero+Lateranense+di+San+Giovanni+in+Fonte\/@41.8861608,12.5040292,166m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61bf93fdb911:0x4a277902ba9123c1!2sBattistero+Lateranense+di+San+Giovanni+in+Fonte!8m2!3d41.8861517!4d12.5042955!16zL20vMDV3ZHBt!3m5!1s0x132f61bf93fdb911:0x4a277902ba9123c1!8m2!3d41.8861517!4d12.5042955!16zL20vMDV3ZHBt?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>chiesa di S. Giovanni in Fonte<\/strong><\/a>]. Diz-se que foi constru\u00edda por Constantino em ocasi\u00e3o do batismo que recebeu do pont\u00edfice S\u00e3o Silvestre no ano 324. Das duas capelas anexas, uma dedicada a S\u00e3o Jo\u00e3o Batista e a outra a S\u00e3o Jo\u00e3o Evangelista, recebeu o nome de igreja de\u00a0<em>San Giovanni in Fonte<\/em>. O batist\u00e9rio, que \u00e9 uma bacia de grande largura revestida de m\u00e1rmores preciosos, est\u00e1 no meio. A capelinha anexa, dedicada a S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, acredita-se que fosse um c\u00f4modo de Constantino, transformada em orat\u00f3rio e dedicada ao santo Precursor pelo papa S\u00e3o Hil\u00e1rio.<br \/><br \/><strong><em>San Giovanni in Laterano<\/em><br \/><\/strong>Saindo do batist\u00e9rio e atravessando a vasta pra\u00e7a, encontra-se a bas\u00edlica de\u00a0<em>San Giovanni in Laterano<\/em>\u00a0[<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+San+Giovanni+in+Laterano\/@41.8859543,12.5056013,202m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61bf93fdb911:0x4a277902ba9123c1!2sBattistero+Lateranense+di+San+Giovanni+in+Fonte!8m2!3d41.8861517!4d12.5042955!16zL20vMDV3ZHBt!3m5!1s0x132f61bf7fcaab73:0x130be9f915490f8!8m2!3d41.8858811!4d12.505673!16zL20vMDFkXzJz?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>basilica di S. Giovanni in Laterano<\/strong><\/a>]. Esta c\u00e9lebre constru\u00e7\u00e3o \u00e9 a primeira e principal igreja do mundo cat\u00f3lico. Na fachada est\u00e1 escrito:\u00a0<em>Ecclesiarum Urbis et Orbis Mater et Caput (M\u00e3e e Cabe\u00e7a de todas as Igrejas de Roma e do Mundo)<\/em>. \u00c9 a sede do Sumo Pont\u00edfice como bispo de Roma; ap\u00f3s sua coroa\u00e7\u00e3o, ele vem at\u00e9 aqui para, solenemente, tomar posse. Foi chamada tamb\u00e9m de\u00a0<em>Bas\u00edlica Costantiniana<\/em>, porque foi fundada por Constantino, o Grande. Depois foi chamada de\u00a0<em>Bas\u00edlica Lateranense<\/em>\u00a0porque erguida onde estava o pal\u00e1cio de um certo Pl\u00e1ucio Laterano, assassinado por Nero; e tamb\u00e9m\u00a0<em>Bas\u00edlica do Salvador<\/em>, em decorr\u00eancia de uma apari\u00e7\u00e3o do Salvador ocorrida durante a sua constru\u00e7\u00e3o. Chamam-na ainda de\u00a0<em>Bas\u00edlica \u00c1urea<\/em>\u00a0pelos preciosos dons com que foi enriquecida, e\u00a0<em>Bas\u00edlica de S\u00e3o Jo\u00e3o<\/em>\u00a0porque dedicada aos santos Jo\u00e3o Batista e Evangelista.<br \/><br \/>Foi Constantino, o Grande, quem a mandou construir perto de seu pal\u00e1cio, por volta do ano 324. Ampliada depois com novos edif\u00edcios, foi cedida ao santo Pont\u00edfice. Aqui habitaram os papas at\u00e9 a \u00e9poca de Greg\u00f3rio XI. Quando este trouxe a Santa S\u00e9 de Avinh\u00e3o para Roma, transferiu sua resid\u00eancia para o Vaticano.<br \/>No ano de 1308 um terr\u00edvel inc\u00eandio a destruiu, mas Clemente V, que ent\u00e3o estava em Avinh\u00e3o, imediatamente enviou seus agentes com grandes somas de dinheiro, e logo breve foi reconstru\u00edda. O p\u00f3rtico \u00e9 sustentado por vinte e quatro grossos pilares; ao fundo, est\u00e1 a est\u00e1tua de Constantino encontrada em suas termas no\u00a0<em>Quirinale<\/em>. A grande porta de bronze \u00e9 de extraordin\u00e1ria altura. Ela foi retirada da igreja de\u00a0<em>Sant\u2019Adriano in Campo Vaccino<\/em>\u00a0e trazida para c\u00e1. Constitui um raro exemplo de portas antigas chamadas\u00a0<em>Quadrifores<\/em>, ou seja, constru\u00eddas de modo que pudessem ser abertas em quatro partes, uma de cada vez, sem que nenhuma colocasse em perigo a estabilidade da outra. \u00c0 direita, h\u00e1 uma porta murada que se abre apenas no ano do jubileu e, por isso, \u00e9 chamada de\u00a0<strong>Porta Santa<\/strong>.<br \/><br \/>Seu interior tem cinco naves. O comprimento, a altura, a preciosidade dos pavimentos, das esculturas e das pinturas s\u00e3o coisas que chamam a aten\u00e7\u00e3o. Deveria-se escrever grossos volumes para falar dignamente sobre isso.\u00a0<strong>As rel\u00edquias mais insignes desta igreja s\u00e3o a cabe\u00e7a dos dois pr\u00edncipes dos Ap\u00f3stolos, Pedro e Paulo.<\/strong>\u00a0Elas est\u00e3o sob o altar-mor e ficam dentro de uma outra cabe\u00e7a de ouro. H\u00e1 tamb\u00e9m uma\u00a0<strong>rel\u00edquia insigne de S\u00e3o Pancrazio, m\u00e1rtir<\/strong>, e guarda-se\u00a0<strong>uma mesa<\/strong>\u00a0que se acredita ser a mesma sobre a qual Jesus celebrou a sagrada ceia com seus Ap\u00f3stolos.<br \/><br \/>Saindo da igreja pela porta principal e atravessando a pra\u00e7a, encontra-se a Escada Santa [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Pontificio+Santuario+della+Scala+Santa\/@41.8871819,12.5064102,113m\/data=!3m2!1e3!5s0x132f619566ac1e07:0xf62186e87d95fdce!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61bf93fdb911:0x4a277902ba9123c1!2sBattistero+Lateranense+di+San+Giovanni+in+Fonte!8m2!3d41.8861517!4d12.5042955!16zL20vMDV3ZHBt!3m5!1s0x132f61bfde77518f:0x3e4ca7e94173e4ea!8m2!3d41.8871437!4d12.5066274!16s%2Fm%2F0h63gmr?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Scala Santa<\/strong><\/a>], um edif\u00edcio que o Papa Sisto V mandou erguer para guardar a escada, que antes estava em peda\u00e7os no antigo pal\u00e1cio papal do Laterano. Ela \u00e9 formada por vinte e oito degraus de m\u00e1rmore branco que eram do pret\u00f3rio de Pilatos, em Jerusal\u00e9m, que Jesus subiu e desceu v\u00e1rias vezes durante sua paix\u00e3o. Santa Helena, m\u00e3e de Constantino, os enviou a Roma junto com muitas outras coisas santificadas pelo sangue de Jesus Cristo. Esta c\u00e9lebre escadaria \u00e9 mantida em grande venera\u00e7\u00e3o e, por isso, sobe-se de joelhos; e desce-se por uma das quatro escadas laterais. Esses degraus se afundaram pelo grande afluxo de crist\u00e3os que os subiram, por isso foram cobertos com t\u00e1buas de madeira. O pr\u00f3prio Sisto V fez colocar no alto da escada a c\u00e9lebre capela dom\u00e9stica dos Papas, que est\u00e1 repleta das mais insignes rel\u00edquias, e que, por isso, \u00e9 chamada de\u00a0<strong><em>Sancta Sanctorum<\/em><\/strong>.<br \/><br \/><strong>Cidade do Vaticano. A constru\u00e7\u00e3o<br \/><\/strong>A colina do Vaticano [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Colle+Vaticano\/@41.9037129,12.4479432,1281m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f60653aaddfd7:0x8dd4be2bde32b9c4!2sColle+Vaticano!8m2!3d41.903611!4d12.450278!16s%2Fg%2F11dyk70yh!3m5!1s0x132f60653aaddfd7:0x8dd4be2bde32b9c4!8m2!3d41.903611!4d12.450278!16s%2Fg%2F11dyk70yh?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>colle Vaticano<\/strong><\/a>] cont\u00e9m o que existe de mais excelente nas artes e de memor\u00e1vel na religi\u00e3o; por isso, faremos um relato um pouco mais preciso. Foi chamada Vaticano, de\u00a0<em>Vagitanus<\/em>, uma divindade que acreditavam que acompanhava o choro dos rec\u00e9m-nascidos. De fato, a primeira s\u00edlaba U\u00e0 (\u201cva\u201d,\u00a0<em>n.d.r.<\/em>) da qual \u00e9 composta a palavra \u00e9 tamb\u00e9m o primeiro grito das crian\u00e7as. A colina ficou conhecida quando Cal\u00edgula construiu nela um circo, que depois ficou conhecido como circo de Nero. Cal\u00edgula, para passar da margem esquerda para a direita do Tibre, construiu a ponte do Vaticano, tamb\u00e9m chamada de Triunfal, que agora, por\u00e9m, n\u00e3o existe mais. O circo de Nero come\u00e7ava onde hoje est\u00e1 a igreja de\u00a0<em>Santa Marta<\/em>\u00a0e se estendia at\u00e9 as escadas da antiga bas\u00edlica vaticana. Neste circo foi enterrado o corpo do Pr\u00edncipe dos Ap\u00f3stolos [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/@41.9023304,12.4539558,3a,75y,271h,84.42t\/data=!3m8!1e1!3m6!1sAF1QipPtllSAtxnvkgww7PN2hTGkE7oXIBpCx-QbxoJQ!2e10!3e11!6shttps:%2F%2Flh5.googleusercontent.com%2Fp%2FAF1QipPtllSAtxnvkgww7PN2hTGkE7oXIBpCx-QbxoJQ%3Dw900-h600-k-no-pi5.584010981406067-ya0.9988043494500971-ro0-fo100!7i5376!8i2688?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>corpo del Principe degli Apostoli<\/strong><\/a>] .[\u2026].<br \/><br \/>Ali tamb\u00e9m foram enterrados os ossos de outros Papas, incluindo Lino, Cleto, Anacleto, Evaristo e outros mais. A\u00a0<em>Mem\u00f3ria de S\u00e3o Pedro<\/em>, ou seja, a capela constru\u00edda sobre o t\u00famulo dele, durou at\u00e9 os tempos de Constantino que, por desejo de S\u00e3o Silvestre, por volta de 319, come\u00e7ou a constru\u00e7\u00e3o de uma igreja em honra do Ap\u00f3stolo. Ela foi erguida exatamente em torno daquela capela, utilizando material retirado de edif\u00edcios p\u00fablicos. A constru\u00e7\u00e3o foi chamada de\u00a0<em>Bas\u00edlica Constantiniana<\/em>, e naqueles tempos era considerada uma das mais c\u00e9lebres da cristandade. No meio daquela igreja, feita em forma de cruz latina, havia o altar dedicado a S\u00e3o Pedro, sob o qual estava sepultado seu corpo, protegido por grades; desde ent\u00e3o aquele lugar era chamado de\u00a0<strong>Confiss\u00e3o de S\u00e3o Pedro<\/strong>. Terminada a constru\u00e7\u00e3o e dotada de ricos adornos, o Papa Silvestre a consagrou em 18 de novembro de 324. [\u2026]. Os pont\u00edfices que vieram depois a embelezaram e a ampliaram. Por onze s\u00e9culos foi objeto de devo\u00e7\u00e3o e admira\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os que se dirigiam a Roma.<br \/><br \/>No s\u00e9culo XV, come\u00e7ou a ruir, por isso Nicolau V pensou em renov\u00e1-la, mas teve apenas o m\u00e9rito de iniciar os trabalhos, pois com a sua morte se suspendeu tudo. J\u00falio II retomou a constru\u00e7\u00e3o, mudando o nome dela de\u00a0<strong>Bas\u00edlica Constantiniana<\/strong>\u00a0para\u00a0<strong>S\u00e3o Pedro no Vaticano<\/strong>, e colocou a primeira pedra em 18 de abril de 1506. Os arquitetos foram Bramante, depois Fra Giocondo Domenico e Raffaello Sanzio. E al\u00e9m deles, tamb\u00e9m trabalharam os mais c\u00e9lebres arquitetos e os mais sublimes g\u00eanios da \u00e9poca.<br \/><br \/><strong>A grande pra\u00e7a<br \/><\/strong>\u00a0[\u2026] Diante da bas\u00edlica se abre uma vasta pra\u00e7a cuja extens\u00e3o supera meio quil\u00f4metro. Ela \u00e9 formada por 284 colunas e 64 pilares que, dispostos em semic\u00edrculo de ambos os lados em quatro fileiras, formam tr\u00eas corredores, dos quais o mais amplo, o central, pode permitir a passagem de duas carruagens. Sobre a colunata sobressaem 96 est\u00e1tuas de santos, em m\u00e1rmore, com cerca de 10 p\u00e9s de altura. No centro, ergue-se o obelisco eg\u00edpcio. Ele \u00e9 formado por um s\u00f3 bloco e \u00e9 o \u00fanico que permaneceu inteiro. Mede 126 p\u00e9s de altura, incluindo a cruz e o pedestal. N\u00e3o possui hier\u00f3glifos. Nuccoreo, rei do Egito, o havia erguido em Heli\u00f3polis, de onde foi retirado e trazido a Roma por Cal\u00edgula no 3\u00ba ano de seu imp\u00e9rio. Foi colocado no circo constru\u00eddo ao p\u00e9 da colina do Vaticano, como demonstram os dizeres que podem ser lidos. Este circo foi chamado\u00a0<em>de Nero<\/em>\u00a0porque foi muito frequentado por ele; aqui, aquele cruel imperador fez um massacre de crist\u00e3os, acusando-os de serem os autores do inc\u00eandio de Roma, que ele mesmo havia provocado.<br \/><br \/>Em 1818 foi constru\u00edda uma meridiana na pra\u00e7a. Foram desenhados no ch\u00e3o os doze signos do zod\u00edaco. O obelisco servia como ponteiro e com sua sombra indicava as esta\u00e7\u00f5es do sol. Ao redor, foram escritos os nomes dos ventos na dire\u00e7\u00e3o em que sopra cada um deles. Dos lados, duas fontes iguais jorram perpetuamente \u00e1gua de um grupo de jatos que se elevam at\u00e9 sessenta p\u00e9s. A rainha da Esc\u00f3cia, recebida com pompa neste lugar, olhou com espanto para as duas fontes, pensando que haviam sido feitas especialmente para sua recep\u00e7\u00e3o. N\u00e3o, disse um senhor que estava ao seu lado, esses jatos s\u00e3o perenes.<br \/><br \/><br \/><strong>Visita a S\u00e3o Pedro<br \/><\/strong>Caminhando em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 fachada da bas\u00edlica, chega-se a uma magn\u00edfica escadaria ladeada por duas est\u00e1tuas, uma de S\u00e3o Pedro e a outra de S\u00e3o Paulo, colocadas ali pelo Papa Pio IX. Subindo as escadas, est\u00e1-se diante da fachada que tem esta inscri\u00e7\u00e3o:\u00a0<em>Em honra do Pr\u00edncipe dos Ap\u00f3stolos, Paulo V, Pont\u00edfice M\u00e1ximo, no ano de 1612, 7\u00ba de seu pontificado<\/em>. Acima do p\u00f3rtico se estende o grande\u00a0<strong>Balc\u00e3o das b\u00ean\u00e7\u00e3os<\/strong>. A fachada \u00e9 majestosa e imponente. O p\u00f3rtico \u00e9 todo adornado com m\u00e1rmores, pinturas em mosaico e outros trabalhos elegantes. No fundo do vest\u00edbulo, \u00e0 direita, pode-se observar a bel\u00edssima est\u00e1tua equestre de Constantino em ato de contemplar a prodigiosa cruz que lhe apareceu no c\u00e9u antes da batalha final com Massenzio.<br \/><br \/>Do p\u00f3rtico entra-se na bas\u00edlica atrav\u00e9s de quatro portas, das quais a \u00faltima \u00e0 direita s\u00f3 se abre no ano santo. A porta maior \u00e9 de bronze, muito alta, e s\u00e3o necess\u00e1rias muitas e fortes m\u00e3os para abri-la. O interior apresenta-se em cinco naves al\u00e9m da cruz que termina com a tribuna. A curiosidade e a surpresa nos levaram ao meio da nave maior. Aqui paramos para admirar e refletir, sem pronunciar palavra. Pareceu-nos ver a Jerusal\u00e9m celeste. O comprimento da bas\u00edlica \u00e9 de 837 palmos, sua largura de 607. \u00c9 o maior templo de toda a cristandade. Depois de S\u00e3o Pedro, o maior \u00e9 o de S\u00e3o Paulo em Londres. Se \u00e0 igreja de S\u00e3o Paulo acrescentarmos a do nosso Orat\u00f3rio, forma-se o comprimento exato da de S\u00e3o Pedro.<br \/><br \/>Depois de estarmos por algum tempo im\u00f3veis, procuramos a pia de \u00e1gua benta. Avistamos dois anjos no primeiro pilar da bas\u00edlica, \u00e0 primeira vista muito pequenos, que seguravam uma esp\u00e9cie de concha. Ficamos maravilhados que uma igreja t\u00e3o vasta tivesse uma pia de \u00e1gua benta t\u00e3o pequena. Mas nossa maravilha se transformou em surpresa quando vimos os anjos se tornavam cada vez maiores \u00e0 medida que nos aproxim\u00e1vamos deles. A concha tornou-se um recipiente de cerca de seis p\u00e9s de circunfer\u00eancia, e os anjos ao lado nos mostravam suas m\u00e3os com dedos do tamanho de nosso bra\u00e7o. Isso demonstra que as propor\u00e7\u00f5es deste maravilhoso edif\u00edcio s\u00e3o t\u00e3o bem reguladas que tornam menos percept\u00edvel a amplitude, a qual, no entanto, se nota cada vez melhor ao examinar cada detalhe. Ao redor dos pilares da nave maior est\u00e3o as est\u00e1tuas dos fundadores das ordens religiosas, esculpidas em m\u00e1rmore.<br \/><br \/>No \u00faltimo pilar, \u00e0 direita, est\u00e1 colocada a est\u00e1tua de S\u00e3o Pedro, em bronze, venerada com grande rever\u00eancia. Foi feita fundir por S\u00e3o Le\u00e3o Magno com o bronze da est\u00e1tua de J\u00fapiter Capitolino. Ela recorda a paz que aquele Pont\u00edfice obteve de \u00c1tila, que estava enfurecido contra a It\u00e1lia. O p\u00e9 direito que se projeta para fora do pedestal est\u00e1 consumido pelos l\u00e1bios dos fi\u00e9is que nunca passam diante dele sem beij\u00e1-lo com respeito. Enquanto est\u00e1vamos admirando a est\u00e1tua, passou o embaixador austr\u00edaco em Roma, que se curvou diante do pr\u00edncipe dos Ap\u00f3stolos e beijou seu p\u00e9.<br \/><br \/><strong>Naves e capelas<br \/><\/strong>Passamos agora a dizer alguma coisa sobre as naves menores e as capelas que l\u00e1 se encontram. Na nave da direita encontramos, primeiro, a capela da\u00a0<strong><em>Piet\u00e0<\/em><\/strong>. Al\u00e9m de magn\u00edficos mosaicos e das est\u00e1tuas que a adornam, admira-se sobre o altar a c\u00e9lebre est\u00e1tua esculpida por Michelangelo Buonarroti, em m\u00e1rmore branco, quando ele tinha apenas vinte e quatro anos de idade. Talvez seja a escultura mais bela do mundo. O mesmo Buonarroti se agradou tanto dela deixou a sua assinatura na faixa sobre o peito de Maria.<br \/><br \/>\u00c0 esquerda da capela da\u00a0<em>Piet\u00e0<\/em>\u00a0est\u00e1 a capela interna dedicada ao\u00a0<strong>Crucifixo<\/strong>\u00a0e a\u00a0<strong>S\u00e3o Nicolau<\/strong>. Daqui se entra na chamada\u00a0<strong>Capelinha da Coluna Santa<\/strong>, onde se conserva, protegida por uma grade de ferro, uma das colunas em espiral que estavam antigamente diante do altar da\u00a0<strong>Confiss\u00e3o de S\u00e3o Pedro<\/strong>. Esta \u00e9 a coluna \u00e0 qual Jesus Cristo se apoiou quando pregou no templo de Salom\u00e3o. Admira-se com maravilha que a parte tocada pelos sagrados ombros do Salvador nunca est\u00e1 suja de poeira, e por isso n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que seja limpa como o resto.<br \/><br \/>Ap\u00f3s a capela da\u00a0<em>Piet\u00e0<\/em>\u00a0est\u00e1 o monumento f\u00fanebre de\u00a0<em>Le\u00e3o XII<\/em>, feito por Greg\u00f3rio XVI. O Pont\u00edfice \u00e9 retratado enquanto aben\u00e7oa o povo do Balc\u00e3o (<em>Loggia, n.d.r.<\/em>) acima do p\u00f3rtico; ao redor v\u00ea-se as cabe\u00e7as dos Cardeais que participavam da cerim\u00f4nia. Em frente a este jazigo est\u00e1 o de\u00a0<em>Cristina Alessandra<\/em>, rainha da Su\u00e9cia, morta em Roma no dia 19 de abril de 1689. Esta, protestante, convencida da pouca consist\u00eancia de sua religi\u00e3o, fez-se instruir no catolicismo e fez a solene abjura\u00e7\u00e3o em\u00a0<em>Ispruch<\/em>\u00a0em 3 de novembro de 1655. V\u00e1rios baixos-relevos que adornam o t\u00famulo representam o acontecimento.<br \/><br \/>Depois est\u00e1\u00a0<strong>a capela de<\/strong>\u00a0<strong>S\u00e3o Sebasti\u00e3o<\/strong>, tamb\u00e9m essa rica em pinturas e m\u00e1rmores. Saindo \u00e0 direita, encontra-se o t\u00famulo de\u00a0<em>Inoc\u00eancio XII<\/em>, dos Pignatelli de N\u00e1poles. Em frente, est\u00e1 a sepultura da famosa condessa<em>\u00a0Matilde<\/em>, ilustre benfeitora da Igreja e defensora da autoridade pontif\u00edcia. Urbano VIII transferir para c\u00e1 as cinzas dela, retirando-as do mosteiro de S\u00e3o Bento em Mantova. Ela foi a primeira das ilustres mulheres que mereceram uma sepultura na bas\u00edlica Vaticana. A condessa \u00e9 representada em p\u00e9; a sepultura \u00e9 ornada por um baixo-relevo que retrata a absolvi\u00e7\u00e3o concedida por Greg\u00f3rio VII a Henrique IV, imperador da Alemanha, a pedido de Matilde e de outros personagens, em 25 de janeiro de 1077, na fortaleza de Canossa.<br \/><br \/>Chega-se assim \u00e0 capela do Sacramento, rica em m\u00e1rmores e mosaicos. Ao lado do altar, uma escada leva ao pal\u00e1cio pontif\u00edcio. Este altar \u00e9 dedicado a\u00a0<em>S\u00e3o Maur\u00edcio<\/em>\u00a0e companheiros m\u00e1rtires, patronos principais do Piemonte. As duas colunas em espiral de um s\u00f3 bloco que ornamentam o altar s\u00e3o duas das doze que se acredita terem sido trazidas a Roma do antigo templo de Salom\u00e3o. No ch\u00e3o diante do altar, pode ser visto a sepultura em bronze de\u00a0<em>Sisto IV<\/em>, Della Rovere. Ele foi executado por ordem de J\u00falio II, seu sobrinho, e representa as virtudes e a ci\u00eancia pr\u00f3prias do falecido. Nele est\u00e3o contidas as cinzas dos dois papas.<br \/><br \/>Ao sair da capela, \u00e0 direita est\u00e1 a sepultura de\u00a0<em>Greg\u00f3rio XIII<\/em>, Buoncompagni. O adornam duas est\u00e1tuas: a\u00a0<em>Religi\u00e3o<\/em>\u00a0e a\u00a0<em>Fortaleza<\/em>; ao centro, um grande baixo-relevo representa a reforma do calend\u00e1rio, por isso chamada Gregoriana. Aqui est\u00e3o retratados uma grande quantidade de personagens ilustres que participaram daquela obra, todos em ato de reverenciar o Pont\u00edfice. Em frente, dentro de uma urna de estuque, repousam os ossos de\u00a0<em>Greg\u00f3rio XIV<\/em>, da fam\u00edlia Sfrondato. Aqui termina a nave menor e se entra na cruz grega segundo o desenho do Buonarroti.<br \/><br \/>Saindo da nave, \u00e0 direita encontra-se a\u00a0<strong>Capela Gregoriana<\/strong>. Acima do altar \u00e9 venerada uma antiga imagem de Nossa Senhora dos tempos de Pascoal II. Abaixo repousa o corpo de\u00a0<strong>S\u00e3o Greg\u00f3rio Nazianzeno<\/strong>, transferido por ordem de Greg\u00f3rio XIII da igreja das monjas de\u00a0<em>Campo Marzio<\/em>. Prosseguindo o caminho chega-se ao monumento f\u00fanebre de\u00a0<em>Bento XIV<\/em>, Lambertini, erguido pelos cardeais que foram criados por ele. Nos dois lados da sepultura erguem-se duas magn\u00edficas est\u00e1tuas que representam o\u00a0<em>Desinteresse\u00a0<\/em>e a\u00a0<em>Sabedoria<\/em>, as duas virtudes mais luminosas deste papa. A est\u00e1tua do Pont\u00edfice, em p\u00e9, aben\u00e7oa o povo com gesto majestoso. Este trabalho \u00e9 t\u00e3o bem executado que basta olhar para o Papa para reconhecer a sua grandeza e a altivez de sua alma. Em frente est\u00e1 o altar de\u00a0<em>S\u00e3o Bas\u00edlio Magno<\/em>, e sobre ele um precioso quadro em mosaico do imperador Valente desmaiado na presen\u00e7a do Santo, enquanto o observava celebrar a missa.<br \/><br \/>Chega-se ent\u00e3o \u00e0 tribuna. O primeiro altar \u00e0 direita \u00e9 dedicado a\u00a0<em>S\u00e3o Venceslau, m\u00e1rtir<\/em>, rei da Bo\u00eamia; o do meio \u00e9 consagrado aos s<em>antos Processo e Martiniano<\/em>, guardas do c\u00e1rcere Mamertino, convertidos \u00e0 f\u00e9 por S\u00e3o Pedro, quando o Ap\u00f3stolo estava preso. Desses santos toma nome o complexo; seus corpos repousam sob o altar. Tr\u00eas preciosos baixos-relevos representam S\u00e3o Pedro na pris\u00e3o, libertado pelo Anjo (o do meio), S\u00e3o Paulo pregando no Are\u00f3pago (o da direita), o terceiro os santos Paulo e Barnab\u00e9, considerados divindades pelos habitantes de Listra.<br \/>Encontra-se ent\u00e3o a sepultura de\u00a0<em>Clemente XIII<\/em>, Rezzonico, escultura de Antonio Canova. \u00c9 uma obra-prima. O quadro do altar que fica em frente ao monumento retrata S\u00e3o Pedro em perigo de afundar, sustentado pelo Redentor. Mais adiante est\u00e1 o altar de\u00a0<em>S\u00e3o Miguel<\/em>, depois o de\u00a0<em>Santa Petronila<\/em>, filha de S\u00e3o Pedro. Esta santa \u00e9 representada em um mosaico que narra a exuma\u00e7\u00e3o de seu cad\u00e1ver para mostr\u00e1-lo a Flaco, nobre romano, que a havia pedido em casamento. Na parte superior \u00e9 retratada a alma dela que, atrav\u00e9s de suas ora\u00e7\u00f5es conseguiu morrer virgem, e \u00e9 acolhida por Jesus Cristo. Mais adiante, v\u00ea-se o sarc\u00f3fago de\u00a0<em>Clemente X<\/em>, Altieri: o baixo-relevo representa a abertura da porta santa no Jubileu de 1675. O altar \u00e9 coroado pelo quadro de S\u00e3o Pedro que, \u00e0s ora\u00e7\u00f5es de uma multid\u00e3o de pedintes, ressuscita a vi\u00fava Tabita.<br \/><br \/>Atrav\u00e9s de dois degraus de p\u00f3rfiro, que faziam parte do altar-mor da antiga bas\u00edlica, se sobre ao\u00a0<strong>Altar da C\u00e1tedra<\/strong>. Um surpreendente grupo de quatro est\u00e1tuas de metal sustenta a sede pontifical. As duas da frente representam dois padres latinos, Ambr\u00f3sio e Agostinho; as duas de tr\u00e1s, os padres gregos, Atan\u00e1sio e Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo. O peso desses grupos totaliza 219.161 libras de metal. A cadeira em bronze reveste, como preciosa rel\u00edquia, a de madeira entalhada com v\u00e1rios baixos-relevos de marfim. Esta cadeira \u00e9 a do senador Pudente que serviu o Ap\u00f3stolo Pedro e muitos outros papas depois dele.<br \/><br \/>Acima do\u00a0<em>altar da C\u00e1tedra<\/em>, como segundo plano est\u00e1 representado, em tela, o\u00a0<em>Esp\u00edrito Santo<\/em>\u00a0entre vidros coloridos e radiantes, de modo que, a quem o olha, parece ver uma estrela de ouro resplandecente. Abaixo, \u00e0 esquerda de quem olha, est\u00e1 o magn\u00edfico sepulcro de\u00a0<em>Paulo III<\/em>, Farnese, monumento muito precioso por suas esculturas. A est\u00e1tua do Pont\u00edfice sentado sobre a urna \u00e9 de bronze, as outras duas est\u00e1tuas, de m\u00e1rmore, e representam a\u00a0<em>Prud\u00eancia\u00a0<\/em>e a\u00a0<em>Justi\u00e7a<\/em>. Em frente, est\u00e1 a sepultura do Papa Urbano VIII, cuja est\u00e1tua \u00e9 de bronze. A\u00a0<em>Justi\u00e7a<\/em>\u00a0e a\u00a0<em>Caridade\u00a0<\/em>est\u00e3o aos seus lados, esculpidas em m\u00e1rmore branco. Sobre a urna v\u00ea-se a imagem da morte em ato de escrever, em um livro, o nome do Pont\u00edfice. Aqui interrompemos a visita: est\u00e1vamos cansados, a visita durou das onze da manh\u00e3 \u00e0s cinco da tarde.<br \/><br \/><strong>Roma.\u00a0<em>Santa Maria della Vittoria<\/em><br \/><\/strong>Do\u00a0<em>Quirinale<\/em>, olhando para o sul, v\u00ea-se a via de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Porta+Pia\/@41.9093066,12.500736,166m\/data=!3m1!1e3!4m15!1m8!3m7!1s0x132f610bd88626c9:0x19de468b91e6f008!2sPorta+Pia,+00187+Roma+RM!3b1!8m2!3d41.9091887!4d12.5009679!16s%2Fg%2F11bw41vvtk!3m5!1s0x132f6125a27a06bd:0x958eece5f841308d!8m2!3d41.9091607!4d12.5010326!16zL20vMGRwbHdt?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>Porta Pia<\/em><\/strong><\/a>, assim chamada pelo Papa Pio IV, que para embelez\u00e1-la executou n\u00e3o poucas obras. Ao longo desta estrada, perto da fonte\u00a0<em>Acqua Felice<\/em>, ergue-se \u00e0 esquerda a igreja de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Chiesa+di+Santa+Maria+della+Vittoria\/@41.9045009,12.4943026,640m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61a860b0ba55:0x59cfb4527f320948!2sChiesa+di+Santa+Maria+della+Vittoria!8m2!3d41.9046449!4d12.4942942!16zL20vMDJ6MTN2!3m5!1s0x132f61a860b0ba55:0x59cfb4527f320948!8m2!3d41.9046449!4d12.4942942!16zL20vMDJ6MTN2?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>S. Maria della Vittoria<\/em><\/strong><\/a>, edificada por Paulo V em 1605 e assim chamada por causa de uma imagem milagrosa de Nossa Senhora levada para l\u00e1 pelo P. Domenico, dos Carmelitas Descal\u00e7os. A esta imagem, ou melhor, \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de Maria, Maximiliano, duque da Baviera, deve a grande vit\u00f3ria obtida em poucos dias contra os protestantes, que com um ex\u00e9rcito numeros\u00edssimo haviam colocado o reino da \u00c1ustria de pernas para o ar. A prodigiosa imagem se conserva sobre o altar maior. Nas suas bordas est\u00e3o penduradas as bandeiras tiradas dos inimigos: um glorioso monumento \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de Maria.<br \/><br \/>Em mem\u00f3ria da liberta\u00e7\u00e3o de Viena, foi institu\u00edda a festa do\u00a0<em>Nome de Maria<\/em>, que \u00e9 celebrada por toda a cristandade no domingo entre a oitava do nascimento de Maria. Aconteceu no dia 12 de setembro de 1683, sob o pontificado de Inoc\u00eancio XI. Nesta mesma igreja, celebra-se uma especial solenidade no segundo Domingo de novembro, recordando a famosa vit\u00f3ria obtida pelos crist\u00e3os contra os turcos, em\u00a0<em>Lepanto<\/em>, no dia 7 de outubro de 1571, sob Pio V. Tamb\u00e9m algumas bandeiras tiradas dos turcos est\u00e3o penduradas como trof\u00e9us nos beirais desta igreja.<br \/>Diante de\u00a0<em>Santa Maria della Vittoria<\/em>\u00a0encontra-se a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Fontana+del+Mose%E2%80%99\/@41.9044717,12.4953671,245m\/data=!3m1!1e3!4m15!1m8!3m7!1s0x132f610bd88626c9:0x19de468b91e6f008!2sPorta+Pia,+00187+Roma+RM!3b1!8m2!3d41.9091887!4d12.5009679!16s%2Fg%2F11bw41vvtk!3m5!1s0x132f610005ffd8df:0x7cc8f5fd298564bb!8m2!3d41.9044083!4d12.4944605!16s%2Fm%2F09gbw30?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>fontana di Termini<\/strong><\/a>, chamada fonte de\u00a0<em>Mois\u00e9s<\/em>, porque em um nicho est\u00e1 esculpida a est\u00e1tua de Mois\u00e9s que, com a vara na m\u00e3o, faz jorrar \u00e1gua da pedra. \u00c9 tamb\u00e9m chamada de\u00a0<em>Acqua Felice<\/em>, em homenagem ao Frei Felice, que \u00e9 o nome de Sisto V quando estava no convento.<br \/><br \/><strong>A ilha Tiberina\u00a0<\/strong>[<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Isola+Tiberina\/@41.8904627,12.4761538,285m\/data=!3m2!1e3!4b1!4m6!3m5!1s0x132f604994945227:0x38544a35ebc1f2cc!8m2!3d41.8904524!4d12.4777395!16zL20vMDVyYzY2?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>L\u2019isola Tiberina<\/strong><\/a>]\u00c0 tarde, decidimos ir com o Conde De Maistre visitar a grande obra de\u00a0<em>S\u00e3o Miguel<\/em>\u00a0do outro lado do Tibre. Portanto, tivemos que atravessar o rio na altura de uma ilhota chamada Tiberina ou tamb\u00e9m Licaonia, em homenagem a um templo dedicado a J\u00fapiter Lic\u00e3o. Esta ilha teve origem assim. Quando Tarqu\u00ednio foi expulso de Roma, o Tibre estava quase sem \u00e1gua, deixando expostos alguns bancos de areia. Os romanos, movidos por \u00f3dio contra este rei, foram aos seus campos, cortaram o trigo e outros cereais que estavam pr\u00f3ximos da matura\u00e7\u00e3o, e jogaram tudo no Tibre. A palha dos cereais se misturou com aquela areia e, uma vez se misturando com a lama do rio, se consolidou a tal ponto que p\u00f4de ser cultivada e habitada. Nesta ilha, os pag\u00e3os ergueram um templo em honra de Escul\u00e1pio; mas, em 973, o\u00a0<strong>corpo de S\u00e3o Bartolomeu<\/strong>\u00a0foi transferido para o templo, e hoje repousa na urna sob o altar-mor.<br \/><br \/>Passado o Tibre e continuando em dire\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Miguel, encontra-se \u00e0 direita a igreja de Santa Cec\u00edlia [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+Santa+Cecilia+in+Trastevere\/@41.8870221,12.475548,297m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x1325f67fa1e4ca39:0x51712c6212f628af!2sBasilica+di+Santa+Cecilia+in+Trastevere!8m2!3d41.8875482!4d12.4759469!16zL20vMDhfa3N0!3m5!1s0x1325f67fa1e4ca39:0x51712c6212f628af!8m2!3d41.8875482!4d12.4759469!16zL20vMDhfa3N0?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>chiesa di S. Cecilia<\/strong><\/a>], edificada no local onde era sua casa. Urbano I, por volta da metade do terceiro s\u00e9culo, a consagrou, e S\u00e3o Greg\u00f3rio Magno a enriqueceu com muitos objetos preciosos. Ao entrar, \u00e0 direita, est\u00e1 a capela onde era o banheiro de Santa Cec\u00edlia, no qual se diz que ela recebeu o golpe mortal. O altar-mor, protegido por uma grade de ferro, guarda o\u00a0<strong>corpo da santa<\/strong>. Acima da urna foi esculpida uma comovente est\u00e1tua em m\u00e1rmore, que a representa deitada e vestida como foi encontrada na sua sepultura.<br \/><br \/>Chegando ao\u00a0<em>Ref\u00fagio S\u00e3o Miguel<\/em>, tivemos uma audi\u00eancia com o Cardeal Tosti, que nos contou v\u00e1rios epis\u00f3dios que lhe aconteceram na \u00e9poca da rep\u00fablica. Ele tamb\u00e9m foi for\u00e7ado a viver por um tempo longe do ref\u00fagio para n\u00e3o ser vitimado por algum atentado. Entre as v\u00e1rias coisas roubadas deste pio purpurado, naquela triste circunst\u00e2ncia, est\u00e3o tr\u00eas caixas de tabaco muito preciosas, seja pela antiguidade seja pela proced\u00eancia. Levadas aos membros do triunvirato, Mazzini pensou em ficar com uma para si e presentear as outras duas a seus companheiros. Mas eles n\u00e3o se atreveram a ficar com elas. Mazzini resolveu tudo e graciosamente colocou as tr\u00eas no bolso!<br \/><br \/><strong>O\u00a0<em>Campidoglio<\/em><br \/><\/strong>Ao longo do trajeto de volta, a meio caminho se ergue a colina mais alta de Roma, o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Piazza+del+Campidoglio\/@41.8934076,12.4826201,296m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f604c9b68c939:0xe1efbb238bd1c51!2sPiazza+del+Campidoglio!8m2!3d41.8933592!4d12.4828018!16zL20vMDEyY18y!3m5!1s0x132f604c9b68c939:0xe1efbb238bd1c51!8m2!3d41.8933592!4d12.4828018!16zL20vMDEyY18y?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>Campidoglio<\/em><\/strong><\/a>, assim chamado de\u00a0<em>caput Toli<\/em>, cabe\u00e7a de Tolo, que foi encontrado enquanto Tarqu\u00ednio, o Soberbo, fazia aplainar o cume para construir nele uma fortaleza. Subimos uma longa escadaria, cuja extremidade se elevam duas est\u00e1tuas colossais representando Castor e P\u00f3lux. O plano que forma a pra\u00e7a era antigamente chamado\u00a0<em>inter duos lucos<\/em>, porque ficava entre os bosques que cobriam os dois picos. Aqui R\u00f4mulo havia criado um abrigo para os povos vizinhos que quisessem refugiar-se. O\u00a0<em>Campidoglio<\/em>\u00a0de hoje n\u00e3o tem mais a impon\u00eancia b\u00e9lica, mas \u00e9 uma pra\u00e7a majestosa contornada por pal\u00e1cios que abrigam museus, e onde se tratam os assuntos municipais. Em uma parte desta pra\u00e7a existia o templo de J\u00fapiter Fer\u00e9trio, assim chamado pelas armas dos vencidos que os vencedores iam pendurar no altar daquele templo.<br \/><br \/>No meio da pra\u00e7a se ergue a\u00a0<strong>famosa est\u00e1tua equestre de Marco Aur\u00e9lio<\/strong>\u00a0num gesto de pacificador. Ela \u00e9 a mais bela entre as mais antigas est\u00e1tuas de bronze que se conservaram intactas. Uma parte dos grandes edif\u00edcios que cercam a pra\u00e7a constitui o pal\u00e1cio senatorial, fundado por Bonif\u00e1cio IX em 1390 sobre o mesmo terreno onde estava o antigo senado dos romanos. Ao lado encontra-se a fonte\u00a0<em>Acqua Felice<\/em>, que \u00e9 adornada por duas est\u00e1tuas deitadas do Nilo e do Tibre. Daqui, atrav\u00e9s de uma pequena escada, chega-se \u00e0 torre do\u00a0<em>Campidoglio<\/em>, erguida em forma de campan\u00e1rio no mesmo lugar onde, antigamente, se montavam os observadores para admirar Roma e controlar os inimigos que tentassem se aproximar da cidade. [\u2026].<br \/>Na parte mais elevada, em dire\u00e7\u00e3o ao oriente, havia o templo de J\u00fapiter Capitolino, que era chamado de\u00a0<em>J\u00fapiter \u00d3timo<\/em>,\u00a0<em>M\u00e1ximo<\/em>, e havia sido erguido por Tarqu\u00ednio, o Soberbo, sobre as funda\u00e7\u00f5es preparadas por Tarqu\u00ednio Prisco, que havia feito voto durante a guerra contra os sabinos. Justamente enquanto se fazia a escava\u00e7\u00e3o foi encontrado o\u00a0<em>caput Toli<\/em>.<br \/><br \/><strong><em>Santa Maria in Aracoeli<\/em><br \/><\/strong>Onde era o\u00a0<strong>templo de J\u00fapiter Capitolino<\/strong>\u00a0agora est\u00e1 a majestosa igreja de\u00a0<em>Santa Maria in Aracoeli<\/em>\u00a0[<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+Santa+Maria+in+Aracoeli\/@41.8939927,12.4828097,296m\/data=!3m2!1e3!5s0x132f604ca54ca9af:0x6b54f7db5c94661!4m14!1m7!3m6!1s0x132f604c9b68c939:0xe1efbb238bd1c51!2sPiazza+del+Campidoglio!8m2!3d41.8933592!4d12.4828018!16zL20vMDEyY18y!3m5!1s0x132f604c9b68c939:0x5cdda5291da50b7b!8m2!3d41.8938151!4d12.4834796!16zL20vMDg3MnEx?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>maestosa chiesa di<\/strong>\u00a0<strong>Santa Maria in Aracoeli<\/strong><\/a>], edificada no s\u00e9culo VI da era crist\u00e3. Por algum tempo foi chamada de\u00a0<em>Santa Maria in Campidoglio<\/em>, pelo lugar onde se erguia. Foi ent\u00e3o chamada\u00a0<em>Aracoeli<\/em>\u00a0pelo seguinte fato. Tendo um raio atingido o\u00a0<em>Campidoglio<\/em>, Otaviano Augusto, temendo alguma desgra\u00e7a, mandou interrogar o or\u00e1culo de Delfos. [\u2026]. Por este fato, e por algumas ditas das Sibilas, que diziam respeito ao nascimento do Salvador, Augusto fez erguer um altar intitulado:\u00a0<em>Ara primogeniti Dei<\/em>, altar do primog\u00eanito de Deus. Da\u00ed derivou o nome de\u00a0<em>Santa Maria in Aracoeli<\/em>, depois que no local foi erguida uma igreja em honra da M\u00e3e de Deus. O interior tem tr\u00eas naves divididas por 22 colunas de m\u00e1rmore que j\u00e1 foram do templo de J\u00fapiter Fer\u00e9trio. O altar-mor \u00e9 digno de especial observa\u00e7\u00e3o, porque sobre ele se venera\u00a0<strong>uma imagem de Maria, que se pensa ser de S\u00e3o Lucas<\/strong>. Esta, nos tempos de S\u00e3o Greg\u00f3rio Magno, foi levada processionalmente por Roma para obter a liberta\u00e7\u00e3o da peste. O fato \u00e9 representado em uma pintura no pilar ao lado do altar. Na interse\u00e7\u00e3o da cruz est\u00e1 a\u00a0<strong>capela de Santa Helena<\/strong>, onde foi erguida a\u00a0<em>Ara Primogeniti<\/em>. A mesa do altar \u00e9 uma grande urna de porf\u00edrio, dentro da qual foram depositados\u00a0<strong>os corpos de Santa Helena, m\u00e3e de Constantino, e dos santos Abund\u00e2ncia e Abund\u00e2ncio<\/strong>.<br \/><br \/>Em uma sala pr\u00f3xima \u00e0 sacristia se conserva\u00a0<strong>uma ef\u00edgie milagrosa do Menino Jesus<\/strong>. As faixas que o revestem s\u00e3o enriquecidas com pedras preciosas. Ela \u00e9 exposta em venera\u00e7\u00e3o durante as festas de Natal, em um belo pres\u00e9pio que \u00e9 feito em uma capela da igreja. Junto do Menino est\u00e3o tamb\u00e9m as figuras de Augusto e da Sibila, lembrando a tradi\u00e7\u00e3o que afirma que a Sibila Cumaea previu o nascimento do Salvador e, por isso, Augusto erigiu um altar.<br \/><br \/>Saindo de\u00a0<em>Aracoeli<\/em>\u00a0e indo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 parte ocidental do\u00a0<em>Campidoglio\u00a0<\/em>encontra-se a rocha Tarpeia que ocupava a parte voltada para o Tibre, e assim chamada por causa da Virgem Tarpeia, que foi morta trai\u00e7oeiramente na guerra dos sabinos. Os traidores da p\u00e1tria eram jogados do alto desta rocha. Aqui foram martirizados muitos crist\u00e3os que, em \u00f3dio \u00e0 f\u00e9, foram jogados para baixo. Ali perto estava a C\u00faria e a cabana de R\u00f4mulo, onde, diz-se, ele aguardou o responso dos abutres. [\u2026].<br \/><br \/>Descendo, um pouco mais abaixo est\u00e1 o templo da Concordia [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Tempio+della+Concordia\/@41.8929316,12.4840387,180m\/data=!3m2!1e3!5s0x132f61b4aaffda1d:0x4f05033edf4d31a3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61890282a955:0xa7890b91d7f4a6cf!2sTempio+della+Concordia!8m2!3d41.8929977!4d12.4840742!16s%2Fg%2F11jnpr01dn!3m5!1s0x132f61890282a955:0xa7890b91d7f4a6cf!8m2!3d41.8929977!4d12.4840742!16s%2Fg%2F11jnpr01dn?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>tempio della Concordia<\/strong><\/a>], constru\u00eddo por Camilo no ano 387 de Roma. [\u2026]. Perto deste templo, na parte esquerda de quem desce, estava o de\u00a0<em>J\u00fapiter Tonante<\/em>, do qual restam tr\u00eas colunas de m\u00e1rmore. Foi erguido por Augusto no penhasco capitolino e dedicado a J\u00fapiter, em agradecimento por ter escapado ao raio que matou o servo que o precedia.<br \/><br \/><strong>O\u00a0<em>Carcere Mamertino<\/em><br \/><\/strong>Na manh\u00e3 de 2 de mar\u00e7o, junto com a fam\u00edlia De Maistre, fomos visitar o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Carcere+Mamertino\/@41.893076,12.4842368,148m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61b36be83f85:0x9a50373e5428537d!2sCarcere+Mamertino!8m2!3d41.8932529!4d12.484504!16zL20vMDNmOGto!3m5!1s0x132f61b36be83f85:0x9a50373e5428537d!8m2!3d41.8932529!4d12.484504!16zL20vMDNmOGto?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>carcere Mamertino<\/em><\/strong><\/a>, que est\u00e1 aos p\u00e9s do\u00a0<em>Campidoglio<\/em>, na sua parte ocidental. Esta pris\u00e3o \u00e9 assim chamada de Mamerto ou Anco M\u00e1rcius, quarto rei de Roma, que a fez construir para espalhar terror na plebe, e assim impedir os furtos e os assassinatos. S\u00e9rvio T\u00falio, sexto rei de Roma, acrescentou sob este outro c\u00e1rcere, que foi chamado\u00a0<em>Tulliano<\/em>. Ele tem dois subterr\u00e2neos, que na ab\u00f3bada tem uma abertura onde mal passava um homem. Atrav\u00e9s desta se desciam com uma corda os condenados. [\u2026].<br \/><br \/>Aqui brota uma\u00a0<strong>fonte de \u00e1gua<\/strong>\u00a0que se diz ter sido milagrosamente feita jorrar por S\u00e3o Pedro quando, junto com S\u00e3o Paulo, estava preso ali. O pr\u00edncipe dos Ap\u00f3stolos usou desta \u00e1gua para batizar os santos\u00a0<em>Processo<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Martiniano<\/em>, guardi\u00f5es da pris\u00e3o, junto com outros 47 companheiros, todos martirizados. Esta \u00e1gua tem aspectos milagrosos. Seu gosto \u00e9 natural. Nunca aumenta e nunca diminui de volume, qualquer que seja a quantidade que se retire dela. Dois senhores ingleses, quase para zombar dos cat\u00f3licos, quiseram tentar esvaziar a pequena fonte da \u00e1gua, que se assemelha a um recipiente de pequenas dimens\u00f5es. Eles se cansaram, assim como seus amigos, mas a \u00e1gua permaneceu sempre no mesmo n\u00edvel. Contam-se muitas curas milagrosas obtidas pelo seu uso. Ao lado da fonte est\u00e1 colocada uma coluna de pedra \u00e0 qual foram atados os dois pr\u00edncipes dos Ap\u00f3stolos. Ao lado da coluna est\u00e1 localizado um altar pequeno e baixo onde, com grande consola\u00e7\u00e3o, celebrei a missa, \u00e0 qual participaram a fam\u00edlia De Maistre e outras pessoas piedosas. Acima do altar, um baixo-relevo representa Paulo pregando e Pedro batizando os guardas. [\u2026].<br \/><br \/>Em um canto do primeiro andar da pris\u00e3o nota-se na parede\u00a0<strong>a impress\u00e3o de um rosto humano<\/strong>. Diz-se que S\u00e3o Pedro recebeu um forte tapa de um bandido, de modo que batendo com o rosto na parede deixou impresso seu rosto, que milagrosamente se conservou. Acima desta figura est\u00e1 esculpida esta antiga inscri\u00e7\u00e3o: \u201c<em>Nesta pedra Pedro bateu a cabe\u00e7a, golpeado por um bandido, e o prod\u00edgio permanece<\/em>\u201d. Acima desta pris\u00e3o foi edificada uma igreja, e sobre esta ainda outra, dedicada a S\u00e3o Jos\u00e9. Aqui \u00e9 a sede da confraria dos carpinteiros. Os membros se re\u00fanem nos dias festivos, assistem \u00e0s fun\u00e7\u00f5es sagradas e providenciam o que \u00e9 necess\u00e1rio para a manuten\u00e7\u00e3o da igreja e para a limpeza do c\u00e1rcere. Antigamente, para chegar \u00e0 entrada da pris\u00e3o, descia-se por uma escada da qual no seu final estava a abertura por onde eram precipitados os condenados. Aquelas escadas foram chamadas\u00a0<em>Gemonie<\/em>\u00a0por causa dos gemidos dos condenados. [\u2026].<br \/><br \/><strong>Cidade do Vaticano. Devo\u00e7\u00f5es jubilares<br \/><\/strong>O dia 3 de mar\u00e7o estava reservado para visitar S\u00e3o Pedro. Partindo \u00e0s seis e meia de casa, com um frescor que alegrava a vida e tornava c\u00e9leres nossos passos, tomamos a dire\u00e7\u00e3o da colina vaticana. Chegando \u00e0\u00a0<em>Ponte Elio<\/em>\u00a0ou\u00a0<em>Ponte Sant\u2019Angelo<\/em>, sobre a qual se passa atravessando o Tibre, recitamos o Credo. Os Pont\u00edfices concedem cinquenta dias de indulg\u00eancia \u00e0queles que recitam o S\u00edmbolo dos Ap\u00f3stolos enquanto passam sobre esta ponte. \u00c9 chamada\u00a0<em>Elio<\/em>\u00a0por causa de Elio Adriano, que a construiu. Mas tamb\u00e9m \u00e9 chamado de\u00a0<em>ponte Sant\u2019Angelo da Castel Sant\u2019Angelo<\/em>, que \u00e9 o primeiro edif\u00edcio que se encontra na margem oposta.<br \/><br \/>Diremos algo sobre este castelo. O imperador Adriano quis erguer uma grande sepultura na margem direita do Tibre. Por sua largura, comprimento e altura, chamaram-no de\u00a0<em>Mole Adriana<\/em>. Quando o imperador Teod\u00f3sio fez retirar as colunas do mausol\u00e9u de Adriano para dotar a bas\u00edlica de S\u00e3o Paulo, esta constru\u00e7\u00e3o ficou sem a metade superior e sem colunas. No ano 537, as tropas de Belis\u00e1rio atacaram os godos para afast\u00e1-los de Roma, e ent\u00e3o quase todos os restos daquele mausol\u00e9u foram reduzidos a peda\u00e7os. No s\u00e9culo X foi chamado\u00a0<em>Castro e Torre de Crescencio<\/em>\u00a0por um certo Cescenzo Nomentano, que se apoderou dele e o fortificou. Pouco depois, a hist\u00f3ria lhe deu o nome de\u00a0<em>Castel Sant\u2019Angelo<\/em>, derivando talvez de uma igreja dedicada ao anjo Miguel. [\u2026]. Mas a opini\u00e3o mais prov\u00e1vel permanece aquela que narra de uma prociss\u00e3o de S\u00e3o Greg\u00f3rio Magno para obter da Virgem a liberta\u00e7\u00e3o da peste: naquela ocasi\u00e3o apareceu no alto da\u00a0<em>Mole<\/em>\u00a0um anjo que recolocava a espada na bainha, sinal de que o flagelo estava prestes a cessar. Ent\u00e3o,\u00a0<em>Castel Sant\u2019Angelo<\/em>\u00a0foi reduzido a uma fortaleza e \u00e9 a \u00fanica de Roma.<br \/><br \/>Continuando nosso caminho, chegamos \u00e0 grande pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro. Passando diante do\u00a0<em>obelisco<\/em>, tiramos o chap\u00e9u, porque os Papas concederam cinquenta dias de indulg\u00eancia a quem faz rever\u00eancia ou descobre a cabe\u00e7a ao passar perto daquele obelisco, sobre o qual foi colocada uma cruz que cont\u00e9m um peda\u00e7o da Santa Cruz de Jesus.<br \/>Eis-nos, ent\u00e3o, de volta \u00e0 Bas\u00edlica Vaticana. J\u00e1 hav\u00edamos visitado a metade e mais a tribuna, que forma como o coro do altar papal, localizado no meio da interse\u00e7\u00e3o da cruz, em frente \u00e0 c\u00e1tedra de Pedro. Este coro foi feito por Clemente VIII e foi por ele consagrado no ano de 1594: abriga o altar j\u00e1 edificado por S\u00e3o Silvestre. Sendo o altar papal, nele celebra apenas o Papa, e quando algum outro deseja us\u00e1-lo, \u00e9 necess\u00e1rio um \u201c<em>Breve<\/em>\u201d apost\u00f3lico. Nos quatro lados se erguem quatro grandes colunas em espiral que sustentam um baldaquino ornamentado com frisos, todo de bronze. A altura deste baldaquino do piso do ch\u00e3o iguala a dos mais altos pr\u00e9dios de Turim.<br \/><br \/><strong>A tumba de Pedro: curiosidades de um santo<br \/><\/strong>Diante do altar papal, atrav\u00e9s de uma escada dupla de m\u00e1rmore, desce-se ao n\u00edvel da Confiss\u00e3o. Na extremidade das escadas est\u00e3o colocadas duas colunas de alabastro de Orte, um material bastante raro, transparente como diamante. Cento e doze l\u00e2mpadas ardem continuamente ao redor do venerando lugar. No fundo, abre-se um nicho formado no antigo orat\u00f3rio erguido por S\u00e3o Silvestre, onde S\u00e3o Anacleto \u201c<em>ergueu uma mem\u00f3ria a S\u00e3o Pedro<\/em>\u201d. Aqui repousa\u00a0<strong>o corpo do Pr\u00edncipe dos Ap\u00f3stolos<\/strong>. Nas paredes laterais abrem-se duas portas munidas de um port\u00e3o de ferro, de onde se passa para as sagradas grutas. Bem em frente ao nicho, no dia 28 de novembro de 1822, foi colocada a est\u00e1tua em m\u00e1rmore de Pio VI, que, de joelhos, est\u00e1 em fervorosa ora\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 uma das mais belas obras de Antonio Canova. Pio VI costumava, durante o dia e \u00e0s vezes at\u00e9 \u00e0 noite, ir at\u00e9 o t\u00famulo de S\u00e3o Pedro para rezar. Em vida, mostrou o vivo desejo de ser sepultado ali e, ao morrer, quis que seu desejo fosse atendido. Mas, ap\u00f3s uma escava\u00e7\u00e3o de pouca profundidade, foi descoberta uma sepultura sobre a qual estava escrito:\u00a0<em>Linus episcopus<\/em>. Imediatamente, tudo foi colocado em ordem, e o Pont\u00edfice foi sepultado em outro canto da igreja. No lugar escolhido, em vez do corpo, foi colocada a est\u00e1tua da qual falamos. N\u00f3s vimos e tocamos com as m\u00e3os o que h\u00e1 aqui de precioso, mas n\u00e3o pudemos ver o corpo do primeiro papa, porque h\u00e1 s\u00e9culos o sepulcro n\u00e3o foi mais aberto, por temor de que algu\u00e9m tentasse quebrar alguma rel\u00edquia.<br \/><br \/>Acima deste t\u00famulo foi erguido um rico altar: aqui tive a consola\u00e7\u00e3o de celebrar a santa missa. Este altar, com uma pequena capela anexa, recebe luz de algumas claraboias cobertos com grades de metal. Durante a constru\u00e7\u00e3o da bas\u00edlica, ocorreu um fato prodigioso, relatado por uma testemunha ocular. Antes que o teto fosse terminado, ca\u00edram chuvas t\u00e3o impetuosas que as \u00e1guas inundaram o piso da bas\u00edlica at\u00e9 um palmo de altura. Apesar de tanta abund\u00e2ncia, a \u00e1gua n\u00e3o ousou se aproximar do altar da\u00a0<em>Confiss\u00e3o<\/em>, e nem desceu no orat\u00f3rio inferior atrav\u00e9s das tr\u00eas claraboias mencionadas, porque, chegando perto, parou, permanecendo suspensa, de modo que nem uma gota chegou a molhar aquele santu\u00e1rio. Depois de observar cada objeto, olhar cada canto, as paredes, os tetos, o piso, perguntamos se n\u00e3o havia mais nada para ver.<br \/>\u2013\u00a0<em>Nada mais<\/em>, nos responderam.<br \/>\u2013\u00a0<em>Mas o t\u00famulo do santo ap\u00f3stolo, onde est\u00e1?<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Aqui embaixo. Est\u00e1 situado no mesmo lugar que ocupava quando a antiga bas\u00edlica estava de p\u00e9<\/em>\u00a0[\u2026].<br \/>\u2013\u00a0<em>Mas gostar\u00edamos de v\u00ea-lo.<br \/><\/em>\u2013\u00a0<em>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel<\/em>\u00a0[\u2026].<br \/>\u2013\u00a0<em>Mas o papa disse que poder\u00edamos ver tudo. Se ao estar com ele novamente e ele nos perguntar se vimos tudo, eu ficaria triste por n\u00e3o poder responder afirmativamente.<\/em><br \/>O monsenhor [que nos acompanhava] mandou buscar algumas chaves e abriu uma esp\u00e9cie de arm\u00e1rio. Aqui se abria uma cavidade que descia ao subterr\u00e2neo. Estava tudo escuro.<br \/>\u2013\u00a0<em>Est\u00e1 satisfeito?<\/em>\u00a0Disse-me o monsenhor.<br \/>\u2013\u00a0<em>Ainda n\u00e3o, gostaria de ver.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>E como quer fazer?<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Mande buscar uma vara e uma tocha.<\/em>\u00a0Trouxeram a vara e a tocha, que se apagou imediatamente ao ser descida naquele ar sem oxig\u00eanio. E a tocha n\u00e3o chegava at\u00e9 o fundo. Ent\u00e3o foi trazida uma outra vara, que tinha na extremidade um gancho de ferro. Com ela se conseguiu tocar a tampa do t\u00famulo de S\u00e3o Pedro. Estava a sete\/oito metros de profundidade. Batendo levemente, o som que chegava at\u00e9 n\u00f3s indicava que o gancho estava tocando ora no ferro, ora no m\u00e1rmore. E isso confirmava o que haviam escrito os antigos historiadores.<br \/><br \/>Seria necess\u00e1rio um volume para descrever as coisas vistas. O que existia na bas\u00edlica constantiniana se conserva em l\u00e1pides laterais, ou nos pisos ou nos tetos dos subterr\u00e2neos. Destaco apenas uma coisa, a imagem de\u00a0<em>Santa Maria della Bocciata<\/em>, muito antiga, colocada em um altar subterr\u00e2neo. O nome deriva do seguinte fato. Um jovem, por desprezo ou, talvez, inadvertidamente, atingiu um olho da figura de Maria com uma bola. Ocorreu um grande prod\u00edgio. Sangue brotou da fronte e do olho que, ainda vermelho, se v\u00ea sobre as bochechas da imagem. Duas gotas espirraram lateralmente sobre a pedra que \u00e9 zelosamente protegida atr\u00e1s de dois port\u00f5es de ferro.<br \/><br \/><strong>Altares, capelas, sepulturas<br \/><\/strong>Acima do altar papal e do t\u00famulo de S\u00e3o Pedro se ergue a imensa c\u00fapula que encanta quem a observa. Quatro grandes pilares a sustentam: cada um deles tem cento e cinquenta passos, cerca de vinte e cinco\u00a0<a><em>trabucos<\/em>\u00a0<em>(<\/em>70,85 m,<em>\u00a0n.d.r<\/em><\/a><em>.)<\/em>, de circuito. Em tudo ao redor daquela alta c\u00fapula h\u00e1 elegantes trabalhos em mosaico executados pelos mais c\u00e9lebres autores. Nos pilares est\u00e3o esculpidos quatro nichos chamados\u00a0<em>Galeria das Rel\u00edquias<\/em>, que s\u00e3o a\u00a0<em>Sagrada Face<\/em>\u00a0da Ver\u00f4nica, um peda\u00e7o da\u00a0<em>Santa Cruz<\/em>, a\u00a0<em>Lan\u00e7a Sagrada<\/em>\u00a0e o cr\u00e2nio de\u00a0<em>Santo Andr\u00e9<\/em>. Entre estas \u00e9 c\u00e9lebre a rel\u00edquia da\u00a0<em>Sagrada Face<\/em>, que se cr\u00ea ser aquele pano do qual se serviu o Divino Salvador para enxugar o rosto pingando sangue. Ele deixou a sua face impressa nele, que o deu a Santa Ver\u00f4nica, enquanto em l\u00e1grimas o acompanhava Calv\u00e1rio. Pessoas dignas de f\u00e9 contam que esta Sagrada Face, em 1849, suou sangue mais vezes, ali\u00e1s, mudou de cor, a ponto de variar as primeiras fei\u00e7\u00f5es. Esses fatos foram escritos, e os c\u00f4negos de S\u00e3o Pedro o testemunham.<br \/><br \/>Partindo do altar papal e prosseguindo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 parte meridional encontra-se o sepulcro de\u00a0<em>Alexandre VIII<\/em>, dos Ottobuoni. Foi erguido pelo sobrinho, o Cardeal Pietro Ottobuoni. A est\u00e1tua do Papa sentado no trono \u00e9 de metal. Duas est\u00e1tuas em m\u00e1rmore est\u00e3o nos dois lados, representando a\u00a0<em>Religi\u00e3o<\/em>\u00a0e a\u00a0<em>Prud\u00eancia<\/em>. A urna \u00e9 coberta pelo baixo-relevo da canoniza\u00e7\u00e3o de Lorenzo Giustiniani, Giovanni da Capistrano, Giovanni de San Facondo, Giovanni di Dio e Pasquale Bajlon, feita por Alexandre VIII em 1690. Ao lado se ergue o altar de\u00a0<em>S\u00e3o Le\u00e3o Magno<\/em>, sobre o qual se admira o surpreendente baixo-relevo do Pont\u00edfice que vai ao encontro do feroz \u00c1tila. Acima est\u00e3o figurados Pedro e Paulo, ao lado do Papa \u00c1tila, apavorado pela apari\u00e7\u00e3o dos dois e em ato de se curvar ao Pont\u00edfice. Em uma urna sob o altar repousa o corpo do santo Papa e Doutor da Igreja. \u00c0 frente est\u00e1 o t\u00famulo de\u00a0<em>Le\u00e3o XII<\/em>, morto em 1829, que tinha tanta venera\u00e7\u00e3o por este seu glorioso antecessor, que quis ser sepultado ao lado dele. [\u2026]<br \/><br \/>O altar que se segue \u00e9 dedicado \u00e0\u00a0<strong><em>Vergine della Colonna<\/em><\/strong>, assim chamada porque se venera a imagem de Maria pintada sobre uma coluna da antiga bas\u00edlica constantiniana. Foi colocada ali em 1607. O altar guarda os corpos de Le\u00e3o II, III e IV. Continuando o giro pela linha meridional, encontramos \u00e0 direita a sepultura de Alexandre VII, Ghigi, com quatro est\u00e1tuas:\u00a0<em>Justi\u00e7a<\/em>,\u00a0<em>Prud\u00eancia<\/em>,\u00a0<em>Caridade<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Verdade<\/em>. Como este pont\u00edfice tinha sempre presente o pensamento da morte, o escultor estendeu uma colcha em relevo, sob a qual a figura da morte mostra uma ampulheta, ou seja, um rel\u00f3gio de areia, que est\u00e1 prestes a terminar sua carga. O Papa est\u00e1 ajoelhado, rezando de m\u00e3os postas. O altar \u00e0 esquerda \u00e9 dedicado aos ap\u00f3stolos\u00a0<em>Pedro e Paulo<\/em>. Est\u00e1 representada a queda de Sim\u00e3o, o Mago. Em frente est\u00e1 o altar dos Santos\u00a0<em>Sim\u00e3o e Judas<\/em>, que aqui repousam. O altar \u00e0 direita, por sua vez, \u00e9 dedicado a\u00a0<em>S\u00e3o Tom\u00e9<\/em>\u00a0e guarda o corpo de\u00a0<em>Bonif\u00e1cio IV<\/em>, enquanto o da esquerda conserva os restos de\u00a0<em>Le\u00e3o IX<\/em>. Em frente \u00e0 porta da sacristia, o altar dos\u00a0<em>Santos Pedro e Andr\u00e9<\/em>\u00a0apresenta, em precioso mosaico, a morte de Ananias e Safira.<br \/><br \/>Chega-se assim \u00e0 capela Clementina, cujo altar, dedicado a\u00a0<em>S\u00e3o Greg\u00f3rio Magno<\/em>, tem no alto um belo mosaico do santo no ato de convencer os incr\u00e9dulos. Sob o altar se venera o seu corpo. Acima da porta, que conduz at\u00e9 o \u00f3rg\u00e3o, est\u00e1 o monumento f\u00fanebre de\u00a0<em>Pio VII<\/em>. O Pont\u00edfice, sentado sobre uma rica cadeira e vestido com as vestes pontif\u00edcias, est\u00e1 aben\u00e7oando. As est\u00e1tuas colocadas aos lados representam a\u00a0<em>Sabedoria\u00a0<\/em>e a\u00a0<em>Fortaleza<\/em>. Antes de chegar \u00e0 nave lateral est\u00e1 o altar da\u00a0<em>Transfigura\u00e7\u00e3o<\/em>, cujo mosaico apresenta a transfigura\u00e7\u00e3o do Salvador no Monte Tabor.<br \/><br \/><strong>A nave menor, do lado esquerdo<br \/><\/strong>Entrando na nave menor, em ambos os lados est\u00e3o duas sepulturas, \u00e0 direita a de\u00a0<em>Le\u00e3o XI<\/em>, dos M\u00e9dici. Um baixo-relevo mostra o Pont\u00edfice que absolve Henrique IV, rei da Fran\u00e7a. [\u2026]. Mais abaixo h\u00e1 rosas esculpidas com o lema:\u00a0<em>Sic floruit<\/em>, para indicar a caducidade da vida e simbolizar a brevidade do pontificado de Le\u00e3o XI, que foi de apenas 21 dias.<br \/>O sarc\u00f3fago \u00e0 esquerda \u00e9 de\u00a0<em>Inoc\u00eancio XI<\/em>, Odescalchi. O baixo-relevo sobreposto retrata a liberta\u00e7\u00e3o de Viena dos turcos, ocorrida sob seu pontificado. Avan\u00e7ando pela nave, chega-se \u00e0\u00a0<em>capela do coro<\/em>, enriquecida com mosaicos e pinturas. Sob o altar repousa o corpo de\u00a0<em>S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo<\/em>. Esta capela tem um subterr\u00e2neo onde se conservam as cinzas de\u00a0<em>Clemente XI<\/em>. \u00c9 chamada\u00a0<em>Capela Sistina<\/em>\u00a0por causa de Sisto IV, que erigiu outra no mesmo local da antiga bas\u00edlica. \u00c0 direita, acessa-se o lugar do coro e \u00e0\u00a0<em>Capela Giulia<\/em>, assim chamada por causa de J\u00falio II, que a construiu. Acima desta porta existe uma urna de estuque que abriga as cinzas de\u00a0<em>Greg\u00f3rio XVI<\/em>, morto em 1846. Esta urna est\u00e1 reservada para acolher o cad\u00e1ver do \u00faltimo pont\u00edfice at\u00e9 que lhe seja dada uma sepultura.<br \/><br \/>O sepulcro de Inoc\u00eancio VIII, da fam\u00edlia Cibo, est\u00e1 em frente. Duas s\u00e3o as figuras daquele Papa: uma sentada com o ferro da lan\u00e7a na m\u00e3o, em alus\u00e3o \u00e0quela com a qual foi ferido Jesus, enviada a ele como presente por Bajasetto II, imperador dos turcos; a outra deitada, sob a primeira. [\u2026]. De frente \u00e0 portinha que leva \u00e0 escada da c\u00fapula est\u00e1 o cenot\u00e1fio de\u00a0<em>Tiago III,<\/em>\u00a0rei da Inglaterra, da fam\u00edlia Stuart, morto em Roma no dia 1\u00ba de janeiro de 1766, e de seus dois filhos Carlos III e Henrique IX, cardeal, duque de York. Os tr\u00eas bustos em baixo-relevo s\u00e3o de Antonio Canova.<br \/>A \u00faltima capela \u00e9 a do Batist\u00e9rio. A pia batismal \u00e9 de porf\u00edrio e era a tampa da urna do imperador Ot\u00e3o II, que foi aqui transportada quando suas cinzas foram colocadas nas grutas vaticanas [\u2026].<br \/><br \/><strong>Roma.\u00a0<em>Sant\u2019Andrea al Quirinale<\/em><br \/><\/strong>J\u00e1 que o tempo de visita terminava ao meio-dia e meia e visto que est\u00e1vamos com fome, combinamos com o senhor Carlo, que nos guiava, de adiar para uma outra ocasi\u00e3o a subida \u00e0 c\u00fapula e a visita ao Pal\u00e1cio Vaticano. Ap\u00f3s o almo\u00e7o e algumas horas de descanso, demos uma olhada no\u00a0<em>Quirinale<\/em>\u00a0e nas coisas mais importantes pr\u00f3ximas \u00e0 nossa moradia. O\u00a0<em>Quirinale\u00a0<\/em>\u00e9 uma das sete colinas da antiga Roma, assim chamada pelo povo Quirite, que vivia aqui, e por um templo dedicado a R\u00f4mulo, venerado com o nome de Quirino. \u00c0 nossa esquerda, ao prosseguir em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 pra\u00e7a\u00a0<em>Monte Cavallo<\/em>, est\u00e1 a igreja de Santo Andr\u00e9[<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Chiesa+di+Sant'Andrea+al+Quirinale\/@41.9004666,12.4898377,245m\/data=!3m2!1e3!5s0x132f61ae98bae821:0x67e5e275a1412dfc!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61ac246016a1:0xaf49d0fe0b910e84!2sChiesa+di+Sant'Andrea+al+Quirinale!8m2!3d41.9007365!4d12.4893747!16zL20vMDVtdHNs!3m5!1s0x132f61ac246016a1:0xaf49d0fe0b910e84!8m2!3d41.9007365!4d12.4893747!16zL20vMDVtdHNs?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>chiesa di Sant\u2019Andrea<\/strong><\/a>], onde hoje est\u00e1 o noviciado dos Jesu\u00edtas. Ela conserva, em uma capela dedicada a\u00a0<strong>S\u00e3o Estanislau Kostka<\/strong>, o corpo do santo dentro de uma urna de l\u00e1pis-laz\u00fali, adornada com m\u00e1rmores preciosos. Ao lado desta igreja est\u00e1 o mosteiro das Dominicanas. Acredita-se que essas duas constru\u00e7\u00f5es tenham surgido sobre as ru\u00ednas do templo de Quirino. \u00c0 direita da estrada se ergue o majestoso Pal\u00e1cio do\u00a0<em>Quirinale<\/em>, iniciado por Paulo III h\u00e1 cerca de 300 anos, e conclu\u00eddo por seus sucessores. Sua bela arquitetura \u00e9 adornada com esculturas, pinturas e mosaicos de grande valor. O Papa reside nele por uma parte do ano. O Pal\u00e1cio tem um espa\u00e7oso jardim de cerca de um milha de per\u00edmetro. Entre as outras maravilhas que podem ser admiradas est\u00e1 um \u00f3rg\u00e3o que toca alimentado pela for\u00e7a da \u00e1gua que corre aqui.<br \/><br \/>Diante do\u00a0<em>Quirinale<\/em>\u00a0est\u00e1 a pra\u00e7a de\u00a0<em>Monte Cavallo<\/em>, assim chamada por causa de dois cavalos colossais em bronze que representam\u00a0<em>Castor<\/em>\u00a0e\u00a0<em>P\u00f3lux<\/em>. Pio VI fez erguer um obelisco no meio desta pra\u00e7a. Ele \u00e9 um trabalho executado por ordem de Smarre e Efre, pr\u00edncipes do Egito, e transportado a Roma pelo imperador Cl\u00e1udio. N\u00e3o tem hier\u00f3glifos. Ao sul domina o magn\u00edfico Pal\u00e1cio\u00a0<em>Rospigliosi<\/em>, erguido onde antigamente estavam as termas de Constantino. Os amantes das belas artes podem aqui visitar muitas obras-primas da pintura e da escultura.<br \/><br \/><strong><em>Santa Croce in Gerusalemme<\/em><br \/><\/strong>O dia 4 de mar\u00e7o estava reservado \u00e0 bas\u00edlica de\u00a0<em>Santa Croce in Gerusalemme\u00a0<\/em>[<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+Santa+Croce+in+Gerusalemme\/@41.8879251,12.5150179,359m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f6193c1402521:0x10ff2e36bbfd3440!2sBasilica+di+Santa+Croce+in+Gerusalemme!8m2!3d41.8883098!4d12.515518!16zL20vMDhzZzNr!3m5!1s0x132f6193c1402521:0x10ff2e36bbfd3440!8m2!3d41.8883098!4d12.515518!16zL20vMDhzZzNr?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>basilica di S. Croce in Gerusalemme<\/strong><\/a>]. O tempo estava nublado e, ap\u00f3s percorrermos um pouco de caminho, fomos surpreendidos pela chuva. N\u00e3o tendo guarda-chuva, chegamos molhados como dois ratos; mas a consola\u00e7\u00e3o sentida na visita nos compensou tanto pela \u00e1gua quanto pelo desconforto sofrido. Esta \u00e9 uma das sete bas\u00edlicas que se visitam para ganhar indulg\u00eancias. Fundada por Constantino, o Grande, onde se erguia o pal\u00e1cio chamado\u00a0<em>Sassorio<\/em>, foi por isso chamada de Bas\u00edlica Sassoriana, e foi erguida em mem\u00f3ria da descoberta da Santa Cruz, feita por Santa Helena, m\u00e3e do imperador, em Jerusal\u00e9m. Aquela princesa fez transportar muita terra do Calv\u00e1rio, retirada do local onde foi encontrada a Cruz de Cristo. O edif\u00edcio recebeu o nome de\u00a0<em>Santa Cruz<\/em>\u00a0pela parte consider\u00e1vel da santa Madeira que ali se conserva, e foi acrescentado\u00a0<em>em Jerusal\u00e9m<\/em>\u00a0porque esta santa rel\u00edquia, junto com muitas outras, foi transportada daquela cidade. A igreja foi consagrada pelo Papa S\u00e3o Silvestre. Sob o altar-mor repousam os corpos de S\u00e3o Ces\u00e1rio e Santo Anast\u00e1cio, m\u00e1rtires [\u2026].<br \/><br \/>Em frente ao altar est\u00e1 a capela Gregoriana, privilegiada porque se pode lucrar a indulg\u00eancia plen\u00e1ria aplic\u00e1vel \u00e0s almas do purgat\u00f3rio, tanto para aqueles que presidem a missa quanto para aqueles que dela participam. Neste altar, com grande consola\u00e7\u00e3o, celebrei tamb\u00e9m eu. Ao lado da igreja ergue-se o convento dos Cistercienses. O Padre Abade \u00e9 um certo Marchini, piemont\u00eas, que nos tratou com muita cortesia. Entre outras coisas, ele nos fez visitar a biblioteca, rica em pergaminhos antigos e outras obras [\u2026].<br \/><br \/><strong>Um dia de chuva<br \/><\/strong>J\u00e1 que o dia 5 de mar\u00e7o foi chuvoso, passamos quase todo o tempo escrevendo. H\u00e1 algo singular em Roma, que chove e faz sol ao mesmo tempo, de modo que em certas \u00e9pocas do ano \u00e9 preciso estar continuamente munido de guarda-chuva para se proteger ou do sol ou da chuva. \u00c0s dez horas deste dia faleceu o P. Lolli, reitor do noviciado dos jesu\u00edtas, na igreja de\u00a0<em>Sant\u2019Andrea a Monte Cavallo<\/em>, um piemont\u00eas que residiu por muito tempo em Turim, onde se tornou c\u00e9lebre pela prega\u00e7\u00e3o e pela solicitude no apostolado do confession\u00e1rio. A rainha da Sardenha, Maria Teresa, o havia escolhido como seu confessor [\u2026].<br \/><br \/>Neste dia, soubemos que as doen\u00e7as em Roma se multiplicaram e que a mortalidade atual \u00e9 quatro vezes superior \u00e0 m\u00e9dia. Somente nos meses de janeiro e fevereiro morreram cerca de 6.600 pessoas; um n\u00famero bastante alto, considerando que a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 de cerca de 130 mil habitantes. Quase de noite sa\u00ed para fazer a barba. Entrei em uma barbearia e fui atendido bastante bem; mas prometi a mim mesmo de n\u00e3o voltar mais l\u00e1 visto que foram muitos os empurr\u00f5es e sacudidas que o barbeiro me deu com suas m\u00e3os grandes que ele teria deslocado meus dentes e mand\u00edbulas se n\u00e3o tivessem ra\u00edzes bem firmes.<br \/><br \/><strong>O Ref\u00fagio de S\u00e3o Miguel<br \/><\/strong>De acordo com o convite que nos foi feito pelo Cardeal Tosti, no dia 6 de mar\u00e7o fomos com a fam\u00edlia De Maistre visitar o\u00a0<em>Ref\u00fagio de S\u00e3o Miguel<\/em>. Al\u00e9m do que disse na \u00faltima vez, posso acrescentar o seguinte. O primeiro gesto de cortesia que nos foi oferecido foi um suntuoso caf\u00e9 da manh\u00e3, do qual, no entanto, n\u00e3o pudemos participar, pois j\u00e1 o hav\u00edamos feito antes de partir, e sendo dia de jejum, n\u00e3o pod\u00edamos mais comer at\u00e9 o almo\u00e7o. Assim, nos limitamos a uma pequena x\u00edcara de chocolate, que Sua Emin\u00eancia nos disse ser compat\u00edvel com o jejum. Tamb\u00e9m nos foi oferecida uma bebida de excelente sabor de tangerina, uma esp\u00e9cie de vinho feito com frutas secas e misturadas com \u00e1gua e a\u00e7\u00facar. Somente Rua, n\u00e3o estando obrigado ao jejum, comeu algo mais s\u00f3lido.<br \/><br \/>Depois, come\u00e7amos a visita \u00e0quele espa\u00e7oso internato que acolhe mais de oitocentas pessoas. O Cardeal Tosti nos acompanhou por toda parte. Paramos especialmente para ver o trabalho dos jovens. Aqui aprendem os mesmos of\u00edcios que aprendem conosco: a maioria se ocupa com desenho, a pintura e a escultura; e muitos trabalham em uma tipografia interna. O Santo Padre, para ajudar o Ref\u00fagio, concedeu-lhe o privil\u00e9gio da exclusividade de exclusivamente os livros escolares que s\u00e3o usados nos Estados Pontif\u00edcios. Acima do edif\u00edcio, h\u00e1 um terra\u00e7o com uma vista magn\u00edfica: olhando para o oeste, avista-se o acampamento dos franceses que vieram libertar Roma. [\u2026]. \u00c0s doze e trinta, quando os meninos j\u00e1 estavam almo\u00e7ando e o Cardeal j\u00e1 demostrando estar cansado, nos despedimos [\u2026].<br \/><br \/><strong><em>Santa Maria em Cosmedin<\/em>\u00a0e a Boca da Verdade<br \/><\/strong>Como de costume, chovia bastante e, como eu e Rua hav\u00edamos apenas um guarda-chuva muito pequeno, nos molhamos muito. Atravessamos o Tibre por uma ponte chamada\u00a0<em>Ponte Rotto<\/em>\u00a0porque, havia se arruinado, e foi substitu\u00edda por uma ponte de ferro muito semelhante \u00e0quela que temos sobre o P\u00f3, em Turim. Antigamente, chamava-se\u00a0<em>ponte Coclite<\/em>, porque \u00e9 a mesma em que Hor\u00e1cio Coclite op\u00f4s uma hist\u00f3rica resist\u00eancia ao ex\u00e9rcito de Porsenna, at\u00e9 que a ponte foi destru\u00edda e ele, ent\u00e3o, se jogou no Tibre, atravessando a nado at\u00e9 a outra margem, entre as flechadas dos inimigos maravilhados.<br \/><br \/>Aqui encontramos uma rua chamada Boca da Verdade [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Bocca+della+Verit%C3%A0\/@41.8880416,12.4810928,166m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f60357bd95f9b:0x8266dc9debf0b1e7!2sBocca+della+Verit%C3%A0!8m2!3d41.8882378!4d12.4814441!16zL20vMDJ6MGY5!3m5!1s0x132f60357bd95f9b:0x8266dc9debf0b1e7!8m2!3d41.8882378!4d12.4814441!16zL20vMDJ6MGY5?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Bocca della Verit\u00e0<\/strong><\/a>], porque no final da mesma havia o lugar onde eram levados aqueles que deviam fazer um juramento. Agora h\u00e1 uma igreja chamada\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+Santa+Maria+in+Cosmedin\/@41.8880416,12.4810928,166m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f60357bd95f9b:0x8266dc9debf0b1e7!2sBocca+della+Verit%C3%A0!8m2!3d41.8882378!4d12.4814441!16zL20vMDJ6MGY5!3m5!1s0x132f60357bd95f9b:0xd6c28ea9e00810ec!8m2!3d41.8880752!4d12.4816333!16zL20vMDdtYmNw?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>S. Maria in Cosmedin<\/em><\/strong><\/a>, palavra que significa\u00a0<em>ornamento<\/em>, porque foi magnificamente adornada pelo papa Adriano I. Em seu interior conserva-se a c\u00e1tedra que foi usada por Santo Agostinho quando ensinava Ret\u00f3rica. Aguardamos sob o vest\u00edbulo at\u00e9 que parasse a chuva, que j\u00e1 estava inundando todas as ruas. Enquanto aguard\u00e1vamos, vimos a pra\u00e7a que tamb\u00e9m se chama\u00a0<em>Bocca della Verit\u00e0<\/em>.<br \/><br \/><strong>Os vaqueiros<br \/><\/strong>Havia muitos bois atrelados que pastavam, expostos \u00e0 chuva, ao barro e ao vento. Os vaqueiros se abrigaram sob o mesmo vest\u00edbulo, sentando-se para almo\u00e7ar com um apetite invej\u00e1vel. Em vez de sopa ou alguma iguaria, tinham um peda\u00e7o de bacalhau cru, do qual cada um tirava um peda\u00e7o. Algumas broas de milho e centeio eram o seu p\u00e3o. \u00c1gua era a bebida. Ao perceber neles um ar de simplicidade e bondade, me aproximei para conversar com eles.<br \/>\u2013\u00a0<em>Est\u00e3o com muito apetite?<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Muito<\/em>, respondeu um deles.<br \/>\u2013\u00a0<em>Basta para voc\u00eas essa comida para matar a fome e sustent\u00e1-los?<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Sim, basta. E gra\u00e7as a Deus podemos t\u00ea-la, j\u00e1 que por sermos pobres<br \/>n\u00e3o podemos pretender mais do que isso.<br \/><\/em>\u2013\u00a0<em>Por que n\u00e3o levam aqueles bois ao est\u00e1bulo?<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Porque n\u00e3o temos.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Deixam sempre eles expostos ao vento, \u00e0 chuva e ao granizo, dia e noite?<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Sim, sempre.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Fazem a mesma coisa em seus povoados?<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Sim, fazemos o mesmo, porque temos poucos est\u00e1bulos. Por isso, fa\u00e7a sol, vento, fa\u00e7a neve, seja dia, seja noite est\u00e3o sempre ao relento.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>E as vacas e os bezerros pequenos, tamb\u00e9m eles ficam expostos \u00e0s intemp\u00e9ries?<br \/><\/em>\u2013\u00a0<em>Sim, tamb\u00e9m. Entre n\u00f3s temos este costume: os animais de est\u00e1bulo est\u00e3o sempre no est\u00e1bulo, e os que come\u00e7am a ficar fora, estar\u00e3o sempre fora.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Moram muito longe daqui?<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Quarenta milhas.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Nos dias festivos, podem assistir \u00e0s fun\u00e7\u00f5es sagradas?<br \/><\/em>\u2013\u00a0<em>Oh! Sem d\u00favida! Temos a nossa Capela, temos o padre que celebra a missa, faz a prega\u00e7\u00e3o e a catequese, e todos, mesmo distantes, fazem quest\u00e3o de participar.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Alguma vez v\u00e3o tamb\u00e9m confessar?<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Oh! Sem d\u00favida. H\u00e1 crist\u00e3os que talvez n\u00e3o cumpram esses santos deveres?\u00a0<strong>Agora tem o Jubileu e n\u00f3s todos teremos o cuidado de faz\u00ea-lo bem<\/strong>.<\/em><br \/>Dessa conversa se percebe a boa \u00edndole desses camponeses, que em sua simplicidade vivem contentes com sua pobreza e alegres com seu estado, contanto que pudessem cumprir os deveres de bom crist\u00e3o e desempenhar o que cabe ao humilde trabalho deles.<br \/><br \/><strong><em>Santa Maria del Popolo<\/em><br \/><\/strong>O domingo, 7 de mar\u00e7o, estava destinado \u00e0 visita de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+Parrocchiale+di+Santa+Maria+del+Popolo\/@41.9113578,12.4761359,296m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f60f8c2edcf9f:0xb8093116ed4429ad!2sBasilica+Parrocchiale+di+Santa+Maria+del+Popolo!8m2!3d41.9114632!4d12.4762433!16zL20vMDg3eDE5!3m5!1s0x132f60f8c2edcf9f:0xb8093116ed4429ad!8m2!3d41.9114632!4d12.4762433!16zL20vMDg3eDE5?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>S. Maria del Popolo<\/em><\/strong><\/a>. Algumas piedosas e nobres pessoas desejavam que f\u00f4ssemos l\u00e1 celebrar a missa para poderem comungar. Era uma piedosa devo\u00e7\u00e3o. \u00c0s nove horas o senhor Foccardi, uma pessoa prestativa e cheia de f\u00e9, veio nos buscar com sua carruagem, para nos levar ao local indicado. Esta igreja foi constru\u00edda no local onde foram sepultados Nero e a fam\u00edlia Dom\u00edcia. A tradi\u00e7\u00e3o diz que ali apareciam continuamente fantasmas que aterrorizavam os cidad\u00e3os, de modo que ningu\u00e9m queria habitar nas proximidades. O papa Pascoal II, no ano de 1099, fez erguer uma igreja l\u00e1, e para afastar a infesta\u00e7\u00e3o diab\u00f3lica, a dedicou a Maria Sant\u00edssima. No ano de 1227, a antiga igreja amea\u00e7ava cair e o povo romano contribuiu generosamente com os custos da reconstru\u00e7\u00e3o. Por isso, foi chamada Santa Maria do Povo. Uma igreja grandiosa, rica em m\u00e1rmores e pinturas. No altar-mor venera-se uma imagem milagrosa de Nossa Senhora, trazida por ordem de Greg\u00f3rio IX da capela do Salvador, em Latr\u00e3o. Perto, est\u00e1 o convento dos padres Agostinianos.<br \/><br \/>A\u00a0<em>Porta del Popolo<\/em>, antigamente se chamava\u00a0<em>Porta Flaminia<\/em>\u00a0porque estava no in\u00edcio da\u00a0<em>via Flaminia<\/em>\u00a0[\u2026]. Fora desta porta, virando \u00e0 direita, encontra-se a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Galleria+Borghese\/@41.9142544,12.4921522,436m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f610456d7e6ab:0x1bb4a47639e07bbf!2sGalleria+Borghese!8m2!3d41.9142103!4d12.4921442!16zL20vMDM2XzJm!3m5!1s0x132f610456d7e6ab:0x1bb4a47639e07bbf!8m2!3d41.9142103!4d12.4921442!16zL20vMDM2XzJm?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>Villa Borghese<\/em><\/strong><\/a>, um majestoso edif\u00edcio digno de ser visitado pelos turistas devido aos muitos objetos de arte que ali s\u00e3o conservados.\u00a0<em>Porta del Popolo<\/em>\u00a0delimita uma grande pra\u00e7a chamada\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Piazza+del+Popolo,+Roma+RM\/@41.9107196,12.4753458,359m\/data=!3m1!1e3!4m15!1m8!3m7!1s0x132f60f8e5fa32d1:0xc87b8749f3592a6a!2sPiazza+del+Popolo,+Roma+RM!3b1!8m2!3d41.9110163!4d12.4762093!16s%2Fg%2F1w02gwt1!3m5!1s0x132f60f8e5fa32d1:0xc87b8749f3592a6a!8m2!3d41.9110163!4d12.4762093!16s%2Fg%2F1w02gwt1?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>Piazza del Popolo<\/em><\/strong><\/a>, embelezada por copiosas fontes e obeliscos, que, como todos sabem, s\u00e3o monumentos de uma remota antiguidade, erguidos pelos reis do Egito para tornar imortal a mem\u00f3ria de suas a\u00e7\u00f5es. O soberbo obelisco que se eleva no meio da pra\u00e7a foi constru\u00eddo em Heliop\u00f3lis por ordem de Rams\u00e9s, rei do Egito, que reinou em 522 a.C. O imperador Augusto o fez transportar para Roma; mas, por infort\u00fanio, ele tombou, quebrando-se, e foi coberto por terra. O papa Sisto V, em 1589, fez desenterr\u00e1-lo, erguendo-o na pra\u00e7a, ap\u00f3s dotar seu cume de uma alta cruz de metal. Suas quatro faces est\u00e3o cobertas de hier\u00f3glifos, ou seja, de s\u00edmbolos misteriosos que os eg\u00edpcios usavam para expressar as coisas sagradas e os mist\u00e9rios de sua teologia.<br \/><br \/>No fundo da pra\u00e7a ergue-se a igreja de\u00a0<em>Santa Maria dei Miracoli<\/em>\u00a0[<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Chiesa+di+Santa+Maria+dei+Miracoli\/@41.9099954,12.4760744,113m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f60f8e5e81687:0x401d6f91b802fae4!2sChiesa+di+Santa+Maria+dei+Miracoli!8m2!3d41.9099822!4d12.4764189!16s%2Fg%2F120p9pr5!3m5!1s0x132f60f8e5e81687:0x401d6f91b802fae4!8m2!3d41.9099822!4d12.4764189!16s%2Fg%2F120p9pr5?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>chiesa di S. Maria dei Miracoli<\/strong><\/a>], constru\u00edda por Alexandre VII, e chamada assim devido a uma imagem milagrosa de Nossa Senhora cuja pintura, antes, estava sob um arco nas proximidades do Tibre. \u00c0 esquerda, h\u00e1 outra igreja,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+Santa+Maria+in+Montesanto\/@41.9101363,12.4772263,166m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f60f8c2edcf9f:0xb8093116ed4429ad!2sBasilica+Parrocchiale+di+Santa+Maria+del+Popolo!8m2!3d41.9114632!4d12.4762433!16zL20vMDg3eDE5!3m5!1s0x132f60f8c714527f:0x731a78265510d74d!8m2!3d41.9100695!4d12.4768659!16zL20vMGJqOHBi?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>S. Maria di Monte Santo<\/strong><\/a>, porque foi edificada sobre outra igreja que pertencia aos carmelitas da prov\u00edncia de\u00a0<em>Monte Santo<\/em>. Foi inaugurada em 1662. Satisfeita, assim, nossa devo\u00e7\u00e3o e curiosidade, subimos novamente na carruagem que nos levou \u00e0 casa da Princesa Potosca, dos Condes e Pr\u00edncipes Sobieski, antigos soberanos da Pol\u00f4nia. O caf\u00e9 da manh\u00e3 preparado para n\u00f3s era suntuoso, mas muito requintado, portanto pouco adequado ao nosso apetite. Nos ajustamos da melhor maneira. No entanto, ficamos muito satisfeitos com a conversa verdadeiramente crist\u00e3 que aquelas senhoras mantiveram durante o tempo que nos detivemos em sua casa.<br \/>Uma coisa chamou nossa aten\u00e7\u00e3o. Terminada a refei\u00e7\u00e3o, a dona da casa mandou trazer um ma\u00e7o de charutos e come\u00e7ou a fumar. Apesar de uma conversa bastante animada, ela continuou com grande avidez a fumar um charuto ap\u00f3s o outro, e isso me deixou desconfort\u00e1vel, sendo obrigado a suportar o cheiro de fuma\u00e7a que impregnava toda a casa. Isso me provocava n\u00e1useas, tornando-se insuport\u00e1vel [\u2026].<br \/><br \/><strong>Cidade do Vaticano. A subida \u00e0 C\u00fapula<br \/><\/strong>Reservamos o dia 8 de mar\u00e7o para visitar a famosa c\u00fapula de S\u00e3o Pedro. O C\u00f4nego Lantieri nos havia providenciado o bilhete necess\u00e1rio para satisfazer essa curiosidade. O hor\u00e1rio em que \u00e9 permitida a subida vai das 7h \u00e0s 11h30 da manh\u00e3. O tempo estava ensolarado e, portanto, prop\u00edcio. Depois de celebrar a eucaristia no altar de S\u00e3o Francisco Xavier da Igreja de Jesus [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Chiesa+del+Ges%C3%B9\/@41.8957895,12.4792095,202m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f604c37825f2b:0xbd2f4ff9d307e966!2sChiesa+del+Ges%C3%B9!8m2!3d41.8959072!4d12.4793644!16zL20vMDNsZzFy!3m5!1s0x132f604c37825f2b:0xbd2f4ff9d307e966!8m2!3d41.8959072!4d12.4793644!16zL20vMDNsZzFy?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Chiesa del Ges\u00f9<\/strong><\/a>], onde est\u00e3o os jesu\u00edtas, chegamos ao Vaticano \u00e0s 9h, acompanhados do senhor Carlo De Maistre. Entregue o bilhete, uma portinha nos foi aberta e come\u00e7amos a subir por uma escada bastante confort\u00e1vel, como uma subida inclinada.\u00a0<strong>Ao subir, encontramos v\u00e1rias inscri\u00e7\u00f5es que lembram o nome e o ano de todos os Papas que abriram e fecharam os anos jubilares.<\/strong>\u00a0Perto do patamar do terra\u00e7o est\u00e3o escritos os mais c\u00e9lebres personagens, reis ou pr\u00edncipes, que subiram at\u00e9 a bola da c\u00fapula. Lemos com prazer tamb\u00e9m o nome de v\u00e1rios de nossos soberanos e da fam\u00edlia real.<br \/><br \/>Demos uma olhada no terra\u00e7o da bas\u00edlica. Ele se apresenta como uma vasta pra\u00e7a pavimentada onde se pode jogar bola, bocha e coisas semelhantes. Aqui habitam algumas pessoas a quem \u00e9 confiada a manuten\u00e7\u00e3o da parte superior do templo: carpinteiros, ferreiros, trabalhadores do asfalto. Quase no meio do terra\u00e7o h\u00e1 uma fonte sempre funcionante, onde Rua foi beber.<br \/>Da pra\u00e7a abaixo, observamos as est\u00e1tuas dos doze ap\u00f3stolos que adornam o frontisp\u00edcio da bas\u00edlica. De l\u00e1 pareciam pequenas, mas de perto percebemos que o \u00fanico dedo polegar do p\u00e9 tinha a grossura do corpo de uma pessoa. Da\u00ed se pode entender a que altura est\u00e1vamos. Tamb\u00e9m visitamos o sino maior, que tem um di\u00e2metro de mais de tr\u00eas metros, o que significa tr\u00eas trabucos de circunfer\u00eancia (cerca de 9 metros,<em>\u00a0n.d.r.<\/em>).<br \/><br \/>Uma coisa muito curiosa foi a vista do jardim vaticano, onde o papa costuma passear a p\u00e9. Penso que ele tenha a extens\u00e3o que vai da\u00a0<em>Porta Susa<\/em>\u00a0ao in\u00edcio da\u00a0<em>Via Po<\/em>\u00a0(lugares de Turim,<em>\u00a0n.d.r.<\/em>). Ao sul, se viam vastas campinas. Nosso guia nos disse:<br \/>\u2013\u00a0<em>Todo aquele plano estava coberto de soldados franceses quando vieram libertar nossa cidade dos rebeldes.<\/em>\u00a0E nos indicava a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+San+Sebastiano+Fuori+le+Mura\/@41.8557818,12.5154104,202m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x13258bfb323cadad:0x4055ba9435a345af!2sBasilica+di+San+Sebastiano+Fuori+le+Mura!8m2!3d41.8558325!4d12.5158104!16zL20vMDhzZ2po!3m5!1s0x13258bfb323cadad:0x4055ba9435a345af!8m2!3d41.8558325!4d12.5158104!16zL20vMDhzZ2po?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>basilica di\u00a0<em>S. Sebastiano<\/em><\/strong><\/a><em>,\u00a0<\/em><a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Chiesa+di+San+Pietro+in+Montorio\/@41.8885004,12.4663803,245m\/data=!3m2!1e3!5s0x132f603f37285701:0x1c2f70e3c1868301!4m14!1m7!3m6!1s0x132f603f333c90ef:0xd0fed33d1900ee7b!2sChiesa+di+San+Pietro+in+Montorio!8m2!3d41.8885583!4d12.4664957!16zL20vMDhkMW0x!3m5!1s0x132f603f333c90ef:0xd0fed33d1900ee7b!8m2!3d41.8885583!4d12.4664957!16zL20vMDhkMW0x?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>S. Pietro in Montorio<\/strong><\/a><em>, Villa Panfili<\/em>,\u00a0<em>Villa Corsini<\/em>, todos edif\u00edcios que sofreram danos grav\u00edssimos por terem sido campos de batalha.<br \/>Uma escadinha em caracol ao lado da c\u00fapula nos levou at\u00e9 a primeira balaustrada. Deste patamar parecia que est\u00e1vamos voando alto e nos afastando da terra. O guia nos abriu uma portinha que levava a uma balaustrada interna que circundava a c\u00fapula. Eu quis medir, e caminhando como um bom viajante, contei 230 passos antes de completar a volta. Uma curiosidade: em qualquer ponto do parapeito em que voc\u00ea esteja, falando at\u00e9 em voz baixa, com o rosto voltado para a parede, o m\u00ednimo som se comunica nitidamente de uma parede \u00e0 outra. Tamb\u00e9m notamos que os mosaicos da igreja, que de baixo pareciam muito pequenos, de l\u00e1 tomavam uma forma gigantesca.<br \/>\u2013\u00a0<em>Coragem,<\/em>\u00a0nos exortou o guia,\u00a0<em>se quisermos ver outras coisas.<\/em>\u00a0Assim, pegamos outra escada em caracol e chegamos \u00e0 segunda balaustrada. Aqui parecia que t\u00ednhamos sido elevados em dire\u00e7\u00e3o ao Para\u00edso, e quando chegamos ao bala\u00fastre interno e vimos o ch\u00e3o da bas\u00edlica, percebemos a extraordin\u00e1ria altura que hav\u00edamos alcan\u00e7ado. As pessoas que trabalhavam ou caminhavam l\u00e1 embaixo pareciam crian\u00e7as. O altar papal, que \u00e9 coberto por um baldaquino de bronze que em altura supera as casas mais altas de Turim, de l\u00e1 parecia uma simples cadeira de beb\u00ea.<br \/><br \/>O \u00faltimo andar sobre o qual subimos \u00e9 aquele que estava sobre a ponta da c\u00fapula, de onde se desfruta, talvez, a vista mais majestosa do mundo. O olhar se perde em tudo ao redor, em um horizonte formado pelos limites da vis\u00e3o humana. Dizem que olhando para o leste pode-se ver o mar Adri\u00e1tico, a oeste o Mediterr\u00e2neo. N\u00f3s, por\u00e9m, s\u00f3 conseguimos avistar a neblina que o tempo chuvoso dos dias anteriores havia espalhado um pouco por toda parte.<br \/><br \/>Havia ainda a bola, um globo que da terra parece uma das bolas que usamos para passar um tempo; de l\u00e1 parecia enorme. Os mais corajosos, passando por uma escadinha perpendicular e caminhando como dentro de um saco, subiram como gatos a uma altura de dois\u00a0<em>trabucos<\/em>, ou seja, seis metros. Alguns n\u00e3o tiveram coragem suficiente. N\u00f3s, que \u00e9ramos um pouco mais temer\u00e1rios, conseguimos. Da bola tudo parece maravilhoso. Disseram-me que poderia conter dezesseis pessoas; para mim, parecia que poderiam caber confortavelmente trinta. Alguns buracos, quase pequenas janelas, permitem observar a cidade e as campinas. Mas a grande altura causa uma sensa\u00e7\u00e3o estranha e faz com que a vista n\u00e3o seja totalmente agrad\u00e1vel. Pens\u00e1vamos que l\u00e1 em cima fizesse frio. Tudo ao contr\u00e1rio: o sol batendo no bronze da bola a aquecia a tal ponto que parecia que est\u00e1vamos em pleno ver\u00e3o. Acredito que essa seja uma das raz\u00f5es pelas quais, ap\u00f3s o almo\u00e7o, n\u00e3o \u00e9 permitido subir at\u00e9 l\u00e1: pelo calor insuport\u00e1vel. Aqui, depois de falar sobre v\u00e1rias coisas sobre os jovens do orat\u00f3rio, satisfeitos com nossa empreitada, quase como se tiv\u00e9ssemos trazido uma grande vit\u00f3ria, come\u00e7amos a descida com passos lentos e graves, para n\u00e3o quebrarmos o pesco\u00e7o, e sem nenhuma parada voltamos ao t\u00e9rreo.<br \/><br \/>Para descansar um pouco, fomos ouvir o serm\u00e3o que havia come\u00e7ado exatamente naquele momento na bas\u00edlica. O pregador nos agradou. Boa l\u00edngua, belo gesto, mas o tema n\u00e3o nos interessou muito porque tratava da observ\u00e2ncia das leis civis. O que, no entanto, n\u00e3o serviu para nutrir o esp\u00edrito serviu muito bem para dar descanso ao corpo. Restando-nos ainda um pouco de tempo, o empregamos para visitar a sacristia, que \u00e9 uma verdadeira magnific\u00eancia digna de S\u00e3o Pedro.<br \/>Sendo j\u00e1 onze e meia, estando ainda em jejum e de ter caminhado tanto, est\u00e1vamos com grande apetite; por isso, fomos fazer um lanche. Rua, n\u00e3o satisfeito, achou melhor ir almo\u00e7ar; assim eu fiquei sozinho com o senhor Carlo De Maistre, companheiro insepar\u00e1vel daquele dia. Restaurados um pouco, fomos visitar Monsenhor Borromeo, mordomo de Sua Santidade, que nos recebeu muito bem e, depois de falar sobre o Piemonte e Mil\u00e3o, sua terra natal, anotou nossos nomes para nos inserir no cat\u00e1logo das pessoas que desejam receber a palma do Santo Padre na fun\u00e7\u00e3o do Domingo de Ramos.<br \/><br \/><strong>Nos famosos museus<br \/><\/strong>Ao lado da varanda deste prelado, em torno do p\u00e1tio do Pal\u00e1cio Pontif\u00edcio, est\u00e3o os Museus Vaticanos [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Musei+Vaticani\/@41.9061384,12.4526677,359m\/data=!3m1!1e3!4m9!1m2!2m1!1svilla+corsini+roma!3m5!1s0x132f6063839bc129:0xcfe0eca0526416b6!8m2!3d41.9064878!4d12.4536413!16zL20vMDFoZmti?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Musei Vaticani<\/strong><\/a>]. Entramos e vimos coisas realmente excepcionais. Descrevo apenas algumas. H\u00e1 uma sala de comprimento extraordin\u00e1rio, enriquecida com m\u00e1rmores e pinturas precios\u00edssimas. No meio da segunda arcada se destaca uma pia batismal de cerca de um metro e meio, feita de malaquita, um dos m\u00e1rmores mais preciosos do mundo. Foi um presente feito pelo imperador da R\u00fassia ao Sumo Pont\u00edfice. H\u00e1 v\u00e1rios outros objetos semelhantes. No fundo daquela grande sala, \u00e0 esquerda, se abre uma esp\u00e9cie de longo corredor que abriga o museu crist\u00e3o. [\u2026]. No mesmo se entra na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Biblioteca+Apostolica+Vaticana\/@41.9042395,12.4539911,245m\/data=!3m1!1e3!4m9!1m2!2m1!1svilla+corsini+roma!3m5!1s0x132f6114ee50779f:0xfc79147143979a80!8m2!3d41.9047722!4d12.4549549!16s%2Fg%2F11h2tb5lc9?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Biblioteca Vaticana<\/strong><\/a>, onde se conservam os manuscritos mais c\u00e9lebres da antiguidade [\u2026].<br \/><br \/><strong>Pelas ruas de Roma<br \/><\/strong>Do Vaticano, indo em dire\u00e7\u00e3o ao centro de Roma, chegamos \u00e0 pra\u00e7a\u00a0<em>Scossacavalli<\/em>, onde trabalham os escritores do c\u00e9lebre peri\u00f3dico\u00a0<em>La Civilt\u00e0 Cattolica<\/em>. Paramos para fazer-lhes uma visita e sentimos um verdadeiro prazer ao observar que os principais apoiadores desta publica\u00e7\u00e3o s\u00e3o piemonteses. Sentia j\u00e1 um vivo desejo de voltar para casa, superando toda hesita\u00e7\u00e3o, e est\u00e1vamos quase chegando ao\u00a0<em>Quirinale<\/em>, quando o senhor Foccardi nos viu passar em frente \u00e0 sua loja e nos chamou para dentro. A for\u00e7a de convites e cortesia, ele nos reteve um pouco, e quando pedimos para partir, ele disse:<br \/>\u2013\u00a0<em>Aqui est\u00e1 a carruagem, eu os acompanho at\u00e9 em casa<\/em>. Mesmo subindo de contragosto na carruagem, no entanto, para agrad\u00e1-lo, acedi. Mas o Foccardi, desejando se prolongar mais conosco, nos fez dar uma longa volta, tanto que chegamos em casa j\u00e1 tarde da noite.<br \/><br \/>Aqui me foi entregue uma carta. Abri e li.\u00a0<em>Notifica-se ao senhor Abade Bosco que Sua Santidade se dignou a admiti-lo \u00e0 audi\u00eancia amanh\u00e3, dia nove de mar\u00e7o, das 11h45 a uma hora.<\/em>\u00a0Esta not\u00edcia, esperada e muito desejada, me causou uma revolu\u00e7\u00e3o interior e durante toda a noite n\u00e3o consegui falar de outra coisa sen\u00e3o do Papa e da audi\u00eancia.<br \/><br \/><strong>A audi\u00eancia papal.\u00a0<em>Santa Maria sopra Minerva<\/em><br \/><\/strong>Chegou o dia 9 de mar\u00e7o, o grande dia da audi\u00eancia papal. Antes, por\u00e9m, eu precisava falar com o Cardeal Gaude; por isso, fui celebrar a missa na igreja de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+Santa+Maria+Sopra+Minerva\/@41.8977976,12.4771738,296m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f604e0c1fe953:0x4ec75fd47747b4d4!2sBasilica+di+Santa+Maria+Sopra+Minerva!8m2!3d41.8980322!4d12.4777909!16zL20vMDNsNDM4!3m5!1s0x132f604e0c1fe953:0x4ec75fd47747b4d4!8m2!3d41.8980322!4d12.4777909!16zL20vMDNsNDM4?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>S. Maria sopra Minerva<\/em><\/strong><\/a>, onde o Cardeal tinha sua resid\u00eancia. Antigamente era um templo que Pompeu, o Grande, havia mandado edificar \u00e0 deusa Minerva; foi chamada de\u00a0<em>Santa Maria sopra Minerva<\/em>\u00a0porque foi constru\u00edda precisamente sobre as ru\u00ednas deste templo. No ano 750, o Papa Zacarias a doou a um convento de freiras gregas. No ano 1370 passou aos padres pregadores (dominicanos,<em>\u00a0n.d.r.<\/em>) que ainda a oficiam. Em frente a esta igreja est\u00e1 uma pra\u00e7a onde admiramos um obelisco eg\u00edpcio com hier\u00f3glifos, cuja base repousa sobre o dorso de um elefante de m\u00e1rmore. Entramos e pudemos admirar um dos edif\u00edcios sagrados mais belos de Roma. Sob o altar-mor repousa o corpo de\u00a0<strong>Santa Catarina de Sena<\/strong>. Celebrada a missa e indo com toda pressa ao encontro do Cardeal Gaude, conversei com ele, ent\u00e3o partimos em dire\u00e7\u00e3o ao\u00a0<em>Quirinale<\/em>.<br \/><br \/><strong>O pequeno mentiroso<br \/><\/strong>Pelo caminho encontramos um garoto que, com simpatia, nos pediu esmola, e para nos fazer conhecer sua condi\u00e7\u00e3o nos disse que seu pai havia morrido, sua m\u00e3e tinha cinco filhas e que ele sabia falar italiano, franc\u00eas e latim. Surpreso, dirigi-lhe um discurso em franc\u00eas, ao qual ele respondeu com um simples\u00a0<em>oui<\/em>, sem entender o que eu dizia, nem articular outras express\u00f5es; ent\u00e3o o convidei a falar latim, e ele, sem prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s minhas palavras, come\u00e7ou a recitar de mem\u00f3ria as seguintes palavras:\u00a0<em>ego stabam bene, pater meus mortuus est l\u2019annus passatus et ego sum rimastus poverus. Mater mea etc<\/em>. Aqui n\u00e3o conseguimos mais conter as risadas. Por\u00e9m, depois o avisamos para n\u00e3o contar mentiras e lhe presenteamos com um tost\u00e3o.<br \/><br \/><strong>A antec\u00e2mara<br \/><\/strong>Enquanto isso, a hora da audi\u00eancia se aproximava. [\u2026]. Chegando ao Vaticano, subimos as escadas mecanicamente. Por toda parte havia guardas nobres, vestidos de modo a parecerem pr\u00edncipes. No andar nobre, abriram-nos a porta que introduzia nas salas pontif\u00edcias. Guardas e camareiros, vestidos com grande luxo, nos saudavam com profunda rever\u00eancia. Entregue o bilhete para a audi\u00eancia, fomos conduzidos de sala em sala at\u00e9 a antec\u00e2mara papal. Como havia v\u00e1rias outras pessoas aguardando, esperamos cerca de uma hora e meia antes de sermos recebidos.<br \/><br \/>Esse tempo o empregamos para observar as pessoas e o lugar onde est\u00e1vamos. Os dom\u00e9sticos do Papa estavam vestidos quase como os bispos de nossos pa\u00edses. Um Monsenhor, a quem se d\u00e1 o t\u00edtulo de\u00a0<em>prelado dom\u00e9stico<\/em>, introduzia por turno as pessoas para a audi\u00eancia \u00e0 medida que terminava a anterior. Admiramos grandes salas bem tape\u00e7adas, majestosas, mas sem luxo. Um simples tapete de pano verde cobria o ch\u00e3o. As tape\u00e7arias eram de seda vermelha, mas sem ornamentos. As cadeiras eram de madeira dura. Uma cadeira colocada sobre um estrado um tanto elegante indicava que aquela era a sala pontif\u00edcia. Vimos tudo isso com prazer, lembrando as mordazes e injustas acusa\u00e7\u00f5es que alguns fazem contra a pompa e o luxo da corte pontif\u00edcia. Enquanto est\u00e1vamos imersos em v\u00e1rios pensamentos, soou o sino, e o prelado nos fez sinal para avan\u00e7ar e nos apresentar a Pio IX. Nesse momento, eu realmente fiquei confuso e tive que cometer uma esp\u00e9cie de autoviol\u00eancia para n\u00e3o perder o equil\u00edbrio.<br \/><br \/><br \/><strong>Pio IX<br \/><\/strong>Rua me acompanhou trazendo consigo uma c\u00f3pia das\u00a0<em>Leituras Cat\u00f3licas<\/em>. Entramos, fizemos a genuflex\u00e3o no in\u00edcio, depois no meio da sala, finalmente, a terceira, aos p\u00e9s do Papa. Cessou toda apreens\u00e3o quando avistamos no Pont\u00edfice a apar\u00eancia de um homem af\u00e1vel, venerando, e ao mesmo tempo o mais belo que um pintor poderia retratar. N\u00e3o pudemos beijar seu p\u00e9, porque ele estava sentado \u00e0 mesa; beijamos, por\u00e9m, sua m\u00e3o, e Rua, lembrando da promessa feita aos cl\u00e9rigos, a beijou uma vez por si e uma vez por seus companheiros. Ent\u00e3o o Santo Padre fez sinal para nos levantarmos e nos colocarmos \u00e0 sua frente. Eu, segundo a etiqueta, gostaria de falar permanecendo de joelhos.<br \/>\u2013\u00a0<em>N\u00e3o<\/em>, ele disse,\u00a0<em>levantem-se<\/em>. Conv\u00e9m notar aqui que ao nos apresentarmos ao Papa, nosso nome foi lido errado. De fato, em vez de escrever Bosco, foi escrito Bosser, por isso o Papa come\u00e7ou a me interrogar:<br \/>\u2013\u00a0<em>O senhor \u00e9 piemont\u00eas?<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Sim, Santidade, sou piemont\u00eas, e neste momento sinto a maior consola\u00e7\u00e3o da minha vida, encontrando-me aos p\u00e9s do Vig\u00e1rio de Cristo.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>E de que o senhor se ocupa?<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Santidade, eu me ocupo da instru\u00e7\u00e3o da juventude e das Leituras Cat\u00f3licas.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>A instru\u00e7\u00e3o da juventude sempre foi coisa \u00fatil em todos os tempos. Mas hoje em dia \u00e9 mais do nunca necess\u00e1ria. H\u00e1 um outro em Turim que se ocupa dos jovens<\/em>. Ent\u00e3o percebi que o Papa tinha em m\u00e3os um nome errado, mas, sem saber como, ele tamb\u00e9m se deu conta de que eu n\u00e3o era Bosser, mas Bosco; assim, assumiu uma apar\u00eancia muito mais festiva e perguntou muitas coisas sobre os jovens, os cl\u00e9rigos, os orat\u00f3rios [\u2026]. Ent\u00e3o, com um rosto sorridente, ele me disse:<br \/>\u2013\u00a0<em>Lembro-me do presente que me enviou em Gaeta e dos ternos sentimentos daqueles meninos que o acompanharam.<\/em>\u00a0Aproveitei para expressar a ele o apego de nossos jovens \u00e0 sua pessoa e pedi-lhe que aceitasse uma c\u00f3pia das\u00a0<em>Leituras Cat\u00f3licas<\/em>: \u2013\u00a0<em>Santidade,<\/em>\u00a0disse-lhe,\u00a0<em>ofere\u00e7o-lhe um exemplar daqueles livrinhos at\u00e9 agora<br \/>impressos e ofere\u00e7o-o em nome da dire\u00e7\u00e3o. A encaderna\u00e7\u00e3o \u00e9 trabalho dos<br \/>jovens de nossa casa.<br \/><\/em>\u2013\u00a0<em>Quantos s\u00e3o esses jovens?<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Santidade, os jovens da casa s\u00e3o perto de duzentos. Os encadernadores s\u00e3o quinze.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Bem<\/em>, ele respondeu,\u00a0<em>eu quero mandar uma medalha a cada um<\/em>. Ent\u00e3o, indo a outro aposento, depois de breves instantes voltou, trazendo pequenas medalhas da Concei\u00e7\u00e3o:<br \/>\u2013\u00a0<em>Estas ser\u00e3o para os jovens encadernadores<\/em>, disse enquanto as entregava a mim. Voltando-se ent\u00e3o para Rua, deu-lhe uma maior dizendo:<br \/>\u2013\u00a0<em>Esta \u00e9 para seu companheiro.<\/em>\u00a0Ent\u00e3o, voltando-se novamente para mim, me entregou uma pequena caixa que estava dentro de outra maior:<br \/>\u2013\u00a0<em>E esta \u00e9 para o senhor.\u00a0<\/em>Estando de joelhos para receber os presentes, o Santo Padre pediu que nos levant\u00e1ssemos, e pensando que quer\u00edamos nos retirar, estava para se despedir, quando eu comecei a falar com ele assim:<br \/>\u2013\u00a0<em>Santidade, tenho algo em particular para comunicar-lhe<\/em>.<br \/>\u2013\u00a0<em>Est\u00e1 bem,<\/em>\u00a0respondeu [\u2026]. O Santo Padre \u00e9 muito r\u00e1pido em entender as perguntas e pront\u00edssimo em dar as respostas, por isso com ele se trata em cinco minutos o que com outros exigiria mais de uma hora. No entanto, a bondade do Papa e meu vivo desejo de me deter com ele prolongaram a audi\u00eancia por mais de meia hora, tempo bastante consider\u00e1vel tanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua pessoa quanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 hora do almo\u00e7o, que por nossa causa estava atrasado [\u2026].<br \/><br \/><strong>O\u00a0<em>Gianicolo<\/em><br \/><\/strong>\u00c0s 13h30 do dia 10 de mar\u00e7o, o P. Giacinto, dos Carmelitas Descal\u00e7os, veio nos buscar com uma carruagem para nos levar \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Chiesa+di+San+Pancrazio\/@41.8847629,12.4532371,528m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f6016cd97059b:0xe5de80323490c5b8!2sChiesa+di+San+Pancrazio!8m2!3d41.8847053!4d12.4540788!16zL20vMGc5azU1!3m5!1s0x132f6016cd97059b:0xe5de80323490c5b8!8m2!3d41.8847053!4d12.4540788!16zL20vMGc5azU1?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>basilica di S. Pancrazio<\/em><\/strong><\/a>\u00a0e de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Chiesa+di+San+Pietro+in+Montorio\/@41.8885645,12.4661687,297m\/data=!3m2!1e3!5s0x132f603f37285701:0x1c2f70e3c1868301!4m14!1m7!3m6!1s0x132f603f333c90ef:0xd0fed33d1900ee7b!2sChiesa+di+San+Pietro+in+Montorio!8m2!3d41.8885583!4d12.4664957!16zL20vMDhkMW0x!3m5!1s0x132f603f333c90ef:0xd0fed33d1900ee7b!8m2!3d41.8885583!4d12.4664957!16zL20vMDhkMW0x?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNi4xIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>S. Pietro in Montorio<\/em><\/strong><\/a>. S\u00e3o duas igrejas situadas no\u00a0<em>Gianicolo<\/em>, chamado assim por causa de Jano que dizem ter vivido ali. Do outro lado do Tibre, no topo desta colina est\u00e1 situada a bas\u00edlica de S\u00e3o Pancr\u00e1cio, constru\u00edda pelo Papa F\u00e9lix II em 485, cerca de 100 anos ap\u00f3s o mart\u00edrio de Pancr\u00e1cio. O general Narsete, vencidos os godos, fez uma solene prociss\u00e3o junto com o Papa Pel\u00e1gio de S\u00e3o Pancr\u00e1cio at\u00e9 S\u00e3o Pedro. S\u00e3o Greg\u00f3rio Magno, que tinha grande venera\u00e7\u00e3o por esta igreja, celebrou nela v\u00e1rias vezes a missa e fez algumas homilias, e finalmente a doou aos monges beneditinos. Em 1673, foi confiada aos Carmelitas Descal\u00e7os com o convento anexo e um semin\u00e1rio para as miss\u00f5es das \u00cdndias [\u2026].<br \/><br \/>Sob o altar-mor, h\u00e1 outro altar subterr\u00e2neo onde antigamente era conservado o corpo do Santo, protegido por uma grade de ferro. Havia o costume de levar aqueles que eram suspeitos de perj\u00fario diante dessa grade, porque se fossem culpados, eram tomados por um vis\u00edvel tremor ou outro sinal.<br \/><br \/><strong>As Catacumbas<br \/><\/strong>\u2013\u00a0<em>Venham comigo<\/em>, nos disse o P. Giacinto,\u00a0<em>iremos \u00e0s catacumbas<\/em>. Ele havia preparado uma lumin\u00e1ria para cada um. N\u00f3s come\u00e7amos a segui-lo. No meio da igreja, ele nos indicou uma abertura no ch\u00e3o. Levantando a tampa, apareceu uma cavidade escura e profunda: come\u00e7avam as catacumbas. Na entrada estava escrito em latim:\u00a0<em>\u201cNeste lugar foi decapitado o m\u00e1rtir de Cristo Pancr\u00e1cio\u201d<\/em>. Aqui estamos nas catacumbas. Imaginem longos corredores ora mais estreitos e mais baixos, ora mais altos e espa\u00e7osos, ora cortados por outros corredores, ora em descida, ora em subida, e voc\u00eas ter\u00e3o a primeira ideia desses subterr\u00e2neos. \u00c0 direita e \u00e0 esquerda h\u00e1 pequenas sepulturas escavadas paralelamente no tufo. Aqui antigamente eram sepultados os crist\u00e3os, especialmente os m\u00e1rtires. Aqueles que deram a vida pela f\u00e9 eram designados com emblemas particulares. A palma era sinal da vit\u00f3ria obtida contra os tiranos; a galheta indicava que havia derramado sangue pela f\u00e9; o \u201c\u03c7\u201d significava que havia morrido na paz do Senhor ou que havia sofrido por Cristo. Em outros apareciam os instrumentos com os quais foram martirizados. \u00c0s vezes, esses emblemas estavam fechados na pequena sepultura do santo. Quando as persegui\u00e7\u00f5es n\u00e3o eram muito severas, escrevia-se nome e sobrenome do m\u00e1rtir e algumas linhas que destacavam alguma circunst\u00e2ncia importante de sua vida. [\u2026].<br \/>\u2013\u00a0<em>Este \u00e9 o lugar,<\/em>\u00a0nos disse o guia,\u00a0<em>onde estava sepultado S\u00e3o Pancr\u00e1cio, e ao lado dele S\u00e3o Dion\u00edsio, seu tio, e aqui perto outro parente.<\/em>\u00a0Depois visitamos algumas sepulturas reunidas em uma saleta cujas paredes apresentavam inscri\u00e7\u00f5es antigas que n\u00e3o conseguimos ler. No meio da ab\u00f3bada estava pintado um jovem que nos pareceu representar S\u00e3o Pancr\u00e1cio [\u2026].<br \/><br \/>Desta vez o guia nos indicou uma cripta. Cripta, palavra grega, significa profundidade. \u00c9 um espa\u00e7o maior que o normal onde os crist\u00e3os costumavam se reunir, em tempo de persegui\u00e7\u00e3o, para ouvir a Palavra, assistir \u00e0 missa e \u00e0s fun\u00e7\u00f5es sagradas. De um lado ainda h\u00e1 um altar antigo onde \u00e9 poss\u00edvel celebrar. Na maioria das vezes, a sepultura de algum m\u00e1rtir servia como altar. Depois de um pouco de caminhada, nos mostraram a capela onde S\u00e3o F\u00e9lix, Papa, costumava descansar e celebrar a Eucaristia. Seu sepulcro est\u00e1 a pouca dist\u00e2ncia. Por toda parte viam-se esqueletos humanos reduzidos a peda\u00e7os pelo tempo. Nossa guia nos assegurou que em breve chegar\u00edamos a um lugar onde se conservavam l\u00e1pides com as inscri\u00e7\u00f5es intactas.<br \/><br \/>Mas est\u00e1vamos muito cansados, tamb\u00e9m porque o ar subterr\u00e2neo e as dificuldades do caminho \u2013 cada um tinha que cuidar para n\u00e3o bater a cabe\u00e7a, n\u00e3o esbarrar com os ombros e n\u00e3o escorregar com os p\u00e9s \u2013 nos haviam fatigado bastante. O guia nos advertia que os subterr\u00e2neos s\u00e3o muitos e alguns chegam a ter quinze\/vinte milhas de comprimento. Se tiv\u00e9ssemos ido sozinhos, poder\u00edamos ter cantado o\u00a0<em>requiescant in pace<\/em>, porque teria sido muito dif\u00edcil encontrar o caminho de volta para fora. Nossa guia, por\u00e9m, era muito pr\u00e1tica e em breve nos reconduziu ao ponto de onde partimos [\u2026].<br \/><br \/><strong><em>San Pietro in Montorio<\/em><br \/><\/strong>Subimos novamente na carruagem com o P. Giacinto e descemos o\u00a0<em>Gianicolo<\/em>\u00a0para ir at\u00e9\u00a0<em>San Pedro em Montorio<\/em>. A palavra \u00e9 uma corrup\u00e7\u00e3o de \u201c<em>monte de ouro<\/em>\u201d, porque aqui o solo e a areia assumem uma cor amarela, semelhante a do ouro. Tamb\u00e9m foi chamado\u00a0<em>Castro Aureo<\/em>, fortaleza de ouro, pelos restos da fortaleza de Anco Marzio que ainda existem no cume. \u00c9 uma das igrejas fundadas por Constantino, o Grande, rica em est\u00e1tuas, pinturas e m\u00e1rmores. Entre a igreja e o convento anexo se destaca um edif\u00edcio chamado\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Tempietto+del+Bramante\/@41.8886676,12.4662788,71m\/data=!3m2!1e3!5s0x132f603f37285701:0x1c2f70e3c1868301!4m14!1m7!3m6!1s0x132f6192a21c4bcb:0x4172c70eef28b6f7!2sTempietto+del+Bramante!8m2!3d41.8887243!4d12.4664133!16s%2Fg%2F11sr__xb78!3m5!1s0x132f6192a21c4bcb:0x4172c70eef28b6f7!8m2!3d41.8887243!4d12.4664133!16s%2Fg%2F11sr__xb78?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>Tempietto di Bramante<\/em><\/strong><\/a>, de forma redonda. Trata-se de uma das mais not\u00e1veis obras de Bramante. Ele foi edificado no local onde foi martirizado S\u00e3o Pedro. Nos fundos, uma escadinha leva a uma capela subterr\u00e2nea circular, no meio da qual h\u00e1 um buraco onde arde continuamente uma luz. \u00c9 o lugar onde foi encaixada a ponta da cruz na qual S\u00e3o Pedro foi pregado de cabe\u00e7a para baixo. A igreja est\u00e1 situada onde termina o\u00a0<em>Gianicolo<\/em>\u00a0e come\u00e7a o Vaticano.<br \/><br \/>Perto de\u00a0<em>San Pietro em Montorio<\/em>\u00a0est\u00e1 localizada a magn\u00edfica\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Fontana+dell'Acqua+Paola\/@41.888913,12.4636878,187m\/data=!3m2!1e3!5s0x132f603f37285701:0x1c2f70e3c1868301!4m14!1m7!3m6!1s0x132f6192a21c4bcb:0x4172c70eef28b6f7!2sTempietto+del+Bramante!8m2!3d41.8887243!4d12.4664133!16s%2Fg%2F11sr__xb78!3m5!1s0x132f603f0e695e3b:0x3414e2b294362fde!8m2!3d41.8888422!4d12.4642556!16s%2Fm%2F09gcmg9?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>Fontana Paolina<\/em><\/strong><\/a>, de Paulo V, que a fez construir em 1612. A \u00e1gua jorra de tr\u00eas colunas que parecem um rio. Vem de Bram\u00e1rio, um lugar a 35 milhas de Roma. Essas \u00e1guas, ao descer, servem para mover moinhos e outras m\u00e1quinas e se ramificam com grande vantagem em v\u00e1rios pontos da cidade [\u2026].<br \/><br \/><strong>Uma adversidade<br \/><\/strong>No dia 11 de mar\u00e7o estivemos ocupados escrevendo e despachar encomendar particulares. Merece uma lembran\u00e7a ode quando me perdi em Roma. Fui fazer uma visita ao Monsenhor Pacca, prelado dom\u00e9stico de Sua Santidade. No retorno, estava acompanhado pelo P. Bresciani, tendo enviado Rua para procurar o P. Botandi em\u00a0<em>Ponte Sisto<\/em>. O bom Bresciani me conduziu at\u00e9 a academia da\u00a0<em>Sapienza<\/em>\u00a0e, ent\u00e3o, me indicou onde passar para chegar ao\u00a0<em>Quirinale<\/em>:<br \/>\u2013\u00a0<em>Atravesse esta rua, depois mantenha-se sempre \u00e0 direita.<\/em>\u00a0Eu, em vez de pegar \u00e0 direita, peguei \u00e0 esquerda, de modo que ap\u00f3s uma hora de caminhada me encontrei na\u00a0<em>Piazza del Popolo<\/em>, a quase uma milha de casa. Pobre de mim! Ao menos se eu tivesse Rua comigo, poder\u00edamos nos consolar mutuamente, mas eu estava sozinho. O tempo estava nublado, soprava um vento forte e come\u00e7ava a chover. O que fazer? Dormir no meio daquela pra\u00e7a me desagradava, por isso, com toda a paci\u00eancia, subi ao\u00a0<em>Pincio<\/em>, chamado assim por causa do pal\u00e1cio de um senhor chamado Pincio [\u2026]. Este monte n\u00e3o \u00e9 muito habitado e n\u00e3o \u00e9 uma das sete colinas de Roma [\u2026].<br \/><br \/><strong><em>Sant\u2019Andrea della Vale<br \/><\/em><\/strong>Na sexta-feira, dia 12, fui celebrar a missa em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+Sant'Andrea+della+Valle\/@41.8963012,12.4742614,202m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f604f1a95317f:0x4caa72092ac65ce!2sBasilica+di+Sant'Andrea+della+Valle!8m2!3d41.8963992!4d12.4743358!16zL20vMDVjY2J6!3m5!1s0x132f604f1a95317f:0x4caa72092ac65ce!8m2!3d41.8963992!4d12.4743358!16zL20vMDVjY2J6?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>S. Andrea della Valle<\/em><\/strong><\/a>, para distingui-lo de outras igrejas dedicadas ao mesmo Ap\u00f3stolo.\u00a0<em>Valle<\/em>\u00a0foi acrescentado tanto porque a bas\u00edlica se encontra no ponto mais baixo de Roma quanto tamb\u00e9m devido a um pal\u00e1cio pertencente \u00e0 fam\u00edlia Valle. Antigamente, a igreja era dedicada a S\u00e3o Sebasti\u00e3o, que aqui sofreu o mart\u00edrio. Perto dela foi constru\u00edda outra dedicada a S\u00e3o Lu\u00eds, rei da Fran\u00e7a. Mas no ano de 1591, um rico senhor, chamado Gesualdo, fez uma reforma, modificando completamente o projeto. \u00c9 uma das primeiras igrejas de Roma. Sua c\u00fapula mede 64 palmos de di\u00e2metro, e por isso, depois de S\u00e3o Pedro no Vaticano, \u00e9 a c\u00fapula mais ampla de todas as outras da cidade. A primeira capela, ao entrar \u00e0 esquerda, tem um port\u00e3o de ferro que indica o ponto da cloaca onde se acredita que o corpo do m\u00e1rtir\u00a0<em>S\u00e3o Sebasti\u00e3o<\/em>\u00a0foi jogado. Quase em frente a esta igreja est\u00e1 o pal\u00e1cio\u00a0<em>Stoppani<\/em>, que serviu de moradia ao imperador Carlos V quando veio a Roma, como aparece em uma inscri\u00e7\u00e3o na parede ao p\u00e9 da escada.<br \/><br \/><strong><em>San Gregorio Magno<\/em><br \/><\/strong>\u00c0s 13h30, com o senhor Francesco De Maistre, nosso guia, partimos para visitar a igreja de S\u00e3o Greg\u00f3rio Magno [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Chiesa+di+San+Gregorio+al+Celio\/@41.8855581,12.4899609,436m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61c98e3e701b:0x45cd3c07c163e90a!2sChiesa+di+San+Gregorio+al+Celio!8m2!3d41.885764!4d12.49046!16s%2Fg%2F121qmmlx!3m5!1s0x132f61c98e3e701b:0x45cd3c07c163e90a!8m2!3d41.885764!4d12.49046!16s%2Fg%2F121qmmlx?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>chiesa di S. Gregorio Magno<\/strong><\/a>]. Ela est\u00e1 edificada sobre uma parte do monte\u00a0<em>Celio<\/em>, chamado antigamente\u00a0<em>clivus Scauri<\/em>, ou seja, descida de Scauro, e era a casa habitada por S\u00e3o Greg\u00f3rio e seus pais. Foi ele quem a converteu em mosteiro, onde depois residiu at\u00e9 o ano 590, inicialmente como simples monge, depois como Abade. Quando foi eleito papa (em 590), dedicou aquele edif\u00edcio ao ap\u00f3stolo S\u00e3o Andr\u00e9, transformando uma parte dos c\u00f4modos em igreja. Ap\u00f3s sua morte, a igreja foi dedicada a ele mesmo.<br \/><br \/>\u00c9 certamente uma das mais belas igrejas de Roma. A primeira capela ao entrar, \u00e0 esquerda, \u00e9 dedicada a Santa Silvia, m\u00e3e de S\u00e3o Greg\u00f3rio. A \u00faltima, \u00e0 direita, \u00e9 a do Sacramento, sobre cujo altar celebrava o pr\u00f3prio S\u00e3o Greg\u00f3rio. [\u2026]. Este altar, vener\u00e1vel pelo t\u00edtulo e patroc\u00ednio do santo Papa, foi tornado c\u00e9lebre em todo o mundo pelos privil\u00e9gios concedidos por muitos Papas.\u00a0<em>Aconteceu que um monge do mosteiro, tendo por ordem do santo oferecido a missa por trinta dias consecutivos em sufr\u00e1gio da alma de um irm\u00e3o falecido, outro monge a viu liberada das penas do purgat\u00f3rio.<br \/><\/em><br \/>Ao lado desta capela existe outra menor, onde S\u00e3o Greg\u00f3rio se retirava para descansar. Mostra-se ainda com precis\u00e3o o lugar onde estava sua cama. Ali ao lado est\u00e1 a cadeira de m\u00e1rmore sobre a qual ele se sentava tanto quando escrevia quanto quando anunciava a palavra de Deus ao povo.<br \/>Passado o altar-mor, encontra-se a capela que guarda uma imagem de Nossa Senhora muito antiga e prodigiosa. Acredita-se que seja aquela que o Santo mantinha em casa e sempre que passava diante dela a saudava dizendo\u00a0<em>\u201cAve, Maria\u201d<\/em>. Um dia, por\u00e9m, o bom Pont\u00edfice, por causa da pressa que tinha devido a alguns assuntos urgentes, ao sair n\u00e3o dirigiu \u00e0 Virgem a sauda\u00e7\u00e3o habitual. E Ela lhe fez esta doce reprimenda:\u00a0<em>\u201cAve, Gregori\u201d<\/em>, com as quais palavras o convidava a n\u00e3o esquecer aquela sauda\u00e7\u00e3o que a ela era t\u00e3o grata.<br \/><br \/>Em outra capela se ergue a est\u00e1tua de S\u00e3o Greg\u00f3rio, um trabalho projetado e dirigido por Michelangelo Buonarroti. O Santo est\u00e1 sentado no trono com uma pomba perto do ouvido, que lembra o que afirma Pedro Di\u00e1cono, familiar do Santo, ou seja, que sempre que Greg\u00f3rio pregava ou escrevia, uma pomba sempre lhe falava ao ouvido. No centro da capela est\u00e1 colocada uma grande mesa de m\u00e1rmore sobre a qual o Pont\u00edfice todos os dias oferecia comida a doze pobres, servindo-os com a pr\u00f3pria m\u00e3o. Um dia, sentou-se \u00e0 mesa com os outros um anjo sob a forma de um jovem, que ent\u00e3o, de repente, desapareceu. Desde ent\u00e3o, o Santo aumentou para treze o n\u00famero dos pobres que ele alimentava. Assim teve origem o costume de colocar treze peregrinos \u00e0 mesa que, na quinta-feira santa, o Papa serve todos os anos com a pr\u00f3pria m\u00e3o. Acima da mesa est\u00e1 gravado o d\u00edstico seguinte:\u00a0<em>\u201cAqui Greg\u00f3rio alimentava doze pobres; um anjo sentou-se \u00e0 mesa e completou o n\u00famero de treze\u201d<\/em>.<br \/><br \/><strong><em>Santi Giovanni e Paolo<\/em><br \/><\/strong>Saindo desta igreja e virando \u00e0 direita, encontra-se a dos Santos Jo\u00e3o e Paulo [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+Santi+Giovanni+e+Paolo\/@41.8864941,12.4914048,498m\/data=!3m2!1e3!5s0x132f61c9cecea323:0xca3f2e356072bdf6!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61c9cb6d6265:0x47de12feca7b534e!2sBasilica+Santi+Giovanni+e+Paolo!8m2!3d41.8865284!4d12.4922732!16s%2Fm%2F02rdvpg!3m5!1s0x132f61c9cb6d6265:0x47de12feca7b534e!8m2!3d41.8865284!4d12.4922732!16s%2Fm%2F02rdvpg?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Santi Giovanni e Paolo<\/strong><\/a>]. O imperador Joviano permitiu ao monge S\u00e3o Pamm\u00e1quio constru\u00ed-la, no ano 400, em honra destes dois irm\u00e3os m\u00e1rtires. Ela foi edificada sobre a sua habita\u00e7\u00e3o, exatamente onde sofreram o mart\u00edrio. Foi depois restaurada por S\u00e3o S\u00edmaco, Papa, por volta de 444 [\u2026]. Ao entrar, apresenta-se \u00e0 vista um majestoso edif\u00edcio. No meio, uma grade de ferro delimita o lugar onde os santos foram mortos. Seus corpos, fechados em uma urna preciosa, repousam sob o altar-mor. Na capela ao lado, sob o altar, \u00e9 guardado o corpo do Beato Paulo da Cruz, fundador dos passionistas, aos quais a igreja \u00e9 confiada. Este servo de Deus \u00e9 um piemont\u00eas, nascido em Castellazzo, na diocese de Alexandria. Morreu em 1775, aos 82 anos. Os muitos milagres que em Roma e em outros lugares ocorrem por sua intercess\u00e3o, fizeram crescer a congrega\u00e7\u00e3o dos passionistas, assim chamados por causa do quarto voto que fazem, ou seja, promover a venera\u00e7\u00e3o pela paix\u00e3o do Senhor.<br \/><br \/>Um desses religiosos, um genov\u00eas, Frei Andr\u00e9, depois de nos acompanhar para ver as coisas mais importantes da igreja, nos levou ao convento, um belo edif\u00edcio que abriga cerca de oitenta padres, em sua maioria piemonteses.<br \/>\u2013\u00a0<em>Este<\/em>, nos disse Frei Andr\u00e9,\u00a0<em>\u00e9 o quarto em que morreu nosso santo Fundador<\/em>. Entramos e admiramos em devoto recolhimento o lugar de onde partiu sua alma para voar ao c\u00e9u.<br \/>\u2013\u00a0<em>Ali est\u00e1 a cadeira, as vestes, os livros e outros objetos que serviram ao Beato. Cada coisa est\u00e1 selada e s\u00e3o distribu\u00eddas como rel\u00edquias aos fi\u00e9is crist\u00e3os.<\/em>\u00a0Aquele quarto hoje \u00e9 uma capela onde se celebra a missa.<br \/><br \/><strong>Arcos de Constantino e Tito<br \/><\/strong>Cumprimentando ao cort\u00eas frei Andr\u00e9, nos dirigimos para\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+San+Lorenzo+in+Lucina\/@41.9035463,12.4783186,231m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f6051516a1b71:0xc32a7fb8fd73d285!2sBasilica+di+San+Lorenzo+in+Lucina!8m2!3d41.9035192!4d12.478609!16zL20vMDh0bTRk!3m5!1s0x132f6051516a1b71:0xc32a7fb8fd73d285!8m2!3d41.9035192!4d12.478609!16zL20vMDh0bTRk?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>S. Lorenzo in Lucina<\/em><\/strong><\/a>. Depois de um pouco de caminho, nos encontramos sob o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Arco+di+Costantino\/@41.8899599,12.4892603,411m\/data=!3m2!1e3!5s0x132f61b66280f287:0x7e82ee184a1e3976!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61b6638ccc9f:0x9559ad432c2467a0!2sArco+di+Costantino!8m2!3d41.8898113!4d12.4906782!16zL20vMDJwOWdn!3m5!1s0x132f61b6638ccc9f:0x9559ad432c2467a0!8m2!3d41.8898113!4d12.4906782!16zL20vMDJwOWdn?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>Arco di Costantino<\/em><\/strong><\/a>. Ele se conservou quase intacto. Uma inscri\u00e7\u00e3o do senado e do povo romano indica que foi dedicado ao imperador Constantino em ocasi\u00e3o da vit\u00f3ria sobre o tirano Massenzio. Este imperador, tornando-se crist\u00e3o, fez colocar sobre o arco uma est\u00e1tua com uma cruz na m\u00e3o em mem\u00f3ria da cruz que lhe apareceu diante do ex\u00e9rcito, para lembrar a todo o mundo que ele professava a religi\u00e3o de Jesus crucificado.<br \/>Ap\u00f3s mais um trecho de estrada, eis outro arco, o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Arco+di+Tito\/@41.8906197,12.4882862,157m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61b43126d85f:0x19025b2f2efcf273!2sArco+di+Tito!8m2!3d41.8906973!4d12.4886495!16zL20vMDFiM2h0!3m5!1s0x132f61b43126d85f:0x19025b2f2efcf273!8m2!3d41.8906973!4d12.4886495!16zL20vMDFiM2h0?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>Arco di Tito<\/em><\/strong><\/a>. Existem tr\u00eas arcos em Roma e o de Tito \u00e9 o mais antigo e elegante. \u00c9 enriquecido por baixos-relevos que comemoram as v\u00e1rias vit\u00f3rias obtidas por aquele valente guerreiro: em um deles est\u00e1 esculpido o candelabro do templo de Jerusal\u00e9m em mem\u00f3ria da queda daquela cidade e de seu templo. Sob este arco passava a c\u00e9lebre\u00a0<em>Via Sacra<\/em>, uma das mais antigas de Roma, assim chamada porque atrav\u00e9s dela se levavam todos os meses as coisas sagradas para a Rocha, e era percorrida pelos \u00e1ugures para ir buscar suas respostas.<br \/><br \/>Chegando a\u00a0<em>San Lorenzo in Lucina<\/em>, n\u00e3o conseguimos entrar devido aos trabalhos que l\u00e1 se realizavam [\u2026]. Esta igreja \u00e9 uma das mais vastas par\u00f3quias de Roma, e foi erguida por Sisto III com o consentimento do imperador Valentiniano em honra de S\u00e3o Louren\u00e7o, m\u00e1rtir. Para distingui-la das outras igrejas erguidas a este levita, foi denominada\u00a0<em>in Lucina<\/em>, ou pela santa m\u00e1rtir de tal nome ou talvez porque este fosse o nome do lugar. Anexo a esta igreja, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 rua principal, est\u00e1 o\u00a0<em>Pal\u00e1cio Ottobuoni<\/em>\u00a0[<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Palazzo+Ottoboni+Boncompagni\/@41.9034436,12.4794046,107m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f6181dc29353f:0x1060b2d7777d205e!2sPalazzo+Ottoboni+Boncompagni!8m2!3d41.9035507!4d12.4795071!16s%2Fg%2F11fct7ggws!3m5!1s0x132f6181dc29353f:0x1060b2d7777d205e!8m2!3d41.9035507!4d12.4795071!16s%2Fg%2F11fct7ggws?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>palazzo Ottobuoni<\/strong><\/a>], constru\u00eddo por volta do ano 1300 sobre as ru\u00ednas de um grande edif\u00edcio antigo chamado\u00a0<em>Pal\u00e1cio de Domiciano<\/em>. Estando j\u00e1 cansados e aproximando-se a hora do almo\u00e7o, voltamos para casa [\u2026].<br \/><br \/><strong><em>Santa Maria degli Angeli<\/em><br \/><\/strong>[\u2026] No dia 13 de mar\u00e7o, a esta\u00e7\u00e3o quaresmal era em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Santa+Maria+degli+Angeli+e+dei+Martiri\/@41.9029285,12.4967436,339m\/data=!3m2!1e3!5s0x132f61a646eda201:0x904c77cbba5f49d3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61a61a06f449:0xb04e9bd531ba0c30!2sSanta+Maria+degli+Angeli+e+dei+Martiri!8m2!3d41.9032171!4d12.4969794!16zL20vMDR5bnpx!3m5!1s0x132f61a61a06f449:0xb04e9bd531ba0c30!8m2!3d41.9032171!4d12.4969794!16zL20vMDR5bnpx?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>S. Maria degli Angeli<\/em><\/strong><\/a>, onde fomos tanto para lucrar a indulg\u00eancia plen\u00e1ria quanto tamb\u00e9m para rezar a Deus em favor de nossa casa. Esta igreja \u00e9 distinta de outra do mesmo nome, com o acr\u00e9scimo das\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Museo+Nazionale+Romano,+Terme+di+Diocleziano\/@41.9029304,12.4988474,157m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61a6daf8255b:0xd47a34eb0f9a22d5!2sMuseo+Nazionale+Romano,+Terme+di+Diocleziano!8m2!3d41.9032158!4d12.4987538!16zL20vMDNzcnp6!3m5!1s0x132f61a6daf8255b:0xd47a34eb0f9a22d5!8m2!3d41.9032158!4d12.4987538!16zL20vMDNzcnp6?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>Terme di Diocleziano<\/em><\/strong><\/a>, porque \u00e9 constru\u00edda no local onde antigamente se erguiam as famosas termas, ou seja, as casas de banho do imperador Diocleciano. O sumo pont\u00edfice Pio IV encarregou Michelangelo Buonarroti, que com seu vasto engenho soube transformar em igreja uma parte daqueles edif\u00edcios magn\u00edficos. Em um sal\u00e3o das termas j\u00e1 existia uma capelinha dedicada a S\u00e3o Cirilo, m\u00e1rtir. Esta ficou confinada dentro da nova igreja, que o Pont\u00edfice dedicou a Santa Maria dos Anjos, para agradar ao duque e rei da Sic\u00edlia, devot\u00edssimo dos Anjos, que cooperou muito na sua edifica\u00e7\u00e3o.<br \/><br \/>No dia da esta\u00e7\u00e3o quaresmal, a igreja \u00e9 ornada com especial eleg\u00e2ncia, e s\u00e3o expostas \u00e0 venera\u00e7\u00e3o p\u00fablica as rel\u00edquias mais insignes. Em uma capela ao lado do altar-mor estava colocado o relic\u00e1rio com muitas rel\u00edquias, entre as quais vimos os corpos de S\u00e3o Pr\u00f3spero, S\u00e3o Fortunato e S\u00e3o Cirilo, al\u00e9m da cabe\u00e7a de S\u00e3o Justino e de S\u00e3o M\u00e1ximo, m\u00e1rtires, e de muitos outros. Satisfeita assim a nossa devo\u00e7\u00e3o, chegamos em casa por volta das seis da tarde, bastante cansados e com bom apetite.<br \/><br \/><strong><em>Santa Maria della Quercia<\/em><br \/><\/strong>No domingo, 14 de mar\u00e7o, celebramos em casa, depois fomos visitar um orat\u00f3rio, segundo as indica\u00e7\u00f5es recebidas do Marqu\u00eas Patrizi. A igreja onde se re\u00fanem os jovens chama-se\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Chiesa+di+S.+Maria+della+Quercia+dei+Macellai\/@41.8943828,12.4714931,339m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f6046086f06ed:0x8db7020e032b37b2!2sChiesa+di+S.+Maria+della+Quercia+dei+Macellai!8m2!3d41.8946456!4d12.4717101!16s%2Fm%2F0ndwl0l!3m5!1s0x132f6046086f06ed:0x8db7020e032b37b2!8m2!3d41.8946456!4d12.4717101!16s%2Fm%2F0ndwl0l?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>S. Maria della Quercia<\/em><\/strong><\/a>. Eis a origem, que remonta aos tempos de J\u00falio II. Uma imagem de Maria foi pintada em uma telha por um certo Battista Calvaro, que a pendurou em um carvalho dentro de sua vinha, em Viterbo. Esta imagem permaneceu escondida por sessenta anos, at\u00e9 que em 1467 come\u00e7ou a se manifestar com tantas gra\u00e7as e milagres que os fi\u00e9is que a visitavam, com suas ofertas, ergueram uma igreja e um mosteiro. O Papa J\u00falio II desejou que tamb\u00e9m em Roma houvesse um templo dedicado a Nossa Senhora do Carvalho, que \u00e9 aquele de que falamos.<br \/>Entrando na igreja e chegando na espa\u00e7osa sacristia, nos alegrou a presen\u00e7a<br \/>de uns quarenta jovens. Pela vivacidade do comportamento pareciam muito com nossos moleques do nosso orat\u00f3rio. As suas fun\u00e7\u00f5es sagradas se realizam todas pela manh\u00e3. Missa, confiss\u00e3o, catecismo e uma breve instru\u00e7\u00e3o \u00e9 o que se faz para eles [\u2026].<br \/><br \/>Ap\u00f3s o meio-dia, os jovens v\u00e3o a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+San+Giovanni+Battista+dei+Fiorentini\/@41.8994715,12.4638585,410m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f60432f26a2d5:0xf8f973f0b18a4ab9!2sBasilica+di+San+Giovanni+Battista+dei+Fiorentini!8m2!3d41.8996195!4d12.4649244!16s%2Fm%2F026p638!3m5!1s0x132f60432f26a2d5:0xf8f973f0b18a4ab9!8m2!3d41.8996195!4d12.4649244!16s%2Fm%2F026p638?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>S. Giovanni dei Fiorentini<\/em><\/strong><\/a>, outro orat\u00f3rio onde h\u00e1 apenas recrea\u00e7\u00e3o, sem fun\u00e7\u00f5es de igreja. Fomos l\u00e1 e vimos cerca de cem jovens que se divertiam a valer. Seus jogos eram a tombola e a campana, conhecidas tamb\u00e9m por n\u00f3s. Praticam tamb\u00e9m o jogo do buraco, que consiste em cinco buracos bastante grandes nos quais se colocam duas castanhas ou outra coisa. De uma dist\u00e2ncia de seis passos, faz-se rolar uma bola. Quem consegue faz\u00ea-la entrar em um dos buracos ganha o que est\u00e1 dentro. Lamentamos muito que eles n\u00e3o tivessem outra coisa al\u00e9m da recrea\u00e7\u00e3o. Se houvesse algum padre entre eles, este poderia fazer o bem para suas almas, pois h\u00e1 grande necessidade. Tanto mais nos entristeceu, pois encontramos neles boas disposi\u00e7\u00f5es. V\u00e1rios demonstraram prazer em dialogar conosco, beijando v\u00e1rias vezes a m\u00e3o tanto a mim quanto a Rua, que, contra sua vontade, era constrangido a consentir [\u2026].<br \/><br \/>Voltando para casa, recebemos a visita de Monsenhor\u00a0<em>Merode<\/em>, mestre de c\u00e2mara de Sua Santidade. Ap\u00f3s algumas conveni\u00eancias, ele me anunciou que o Santo Padre me convidava a pregar os exerc\u00edcios espirituais \u00e0s detidas nas pris\u00f5es perto de\u00a0<em>Santa Maria degli Angeli alle terme di Diocleziano<\/em>. Cada desejo do Papa \u00e9 para mim um comando e, portanto, aceitei com muito prazer [\u2026].<br \/><br \/><strong>Na pris\u00e3o feminina<br \/><\/strong>\u00c0s duas da tarde, fui \u00e0 superiora da pris\u00e3o para combinar o dia e a hora em que come\u00e7aria a prega\u00e7\u00e3o. Ela me disse:<br \/>\u2013\u00a0<em>Se est\u00e1 bem para o senhor, pode pregar daqui h\u00e1 pouco, j\u00e1 que as mulheres est\u00e3o na Igreja e n\u00e3o temos pregador.<\/em>\u00a0Assim, comecei naquele momento os exerc\u00edcios e quase a semana inteira foi empregada inteiramente nesse minist\u00e9rio. A casa correcional chama-se\u00a0<em>Alle Terme di Diocleziano<\/em>\u00a0porque est\u00e1 situada no mesmo local onde estavam as termas daquele famoso imperador. Havia 260 detidas culpadas de graves delitos e condenadas \u00e0 pris\u00e3o [\u2026]. Os exerc\u00edcios foram realizados com satisfa\u00e7\u00e3o. A prega\u00e7\u00e3o simples e popular que usamos entre n\u00f3s foi frut\u00edfera nesta pris\u00e3o. No s\u00e1bado, depois da \u00faltima prega\u00e7\u00e3o, a madre<br \/>superiora, com prazer, falou-me que nenhuma das prisioneiras tinha deixado de aproximar-se dos Sacramentos.<br \/><br \/><strong>Dois epis\u00f3dios<br \/><\/strong>Um epis\u00f3dio agrad\u00e1vel aconteceu ao Santo Padre nesta semana. O Conde Spada foi visit\u00e1-lo e teve esta conversa:<br \/>\u2013\u00a0<em>Santidade, eu gostaria de pedir uma lembran\u00e7a desta visita.<br \/><\/em>\u2013\u00a0<em>Pe\u00e7a o que quiser e tentarei agrad\u00e1-lo.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Eu gostaria de algo extraordin\u00e1rio.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Bem, pe\u00e7a.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Santidade, eu gostaria de ter como lembran\u00e7a a vossa tabaqueira.<br \/><\/em>\u2013\u00a0<em>Mas est\u00e1 cheio de um tabaco de qualidade \u00ednfima.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>N\u00e3o importa; eu a guardarei com muito carinho.<br \/><\/em>\u2013\u00a0<em>Leve-a, fa\u00e7o-lhe este presente com prazer.<\/em>\u00a0O Conde Spada partiu mais contente com aquele tabaqueira do que se fosse um grande tesouro. Ela \u00e9 simples, de chifre de b\u00fafalo, unido com dois an\u00e9is de lat\u00e3o e n\u00e3o vale quatro tost\u00f5es, mas \u00e9 precios\u00edssimo pela proced\u00eancia. O bom conde o mostra a seus amigos como um objeto digno de venera\u00e7\u00e3o [\u2026].<br \/><br \/>Outra anedota me foi contado sobre este venerando Pont\u00edfice. No ano passado, enquanto o Santo Padre viajava por seus estados, estava nas proximidades de Viterbo. Uma garotinha com um feixe de lenha, vendo que a carruagem pontif\u00edcia havia parado, pensou que aqueles senhores quisessem comprar seu feixe. Correu em dire\u00e7\u00e3o a eles:<br \/>\u2013\u00a0<em>Senhores<\/em>, disse ao Santo Padre,\u00a0<em>compre-o, a madeira est\u00e1 bem seca.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>N\u00e3o precisamos<\/em>, respondeu o Papa.<br \/>\u2013\u00a0<em>Compre-o, vendo-o pelo pre\u00e7o de tr\u00eas tost\u00f5es.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Pegue o valor e fique com seu feixe.<\/em>\u00a0O Santo Padre deu-lhe tr\u00eas escudos, ent\u00e3o se preparou para voltar \u00e0 carruagem. Mas a garotinha queria que o Santo Padre pegasse seu feixe.<br \/>\u2013\u00a0<em>Leve-o, o senhor ficar\u00e1 contente; na sua carruagem h\u00e1 espa\u00e7o de sobra.<\/em>\u00a0Enquanto o Papa e sua corte riam de tal neg\u00f3cio, a m\u00e3e da menina, que trabalhava em um campo pr\u00f3ximo, correu gritando:<br \/>\u2013\u00a0<em>Santo Padre, Santo Padre, perdoe-a; esta pobre menina \u00e9 minha filha. Ela n\u00e3o o conhece. Tenha piedade de n\u00f3s, que estamos em grande mis\u00e9ria.<\/em>\u00a0O Papa acrescentou mais seis escudos e continuou o caminho [\u2026].<br \/><br \/><strong><em>San Paulo fuori le Mura<\/em><br \/><\/strong>No dia 22 de mar\u00e7o, Domingo, Dom Bosco foi ao Cardeal vig\u00e1rio, o eminent\u00edssimo Constantino Patrizi [\u2026]. Saindo do Vicariato, peregrinou at\u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+Papale+di+San+Paolo+Fuori+le+Mura\/@41.8588768,12.4751873,1207m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x13258a8f289217d9:0x725188884a3b4d4e!2sBasilica+Papale+di+San+Paolo+Fuori+le+Mura!8m2!3d41.858785!4d12.4761771!16zL20vMDFkXzN5!3m5!1s0x13258a8f289217d9:0x725188884a3b4d4e!8m2!3d41.858785!4d12.4761771!16zL20vMDFkXzN5?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>S. Paolo fuori le Mura<\/em><\/strong><\/a>\u00a0para venerar o sepulcro do grande Ap\u00f3stolo dos Gentios e admirar as maravilhas daquele templo imenso. Depois de um milha de estrada, chegou ao c\u00e9lebre lugar denominado\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Abbazia+delle+Tre+Fontane\/@41.8347355,12.4809398,1076m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x13258a630e8c8083:0xa8895a9b08fccab4!2sAbbazia+delle+Tre+Fontane!8m2!3d41.8347355!4d12.4835201!16s%2Fm%2F026086c!3m5!1s0x13258a630e8c8083:0xa8895a9b08fccab4!8m2!3d41.8347355!4d12.4835201!16s%2Fm%2F026086c?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>Ad Aquas Salvias<\/em><\/strong><\/a>, onde S\u00e3o Paulo derramou seu sangue por Jesus Cristo. Exatamente neste ponto, onde h\u00e1 tr\u00eas fontes milagrosas de \u00e1gua que brotaram dos torr\u00f5es onde a cabe\u00e7a do santo Ap\u00f3stolo fez tr\u00eas saltos, foi constru\u00edda uma igreja. Dom Bosco tamb\u00e9m rezou na igreja vizinha de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Chiesa+di+Santa+Maria+Scala+Coeli\/@41.8347183,12.4829825,498m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x13258a630e8c8083:0xa8895a9b08fccab4!2sAbbazia+delle+Tre+Fontane!8m2!3d41.8347355!4d12.4835201!16s%2Fm%2F026086c!3m5!1s0x13258aff4e5f7ced:0xc2376a3bf295f7f1!8m2!3d41.8342218!4d12.4830323!16s%2Fm%2F026qv9j?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>Sancta Maria Scala Coeli<\/em><\/strong><\/a>, de forma octogonal, edificada sobre o cemit\u00e9rio de S\u00e3o Zen\u00e3o, um tribuno que foi martirizado sob Diocleciano, junto com 10.203 de seus companheiros soldados [\u2026].<br \/><br \/><strong>O\u00a0<em>Colosseo<\/em><br \/><\/strong>No dia 23 de mar\u00e7o, seu olhar at\u00f4nito contemplou as gigantescas ru\u00ednas do anfiteatro Flaviano ou\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Colosseo\/@41.8902102,12.4896506,1075m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61b6532013ad:0x28f1c82e908503c4!2sColosseo!8m2!3d41.8902102!4d12.4922309!16zL20vMGQ1cXg!3m5!1s0x132f61b6532013ad:0x28f1c82e908503c4!8m2!3d41.8902102!4d12.4922309!16zL20vMGQ1cXg?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>Colosseo<\/em><\/strong><\/a>, de forma oval com 527 metros de circunfer\u00eancia externa, e cinquenta metros de altura por um longo trecho. Nos tempos de seu esplendor era coberto de m\u00e1rmores, ornado por colunatas, centenas de est\u00e1tuas, obeliscos, quadrigas de bronze; e em seu interior sustentava tudo ao redor imensas arquibancadas, que podiam abrigar 200 mil pessoas para assistir aos combates de feras e de gladiadores, e ao massacre de milhares e milhares de m\u00e1rtires. Dom Bosco entrou na arena dos espet\u00e1culos que mede 241 metros de circunfer\u00eancia [\u2026]<br \/><br \/><strong><em>San Clemente<\/em><br \/><\/strong>No dia 24 de mar\u00e7o Dom Bosco foi \u00e0 Bas\u00edlica de S\u00e3o Clemente [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+San+Clemente\/@41.889373,12.4961115,731m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61b84d7e5de9:0x97e138e66d21b151!2sBasilica+di+San+Clemente!8m2!3d41.8893347!4d12.4975757!16zL20vMDJ6MGp6!3m5!1s0x132f61b84d7e5de9:0x97e138e66d21b151!8m2!3d41.8893347!4d12.4975757!16zL20vMDJ6MGp6?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>basilica di S. Clemente<\/strong><\/a>] para venerar as rel\u00edquias do quarto Papa depois de S\u00e3o Pedro, as de Santo In\u00e1cio, m\u00e1rtir, Bispo de Antioquia; foi tamb\u00e9m para admirar a arquitetura da antiqu\u00edssima igreja com tr\u00eas naves. Na do meio, diante do Altar da Confiss\u00e3o, h\u00e1 um recinto de m\u00e1rmore branco que \u00e9 o coro para o clero menor, com dois p\u00falpitos: um para o canto do Evangelho, junto ao qual se eleva uma pequena coluna destinada ao c\u00edrio pascal e outro para o subdi\u00e1cono que deve ler a ep\u00edstola; ao lado deste \u00faltimo uma estante para os cl\u00e9rigos cantores e leitores das profecias e dos outros livros das sagradas escrituras. Ao redor da abside h\u00e1 um assento destinado aos sacerdotes e, no fundo, no centro, surge, sobre tr\u00eas degraus, a c\u00e1tedra do bispo [\u2026].<br \/><br \/>Deaqui Dom Bosco foi para a igreja dos Quatro Coroados [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+dei+Santi+Quattro+Coronati\/@41.8883057,12.4981111,497m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61b85c7a69f7:0xadb513e81c5afcc!2sBasilica+dei+Santi+Quattro+Coronati!8m2!3d41.8882559!4d12.4985048!16zL20vMDh3NnNr!3m5!1s0x132f61b85c7a69f7:0xadb513e81c5afcc!8m2!3d41.8882559!4d12.4985048!16zL20vMDh3NnNr?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>chiesa dei Quattro Coronati<\/strong><\/a>]<em>,\u00a0<\/em>para visitar os sepulcros dos santos m\u00e1rtires Severo, Severino, Carp\u00f3foro e Vitorino, mortos sob Diocleciano. Depois passou por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+San+Giovanni+a+Porta+Latina\/@41.8772206,12.5013217,313m\/data=!3m2!1e3!5s0x132f61c350638d73:0xda99a7bb88d5997f!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61c34acc6f6f:0xe04fca2fdc74c9b2!2sPorta+Latina!8m2!3d41.8765384!4d12.5024528!16s%2Fm%2F03yf2x4!3m5!1s0x132f61c3514817cd:0x3b46e2da3e5e1f3b!8m2!3d41.8773073!4d12.5018761!16s%2Fm%2F026nnqg?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>S. Giovanni<\/em><\/strong><\/a>\u00a0diante da\u00a0<em>Porta Latina<\/em>, junto da qual est\u00e1 uma Capela constru\u00edda no lugar onde S\u00e3o Jo\u00e3o Evangelista foi colocado na caldeira de \u00f3leo fervente; dali avan\u00e7ou at\u00e9 a igrejinha do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Chiesa+del+Domine+Quo+Vadis\/@41.8658899,12.5030578,461m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x13258a7581d00583:0x7c8e49a70850eddc!2sChiesa+del+Domine+Quo+Vadis!8m2!3d41.8664692!4d12.503729!16zL20vMGN0amQ!3m5!1s0x13258a7581d00583:0x7c8e49a70850eddc!8m2!3d41.8664692!4d12.503729!16zL20vMGN0amQ?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>Quo Vadis<\/em><\/strong><\/a>, assim chamada porque apareceu naquele lugar o Salvador a S\u00e3o Pedro, que sa\u00eda de<br \/>Roma para fugir do furor da persegui\u00e7\u00e3o:<br \/>\u2013\u00a0<em>Senhor, para onde vai?\u00a0<\/em>gritou o Ap\u00f3stolo maravilhado. E Jesus lhe respondeu:<br \/>\u2013\u00a0<em>Venho para ser crucificado de novo<\/em>. S\u00e3o Pedro entendeu e voltou para Roma onde o esperava o mart\u00edrio. Desse pequeno templo, Dom Bosco retomou a estrada, depois de ter dado uma olhada \u00e0\u00a0<em>via Apia<\/em>, ao longo da qual se contam muit\u00edssimos mausol\u00e9us dos tempos do paganismo, que recordam qual fim ameace toda a grandeza humana<br \/><br \/><strong>Dom Bosco\u2026 salesiano!<br \/><\/strong>Uma cena graciosa aconteceu na manh\u00e3 do dia 25 de mar\u00e7o. Dom Bosco, atravessando o Tibre, viu em uma pequena pra\u00e7a uns trinta meninos que se divertiam. Sem mais, se p\u00f4s no meio deles, que, parando as brincadeiras,olhavam-no maravilhados. Dom Bosco levantou ent\u00e3o a m\u00e3o, mantendo<br \/>entre os dedos uma medalha, e depois exclamou:<br \/>\u2013\u00a0<em>Voc\u00eas s\u00e3o muitos e sinto n\u00e3o ter muitas medalhas para dar uma para<br \/>cada um.\u00a0<\/em>Aqueles meninos, tomando coragem, gritaram a plenos pulm\u00f5es, levantando as m\u00e3os:<br \/>\u2013\u00a0<em>N\u00e3o importa, n\u00e3o importa\u2026 para mim, para mim!<\/em>\u00a0Dom Bosco acrescentou:<br \/>\u2013\u00a0<em>Est\u00e1 bem. N\u00e3o tendo para todos, esta medalha quero d\u00e1-la ao melhor. Quem de voc\u00eas \u00e9 o melhor?<br \/><\/em>\u2013\u00a0<em>Sou eu, sou eu!<\/em>\u00a0gritaram todos juntos. Ele continuou:<br \/>\u2013\u00a0<em>Mas o que posso fazer se todos s\u00e3o bons igualmente? Est\u00e1 bem: quero d\u00e1-la ao mais malandro! Quem entre voc\u00eas \u00e9 o mais malandro?<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Sou eu, sou eu!<\/em>\u00a0responderam com gritos atordoantes.<br \/>O Marqu\u00eas Patrizi e os seus amigos, a uma certa dist\u00e2ncia, sorriam comovidos e maravilhados ao ver Dom Bosco tratar assim familiarmente com aqueles meninos que pela primeira vez tinha encontrado. E exclamavam:<br \/>\u2013\u00a0<em>Eis um outro S\u00e3o Filipe Neri, amigo da juventude.<\/em>\u00a0Dom Bosco, de fato, como se fosse um amigo j\u00e1 conhecido daqueles meninos, continuou a interrog\u00e1-los, se j\u00e1 tinham ouvido a Santa Missa, em qual igreja costumavam ir, se conheciam os orat\u00f3rios que estavam por aquelas bandas [\u2026]. O di\u00e1logo estava animado e finalmente Dom Bosco, depois de t\u00ea-los exortados a serem sempre bons crist\u00e3os, prometia que passaria outra vez por aquela pra\u00e7a e traria uma medalha, ou melhor, uma imagem para cada um deles; depois, saudando-os afetuosamente, saiu do meio daquela turba, e, voltando \u00e0queles senhores que o esperavam, mostrou-lhes a \u00fanica medalha que tinha ainda na m\u00e3o. Nada tinha dado \u00e0queles meninos, no entanto, tinha-os deixado contentes.<br \/><br \/><strong><em>Santo Stefano Rotondo<\/em><br \/><\/strong>No dia 26 de mar\u00e7o, Dom Bosco retornou ao\u00a0<em>Celio<\/em>\u00a0na espa\u00e7osa igreja de Santo Est\u00eav\u00e3o Redondo [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+Santo+Stefano+Rotondo+al+Celio\/@41.8840245,12.4953522,558m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61c7cae3e9fb:0xbd7d43e12d2fbcc2!2sBasilica+di+Santo+Stefano+Rotondo+al+Celio!8m2!3d41.8845602!4d12.4967525!16zL20vMGJfcm55!3m5!1s0x132f61c7cae3e9fb:0xbd7d43e12d2fbcc2!8m2!3d41.8845602!4d12.4967525!16zL20vMGJfcm55?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>chiesa di S. Stefano Rotondo<\/strong><\/a>], chamada assim por sua forma. O seu beiral circular \u00e9 sustentado por 56 colunas. Em todas as paredes ao redor est\u00e3o pintadas as cenas dos supl\u00edcios atrozes com os quais foram massacrados os m\u00e1rtires. \u00c9 ornada por mosaicos do s\u00e9culo VII, que representam Jesus crucificado, com alguns santos, e conserva os corpos de dois confessores da f\u00e9, Santo Primo e Santo Feliciano. Dali Dom Bosco passou para\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+Santa+Maria+in+Domnica+alla+Navicella\/@41.8844562,12.4949727,380m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x132f61c7d392a069:0xab6fd8a4d5be1066!2sBasilica+di+Santa+Maria+in+Domnica+alla+Navicella!8m2!3d41.8846798!4d12.4954795!16zL20vMGR6eHIy!3m5!1s0x132f61c7d392a069:0xab6fd8a4d5be1066!8m2!3d41.8846798!4d12.4954795!16zL20vMGR6eHIy?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>S. Maria in Dominica<\/em><\/strong><\/a>\u00a0ou\u00a0<em>della Navicella<\/em>\u00a0(por causa de uma barca de m\u00e1rmore que est\u00e1 na pra\u00e7a). Tem tr\u00eas naves separadas por 18 colunas e cont\u00e9m mosaicos do s\u00e9culo IX. Entre esses se v\u00ea a Virgem no lugar de honra entre muitos anjos e, aos p\u00e9s dela, ajoelhado, o Papa Pascal [\u2026].<br \/><br \/>O Santo Padre, no entanto, tinha manifestado o desejo que Dom Bosco assistisse no Vaticano ao devoto e magn\u00edfico espet\u00e1culo de todas as fun\u00e7\u00f5es da Semana Santa. Por isso, encarregou Monsenhor Borromeu de convid\u00e1-lo em seu nome e de arrumar-lhe um lugar no qual pudesse \u00e0 vontade ser espectador dos ritos sagrados. O Monsenhor o fez procurar por todo o dia, mas sem \u00eaxito. Finalmente, quando voltou \u00e0 resid\u00eancia do Conde De Maistre tarde da noite, soube que Dom Bosco tinha se retirado para o seu quarto. Todavia, dizendo que vinha por ordem do Papa, foi acompanhado at\u00e9 o quarto e apresentou a Dom Bosco a carta-convite com a qual era admitido a receber a palma bendita das m\u00e3os de Sua Santidade. Dom Bosco a leu logo e exclamou que iria com grande prazer.<br \/><br \/><strong>P\u00e1scoa Romana de Dom Bosco. O Domingo de Ramos<br \/><\/strong>No domingo, 28 de mar\u00e7o, Dom Bosco com o Cl\u00e9rigo Rua entraram na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro muito antes que come\u00e7assem as fun\u00e7\u00f5es. O Conde Carlos De Maistre o acompanhou at\u00e9 a tribuna dos diplomatas, onde lhe fora preparado o lugar. Dom Bosco estava de olho porque conhecia a import\u00e2ncia das cerim\u00f4nias da Igreja. Ao seu lado estava um\u00a0<em>milorde<\/em>\u00a0ingl\u00eas protestante, maravilhado com aquela solenidade de ritos. A certo ponto um cantor soprano da Capela Sistina cantou uma parte solo, mas t\u00e3o bem que Dom Bosco ficou comovido \u00e0s l\u00e1grimas e aquele milorde voltou-se para ele e exclamou em latim, porque em outra l\u00edngua n\u00e3o sabia como entender-se:<br \/>\u2013\u00a0<em>Post hoc paradisus!\u00a0<\/em>(Depois disso, o para\u00edso!<em>, n.d.r.<\/em>). Aquele senhor depois de algum tempo converteu-se ao catolicismo e depois foi padre e bispo. Como o Papa aben\u00e7oara as palmas, quando chegou sua vez, o corpo diplom\u00e1tico desfilou em dire\u00e7\u00e3o ao trono do Pont\u00edfice, e cada embaixador e ministro recebeu a palma de suas m\u00e3os. Tamb\u00e9m Dom Bosco e o Cl\u00e9rigo Rua se ajoelharam aos p\u00e9s do Pont\u00edfice e receberam a palma. Assim Pio IX quis: e n\u00e3o era Dom Bosco um embaixador do Alt\u00edssimo? O Cl\u00e9rigo Rua, voltando junto dos rosminianos, presenteou sua palma ao P. Pagani, que muito agradeceu a gentileza [\u2026].<br \/><br \/><strong>Dom Bosco caudat\u00e1rio<br \/><\/strong>O Cardeal Marini, que era um dos dois cardeais di\u00e1conos assistentes ao trono, para que Dom Bosco pudesse assistir a todas as fun\u00e7\u00f5es da Semana Santa, tomou-o como\u00a0<em>caudat\u00e1rio<\/em>. Assim, ele esteve, em veste violeta, quase o tempo todo do cerimonial ao lado do Papa e p\u00f4de saborear os cantos gregorianos e as m\u00fasicas de Allegri e de Palestrina.<br \/>Na Quinta-feira Santa, viu pontificar a Missa do Cardeal Mario Mattei como o mais anci\u00e3o dos bispos suburbic\u00e1rios, em vez do cardeal decano do sacro col\u00e9gio que estava impedido. Dom Bosco seguiu o Pont\u00edfice que em prociss\u00e3o levava o Sant\u00edssimo Sacramento \u00e0 Capela Paulina para rep\u00f4-lo na urna a\u00ed preparada; acompanhou-o no balc\u00e3o vaticano do qual aben\u00e7oa Roma e o mundo; assistiu ao lava-p\u00e9s feito pelo Papa a treze sacerdotes e participou da ceia comemorativa<br \/>deles, servida pelo mesmo Vig\u00e1rio de Jesus Cristo.<br \/><br \/><strong>A b\u00ean\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Urbi et Orbi<br \/><\/em><\/strong>[\u2026] No dia 4 de abril as salvas da artilharia do\u00a0<em>Castel Sant\u2019Angelo<\/em>\u00a0anunciavam o dia de P\u00e1scoa. Pio IX desceu pelas dez horas \u00e0 Bas\u00edlica para o pontifical. Logo depois, precedido por um cortejo de bispos e cardeais, ele foi at\u00e9 a\u00a0<em>Loggia<\/em>\u00a0para a b\u00ean\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Urbi et Orbi<\/em>. Dom Bosco, com o Cardeal Marini e um bispo, ficou por um instante perto da sacada, coberta por um magn\u00edfico tecido sobre o qual foram depositadas tr\u00eas \u00e1ureas tiaras. O cardeal disse a Dom Bosco:<br \/>\u2013\u00a0<em>Observe que espet\u00e1culo!<\/em>\u00a0Dom Bosco olhava at\u00f4nito para a pra\u00e7a. Uma multid\u00e3o<br \/>de 200 mil pessoas se aglomerava com o rosto voltado para a\u00a0<em>Loggia<\/em>. Os tetos, as janelas, os terra\u00e7os de todas as casas estavam ocupados. O Ex\u00e9rcito franc\u00eas ocupava uma parte do espa\u00e7o entre o obelisco e a escadaria de S\u00e3o Pedro. Os batalh\u00f5es da infantaria pontif\u00edcia estavam enfileirados \u00e0 direita e \u00e0 esquerda. Atr\u00e1s, a cavalaria e a artilharia. Milhares de carruagens estavam paradas nas duas alas da pra\u00e7a, perto dos p\u00f3rticos de Bernini, e ao fundo perto das casas. Especialmente sobre aquelas alugadas estavam em p\u00e9 grupos de pessoas que pareciam dominar a pra\u00e7a. Era um vozear clamoroso, um pisoteio de cavalos, uma confus\u00e3o incr\u00edvel. Ningu\u00e9m pode fazer ideia de tal espet\u00e1culo.<br \/><br \/><strong>Encurralado\u00a0\u00a0<br \/><\/strong>Dom Bosco, que deixara o Papa na Bas\u00edlica no ato da venera\u00e7\u00e3o das insignes rel\u00edquias expostas, pensava que ele demoraria a chegar. Absorto em contemplar tanta gente de todas as na\u00e7\u00f5es, n\u00e3o percebeu a chegada do papa sentado na cadeira gestat\u00f3ria. Encontrou-se, ent\u00e3o, numa posi\u00e7\u00e3o dif\u00edcil; apertado entre a cadeira e a balaustrada, apenas podia mexer-se; tudo ao redor da cadeira estava ocupado por cardeais, bispos, cerimoni\u00e1rios e sedi\u00e1rios, de tal maneira que n\u00e3o via espa\u00e7o para sair dali. Voltar o olhar para o Papa era inconveniente; dar-lhe os ombros, falta de educa\u00e7\u00e3o; permanecer no centro do balc\u00e3o, uma coisa rid\u00edcula. N\u00e3o podendo fazer melhor, voltou-se de lado; ent\u00e3o, a ponta de um p\u00e9 do Papa pousou sobre seu ombro.<br \/><br \/>Nesse interim, um sil\u00eancio solene reinou na pra\u00e7a de modo que se podia ouvir o zumbido de uma mosca voando. Os pr\u00f3prios cavalos estavam im\u00f3veis. Dom Bosco, por nada perturbado, atento ao m\u00ednimo incidente, observou que um s\u00f3 relincho e o som de um rel\u00f3gio que batia as horas fizeram se ouvir enquanto o Papa, sentado, recitava algumas ora\u00e7\u00f5es de rito. Ele, no entanto, visto que o pavimento da\u00a0<em>Loggia<\/em>\u00a0estava ornado de folhagens e flores, curvou-se e recolheu algumas daquelas flores e as colocou entre as p\u00e1ginas do livro que tinha em m\u00e3os. Finalmente Pio IX levantou-se para aben\u00e7oar: abriu os bra\u00e7os, elevou ao c\u00e9u as m\u00e3os, estendeu-as sobre a multid\u00e3o, que inclinou a cabe\u00e7a, e a sua voz no cantar a f\u00f3rmula da b\u00ean\u00e7\u00e3o, sonora, forte, solene, se ouvia al\u00e9m da pra\u00e7a\u00a0<em>Rusticucci<\/em>\u00a0e do s\u00f3t\u00e3o do pal\u00e1cio dos escritores da\u00a0<em>Civilt\u00e0 Cattolica<\/em>.<br \/><br \/><a>A multid\u00e3o respondeu \u00e0 b\u00ean\u00e7\u00e3o do Papa com uma imensa ova\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o o Cardeal Ugolini leu em latim o Breve da indulg\u00eancia plen\u00e1ria e logo em seguida o Cardeal Marini o repetiu, mas em l\u00edngua italiana.\u00a0<\/a>Dom Bosco havia se ajoelhado, e quando se levantou, o cortejo papal j\u00e1 havia desaparecido. Todos os sinos ocavam em festa, o canh\u00e3o de\u00a0<em>Castel Sant\u2019Angelo<\/em>\u00a0ribombava, as bandas militares faziam soar suas trompetas. O cardeal Marini, acompanhado pelo caudat\u00e1rio, desceu e foi em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 sua carruagem. Assim que esta se moveu, Dom Bosco sentiu-se tomado pelo mal causado por aquele movimento que revirava seu est\u00f4mago; n\u00e3o podendo mais resistir, manifestou ao cardeal seu desconforto. Por seu conselho, subiu na caixa com o cocheiro, mas o mal-estar n\u00e3o diminuiu, ent\u00e3o desceu para caminhar a p\u00e9. Estando vestido de roxo, teria sido objeto de admira\u00e7\u00e3o ou esc\u00e1rnio se tivesse atravessado Roma assim; por isso, o secret\u00e1rio gentilmente desceu da carruagem e o acompanhou ao pal\u00e1cio [\u2026].<br \/><br \/><strong>A lembran\u00e7a do Papa<br \/><\/strong>Dom Bosco, no dia 6 de abril, voltou para uma audi\u00eancia particular com Pio IX em companhia do Cl\u00e9rigo Rua e do Te\u00f3logo Murialdo, admitido no Vaticano por gentil media\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Dom Bosco. Entraram na antessala \u00e0s 9 horas da noite e logo Dom Bosco foi chamado. O Papa apenas o viu \u00e0 sua frente e lhe disse com jeito s\u00e9rio:<br \/>\u2013\u00a0<em>Dom Bosco, aonde o senhor se meteu no dia de P\u00e1scoa na hora da b\u00ean\u00e7\u00e3o papal? Ali, na frente do Papa! E tendo o ombro sob o meu p\u00e9 como se o Pont\u00edfice tivesse necessidade de ser escorado por Dom Bosco.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Santo Padre<\/em>, respondeu Dom Bosco, tranquilo e humilde,<em>\u00a0fui pego de surpresa e pe\u00e7o-lhe perd\u00e3o se de qualquer modo o ofendi!<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>E o senhor acrescenta ainda a afronta em perguntar-me se me ofendeu?<\/em>\u00a0Dom Bosco olhou para o Papa, parecendo-lhe fict\u00edcio tal comportamento. E, de fato, um sorriso sinalizava aparecer naqueles l\u00e1bios venerandos. E o Pont\u00edfice continuou:\u00a0<em>Mas o que lhe passou na cabe\u00e7a de colher flores naquele momento?<\/em>\u00a0Precisou de toda a gravidade de Pio IX para n\u00e3o desatar a rir. [\u2026].<br \/>\u2013\u00a0<em>Beat\u00edssimo Padre,\u00a0<\/em>suplicou Dom Bosco,<em>\u00a0tenha a bondade de sugerir-me uma m\u00e1xima que eu possa repetir aos meus jovens como lembran\u00e7a sa\u00edda dos l\u00e1bios do Vig\u00e1rio de Jesus Cristo.<br \/><\/em>\u2013\u00a0<em>A presen\u00e7a de Deus!<\/em>\u00a0Respondeu o Papa.\u00a0<em>Diga aos seus jovens em meu nome que se guiem sempre com esse pensamento!\u2026 E agora n\u00e3o tem mais nada para me pedir? O senhor deseja certamente ainda alguma coisa.<br \/><\/em>\u2013\u00a0<em>Santo Padre, a Vossa Santidade se dignou conceder-me tudo quanto pedi e por agora n\u00e3o me resta mais nada sen\u00e3o agradec\u00ea-la do mais \u00edntimo do meu cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>No entanto, no entanto, o senhor deseja ainda algo.\u00a0<\/em>A essa r\u00e9plica, Dom Bosco estava l\u00e1 como suspenso sem proferir palavra, quando o Pont\u00edfice acrescentou:<br \/>\u2013\u00a0<em>E como? N\u00e3o deseja deixar alegres seus meninos, quando voltar a eles?<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Santidade, isso sim.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Ent\u00e3o, espere.\u00a0<\/em>Poucos instantes antes tinham entrado naquela sala o Te\u00f3logo Murialdo, o Cl\u00e9rigo Rua e P. Cerutti de Varazze, chanceler na C\u00faria Arquiepiscopal de G\u00eanova. Eles ficaram maravilhados com a familiaridade com que o Papa tratava Dom Bosco e do que viram naquele momento. O Papa abriu o cofre, tirou com as duas m\u00e3os um monte de moedas romanas de ouro e sem cont\u00e1-las entregou a Dom Bosco, dizendo:<br \/>\u2013\u00a0<em>Pegue e d\u00ea uma boa merenda aos seus filhinhos.<\/em>\u00a0Cada um pode imaginar a impress\u00e3o que fez em Dom Bosco esse gesto de paterna bondade de Pio IX que com grande amor se dirigia tamb\u00e9m aos eclesi\u00e1sticos sobrevindos, aben\u00e7oava os ter\u00e7os, os crucifixos e outros objetos de devo\u00e7\u00e3o que lhe apresentaram, e dava a todos uma preciosa lembran\u00e7a em medalhas.<br \/><br \/><strong>O desafio educativo de Dom Bosco<br \/><\/strong>Entre os cardeais que passou a homenagear est\u00e1 o Eminent\u00edssimo Tosti, a convite do qual dirigiu novamente algumas palavras aos jovens do Ref\u00fagio de S\u00e3o Miguel. O cardeal, satisfeito pela cortesia de Dom Bosco, sendo a hora de seu passeio, manifestou o desejo de t\u00ea-lo por companhia, e ambos sa\u00edram com a carruagem. Come\u00e7ou-se a falar do sistema mais apto para a educa\u00e7\u00e3o dos jovens. Dom Bosco estava persuadido que os alunos daquele Internato n\u00e3o tinham familiaridade com os superiores, ali\u00e1s, tinham medo deles: coisa pouco agrad\u00e1vel, sob a dire\u00e7\u00e3o de padres. Por isso dizia:<br \/>\u2013\u00a0<em>Veja, Emin\u00eancia, \u00e9 imposs\u00edvel poder educar bem os jovens se eles n\u00e3o t\u00eam confian\u00e7a nos superiores.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Mas como,<\/em>\u00a0replicou o cardeal,\u00a0<em>se pode ganhar essa confian\u00e7a?<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Procurando que eles se aproximem de n\u00f3s, evitando qualquer causa que se afastem de n\u00f3s.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>E como se pode fazer para aproxim\u00e1-los de n\u00f3s?<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Aproximando-nos deles, buscando adaptar-nos aos seus gostos, fazendo-nos semelhantes a eles. Quer fazer uma prova? Diga-me: em que ponto de Roma se pode encontrar um bom n\u00famero de meninos?<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Na \u2018iazza Termini e na Piazza del Popolo.<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Pois bem, vamos ent\u00e3o \u00e0 Piazza del Popolo.<br \/><br \/><\/em>O cardeal deu ordem ao cocheiro e foram. Assim que chegaram, Dom Bosco desceu da carruagem, e o cardeal ficou observando-o. Vendo um grupo de meninos que brincavam, Dom Bosco aproximou-se, mas os garotos fugiram. Ent\u00e3o, chamou-os com boas maneiras e eles, depois de alguma hesita\u00e7\u00e3o, retornaram. Dom Bosco lhes deu alguma coisinha, pediu not\u00edcias de suas fam\u00edlias, perguntou do que brincavam, convidou-os a retomar a brincadeira, p\u00f4s-se a comandar o divertimento deles, e ele mesmo tomou parte. Ent\u00e3o, outros jovens que estavam olhando de longe correram em grande n\u00famero dos quatro cantos da pra\u00e7a e rodearam o padre, que os acolheu amorosamente e tinha para todos uma boa palavra e um presentinho. Perguntava se fossem bons, se rezassem as ora\u00e7\u00f5es, se iam se confessar. Quando quis ir embora, eles o seguiram por um bom trecho e s\u00f3 o deixaram quando subiu na carruagem. O cardeal estava maravilhado.<br \/>\u2013\u00a0<em>Viu?<\/em><br \/>\u2013\u00a0<em>Tem raz\u00e3o!<\/em>\u00a0exclamou o cardeal [\u2026].<br \/><br \/><strong>As \u00faltimas visitas<br \/><\/strong>Suas \u00faltimas visitas foram reservadas \u00e0 Confiss\u00e3o de S\u00e3o Pedro e \u00e0s Catacumbas. Depois de ter rezado na Bas\u00edlica de S\u00e3o Sebasti\u00e3o [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Basilica+di+San+Sebastiano+Fuori+le+Mura\/@41.8558325,12.5132301,1075m\/data=!3m1!1e3!4m14!1m7!3m6!1s0x13258bfb323cadad:0x4055ba9435a345af!2sBasilica+di+San+Sebastiano+Fuori+le+Mura!8m2!3d41.8558325!4d12.5158104!16zL20vMDhzZ2po!3m5!1s0x13258bfb323cadad:0x4055ba9435a345af!8m2!3d41.8558325!4d12.5158104!16zL20vMDhzZ2po?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>basilica di S. Sebastiano<\/strong><\/a>], visto as duas das flechas que feriram o santo tribuno e a coluna na qual foi amarrado, desceu \u00e0s galerias que guardam os ossos de milhares e milhares de m\u00e1rtires e onde S\u00e3o Filipe Neri tantas noites esteve em vig\u00edlia rezando fervorosamente. Passou, depois, \u00e0s Catacumbas de S\u00e3o Calisto [<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Catacombe+di+S.+Callisto,+00179+Roma+RM\/@41.8588257,12.5100671,411m\/data=!3m1!1e3!4m15!1m8!3m7!1s0x13258a0d1b2112e7:0xd4ffb2c3e7775c02!2sCatacombe+di+S.+Callisto,+00179+Roma+RM!3b1!8m2!3d41.8589196!4d12.510658!16s%2Fg%2F11b6ydqv9p!3m5!1s0x13258a0d1b2112e7:0xd4ffb2c3e7775c02!8m2!3d41.8589196!4d12.510658!16s%2Fg%2F11b6ydqv9p?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDEwNy4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Catacombe di san Callisto<\/strong><\/a>]. A\u00ed esperava-o o Cavaleiro G. B. De Rossi, quem descobrira aquelas catacumbas e ao qual Monsenhor de\u00a0<em>San Marzano<\/em>\u00a0o tinha apresentado. Quem entra naqueles lugares experimenta uma tal como\u00e7\u00e3o que permanece inesquec\u00edvel pelo resto da vida; e Dom Bosco estava absorto em santos e doces pensamentos percorrendo aqueles subterr\u00e2neos, onde os primeiros crist\u00e3os, com a missa, as ora\u00e7\u00f5es em comum, o canto dos salmos e das profecias, a comunh\u00e3o eucar\u00edstica, o ouvir a palavra dos bispos e dos papas tinham encontrado a for\u00e7a necess\u00e1ria para o mart\u00edrio que os esperava. \u00c9 imposs\u00edvel olhar com olhos enxutos aqueles l\u00f3culos que tinham guardado os corpos ensanguentados ou queimados de tantos her\u00f3is da f\u00e9, as tumbas de quase catorze papas que tinham dado a vida para testemunhar o que ensinavam e a cripta de Santa Cec\u00edlia.<br \/><br \/>Dom Bosco observava os muitos afrescos antiqu\u00edssimos que simbolizavam Jesus Cristo e a Eucaristia; e as imagens que representavam o matrim\u00f4nio de Maria Sant\u00edssima com S\u00e3o Jos\u00e9; a Assun\u00e7\u00e3o de Maria ao c\u00e9u, a M\u00e3e de Deus com o Menino nos bra\u00e7os ou sobre os joelhos. Ele ficou encantado pelo sentimento de simplicidade que resplandece nessas imagens, nas quais a arte crist\u00e3 primitiva soubera reproduzir a beleza incompar\u00e1vel da alma e o ideal alt\u00edssimo da perfei\u00e7\u00e3o moral que se deve atribuir \u00e0 Virgem. N\u00e3o faltavam outras figuras de santos e de m\u00e1rtires. Dom Bosco saiu das catacumbas \u00e0s 6h da tarde e tinha entrado nelas \u00e0s 8h da manh\u00e3 [\u2026].<br \/><br \/><strong>Rumo a casa<br \/><\/strong>Dom Bosco, no dia 14 de abril, partia de Roma com o Cl\u00e9rigo Rua, feliz pelo lan\u00e7amento das bases da Sociedade de S\u00e3o Francisco de Sales [\u2026]. Alugou uma carruagem, fez uma breve parada no povoado de Palo e encontrou o dono perfeitamente livre das febres: a sua cura fora instant\u00e2nea. Ele nunca esqueceu o benef\u00edcio e, depois de muito tempo, por volta do ano de 1875 ou 1876, tendo ido a G\u00eanova por raz\u00f5es comerciais, quis avan\u00e7ar sua viagem at\u00e9 Turim. Informando-se e sabendo por tel\u00e9grafo que Dom Bosco estava no Orat\u00f3rio, foi at\u00e9 l\u00e1; mas Dom Bosco, naquele dia, estava almo\u00e7ando com o Sr. Carlos Occelletti. Foi logo encontr\u00e1-lo, numa felicidade sem fim. O Sr. Occelletti lembrava sempre com grande satisfa\u00e7\u00e3o a hist\u00f3ria que ouvira sobre aquela cura. Tendo chegado em Civitavecchia e feita uma visita ao Delegado Pontif\u00edcio, Dom Bosco foi ao porto para embarcar.<br \/><br \/>As ondas dessa vez estavam calmas e o tempo bom, assim Dom Bosco p\u00f4de descer em Livorno, conversar com algum amigo e visitar algumas igrejas. Retomado o mar \u00e0 noite, Rua se lembra como a barca chegasse ao porto de G\u00eanova ao surgir de uma espl\u00eandida aurora que iluminava o magn\u00edfico panorama da soberba cidade. Dom Bosco tinha acabado de p\u00f4r os p\u00e9s em terra e logo se dirigiu ao Col\u00e9gio dos\u00a0<em>Artigianelli<\/em>, onde o esperava o P. Montebruno e o Sr. Giuseppe Canale. Depois do meio-dia subiu no trem. Atravessando a cidade, teve uma grata surpresa: tocando os sinos, o\u00a0<em>Angelus<\/em>, muitas pessoas pelas ruas e pelas pra\u00e7as tiraram o chap\u00e9u, e os mesmos carregadores se levantaram de seus bancos para recitar a ora\u00e7\u00e3o. Muitas vezes ele descrevera esse espet\u00e1culo para a edifica\u00e7\u00e3o de seus alunos. Chegou em Turim no dia 16 de abril, sendo acolhido pelos jovens com tal exulta\u00e7\u00e3o e afeto que nenhum pai poderia desejar-se melhor dos pr\u00f3prios filhos.<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira vez que Dom Bosco esteve em Roma foi entre 18 de fevereiro e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":43538,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"iawp_total_views":10,"footnotes":""},"categories":[173],"tags":[2561,1749,2557,2577,2203,1827,2570,2610,1695,2228,2019],"class_list":["post-44216","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dom-bosco","tag-carisma-salesiano","tag-conselhos","tag-deus","tag-dom-bosco","tag-eventos","tag-gracas-obtidas","tag-igreja","tag-nossos-guias","tag-papa","tag-santos","tag-viagens"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44216","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44216"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44216\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44239,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44216\/revisions\/44239"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43538"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44216"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44216"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44216"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}