{"id":36373,"date":"2025-05-14T10:28:16","date_gmt":"2025-05-14T10:28:16","guid":{"rendered":"https:\/\/exciting-knuth.178-32-140-152.plesk.page\/?p=36373"},"modified":"2025-05-14T10:34:07","modified_gmt":"2025-05-14T10:34:07","slug":"novena-a-maria-auxiliadora-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/santissima-virgem-maria\/novena-a-maria-auxiliadora-2025\/","title":{"rendered":"Novena a Maria Auxiliadora 2025"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Esta novena a Maria Auxiliadora 2025 nos convida a nos redescobrirmos filhos sob o olhar materno de Maria. A cada dia, atrav\u00e9s das grandes apari\u00e7\u00f5es \u2013 de Lourdes a F\u00e1tima, de Guadalupe a Banneux \u2013 contemplamos um tra\u00e7o do seu amor: humildade, esperan\u00e7a, obedi\u00eancia, assombro, confian\u00e7a, consola\u00e7\u00e3o, justi\u00e7a, do\u00e7ura, sonho. As medita\u00e7\u00f5es do Reitor-Mor e as ora\u00e7\u00f5es dos &#8220;filhos&#8221; nos acompanham em um caminho de nove dias que abre o cora\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9 simples dos pequenos, alimenta a ora\u00e7\u00e3o e encoraja a construir, com Maria, um mundo curado e cheio de luz, para n\u00f3s e para todos aqueles que buscam esperan\u00e7a e paz.<\/em><br><br><br><strong>1\u00ba Dia<br>Ser Filhos \u2013 Humildade e f\u00e9<br><\/strong><br>Os filhos confiam, os filhos entregam-se. E uma m\u00e3e est\u00e1 sempre por perto. Tu a v\u00eas mesmo quando ela n\u00e3o se mostra.<br>E n\u00f3s, somos capazes de v\u00ea-la?<br><em>Bem-aventurado quem v\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br><br><strong>Nossa Senhora de Lurdes<br>A pequena Bernadette Soubirous<br><\/strong><em>11 de fevereiro de 1858. Eu acabara de completar 14 anos. Era uma manh\u00e3 como qualquer outra, um dia de inverno. Est\u00e1vamos com fome, como sempre. Havia uma caverna, com uma entrada escura. No sil\u00eancio, senti uma grande brisa. O arbusto moveu-se, foi sacudido por uma grande for\u00e7a. Vi, ent\u00e3o, uma jovem mulher, branca, n\u00e3o mais alta do que eu, que me cumprimentou com uma leve inclina\u00e7\u00e3o da cabe\u00e7a; ao mesmo tempo, afastou um pouco do corpo os bra\u00e7os estendidos, abrindo as m\u00e3os, como as est\u00e1tuas de Nossa Senhora; fiquei com medo. Ent\u00e3o, ocorreu-me rezar: peguei o ter\u00e7o que sempre levo comigo e comecei a rezar o ros\u00e1rio.<br><\/em><br>Maria mostra-se a sua filha Bernadette Soubirous. A ela, que n\u00e3o sabia ler nem escrever, que falava dialeto e n\u00e3o frequentava o catecismo. Uma menina pobre, alvo de bullying de todos na aldeia, no entanto mesmo assim pronta a confiar e entregar-se, como quem n\u00e3o tem nada. E nada a perder. Maria confia-lhe os seus segredos, e o faz porque confia nela. Trata-a com ternura, dirige-se a ela com gentileza, diz-lhe \u201cpor favor\u201d. E Bernadette se abandona e acredita nela, exatamente como uma crian\u00e7a faz com a pr\u00f3pria m\u00e3e. Acredita na promessa que Nossa Senhora lhe faz: <strong>de n\u00e3o a fazer feliz neste mundo, mas no outro<\/strong>. E ela se lembra dessa promessa por toda a vida. Uma promessa que lhe permitir\u00e1 enfrentar todas as dificuldades de cabe\u00e7a erguida, com for\u00e7a e determina\u00e7\u00e3o, fazendo o que Nossa Senhora lhe pediu: rezar, rezar sempre por todos n\u00f3s, pecadores. Ela tamb\u00e9m promete: guarda os segredos de Maria e d\u00e1 voz ao seu pedido de um Santu\u00e1rio no local da apari\u00e7\u00e3o. E, no momento da morte, Bernadette sorri, recordando o rosto de Maria, seu olhar terno, seus sil\u00eancios, suas poucas, mas intensas palavras e, sobretudo, aquela promessa. E se sente filha, filha de uma M\u00e3e que cumpre as suas promessas.<br><br><strong>Maria, M\u00e3e que promete<br><\/strong>Tu, que prometeste ser m\u00e3e da humanidade, ficaste ao lado dos teus filhos, a come\u00e7ar pelos pequenos e mais pobres. A eles te aproximaste, a eles te manifestaste.<br><strong>Tem f\u00e9: Maria se mostra tamb\u00e9m a n\u00f3s se soubermos despojar-nos de tudo.<br><\/strong><br><strong>Interven\u00e7\u00e3o do Reitor-Mor<br><\/strong><em>Maria Sant\u00edssima, humildade e f\u00e9<br><\/em><br>Podemos dizer que a Bem-Aventurada Virgem Maria \u00e9 para n\u00f3s um farol de humildade e de f\u00e9 que acompanha o nosso tempo, acompanha a nossa vida, acompanha a experi\u00eancia de todos e de cada um de n\u00f3s. N\u00e3o esque\u00e7amos, por\u00e9m, que a humildade de Maria n\u00e3o \u00e9, antes de qualquer coisa, uma simples mod\u00e9stia exterior, n\u00e3o \u00e9 uma fachada, mas sim uma profunda consci\u00eancia da sua pequenez diante da grandeza de Deus.<br><br>O seu \u201csim, eis aqui a serva do Senhor\u201d, que ela pronunciou diante do anjo, \u00e9 um ato de humildade, n\u00e3o de presun\u00e7\u00e3o; \u00e9 um abandono confiante de quem se reconhece instrumento nas m\u00e3os de Deus. Maria n\u00e3o busca reconhecimento, Maria busca simplesmente ser serva, colocando-se silenciosamente em \u00faltimo lugar, com humildade, com simplicidade que nos desarma. Esta humildade, uma humildade radical, \u00e9 a chave que abriu o cora\u00e7\u00e3o de Maria \u00e0 Gra\u00e7a Divina, permitindo que o Verbo de Deus, com a sua grandeza, com a sua imensid\u00e3o, se encarnasse no seu seio humano.<br><br>Eis que Maria nos ensina a sermos como somos, com a nossa humildade, sem orgulho, sem depender da nossa autoridade, da nossa autorrefer\u00eancia, colocando-nos livremente diante de Deus para que possamos colher com plena liberdade e disponibilidade, como o fez Maria, o amor divino e viver a Sua vontade. Eis o segundo ponto, eis a f\u00e9 de Maria. A humildade de serva a coloca em um caminho constante de ades\u00e3o incondicional ao projeto de Deus, mesmo nos momentos mais obscuros e incompreens\u00edveis, o que significa enfrentar com coragem a pobreza da sua experi\u00eancia na gruta de Bel\u00e9m, a fuga para o Egito, a vida escondida em Nazar\u00e9, mas sobretudo aos p\u00e9s da cruz, onde a f\u00e9 de Maria atinge o seu \u00e1pice.<br><br>Sob a cruz, com um cora\u00e7\u00e3o trespassado pela dor, Maria n\u00e3o vacila, Maria n\u00e3o cai, Maria cr\u00ea na promessa. Sua f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 um sentimento passageiro, mas uma rocha s\u00f3lida sobre a qual se fundamenta a esperan\u00e7a da humanidade, a nossa esperan\u00e7a. A humildade e a f\u00e9 em Maria est\u00e3o intrinsicamente ligadas.<br><br>Deixemos que esta humildade de Maria ilumine a nossa humanidade para que tamb\u00e9m a f\u00e9 possa brotar em n\u00f3s, para que, reconhecendo a nossa pequenez diante de Deus, n\u00e3o nos sintamos abandonados por sermos pequenos, n\u00e3o nos deixemos vencer pelas presun\u00e7\u00f5es, mas nos coloquemos ali, como Maria, com uma atitude de grande liberdade, com uma atitude de grande disponibilidade, reconhecendo a nossa depend\u00eancia de Deus, vivamos com Deus na simplicidade, mas ao mesmo tempo na grandeza. Assim, Maria nos exorta a cultivar uma f\u00e9 serena e firme, capaz de superar as prova\u00e7\u00f5es e confiar na promessa de Deus. Contemplemos a figura de Maria, humilde e fiel, para que tamb\u00e9m n\u00f3s possamos dizer generosamente o nosso \u201csim\u201d, como ela o fez.<br><br><strong>E n\u00f3s, somos capazes de acolher as suas promessas de amor com o olhar de uma crian\u00e7a?<br><\/strong><br><strong>Ora\u00e7\u00e3o de um filho infiel<br><\/strong>Maria, tu que te revelas a quem sabe ver\u2026<br>torna puro o meu cora\u00e7\u00e3o.<br>Torna-me humilde, pequeno, capaz de perder-me no teu abra\u00e7o de m\u00e3e.<br>Ajuda-me a redescobrir a import\u00e2ncia do papel de filho e guia os meus passos.<br>Tu prometes, eu prometo, num pacto que s\u00f3 m\u00e3e e filho podem fazer.<br>Eu cairei, m\u00e3e, tu o sabes.<br>Nem sempre cumprirei as minhas promessas.<br>Nem sempre confiarei.<br>Nem sempre conseguirei te ver.<br>Mas tu, permanece presente, em sil\u00eancio, com o teu sorriso, os bra\u00e7os estendidos e as m\u00e3os abertas.<br>E eu pegarei o ter\u00e7o e rezarei contigo por todos os filhos como eu.<br><br>Ave Maria\u2026<br><em>Bem-aventurado quem v\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br><br><br><strong>2\u00ba Dia<br>Ser Filhos \u2013 Simplicidade e esperan\u00e7a<br><\/strong><br>Os filhos confiam, os filhos entregam-se. E uma m\u00e3e est\u00e1 sempre por perto. Tu a v\u00eas mesmo quando ela n\u00e3o se mostra.<br>E n\u00f3s, somos capazes de v\u00ea-la?<br><em>Bem-aventurado quem v\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br><br><strong>Nossa Senhora de F\u00e1tima<br>Os pequenos pastorinhos na Cova da Iria<br><\/strong><em>Na Cova da Iria, por volta das 13h, o c\u00e9u se abre e o sol aparece. De repente, por volta das 13h30, acontece o improv\u00e1vel: diante de uma multid\u00e3o admirada, ocorre o milagre mais espetacular, grandioso e incr\u00edvel j\u00e1 visto desde os tempos b\u00edblicos. O sol inicia uma dan\u00e7a fren\u00e9tica e assustadora que durar\u00e1 mais de dez minutos. Um tempo longu\u00edssimo.<br><\/em><br>Tr\u00eas pastorinhos, humildes e felizes, testemunham e espalham o milagre que abala milh\u00f5es de pessoas. Ningu\u00e9m consegue explicar, dos cientistas aos homens de f\u00e9. No entanto, tr\u00eas crian\u00e7as viram Maria, ouviram a sua mensagem. E acreditam, acreditam nas palavras daquela mulher que apareceu e pediu-lhes para voltarem \u00e0 Cova da Iria todo dia 13 do m\u00eas. N\u00e3o precisam de explica\u00e7\u00f5es, pois depositam toda a sua esperan\u00e7a nas palavras repetidas de Maria. Uma esperan\u00e7a dif\u00edcil de manter viva, que teria assustado qualquer crian\u00e7a: Nossa Senhora revela a L\u00facia, Jacinta e Francisco sofrimentos e conflitos mundiais. Mas eles n\u00e3o t\u00eam d\u00favidas: quem confia na prote\u00e7\u00e3o de Maria, m\u00e3e protetora, pode enfrentar tudo. E sabem disso muito bem, sentiram na pr\u00f3pria pele ao arriscar serem mortos para n\u00e3o trair a palavra dada \u00e0 m\u00e3e celeste. Os tr\u00eas pastorinhos estavam prontos para o mart\u00edrio, presos e amea\u00e7ados diante de um caldeir\u00e3o de \u00f3leo fervente.<br>Tinham medo:<br><em>\u00abPor que temos que morrer sem abra\u00e7ar os nossos pais? Eu queria tanto ver a minha m\u00e3e\u00bb.<br><\/em>Mesmo assim, decidiram continuar a ter esperan\u00e7a, a acreditar num amor maior do que eles:<br><em>\u00abN\u00e3o tenhais medo. Ofere\u00e7amos este sacrif\u00edcio pela convers\u00e3o dos pecadores. Pior seria se Nossa Senhora n\u00e3o voltasse mais\u00bb.<br>\u00abPor que n\u00e3o rezamos o Ter\u00e7o?\u00bb.<br><\/em><strong>Uma m\u00e3e jamais ignora o clamor dos filhos. E nela os filhos depositam esperan\u00e7a.<br>Maria, M\u00e3e que protege, permaneceu ao lado dos seus tr\u00eas filhos de F\u00e1tima e os salvou, fazendo com que permanecessem vivos.<\/strong> E hoje ainda protege todos os seus filhos no mundo que peregrinam at\u00e9 o santu\u00e1rio de Nossa Senhora de F\u00e1tima.<br><br><strong>Maria, M\u00e3e que protege<br><\/strong>Tu, que cuidas da humanidade desde o momento da Anuncia\u00e7\u00e3o, continuas ao lado dos teus filhos mais humildes e cheios de esperan\u00e7a. Deles te aproximaste, a eles te manifestaste.<br><strong>Deposita a tua esperan\u00e7a em Maria: ela saber\u00e1 proteger-te.<br><\/strong><br><strong>Interven\u00e7\u00e3o do Reitor-Mor<br><\/strong><em>Maria Sant\u00edssima, esperan\u00e7a e renova\u00e7\u00e3o<br><\/em><br>A Bem-Aventurada Virgem Maria \u00e9 a aurora da esperan\u00e7a, fonte inesgot\u00e1vel de renova\u00e7\u00e3o.<br>Contemplar a figura de Maria \u00e9 como voltar o olhar para um horizonte luminoso, um convite constante a crer num futuro cheio de Gra\u00e7a. E esta Gra\u00e7a \u00e9 transformadora. Maria \u00e9 a personifica\u00e7\u00e3o da esperan\u00e7a crist\u00e3 em a\u00e7\u00e3o. A sua f\u00e9 inabal\u00e1vel perante as prova\u00e7\u00f5es, a sua perseveran\u00e7a em seguir Jesus at\u00e9 \u00e0 cruz, a sua confiante expectativa da ressurrei\u00e7\u00e3o s\u00e3o as coisas mais importantes. Para n\u00f3s, s\u00e3o um farol de esperan\u00e7a para toda a humanidade.<br><br>Em Maria vemos como a certeza \u00e9, por assim dizer, a confirma\u00e7\u00e3o da promessa de um Deus que nunca falha em cumprir a sua palavra. Que a dor, o sofrimento, a escurid\u00e3o n\u00e3o t\u00eam a \u00faltima palavra. Que a morte \u00e9 vencida pela vida.<br><br>Maria \u00e9 a esperan\u00e7a! Ela \u00e9 a estrela da manh\u00e3 que anuncia a vinda do sol da justi\u00e7a. Recorrer a Ela significa confiar as nossas expectativas, as nossas aspira\u00e7\u00f5es a um cora\u00e7\u00e3o materno que as apresenta amorosamente ao seu Filho Ressuscitado. De alguma forma, a nossa esperan\u00e7a \u00e9 sustentada pela esperan\u00e7a de Maria. E se h\u00e1 esperan\u00e7a, as coisas n\u00e3o permanecem como antes; h\u00e1 renova\u00e7\u00e3o! A renova\u00e7\u00e3o da vida. Ao acolher o Verbo encarnado, Maria tornou poss\u00edvel crer na esperan\u00e7a e na promessa de Deus. Ela tornou poss\u00edvel uma nova cria\u00e7\u00e3o, um novo come\u00e7o.<br>A maternidade espiritual de Maria continua a nos gerar na f\u00e9, acompanhando-nos no nosso caminho de crescimento e transforma\u00e7\u00e3o interior.<br><br>Pe\u00e7amos \u00e0 Sant\u00edssima Maria a gra\u00e7a necess\u00e1ria para que esta esperan\u00e7a que vemos realizada nela renove os nossos cora\u00e7\u00f5es, cure as nossas feridas, fa\u00e7a-nos ultrapassar o v\u00e9u da negatividade para empreender um caminho de santidade, um caminho de proximidade com Deus. Pe\u00e7amos a Maria, a mulher que est\u00e1 com os ap\u00f3stolos na ora\u00e7\u00e3o, que nos ajude hoje, fi\u00e9is e comunidades crist\u00e3s, para que sejamos sustentados na f\u00e9 e abertos aos dons do Esp\u00edrito, para que a face da terra seja renovada. Maria nos exorta a nunca nos resignarmos ao pecado e \u00e0 mediocridade, mas, cheios de esperan\u00e7a nela realizada, desejamos ardentemente uma nova vida em Cristo. Que Maria continue sendo para n\u00f3s modelo e apoio para continuarmos sempre a acreditar na possibilidade de um novo come\u00e7o, de um renascimento interior que nos conforme cada vez mais \u00e0 imagem de seu filho Jesus.<br><br><strong>E n\u00f3s, somos capazes de confiar nela e nos deixarmos proteger com os olhos de uma crian\u00e7a?<br><\/strong><br><strong>Ora\u00e7\u00e3o de um filho desanimado<br><\/strong>Maria, tu que te revelas a quem sabe ver\u2026<br>torna o meu cora\u00e7\u00e3o simples e cheio de esperan\u00e7a.<br>Eu confio em ti: protege-me em todas as situa\u00e7\u00f5es.<br>Entrego-me a ti: protege-me em todas as situa\u00e7\u00f5es.<br>Eu escuto a tua palavra: protege-me em toda as situa\u00e7\u00f5es.<br>D\u00e1-me a capacidade de crer no imposs\u00edvel e de fazer tudo o que est\u00e1 ao meu alcance<br>para levar o teu amor, a tua mensagem de esperan\u00e7a e a tua prote\u00e7\u00e3o ao mundo inteiro.<br>Pe\u00e7o-te, minha M\u00e3e, protege toda a humanidade, mesmo aquela que ainda n\u00e3o te reconhece.<br><br>Ave Maria\u2026<br><em>Bem-aventurado quem v\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br><br><br><strong>3\u00ba Dia<br>Ser Filho \u2013 Obedi\u00eancia e dedica\u00e7\u00e3o<br><\/strong><br>Os filhos confiam, os filhos entregam-se. E uma m\u00e3e est\u00e1 sempre por perto. Tu a v\u00eas mesmo quando ela n\u00e3o se mostra.<br>E n\u00f3s, somos capazes de v\u00ea-la?<br><em>Bem-aventurado quem v\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br><br><strong>Nossa Senhora de Guadalupe<br>O jovem Juan Diego<br><\/strong><em>\u00abJuan Diego\u00bb, disse a Senhora, \u00abpequeno e preferido entre os meus filhos&#8230;\u00bb. Juan ficou de p\u00e9 num salto.<br>\u00abAonde vais, Juanito?\u00bb, perguntou a Senhora.<br>Juan Diego respondeu com a maior educa\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. Disse \u00e0 Senhora que ia \u00e0 igreja de Santiago para assistir \u00e0 Missa em honra \u00e0 M\u00e3e de Deus.<br>\u00abMeu filho amado\u00bb, disse a Senhora, \u00absou eu a M\u00e3e de Deus, e quero que me escutes com aten\u00e7\u00e3o. Tenho uma mensagem muito importante para ti. Desejo que me construam uma igreja neste lugar, de onde poderei mostrar o meu amor ao teu povo\u00bb.<br><\/em><br>Um di\u00e1logo doce, simples e terno, como o de uma m\u00e3e com seu filho. E Juan Diego obedeceu: foi at\u00e9 o bispo para relatar o que tinha visto, mas este n\u00e3o lhe deu cr\u00e9dito. Ent\u00e3o, o jovem voltou at\u00e9 Maria e explicou-lhe o que tinha acontecido. Nossa Senhora deu-lhe outra mensagem e exortou-o a tentar novamente, de novo e de novo. Juan Diego obedecia, n\u00e3o se dava por vencido: cumpriria a tarefa que a M\u00e3e celeste estava a confiar-lhe. Certo dia, por\u00e9m, absorvido pelos problemas da vida, estava prestes a faltar ao encontro com Nossa Senhora: seu tio estava morrendo. <strong>\u00abAcreditas mesmo que eu me esqueceria de quem amo tanto?\u00bb Maria curou o seu tio, enquanto Juan Diego obedecia mais uma vez:<\/strong><br><em>\u00abMeu amado filho\u00bb, disse a Senhora, \u00absobe ao topo da colina onde nos encontramos pela primeira vez. Corta e colhe as rosas que l\u00e1 encontrares. Coloque-as na tua tilma e traga-as at\u00e9 aqui. Eu lhe direi o que deves fazer e dizer\u00bb. Mesmo sabendo que naquela colina n\u00e3o cresciam rosas, e certamente n\u00e3o no inverno, Juan correu at\u00e9 o topo. E l\u00e1 estava o jardim mais lindo que j\u00e1 vira. Rosas de Castela, ainda brilhantes de orvalho, estendiam-se a perder de vista. Ele cortou delicadamente os bot\u00f5es mais bonitos com sua faca de pedra, encheu o seu manto com eles e voltou rapidamente at\u00e9 onde a Senhora o esperava. A Senhora pegou as rosas e as arrumou novamente na tilma de Juan. Depois, amarrou-a atr\u00e1s do seu pesco\u00e7o e disse: \u00abEste \u00e9 o sinal que o bispo quer. R\u00e1pido, vai at\u00e9 ele e n\u00e3o pares pelo caminho\u00bb.<br><\/em><br>No manto aparecera a imagem de Nossa Senhora e, \u00e0 vista de tal milagre, o bispo se convenceu. E hoje o Santu\u00e1rio de Nossa Senhora de Guadalupe ainda conserva o manto milagroso.<br><br><strong>Maria, M\u00e3e que n\u00e3o se esquece<br><\/strong>Tu, que n\u00e3o esqueces nenhum dos teus filhos, n\u00e3o deixas ningu\u00e9m para tr\u00e1s, olhaste para os jovens que depositaram em ti as suas esperan\u00e7as. Deles te aproximaste, a eles te manifestaste.<br><strong>Obedece mesmo quando n\u00e3o compreendes: uma m\u00e3e n\u00e3o se esquece, uma m\u00e3e n\u00e3o abandona.<br><\/strong><br><strong>Interven\u00e7\u00e3o do Reitor-Mor<br><\/strong><em>Maria Sant\u00edssima, maternidade e compaix\u00e3o<\/em><br><br>A maternidade de Maria n\u00e3o se limita ao seu \u201csim\u201d que tornou poss\u00edvel a encarna\u00e7\u00e3o do Filho de Deus. Certamente, aquele momento \u00e9 o fundamento de tudo, mas a sua maternidade \u00e9 uma atitude constante, um modo de ser para n\u00f3s, de nos relacionarmos com toda a humanidade.<br>Na cruz, Jesus confia Jo\u00e3o a ela com as palavras: \u201cMulher, eis a\u00ed o teu filho\u201d, estendendo simbolicamente a sua maternidade a todos os fi\u00e9is de todos os tempos.<br>Maria torna-se assim a m\u00e3e da Igreja, a m\u00e3e espiritual de cada um de n\u00f3s.<br><br>Vejamos, ent\u00e3o, como esta maternidade se manifesta num cuidado terno e atencioso, numa aten\u00e7\u00e3o constante \u00e0s necessidades dos seus filhos e num profundo desejo pelo seu bem. Maria acolhe-nos, nutre-nos com a sua express\u00e3o de fidelidade, protege-nos sob o seu manto. A maternidade de Maria \u00e9 um dom imenso que nos aproxima dela; sentimos sua presen\u00e7a amorosa que nos acompanha a cada momento.<br><br>Portanto, a compaix\u00e3o de Maria \u00e9 a consequ\u00eancia natural da sua maternidade. Compaix\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 somente um sentimento superficial de piedade, mas uma profunda participa\u00e7\u00e3o na dor dos outros, um &#8220;sofrer com&#8221;. Vemo-la manifestada de forma tocante durante a paix\u00e3o de seu filho. E da mesma forma que Maria n\u00e3o permanece indiferente \u00e0 nossa dor, ela intercede por n\u00f3s, nos consola, nos oferece sua ajuda maternal.<br><br>O cora\u00e7\u00e3o de Maria se torna um ref\u00fagio seguro onde podemos depositar nossas fadigas, encontrar conforto e esperan\u00e7a. Maternidade e compaix\u00e3o em Maria tornam-se, por assim dizer, dois lados da mesma experi\u00eancia humana em nosso favor, duas express\u00f5es de seu infinito amor a Deus e \u00e0 humanidade.<br>Sua compaix\u00e3o \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o concreta de seu ser m\u00e3e, compaix\u00e3o como consequ\u00eancia da maternidade. Contemplar Maria, ent\u00e3o, como m\u00e3e, abre nossos cora\u00e7\u00f5es \u00e0 esperan\u00e7a de que nela encontramos uma experi\u00eancia verdadeiramente completa. M\u00e3e Celeste que nos ama.<br>Pedimos a Maria que nos fa\u00e7a v\u00ea-la como modelo de humanidade aut\u00eantica, de uma maternidade capaz de \u201csentir com\u201d, capaz de amar, capaz de sofrer com os outros, seguindo o exemplo do seu filho Jesus, que sofreu e morreu na cruz por nosso amor.<br><br><strong>E n\u00f3s, temos certeza de que uma m\u00e3e n\u00e3o se esquece, com a mesma certeza das crian\u00e7as?<br><\/strong><br><strong>Ora\u00e7\u00e3o de um filho perdido<br><\/strong>Maria, tu que te revelas a quem sabe ver\u2026<br>torna o meu cora\u00e7\u00e3o obediente.<br>Quando n\u00e3o te escuto, pe\u00e7o-te, insiste.<br>Quando n\u00e3o retorno, pe\u00e7o-te, vem buscar-me.<br>Quando n\u00e3o me perdoo, pe\u00e7o-te, ensina-me a indulg\u00eancia.<br>Porque n\u00f3s homens nos perdemos e nos perderemos sempre,<br>mas tu n\u00e3o te esque\u00e7as de n\u00f3s, teus filhos errantes.<br>Vem buscar-nos, vem pegar-nos pela m\u00e3o.<br>N\u00e3o queremos e n\u00e3o podemos ficar sozinhos aqui.<br><br>Ave Maria\u2026<br><em>Bem-aventurado quem v\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br><br><br><strong>4\u00ba Dia<br>Ser Filhos \u2013 Admira\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o<br><\/strong><br>Os filhos confiam, os filhos entregam-se. E uma m\u00e3e est\u00e1 sempre por perto. Tu a v\u00eas mesmo quando ela n\u00e3o se mostra.<br>E n\u00f3s, somos capazes de v\u00ea-la?<br><em>Bem-aventurado quem v\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br><br><strong>Nossa Senhora de la Salette<br>Os pequenos Mel\u00e2nia e Maximino de La Salette<br><\/strong>S\u00e1bado, 19 de setembro de 1846, os dois pastorinhos subiram logo cedo as encostas do monte Planeau, acima do vilarejo de La Salette, cada um levando quatro vacas para pastar. No meio do caminho, perto de uma pequena fonte, Mel\u00e2nia foi a primeira a ver, sobre um monte de pedras, um globo de fogo \u00abcomo se o sol tivesse ca\u00eddo ali\u00bb e mostrou-o a Maximino. Daquela esfera luminosa come\u00e7ou a surgir uma mulher, sentada com a cabe\u00e7a entre as m\u00e3os, os cotovelos sobre os joelhos, profundamente triste. Diante do espanto deles, a Senhora levantou-se e, com uma doce voz, em franc\u00eas, disse-lhes: \u00abAproximai-vos, meus filhos, n\u00e3o tenhais medo, estou aqui para anunciar-vos uma grande not\u00edcia\u00bb. Encorajados, os meninos se aproximaram e viram que a figura estava chorando.<br><br>A m\u00e3e anuncia uma grande not\u00edcia aos seus filhos, e o faz chorando. Mesmo assim, os meninos n\u00e3o estranham o seu choro. Escutam no mais terno dos momentos entre m\u00e3e e filhos. Porque as m\u00e3es tamb\u00e9m \u00e0s vezes se preocupam, porque as m\u00e3es tamb\u00e9m confiam aos filhos os seus sentimentos, pensamentos e reflex\u00f5es. E Maria confia aos dois pastorinhos, pobres e carentes de afeto, uma grande mensagem: \u00abEstou preocupada com a humanidade, estou preocupada convosco, meus filhos, que estais se afastando de Deus. E a vida longe de Deus \u00e9 uma vida complicada, dif\u00edcil, feita de sofrimentos\u00bb. \u00c9 por isso que ela chora. Chora como qualquer m\u00e3e que anuncia aos seus filhos menores e mais puros uma mensagem t\u00e3o surpreendente quanto grandiosa. Uma mensagem a ser anunciada a todos, a ser levada ao mundo.<br><strong>E eles o far\u00e3o, porque n\u00e3o podem guardar para si um momento t\u00e3o belo: a express\u00e3o do amor da m\u00e3e pelos seus filhos precisa ser anunciada a todos.<\/strong> O Santu\u00e1rio de Nossa Senhora de La Salette, que se ergue no local das apari\u00e7\u00f5es, fundamenta-se na revela\u00e7\u00e3o da dor de Maria diante do peregrinar de seus filhos pecadores.<br><br><strong>Maria, M\u00e3e que anuncia\/que narra<br><\/strong>Tu, que te entregas completamente aos teus filhos, a ponto de n\u00e3o ter medo de lhes contar sobre ti, tocaste o cora\u00e7\u00e3o dos teus menores filhos, capazes de refletir sobre as tuas palavras e acolh\u00ea-las com assombro. Deles te aproximaste, a eles te manifestaste.<br><strong>Maravilha-te com as palavras de uma m\u00e3e: elas sempre ser\u00e3o as mais aut\u00eanticas.<br><\/strong><br><strong>Interven\u00e7\u00e3o do Reitor-Mor<br><\/strong><em>Maria Sant\u00edssima, amor e miseric\u00f3rdia<\/em><br><br>Sentimos estas duas dimens\u00f5es de Maria? Maria \u00e9 a mulher com um cora\u00e7\u00e3o transbordante de amor, cuidado e miseric\u00f3rdia. Sentimo-la como um porto seguro, um ref\u00fagio seguro quando atravessamos momentos de dificuldade ou de prova\u00e7\u00e3o.<br>Contemplar a imagem de Maria \u00e9 como mergulhar num oceano de ternura, de compaix\u00e3o. Sentimo-nos envolvidos por um ambiente, por uma atmosfera inesgot\u00e1vel de conforto e esperan\u00e7a. O amor de Maria \u00e9 um amor materno que abra\u00e7a toda a humanidade, porque \u00e9 um amor que tem as suas ra\u00edzes no seu \u201csim\u201d incondicional ao des\u00edgnio de Deus.<br><br>Maria, ao acolher o seu Filho no seu ventre, acolheu o amor de Deus. Consequentemente, o seu amor n\u00e3o conhece fronteiras nem distin\u00e7\u00f5es, inclina-se sobre as fragilidades e mis\u00e9rias humanas, com infinita delicadeza. Vemos este amor manifestado na sua aten\u00e7\u00e3o a Isabel, na sua intercess\u00e3o nas bodas de Can\u00e1, na sua presen\u00e7a silenciosa e extraordin\u00e1ria aos p\u00e9s da cruz.<br>O amor de Maria, este amor materno, \u00e9 um reflexo do pr\u00f3prio amor de Deus, um amor que se aproxima, que consola, que perdoa, que nunca se cansa, que nunca acaba. Maria nos ensina que amar significa entregar-se completamente, estar perto de quem sofre, compartilhar as alegrias e as tristezas dos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s com a mesma generosidade e a mesma dedica\u00e7\u00e3o que animavam o seu cora\u00e7\u00e3o. Amor-miseric\u00f3rdia.<br><br>A miseric\u00f3rdia torna-se ent\u00e3o a consequ\u00eancia natural do amor de Maria, uma compaix\u00e3o, podemos dizer visceral, diante do sofrimento da humanidade, do mundo. Olhamos para Maria, contemplamo-la, encontramo-la com o seu olhar materno e sentimo-lo repousar sobre as nossas fraquezas, sobre os nossos pecados, sobre a nossa vulnerabilidade, sem agressividade, mas com infinita do\u00e7ura. Ela tem um cora\u00e7\u00e3o imaculado, sens\u00edvel ao grito de dor.<br>Maria \u00e9 uma m\u00e3e que n\u00e3o julga, n\u00e3o condena, mas acolhe, consola, perdoa. Sentimos a miseric\u00f3rdia de Maria como um b\u00e1lsamo para as feridas da alma, um abra\u00e7o que aquece o cora\u00e7\u00e3o. Maria nos lembra que Deus \u00e9 rico em miseric\u00f3rdia e que Ele nunca se cansa de perdoar aqueles que se voltam para Ele com um cora\u00e7\u00e3o contrito, sereno, aberto e dispon\u00edvel.<br><br>O amor e a miseric\u00f3rdia em Maria Sant\u00edssima se fundem em um abra\u00e7o que envolve toda a humanidade. Pe\u00e7amos a Maria que nos ajude a abrir nossos cora\u00e7\u00f5es ao amor de Deus, como ela fez, para que esse amor permeie nossos cora\u00e7\u00f5es, especialmente quando nos sentimos mais necessitados, mais sob o peso das prova\u00e7\u00f5es e das dificuldades. Em Maria, encontramos uma m\u00e3e muito terna e poderosa, pronta para nos acolher em seu amor e interceder por nossa salva\u00e7\u00e3o.<br><br><strong>E n\u00f3s, ser\u00e1 que ainda conseguimos maravilhar-nos como uma crian\u00e7a diante do amor de m\u00e3e?<br><\/strong><br><strong>Ora\u00e7\u00e3o de um filho distante<br><\/strong>Maria, tu que te revelas a quem sabe ver\u2026<br>torna o meu cora\u00e7\u00e3o capaz de compaix\u00e3o e convers\u00e3o.<br>No sil\u00eancio, eu te reencontro.<br>Na ora\u00e7\u00e3o, eu te escuto.<br>Na reflex\u00e3o, eu te descubro.<br>E diante das tuas palavras de amor, M\u00e3e, fico admirado<br>e descubro a for\u00e7a da tua liga\u00e7\u00e3o com a humanidade.<br>Longe de ti, quem me d\u00e1 a m\u00e3o nos momentos de dificuldade?<br>Longe de ti, quem me conforta no meu pranto?<br>Longe de ti, quem me aconselha quando estou pegando o caminho errado?<br>Eu retorno a ti, na unidade.<br><br>Ave Maria\u2026<br><em>Bem-aventurado quem v\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br><br><br><strong>5\u00ba Dia<br>Ser Filhos \u2013 Confian\u00e7a e ora\u00e7\u00e3o<br><\/strong><br>Os filhos confiam, os filhos entregam-se. E uma m\u00e3e est\u00e1 sempre por perto. Tu a v\u00eas mesmo quando ela n\u00e3o se mostra.<br>E n\u00f3s, somos capazes de v\u00ea-la?<br><em>Bem-aventurado quem v\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br><br><strong>A medalha de Catarina<br>A pequena Catarina Labour\u00e9<br><\/strong><em>Na noite de 18 de julho de 1830, por volta das 23h30, ela ouviu chamarem o seu nome. Era um menino que lhe dizia: \u00abLevanta-te e vem comigo\u00bb. Catarina seguiu-o. Todas as luzes estavam acesas. A porta da capela abriu-se assim que o menino a tocou com a ponta dos dedos. Catarina ajoelhou-se.<br>\u00c0 meia-noite, Nossa Senhora chegou, sentou-se na poltrona que havia ao lado do altar. \u00abEnt\u00e3o, pulei para perto dela, aos seus p\u00e9s, nos degraus do altar, e coloquei minhas m\u00e3os sobre seus joelhos\u00bb, contou Catarina. \u00abFiquei assim n\u00e3o sei por quanto tempo. Pareceu-me o momento mais doce da minha vida&#8230;\u00bb.<br>\u00abDeus quer confiar-lhe uma miss\u00e3o\u00bb, disse a Virgem a Catarina.<br><\/em><br>Catarina, \u00f3rf\u00e3 aos 9 anos, n\u00e3o se conformava em viver sem a m\u00e3e. E aproxima-se da M\u00e3e do C\u00e9u. Nossa Senhora, que a observava de longe, jamais a abandonaria. Pelo contr\u00e1rio, tinha grandes projetos para ela. Ela, uma filha atenta e amorosa, teria uma grande miss\u00e3o: viver uma vida crist\u00e3 aut\u00eantica, uma rela\u00e7\u00e3o pessoal forte e s\u00f3lido com Deus. Maria acredita no potencial da sua filha e confia-lhe a Medalha Milagrosa, capaz de interceder e alcan\u00e7ar gra\u00e7as e milagres. Uma miss\u00e3o importante, uma mensagem dif\u00edcil.<br><strong>Contudo, Catarina n\u00e3o desanima, confia em sua M\u00e3ezinha do C\u00e9u e sabe que jamais ser\u00e1 abandonar\u00e1 por ela.<br><\/strong><br><strong>Maria, M\u00e3e que d\u00e1 confian\u00e7a<br><\/strong>Tu, que confias nos teus filhos e lhes entregas miss\u00f5es e mensagens,<br>acompanha-os no seu caminho com uma presen\u00e7a discreta, permanecendo ao lado de todos, mas sobretudo daqueles que viveram grandes dores.<br>A eles te aproximaste, a eles te manifestaste.<br><strong>Confia: a m\u00e3e sempre te confiar\u00e1 apenas tarefas que conseguir\u00e1s realizar e estar\u00e1 ao teu lado por todo o caminho.<br><\/strong><br><strong>Interven\u00e7\u00e3o do Reitor-Mor<br><\/strong><em>Maria Sant\u00edssima, confian\u00e7a e ora\u00e7\u00e3o<br><\/em><br>A Bem-Aventurada Virgem Maria se apresenta a n\u00f3s como uma mulher de uma confian\u00e7a inabal\u00e1vel, uma poderosa intercessora atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o. Contemplando esses dois aspectos, confian\u00e7a e ora\u00e7\u00e3o, vemos duas dimens\u00f5es fundamentais do relacionamento de Maria com Deus.<br><br>Podemos dizer que a confian\u00e7a de Maria em Deus \u00e9 como um fio de ouro que percorre toda a sua exist\u00eancia, do come\u00e7o ao fim. Aquele \u201csim\u201d pronunciado com a consci\u00eancia das consequ\u00eancias, \u00e9 um ato de abandono total \u00e0 vontade divina. Maria confia; Maria vive a confian\u00e7a em Deus com um cora\u00e7\u00e3o firme na Divina Provid\u00eancia, sabendo que Deus nunca a abandonaria.<br><br>Para n\u00f3s, em nossa vida quotidiana, olhar para Maria, com uma atitude proativa, n\u00e3o passiva, e confiante, \u00e9 um convite, n\u00e3o para esquecer nossas ansiedades e medos, para olhar tudo \u00e0 luz do amor de Deus, que no caso de Maria nunca faltou e n\u00e3o falta em nossas vidas. Essa confian\u00e7a leva \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, que podemos dizer que \u00e9 como o sopro da alma de Maria, \u00e9 o canal privilegiado de sua comunh\u00e3o \u00edntima com Deus. A confian\u00e7a leva \u00e0 comunh\u00e3o; Maria que se abandona em Deus \u00e9 um di\u00e1logo cont\u00ednuo de amor entre ela e o Pai; uma oferta constante de si mesma, de suas preocupa\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m de suas decis\u00f5es.<br><br>A visita de Maria \u00e0 sua prima Isabel \u00e9 um exemplo de ora\u00e7\u00e3o que se faz servi\u00e7o. Vemos Maria acompanhando Jesus at\u00e9 a cruz. Ap\u00f3s a ascens\u00e3o, a vemos no cen\u00e1culo junto aos ap\u00f3stolos em uma expectativa\/esperan\u00e7a fervorosa. Maria nos ensina o valor da ora\u00e7\u00e3o constante como consequ\u00eancia da confian\u00e7a total e completa, abandonando-se nas m\u00e3os de Deus &#8230; precisamente encontrar a Deus e viver com Deus.<br><br>Confian\u00e7a e ora\u00e7\u00e3o e Maria Sant\u00edssima est\u00e3o intimamente interligadas. Uma profunda confian\u00e7a em Deus que d\u00e1 \u00e0 luz, traz \u00e0 tona uma ora\u00e7\u00e3o perseverante. Pe\u00e7amos a Maria que ela seja nosso exemplo de ora\u00e7\u00e3o di\u00e1ria porque queremos nos sentir constantemente abandonados nas m\u00e3os misericordiosas de Deus.<br><br>Recorramos a ela com confian\u00e7a filial para que, imitando-a, imitando sua confian\u00e7a e perseveran\u00e7a na ora\u00e7\u00e3o, possamos experimentar a paz que se sente somente quando nos abandonamos em Deus e possamos receber as gra\u00e7as necess\u00e1rias para o nosso caminho de f\u00e9.<br><br><strong>E n\u00f3s, somos capazes de confiar de maneira incondicional como as crian\u00e7as?<br><\/strong><br><strong>Ora\u00e7\u00e3o de um filho desanimado<br><\/strong>Maria, tu que te revelas a quem sabe ver\u2026<br>torna o meu cora\u00e7\u00e3o capaz de orar.<br>N\u00e3o sou capaz de te escutar, abre os meus ouvidos.<br>N\u00e3o sou capaz de te seguir, guia os meus passos.<br>N\u00e3o sou capaz de ser fiel ao que me confiaste, fortalece a minha alma.<br>As tenta\u00e7\u00f5es s\u00e3o muitas, faze que eu n\u00e3o ceda.<br>As dificuldades parecem insuper\u00e1veis, faze que eu n\u00e3o caia.<br>As contradi\u00e7\u00f5es do mundo gritam alto, faze que eu n\u00e3o as siga.<br>Eu, teu filho arruinado, estou aqui para que te sirvas de mim,<br>fazendo de mim um filho obediente.<br><br>Ave Maria\u2026<br><em>Bem-aventurado quem v\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br><br><br><strong>6\u00ba Dia<br>Ser Filhos \u2013 Sofrimento e cura<br><\/strong><br>Os filhos confiam, os filhos entregam-se. E uma m\u00e3e est\u00e1 sempre por perto. Tu a v\u00eas mesmo quando ela n\u00e3o se deixa ver.<br>E n\u00f3s, somos capazes de v\u00ea-la?<br><em>Bem-aventurado quem v\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br><br><strong>Nossa Senhora das dores de Kibeho<br>A pequena Afonsina Mumiremana e o seus companheiros<br><\/strong><em>A hist\u00f3ria come\u00e7ou \u00e0s 12h35 de um s\u00e1bado, 28 de novembro de 1981, em um col\u00e9gio administrado por freiras locais, frequentado por pouco mais de cem meninas da regi\u00e3o.<br>Um col\u00e9gio rural, pobre, onde se aprendia a ser professora ou secret\u00e1ria.<br>O complexo n\u00e3o possu\u00eda Capela e, por isso, n\u00e3o havia um clima religioso particularmente intenso.<br>Naquele dia, todas as meninas do col\u00e9gio estavam no refeit\u00f3rio.<br>A primeira do grupo a &#8220;ver&#8221; foi Afonsina Mumureke, de 16 anos.<br>Segundo o que ela mesma escreveu em seu di\u00e1rio, estava servindo suas colegas \u00e0 mesa, quando ouviu uma voz feminina que a chamava: &#8220;Minha filha, vem aqui&#8221;.<br>Ela foi ao corredor, ao lado do refeit\u00f3rio, e ali apareceu-lhe uma mulher de beleza incompar\u00e1vel.<br>Estava vestida de branco, com um v\u00e9u branco na cabe\u00e7a que escondia os cabelos, e que parecia unido ao resto do vestido, que n\u00e3o tinha costuras.<br>Estava descal\u00e7a e suas m\u00e3os estavam juntas sobre o peito, com os dedos voltados para o c\u00e9u.<br><\/em><br>Posteriormente, Nossa Senhora apareceu a outros companheiros de Afonsina que, a princ\u00edpio c\u00e9ticos, tiveram que mudar de opini\u00e3o diante da apari\u00e7\u00e3o de Maria. Maria, falando com Afonsina, apresenta-se como a Senhora das Dores de Kibeho e conta aos jovens todos os acontecimentos cru\u00e9is e sangrentos que ocorreriam logo em seguida, com a eclos\u00e3o da guerra em Ruanda. <strong>A dor ser\u00e1 grande, mas tamb\u00e9m a consola\u00e7\u00e3o e a cura dessa dor, porque ela, a Senhora das Dores, nunca deixaria sozinhos os seus filhos da \u00c1frica.<\/strong> Os jovens ficam ali, at\u00f4nitos, diante das vis\u00f5es, mas acreditam nesta m\u00e3e que lhes estende os bra\u00e7os, chamando-os de \u201cmeus filhos\u201d. Sabem que somente nela haver\u00e1 consola\u00e7\u00e3o. E a fim de rezar para que a m\u00e3e consoladora aliviasse os sofrimentos de seus filhos, foi erguido o santu\u00e1rio dedicado a Nossa Senhora das Dores de Kibeho, hoje um lugar marcado pelos exterm\u00ednios e genoc\u00eddios. E Nossa Senhora continua a estar ali e a abra\u00e7ar todos os seus filhos.<br><br><strong>Maria, M\u00e3e que consola<br><\/strong>Tu, que consolaste os teus filhos como Jo\u00e3o ao p\u00e9 da cruz, dirigiste o olhar para aqueles que vivem no sofrimento. Deles te aproximaste, a eles te manifestaste.<br><strong>N\u00e3o tenhas medo de passar pelo sofrimento: a m\u00e3e que consola enxugar\u00e1 as tuas l\u00e1grimas.<br><\/strong><br><strong>Interven\u00e7\u00e3o do Reitor-Mor<br><\/strong><em>Maria Sant\u00edssima, sofrimento e convite \u00e0 convers\u00e3o<br><\/em><br>Maria \u00e9 uma figura emblem\u00e1tica de sofrimento que se transforma em um poderoso convite \u00e0 convers\u00e3o. Quando contemplamos o seu caminho doloroso, \u00e9 um alerta, silencioso e ao mesmo tempo eloquente, e um profundo apelo a rever um pouco a nossa vida, as nossas escolhas, e o chamado a retornar ao \u201ccora\u00e7\u00e3o\u201d do Evangelho. O sofrimento atravessa a vida de Maria como uma espada afiada, profetizado pelo velho Sime\u00e3o, marcado pelo desaparecimento do Menino Jesus e a dor indiz\u00edvel aos p\u00e9s da cruz. Maria vive tudo isso, o peso da fragilidade humana e o mist\u00e9rio da dor inocente, de uma forma \u00fanica.<br><br>O sofrimento de Maria n\u00e3o foi um sofrimento est\u00e9ril, uma resigna\u00e7\u00e3o passiva, mas de alguma forma percebemos que h\u00e1 uma a\u00e7\u00e3o frutuosa, uma oferta silenciosa e corajosa, unida ao sacrif\u00edcio redentor do seu filho Jesus.<br><br>Quando olhamos para Maria, a mulher que sofre, com os olhos da nossa f\u00e9, esse sofrimento ao inv\u00e9s de nos deprimir, revela-nos a profundidade do amor de Deus por n\u00f3s. Maria, de alguma forma, nos ensina que mesmo na dor mais aguda podemos encontrar um sentido, uma possibilidade de crescimento espiritual, que se d\u00e1 com a uni\u00e3o ao Mist\u00e9rio Pascal.<br><br>Da experi\u00eancia da dor transfigurada, emerge um poderoso convite \u00e0 convers\u00e3o. Olhando e contemplando como Maria suportou o sofrimento por amor a n\u00f3s e por nossa salva\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m n\u00f3s somos chamados a n\u00e3o permanecermos indiferentes diante do mist\u00e9rio da reden\u00e7\u00e3o.<br><br>Maria, a mulher doce e materna nos impele a abandonar os caminhos do mal e abra\u00e7ar o caminho da f\u00e9. A famosa frase de Maria nas bodas de Can\u00e1: \u201cFazei tudo o que Ele vos disser\u201d ainda ressoa para n\u00f3s hoje como um convite urgente a ouvir a voz de Jesus nos momentos de dificuldade, nos momentos de prova\u00e7\u00e3o, nos momentos de situa\u00e7\u00f5es inesperadas e desconhecidas.<br><br>Percebemos facilmente que o sofrimento de Maria n\u00e3o \u00e9 um fim em si mesmo, mas est\u00e1 intimamente ligado \u00e0 reden\u00e7\u00e3o realizada por Cristo. Que o seu exemplo de f\u00e9 inabal\u00e1vel, mesmo na dor, seja para n\u00f3s luz e guia para transformar o nosso sofrimento em oportunidade de crescimento espiritual e responder com generosidade ao urgente chamado \u00e0 convers\u00e3o. Que pela intercess\u00e3o de Maria, o chamado de Deus que ressoa no mais profundo do cora\u00e7\u00e3o de cada ser humano possa encontrar sentido, vaz\u00e3o, crescimento, mesmo nos momentos mais dif\u00edceis e mais dolorosos.<br><br><strong>E n\u00f3s, deixamo-nos consolar como as crian\u00e7as?<br><\/strong><br><strong>Ora\u00e7\u00e3o de um filho que sofre<br><\/strong>Maria, tu que te revelas a quem sabe ver\u2026<br>torna o meu cora\u00e7\u00e3o capaz de se curar.<br>Quando estou no ch\u00e3o, m\u00e3e, estende-me a m\u00e3o.<br>Quando me sinto destru\u00eddo, m\u00e3e, junta os peda\u00e7os.<br>Quando o sofrimento toma conta, m\u00e3e, abre-me \u00e0 esperan\u00e7a.<br>Para que eu n\u00e3o busque apenas a cura do corpo, mas perceba o quanto o meu cora\u00e7\u00e3o<br>precisa de paz.<br>E do p\u00f3 levanta-me, m\u00e3e.<br>Levanta-me e todos os teus filhos que est\u00e3o em prova\u00e7\u00e3o.<br>Os que est\u00e3o sob as bombas,<br>os perseguidos,<br>os injustamente encarcerados,<br>os feridos em seus direitos e dignidade,<br>aqueles cujas vidas s\u00e3o ceifadas cedo demais.<br>Levanta-os e consola-os<br>porque s\u00e3o teus filhos. Porque somos teus filhos.<br><br>Ave Maria\u2026<br><em>Bem-aventurado quem v\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br><br><br><strong>7\u00ba Dia<br>Ser Filhos \u2013 Justi\u00e7a e dignidade<br><\/strong><br>Os filhos confiam, os filhos entregam-se. E uma m\u00e3e est\u00e1 sempre por perto. Tu a v\u00eas mesmo quando ela n\u00e3o se mostra.<br>E n\u00f3s, somos capazes de v\u00ea-la?<br><em>Bem-aventurado quem v\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br><br><strong>Nossa Senhora Aparecida<br>Os pequenos pescadores Domingos, Filipe e Jo\u00e3o<br><\/strong><em>Ao amanhecer de 12 de outubro de 1717, Domingos Garcia, Filipe Pedroso e Jo\u00e3o Alves empurraram o barco \u00e0s \u00e1guas do rio Para\u00edba que corria perto da sua aldeia. N\u00e3o pareciam ter sorte naquela manh\u00e3: lan\u00e7aram as redes por horas, sem nada pescar. Tinham quase decidido desistir, quando Jo\u00e3o Alves, o mais jovem, quis fazer uma \u00faltima tentativa. Lan\u00e7ou ent\u00e3o a rede nas \u00e1guas do rio e puxou-a lentamente. Havia algo, mas n\u00e3o era um peixe&#8230; parecia mais um peda\u00e7o de madeira. Quando o libertou das malhas da rede, o peda\u00e7o de madeira revelou-se como uma est\u00e1tua da Virgem Maria, infelizmente sem a cabe\u00e7a. Jo\u00e3o lan\u00e7ou novamente a rede na \u00e1gua e desta vez, ao pux\u00e1-la, encontrou preso outro peda\u00e7o de madeira de forma arredondada que parecia ser a cabe\u00e7a da mesma est\u00e1tua: tentou juntar as duas pe\u00e7as e percebeu que se encaixavam perfeitamente. Como obedecendo a um impulso, Jo\u00e3o Alves lan\u00e7ou novamente a rede na \u00e1gua e, quando tentou pux\u00e1-la, viu que n\u00e3o conseguia, porque estava cheia de peixes. Os seus companheiros tamb\u00e9m lan\u00e7aram as redes na \u00e1gua e a pesca daquele dia foi verdadeiramente abundante.<br><\/em><br><strong>A m\u00e3e v\u00ea as necessidades dos filhos; Maria viu as necessidades dos tr\u00eas pescadores e foi em socorro deles.<\/strong> Os filhos deram-lhe todo o amor e a dignidade que se pode dar a uma m\u00e3e: juntaram os dois peda\u00e7os da est\u00e1tua, colocaram-na numa cabana e fizeram dela um santu\u00e1rio. Do alto da cabana, Nossa Senhora Aparecida \u2013 que quer dizer aquela que apareceu \u2013 salvou um filho seu, um escravo que fugia dos patr\u00f5es: viu o seu sofrimento e devolveu-lhe a dignidade. E hoje, aquela cabana \u00e9 o maior santu\u00e1rio mariano do mundo e traz o nome de Bas\u00edlica de Nossa Senhora Aparecida.<br><br><strong>Maria, M\u00e3e que v\u00ea<br><\/strong>Tu, que viste o sofrimento dos teus filhos maltratados, a come\u00e7ar pelos disc\u00edpulos, te colocaste ao lado dos teus filhos mais pobres e perseguidos. Foi deles que te aproximaste, foi a eles que te manifestaste.<br><strong>N\u00e3o te escondas do olhar da m\u00e3e: ela enxerga at\u00e9 os teus desejos e necessidades mais secretos.<br><\/strong><br><strong>Interven\u00e7\u00e3o do Reitor-Mor<br><\/strong><em>Maria Sant\u00edssima, dignidade e justi\u00e7a social<br><\/em><br>A Bem-Aventurada Virgem Maria \u00e9 um espelho da dignidade humana plenamente realizada, silenciosa, mas poderosa e inspiradora para um correto sentido da experi\u00eancia social. Refletir sobre a figura de Maria em rela\u00e7\u00e3o a esses temas revela uma perspectiva profunda e surpreendentemente atual.<br><br>Olhemos para Maria, a mulher plena de dignidade, como um dom que, para n\u00f3s hoje, nos ajuda a olhar para a sua pureza original, que n\u00e3o a coloca num pedestal inacess\u00edvel, mas a revela na plenitude daquela dignidade pela qual todos nos sentimos um pouco atra\u00eddos, chamados.<br><br>Contemplando Maria, vemos brilhar a beleza e a nobreza precisamente da dignidade do ser humano, criado \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus, livre do jugo do pecado, plenamente aberto ao amor divino, uma humanidade que n\u00e3o se perde nos detalhes, nas coisas superficiais.<br><br>Podemos dizer que o \u201csim\u201d livre e consciente de Maria \u00e9 aquele gesto de autodetermina\u00e7\u00e3o que a eleva ao n\u00edvel da vontade de Deus, que entra de alguma forma na l\u00f3gica de Deus. Sua humildade a torna ainda mais livre, longe de ser diminu\u00edda pela humildade. A humildade de Maria se torna a consci\u00eancia da verdadeira grandeza que vem de Deus.<br><br>Essa dignidade de Maria nos ajuda a olhar como n\u00f3s estamos vivendo a nossa dignidade no cotidiano. O tema da justi\u00e7a social pode parecer menos expl\u00edcito, mas a partir de uma leitura contemplativa e atenta do Evangelho, especialmente do Magnificat, somos capazes de captar, sentir e encontrar aquele esp\u00edrito revolucion\u00e1rio que proclama a derrubada dos poderosos de seus tronos e a eleva\u00e7\u00e3o dos humildes, isto \u00e9, a derrubada da l\u00f3gica mundana e a aten\u00e7\u00e3o privilegiada de Deus para com os pobres e os famintos.<br><br>Palavras que fluem de um cora\u00e7\u00e3o humilde, cheio do Esp\u00edrito Santo. Podemos dizer que s\u00e3o um manifesto de justi\u00e7a social \u201cante litteram\u201d, uma antecipa\u00e7\u00e3o do Reino de Deus, onde os \u00faltimos ser\u00e3o os primeiros.<br><br>Contemplemos Maria para que nos sintamos atra\u00eddos por esta dignidade que n\u00e3o se limita a fechar-se em si mesma, mas \u00e9 uma dignidade que no Magnificat nos desafia a n\u00e3o permanecer fechados na nossa l\u00f3gica, mas a abrir-nos, louvando a Deus, procurando viver o dom recebido para o bem da humanidade, com dignidade para o bem dos pobres, para o bem daqueles que s\u00e3o os descartados da sociedade.<br><br><strong>E n\u00f3s, nos escondemos ou dizemos tudo, como fazem as crian\u00e7as?<br><\/strong><br><strong>Ora\u00e7\u00e3o de um filho que tem medo<br><\/strong>Maria, tu que te mostras a quem sabe ver\u2026<br>torna o meu cora\u00e7\u00e3o capaz de restituir dignidade.<br>Na hora da prova\u00e7\u00e3o, olha para as minhas falhas e preenche-as.<br>Na hora do cansa\u00e7o, olha para as minhas fraquezas e cura-as.<br>Na hora da espera, olha para as minhas impaci\u00eancias e cuida delas.<br>Para que eu, olhando para os meus irm\u00e3os, possa olhar para as suas falhas e preench\u00ea-las,<br>ver as suas fraquezas e cur\u00e1-las, sentir as suas impaci\u00eancias e cuidar delas.<br>Porque nada cura como o amor e ningu\u00e9m \u00e9 forte como a m\u00e3e que busca justi\u00e7a para seus filhos.<br>Ent\u00e3o, tamb\u00e9m eu, M\u00e3e, detenho-me aos p\u00e9s da cabana, olho com olhos confiantes para a tua imagem e pe\u00e7o-te pela dignidade de todos os teus filhos.<br><br>Ave Maria\u2026<br><em>Bem-aventurado quem v\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br><br><br><strong>8\u00ba Dia<br>Ser Filhos \u2013 Do\u00e7ura e quotidianidade<br><\/strong><br>Os filhos confiam, os filhos entregam-se. E uma m\u00e3e est\u00e1 sempre por perto. Tu a v\u00eas mesmo quando ela n\u00e3o se mostra.<br>E n\u00f3s, somos capazes de v\u00ea-la?<br><em>Bem-aventurado quem v\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br><br><strong>Nossa senhora de Banneaux<br>A pequena Marieta de Banneaux<br><\/strong><em>No dia 18 de janeiro, Marieta est\u00e1 no jardim, rezando o ter\u00e7o. Maria aparece e leva-a at\u00e9 uma pequena nascente \u00e0 beira da floresta, dizendo: \u00abEsta nascente \u00e9 minha\u00bb, e convida a menina a mergulhar a m\u00e3o e o ter\u00e7o na \u00e1gua. O pai e mais duas pessoas acompanharam, com indescrit\u00edvel espanto, todos os gestos e palavras de Marieta. Naquela mesma noite, o primeiro a ser tocado pela gra\u00e7a de Banneaux foi justamente o pai de Marieta, que correu para se confessar e receber a Eucaristia: ele n\u00e3o se confessava desde a Primeira Comunh\u00e3o.<br>No dia 19 de janeiro, Marieta pergunta: \u00abSenhora, quem \u00e9s?\u00bb. \u00abSou a Virgem dos pobres\u00bb.<br>\u00c0 nascente, acrescenta: \u00abEsta nascente \u00e9 minha, para todas as na\u00e7\u00f5es, para os doentes. Venho consol\u00e1-los!\u00bb.<br><\/em><br>Marieta \u00e9 uma garota comum que vive os seus dias como todos n\u00f3s, como os nossos filhos, os nossos netos. A sua vila \u00e9 pequena e desconhecida. Ela reza para permanecer pr\u00f3xima de Deus. Reza para a sua m\u00e3e celeste manter viva a sua liga\u00e7\u00e3o com ela. <strong>E Maria fala-lhe com do\u00e7ura, num lugar que lhe \u00e9 familiar.<\/strong> Aparecer\u00e1 para ela v\u00e1rias vezes, a ela confiar\u00e1 segredos e dir\u00e1 para rezar pela convers\u00e3o do mundo: para Marieta, essa \u00e9 uma mensagem forte de esperan\u00e7a. Todos os filhos s\u00e3o abra\u00e7ados e consolados pela M\u00e3e, toda a do\u00e7ura que Marieta encontra na \u201cSenhora gentil\u201d ela transmite ao mundo. E desse encontro nasce uma grande corrente de amor e espiritualidade que encontra o seu cumprimento no santu\u00e1rio de Nossa Senhora de Banneaux.<br><br><strong>Maria, M\u00e3e que permanece ao lado<br><\/strong>Tu, que permaneceste ao lado dos teus filhos, sem nunca perder nenhum deles, iluminaste o caminho de todos os dias dos mais humildes. Deles te aproximaste, a eles te manifestaste.<br><strong>Abandonados no abra\u00e7o de Maria: n\u00e3o temas, ela vai consolar-te.<br><\/strong><br><strong>Interven\u00e7\u00e3o do Reitor-Mor<br><\/strong><em>Maria Sant\u00edssima, educa\u00e7\u00e3o e amor<br><\/em><br>A Bem-Aventurada Virgem Maria \u00e9 uma mestra de educa\u00e7\u00e3o incompar\u00e1vel, porque \u00e9 uma fonte inesgot\u00e1vel de amor e quem ama educa; educa verdadeiramente quem ama.<br><br>Refletindo sobre a figura de Maria em rela\u00e7\u00e3o a esses dois pilares do crescimento humano e espiritual, temos aqui um exemplo a contemplar, a levar a s\u00e9rio, a adotar em nossas escolhas di\u00e1rias.<br>A educa\u00e7\u00e3o que emana de Maria n\u00e3o se faz de preceitos, de ensinamentos formais, mas se manifesta atrav\u00e9s de seu exemplo de vida. Um sil\u00eancio contemplativo que fala; sua obedi\u00eancia \u00e0 vontade de Deus, humilde e grande ao mesmo tempo; sua profunda humanidade.<br><br>O primeiro aspecto educativo que Maria nos comunica \u00e9 o da escuta.<br>Escuta da Palavra de Deus, escuta daquele Deus que est\u00e1 continuamente presente para nos ajudar, para nos acompanhar. Maria guarda em seu cora\u00e7\u00e3o, medita com cuidado, promove a escuta atenta da Palavra de Deus e, da mesma forma, das necessidades dos outros. Maria nos educa \u00e0quela humildade que n\u00e3o escolhe permanecer distante e passiva, mas sim para aquela humildade que, ao mesmo tempo em que reconhecemos nossa pequenez diante da grandeza de Deus, nos colocamos como protagonistas a seu servi\u00e7o. Nosso cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 aberto para sermos verdadeiramente aqueles que acompanhamos, vivemos o projeto que Deus tem para n\u00f3s.<br><br>Maria \u00e9 um exemplo que nos ajuda a nos deixarmos educar pela f\u00e9; ela nos educa para a perseveran\u00e7a, permanecendo firmes no amor a Jesus, at\u00e9 o p\u00e9 da cruz.<br>Educa\u00e7\u00e3o e amor. O amor de Maria \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o pulsante de sua exist\u00eancia, continua sendo para n\u00f3s; cada vez que nos aproximamos de Maria sentimos esse amor materno que se estende a todos n\u00f3s. \u00c9 um amor por Jesus que se torna amor pela humanidade. O cora\u00e7\u00e3o de Maria que se abre com aquela ternura infinita que ela recebe de Deus, que ela comunica a Jesus, aos seus filhos espirituais.<br><br>Pe\u00e7amos ao Senhor que, contemplando o amor de Maria, que \u00e9 um amor que educa, sejamos impelidos a superar o nosso ego\u00edsmo, os nossos fechamentos e a abrir-nos aos outros. Em Maria, vemos uma mulher que educa com amor e que ama com um amor que \u00e9 educativo. Pe\u00e7amos ao Senhor que nos d\u00ea o dom de um amor, que \u00e9 o dom do Seu amor, que por sua vez \u00e9 um amor que nos purifica, nos sustenta, nos faz crescer, para que o nosso exemplo seja verdadeiramente um exemplo que comunica amor e, comunicando amor, possamos deixar-nos educar por ela e que ela nos ajude, para que o nosso exemplo tamb\u00e9m eduque os outros.<br><br><strong>E n\u00f3s, somos capazes de nos entregar como fazem as crian\u00e7as?<br><\/strong><br><strong>Ora\u00e7\u00e3o de um filho dos nossos dias<br><\/strong>Maria, tu que te mostras a quem sabe ver\u2026<br>torna o meu cora\u00e7\u00e3o manso e d\u00f3cil.<br>Quem vai reconstruir-me, depois de quebrar-me sob o peso das cruzes que carrego?<br>Quem vai trazer luz aos meus olhos, depois de ver os escombros da crueldade humana?<br>Quem vai aliviar o sofrimento da minha alma, depois dos erros que cometi no meu caminho?<br>S\u00f3 tu, minha m\u00e3e, podes consolar-me.<br>Abra\u00e7a-me e permanece comigo para evitar que eu me quebre em mil peda\u00e7os.<br>Minha alma descansa em ti e encontra paz como uma crian\u00e7a nos bra\u00e7os da m\u00e3e.<br><br>Ave Maria\u2026<br><em>Bem-aventurado quem v\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br><br><br><strong>9\u00ba Dia<br>Ser Filhos \u2013 Constru\u00e7\u00e3o e sonho<br><\/strong><br>Os filhos confiam, os filhos entregam-se. E uma m\u00e3e est\u00e1 sempre por perto. Tu a v\u00eas mesmo quando ela n\u00e3o se mostra.<br>E n\u00f3s, somos capazes de v\u00ea-la?<br><em>Bem-aventurado quem v\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br><br><strong>Maria Auxiliadora<br>O pequeno Jo\u00e3ozinho Bosco<br><\/strong><em>Quando eu tinha 9 anos, tive um sonho que ficou profundamente gravado na minha mente para toda a vida. No sonho, parecia estar perto de casa, em um p\u00e1tio muito espa\u00e7oso, onde uma multid\u00e3o de crian\u00e7as estava reunida, brincando. Algumas riam, outras jogavam, e n\u00e3o poucas blasfemavam. Ao ouvir aquelas blasf\u00eamias, imediatamente me lancei no meio delas, usando golpes e palavras para faz\u00ea-las calar. Naquele momento, apareceu um homem venerando, de idade viril, vestido nobremente.<br>\u2014 N\u00e3o com golpes, mas com mansid\u00e3o e caridade deves conquistar esses teus amigos.<br>\u2014 Quem \u00e9s tu, perguntei, que me ordenas algo imposs\u00edvel?<br>\u2014 Justamente porque essas coisas te parecem imposs\u00edveis, deves torn\u00e1-las poss\u00edveis com obedi\u00eancia e com a aquisi\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia.<br>\u2014 Onde, e por quais meios, poderei adquirir a ci\u00eancia?<br>\u2014 Eu te darei a mestra sob cuja disciplina podes tornar-te s\u00e1bio, e sem a qual toda sabedoria se torna tolice.<br>Naquele momento, vi ao lado dele uma mulher de aspecto majestoso, vestida com um manto que brilhava por todos os lados, como se cada ponto dele fosse uma estrela muito brilhante.<br>\u2014 Eis o teu campo, eis onde deves trabalhar. Torna-te humilde, forte e robusto: e o que agora v\u00eas acontecer com esses animais, tu dever\u00e1s fazer pelos meus filhos.<br>Ent\u00e3o voltei o olhar e, em vez de animais ferozes, apareceram muitos cordeiros mansos, que, pulando, corriam ao redor balindo, como para festejar aquele homem e aquela senhora. Nesse ponto, ainda no sonho, comecei a chorar e pedi para que falasse de modo que eu pudesse entender, pois eu n\u00e3o sabia o que aquilo queria significar. Ent\u00e3o ela colocou a m\u00e3o sobre minha cabe\u00e7a dizendo:<br>\u2014 A seu tempo, tudo compreender\u00e1s.<br><\/em><br>Maria guia e acompanha Jo\u00e3ozinho Bosco ao longo da sua vida e miss\u00e3o. Ele, ainda crian\u00e7a, descobre a sua voca\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de um sonho. N\u00e3o entender\u00e1, mas se deixar\u00e1 guiar. N\u00e3o compreender\u00e1 por muitos anos, mas no final estar\u00e1 consciente de que \u201cfoi ela que tudo fez\u201d E a m\u00e3e, tanto a terrena quanto a celeste, ser\u00e1 a figura central na vida desse filho que se far\u00e1 p\u00e3o para os seus filhos. E, depois de encontrar Maria em seus sonhos, Jo\u00e3o Bosco, j\u00e1 sacerdote, erguer\u00e1 um santu\u00e1rio a Nossa Senhora para que todos os seus filhos possam entregar-se a ela. Ser\u00e1 dedicado a Maria Auxiliadora, porque ela foi o seu porto seguro, a sua ajuda constante. Assim, todos que entram na Bas\u00edlica de Maria Auxiliadora em Turim s\u00e3o acolhidos sob o manto protetor de Maria, que se torna sua guia.<br><br><strong>Maria, M\u00e3e que acompanha \/ que guia<br><\/strong>Tu, que acompanhaste o teu filho Jesus em todo o seu caminho, te propuseste como guia para aqueles que souberam ouvir-te com o entusiasmo que s\u00f3 as crian\u00e7as sabem ter. Deles te aproximaste, a eles te manifestaste.<br><strong>Deixe-se acompanhar: a M\u00e3e estar\u00e1 sempre ao teu lado para indicar-te o caminho.<br><\/strong><br><strong>Interven\u00e7\u00e3o do Reitor-Mor<br><\/strong><em>Maria Sant\u00edssima, aux\u00edlio na convers\u00e3o<br><\/em><br>A Bem-Aventurada Virgem Maria \u00e9 uma ajuda poderosa e silenciosa em nossa jornada de crescimento.<br>\u00c9 uma jornada que precisa se libertar continuamente daquilo que a impede de crescer. \u00c9 uma jornada que deve se renovar continuamente, n\u00e3o para retroceder ou se deter em cantos escuros de sua exist\u00eancia. Eis a\u00ed a convers\u00e3o.<br><br>A presen\u00e7a de Maria \u00e9 um farol de esperan\u00e7a, \u00e9 um convite constante para continuarmos caminhando em dire\u00e7\u00e3o a Deus, para ajudar nosso cora\u00e7\u00e3o a estar continuamente focado em Deus, em Seu amor. Refletir sobre Maria, sobre seu papel, significa descobrir uma Maria que n\u00e3o imp\u00f5e, que n\u00e3o julga, mas que apoia e encoraja, com sua humildade, com seu amor materno; ajuda nosso cora\u00e7\u00e3o a permanecer pr\u00f3ximo dela para nos aproximarmos cada vez mais de seu filho Jesus, que \u00e9 o caminho, a verdade e a vida.<br><br>Este \u201csim\u201d de Maria na anuncia\u00e7\u00e3o continua v\u00e1lido tamb\u00e9m para n\u00f3s, que abre \u00e0 humanidade a hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o que \u00e9 alcan\u00e7\u00e1vel e acess\u00edvel. Sua intercess\u00e3o nas Bodas de Can\u00e1 ampara aqueles que se encontram em situa\u00e7\u00f5es inesperadas, in\u00e9ditas. Maria \u00e9 um modelo de convers\u00e3o cont\u00ednua. Sua vida, uma vida de Imaculada, foi, no entanto, uma ades\u00e3o progressiva \u00e0 vontade de Deus, um caminho de f\u00e9 que a conduziu por alegrias e tristezas, culminando no sacrif\u00edcio do Calv\u00e1rio.<br><br>A perseveran\u00e7a de Maria em seguir Jesus torna-se um convite para n\u00f3s, para que tamb\u00e9m possamos experimentar essa proximidade cont\u00ednua, essa transforma\u00e7\u00e3o interior, que sabemos bem ser um processo gradual, mas que requer perseveran\u00e7a, humildade e confian\u00e7a na gra\u00e7a de Deus.<br><br>Maria auxilia na convers\u00e3o por meio de uma escuta muito atenta e focada da Palavra de Deus. Uma escuta que nos ajuda a encontrar a for\u00e7a para abandonar os caminhos do pecado, porque reconhecemos a for\u00e7a, a beleza de caminhar em dire\u00e7\u00e3o a Deus. Dirijamo-nos a Maria com confian\u00e7a filial, porque isso significa que n\u00f3s, ao mesmo tempo que reconhecemos nossas fragilidades, nossos pecados, nossos defeitos, queremos fomentar esses desejos de mudan\u00e7a. Uma mudan\u00e7a de cora\u00e7\u00e3o que quer ser acompanhada pelo cora\u00e7\u00e3o materno de Maria. Em Maria encontramos essa preciosa ajuda para discernir as falsas promessas do mundo e redescobrir a beleza e a verdade do Evangelho. Que Maria, aux\u00edlio dos crist\u00e3os, seja para todos n\u00f3s uma ajuda cont\u00ednua para descobrir a beleza do Evangelho, para aceitar caminhar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 bondade e \u00e0 grandeza da Palavra de Deus viva nos cora\u00e7\u00f5es e para poder comunic\u00e1-la aos outros.<br><br><strong>E n\u00f3s, somos capazes de deixar-nos pegar pela m\u00e3o como as crian\u00e7as?<br><\/strong><br><strong>Ora\u00e7\u00e3o de um filho entorpecido<br><\/strong>Maria, tu que te mostras a quem sabe ver\u2026<br>faz com que o meu cora\u00e7\u00e3o seja capaz de sonhar e construir.<br>Eu, que n\u00e3o deixo ningu\u00e9m me ajudar.<br>Eu, que desanimo, perco a paci\u00eancia e nunca acredito ter constru\u00eddo algo.<br>Eu, que sempre penso ser um fracasso.<br>Hoje quero ser filho, aquele filho capaz de te dar a m\u00e3o, minha M\u00e3e,<br>para ser acompanhado pelos caminhos da vida.<br>Mostra-me meu campo,<br>mostra-me meu sonho<br>e faz com que, no final, eu tamb\u00e9m possa compreender tudo e reconhecer a tua passagem<br>pela minha vida.<br><br>Ave Maria\u2026<br><em>Bem-aventurado quem v\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta novena a Maria Auxiliadora 2025 nos convida a nos redescobrirmos filhos sob o olhar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":36365,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"iawp_total_views":44,"footnotes":""},"categories":[169],"tags":[2561,2203,2592,1821,2570,1815,1689,2228],"class_list":["post-36373","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-santissima-virgem-maria","tag-carisma-salesiano","tag-eventos","tag-familia-salesiana","tag-graca","tag-igreja","tag-juventude","tag-maria","tag-santos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36373","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36373"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36373\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36365"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36373"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36373"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36373"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}