{"id":28465,"date":"2024-05-23T16:03:57","date_gmt":"2024-05-23T16:03:57","guid":{"rendered":"https:\/\/exciting-knuth.178-32-140-152.plesk.page\/?p=28465"},"modified":"2024-05-23T16:05:10","modified_gmt":"2024-05-23T16:05:10","slug":"maravilhas-da-mae-de-deus-invocada-sob-o-titulo-de-maria-auxiliadora-6-13","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/santissima-virgem-maria\/maravilhas-da-mae-de-deus-invocada-sob-o-titulo-de-maria-auxiliadora-6-13\/","title":{"rendered":"Maravilhas da M\u00e3e de Deus invocada sob o t\u00edtulo de Maria Auxiliadora (6\/13)"},"content":{"rendered":"\n<p><a href=\"..\/pt-pt\/maria-auxiliadora\/maravilhas-da-mae-de-deus-invocada-sob-o-titulo-de-maria-auxiliadora-5-13\"><\/a><em><em><a href=\"..\/pt-pt\/maria-auxiliadora\/maravilhas-da-mae-de-deus-invocada-sob-o-titulo-de-maria-auxiliadora-5-13\">(<em>continua\u00e7\u00e3o do artigo anterior<\/em>)<\/a><\/em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong><strong>Cap\u00edtulo IX. Batalha de Lepanto.<br><\/strong><\/strong><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tendo assim exposto alguns dos muitos fatos que confirmam, em geral, como Maria protege os bra\u00e7os dos crist\u00e3os quando lutam pela f\u00e9, passemos a outros mais particulares que deram \u00e0 Igreja raz\u00e3o para chamar Maria pelo glorioso t\u00edtulo de <em>Auxilium Christianorum<\/em> [Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os]. A principal delas \u00e9 a batalha de Lepanto.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em meados do s\u00e9culo XVI, nossa pen\u00ednsula gozava de certa paz quando uma nova insurrei\u00e7\u00e3o vinda do Oriente veio para causar confus\u00e3o entre os crist\u00e3os.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os turcos, que estavam estabelecidos em Constantinopla h\u00e1 mais de cem anos, lamentavam que o povo da It\u00e1lia, e particularmente os venezianos, possu\u00edssem ilhas e cidades no meio de seu vasto imp\u00e9rio. Portanto, come\u00e7aram a pedir aos venezianos a ilha de Chipre. Diante da recusa, pegaram em armas e, com um ex\u00e9rcito de oitenta mil soldados a p\u00e9, tr\u00eas mil cavalos e uma artilharia formid\u00e1vel, liderados por seu pr\u00f3prio imperador Selim II, sitiaram Nic\u00f3sia e Famagusta, as cidades mais fortes da ilha. Ap\u00f3s uma defesa heroica, essas cidades ca\u00edram em poder do inimigo.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os venezianos, ent\u00e3o, apelaram ao Papa para que viesse em seu aux\u00edlio para lutar e diminuir o orgulho dos inimigos do cristianismo. O romano pont\u00edfice, que na \u00e9poca era S\u00e3o Pio V, temendo que, se os turcos sa\u00edssem vitoriosos, trariam desola\u00e7\u00e3o e ru\u00edna entre os crist\u00e3os, pensou em recorrer \u00e0 poderosa intercess\u00e3o daquela que a Santa Igreja proclama t\u00e3o terr\u00edvel quanto um ex\u00e9rcito ordenado para a batalha: <em>Terribilis ut castrorum acies ordinata<\/em>. Portanto, ele ordenou ora\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para toda a cristandade: apelou ao rei Filipe II da Espanha e ao duque Emanuel Filiberto.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O rei da Espanha montou um poderoso ex\u00e9rcito e o confiou a um irm\u00e3o mais novo conhecido como D. Jo\u00e3o da \u00c1ustria. O duque de Saboia enviou de bom grado um n\u00famero seleto de homens valentes, que se uniram ao restante das for\u00e7as italianas e foram se juntar aos espanh\u00f3is perto de Messina.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O confronto com o ex\u00e9rcito inimigo ocorreu perto da cidade grega de Lepanto. Os crist\u00e3os atacaram os turcos galhardamente; os turcos resistiram ferozmente. Todos os navios viraram repentinamente em meio a redemoinhos de chamas e fuma\u00e7a e pareciam vomitar rel\u00e2mpagos de uma centena de canh\u00f5es com os quais estavam armados. A morte tomou todas as formas, os mastros e as cordas dos navios, arrebentados pelas balas de canh\u00e3o, ca\u00edam sobre os combatentes e os esmagavam. Os gritos agonizantes dos feridos se misturavam ao rugido das ondas e dos canh\u00f5es. Em meio \u00e0 desordem comum, Vernieri, l\u00edder do ex\u00e9rcito crist\u00e3o, percebeu que a confus\u00e3o estava come\u00e7ando a entrar nos navios turcos. Imediatamente, ele colocou em ordem algumas gal\u00e9s rasas cheias de artilheiros habilidosos, cercou os navios inimigos e, com tiros de canh\u00e3o, despeda\u00e7ou-os e fulminou-os. Naquele momento, \u00e0 medida que a confus\u00e3o entre os inimigos aumentava, surgiu um grande entusiasmo entre os crist\u00e3os e, de todos os lados, gritava-se <em>Vit\u00f3ria! Vit\u00f3ria!<\/em> e a vit\u00f3ria estava com eles. Os navios turcos fugiram em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 terra, os venezianos os perseguiram e os esmagaram; n\u00e3o era mais uma batalha, era um massacre. O mar est\u00e1 repleto de roupas, panos, navios despeda\u00e7ados, sangue e corpos mutilados; trinta mil turcos est\u00e3o mortos; duzentas de suas gal\u00e9s est\u00e3o em poder dos crist\u00e3os.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A not\u00edcia da vit\u00f3ria trouxe alegria universal aos pa\u00edses crist\u00e3os. O senado de G\u00eanova e Veneza decretou que o dia 7 de outubro deveria ser um dia solene e festivo para sempre, porque foi nesse dia, no ano de 1571, que ocorreu a grande batalha. Entre as ora\u00e7\u00f5es que o santo pont\u00edfice havia ordenado para o dia dessa grande batalha estava o Ros\u00e1rio, e na hora exata em que esse evento ocorreu, ele mesmo o recitou com uma multid\u00e3o de fi\u00e9is reunidos com ele. Naquele momento, a Sant\u00edssima Virgem apareceu a ele e lhe revelou o triunfo dos navios crist\u00e3os, triunfo esse que S\u00e3o Pio V anunciou rapidamente em Roma, antes que qualquer outra pessoa pudesse trazer a not\u00edcia. Em seguida, o santo pont\u00edfice, em gratid\u00e3o a Maria, a cujo patroc\u00ednio atribuiu a gl\u00f3ria daquele dia, ordenou que se acrescentasse: \u00e0 Ladainha lauretana a ora\u00e7\u00e3o jaculat\u00f3ria: <em>Maria Auxilium Christianorum, ora pro nobis<\/em>. Maria Auxiliadora dos Crist\u00e3os, rogai por n\u00f3s. Para que a mem\u00f3ria daquele prodigioso acontecimento fosse perp\u00e9tua o mesmo Pont\u00edfice instituiu a Solenidade do Sant\u00edssimo Ros\u00e1rio, a ser celebrada todos os anos no primeiro domingo de outubro.<br><br><br><strong>Cap\u00edtulo X. A liberta\u00e7\u00e3o de Viena.<br><\/strong><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No ano de 1683, os turcos, a fim de vingar sua derrota em Lepanto, fizeram planos para levar suas armas atrav\u00e9s do Dan\u00fabio e do Reno, amea\u00e7ando assim toda a cristandade. Com um ex\u00e9rcito de duzentos mil homens, avan\u00e7ando em marchas for\u00e7adas, eles chegaram a sitiar as muralhas de Viena. O Sumo Pont\u00edfice, que na \u00e9poca era Inoc\u00eancio XI, pensou em apelar aos pr\u00edncipes crist\u00e3os, instando-os a ajudar a cristandade amea\u00e7ada. Poucos, entretanto, responderam ao convite do Pont\u00edfice, pelo que ele, como seu predecessor Pio V, decidiu colocar-se sob a prote\u00e7\u00e3o daquela que a Igreja proclama <em>terribilis ut castrorum acies ordinata<\/em>. Ele orava e convidava os fi\u00e9is de todo o mundo a orar com ele.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse meio tempo, houve uma consterna\u00e7\u00e3o geral em Viena, e o povo, temendo cair nas m\u00e3os dos infi\u00e9is, deixou a cidade e abandonou tudo. O imperador n\u00e3o tinha for\u00e7as para se opor e abandonou sua capital. O pr\u00edncipe Carlos de Lorena, que mal havia conseguido reunir trinta mil alem\u00e3es, conseguiu entrar na cidade para, de alguma forma, tentar defend\u00ea-la. As aldeias vizinhas foram incendiadas. No dia 14 de agosto, os turcos abriram suas trincheiras a partir do port\u00e3o principal e acamparam ali, apesar do fogo dos sitiados. Eles ent\u00e3o cercaram todas as muralhas da cidade, incendiaram e queimaram v\u00e1rios edif\u00edcios p\u00fablicos e privados. Um caso doloroso aumentou a coragem dos inimigos e diminuiu a dos sitiados.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Eles atearam fogo \u00e0 Igreja dos Escoceses, que consumiu aquele magn\u00edfico edif\u00edcio e, chegando ao arsenal, onde estavam guardadas a p\u00f3lvora e as muni\u00e7\u00f5es, estava prestes a abrir a cidade para os inimigos, se, por uma prote\u00e7\u00e3o muito especial da Sant\u00edssima Virgem Maria, no dia de sua gloriosa Assun\u00e7\u00e3o, o fogo n\u00e3o tivesse sido extinto, dando-lhes tempo para salvar as muni\u00e7\u00f5es militares. Essa sens\u00edvel prote\u00e7\u00e3o da M\u00e3e de Deus reavivou a coragem dos soldados e dos habitantes. No dia 22 do mesmo m\u00eas, os turcos tentaram derrubar mais edif\u00edcios lan\u00e7ando um grande n\u00famero de balas de canh\u00e3o e bombas, com as quais causaram muitos danos, mas n\u00e3o puderam impedir que os habitantes implorassem dia e noite pela ajuda do c\u00e9u nas igrejas, nem que os pregadores os exortassem a depositar toda a sua confian\u00e7a, depois de Deus, naquela que tantas vezes lhes dera ajuda poderosa. No dia 31, os sitiantes levaram as obras \u00e0 conclus\u00e3o, e os soldados de ambos os lados lutaram corpo a corpo.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A cidade era um monte de ru\u00ednas, quando, no dia da Natividade da Virgem Maria, os crist\u00e3os redobraram suas ora\u00e7\u00f5es e, como que por milagre, receberam a not\u00edcia de um socorro pr\u00f3ximo. De fato, no dia seguinte, o segundo dia da oitava da Natividade, eles viram a montanha, que fica em frente \u00e0 cidade, toda coberta de tropas. Era Jo\u00e3o Sobieski, rei da Pol\u00f4nia, que quase sozinho entre os pr\u00edncipes crist\u00e3os, atendendo ao convite do Pont\u00edfice, vinha em socorro com seus bravos homens. Convencido de que, com o pequeno n\u00famero de seus soldados, a vit\u00f3ria lhe seria imposs\u00edvel, ele tamb\u00e9m recorreu \u00e0quela que \u00e9 formid\u00e1vel em meio aos ex\u00e9rcitos mais organizados e aguerridos. No dia 12 de setembro, ele foi \u00e0 igreja com o pr\u00edncipe Carlos e l\u00e1 assistiram \u00e0 santa missa, que ele mesmo quis ajudar, com os bra\u00e7os estendidos em forma de cruz. Depois de comungar e receber a santa b\u00ean\u00e7\u00e3o para si mesmo e para seu ex\u00e9rcito, o pr\u00edncipe levantou-se e disse em voz alta: \u201cSoldados, para a gl\u00f3ria da Pol\u00f4nia, para a liberta\u00e7\u00e3o de Viena, para a salva\u00e7\u00e3o de toda a cristandade, sob a prote\u00e7\u00e3o de Maria, podemos marchar com seguran\u00e7a contra nossos inimigos e a vit\u00f3ria ser\u00e1 nossa\u201d.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O ex\u00e9rcito crist\u00e3o ent\u00e3o desceu das montanhas e avan\u00e7ou em dire\u00e7\u00e3o ao acampamento dos turcos, que, depois de lutar por algum tempo, recuaram para o outro lado do Dan\u00fabio com tanta pressa e confus\u00e3o que deixaram no acampamento o estandarte otomano, cerca de cem mil homens, a maioria de seus equipamentos, todas as suas muni\u00e7\u00f5es de guerra e cento e oitenta pe\u00e7as de artilharia. Nunca houve uma vit\u00f3ria mais gloriosa que custasse t\u00e3o pouco sangue aos vencedores. Soldados carregados de saques podiam ser vistos entrando na cidade, conduzindo \u00e0 sua frente muitos rebanhos de bois que os inimigos haviam abandonado.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Imperador Leopoldo, tendo ouvido falar da derrota dos turcos, retornou a Viena no mesmo dia, mandou cantar um <em>Te Deum<\/em> com a maior solenidade e, em seguida, reconhecendo que uma vit\u00f3ria t\u00e3o inesperada se devia inteiramente \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de Maria, mandou trazer para a igreja principal o estandarte que havia encontrado na tenda do Gr\u00e3o-Vizir. O de Maom\u00e9, ainda mais rico, e que estava hasteado no meio do campo, foi enviado a Roma e apresentada ao Papa. Esse santo pont\u00edfice, tamb\u00e9m intimamente persuadido de que a gl\u00f3ria desse triunfo era toda devida \u00e0 grande M\u00e3e de Deus, e desejoso de perpetuar a mem\u00f3ria desse benef\u00edcio, ordenou que a festa do Santo Nome de Maria, j\u00e1 praticada h\u00e1 algum tempo em alguns pa\u00edses, fosse futuramente celebrada em toda a Igreja no domingo entre a oitava de sua Natividade.<br><br><br><strong>Cap\u00edtulo XI. Associa\u00e7\u00e3o de Maria Auxiliadora em Munique.<br><br><\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A vit\u00f3ria de Viena aumentou maravilhosamente a devo\u00e7\u00e3o a Maria entre os fi\u00e9is e deu origem a uma piedosa sociedade de devotos sob o t\u00edtulo de Confraria de Maria Auxiliadora. Um padre capuchinho, que pregava com grande zelo na igreja paroquial de S\u00e3o Pedro, em Munique, com express\u00f5es fervorosas e comoventes, exortava os fi\u00e9is a se colocarem sob a prote\u00e7\u00e3o de Maria Auxiliadora e a implorar seu patroc\u00ednio contra os turcos que amea\u00e7avam invadir a Baviera a partir de Viena. A devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Bem-Aventurada Virgem Maria Auxiliadora cresceu a tal ponto que os fi\u00e9is quiseram continu\u00e1-la mesmo ap\u00f3s a vit\u00f3ria de Viena, embora os inimigos j\u00e1 tivessem sido for\u00e7ados a deixar a cidade. Foi ent\u00e3o que uma Confraria sob o t\u00edtulo de Maria Auxiliadora foi estabelecida para eternizar a mem\u00f3ria do grande favor obtido da Sant\u00edssima Virgem.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O duque da Baviera, que comandava uma parte do ex\u00e9rcito crist\u00e3o, enquanto o rei da Pol\u00f4nia e o duque da Lorena comandavam o restante da mil\u00edcia, a fim de dar continuidade ao que havia sido feito em sua capital, pediu ao Sumo Pont\u00edfice, Inoc\u00eancio XI, a cria\u00e7\u00e3o da Confraria. O papa concordou de bom grado e concedeu a institui\u00e7\u00e3o implorada com uma bula datada de 18 de agosto de 1684, enriquecendo-a com indulg\u00eancias. Assim, em 8 de setembro do ano seguinte, enquanto o pr\u00edncipe sitiava a cidade de Buda, a Confraria foi estabelecida por sua ordem com grande solenidade na Igreja de S\u00e3o Pedro, em Munique. A partir de ent\u00e3o, os irm\u00e3os dessa Associa\u00e7\u00e3o, unidos em seus cora\u00e7\u00f5es no amor de Jesus e Maria, reuniram-se em Munique e ofereceram ora\u00e7\u00f5es e sacrif\u00edcios a Deus para implorar sua infinita miseric\u00f3rdia. Por meio da prote\u00e7\u00e3o da Sant\u00edssima Virgem, essa Confraria se espalhou rapidamente, de modo que as maiores personalidades se interessaram em se inscrever nela para garantir a assist\u00eancia dessa grande Rainha do C\u00e9u nos perigos da vida e especialmente na hora da morte. Imperadores, reis, rainhas, prelados, sacerdotes e uma infinidade de pessoas de todas as partes da Europa ainda consideram uma grande sorte estar inscritos nela. Os papas concederam muitas indulg\u00eancias \u00e0queles que fazem parte dessa irmandade. Os sacerdotes que s\u00e3o agregados podem agregar outros. Milhares de missas e ros\u00e1rios s\u00e3o rezados durante a vida e ap\u00f3s a morte para aqueles que s\u00e3o seus membros.<br><br><br><strong>Cap\u00edtulo XII. Conveni\u00eancia da festa de Maria Auxiliadora.<br><\/strong><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os fatos que expusemos at\u00e9 agora em honra de Maria Auxiliadora deixam claro o quanto Maria gosta de ser invocada sob esse t\u00edtulo. A Igreja Cat\u00f3lica observou, examinou e aprovou tudo, orientando as pr\u00e1ticas dos pr\u00f3prios fi\u00e9is, para que nem o tempo nem a mal\u00edcia dos homens deturpassem o verdadeiro esp\u00edrito de devo\u00e7\u00e3o.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Recordemos aqui o que j\u00e1 dissemos muitas vezes sobre as gl\u00f3rias de Maria como aux\u00edlio dos crist\u00e3os. Nos livros sagrados, ela \u00e9 simbolizada na arca de No\u00e9, que salva do dil\u00favio universal os seguidores do verdadeiro Deus; na escada de Jac\u00f3, que se eleva at\u00e9 o c\u00e9u; na sar\u00e7a ardente de Mois\u00e9s; na arca da alian\u00e7a; na torre de Davi, que defende contra todos os ataques; na rosa de Jeric\u00f3; na fonte selada; no jardim bem cultivado e guardado de Salom\u00e3o; ela \u00e9 figurada em um aqueduto de b\u00ean\u00e7\u00e3os; no velo de Gede\u00e3o. Em outros lugares, ela \u00e9 chamada de estrela de Jac\u00f3, bela como a lua, eleita como o sol, \u00edris da paz, pupila dos olhos de Deus, aurora, portadora de consola\u00e7\u00f5es, Virgem, M\u00e3e e M\u00e3e de seu Senhor. Esses s\u00edmbolos e express\u00f5es que a Igreja aplica a Maria tornam manifestos os des\u00edgnios providenciais de Deus, que quis torn\u00e1-la conhecida para n\u00f3s antes de seu nascimento como a primog\u00eanita entre todas as criaturas, a mais excelente protetora, ajuda e apoio do g\u00eanero humano.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No Novo Testamento, portanto, as figuras e express\u00f5es simb\u00f3licas cessam; tudo \u00e9 realidade e cumprimento do passado. Maria \u00e9 saudada pelo arcanjo Gabriel, que a chama de cheia de gra\u00e7a; Deus admira a grande humildade de Maria e a eleva \u00e0 dignidade de M\u00e3e do Verbo Eterno. Jesus, Deus imenso, torna-se filho de Maria; por ela ele nasce, por ela \u00e9 educado, assistido. E o Verbo Eterno feito carne se submete em tudo \u00e0 obedi\u00eancia de sua augusta M\u00e3e. A pedido dela, Jesus realiza o primeiro de seus milagres em Can\u00e1 da Galileia; no Calv\u00e1rio, ela se torna de fato a M\u00e3e comum dos crist\u00e3os. Os ap\u00f3stolos fazem dela sua guia e mestra de virtude. Com ela, eles se re\u00fanem para orar no cen\u00e1culo; com ela, eles participam da ora\u00e7\u00e3o e, no final, recebem o Esp\u00edrito Santo. Aos ap\u00f3stolos ela dirige suas \u00faltimas palavras e gloriosamente voa para o c\u00e9u.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De seu mais alto trono de gl\u00f3ria, ela diz: <em>Ego in altissimis habito ut ditem diligentes me et thesauros corum repleam<\/em>. Eu habito o mais alto trono de gl\u00f3ria para enriquecer com b\u00ean\u00e7\u00e3os aqueles que me amam e para encher seus tesouros com favores celestiais. Assim, a partir de sua Assun\u00e7\u00e3o ao c\u00e9u, come\u00e7ou o constante e ininterrupto concurso dos crist\u00e3os a Maria, e nunca se ouviu falar, diz S\u00e3o Bernardo, de algu\u00e9m que confiantemente apelasse a ela e n\u00e3o fosse ouvido. Da\u00ed a raz\u00e3o pela qual cada s\u00e9culo, cada ano, cada dia e, podemos dizer, cada momento \u00e9 marcado na hist\u00f3ria por algum grande favor concedido \u00e0queles que a invocaram com f\u00e9. Da\u00ed tamb\u00e9m a raz\u00e3o pela qual cada reino, cada cidade, cada pa\u00eds, cada fam\u00edlia tem uma igreja, uma capela, um altar, uma imagem, uma pintura ou algum sinal que lembra uma gra\u00e7a concedida \u00e0queles que recorreram a ela nas necessidades da vida. Os acontecimentos gloriosos contra os nestorianos e contra os albigenses; as palavras que Maria disse a S\u00e3o Domingos na \u00e9poca em que lhe recomendou a prega\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio, que a Bem-Aventurada Virgem chamou de <em>magnum in Ecclesia praesidium<\/em> [grande defesa da Igreja]; a vit\u00f3ria de Lepanto, de Viena, de Buda, a Confraria de Munique, a de Roma, a de Turim e muitas outras erigidas em v\u00e1rios pa\u00edses da cristandade, deixam suficientemente claro qu\u00e3o antiga e difundida \u00e9 a devo\u00e7\u00e3o a Maria Auxiliadora, quanto esse t\u00edtulo lhe agrada e quanto benef\u00edcio traz aos povos crist\u00e3os. Assim, Maria p\u00f4de proferir com toda a raz\u00e3o as palavras que o Esp\u00edrito Santo colocou em sua boca: <em>In omni gente primatum habui<\/em>. Sou reconhecida como senhora entre todas as na\u00e7\u00f5es.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Esses fatos, t\u00e3o gloriosos para a Sant\u00edssima Virgem, faziam com que se desejasse a interven\u00e7\u00e3o expressa da Igreja para dar o limite e o modo pelo qual Maria poderia ser invocada sob o t\u00edtulo de Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os; e a Igreja j\u00e1 havia intervindo de certa forma com a aprova\u00e7\u00e3o das confrarias, ora\u00e7\u00f5es e muitas pr\u00e1ticas piedosas \u00e0s quais est\u00e3o ligadas as santas indulg\u00eancias, e que em todo o mundo proclamam <em>Maria Auxilium Christianorum<\/em>.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ainda faltava uma coisa: um dia estabelecido do ano para honrar o t\u00edtulo de Maria Auxiliadora, ou seja, um dia de festa com um rito, uma missa e um of\u00edcio aprovados pela Igreja, e o dia dessa solenidade foi fixado. Para que os Pont\u00edfices determinassem essa importante institui\u00e7\u00e3o, era necess\u00e1rio algum evento extraordin\u00e1rio, que n\u00e3o demorou muito para se manifestar aos homens.<\/p>\n\n\n\n<p><br><em><a href=\"..\/pt-pt\/maria-auxiliadora\/maravilhas-da-mae-de-deus-invocada-sob-o-titulo-de-maria-auxiliadora-7-13\">(continua)<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(continua\u00e7\u00e3o do artigo anterior) Cap\u00edtulo IX. 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