{"id":26540,"date":"2024-02-21T13:22:32","date_gmt":"2024-02-21T13:22:32","guid":{"rendered":"https:\/\/exciting-knuth.178-32-140-152.plesk.page\/?p=26540"},"modified":"2024-05-02T12:20:57","modified_gmt":"2024-05-02T12:20:57","slug":"ser-amavel-como-dom-bosco-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/dom-bosco\/ser-amavel-como-dom-bosco-2-2\/","title":{"rendered":"Ser am\u00e1vel como Dom Bosco (2\/2)"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><a href=\"..\/pt-pt\/dom-bosco\/ser-amavel-como-dom-bosco-1-2\/\">(continua\u00e7\u00e3o do artigo anterior)<\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><strong>5) Ser aut\u00eanticos<br><\/strong><\/strong>Na era digital, as pessoas aut\u00eanticas s\u00e3o muito importantes. Elas n\u00e3o se exibem, n\u00e3o tentam se encaixar em um molde, sentem-se confort\u00e1veis com quem s\u00e3o e n\u00e3o t\u00eam medo de mostrar isso. Elas expressam seus pensamentos e sentimentos com total honestidade, sem se preocupar com o que os outros possam pensar, criando um ambiente de honestidade e aceita\u00e7\u00e3o.<br>Em suas <em>Mem\u00f3rias<\/em>, est\u00e1 registrada esta declara\u00e7\u00e3o convicta: \u201cEu era temido por todos os companheiros, mesmo pelos mais velhos em idade e estatura, por minha coragem e for\u00e7a impetuosa\u201d.<br>\u201c\u00c9 in\u00fatil\u201d, dir\u00e1 por sua vez o P. Cafasso, \u201cele quer fazer as coisas a seu modo; no entanto, \u00e9 preciso deixar que ele as fa\u00e7a; mesmo quando um projeto seria desaconselh\u00e1vel, Dom Bosco consegue\u201d. Ressentida por n\u00e3o t\u00ea-lo conquistado para sua causa, a Marquesa Barolo o acusou de ser \u201cteimoso, obstinado, orgulhoso\u201d.<br>S\u00e3o bons tijolos. Ele sabe como us\u00e1-los bem para construir uma obra-prima.<br><br><strong>A simplicidade<\/strong>.<br>Muitas pessoas precisam fingir ser diferentes, para parecerem mais fortes do que s\u00e3o, querer ser o que n\u00e3o s\u00e3o.<br>As flores simplesmente desabrocham. A leveza silenciosa \u00e9 o que elas s\u00e3o. A pessoa simples \u00e9 como os p\u00e1ssaros no c\u00e9u. \u00c0s vezes, a can\u00e7\u00e3o; mais frequentemente o sil\u00eancio; mas sempre a vida. Dom Bosco vive enquanto respira. \u00c9 sempre ele. Nunca duplo, nunca pretensioso, nunca complexo. Intelig\u00eancia n\u00e3o \u00e9 confus\u00e3o, complica\u00e7\u00e3o, esnobismo. A realidade \u00e9 complexa, sem d\u00favida. N\u00e3o poder\u00edamos descrever facilmente uma \u00e1rvore, uma flor, uma estrela, uma pedra&#8230; Isso n\u00e3o as impede de serem simplesmente o que s\u00e3o. A rosa n\u00e3o tem um porqu\u00ea, ela floresce porque floresce, n\u00e3o se preocupa consigo mesma, n\u00e3o quer ser vista&#8230;<br>As Mem\u00f3rias contam que em 1877, em Ancona, \u201cDom Bosco foi celebrar a missa por volta das dez horas na igreja de Jesus, dirigida pelos Mission\u00e1rios do Precios\u00edssimo Sangue. Um jovem lhe serviu a missa, e nunca mais se esqueceu daquele encontro pelo resto de sua vida. Viu entrar na sacristia um \u201cpadrezinho\u201d baixo, modesto de rosto e de atitude, totalmente desconhecido. Mas \u201cnaquele rosto moreno\u201d ele viu algo de uma bondade atraente, que imediatamente despertou nele um misto de curiosidade e rever\u00eancia. Enquanto celebrava, ele percebeu que havia algo de especial nele, algo que convidava ao recolhimento e ao fervor. No final da missa, depois da a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, o padre colocou a m\u00e3o em sua cabe\u00e7a, deu-lhe dez centavos, quis saber quem ele era e o que fazia, e lhe disse algumas palavras bonitas. Quarenta e oito anos depois, aquele jovem, cujo nome era Eugenio Marconi e que era aluno do Instituto Bom Pastor, iria escrever: \u201cOh, a do\u00e7ura daquela voz&#8230; a afabilidade, o afeto contido naquelas palavras! Fiquei confuso e comovido\u201d. Pouco tempo depois, ele descobriu que o \u201cpadrezinho\u201d era Dom Bosco, de quem foi amigo dedicado por toda a vida.<br>O oposto de simplicidade n\u00e3o \u00e9 complica\u00e7\u00e3o, mas falsidade. Simplicidade \u00e9 nudez, espolia\u00e7\u00e3o, pobreza. Sem outra riqueza a n\u00e3o ser tudo. Sem outro tesouro que n\u00e3o seja nada. Simplicidade \u00e9 liberdade, leveza, transpar\u00eancia. Simples como o ar, livre como o ar. Como uma janela aberta para o grande sopro do mundo, para a presen\u00e7a infinita e silenciosa de tudo.<br>Onde sopra o Esp\u00edrito do Evangelho: \u201cVede os p\u00e1ssaros que vivem em liberdade: eles n\u00e3o semeiam, n\u00e3o colhem, n\u00e3o colocam suas colheitas em celeiros&#8230; mas o vosso Pai, que est\u00e1 nos c\u00e9us, os alimenta! Pois bem, n\u00e3o s\u00e3o voc\u00eas muito mais importantes do que eles?\u201d (Mt 6,26).<br>As <em>Mem\u00f3rias Biogr\u00e1ficas<\/em> afirmam tranquilamente: \u201cEra evidente que ele se atirara nos bra\u00e7os da Divina Provid\u00eancia, como uma crian\u00e7a nos bra\u00e7os de sua m\u00e3e\u201d (MB III, 36 \u2013 MBp III, 42).<br>Tudo \u00e9 simples para Deus. Tudo \u00e9 divino para os simples. At\u00e9 mesmo o trabalho. At\u00e9 mesmo o esfor\u00e7o.\u00a0<br><br><strong>6) Ser resiliente<br><\/strong>A vida \u00e9 cheia de surpresas. As coisas nem sempre correm bem e, \u00e0s vezes, enfrentamos desafios que testam nossa for\u00e7a e determina\u00e7\u00e3o. Nesses momentos, a resili\u00eancia \u00e9 uma qualidade poderosa. Trata-se de ter a for\u00e7a mental e emocional para se recuperar diante da adversidade, para seguir em frente mesmo quando as coisas ficam dif\u00edceis. E isso \u00e9 algo que as pessoas admiram. Ter algu\u00e9m ao seu lado que encarna a coragem pode ser uma fonte incr\u00edvel de inspira\u00e7\u00e3o. Acho que o melhor t\u00edtulo para uma vida de Dom Bosco \u00e9 Jo\u00e3ozinho Sempre-em-P\u00e9.<br>Dom Cagliero recorda: \u201cNos 35 anos em que estive ao seu lado, n\u00e3o me lembro de t\u00ea-lo visto um \u00fanico momento, desanimado, aborrecido ou inquieto por causa das d\u00edvidas que muitas vezes o sobrecarregavam. Ele dizia com frequ\u00eancia: \u00abA Provid\u00eancia \u00e9 grande e, assim como pensa nos p\u00e1ssaros do c\u00e9u, pensar\u00e1 em meus jovens\u00bb.<br>\u201cVeja, sou um padre pobre, mas se me sobrasse apenas um peda\u00e7o de p\u00e3o, eu o repartiria com voc\u00ea\u201d. Essa foi a frase mais repetida por Dom Bosco.<br>Os verdadeiros amigos s\u00e3o como as estrelas&#8230; voc\u00ea nem sempre as v\u00ea, mas sabe que elas est\u00e3o sempre l\u00e1.<br><br><strong>7) Ser humildes<br><\/strong>As pessoas humildes n\u00e3o precisam de elogios ou reconhecimentos constantes para se sentirem bem consigo mesmas e n\u00e3o sentem a necessidade de provar seu valor aos outros. Al\u00e9m disso, elas t\u00eam uma mente aberta e est\u00e3o sempre dispostas a aprender com os outros, independentemente de seu status ou posi\u00e7\u00e3o.<br>Dom Bosco nunca teve vergonha de pedir esmolas. Humilde e forte, como sua Mestra havia lhe pedido. Ele mantinha a cabe\u00e7a erguida com todos.<br><br><strong>8) Espalhar a ternura<br><\/strong>Miguel Rua se afei\u00e7oou a Dom Bosco, aquele sacerdote ao lado do qual se sentia alegre e como que cheio de calor. Miguelzinho morava na <em>Real F\u00e1brica de Armas<\/em>, onde seu pai havia sido empregado. Quatro de seus irm\u00e3os haviam morrido muito jovens, e ele era muito fr\u00e1gil. Por isso, sua m\u00e3e n\u00e3o o deixava ir muitas vezes ao orat\u00f3rio. Mas ele encontrou igualmente a Dom Bosco junto aos Irm\u00e3os das Escolas Crist\u00e3s, onde cursou a terceira s\u00e9rie elementar. Ele contou:<br>\u201cQuando Dom Bosco vinha rezar a missa e pregar para n\u00f3s, assim que entrava na capela, parecia que uma corrente el\u00e9trica passava por todas aquelas numerosas crian\u00e7as. N\u00f3s pul\u00e1vamos em p\u00e9, sa\u00edamos de nossos lugares e nos amonto\u00e1vamos em torno dele. Demorava muito tempo para ele chegar \u00e0 sacristia. Os bons Irm\u00e3os n\u00e3o conseguiam evitar aquela aparente desordem. Quando vinham outros padres, nada disso acontecia\u201d.<br>Dom Bosco era t\u00e3o atraente quanto um \u00edm\u00e3. H\u00e1 um epis\u00f3dio c\u00f4mico e terno, narrado nas <em>Mem\u00f3rias Biogr\u00e1ficas<\/em> de Dom Bosco com a leveza dos \u201cFioretti\u201d:<br>\u201cUma tarde, Dom Bosco caminhava por uma cal\u00e7ada da Rua Doragrossa, atualmente Rua Garibaldi, e passou diante de uma magn\u00edfica vitrine de uma loja de tecidos, cujo vidro ocupava toda a largura da porta. Um rapaz do Orat\u00f3rio, que ali trabalhada como empregado, vendo Dom Bosco, no primeiro impulso do seu cora\u00e7\u00e3o, sem pensar que a porta estava fechada, correu para saud\u00e1-lo, mas bateu com a cabe\u00e7a no vidro e o reduziu a cacos. Ouvindo o rumor dos vidros caindo, Dom Bosco parou e abriu a porta. O menino, todo mortificado, chegou perto dele, e o patr\u00e3o saiu da loja, levantou a voz e gritou; os passantes logo se amontoaram. \u201cO que voc\u00ea fez?\u201d \u2013 perguntou Dom Bosco ao rapaz, e ele ingenuamente respondeu: \u201cEu vi o senhor passar e, pela grande vontade de cumpriment\u00e1-lo, n\u00e3o reparei que devia abrir a porta e acabei quebrando tudo\u201d. (<em>Mem\u00f3rias Biogr\u00e1ficas III, 169-170 \u2013 MBp III, 135<\/em>).<br>Era um sentimento explosivo de amizade que os meninos sentiam por Dom Bosco. Seguindo a linha de S\u00e3o Francisco de Sales, o cantor da amizade espiritual, Dom Bosco sentia que a amizade baseada na benevol\u00eancia e na confian\u00e7a m\u00fatuas parecia essencial para seu sistema preventivo.<br>Para Dom Bosco, a amizade era aquele \u201ctoque extra\u201d que transformava um m\u00e9todo educacional semelhante a outros em uma obra-prima \u00fanica e original.<br>O P. Rua, Dom Cagliero e outros <strong>o chamavam de pai<\/strong>&#8230;<br>No final das contas, a bondade \u00e9 o que mais importa. \u00c9 a maneira como s\u00e3o tratados os outros, a compaix\u00e3o demonstrada e o amor partilhado que realmente definem quem voc\u00eas s\u00e3o como pessoa. A gentileza pode ser t\u00e3o simples quanto um sorriso, uma palavra de incentivo ou uma m\u00e3o estendida. A ideia \u00e9 fazer com que os outros se sintam valorizados e amados. Os meninos de Dom Bosco testemunhar\u00e3o com uma insist\u00eancia quase mon\u00f3tona: \u201cEle me amava\u201d. Um deles, S\u00e3o Lu\u00eds Orione, escrever\u00e1: \u201cEu andaria sobre brasas para v\u00ea-lo mais uma vez e dizer-lhe obrigado\u201d.<br>O menino n\u00e3o conseguia entender como Dom Bosco, que ele havia encontrado por acaso semanas antes no p\u00e1tio, ainda se lembrava de seu nome. Ele tomou coragem e lhe perguntou: <em>\u201cDom Bosco, como o senhor se lembrou do meu nome?\u201d<br>\u201cNunca me esque\u00e7o de meus filhos!\u201d<\/em>, respondeu ele.<br><br>A um rapaz que estava deixando o Orat\u00f3rio por vontade pr\u00f3pria, Dom Bosco, ao encontr\u00e1-lo, perguntou:<br>\u201cO que voc\u00ea tem na m\u00e3o?\u201d<br>\u201cCinco liras que minha m\u00e3e me deu para comprar uma passagem de trem\u201d.<br>\u201cSua m\u00e3e pagou a passagem para a viagem do Orat\u00f3rio at\u00e9 sua casa, e est\u00e1 bem. Agora pegue essas outras cinco liras. Elas s\u00e3o para sua passagem de volta. Sempre que precisar, venha me ver!\u201d.<br>A aten\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma de gentileza, assim como a desaten\u00e7\u00e3o \u00e9 a maior grosseria que se pode fazer. \u00c0s vezes, \u00e9 uma viol\u00eancia impl\u00edcita, especialmente quando se trata de crian\u00e7as: a neglig\u00eancia \u00e9 corretamente considerada abuso quando atinge um limite insuport\u00e1vel, mas em pequenas doses faz parte das ignom\u00ednias comuns que muitas crian\u00e7as s\u00e3o for\u00e7adas a suportar. A desaten\u00e7\u00e3o \u00e9 o gelo: e \u00e9 dif\u00edcil crescer no gelo, onde o \u00fanico consolo talvez seja uma televis\u00e3o cheia de sonhos violentos ou consumistas. Aten\u00e7\u00e3o \u00e9 calor e afeto, o que permite que o melhor potencial se desenvolva e flores\u00e7a.<br>\u201cTamb\u00e9m preciso que as pessoas conhe\u00e7am a import\u00e2ncia dos Cooperadores Salesianos. At\u00e9 agora, parece uma coisa pequena, mas espero que, por esse meio, uma boa parte da popula\u00e7\u00e3o italiana se torne salesiana e abra caminho para muitas coisas. A obra dos Cooperadores Salesianos&#8230; se espalhar\u00e1 por todos os pa\u00edses, se espalhar\u00e1 por toda a cristandade, chegar\u00e1 um tempo em que o nome Cooperador significar\u00e1 verdadeiro crist\u00e3o&#8230; j\u00e1 posso ver n\u00e3o apenas fam\u00edlias, mas cidades e vilarejos inteiros se tornando Cooperadores Salesianos.<br>Uma vez que as previs\u00f5es de Dom Bosco se tornaram realidade, preparem-se para ver maravilhas neste s\u00e9culo!<br><br><strong>9) \u00c9 assim que Dom Bosco pregava Deus<br><\/strong>Aqueles que escrevem sobre ele est\u00e3o flagrantemente errados quando tentam transform\u00e1-lo em um pedagogo ou mesmo em um genial inovador social. Certamente, Dom Bosco se preocupava com obras de caridade, como muitos outros, e tamb\u00e9m com a justi\u00e7a social. No entanto, sua for\u00e7a excepcional reside no fato de que, em tudo o que fazia, ele confiava \u00fanica e completamente em Deus.<br>\u201c\u00c9 realmente admir\u00e1vel\u201d, exclamou um dos presentes, \u201ca maneira como as coisas acontecem. Dom Bosco come\u00e7a e nunca desiste\u201d.<br>\u00a0\u201c\u00c9 por isso\u201d, prosseguiu Dom Bosco, \u201cque nunca desistimos, porque sempre avan\u00e7amos pelo lado seguro. Antes de empreender algo, nos certificamos de que \u00e9 a vontade de Deus que as coisas sejam feitas. Come\u00e7amos nossos trabalhos com a certeza de que \u00e9 Deus quem os deseja. Tendo essa certeza, seguimos em frente. Pode parecer que mil dificuldades sejam encontradas ao longo do caminho; n\u00e3o importa; Deus assim o quer, e permanecemos intr\u00e9pidos diante de qualquer obst\u00e1culo. Confio ilimitadamente na Provid\u00eancia Divina; <em>mas a Provid\u00eancia tamb\u00e9m quer ser ajudada por nossos imensos esfor\u00e7os<\/em>\u201d.<br>Seus esfor\u00e7os sempre t\u00eam a cor do infinito.<br>At\u00e9 mesmo Nietzsche afirma que a percep\u00e7\u00e3o da vida interior das pessoas \u00e9 instintiva. Assim, os jovens t\u00eam uma aptid\u00e3o natural para observar o que est\u00e1 por tr\u00e1s do exterior de uma pessoa.\u00a0 Eles t\u00eam antenas especiais para captar sinais que n\u00e3o podem ser observados por meios comuns. Eles s\u00e3o capazes de perceber o que est\u00e1 oculto para os outros.<br>Nossa antena espiritual nos torna sens\u00edveis \u00e0 beleza moral das pessoas, instintivamente nos faz notar a dimens\u00e3o moral e espiritual de suas vidas.\u00a0<br>Em 1864, Dom Bosco chega a Mornese com seus meninos, em seus passeios de outono. J\u00e1 \u00e9 noite. As pessoas v\u00e3o ao seu encontro, precedidas pelo p\u00e1roco, P. Valle, e pelo P. Pestarino. A banda toca, muitos se ajoelham quando Dom Bosco passa e pedem que ele os aben\u00e7oe. Os jovens e o povo entram na igreja, \u00e9 dada a b\u00ean\u00e7\u00e3o com o Sant\u00edssimo Sacramento e, em seguida, todos v\u00e3o jantar.<br>Depois, incentivados pelos aplausos, os meninos do Dom Bosco fazem um breve concerto de marchas e m\u00fasicas alegres. Na primeira fila est\u00e1 Maria Mazzarello, de 27 anos. No final, Dom Bosco diz algumas palavras: \u201cEstamos todos cansados, e meus rapazes querem ter uma boa noite de sono. Amanh\u00e3, por\u00e9m, falaremos mais longamente\u201d.<br>Dom Bosco ficou cinco dias em Mornese. Todas as noites Maria Mazzarello pode ouvir a \u201cboa noite\u201d que ele d\u00e1 aos seus jovens. Ela sobe nos bancos para se aproximar daquele homem. Algu\u00e9m a repreende por esse gesto impr\u00f3prio. Ela responde: \u201cDom Bosco \u00e9 um santo, eu sinto isso\u201d.<br><br>\u00c9 muito mais do que apenas uma sensa\u00e7\u00e3o. A quantas mulheres ele mudar\u00e1 a vida? Basta um movimento, um simples movimento do tipo que as crian\u00e7as fazem quando correm para frente com toda a sua for\u00e7a, sem medo de cair ou morrer, alheias ao peso do mundo.<br>\u00c9 novamente uma quest\u00e3o de espelho: ningu\u00e9m voltou seu rosto para as mulheres mais do que Jesus Cristo, como se volta o olhar para a folhagem das \u00e1rvores, como se inclina sobre a \u00e1gua de um rio para obter for\u00e7a e vontade para continuar seu caminho. As mulheres na B\u00edblia s\u00e3o numerosas. Elas est\u00e3o presentes no in\u00edcio e no fim. Elas d\u00e3o \u00e0 luz a Deus, veem-no crescer, brincar e morrer, e depois o ressuscitam com gestos simples do amor incontido.<br><br>Ainda h\u00e1 aqueles que se preocupam com as demonstra\u00e7\u00f5es da exist\u00eancia de Deus. A demonstra\u00e7\u00e3o mais perfeita de Deus n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil.<br>A crian\u00e7a perguntou \u00e0 sua m\u00e3e: \u201cEm sua opini\u00e3o, Deus existe?\u201d<br>\u201cSim.\u201d<br>\u00a0\u201cComo \u00e9 isso?\u201d<br>A mulher puxou o filho para si.<br>Ela o abra\u00e7ou com for\u00e7a e disse: \u201cDeus \u00e9 assim\u201d.<br>\u201cEntendi\u201d.<br>O P. Paulo \u00c1lbera afirmou: \u201cDom Bosco educou amando, atraindo, conquistando e transformando. [&#8230;] Ele nos envolvia a todos e quase inteiramente em uma atmosfera de contentamento e felicidade, da qual a dor, a tristeza, a melancolia eram banidas&#8230; Tudo nele exercia uma poderosa atra\u00e7\u00e3o sobre n\u00f3s: seu olhar penetrante, \u00e0s vezes mais eficaz do que um serm\u00e3o; o simples movimento de sua cabe\u00e7a; o sorriso que aflorava perpetuamente em seus l\u00e1bios, sempre novo e variado, mas sempre calmo; a flex\u00e3o de sua boca, como quando se quer falar sem pronunciar as palavras; as pr\u00f3prias palavras cadenciadas de uma forma e n\u00e3o de outra; o porte de sua pessoa e seu andar delicado e alegre: todas essas coisas agiam em nossos cora\u00e7\u00f5es juvenis como um \u00edm\u00e3 do qual era imposs\u00edvel escapar; e mesmo que pud\u00e9ssemos, n\u00e3o o ter\u00edamos feito nem por todo o ouro do mundo, t\u00e3o felizes est\u00e1vamos com essa singular ascend\u00eancia dele sobre n\u00f3s, que era a coisa mais natural nele, sem qualquer afeta\u00e7\u00e3o ou esfor\u00e7o\u201d.<br><br><strong>Sempre presente e vivo. Deus como companhia, ar que se respira<\/strong>. Deus como \u00e1gua para os peixes. Deus como o ninho quente de um cora\u00e7\u00e3o amoroso. Deus como o aroma da vida. Deus \u00e9 o que as crian\u00e7as conhecem, n\u00e3o os adultos.<br><br><strong><em><strong><em>Agora vamos mudar o mundo (Willy Wonka)<\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(continua\u00e7\u00e3o do artigo anterior) 5) Ser aut\u00eanticosNa era digital, as pessoas aut\u00eanticas s\u00e3o muito importantes&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":26533,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"iawp_total_views":29,"footnotes":""},"categories":[173],"tags":[2565,2561,1749,2577,2224,2226,2228,2619,2025],"class_list":["post-26540","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dom-bosco","tag-caridade","tag-carisma-salesiano","tag-conselhos","tag-dom-bosco","tag-formacao","tag-salesianos","tag-santos","tag-testemunhos","tag-virtude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26540","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26540"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26540\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26533"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26540"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26540"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26540"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}