{"id":25915,"date":"2024-01-17T08:22:15","date_gmt":"2024-01-17T08:22:15","guid":{"rendered":"https:\/\/exciting-knuth.178-32-140-152.plesk.page\/?p=25915"},"modified":"2024-02-02T16:37:27","modified_gmt":"2024-02-02T16:37:27","slug":"dom-bosco-e-os-animais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/dom-bosco\/dom-bosco-e-os-animais\/","title":{"rendered":"Dom Bosco e os animais"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><em>Dom Bosco amava os animais? Eles est\u00e3o presentes em sua vida? E que rela\u00e7\u00e3o ele tinha com eles? Algumas perguntas que est\u00e3o tentando ser respondidas.<\/em><\/em><br><br><br><strong>P\u00e1ssaros, cachorros, cavalos etc.<br><\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No est\u00e1bulo da \u201cCasinha\u201d, para onde Mam\u00e3e Margarida havia se mudado com os filhos e a sogra, ap\u00f3s a morte inesperada do marido Francisco, havia uma vaquinha, um <em>bezerro<\/em> e um <em>burrinho<\/em>. No canto da casa, um galinheiro.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim que p\u00f4de, Jo\u00e3o levava a vaquinha para pastar, mas estava mais interessado nas ninhadas de <em>p\u00e1ssaros<\/em>. Ele mesmo relembra esse fato em suas \u00abMem\u00f3rias\u00bb: \u201cEu tinha grande habilidade em ca\u00e7ar passarinhos com arapuca, al\u00e7ap\u00e3o, visgo ou la\u00e7os; era tamb\u00e9m muito entendido em ninhos.\u201d (MO 30 \u2013 MOp 37-38).<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o bem conhecidos os v\u00e1rios incidentes deste seu \u201cof\u00edcio\u201d. Lembremos daquela vez em que seu bra\u00e7o ficou preso na fenda de um tronco de \u00e1rvore, onde ele havia descoberto um ninho de chapim-real; ou daquela outra vez em que ele viu um cuco matar uma ninhada de rouxin\u00f3is. Em outra ocasi\u00e3o, ele viu sua pega morrer de gula depois de engolir muitas cerejas, inclusive o caro\u00e7o. Um dia, para alcan\u00e7ar uma ninhada encontrada em um velho carvalho, ele escorregou e caiu pesadamente no ch\u00e3o. E um dia triste, ao voltar da escola, encontrou seu melro favorito, criado em uma gaiola e treinado para assobiar melodias, morto pelo gato.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quanto aos <em>galin\u00e1ceos<\/em>, remonta \u00e0queles anos o fato da misteriosa galinha deixada sob a peneira na casa de seus av\u00f3s em Capriglio e libertada por Giovanni em meio a risadas de al\u00edvio. Tamb\u00e9m daqueles anos \u00e9 o incidente do peru roubado por um malandro e devolvido com coragem e um toque de imprud\u00eancia infantil. Dos anos de Chieri \u00e9 o truque do frango com geleia levado \u00e0 mesa e que saiu da panela vivo e gritando.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Jo\u00e3o fez uma verdadeira amizade com um c\u00e3o em Sussambrino, o c\u00e3o de ca\u00e7a de seu irm\u00e3o Jos\u00e9. Ele o treinou para abocanhar no ar os peda\u00e7os de p\u00e3o na hora e a n\u00e3o com\u00ea-los at\u00e9 que fosse ordenado. Ele o ensinou a subir e descer a escada do celeiro e a fazer saltos e truques de circo. O c\u00e3o de ca\u00e7a o seguia por toda parte e, quando Jo\u00e3o o levou de presente para os parentes em Moncucco, o pobre animal, tomado pela saudade, voltou para casa sozinho em busca do amigo perdido.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como estudante em Castelnuovo, Jo\u00e3o tamb\u00e9m aprendeu a andar a <em>cavalo<\/em>. No ver\u00e3o de 1832, o reitor P. Dassano, que era seu tutor na escola, confiou a ele os cuidados com o est\u00e1bulo. Jo\u00e3o tinha de levar o cavalo para passear e, quando sa\u00eda da aldeia, pulava em seu lombo e o fazia galopar.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como neossacerdote, convidado a pregar em Lauriano, a cerca de 30 km de Castelnuovo, ele partiu a cavalo. Mas a viagem terminou mal. Na colina de Berzano, o animal, assustado por um grande bando de p\u00e1ssaros, se levantou e o cavaleiro acabou caindo no ch\u00e3o.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dom Bosco fez muitas outras cavalgadas em suas andan\u00e7as pelo Piemonte e nos passeios com os meninos. Basta lembrar a triunfante subida a Superga na primavera de 1846 em um cavalo com arreios de alto padr\u00e3o, enviado a ele em Sassi pelo padre G. Anselmetti.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Muito menos triunfante foi a travessia dos Apeninos no lombo de um <em>burro<\/em> na jornada para Salicetto Langhe em novembro de 1857. O caminho era estreito e \u00edngreme, e a neve era alta. O animal trope\u00e7ava e ca\u00eda a cada curva, e Dom Bosco foi obrigado a desmontar e empurr\u00e1-lo para frente. A descida foi ainda mais dif\u00edcil e s\u00f3 o Senhor sabe como ele conseguiu chegar ao vilarejo a tempo para a miss\u00e3o sagrada.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Essa n\u00e3o foi a \u00faltima viagem de Dom Bosco em lombo de burro. Em julho de 1862, ele percorreu seis quil\u00f4metros de Lanzo a Santo In\u00e1cio da mesma forma. E assim, provavelmente, em outras ocasi\u00f5es.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas uma das viagens mais gloriosas de Dom Bosco foi a de outubro de 1864, de Gavi a Mornese. Ele chegou ao vilarejo tarde da noite, com o som festivo dos sinos. As pessoas sa\u00edram de suas casas com l\u00e2mpadas acesas e se ajoelharam quando ele passou, pedindo uma b\u00ean\u00e7\u00e3o. Era o hosana do povo ao santo dos jovens.<br><br><strong>Os animais nos sonhos de Dom Bosco<br><\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Se passarmos a considerar os sonhos de Dom Bosco, encontraremos uma grande variedade de animais dom\u00e9sticos e selvagens, mansos e ferozes, representando os jovens e suas virtudes e defeitos, o diabo e suas lisonjas, o mundo e suas paix\u00f5es.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No sonho dos 9 anos, quando os meninos desapareceram, uma multid\u00e3o de <em>cabritos<\/em>, <em>cachorros<\/em>, <em>gatos<\/em>, <em>ursos<\/em> e outros animais apareceram para Jo\u00e3ozinho, todos eles transformados em mansos <em>cordeiros<\/em>. No sonho de 16 anos, a majestosa Senhora lhe confiou um rebanho; no de 22 anos, ele viu novamente os jovens transformados em cordeiros; e, finalmente, no de 1844, os cordeiros se transformaram em pastores!<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em 1861, Dom Bosco teve o sonho de passear no Para\u00edso. Naquela viagem, os jovens que estavam com ele se depararam com lagos para atravessar. Um deles estava cheio de <em>animais ferozes<\/em> prontos para devorar qualquer um que tentasse atravess\u00e1-lo.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na v\u00e9spera da Festa da Assun\u00e7\u00e3o, em 1862, ele sonhou que estava nos Becchi com todos os seus jovens, quando uma <em>cobra<\/em> de 7 a 8 metros de comprimento apareceu no prado, horripilante. Mas um guia lhe ensinou a peg\u00e1-la com uma corda, que mais tarde foi transformada em um ros\u00e1rio.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em 6 de janeiro de 1863, Dom Bosco contou aos meninos o famoso sonho do <em>elefante<\/em> que apareceu no p\u00e1tio de Valdocco. Ele tinha um tamanho imenso e divertia os meninos de maneira am\u00e1vel. Ele os seguiu at\u00e9 a igreja, mas se ajoelhou na dire\u00e7\u00e3o oposta, com o focinho voltado para a entrada. Em seguida, saiu novamente para o p\u00e1tio e, de repente, seu humor mudou e, com farpas assustadoras, atacou os jovens para despeda\u00e7\u00e1-los. Ent\u00e3o a estatueta de Nossa Senhora, ainda hoje colocada sob o p\u00f3rtico, se animou e abriu seu manto para proteger e salvar aqueles que se refugiaram com ela.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em 1864, Dom Bosco teve o sonho dos <em>corvos<\/em> voando sobre o p\u00e1tio de Valdocco para bicar os meninos. Em 1865, foi a vez de uma perdiz e de uma codorna, s\u00edmbolos da virtude e do v\u00edcio, respectivamente. Depois veio o sonho da <em>\u00e1guia<\/em> majestosa descendo para agarrar um menino do Orat\u00f3rio; e novamente o do grande <em>gato<\/em> com olhos de fogo.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em 1867, Dom Bosco teve a impress\u00e3o de ver um grande <em>sapo<\/em> nojento, o dem\u00f4nio, entrar em seu quarto. Em 1872, ele contou o sonho do rouxinol. Em 1876, o das <em>galinhas<\/em>, o do <em>touro<\/em> furioso e tamb\u00e9m o da carro\u00e7a puxada por um <em>porco<\/em> e um <em>sapo<\/em> enorme.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em 1878, ele viu em um sonho um <em>gato<\/em> sendo perseguido por dois <em>c\u00e3es de ca\u00e7a<\/em>. E assim por diante.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Deixando para os especialistas a discuss\u00e3o desses sonhos, sabemos, por\u00e9m, que eles tinham uma grande fun\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica nas casas de Dom Bosco e que, especialmente em alguns deles, \u00e9 dif\u00edcil n\u00e3o ver uma interven\u00e7\u00e3o especial de Deus.<br><br><strong>O cachorro cinzento<br><\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas se quisermos chegar ao limiar do mist\u00e9rio, devemos nos lembrar <em>do \u201cCinzento\u201d, aquele c\u00e3o misterioso<\/em> que apareceu tantas vezes para proteger Dom Bosco nos momentos em que sua vida corria perigo.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em suas \u201cMem\u00f3rias\u201d, o pr\u00f3prio Dom Bosco escreve sobre ele: \u201cO c\u00e3o cinzento foi objeto de muita conversa e de v\u00e1rias suposi\u00e7\u00f5es. N\u00e3o poucos de voc\u00eas o viram e at\u00e9 o acariciaram. Agora, deixando de lado as estranhas hist\u00f3rias que se contam sobre esse c\u00e3o, vou lhes contar o que \u00e9 pura verdade\u201d (MO 251. E ele passa a contar sobre os riscos que corria ao voltar para Valdocco tarde da noite na d\u00e9cada de 1850 e como esse grande c\u00e3o frequentemente aparecia de repente ao seu lado e o acompanhava at\u00e9 sua casa.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ele conta, por exemplo, sobre aquela noite de novembro de 1854, quando, ao longo da rua que levava da Consolata ao Cottolengo (hoje Rua Consolata e Rua Ariosto, perpendicular ao Corso Regina), ele percebeu que dois ladr\u00f5es o seguiam e pulavam em cima dele para sufoc\u00e1-lo, quando o c\u00e3o apareceu, atacou-os com raiva e obrigou-os a fugir \u00e0s pressas. Como \u00faltimo ocasi\u00e3o, ele conta sobre o Cinzento que apareceu para ele uma noite na estrada de Morialdo para Moncucco, quando ele, sozinho, estava a caminho, da propriedade Moglia para visitar seus velhos amigos.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas suas \u201cMem\u00f3rias\u201d, escritas nos anos 1873-75, n\u00e3o puderam mencionar o que realmente parece ter sido a \u00faltima apari\u00e7\u00e3o do Cinzento, que ocorreu na noite de 13 de fevereiro de 1883. Enquanto Dom Bosco, de Ventimiglia, n\u00e3o tendo encontrado nenhuma carruagem, dirigia-se a p\u00e9, sob uma chuva torrencial, para a nova casa salesiana de Vallecrosia, justamente quando, com sua vis\u00e3o fraca, n\u00e3o sabia mais onde colocar os p\u00e9s, seu velho amigo, o fiel Cinzento, que ele n\u00e3o via h\u00e1 v\u00e1rios anos, veio ao seu encontro. O c\u00e3o se aproximou dele festivamente e, em seguida, precedendo-o, moveu-se pela lama e pela escurid\u00e3o espessa para gui\u00e1-lo. Chegando a Vallecrosia, saudou Dom Bosco com a pata, e desapareceu (MB XVI, 35-36).<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Encontrando-se em Marselha para almo\u00e7ar na casa de Olive, Dom Bosco contou o fato. A senhora ent\u00e3o lhe perguntou como era poss\u00edvel tal apari\u00e7\u00e3o, pois o c\u00e3o j\u00e1 deveria estar velho demais. E Dom Bosco, sorrindo, lhe respondeu: <em>\u201cDeve ter sido um filho ou neto daquele!\u201d<\/em> (MB XVI, 36-37). Ele ent\u00e3o se esquivou de uma pergunta embara\u00e7osa, pois n\u00e3o podia ser um fen\u00f4meno natural, mas n\u00e3o disse que era sua imagina\u00e7\u00e3o. Era sincero demais para dizer isso.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De acordo com os testemunhos de Jos\u00e9 Buzzetti, Carlos Tomatis e Jos\u00e9 Brosio, que conviveram com Dom Bosco desde os primeiros dias, o Cinza se assemelhava a um c\u00e3o ovelheiro ou de guarda. Ningu\u00e9m, nem mesmo Dom Bosco, jamais soube de onde ele veio ou quem era seu dono. Carlos Tomatis disse algo mais: \u00abEra um c\u00e3o com uma apar\u00eancia realmente formid\u00e1vel e, \u00e0s vezes, Mam\u00e3e Margarida, ao v\u00ea-lo, exclamava: \u201cOh, que bicho feio!\u201d Parecia quase um lobo, com um focinho alongado, orelhas levantadas, pelo cinza, um metro de altura\u00bb (MB IV, 712 \u2013 MBp IV, 628). N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que ele inspirava medo naqueles que n\u00e3o o conheciam. No entanto, o Card. Cagliero testemunha: \u201cEu vi o simp\u00e1tico animal numa noite de inverno\u201d (MB IV, 716 \u2013 MBp IV, 632).<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Simp\u00e1tico animal!!! para os amigos!&#8230;<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Certa vez, em vez de acompanhar Dom Bosco em casa, impediu-o de sair. Era tarde da noite e Mam\u00e3e Margarida tentou dissuadir o filho de sair, mas ele estava decidido e pensou em pedir a alguns meninos mais velhos que o acompanhassem. No port\u00e3o da casa, eles encontraram o cachorro deitado. \u201cOh, Cinzento\u201d, disse Dom Bosco, \u201clevante-se e venha conosco!\u201d. Mas o c\u00e3o, em vez de obedecer, emitiu um uivo de medo e n\u00e3o se moveu. Duas vezes Dom Bosco tentou passar e duas vezes o Cinzento o impediu de passar. Ent\u00e3o Mam\u00e3e Margarida interveio: <em>\u201cSe &#8216;t veule nen scoteme me, scota almeno &#8216;l can, seurt nen!\u201d<\/em> (Se n\u00e3o queres me escutar, escuta ao menos o cachorro. N\u00e3o saias). E o c\u00e3o venceu. Mais tarde, soube-se que assassinos contratados estavam esperando do lado de fora para tirar sua vida (MB IV, 714 \u2013 MBp IV, 630).<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, o Cinzento muitas vezes salvou a vida de Dom Bosco. Mas ele nunca aceitou comida ou qualquer outro tipo de recompensa. Ele aparecia de repente e desaparecia no ar quando a miss\u00e3o estava cumprida.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas ent\u00e3o que tipo de c\u00e3o era o Cinzento? Um dia, em 1872, Dom Bosco foi h\u00f3spede dos Bar\u00f5s Ricci em sua casa de campo em Nossa Senhora do Olmo, perto de Cuneo. A Baronesa Azeglia Fassati, esposa do Bar\u00e3o Carlos, tocou no assunto do Cinzento, e Dom Bosco disse: \u201cVamos deixar <em>o Gris<\/em> em paz; j\u00e1 faz algum tempo que n\u00e3o o vejo\u201d. Fazia dois anos que ele havia dito em 1870: <em>\u201cEste c\u00e3o \u00e9 realmente uma coisa not\u00e1vel em minha vida! Dizer que ele \u00e9 um anjo seria motivo de riso; mas tamb\u00e9m n\u00e3o se pode dizer que ele \u00e9 um c\u00e3o comum, pois eu o vi novamente outro dia\u201d<\/em> (MB X, 387 \u2013 MBp X, 337-338). Poderia ter sido essa a ocasi\u00e3o de Moncucco?<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas, em outra ocasi\u00e3o, chegou a dizer: <em>\u201cDe vez em quando me vinha a ideia de procurar a origem daquele c\u00e3o&#8230; Eu n\u00e3o sei outra coisa a n\u00e3o ser que foi uma verdadeira provid\u00eancia para mim\u201d<\/em> (MB IV, 718 \u2013 MBp IV, 634).<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como o c\u00e3o de S\u00e3o Roque! Certos fen\u00f4menos passam pela rede da pesquisa cient\u00edfica. Para aqueles que acreditam, nenhuma explica\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria; para aqueles que n\u00e3o acreditam, nenhuma explica\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Bosco amava os animais? Eles est\u00e3o presentes em sua vida? 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