{"id":19329,"date":"2023-09-28T16:18:44","date_gmt":"2023-09-28T16:18:44","guid":{"rendered":"https:\/\/exciting-knuth.178-32-140-152.plesk.page\/?p=19329"},"modified":"2024-02-02T16:32:00","modified_gmt":"2024-02-02T16:32:00","slug":"brasao-de-armas-do-cardeal-angel-fernandez-artime","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/comunicacoes-do-reitor-mor\/brasao-de-armas-do-cardeal-angel-fernandez-artime\/","title":{"rendered":"Bras\u00e3o de armas do Cardeal \u00c1ngel Fern\u00e1ndez Artime"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Apresentamos o bras\u00e3o de armas de Sua Emin\u00eancia Reverend\u00edssima, o Cardeal \u00c1ngel FERN\u00c1NDEZ ARTIME SdB, Reitor-Mor da Pia Sociedade de S\u00e3o Francisco de Sales (Salesianos de Dom Bosco).<br><\/em><br><br><em>Todo cl\u00e9rigo que \u00e9 nomeado pelo papa como cardeal deve compor um bras\u00e3o para represent\u00e1-lo.<br>Um bras\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas uma formalidade tradicional. Ele representa o que h\u00e1 de mais importante para uma pessoa, uma fam\u00edlia ou uma institui\u00e7\u00e3o e permite a identifica\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o e no tempo. De acordo com algumas pesquisas, surgiram na \u00e9poca das Cruzadas, quando os cavaleiros crist\u00e3os os aplicavam em suas roupas, adere\u00e7os de cavalos, escudos e estandartes, para reconhecer claramente aliados e advers\u00e1rios. Mais tarde, se diversificaram e foram passados para as fam\u00edlias nobres e tamb\u00e9m para a Igreja, tanto que tamb\u00e9m surgiu uma ci\u00eancia, a her\u00e1ldica, que trata de seu estudo.<br>Na Igreja, os bras\u00f5es eclesi\u00e1sticos foram padronizados em 1905, pelo Papa S\u00e3o Pio X, no <strong>motu proprio \u201cInter multiplices curas\u201d<\/strong>. Assim, um bras\u00e3o eclesi\u00e1stico \u00e9 composto por um escudo pessoal (bras\u00e3o), v\u00e1rios ornamentos externos que refletem as ins\u00edgnias das dignidades \u00e0s quais se referem (o do cardeal \u00e9 um chap\u00e9u vermelho com 15 borlas vermelhas) e um lema pessoal, geralmente em latim, como uma declara\u00e7\u00e3o de f\u00e9. Os elementos do bras\u00e3o se referem ao nome do titular, suas origens, sua sede e s\u00edmbolos religiosos que lembram mensagens teol\u00f3gicas e valores espirituais ou resumem ideais de vida e programas pastorais.<br><\/em><br><br><strong>BRASONARIA<br><\/strong>\u201cDe prata, dividido<a id=\"_ednref1\" href=\"#_edn1\">[i]<\/a> de azul. No I \u00e0 figura caracter\u00edstica de Jesus Bom Pastor, encontrada nas Catacumbas de S\u00e3o Calisto, em Roma, totalmente ao natural<a id=\"_ednref2\" href=\"#_edn2\">[ii]<\/a>; No II ao monograma MA, de ouro, estampado<a id=\"_ednref3\" href=\"#_edn3\">[iii]<\/a> por uma coroa do mesmo; no III \u00e0 \u00e2ncora de dois ganchos<a id=\"_ednref4\" href=\"#_edn4\">[iv]<\/a>, de prata, com cord\u00e3o vermelho. O escudo \u00e9 estampado com um chap\u00e9u<a id=\"_ednref5\" href=\"#_edn5\">[v]<\/a> com cord\u00f5es e borlas vermelhas. As borlas, em n\u00famero de trinta, est\u00e3o dispostas quinze de cada lado, em cinco ordens de 1, 2, 3, 4, 5<a id=\"_ednref6\" href=\"#_edn6\">[vi]<\/a> , Sob o escudo, na fita de prata, o lema em letras mai\u00fasculas pretas: \u201cSUFFICIT TIBI GRATIA MEA\u201d [BASTA-TE MINHA GRA\u00c7A].<br><br><strong>EXEGESE<br><\/strong>\u201cO homem medieval (&#8230;) vive em uma \u2018floresta de s\u00edmbolos\u2019. Santo Agostinho disse: o mundo \u00e9 feito de \u2018signa\u2019 e \u2018res\u2019, de sinais, isto \u00e9, s\u00edmbolos, e coisas. A \u2018res\u2019, que \u00e9 a verdadeira realidade, permanece oculta; o homem s\u00f3 capta os sinais. O livro essencial, a B\u00edblia, cont\u00e9m uma estrutura simb\u00f3lica. A cada personagem, cada evento no Antigo Testamento corresponde um personagem, um evento no Novo Testamento. O homem medieval est\u00e1 constantemente empenhado em \u2018decifrar\u2019, o que refor\u00e7a sua depend\u00eancia de cl\u00e9rigos, eruditos no campo do simbolismo. O simbolismo preside a arte e, em particular, a arquitetura, onde a igreja \u00e9, antes de tudo, uma estrutura simb\u00f3lica. Ele prevalece na pol\u00edtica, onde o peso das cerim\u00f4nias simb\u00f3licas, como a consagra\u00e7\u00e3o do rei \u00e9 consider\u00e1vel, onde as bandeiras, as armas e os emblemas s\u00e3o de suma import\u00e2ncia. Reina na literatura, onde muitas vezes assume a forma de alegoria\u201d<a id=\"_ednref7\" href=\"#_edn7\">[vii]<\/a> .<br>Os gestos e s\u00edmbolos referem-se, portanto, a algo mais profundo: a uma mensagem, a um valor, a uma ideia que vai al\u00e9m do pr\u00f3prio sinal.<br><br>\u201cNa vida humana, sinais e s\u00edmbolos ocupam um lugar importante. Sendo o homem um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual, exprime e percebe as realidades espirituais por meio de sinais e de s\u00edmbolos materiais. Como ser social, o homem precisa de sinais e de s\u00edmbolos para comunicar-se com os outros, pela linguagem, por gestos, por a\u00e7\u00f5es. Vale o mesmo para sua rela\u00e7\u00e3o com Deus\u201d<a id=\"_ednref8\" href=\"#_edn8\">[viii]<\/a>.<br>Na vida humana, sinais e s\u00edmbolos ocupam um lugar importante. Sendo o homem um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual, exprime e percebe as realidades espirituais por meio de sinais e de s\u00edmbolos materiais. Como ser social, o homem precisa de sinais e de s\u00edmbolos para comunicar-se com os outros, pela linguagem, por gestos, por a\u00e7\u00f5es. Vale o mesmo para sua rela\u00e7\u00e3o com Deus.<br><br>\u201cO erudito e famoso heraldista Goffredo di Crollalanza, em <em>Genesi e Storia del Linguaggio Blasonico <\/em>(1876), entre outras coisas, escreve: \u00abA her\u00e1ldica teve a cavalaria como seu autor, a necessidade como sua motiva\u00e7\u00e3o, o trof\u00e9u como seu prop\u00f3sito, os torneios e as cruzadas como sua ocasi\u00e3o, o campo de batalha como seu ber\u00e7o, a armadura como seu campo, o desenho como seu meio, o s\u00edmbolo como seu auxiliar, a cria\u00e7\u00e3o como sua mat\u00e9ria, a ideologia como seu conceito e o bras\u00e3o como sua consequ\u00eancia.\u00bb E acrescenta: \u00abO bras\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a ilustra\u00e7\u00e3o; assim como a mente n\u00e3o \u00e9 a alma, mas a manifesta\u00e7\u00e3o da alma\u00bb\u201d<a id=\"_ednref9\" href=\"#_edn9\">[ix]<\/a> .<br><br>\u201cA her\u00e1ldica \u00e9 uma linguagem complexa e particular, composta por uma infinidade de figuras, e o bras\u00e3o \u00e9 uma marca que visa enaltecer um feito particular, um fato importante, uma a\u00e7\u00e3o a ser perpetuada.\u201d<br><br>Essa ci\u00eancia documental da hist\u00f3ria foi inicialmente reservada aos cavaleiros e participantes de feitos de armas, sejam eles b\u00e9licos ou esportivos, que se tornavam reconhec\u00edveis por seu bras\u00e3o, colocado no escudo, no capacete, na bandeira e tamb\u00e9m na gualdrapa, representando a \u00fanica maneira de se distinguirem uns dos outros.<br><br>A her\u00e1ldica dos cavaleiros foi quase imediatamente imitada pela Igreja, embora as entidades eclesi\u00e1sticas no per\u00edodo pr\u00e9-her\u00e1ldico j\u00e1 tivessem seus pr\u00f3prios sinais distintivos, tanto que, quando a her\u00e1ldica surgiu no s\u00e9culo XII, essas figuras assumiram as cores e a apar\u00eancia daquela simbologia.<br><br>Em nosso tempo, a her\u00e1ldica eclesi\u00e1stica \u00e9 viva, atual e amplamente utilizada. Para um prelado, entretanto, o uso de um bras\u00e3o hoje deve ser definido como um s\u00edmbolo, uma figura aleg\u00f3rica, uma express\u00e3o gr\u00e1fica, uma s\u00edntese e uma mensagem de seu minist\u00e9rio.<br><br>Deve-se lembrar que os eclesi\u00e1sticos sempre foram proibidos de exercer a mil\u00edcia e portar armas, e por isso o termo \u2018escudo\u2019 ou \u2018armadura\u2019 pr\u00f3prio da her\u00e1ldica n\u00e3o deveria ter sido adotado; no entanto, deve-se dizer que, at\u00e9 recentemente, os eclesi\u00e1sticos usavam o bras\u00e3o de sua fam\u00edlia, muitas vezes desprovido de qualquer simbolismo religioso.<br><br>O pr\u00f3prio simbolismo da Igreja Romana \u00e9 extra\u00eddo do Evangelho e \u00e9 representado pelas chaves dadas por Cristo ao ap\u00f3stolo Pedro.<br><br>A her\u00e1ldica eclesi\u00e1stica em nosso tempo \u00e9 viva, atual e amplamente utilizada. Para um cardeal, o uso de um bras\u00e3o hoje deve ser definido como um s\u00edmbolo, uma figura aleg\u00f3rica, uma express\u00e3o gr\u00e1fica, uma s\u00edntese e uma mensagem de seu minist\u00e9rio&#8221;<a id=\"_ednref10\" href=\"#_edn10\">[x]<\/a> .<br><br>No primeiro per\u00edodo, os bras\u00f5es eclesi\u00e1sticos tinham o escudo estampado pela mitra com as \u00ednfulas esvoa\u00e7antes; com o passar do tempo, no entanto, o chap\u00e9u prelat\u00edcio com os cord\u00f5es e as v\u00e1rias ordens de borlas ou la\u00e7os, de diferentes n\u00fameros de acordo com a dignidade, <em>todos em verde (<\/em>se bispos, arcebispos e patriarcas), <em>todos em vermelho (<\/em>se cardeais da Santa Igreja Romana), foi consolidado no topo do escudo.<br><br>Tamb\u00e9m observamos que a \u201cInstru\u00e7\u00e3o sobre as vestes, t\u00edtulos e bras\u00f5es de cardeais, bispos e prelados inferiores\u201d, de 31 de mar\u00e7o de 1969, assinada pelo Cardeal Secret\u00e1rio de Estado Hamlet Cicognani, declara textualmente no Artigo 28: \u201c\u00c9 permitido aos cardeais e aos bispos o uso do bras\u00e3o de armas. A configura\u00e7\u00e3o desse bras\u00e3o deve estar em conformidade com as normas que regulam a her\u00e1ldica e ser adequadamente simples e claro. Tanto o b\u00e1culo quanto a mitra devem ser removidos do bras\u00e3o\u201d<a id=\"_ednref11\" href=\"#_edn11\">[xi]<\/a>.<br><br>Logo no Artigo 29, \u00e9 especificado que os cardeais t\u00eam permiss\u00e3o para ter seu bras\u00e3o afixado na fachada da igreja que lhes foi atribu\u00edda como t\u00edtulo ou diaconia.<br><br>Os excelent\u00edssimos e reverend\u00edssimos bispos estampam, na verdade, o escudo, preso a uma cruz processional simples (com uma barra transversal), dourada, trifoliada, colocada em uma haste, com o chap\u00e9u, cord\u00f5es e borlas <em>verdes<\/em>. As borlas, em n\u00famero de doze, est\u00e3o dispostas seis de cada lado, em tr\u00eas ordens de 1, 2, 3.<br><br>Os excelent\u00edssimos e reverend\u00edssimos arcebispos estampam o escudo, preso a uma cruz patriarcal processional de ouro, trifoliada, colocada em haste, com o chap\u00e9u, cord\u00f5es e borlas de <em>verde<\/em>. As borlas, em n\u00famero de vinte, est\u00e3o dispostas dez de cada lado, em quatro ordens de 1, 2, 3, 4.<br><br>Os excelent\u00edssimos e reverend\u00edssimos Patriarcas estampam o escudo, preso a uma cruz patriarcal processional de ouro, trifoliada, colocada em uma haste, com o chap\u00e9u, cord\u00f5es e borlas de verde. As borlas, em n\u00famero de trinta, est\u00e3o dispostas quinze de cada lado, em cinco ordens de 1, 2, 3, 4, 5<a id=\"_ednref12\" href=\"#_edn12\">[xii]<\/a>.<br><br>Os mais eminentes e reverendos cardeais da Santa Igreja Romana estampam o escudo, preso a uma cruz patriarcal processional de ouro, trifoliada, colocada em uma haste, com o barrete, cord\u00f5es e borlas de <em>vermelho<\/em>. As borlas, em n\u00famero de trinta, est\u00e3o dispostas quinze de cada lado, em cinco ordens de 1, 2, 3, 4, 5.<br><br>Diz-se que a origem e o uso de chap\u00e9us <em>verdes <\/em>para patriarcas, arcebispos e bispos derivou da Espanha, onde, na Idade M\u00e9dia, os prelados usavam um chap\u00e9u verde. \u00c9 por isso que os escudos dos bispos, arcebispos e patriarcas s\u00e3o estampados com um chap\u00e9u <em>verde<\/em>.<br><br>Em 1245, no Conc\u00edlio de Lion, o Papa Inoc\u00eancio IV (1243-1254) concedeu aos cardeais um chap\u00e9u <em>vermelho<\/em>, como um distintivo especial de honra e reconhecimento entre outros prelados, para ser usado ao cavalgar pela cidade. Ele o prescreveu em vermelho para admoest\u00e1-los a estarem sempre prontos para derramar seu sangue para defender a liberdade da Igreja e do povo crist\u00e3o. E \u00e9 por esse motivo que, desde o s\u00e9culo XIII, os cardeais estampam seu escudo com um chap\u00e9u <em>vermelho<\/em>, adornado com cord\u00f5es e borlas da mesma cor.<br><br>Por fim, o Eminent\u00edssimo e Reverend\u00edssimo Cardeal Camerlengo da Santa Igreja Romana usa o escudo com o mesmo chap\u00e9u que os outros cardeais, mas estampado com a bandeira papal, <em>durante munere [ao exercer o of\u00edcio]<\/em>, ou seja, durante a vac\u00e2ncia da S\u00e9 Apost\u00f3lica. A bandeira papal ou estandarte papal, tamb\u00e9m chamado de <em>bas\u00edlica<\/em>, tem a forma de um grande guarda-sol com tri\u00e2ngulos vermelhos e amarelos e com os pingentes cortados em vaio e de cores contrastantes, sustentado por uma haste em forma de lan\u00e7a com um travess\u00e3o e atravessado pelas chaves papais, uma de ouro e outra de prata, decussadas, encostadas uma na outra, com as pontas voltadas para cima, amarradas com fita vermelha.<br><br>As mesmas cores de <em>verde <\/em>ou <em>vermelho <\/em>tamb\u00e9m devem ser usadas na tinta dos selos e bras\u00f5es apostos aos documentos, estes \u00faltimos com os sinais convencionais prescritos para indicar as cores.<br><br>A brasonaria \u2013 descri\u00e7\u00e3o her\u00e1ldica \u2013 do Cardeal \u00c1ngel FERN\u00c1NDEZ ARTIME SdB n\u00e3o traz o escudo preso a uma cruz processional dourada, colocada em uma haste, porque ele n\u00e3o \u00e9 bispo. Ele ser\u00e1 consagrado \u00e0 ordem episcopal no ano que vem, depois que deixar o servi\u00e7o como Reitor-Mor dos Salesianos de Dom Bosco; naquela ocasi\u00e3o ao seu escudo ser\u00e1 anexado a uma cruz processional, colocada em uma haste.<br><br>Ao longo dos s\u00e9culos, o Antigo e o Novo Testamento, a Patr\u00edstica, as <em>legendas<\/em> dos Santos e a Liturgia ofereceram \u00e0 Igreja os mais variados temas para seus s\u00edmbolos, destinados a se tornarem figuras her\u00e1ldicas.<br><br>Esses s\u00edmbolos quase sempre fazem alus\u00e3o a tarefas pastorais ou apost\u00f3licas de institutos eclesi\u00e1sticos, tanto seculares quanto regulares, ou tendem a indicar a miss\u00e3o do clero, lembram antigas tradi\u00e7\u00f5es de adora\u00e7\u00e3o, mem\u00f3rias de santos padroeiros, piedosas devo\u00e7\u00f5es locais.<br><br><strong>OS ESMALTES<br><\/strong>Uma das regras fundamentais que regem a her\u00e1ldica afirma que <em>aquele que tem menos tem mais<\/em>, no que diz respeito \u00e0 composi\u00e7\u00e3o dos esmaltes, figuras e posi\u00e7\u00f5es do escudo.<br>E as armas que examinaremos agora s\u00e3o compostas pelos metais <em>ouro <\/em>e <em>prata <\/em>e pelas cores <em>azul e vermelho<\/em>.<br><br>Portanto, buscar o pr\u00f3prio bras\u00e3o, o verdadeiro, poder ergu\u00ea-lo como estandarte, com o qual timbrar as pr\u00f3prias cartas, compreender plenamente seus s\u00edmbolos, n\u00e3o \u00e9, de alguma forma, buscar a si mesmo, a pr\u00f3pria imagem, a pr\u00f3pria dignidade?<br>\u00c9 assim que um ato, que poderia ser lido apenas formalmente, pode adquirir um significado simb\u00f3lico e altamente significativo.<br><br>Ent\u00e3o <strong>ouro<\/strong>, <strong>prata<\/strong>, <strong>azul <\/strong>e <strong>vermelho <\/strong>s\u00e3o os esmaltes que aparecem no bras\u00e3o de armas do Eminent\u00edssimo Cardeal \u00c1ngel FERN\u00c1NDEZ ARTIME SdB, mas que s\u00edmbolos esses esmaltes cont\u00eam e emitem, que mensagens eles transmitem \u00e0 humanidade, muitas vezes atordoada, agora no s\u00e9culo XXI?<br><br>Os \u201cmetais\u201d, ouro e prata, recordam heraldicamente as antigas armaduras dos cavaleiros que, de acordo com seu grau de nobreza, eram de fato douradas ou prateadas; al\u00e9m disso, o ouro \u00e9 um s\u00edmbolo da realeza divina, enquanto a prata faz alus\u00e3o a Maria. A \u201ccor\u201d azul lembra o mar que os cruzados atravessaram em seu caminho para a Terra Santa, enquanto a \u201ccor\u201d vermelha, que foi considerada por muitos heraldistas como a primeira entre as cores das armas, representa o sangue vivo derramado pelos cruzados.<br><br>Analisando mais especificamente o simbolismo her\u00e1ldico dos \u201cesmaltes\u201d, lembramos que, entre os \u201cmetais\u201d, o ouro representa a F\u00e9 entre as virtudes, o sol entre os planetas, o le\u00e3o entre os signos do zod\u00edaco, julho entre os meses, domingo entre os dias da semana, o top\u00e1zio entre as pedras preciosas, a adolesc\u00eancia at\u00e9 os vinte anos entre as idades do homem, o girassol entre as flores, o sete entre os n\u00fameros e ele mesmo entre os metais; a prata representa a Esperan\u00e7a entre as virtudes, a lua entre os planetas, C\u00e2ncer entre os signos do zod\u00edaco, junho entre os meses, segunda-feira entre os dias da semana, a p\u00e9rola entre as pedras preciosas, a \u00e1gua entre os elementos, a inf\u00e2ncia at\u00e9 os sete anos entre as idades do homem, o fleum\u00e1tico entre os temperamentos, o l\u00edrio entre as flores, o dois entre os n\u00fameros e ela mesma entre os metais.<br><br>Entre as \u201ccores\u201d, o azul claro simboliza a Justi\u00e7a entre as virtudes, J\u00fapiter entre os planetas, Touro e Libra entre os signos do zod\u00edaco, abril e setembro entre os meses, ter\u00e7a-feira entre os dias da semana, safira entre as pedras preciosas, ar entre os elementos, ver\u00e3o entre as esta\u00e7\u00f5es, inf\u00e2ncia at\u00e9 os quinze anos entre as idades do homem, col\u00e9rico entre os temperamentos, rosa entre as flores, seis entre os n\u00fameros e estanho entre os metais, enquanto o vermelho, Caridade entre as virtudes teologais, Marte entre os planetas, \u00c1ries e Escorpi\u00e3o entre os signos zodiacais, mar\u00e7o e outubro entre os meses, quarta-feira entre os dias da semana, rubi entre as pedras preciosas, fogo entre os elementos, outono entre as esta\u00e7\u00f5es, virilidade at\u00e9 os cinquenta anos entre as idades do homem, sangu\u00edneo entre os temperamentos, cravo entre as flores, tr\u00eas entre os n\u00fameros e cobre entre os metais.<br><br>O vermelho: \u201c\u00e9 tamb\u00e9m uma lembran\u00e7a do Oriente e das expedi\u00e7\u00f5es ao exterior, al\u00e9m de demonstrar justi\u00e7a, crueldade e raiva. <em>Ignescunt irae [eles queimam de raiva]<\/em>, disse Virg\u00edlio. Finalmente, como foi consagrado a Marte pelos antigos, significa impulsos intr\u00e9pidos, grandiosos e fortes. Os espanh\u00f3is chamam o campo vermelho de \u201csangriento\u201d, ou sangrento, porque ele traz \u00e0 mente as batalhas que travaram contra os mouros. Encontramos um nome semelhante na Alemanha em <em>bl\u00fctige Fahne, vexillum cruentum [bandeira sangrenta]<\/em>, um campo totalmente vermelho sem qualquer figura, indicando direitos de realeza, e encontrado nas armas da Pr\u00fassia, Anhalt, etc. O vermelho \u00e9, juntamente com o azul, uma das duas cores mais usadas no bras\u00e3o de armas, mas \u00e9 encontrado com mais frequ\u00eancia nas armas das fam\u00edlias borgonhesas, normandas, gasc\u00f5es, bret\u00f5es, espanholas, inglesas, italianas e polonesas&#8230; Nas bandeiras, o vermelho representa ousadia e coragem e parece ter sido adotado no in\u00edcio pelos adoradores do fogo<a id=\"_ednref13\" href=\"#_edn13\">[xiii]<\/a>.<br><br>\u00a0Entre as \u201ccores\u201d, \u201cao <strong>natural<\/strong>\u201d \u00e9 \u201cuma figura reproduzida em sua cor natural (ou seja, como aparece na natureza) e n\u00e3o como um esmalte her\u00e1ldico\u201d<a id=\"_ednref14\" href=\"#_edn14\">[xiv]<\/a> .<br><br>Gostar\u00edamos de salientar que tamb\u00e9m foi necess\u00e1rio criar sinais convencionais para entender e identificar os \u201cesmaltes\u201d do escudo quando o bras\u00e3o \u00e9 reproduzido em selos e impress\u00f5es em preto e branco. Assim, os heraldistas, ao longo do tempo, usaram v\u00e1rios sistemas; por exemplo, escreveram nos v\u00e1rios campos ocupados pelos esmaltes a inicial da primeira letra correspondente \u00e0 cor do esmalte, ou identificaram as cores inscrevendo as sete primeiras letras do alfabeto ou, ainda, reproduziram, nos campos do esmalte, os sete primeiros n\u00fameros cardinais.<br><br>No s\u00e9culo XVII, o heraldista franc\u00eas Vulson de la Colombi\u00e8re prop\u00f4s sinais convencionais especiais para reconhecer a cor dos esmaltes em escudos reproduzidos em preto e branco. O heraldista Padre Silvestre di Pietrasanta, da Companhia de Jesus, foi o primeiro a utiliz\u00e1-los em sua obra <em>Tesserae gentilitiae ex legibus fecialium descriptae<\/em>, difundindo assim seu conhecimento e uso.<br><br>Esse sistema de classifica\u00e7\u00e3o, que ainda \u00e9 usado atualmente, identifica o vermelho com linhas perpendiculares grossas, o azul com horizontais, o verde com diagonais da esquerda para a direita, o roxo com diagonais da direita para a esquerda e o preto com horizontais e verticais cruzadas, enquanto o dourado \u00e9 pontilhado e o prateado sem hachuras.<br><br>Para representar a cor \u201cau naturel\u201d [ao natural], alguns heraldistas preveem outros sinais convencionais, mas pretendemos adotar a tese do heraldista Goffredo di Crollalanza, em que, para a cor \u201cao natural\u201d, depois de lembrar que ela pode ser colocada sobre o metal e sobre a cor indiferentemente, sem infringir a lei da sobreposi\u00e7\u00e3o de esmaltes, ele esclarece que ela \u00e9 expressa<a id=\"_ednref15\" href=\"#_edn15\">[xv]<\/a> em desenhos deixando a pe\u00e7a em branco e sombreando a figura nos locais apropriados.<br><br>Tamb\u00e9m era dessa opini\u00e3o o ilustre heraldista Arcebispo Bruno Bernard Heim, que nos bras\u00f5es pontif\u00edcios dos Papas Jo\u00e3o XXIII e Jo\u00e3o Paulo I que ele desenhou, naqueles reproduzidos em preto e branco, no chefe patriarcal de Veneza retrata o le\u00e3o de S\u00e3o Marcos sem nenhum sinal convencional, na presen\u00e7a de um chefe patriarcal, dentre os mais famosos e belos.<br><br><strong>AS FIGURAS<br><\/strong><br><strong>Jesus, o Bom Pastor<br><\/strong>A figura de Jesus, o Bom Pastor, responde a uma profunda aspira\u00e7\u00e3o do homem antigo. Os judeus viam Deus como o verdadeiro pastor que guia seu povo. Mois\u00e9s, por sua vez, havia recebido a tarefa de ser o pastor e guia de seu povo. Os gregos conheciam a imagem do pastor em um grande jardim, carregando uma ovelha nos ombros. O jardim lembra o para\u00edso.<br><br>Os gregos associam o pastor ao seu anseio por um mundo puro e n\u00e3o corrompido. Em muitas culturas, o pastor \u00e9 uma figura paterna, um pai cuidadoso com seus filhos, uma imagem da preocupa\u00e7\u00e3o paterna de Deus com a humanidade.<br><br>Os primeiros crist\u00e3os fazem da aspira\u00e7\u00e3o de Israel e da Gr\u00e9cia a sua pr\u00f3pria aspira\u00e7\u00e3o. Jesus \u00e9, como Deus, o pastor que conduz seu povo \u00e0 vida. Os crist\u00e3os da cultura helen\u00edstica associam a figura do bom pastor \u00e0 de Orfeu, o cantor divino. Seu canto domava feras ferozes e ressuscitava os mortos. Orfeu geralmente \u00e9 retratado em uma paisagem id\u00edlica, cercado por ovelhas e le\u00f5es.<br><br>Para os crist\u00e3os helen\u00edsticos, Orfeu \u00e9 uma figura de Jesus. Jesus \u00e9 o cantor divino que, com suas palavras, torna pac\u00edfico o que h\u00e1 de selvagem e feroz em n\u00f3s e revive o que est\u00e1 morto. Jesus, apresentando-se no evangelho de Jo\u00e3o como o bom pastor, realiza as imagens arquet\u00edpicas da salva\u00e7\u00e3o contidas na alma humana sob as imagens do pastor. Essa figura, no escudo, precisamente por causa de seu significado, \u00e9 carregada na postura principal.<br><br><strong>Monograma de Maria Auxiliadora<br><\/strong>Esse monograma, MA, estampado com uma coroa, todo em ouro, simboliza Maria Auxiliadora, a Nossa Senhora de Dom Bosco. Depois do nome de Jesus, n\u00e3o h\u00e1 nome mais doce, mais poderoso, mais consolador do que o de Maria; um nome diante do qual os anjos se curvam em rever\u00eancia, a terra se alegra, o inferno treme.<br><br>S\u00e3o Jo\u00e3o Bosco confidenciou certa vez a um de seus primeiros salesianos, o P. Jo\u00e3o Cagliero, grande mission\u00e1rio na Am\u00e9rica Latina e futuro cardeal, que \u201cNossa Senhora quer que a honremos com o t\u00edtulo de Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os\u201d, acrescentando que: \u201cOs tempos s\u00e3o t\u00e3o tristes que precisamos da Virgem Santa para nos ajudar a preservar e defender a f\u00e9 crist\u00e3\u201d.<br><br>Esse t\u00edtulo mariano, na verdade, j\u00e1 existia desde o s\u00e9culo XVI nas Ladainhas Lauretanas e o Papa Pio VII instituiu a festa de Maria Auxiliadora em 1814 e a fixou em 24 de maio, em sinal de a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, pelo retorno a Roma, naquele dia aclamado pelo povo, ap\u00f3s o ex\u00edlio decretado por Napole\u00e3o. Mas foi gra\u00e7as a Dom Bosco e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Santu\u00e1rio de Maria Auxiliadora, em Turim Valdocco \u2013 desejada pela pr\u00f3pria Nossa Senhora, que apareceu em uma vis\u00e3o ao Santo, indicando que queria ser honrada no lugar exato onde morreram os primeiros m\u00e1rtires de Turim, Aventor, Ot\u00e1vio e Solutor, soldados crist\u00e3os da Legi\u00e3o Tebana \u2013 que o t\u00edtulo de Auxiliadora voltou a ser corrente na Igreja. O P. Lemoyne, secret\u00e1rio particular do santo, em sua monumental biografia, escreve textualmente: \u201cO que parece claro e irrefut\u00e1vel \u00e9 que entre Dom Bosco e Nossa Senhora havia certamente um pacto. Todo o seu gigantesco trabalho foi feito n\u00e3o s\u00f3 em colabora\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m em associa\u00e7\u00e3o com a Virgem Maria\u201d.<br><br>Dom Bosco, portanto, recomendou a seus salesianos que difundissem a devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora, sob o t\u00edtulo de Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os, onde quer que estivessem no mundo. Mas Dom Bosco n\u00e3o deixou a devo\u00e7\u00e3o a Maria Auxiliadora apenas \u00e0 devo\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea; deu-lhe estabilidade com uma Associa\u00e7\u00e3o que tomou o seu nome. Testemunhas diretas viram na Associa\u00e7\u00e3o dos Devotos de Maria Auxiliadora uma das iniciativas mais queridas de Dom Bosco e de maior resson\u00e2ncia, depois das duas congrega\u00e7\u00f5es religiosas (Salesianos e Filhas de Maria Auxiliadora) e da Associa\u00e7\u00e3o dos Cooperadores.<br><br>De fato: \u201cn\u00e3o foi Dom Bosco que escolheu Maria; foi Maria que, enviada por seu Filho, tomou a iniciativa de escolher Dom Bosco e de fundar, por meio dele, a obra salesiana, que \u00e9 sua obra, \u2018seu neg\u00f3cio\u2019, para sempre\u201d<a id=\"_ednref16\" href=\"#_edn16\">[xvi]<\/a> .<br><br><strong>A \u00e2ncora<br><\/strong>O \u00e2ncora lembra, em primeiro lugar, que o Cardeal \u00c1ngel FERN\u00c1NDEZ ARTIME SdB \u00e9 filho de um pescador do mar da Espanha.<br><br>Depois, \u00e9 preciso lembrar que \u201co bras\u00e3o salesiano \u00e9 uma condensa\u00e7\u00e3o de est\u00edmulos essenciais para qualificar todo verdadeiro filho de Dom Bosco\u201d. S\u00e3o Jo\u00e3o Bosco tamb\u00e9m quis que as virtudes teologais fossem representadas no escudo: para a F\u00e9, a estrela; para a Esperan\u00e7a, a \u00e2ncora e para a Caridade, o cora\u00e7\u00e3o. Poderia parecer ausente do bras\u00e3o salesiano a presen\u00e7a indispens\u00e1vel de Maria Auxiliadora, de quem \u2013 dizia Dom Bosco \u2013 deriva tudo o que \u00e9 salesiano. Mas o pr\u00f3prio Fundador, e todos os primeiros coirm\u00e3os, sempre identificaram nos s\u00edmbolos da \u00e2ncora, da estrela e do cora\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m a refer\u00eancia a Jesus e \u00e0 sua M\u00e3e; e este \u00e9 outro aspecto da densidade significativa que o bras\u00e3o encerra\u201d<a id=\"_ednref17\" href=\"#_edn17\">[xvii]<\/a>.<br><br>De fato, a vida e as a\u00e7\u00f5es do salesiano s\u00e3o uma express\u00e3o: de sua f\u00e9, a estrela brilhante; de sua esperan\u00e7a, a grande \u00e2ncora; e de sua caridade pastoral, o cora\u00e7\u00e3o ardente.<br><br>A \u00e2ncora, na her\u00e1ldica, simboliza a const\u00e2ncia<a id=\"_ednref18\" href=\"#_edn18\">[xviii]<\/a>. \u201cInstrumento usado na navega\u00e7\u00e3o mediterr\u00e2nea, j\u00e1 na antiguidade se atribu\u00eda import\u00e2ncia a ela como s\u00edmbolo do deus do mar. A \u00e2ncora prometia estabilidade e seguran\u00e7a e, portanto, tornou-se o s\u00edmbolo da f\u00e9 e da esperan\u00e7a. Empregada inicialmente em imagens de t\u00famulos pr\u00e9-crist\u00e3os como indica\u00e7\u00e3o profissional e como marcador de t\u00famulos de marinheiros, devido \u00e0 sua forma de cruz, tornou-se no in\u00edcio do cristianismo um s\u00edmbolo disfar\u00e7ado da reden\u00e7\u00e3o\u201d<a id=\"_ednref19\" href=\"#_edn19\">[xix]<\/a>.<br><br>Assim como o homem, tamb\u00e9m o s\u00edmbolo \u00e9 o que foi para ser autenticamente o que ser\u00e1.<br>Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio fazer mem\u00f3ria e ter esperan\u00e7a nessa fonte riqu\u00edssima e inesgot\u00e1vel, da qual ainda \u00e9 poss\u00edvel tirar proveito para nossos dias.<br><br><br><em>Jorge ALDRIGHETTI<\/em><br><br><br><em>Brasonaria e exegese do heraldista Jorge Aldrighetti de Chioggia (Veneza), membro ordin\u00e1rio do Istituto Araldico Genealogico Italiano [Instituto Her\u00e1ldico Geneal\u00f3gico Italiano]. Miniaturas do heraldista Enzo Parrino de Monterotondo (Roma).<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref1\" id=\"_edn1\">[i]<\/a> Divis\u00f3ria her\u00e1ldica que consiste em um escudo dividido em tr\u00eas se\u00e7\u00f5es, de dois esmaltes diferentes, obtidas por duas linhas curvas que, a partir do ponto m\u00e9dio da parte superior do escudo, atingem os pontos m\u00e9dios das duas abas laterais do escudo. (L. Caratti di Valfrei, <em>Dictionary of Heraldry<\/em>, Mil\u00e3o 1997, p. 50. verbete <em>Cappato<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref2\" id=\"_edn2\">[ii]<\/a> \u201cTrata-se de uma figura reproduzida em sua cor natural (ou seja, como aparece na natureza) e n\u00e3o como um esmalte her\u00e1ldico\u201d (<em>Ibid<\/em>., p. 18, entrada <em>em natural).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref3\" id=\"_edn3\">[iii]<\/a> \u201cS\u00e3o todas as diferentes ornamenta\u00e7\u00f5es externas de um bras\u00e3o, colocadas acima de um escudo\u201d. Nesse caso, sobre o monograma). <em>(Ibid.<\/em>, p: 203, <em>carimbo de <\/em>entrada).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref4\" id=\"_edn4\">[iv]<\/a> \u201cEles s\u00e3o os grampos da \u00e2ncora\u201d (La Caratti di Valfrei, <em>Dictionary of Heraldry, cit<\/em>., p. 211, verbete <em>hooks).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref5\" id=\"_edn5\">[v]<\/a> Chap\u00e9u prelat\u00edcio, um sinal de dignidade eclesi\u00e1stica, representado com um gorro hemisf\u00e9rico e aba redonda e plana caracter\u00edstico do galero, um cocar de aba larga usado desde o final da Idade M\u00e9dia at\u00e9 tempos recentes por cardeais e outros prelados. Usado como um adorno externo n\u00e3o lit\u00fargico do escudo. Ele assume cores diferentes e \u00e9 adornado com cordas das quais um ou mais arcos geralmente pendem em forma de pir\u00e2mide em ambos os lados; a dignidade e o papel desempenhado pelo portador podem ser deduzidos do n\u00famero de arcos e dos esmaltes do conjunto. (A. Cordero Lanza di Montezemolo-A. Pompili, Manuale di Araldica Ecclesiastica, cit., p. 116, entrada sobre o chap\u00e9u prelat\u00edcio).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref6\" id=\"_edn6\">[vi]<\/a> Os mais eminentes e reverendos cardeais da Santa Igreja Romana estampam seu escudo \u2013 preso a uma cruz processional de ouro, trifoliada, colocada em uma haste, se tiverem consagra\u00e7\u00e3o episcopal \u2013 com seu chap\u00e9u, cordas e borlas vermelhas. As borlas, em n\u00famero de trinta, est\u00e3o dispostos quinze de cada lado, em cinco ordens de 1, 2, 3, 4, 5.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref7\" id=\"_edn7\">[vii]<\/a> Jacques Le Goff, <em>The Medieval Man, <\/em>Bari 1994, p. 34.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref8\" id=\"_edn8\">[viii]<\/a><em> Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, <\/em>Cidade do Vaticano 1999, n.1146.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref9\" id=\"_edn9\">[ix]<\/a> A. Cordero Lanza di Montezemolo &#8211; A. Pompili, <em>Manuale di Araldica Ecclesiastica<\/em>, cit., p. 18.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref10\" id=\"_edn10\">[x]<\/a> P. F. degli Uberti, <em>Gli Stemmi Araldici dei Papi degli Anni Santi, Ed<\/em>. Piemme, s. d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref11\" id=\"_edn11\">[xi]<\/a> de <em>L&#8217;Osservatore Romano<\/em>, 31 de mar\u00e7o de 1969.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref12\" id=\"_edn12\">[xii]<\/a> O heraldista Sua Excel\u00eancia Reverend\u00edssima Bruno Bernard Heim para o Bras\u00e3o Patriarcal afirma: &#8220;<em>Os Patriarcas adornam seu escudo com um chap\u00e9u verde do qual descem duas cordas, tamb\u00e9m verdes, terminando em quinze borlas verdes de cada lado<\/em>&#8220;. (B. B. Heim, <em>The Heraldry of the Catholic Church, Origins, Uses, Legislation<\/em>, Vatican City 2000, p. 106).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref13\" id=\"_edn13\">[xiii]<\/a> G. Crollalanza (di), <em>Enciclopedia heraldico-cavalleresca<\/em>, Pisa 1886, pp. 516-517, entrada <em>Rosso<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref14\" id=\"_edn14\">[xiv]<\/a> L Caratti di Valfrei, <em>Dictionary of Heraldry, <\/em>Mil\u00e3o 1997, p. 18, entrada em <em>natural<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref15\" id=\"_edn15\">[xv]<\/a> A. Cordero Lanza di Montezemolo &#8211; A. Pompili, <em>Manuale di Araldica Ecclesiastica, <\/em>cit., p. 28, entrada <em>Al naturale<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref16\" id=\"_edn16\">[xvi]<\/a><em> Cooperadores de Deus, <\/em>Roma 1976-1977, Edizioni Cooperatori, p. 69<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref17\" id=\"_edn17\">[xvii]<\/a> G. Aldrighetti, <em>The Wood and the Roses (O bosque e as rosas). <\/em><em>Nosso bras\u00e3o de armas. Boletim Salesiano<\/em>, dezembro de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref18\" id=\"_edn18\">[xviii]<\/a> L Caratti di Valfrei, <em>Dictionary of Heraldry, <\/em>cit., p. 21, entrada <em>Ancora.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ednref19\" id=\"_edn19\">[xix]<\/a> H. Biedermann, <em>Encyclopaedia of Symbols, <\/em>Mil\u00e3o, 1989, p. 30, entrada <em>Ancora<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresentamos o bras\u00e3o de armas de Sua Emin\u00eancia Reverend\u00edssima, o Cardeal \u00c1ngel FERN\u00c1NDEZ ARTIME SdB,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19316,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"iawp_total_views":30,"footnotes":""},"categories":[170],"tags":[2203,2570,2610,1911,2226],"class_list":["post-19329","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comunicacoes-do-reitor-mor","tag-eventos","tag-igreja","tag-nossos-guias","tag-noticias-religiosas","tag-salesianos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19329","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19329"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19329\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19316"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19329"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19329"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.donbosco.press\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19329"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}