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São Francisco de Sales propõe uma pedagogia da fé que parte da experiência humana para conduzir ao encontro com o divino. No centro de sua reflexão está a felicidade como aspiração natural do homem, um desejo que só encontra sua realização em Deus. O santo bispo de Genebra desenvolve uma visão otimista da natureza humana, mostrando como a alma é criada à imagem de Deus e possui uma inclinação natural para Ele. Essa “afinidade” entre o humano e o divino não é um fardo imposto de cima, mas uma atração mútua que responde às aspirações mais profundas do coração. Francisco de Sales traça assim um itinerário espiritual que parte da contemplação da beleza da criação e das aspirações interiores para levar à descoberta do Bem supremo, convidando cada pessoa, especialmente os jovens, a se entregar a Deus sem demora.
Uma questão de felicidade
«O homem foi criado para a felicidade e a felicidade para o homem», afirma Francisco de Sales. Trata-se de um desejo natural comum a todos: «Todo homem aspira ao bem e deseja que lhe seja mostrado; não sou daqueles que não o desejam, porque descobri em mim mesmo um certo instinto natural que me leva e me faz tender à felicidade». Mas os humanos frequentemente se enganam quanto aos meios: alguns a buscam nas riquezas, outros nos prazeres, outros ainda nas honras.
Na realidade, somente o «bem supremo» pode satisfazer plenamente o coração humano. Francisco de Sales não encontrava dificuldade alguma em identificar o bem supremo com Deus; isso o faz dizer que «o coração humano tende naturalmente a Deus, que é a sua bem-aventurança». Ele havia aprendido com seus mestres de filosofia que a «felicidade prática», identificada em particular com a posse da sabedoria, da honestidade, da bondade e do prazer, ainda não era a verdadeira felicidade do homem; para alcançá-la, é preciso superar a dimensão do fazer e do ter e tender àquela do ser e da essência, porque o objeto da «felicidade essencial» do sujeito humano não pode ser senão «Deus, e somente Ele».
São Francisco de Sales tem plena confiança na inteligência e na vontade, «faculdades universais que abrangem tudo o que é verdadeiro e bom; ora, Deus é o objeto mais universal que pode existir, pois é a plenitude da bondade e da verdade; Deus, portanto, é o objeto dessas faculdades, e somente ele é capaz de satisfazê-las completamente».
Neste ponto, vem-lhe à mente a célebre frase de Santo Agostinho: «Meu Deus! Meu coração foi criado para ti e não terá repouso nem tranquilidade enquanto não repousa em ti». A felicidade é a união com Deus, «à qual tendemos de modo totalmente natural». «Por uma espécie de paradoxo – comenta Luís Lavelle – não percebemos o coração de nós mesmos, senão por meio de um movimento que nos leva para além de nós mesmos».
Nós tendemos naturalmente a essa união, contudo somos incapazes de alcançá-la por nós mesmos: ela é objeto de um puro dom de Deus, que toma a iniciativa. Destinada ao homem sem mérito algum de sua parte, essa união «não parece ser verdadeira felicidade senão quando o sujeito humano a possui, porque Deus a criou justamente para a felicidade do homem, e a prometeu de tal maneira que se vê obrigado a doá-la». Entre a aspiração inata da pessoa humana e o projeto de Deus que quer se unir a nós, estabelece-se uma relação que Francisco de Sales chama de «conveniência».
Conveniência entre o homem e Deus
A relação entre o humano e o divino se explica pelo fato de que entre o homem e Deus existe o que Francisco de Sales chama de uma «conveniência», uma espécie de cumplicidade, poder-se-ia dizer. Nada de estranho nisso: «Somos criados à imagem e semelhança de Deus: o que isso significa senão que temos uma grande conveniência com sua divina majestade?».
O autor do Teótimo distingue várias formas de «conveniência», começando pela de semelhança. A alma humana se assemelha a Deus porque é «espiritual, indivisível, imortal; [ela] entende, quer livremente; é capaz de julgar, de discorrer, de compreender e de ter virtudes». Mais ainda, a alma «reside toda em todo o seu corpo e em cada uma de suas partes, como a divindade está toda em todos e em cada parte do mundo».
Mas a semelhança mais maravilhosa é aquela feita «à imagem e semelhança» da unidade e trindade divina. De fato, como Deus fez conhecer seu pensamento por meio do Filho, que dele procede, e expressa seu amor que procede dele e de seu Filho, por obra do Espírito Santo, assim o homem conhece com sua inteligência e ama com sua vontade amorosa. As três Pessoas divinas são distintas, mas inseparáveis: do mesmo modo, os atos da pessoa humana que procedem de sua inteligência e de sua vontade são verdadeiramente distintos, embora «permaneçam inseparavelmente unidos na alma e nas faculdades das quais procedem». Deste modo, tudo é perfeitamente uno: com seu intelecto e sua vontade, o homem forma uma imagem da Trindade.
Além desta «conveniência» por semelhança, o autor se interessa sobretudo pela «correspondência sem igual entre Deus e o homem em vista da perfeição mútua». Com isso, ele quer dizer que Deus é poderosamente levado a exercer sua bondade para com a humanidade e que esta tem uma extrema necessidade e uma radical capacidade de receber o bem que Deus lhe quer dar. «É, portanto, um doce e desejável encontro o da abundância com a indigência». Encontra-se uma reciprocidade deste tipo não apenas na relação amorosa do esposo e da esposa, como é descrita no Cântico dos Cânticos, mas também na figura da mãe que tem prazer em oferecer seu leite ao recém-nascido, que se compraz em recebê-lo:
As mães às vezes têm os seios tão túrgidos e abundantes que não conseguem resistir sem oferecê-los a alguma criança; e mesmo que a criança sugue o seio com grande avidez, ainda maior é a pressa da ama de leite em oferecê-lo; a criança suga impelida pela própria necessidade, a mãe, ao amamentá-la, pela sua abundância.
Inclinação natural para Deus
Esta «conveniência» entre Deus e o homem é continuamente alimentada pelo que Francisco de Sales chama de «inclinação natural», que impele o homem para Deus. Certamente, como bom teólogo, ele articula de modo conveniente o desejo do sobrenatural e sua gratuidade: por um lado, o coração humano tende a Deus movido pela inclinação natural; por outro, a felicidade a que aspira vai muito além de uma simples alegria natural. Contudo, ele dedica bastante tempo para mostrar o caminho que vai do desejo natural à sua satisfação sobrenatural. Ele se detém nas capacidades naturais do homem que o conduzem ao Todo, explicando que «seu intelecto tem uma inclinação sem limites para saber sempre mais, e sua vontade um apetite insaciável de amar e encontrar o bem». Ele ensina que o intelecto não se contenta com verdades parciais e fragmentárias, e sublinha que seu movimento espontâneo o leva à busca da Verdade; que a vontade, com sua capacidade de amor, é atraída pelo Bem supremo, capaz de satisfazer seu desejo. De onde vem essa inclinação extraordinária? A conclusão se impõe por si mesma: há «algum operador infinito» que imprime em mim «este desejo infinito de saber, e este apetite que não pode ser saciado» neste mundo e por este mundo.
Esta inclinação direcionada a buscar o bem e, digamos, a amar a Deus, permaneceu no homem mesmo após o pecado original. É verdade que muitas vezes ela não aparece de forma alguma, pois permanece «secreta, escondida e quase adormecida no fundo da natureza», «entorpecida e imperceptível»; quando, porém, se depara com seu objeto, eis que de repente desperta e «aparece como uma faísca debaixo das cinzas», como o filhote de perdiz, aninhado sob as asas de uma perdiz «ladra», que corre para sua verdadeira mãe ao seu primeiro chamado.
Do ponto de vista cronológico e seguindo o desenvolvimento natural da criança, esta inclinação para Deus aparece por último. De fato, o amor da criança se manifesta primeiro por si mesma, depois pela mãe, depois pelos outros, antes de se voltar para Deus, quando se torna capaz disso. «O amor divino é o último a nascer entre os afetos do coração humano», mas nem por isso é menos importante ou opcional, porque está destinado pela natureza a prevalecer sobre todos os outros amores: «Tudo está submetido a este amor celeste que exige ser ou rei ou nada, não sendo possível para ele viver senão como rei, nem reinar senão como soberano». Excelente humanista, Francisco de Sales não pode deixar de considerar a plenitude que o cristianismo confere ao homem: «Vemos bem que não podemos ser verdadeiros homens se não tivermos a inclinação de amar a Deus mais do que a nós mesmos, nem verdadeiros cristãos, se não colocarmos em prática tal inclinação».
Atração recíproca
O Deus de São Francisco de Sales atrai aquele que vai em sua direção:
Seja, portanto, que a união de nossa alma com Deus se realize imperceptivelmente, seja que ocorra de modo perceptível, o autor é sempre Deus, e ninguém pode se unir a ele se não for ele mesmo a se mover primeiro, e ninguém pode ir a ele se não for por ele atraído, como testemunha o Esposo divino dizendo: “Ninguém pode vir a mim se o Pai não o atrair; o que também proclama a Esposa celeste quando diz: Atrai-me, corramos à fragrância dos teus perfumes.”
Entre Deus e o homem existe uma atração mútua, tanto que a recusa voluntária de Deus parecia a Francisco de Sales algo impensável, inacreditável. Uma vez provado o amor de Deus, como é possível renunciar à sua doçura? «As crianças, mesmo sendo crianças, se são alimentadas com leite, manteiga e mel, fogem do amargor do absinto e do fel, e choram até ficarem sem fôlego se são forçadas a prová-los: e então, bom Deus, a alma, uma vez unida à bondade do Criador, como pode abandoná-lo para seguir a vaidade das criaturas?».
O encontro de Deus e do homem aberto à transcendência não é um fardo que Deus impôs aos seres humanos, mas sim um prazer a ser compartilhado:
Se o homem pensa com um pouco de atenção na divindade, imediatamente sente uma certa doce emoção no coração, o que prova que Deus é o Deus do coração humano. Em nenhuma outra circunstância nosso intelecto sente tanto prazer quanto neste pensar na divindade, cujo mínimo conhecimento, como diz o príncipe dos filósofos, vale mais que a maior de todas as outras coisas […]. Este prazer e esta confiança que o coração humano encontra naturalmente em Deus só podem derivar da conveniência que existe entre a divina bondade e a nossa alma.
Uma pedagogia da fé
A partir das concepções de Francisco de Sales sobre as relações entre o humano e o divino, é possível imaginar uma pedagogia da fé. Apresentam-se vários caminhos. O primeiro parte do espetáculo da criação para subir em direção ao Criador; de fato, «Deus imprimiu sua pegada, seu sinal, sua marca em todas as coisas criadas». O bispo de Genebra era particularmente atraído e sensível a isso.
Para ir a Deus, somos convidados a seguir a via pulchritudinis, o caminho da beleza. Um conselho dado a Filoteia soa assim: «Aspirai, pois, frequentemente a Deus, Filoteia, com breves mas ardentes impulsos do vosso coração: admirai a sua beleza». O início do Teótimo é um hino à «beleza da natureza humana». No viver cotidiano, especialmente no momento da «recreação», o pensamento de Francisco de Sales se eleva facilmente da contemplação do belo à contemplação da Beleza incriada. Seu amigo, Camus, era a testemunha maravilhada disso:
Quando lhe falavam de palácios, de pinturas, de música, de caça, de pássaros, de plantas, de jardins, de flores, não reprovava aqueles que se ocupavam disso, mas desejava que todas essas ocupações lhes servissem como outros tantos meios e escadas místicas para se elevarem a Deus […]. Se lhe mostravam um belo pomar, cheio de plantas bem alinhadas: “Nós somos a agricultura e a oficina de Deus”, exclamava. Se se tratava de palácios construídos com justa simetria: “Nós somos o edifício de Deus”, era sua reflexão. […] Quando lhe mostravam pinturas raras e esplêndidas: “Não há nada de belo – dizia –, como a alma feita à semelhança de Deus”.
Outro caminho mais interior consiste em mostrar que o sujeito humano abriga em si desejos e aspirações que o guiam quase espontaneamente para além de si mesmo. Trata-se de sondar as profundezas do coração humano para descobrir ali os germes divinos que Deus depositou. É sem dúvida nesta trilha que Francisco de Sales engaja o leitor do Teótimo, seguindo uma «pedagogia de cumes» que parte do homem, de sua natureza e de suas aspirações. Nisso, ele respeita a transcendência de Deus e sua iniciativa, porque é ele quem colocou no ser humano esta natureza e estas disposições, e é ele quem as preenche com sua graça.
Basta comparar o primeiro livro do Teótimo com o segundo para descobrir a proposta de seu autor: no primeiro, que contém «uma preparação para todo o Tratado», estamos na terra, onde vive o homem como ser feito para amar; no segundo livro, o autor nos transporta para o céu, para nos contar a «história da concepção e do nascimento celeste do amor divino».
É, portanto, o caminho ascendente e indutivo que Francisco de Sales prefere. Ele quer, de fato, mostrar ao sujeito humano que, para ser fiel a si mesmo, deve reconhecer o dinamismo interno que o habita e que o orienta para Deus. Nesse sentido, pode-se dizer que o primeiro livro do Teótimo não é senão uma preparação filosófica para acolher o dom transcendente da caridade. Ele não toma emprestado o caminho da pura transcendência, que consiste em mostrar um Deus que pode intervir com poder do alto na vida dos seres humanos, revelando-se e estabelecendo uma aliança com a plena autoridade de criador e mestre do universo. «Deus é o Deus do coração humano», escreve o autor do Teótimo.
Só Deus é capaz de preencher o coração do homem, porque este é feito para o absoluto: «Levando em conta, portanto, que nada satisfaz perfeitamente nossa alma e que sua aspiração não pode ser esgotada por nenhuma coisa deste mundo, […] tem toda a razão de exclamar: Não sou, pois, feita para este mundo!».
Francisco de Sales parece incapaz de falar do homem sem falar de Deus, nem de falar de Deus sem falar do homem.
A juventude e Deus
Abrir-me à transcendência e conhecer a Deus como meu Bem supremo, tudo isso me impele a doar-me a ele. Isso não depende da idade. O sobrinho e biógrafo de Francisco de Sales, Carlos Augusto, conta que, quando era muito jovem, seu tio repetia frequentemente aos seus companheiros de brincadeira: «Aprendamos desde cedo a servir a Deus e a rezar a ele, enquanto nos dá essa possibilidade».
Será preciso esperar envelhecer para se doar a Deus? Tal perspectiva está, sem dúvida, fora das vistas do bispo saboiano, que não cessa de repetir àqueles que escolheram sua direção: «Não desejeis não ser o que sois, mas desejai ser da melhor maneira o que sois». Se sois jovens, sede-o de verdade, segundo vossa vocação e ocupação. «Aprendamos a servir a Deus de coração sincero e desde cedo» – exortava Francisco de Sales –, que não esquecia a este propósito o dito bíblico: «É bom para o homem ter carregado o jugo desde a sua juventude». Foi o que fez o duque de Mercœur, cuja educação cristã recebida na juventude haveria de render copiosos frutos na idade madura:
Neste príncipe deve ser posto em belo destaque o louvor por ter tão bem nutrido suas primeiras inclinações com a virtude, mesmo em meio a tantos encontros e ocasiões, visto que […] nem a corte, nem a guerra, inimigos jurados da devoção, embora ajudados pelos secretos encantos da juventude, da beleza e da comodidade deste excelente príncipe, jamais puderam conquistar-lhe a alma, a qual se manteve sempre pura e incólume em meio a tantos atrativos.
A «devoção» ensinada por Francisco de Sales é válida para todos, e não apenas para todas as condições de vida e para todas as vocações, mas também para todas as idades e, em particular, para os jovens: ela «torna a juventude mais sábia e mais amável e a velhice menos insuportável e entediante». É o melhor compromisso que alguém pode assumir desde os «alvores de sua idade», tanto mais que não sabe quantos serão os seus anos. «Há aqueles que prestam homenagens a Deus daquilo que não têm» – afirma o bispo de Genebra, imaginando este pequeno diálogo: – «Meu filho, por que não és devoto? – Serei na minha velhice. – Bom Deus! Quem sabe se tu chegarás a ser velho?». Várias vezes Francisco de Sales terá que combater este traço da mentalidade corrente:
É totalmente certo que os velhos estão próximos da morte e que os jovens podem morrer cedo; no entanto, tente falar com um jovem leviano e interrogue-o sobre sua saúde: O quê! dirá ele, não basta que eu dedique a Deus os dias da minha velhice? É preciso, portanto, doar-se cedo, enquanto se é jovem.
A juventude possui recursos por vezes insuspeitados. Certamente, o velho Abraão é admirável, quando quer obedecer a Deus, aceitando imolar-lhe o filho; mas «ver Isaque, na primavera dos anos, ainda novato e aprendiz na arte de amar o seu Deus, oferecer-se, apenas pela palavra de seu pai, à espada e ao fogo para ser um holocausto de obediência à divina bondade, é coisa superior a toda admiração».
Quanto às pessoas do «sexo frágil», não se contam aquelas que escolheram o martírio na flor da idade, quando eram «mais brancas que os lírios por pureza, mais vermelhas que a rosa por caridade, algumas aos doze, outras aos treze, quinze, vinte e vinte e cinco anos». Segundo ele, conheceu uma menina que, «da idade de nove aos dez anos», «desejou morrer pela fé e pela santa Igreja».
Doar-se a Deus quando se é jovem é um tema particularmente frequente nas conferências dirigidas pelo fundador da Visitação às irmãs, especialmente por ocasião das vestiduras e das profissões das religiosas. Como certas candidatas eram muitas vezes muito jovens, tendo uma apenas «quinze anos e a outra dezesseis», a ocasião se prestava para abordar o tema da adolescência em sua relação com Deus e para ensinar que a juventude que se doa a Deus suscita uma felicidade recíproca:
É muito verdade que a beleza daqueles que se dedicam à divina majestade desde a sua adolescência é muito grande, tanto mais que Deus o deseja e se compraz grandemente, enquanto deplora, ao contrário, quando declara pela boca do Profeta que desde a sua adolescência eles abandonaram o seu caminho e tomaram o caminho da perdição.
Consequentemente, «a divina Bondade deseja o tempo da nossa juventude, sendo o mais adequado para nos pormos a seu serviço». Afirmará também que «Deus ama de modo particular as primícias dos anos e deseja que lhe sejam consagradas». E se fosse preciso escolher entre dois tipos de flores, as rosas ou os lírios, sua preferência recaía sobre as primeiras, «porque as rosas são mais perfumadas pela manhã».
Pode-se ser jovem por toda a vida, mas para os jovens que o são «pela idade» é uma felicidade «extraordinária poder dedicar à divina majestade estes seus melhores anos». Quando Nosso Senhor é o primeiro amor da vida, o resultado pode ser admirável, porque estas «jovens almas que ainda não puseram seu amor em nenhuma outra parte, estão maravilhosamente dispostas a amar o celeste Amante de nossos corações». Falando daqueles que se dedicaram a Deus desde a sua juventude e que depois foram perseverantes, poder-se-á dizer que «neles tudo foi bom, as folhas, as flores e os frutos: sua infância, sua juventude e o resto de sua vida».

