Tempo de leitura: 2 min.
Após a Primeira Guerra Mundial, em tempos de grande fome, o professor Breitenbach, um médico famoso, ficou gravemente doente. Junto com a doença, veio um estado geral de exaustão. Os médicos assistentes murmuravam sobre uma dieta nutritiva e depois, desconsolados, davam de ombros. Naqueles dias críticos, um conhecido enviou metade de um pão.
O professor ficou tão encantado com o presente que recebeu que nem conseguiu comê-lo. Ele sabia que seu vizinho, um mestre-escola, tinha uma filha doente que estava passando fome. Então ele disse: “O que eu faço com isso? Já sou um homem idoso. Será muito mais útil para aquela vida jovem”. E mandou a governanta levar aquele pedaço de pão para a filha do mestre-escola.
O senhor também não quis ficar com o pão para si, mas decidiu doá-lo a uma viúva idosa que havia encontrado refúgio em um sótão em uma parte pobre da cidade. A estranha jornada do pão estava destinada a não ter fim. A senhora o levou para sua filha, que com seus dois filhos havia se refugiado em um porão não muito longe dali.
A senhora, por sua vez, lembrou-se do velho médico doente, que morava a algumas casas dali. Ela se lembrou de que, pouco tempo antes, ele havia tratado um de seus filhos, que estava gravemente doente, sem cobrar nada. Ela colocou o meio pão debaixo do braço e foi até a casa do médico.
“Foi assim que o trouxemos de volta”, contou a dona de casa. Quando teve o pão na mão e soube de sua peregrinação, o professor ficou profundamente emocionado e disse: “Enquanto houver tanto amor entre nós, não tenho medo de nada”.
Ele não comeu o pão, mas disse: “Devemos guardá-lo e toda vez que agirmos com maldade, vamos pegá-lo e olhar para ele.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. É possível comprar remédios, mas não saúde. É possível comprar coisas, não uma família.
É possível comprar convivência, mas não amor. Um livro, mas não a inteligência. Um crucifixo, mas não a fé. O luxo, mas não a beleza. Um quarto bonito, mas não o sono. Um túmulo luxuoso, mas não o céu.

